sexta-feira, 24 de março de 2023

ISICEM 2023: Desmame ventilatório difícil na UTI

Durante o congresso, uma das principais palestras, apresentada pelo Professor Alexander Demoule, trouxe uma abordagem prática sobre avaliação da força da musculatura respiratória na sessão de desmame ventilatório durante o ISICEM.


Primeiro, é importante entender que a eletroneuromiografia e a medida do p0.1 (medida da pressão de oclusão das vias aéreas 0,1 segundo após o início de um esforço inspiratório contra uma via aérea ocluída) não avaliam força muscular. Eles passam informações a respeito do drive respiratório!

Quando realizar a avaliação da força da musculatura respiratória em UTI?

Sempre que houver falência do desmame ou extubação!


Como então realizar a avaliação da força da musculatura respiratória?


O exame clínico não é a melhor opção. Importante entender que a força da musculatura dos membros é diferente da força do diafragma.


Se o paciente estiver totalmente cooperativo, tente a Pressão Inspiratória Máxima:

Para execução, necessitamos de um avaliador treinado;

Será avaliada a pressão nas vias aéreas a partir de um esforço > 1,5 segundos;

O valor obtido é o valor médio no primeiro segundo;

Valores elevados excluem fraqueza muscular respiratória. Valores baixos podem refletir técnica ou esforço inadequados;

Se o paciente estiver na ventilação mecânica (pressão de suporte):

Utilize o Ultrassom de Diafragma ou a medida da Pressão de Oclusão.

Vamos falar sobre essas duas técnicas agora.



Ultrassom Diafragmático: como realizar?

Você não pode usar esta técnica se o paciente não estiver com drive respiratório espontâneo.



O US será utilizado com os seguintes parâmetros técnicos:



Vista intercostal;

Probe linear;

8-9 espaço intercostal;

Linha axilar média;

2D, depois modo M.

O objetivo é analisar a Fração de Espessamento do Diafragma: TFdi (Thickness Fraction Diaphragm)



Existe alto risco de falha na extubação se TFdi < 29%



Medida da pressão de oclusão (Pocc)

A pressão de oclusão é um parâmetro utilizado para avaliar a força muscular respiratória. Ela representa a pressão máxima gerada pelos músculos respiratórios durante uma inspiração ou expiração máxima contra uma obstrução da via aérea, como por exemplo um bocal fechado ou uma máscara com uma válvula de resistência.



Ela ajuda na predição da Pressão Muscular, sendo igual a -3/4 Pocc.



Predicted Pmus = -3/4 Poccl



Baixo TFdi ou Pocc predizem fraqueza do diafragma!



Saiba mais: ISICEM 2023: Pupilometria automatizada na neuromonitorização de pacientes graves



Mensagens Práticas — Força muscular respiratória na UTI

Deve ser avaliada em caso de falha no desmame ou falha de extubação;

Se o paciente estiver totalmente cooperativo, tente um valor alto de Pressão Inspiratória Máxima para excluir fraqueza muscular;

Assim que o paciente estiver em ventilação mecânica com pressão de suporte (PSV):

Você pode usar ultrassom diafragmático (TFdi) e também medir Pocc (Pressão de Oclusão);

Um TFdi ou Pocc baixo prediz fraqueza do diafragma.








Autor: Filipe Amado
Fonte: pebmed
Sítio Online da Publicação: pebmed
Data: 23/03/2023
Publicação Original: https://pebmed.com.br/isicem-2023-desmame-ventilatorio-dificil-na-uti/

quinta-feira, 23 de março de 2023

Inovação contra a tuberculose

A tuberculose é um grave problema de saúde pública que afeta milhares de pessoas em todo o Brasil. De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde em março do ano passado, o país registrou 68.271 casos novos da enfermidade em 2021, o que equivale a um coeficiente de incidência de 32 por 100 mil habitantes. Diante dessa realidade, o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) investe em pesquisa, desenvolvimento e ampliação de seu portfólio.



A unidade é o principal produtor de tuberculostáticos no país, com fornecimento de quatro medicamentos ao Sistema Único de Saúde (SUS): etionamida; isoniazida; isoniazida+rifampicina; e o 4 em 1, assim denominado por reunir em um único comprimido quatro princípios ativos (rifampicina+isoniazida+pirazinamida+etambutol). Confira o portfólio completo.

