quarta-feira, 23 de maio de 2018

Mitos e verdades das alergias respiratórias

As doenças alérgicas são bastante comuns acometendo cerca de 30% da população mundial1. Ou seja, se você não é alérgico, é muito provável que alguém muito próximo a você tem ou já teve alguma crise. Pensando nisso, gostaria de sugerir a lista abaixo com 6 mitos comentados pela Dra. Mariana Sasse, gerente médica da GSK, e que irão desmistificar algumas crenças e ajudarão os pacientes a entenderem melhor as crises alérgicas e como podem se prevenir.


1 – Apenas fatores novos desencadeiam alergias?
MITO – É muito comum os pacientes chegarem ao consultório relacionando um quadro alérgico a algo novo utilizado, como shampoo, sabonete, remédio ou roupa. A alergia é a resposta excessiva do organismo a alguma coisa que deveria ser tolerada.2 Pode ser um remédio que a pessoa usa há 20 anos, pode ser um sabonete que ela sempre usou e por algum motivo desenvolve a alergia. São agentes presentes na nossa rotina e bem conhecidos. No caso da alergia respiratória, normalmente são poeira, ácaros e mofo por exemplo.2

2 – Rinite e asma. Um desencadeia o outro?
DEPENDE – Existe uma relação muito frequente entre as duas doenças. Cerca de 80% das pessoas que têm asma, apresentam também rinite.1 Por outro lado, a rinite alérgica é considerada um fator de risco para a asma, sendo observado que em torno de 40% dos pacientes com rinite apresentam asma.1

3 – O cigarro piora o quadro dos alérgicos?
VERDADE – O tabagismo causa inúmeros malefícios para a saúde. Ele é um irritante da mucosa nasal e respiratória3 e por isso é um fator que contribui para a sensibilidade da mucosa, piorando os casos alérgicos.2

4 – As pessoas tendem a apresentar quadros alérgicos mais frequentes no inverno?
DEPENDE – A ocorrência da alergia se dá por sintomas sazonais ou perenes. Os sintomas sazonais estão relacionados, principalmente à sensibilização e à exposição ao pólen.5  Quando a sensibilização se der por motivos perenes como, por exemplo, ácaros e poeira, os sintomas ocorrerão ao longo de todo o ano.5

5 – Todo remédio para alergia causa sono?
MITO – Isso não é uma verdade! Hoje em dia, existem anti-histamínicos de várias gerações. Os de primeira geração realmente dão bastante sono, mas hoje já temos produtos que não causam sonolência, sendo bem tolerados e seguros.1

6 – A alergia respiratória é considerada uma doença crônica?
VERDADE – A asma e a rinite são doenças inflamatórias crônicas das vias respiratórias, desencadeadas pela exposição frequente e repetida aos alérgenos inaláveis e agravada
por poluentes ambientais.1 Por isso é fundamental que as pessoas tenham cuidados frequentes com a casa e com a saúde.1 Se você vai para uma casa de praia ou uma casa de campo, por exemplo, o ideal é que essa casa seja limpa (tirar poeira, aspirar o colchão, limpar cortinas), deixar as janelas abertas e que seja bem arejada.1

Referências:

1 – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ALERGIA E IMUNOPATOLOGIA REGIONAL DO RIO DE JANEIRO. A doença do século XXI: alergia – perguntas e reposta. Rio de Janeiro: Revinter, 2012. 41 p.
2 – ADDE, FV. et al. Asma ou bronquite? Qual o diagnóstico do meu filho? 2006 In: SOCIEDADE DE PEDIATRIA DE SÃO PAULO. Disponível em: <http://www.spsp.org.br/site/ASP/materias.asp?id_pagina=16&Sub_Secao=121>. Acesso em: 19 abril. 2018.

3 – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ALERGIA E IMUNOPATOLOGIA. II Consenso Brasileiro sobre Rinites 2006. Rev Bras Alerg Imunopatol 2006; p 29-58.

4 – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ALERGIA E IMUNOPATOLOGIA. Previna-se contra as doenças alérgicas no outono. Disponível em: <http://www.asbai.org.br/secao.asp?s=81&id=563>.Acesso em: 19 abril. 2018.

5 – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE OTORRINOLARINGOLOGIA E CIRURGIA CÉRVICO-FACIAL. III Consenso Brasileiro sobre Rinites. Brazilian Journal of Otorhinolaryngology 2012; 75(6): 1/41.

BR/ALG/0002/18

Colaboração de Giovanna Luna, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 23/05/2018



Autor: Giovanna Luna
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data de Publicação: 23/05/2018
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2018/05/23/mitos-e-verdades-das-alergias-respiratorias/

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