Além de abastecer a rede pública de saúde, Farmanguinhos vem trabalhando no desenvolvimento de novas formulações a fim de melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Para se ter uma ideia da demanda nacional, neste primeiro trimestre de 2023, o Instituto forneceu quase 15 milhões de unidades farmacêuticas desses medicamentos ao Ministério da Saúde. A previsão é de entregar um total de mais de 80 milhões até dezembro, o que representa o dobro da quantidade enviada no ano passado.

Ampliação da produção

Neste sentido, para dar uma atenção ainda maior a essa crescente necessidade, no próximo mês, a instituição concluirá a nova área fabril voltada especificamente para produção de fármacos. Com total de 750 m2, a nova linha terá capacidade para produzir até 150 milhões de unidades farmacêuticas anualmente.

Segundo o diretor Jorge Mendonça, essa estrutura possibilitará a ampliação do portfólio e garantir o tratamento aos pacientes assistidos pelo SUS. A tuberculose é considerada uma doença negligenciada com poucos investimentos por parte da indústria privada para o desenvolvimento de novas terapias. Está incluída nos objetivos do desenvolvimento sustentável e da Estratégia Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, como uma das doenças a ser eliminadas até 2030. Neste cenário, Farmanguinhos promove esta ação importante para contribuir com essa meta e combater uma doença com alto índice de prevalência no Brasil, facilitando o acesso ao usuário do SUS e contribuindo para a diminuição da dependência do Brasil neste tipo de medicamento, ressalta o diretor.



Parte da nova área fabril, que terá capacidade de produzir até 150 milhões de unidades farmacêuticas de medicamentos para tuberculose (Imagem: Farmanguinhos)

Desenvolvimento

Além da produção e fornecimento, as áreas de pesquisa e desenvolvimento vêm trabalhando na descoberta de novas moléculas, investigando novas soluções terapêuticas e aplicando melhorias às formulações farmacêuticas existentes. O objetivo é oferecer tratamentos mais eficazes e com menos eventos adversos aos pacientes.

O portfólio de desenvolvimento tecnológico atual conta com oito projetos voltados para enfrentamento da tuberculose. Dentre eles, há formulações pediátricas e outras que reúnem diferentes princípios ativos em um único comprimido. A pesquisadora Juliana Johansson explica os benefícios a partir dessa estratégia que combina diferentes fármacos em um único medicamento, também denominado Dose Fixa Combinada (DFC).

“Quando se faz a escolha pela administração de comprimidos em uma dose fixa combinada há muitas vantagens para os pacientes. Por exemplo, a comodidade da posologia é um benefício importante, pois o paciente recebe em uma única tomada todos os fármacos necessários para o seu tratamento. Essa simplificação do esquema terapêutico promove uma maior adesão ao tratamento e reduz o risco de desenvolvimento de resistência dos microorganismos aos antibióticos utilizados. Além disso, do ponto de vista estratégico, a logística destas associações é muito mais simples. Ao invés de haver a produção e distribuição de diferentes medicamentos, o tratamento completo pode chegar ao paciente concentrado em uma única forma farmacêutica”, ressalta a pesquisadora.

Outro importante medicamento para a tuberculose em DFC é isoniazida+rifampicina (150mg+300mg). Foi totalmente desenvolvido internamente e obteve registro da Anvisa em 2021. Essa formulação é referência nacional, ou seja, qualquer laboratório que demonstre interesse em produzir, terá que seguir os parâmetros de Farmanguinhos.

A coordenadora de Desenvolvimento Tecnológico, Alessandra Esteves, explica que os laboratórios desenvolvem ainda outros importantes medicamentos, que ainda não possuem nenhuma aprovação pela agência reguladora brasileira (Anvisa), tais como isoniazida+rifampicina (75mg+150mg) e rifapentina 150 mg na apresentação comprimidos revestidos. Ela destaca que outra importante iniciativa é o desenvolvimento de formulações orodispersíveis, isto é, que se dissolvem na boca, direcionadas para as crianças.

“São formulações pediátricas, como é o caso da isoniazida+rifampicina (50+75mg). Este projeto busca, primeiramente, o alinhamento com a Anvisa sobre possíveis estratégias regulatórias para registro de medicamentos pediátricos no Brasil. Sendo bem-sucedida, abrirá portas para registro de novos produtos para este público no país. Nosso objetivo é desenvolver formulações mais adequadas para as crianças, neste caso, em comprimidos orodispersiveis”, avalia Alessandra Esteves.

Pesquisas inovadoras

O laboratório de Síntese de Fármacos da unidade conta com linhas de investigação de novos alvos terapêuticos a fim de ofertar tratamentos inovadores no SUS. Um dos estudos utiliza derivados da isoniazida objetivando resultados mais promissores e menos agressivos ao organismo.

Testes pré-clínicos mostraram que um dos novos derivados apresentou excelente biodisponibilidade, sendo altamente absorvido por via oral. Além disso, não apresentou toxicidade aguda, mesmo em doses elevadas. “Devido aos resultados animadores, o derivado seguirá na etapa de desenvolvimento e faremos ensaios mais avançados. Além disso, desenvolvemos um método otimizado de síntese pelos princípios da química verde, que aumentou o seu rendimento e diminuiu seu impacto ambiental”, explica o pesquisador Frederico Castelo Branco.

O especialista explica ainda que os derivados apresentaram o dobro da potência da isoniazida, e são mais potentes do que os demais fármacos de primeira escolha do tratamento da tuberculose. Essas substâncias foram fruto de patente nos Estados Unidos, Índia, China, Europa e no Brasil.
Outro Laboratório de Síntese da unidade, o de Substâncias no Combate a Doenças Tropicais (SSCDT), tem mais de 18 anos de estudos de novos alvos contra a tuberculose. A pesquisa desenvolvida pelo grupo é baseada na área da química medicinal com diferentes abordagens. Uma delas trabalha com novas rotas sintéticas para serem utilizadas em escala industrial para a produção dos fármacos disponíveis no mercado para essa patologia. Outra linha atua na obtenção de intermediários sintéticos de alto valor agregado obtidos em aumento de escala para a produção de outros fármacos candidatos a agentes anti-tuberculose.

“Outra abordagem bastante explorada por nosso grupo é a busca por novas substâncias não só para a tuberculose sensível, como também para a tuberculose resistente, que é um grave problema atual. Neste contexto, podemos destacar substâncias baseadas no núcleo quinolínico, que tem se mostrado uma classe muito promissora frente à doença”, ressalta Marcus Vinicius Nora de Souza, coordenador do Laboratório.

Esses resultados reiteram o caráter estratégico de Farmanguinhos como protagonista na saúde pública brasileira por meio de sua atuação em todo o processo produtivo de um medicamento, da pesquisa aplicada, passando por desenvolvimento tecnológico, produção e fornecimento no Sistema Único de Saúde.

Sobre a doença

A tuberculose é uma doença infectocontagiosa que afeta principalmente os pulmões, mas pode acometer outros órgãos, como ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro). O Dia Mundial de Combate à Tuberculose foi criado em 1982 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em homenagem aos 100 anos do anúncio do descobrimento do bacilo de Koch, causador da doença, ocorrido em 24 de março de 1882, pelo médico Robert Koch. É uma forma de aumentar a conscientização sobre as consequências devastadoras à saúde, bem como os impactos sociais e econômicos provocados pela doença, além de intensificar os esforços com o objetivo de acabar com essa epidemia global.






Autor: Alexandre Matos (Farmanguinhos/Fiocruz)
Fonte: Fiocruz
Sítio Online da Publicação: Fiocruz
Data: 23/03/2023
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/noticia/inovacao-contra-tuberculose

Revista Poli: atraso do Censo e suas consequências são tema de nova edição


Com mais de dois anos de atraso, em breve, os dados oficiais do Censo Demográfico serão finalmente divulgados. Na reportagem de capa, especialistas comentam as consequências desse longo período de espera e abordam as informações oferecidas pelo principal levantamento socioeconômico do país, além de debaterem como a redução de perguntas desse último levantamento pode impactar na formulação de políticas públicas.

Na editoria “Educação”, a Poli traz uma matéria sobre os 20 anos da Lei 10.639, que estabelece a obrigatoriedade das disciplinas de História e Cultura Afro-brasileira no currículo escolar brasileiro, trazendo à luz debates sobre a importância de uma educação antirracista e inclusiva. Entrevistados apontam caminhos e destacam a importância dos docentes nesse processo.

Na entrevista desta edição, a pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), Angélica Baptista Silva, comenta a Lei 14.510/2022, que inclui a telessaúde na Lei Orgânica do Sistema Único de Saúde (SUS). Ela fala sobre as diferenças de abordagem no âmbito público e privado e aponta os desafios para a recém-criada Secretaria de Saúde Digital. Apesar da previsão definitiva em lei ter ocorrido no final de 2022, a telessaúde já era regulamentada por portarias e pela resolução de conselhos profissionais diante da Covid-19. No novo governo, os programas ligados a essa modalidade de atendimento ficaram a cargo da nova secretaria.

A retomada de conselhos e o fortalecimento da participação social nos primeiros meses do governo Lula também são abordados na 88ª edição da revista. Na reportagem, integrantes de conselhos fazem um balanço dos últimos anos, refletem sobre os limites desses espaços de diálogo e debatem sobre os desafios que permanecem.

Em “Trabalho e Saúde”, a publicação aborda os recentes alertas globais que têm chamado a atenção para a saúde mental nos ambientes de trabalho e como – apesar dos crescentes debates acerca do tema – esse ainda é um assunto delicado e envolto de estigmas. Especialistas falam das principais causas de sofrimento psíquico em espaços laborais e sobre formas de prevenção de transtornos mentais, especialmente após o isolamento social decorrente da pandemia de Covid-19.

Por fim, a editoria “Dicionário” explica o verbete “Agroecossistema”, suas possibilidades agroecológicas, o papel da participação popular e do conhecimento tradicional, as tecnologias sociais envolvidas no manejo da terra e os riscos de apropriações de “discursos ambientais” pelo agronegócio.





Autor: Talita Rodrigues (EPSJV/Fiocruz)
Fonte: Fiocruz
Sítio Online da Publicação: Fiocruz
Data: 23/03/2023
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/noticia/revista-poli-atraso-do-censo-e-suas-consequencias-sao-tema-de-nova-edicao

Fiocruz oferece 44 cursos gratuitos online; confira lista

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) oferece mais de 40 cursos gratuitos em diferentes categorias e modalidades. As capacitações são 100% online.

As qualificações abordam temas como educação e gestão em saúde; comunicação, doenças transmisíveis, doenças ocasionadas por vírus respiratórios emergentes, entre outros. Os cursos são uma ótima oportunidade para incrementar o currículo.




Créditos: Divulgação


Os cursos são livres, gratuitos e têm início imediato. O público alvo da maioria das capacitações é profissionais da área da saúde, no entanto, qualquer pessoa pode se inscrever e participar.

Porém, na maioria dos cursos, o certificado de conclusão é fornecido somente para o público interno, ou seja, para os trabalhadores da Fiocruz devidamente matriculados e que realizarem todas as atividades de aprendizagem propostas.
Lista de cursos gratuitos da Fiocruz

TRANSFORMAÇÃO DIGITAL – 1º OFERTA
INTRODUÇÃO À INTEGRIDADE DE DADOS – 1º OFERTA
ENFRENTAMENTO AO ESTIGMA E DISCRIMINAÇÃO DE POPULAÇÕES EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE NOS SERVIÇOS DE SAÚDE
OS DESAFIOS DA LIDERANÇA – CURSO 2: FERRAMENTAS PARA GESTÃO DE PESSOAS – 1º OFERTA
PERCURSO COMUNICAÇÃO – 1º OFERTA
ENFRENTAMENTO DA COVID-19 NO CONTEXTO DOS POVOS INDÍGENAS – 1º OFERTA
OS DESAFIOS DA LIDERANÇA – CURSO 1: ENTENDENDO O COMPORTAMENTO
ORGANIZACIONAL. – 1º OFERTA
INTRODUÇÃO À DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA (MOOC) – 1º OFERTA
COVID-19 MANEJO DA INFECÇÃO CAUSADA PELO NOVO CORONAVÍRUS – 2ª EDIÇÃO – 2º OFERTA
PLATAFORMA CHA PARA EDUCADORES – 1º OFERTA
TREINAMENTO DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE PARA APLICAÇÃO DE TESTE RÁPIDO DE
COVID-19 – 1º OFERTAUTILIZAÇÃO DOS TESTES RÁPIDOS NO DIAGNÓSTICO DA INFECÇÃO PELO HIV, DA SÍFILIS E DAS HEPATITES B E C – 1º OFERTA
AUTOCUIDADO EM SAÚDE E A LITERACIA PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE E A PREVENÇÃO DE DOENÇAS CRÔNICAS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE (APS) – 1º OFERTA
INICIAÇÃO EM CIÊNCIA EM ANIMAIS DE LABORATÓRIO – 1º OFERTA
CURSO VIRTUAL EM PRÁTICAS EM BIOSSEGURANÇA NÍVEL 3 (NB3) – 1º OFERTA
ENSINO REMOTO – CAMINHOS E CONEXÕES – 1º OFERTA
INTRODUÇÃO À GESTÃO DA INOVAÇÃO EM MEDICAMENTOS DA BIODIVERSIDADE – 1º OFERTA
CURSO ONLINE DE BOAS PRÁTICAS CLÍNICAS – 2º EDIÇÃO
INFODENGUE E INFOGRIPE: VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DE DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS – 1º OFERTA
TREINAMENTO EM LABORATÓRIO DE NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3) – EDIÇÃO 1/2023
BIOSSEGURANÇA – 2º OFERTA
ACESSO ABERTO – 1º OFERTA
DADOS ABERTOS – 1º OFERTA
EDUCAÇÃO ABERTA – 1º OFERTA
O QUE É CIÊNCIA ABERTA? – 1º OFERTA
PANORAMA HISTÓRICO DA CIÊNCIA ABERTA – 1º OFERTA
PROPRIEDADE INTELECTUAL APLICADA À CIÊNCIA ABERTA – 1º OFERTA
DIREITO DE ACESSO À INFORMAÇÃO E PROTEÇÃO DE DADOS PESSOAIS – 1º OFERTA
EPIDEMIOLOGIA EM SAÚDE PÚBLICA – 2023 / 2024
CONHECIMENTO E PRÁTICAS AGROECOLÓGICOS NA PROMOÇÃO DE TERRITÓRIOS SAUDÁVEIS E SUSTENTÁVEIS – 1º OFERTA
GERENCIAMENTO DE RISCOS EM AMBIENTES DE SAÚDE
CONHECIMENTO E PRÁTICAS AGROECOLÓGICOS NA PROMOÇÃO DE TERRITÓRIOS SAUDÁVEIS E SUSTENTÁVEIS – 1º OFERTA
INICIATIVA HOSPITAL AMIGO DA CRIANÇA – 2023
CURSO CONSELHEIROS MUNICIPAIS DE SAÚDE
GERENCIAMENTO E LOGÍSTICA DA CADEIA DE SUPRIMENTOS PARA UNIDADES DE SAÚDE – 2023
DIREITOS HUMANOS, GÊNERO E SEXUALIDADE – 2023
ESPECIALIZAÇÃO TÉCNICA DE NÍVEL MÉDIO EM MAMOGRAFIA
FORMAÇÃO PEDAGÓGICA PARA DOCÊNCIA EM EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
CONTROLE DA QUALIDADE DE SANEANTES COM ABORDAGEM NOS ENSAIOS QUÍMICOS E FÍSICO-QUÍMICOS. – 1º OFERTA – 2023
TÓPICOS AVANÇADOS EM SAÚDE DIGITAL – 1º OFERTA
BIOLOGIA PARASITÁRIA – 2023
MEDICINA TROPICAL – 2023
UTILIZAÇÃO DO GERENCIADOR BIBLIOGRÁFICO MENDELEY – 1ª OFERTA/2023XVI CURSO DE BIOSSEGURANÇA LABORATORIAL E COLEÇÕES CIENTÍFICAS – MÓDULO DE BOAS PRÁTICAS LABORATORIAIS- 2023 – 1º OFERTA

Cursos no Campus Virtual Fiocruz

Na plataforma Campus Virtual Fiocruz também é possível encontrar cursos em EaD que vão dos livres a pós-graduação, passando pelos técnicos, de aperfeiçoamento, qualificação, entre outros.

O conteúdo é elaborado por unidades, parceiros e pela Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação (Vpeic/Fiocruz), abrangendo diferentes áreas do conhecimento e temas. Conheça aqui os cursos da Fiocruz com inscrições abertas.




Autor: Redação
Fonte: catracalivre
Sítio Online da Publicação: catracalivre
Data: 20/03/2023
Publicação Original: https://catracalivre.com.br/educacao/fiocruz-cursos-gatuitos-ead/

quarta-feira, 22 de março de 2023

A infecção mortal por fungo que se espalha pelos EUA



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O fungo Candida auris visto do microscópio
Há 8 horas


A infecção por fungos da espécie Candida auris está se espalhando rapidamente e de forma "alarmante", diz o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.


Os casos nos EUA quase dobraram em 2021: passaram de 756 para 1.471, aponta o relatório da entidade.


Pessoas saudáveis não correm risco de ter complicações relacionadas ao fungo Candida auris, mas aquelas com sistema imunológico comprometido ou que usam dispositivos médicos, como ventiladores ou cateteres, podem sofrer com quadros mais graves ou até morrer.

Por esse motivo, o CDC classifica a situação como uma "ameaça urgente relacionada à resistência antimicrobiana". Muitos pacientes afetados estão em hospitais e lares de idosos.


Um em cada três indivíduos com infecções invasivas por Candida auris morre, mas pode ser difícil avaliar como esse fungo afeta pacientes vulneráveis, avalia a epidemiologista Meghan Lyman, principal autora do relatório do CDC.


A infecção foi relatada pela primeira vez nos EUA em 2016. O aumento mais rápido de casos aconteceu entre 2020 a 2021, de acordo com dados publicados no periódico especializado Annals of Internal Medicine.


Outro motivo de preocupação é o aumento de casos que se tornaram "resistentes às equinocandinas", que é a classe de antifúngicos mais recomendada para o tratamento da infecção por Candida auris.




O CDC atribui o aumento à falta de medidas de prevenção nas unidades de saúde e às melhoras nos serviços de acompanhamento e diagnóstico de casos.


Outro fator que parece ter contribuído, segundo a entidade, foi o estresse ao sistema de saúde relacionado à pandemia de covid-19.


Lyman disse ao canal CBS News que o aumento de acometidos pela doença "enfatiza a necessidade de vigilância contínua, além de expandir a capacidade de laboratórios, criar testes de diagnóstico mais rápidos e criar programas de prevenção e controle de infecções".



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O fungo Candida auris tem virado uma das grandes preocupações na saúde pública

E no Brasil?


Outros países também têm visto um aumento nos casos de Candida auris.


No ano passado, a Organização Mundial da Saúde incluiu na lista de "patógenos fúngicos prioritários".


No Brasil, já foram identificados ao menos três surtos de maior importância relacionados a esse micro-organismo nos últimos anos.


O mais recente deles aconteceu entre dezembro de 2021 e março de 2022 em um hospital de Recife, em Pernambuco. À época, nove indivíduos foram acometidos.


O episódio foi alvo de um estudo publicado no início de 2023 por cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz).


Segundo os pesquisadores, a Candida auris "requer uma grande vigilância por sua alta capacidade de formar colônias e biofilmes, o que contribui para a disseminação do fungo".


"A identificação rápida e precisa dessa espécie é essencial para gerenciar, controlar e prevenir infecções", concluem os especialistas.




Autor: BBC 
Fonte: BBC
Sítio Online da Publicação: BBC
Data: 22/03/2023
Publicação Original: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c84dglv22dko

Vertigem aguda: os sintomas que podem ajudar em diagnóstico



CRÉDITO,GETTY IMAGESArticle informationAuthor,Megan Lawton e Polly Bayfield
Role,BBC Newsbeat
Há 4 horas

Geralmente usada para descrever o medo de altura, a vertigem também é um sintoma de várias outras condições. Ela causa a sensação de que a pessoa, ou o ambiente ao seu redor, está se movendo ou girando.

É algo que Leanne Buck entende muito bem. A jovem de 22 anos não sabe o motivo exato por trás de sua experiência de vertigem - mas ela enfrenta o problema desde os 14 anos de idade.


Leanne aprendeu que um dos gatilhos para desencadear sua vertigem é ficar em pé - algo que a afeta todos os dias.


"Muito do meu papel no trabalho inclui filmar e estar em sessões de fotos e isso envolve ficar de pé, então muitas vezes preciso descansar depois", disse ela à BBC Newsbeat, programa de rádio da BBC.


Leanne explica que seus colegas a apoiam, mas a condição a incomoda muito.


"Posso fazer algumas pausas, mas estou na casa dos 20 anos e gostaria de pensar que estou no auge da minha vida."


Em um dia ruim, Leanne diz que tem que se deitar em um quarto escuro e "esperar que a vertigem passe".



CRÉDITO,LEANNE BUCK
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Leanne Buck tenta evitar álcool e cafeína para reduzir suas chances de ataques de vertigem


"Minha visão fica muito branca e tudo o que posso ouvir é um zumbido nos ouvidos. Pode ser bastante assustador”, conta.


Kelly Boyson também convive com vertigem há oito anos. Para ela, a vertigem é resultado da doença de Ménière, um distúrbio no ouvido.


Ela conta que seus sintomas vão além da tontura.


"A vertigem pode fazer você se sentir muito mal e pode durar horas. É como um carrossel. Você está girando e, quando sai, não consegue andar e tudo fica embaçado."


"Não há nada que você possa fazer para impedir. Você só precisa esperar", diz.


Nos primeiros dias de diagnóstico, Kelly não podia sair de casa sozinha porque seus ataques eram muito frequentes.


"Eu tinha surtos de vertigem duas a três vezes por semana, e era assustador."


Ela se lembra de ter ataque ao metrô de Londres e "de ter que se agarrar às paredes do trem".


"Fui levada por um funcionário porque eles pensaram que eu estava bêbada”, conta.

O que fazer se sentir vertigem


Segundo o NHS, sistema público de saúde britânico, um ataque de vertigem pode durar segundos ou meses.


Embora o sintoma mais comum seja a tontura, os pacientes apresentam fortes dores de cabeça e altas temperaturas.


O professor Simon Lloyd, especialista nesta área, diz ser recomendável a procura de ajuda médica dependendo da gravidade do problema.


"Com vertigem severa, a melhor coisa a fazer é ir ao pronto-socorro local", diz Lloyd, presidente da Sociedade Britânica de Otologia.



CRÉDITO,KELLY BOYSON
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Kelly Boyson perde a audição durante ataques de vertigem


"Se for leve e não for algo que precise de atenção urgente, seu médico vai orientá-lo sobre o melhor tratamento."


Nanette Mellor, do The Brain Charity, diz que a vertigem "não é algo para se ter medo" e que há pessoas que podem ajudar.


Ao consultar um médico, explica Nanette, os pacientes podem descobrir o que está causando o problema.


"Pode ser algo bastante comum, como uma infecção no ouvido ou até enxaquecas."


Já Leanne quer que as pessoas sejam mais solidárias com quem sofre de vertigem.


"A vertigem aguda pode ser muito debilitante. É desorientador quando a sala parece estar girando… Eu não desejaria isso para ninguém."






Autor: Megan Lawton e Polly Bayfield
Fonte: BBC Newsbeat
Sítio Online da Publicação: BBC
Data: 22/03/2023
Publicação Original: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cg321vny3pjo

A importância da dieta para prevenir câncer e melhorar qualidade de vida de pacientes



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Alimentação saudável ajuda a prevenir diversos tipos de câncerArticle informationAuthor,Saioa Gómez Zorita, Maitane González Arceo e María Puy Portillo
Role,The Conversation
Há 8 horas


Milhões de pessoas são diagnosticadas a cada ano com câncer, a principal causa de morte no mundo. Por isso, tanto a prevenção da doença quanto seu tratamento são tão importantes. Neste contexto, uma alimentação adequada, parar de fumar e limitar o consumo de álcool são fatores que reduzem o risco de adoecer e melhoram o prognóstico.


Uma alimentação saudável é de grande importância para prevenir diversos tipos de câncer. Porém, não existem alimentos milagrosos que curem ou previnam seu aparecimento. Também não há ingredientes na dieta que a causem diretamente: é o conjunto de nossos hábitos alimentares que reduz ou aumenta as chances de adoecer.


Ao longo das linhas seguintes, os leitores observarão que, em geral, as frases usadas ao fazer recomendações sobre dieta e câncer são pouco conclusivas. As palavras "parece" ou "pode" são repetidas constantemente. Isso ocorre porque mais pesquisas são necessárias para confirmar essas descobertas e esclarecer o verdadeiro impacto da dieta.

Algumas orientações para elaborar um cardápio anticâncer


Antes de tudo, é importante manter um peso saudável: o excesso de gordura corporal e as patologias associadas, como a resistência à insulina, são ligados a um risco aumentado de câncer de tireoide, esôfago, fígado, vesícula, cólon, rim, mama, endométrio ou próstata. Além disso, parecem promover metástase em alguns tumores, como o câncer de pulmão.


Em relação aos nutrientes e alimentos que auxiliam na prevenção, a alimentação deve ser rica em fibras (frutas, verduras, legumes e grãos integrais). Muitas vezes, incluir esses alimentos no cardápio também está associado a um menor risco de obesidade.

Especificamente, o consumo de frutas e vegetais reduz as chances de desenvolver vários tipos de câncer, como o de boca e esôfago, enquanto os grãos integrais podem ajudar a prevenir o câncer colorretal. Além da fibra, esses alimentos contêm antioxidantes que também podem proteger o corpo.


Além disso, deve-se limitar o consumo de alimentos ricos em gorduras de má qualidade (gorduras saturadas e trans), amidos e açúcares. É o caso dos alimentos ultraprocessados ​​(bebidas energéticas, embutidos, lasanhas, pizzas industriais, salgadinhos, entre outros).


Em relação aos diferentes tipos de dieta, a mediterrânea se destaca por suas virtudes, que parecem reduzir as chances de desenvolver câncer de mama e cólon. Caracteriza-se pela utilização de azeite virgem como fonte fundamental de gordura; uma alta ingestão de vegetais, frutas, grãos integrais, nozes e legumes; consumo moderado de peixe e laticínios; e pouca quantidade de carnes vermelhas ou processadas.


Uma dieta com abundância de carnes vermelhas e processadas, bebidas açucaradas, carboidratos refinados e alimentos ultraprocessados ​​aumentaria as chances de alguém sofrer dessas doenças.

A dieta não cura, mas melhora a qualidade de vida do paciente



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Alimentação deve ser rica em frutas, verduras, legumes e grãos integrais


Uma dieta balanceada reduz o risco de câncer, mas não o previne. Uma vez que a doença aparece, isso pode ajudar, aliado ao tratamento médico adequado, a melhorar o prognóstico e a qualidade de vida do paciente. Além disso, pode ajudar a atenuar alguns efeitos colaterais dos tratamentos e reduzir o risco de infecções.


É comum que pacientes com câncer sofram de desnutrição devido aos tratamentos e ao próprio curso da doença. Evitar reduzir esse problema é importante, porque melhora o prognóstico. É muito importante atender às necessidades energéticas dessas pessoas e, principalmente, proteicas.


Estas últimas se encarregam de reparar os tecidos, que em pacientes com câncer podem ser muito danificados devido à cirurgia, quimioterapia ou radioterapia. Ovos, laticínios, peixes, aves e legumes são boas fontes de proteína.


Esses processos de reparo também requerem uma quantidade extra de energia. Quando a ingestão necessária não pode ser alcançada – por exemplo, por falta de apetite –, a dieta deve incluir alimentos com alta densidade energética, como frutas secas ou vitaminas. Você pode até mesmo substituir os grãos integrais por grãos refinados, já que a fibra gera saciedade.


Em suma, a dieta deve ser adaptada ao indivíduo, às suas necessidades e à sua condição. Assim, em pacientes com náuseas e vômitos, alimentos frios e leves, como purê de frutas, iogurte ou macarrão ou saladas de arroz, geralmente são bem tolerados. Se o paciente tiver alguma dificuldade para engolir, pode ser útil triturar o alimento e adicionar espessantes e gelificantes para melhorar a textura, a fim de evitar o uso de sonda para administrar o alimento.


A título de conclusão, convém recordar que, embora a alimentação não cure o câncer, melhora o prognóstico e ajuda a preveni-lo, o que a torna uma prioridade.


*Saioa Gomez Zorita é pesquisadora de Nutrição e Obesidade e professora da Universidade do País Basco. Maitane González Arceo é pós-doutoranda no Grupo de Nutrição e Obesidade da Universidade do País Basco. Maria Puy Portillo é professora de Nutrição na Universidade do País Basco


**Este artigo foi publicado originalmente no site de notícias acadêmicas The Conversation e republicado sob licença Creative Commons. Clique aqui para ler a versão original (em espanhol).



Autor: bbc
Fonte: bbc
Sítio Online da Publicação: bbc
Data: 22/03/2023
Publicação Original: https://www.bbc.com/portuguese/articles/crg5wl07eqpo