terça-feira, 24 de agosto de 2021

Mudança climática tornou chuva extrema mais provável em toda a Europa Ocidental


Foto: Daniel Pavlinovic / WMO

Mudança climática tornou chuva extrema mais provável em toda a Europa Ocidental
As chuvas extremas que caíram sobre Alemanha, Bélgica, Holanda e Luxemburgo de 12 a 15 de julho deste ano se tornaram de 1,2 a 9 vezes mais prováveis de ocorrer em qualquer área da Europa Ocidental devido às mudanças climáticas.

A conclusão é de um novo estudo rápido de atribuição do grupo World Weather Attribution*, divulgado nesta terça-feira (24) na Europa. A equipe internacional com 39 cientistas climáticos também constatou que as chuvas na região são agora entre 3-19% mais fortes devido ao aquecimento causado pelo homem.

Por Cínthia Leone, Instituto ClimaInfo

Os resultados reforçam as conclusões do relatório recém-divulgado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que afirmou que agora há provas inequívocas de que os seres humanos estão aquecendo o clima do planeta e que a mudança climática causada pelo homem é o principal motor por trás das mudanças nos eventos extremos. O relatório concluiu que, à medida que as temperaturas aumentam, a Europa Ocidental e Central estará exposta a chuvas extremas e enchentes cada vez maiores.

“Este evento mostra claramente como as sociedades não são resilientes aos extremos climáticos atuais”, avalia Hayley Fowler, professor da Universidade de Newcastle. “Devemos reduzir as emissões de gases de efeito estufa o mais rápido possível, bem como melhorar os sistemas de alerta e gestão de emergência e tornar nossa infraestrutura ‘resistente ao clima’.”

Para Friederike Otto, Diretor Associado do Instituto de Mudanças Ambientais da Universidade de Oxford, as inundações mostraram que mesmo os países desenvolvidos não estão a salvo. “Este é um desafio global urgente e precisamos nos apressar a enfrentá-lo. A ciência é clara e tem sido assim há anos”.

“Os enormes custos humanos e econômicos dessas enchentes são um lembrete forte de que os países ao redor do mundo precisam se preparar e reduzir as emissões de gases de efeito estufa antes que tais eventos fiquem ainda mais fora de controle”, diz Maarten van Aalst, diretor do Centro Climático da Cruz Vermelha e Crescente Vermelho, além de professor da Universidade de Twente.

Mais emissões, mais eventos extremos

Em um único dia, mais de 90 mm de chuvas caíram na região dos rios Ahr e Erft na Alemanha, muito mais do que os registros anteriores. As enchentes mataram pelo menos 220 pessoas na Bélgica e na Alemanha.

Os cientistas analisaram registros meteorológicos e simulações computadorizadas para comparar o clima de hoje (cerca de 1,2°C mais quente desde o final do século XIX) com o clima do passado. Inicialmente, o estudo se concentrou em duas áreas particularmente afetadas: a região Ahr e Erft da Alemanha, onde, em média, 93 mm caíram em um dia, e a região Meuse belga, onde 106 mm caíram em dois dias. Os cientistas analisaram a precipitação em vez dos níveis do rio porque algumas estações de medição foram destruídas pelas enchentes

Os pesquisadores encontraram uma grande variabilidade anual nestes padrões de precipitação muito locais. Por isso, a equipe calculou a influência da mudança climática em uma região mais ampla: qualquer lugar em uma área maior da Europa Ocidental, incluindo o leste da França, oeste da Alemanha, leste da Bélgica, Holanda, Luxemburgo e norte da Suíça.

“É difícil analisar a influência da mudança climática nas chuvas fortes em níveis muito locais, mas pudemos mostrar que, na Europa Ocidental, as emissões de gases de efeito estufa tornaram eventos como estes mais prováveis”, disse Sjoukje Philip, pesquisadora climática do Instituto Real Holandês de Meteorologia (KNMI).

“As autoridades locais e nacionais da Europa Ocidental precisam estar cientes dos riscos crescentes de precipitação extrema para estarem mais bem preparadas para potenciais eventos futuros”, afirma Frank Kreienkamp, Chefe do Escritório Regional de Clima do serviço meteorológico alemão.

Referência:

Rapid attribution of heavy rainfall events leading to the severe flooding in Western Europe during July 2021, pdf (54 pages, 2.6 MB)

* World Weather Attribution (WWA) é uma colaboração internacional que analisa e comunica a possível influência da mudança climática em eventos climáticos extremos, tais como tempestades, chuvas extremas, ondas de calor, períodos de frio e secas. Mais de 400 estudos examinaram se a mudança climática tornou mais prováveis determinados eventos climáticos.

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 23/08/2021






Autor: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 23/08/2021
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2021/08/23/mudanca-climatica-tornou-chuva-extrema-mais-provavel-em-toda-a-europa-ocidental/

Reaproveitamento de água poderia reduzir a crise hídrica


Muitos dispositivos de reuso de água são de baixo custo e podem ser implantados em qualquer residência. Divulgação

Reaproveitamento de água poderia reduzir a crise hídrica

Sistemas de reuso e captação da água da chuva ainda não são uma obrigação, mas espera-se que seja em breve

Segundo arquiteto e urbanista Paulo Renato Alves, embora os modernos empreendimentos ofereçam tais inovações, falta incentivo do poder público para uso consciente dos recursos naturais, como o reaproveitamento de água

A crise hídrica anunciada no fim do último mês de maio pelo próprio governo federal e que já atinge cinco estados brasileiros, entre eles Goiás, é considerada a mais grave nos últimos 91 anos. Por isso já provoca um efeito em cadeia enorme, que vai desde a falta de água nas torneiras das casas, ao impacto negativo na economia com encarecimento de energia elétrica e da produção de alimentos.

Acontece que, esse quadro não precisaria ser tão grave se, primeiro, a população brasileira tivesse uma efetiva educação ambiental; e segundo, se tecnologias e sistemas de reuso de água ou que estimulam o consumo racional já estivessem sendo usados em larga escala no País. É no que acredita o arquiteto e urbanista Paulo Renato Alves, especializado em desenvolvimento de empreendimentos imobiliários. Segundo ele, muitos dos novos empreendimentos que estão sendo lançados e construídos atualmente pelo mercado imobiliário, já contam com mecanismos de captação das águas da chuva ou de reuso da água fornecida pela concessionária de saneamento.

Segundo o especialista, são tecnologias que requerem um investimento um pouco maior na construção, mas que têm um retorno imediato para o morador e claro, para o meio ambiente. “Hoje você recebe uma água potável na sua casa que é toda descartada só com um primeiro uso, sendo que atualmente existem tecnologias super acessíveis e que irão pegar essas águas, como por exemplo a água usada no banho, que será armazenada e tratada numa subestação, podendo ser tranquilamente usada para outros fins. Isso, além de bom para o meio ambiente, é economia para as famílias”, afirma Paulo Renato.

Mas apesar de muitos novos projetos preverem tais tecnologias de uso sustentável da água, elas não são obrigatórias nos empreendimentos. O urbanista lembra, porém, que essa discussão já existe, em Goiânia inclusive, mas precisa avançar. “Esses sistemas de reuso e captação da água da chuva ainda não são uma obrigação, mas espera-se que seja em breve. Já há muitas cidades Brasil afora que já discutem isso. Em Goiânia mesmo, há um projeto de lei municipal que propõe tal obrigatoriedade”, revela Paulo Renato.

Lençol freático

Mas Paulo Renato aponta alguns avanços importantes nas leis sobre a gestão dos recursos hídricos. “As legislações municipais têm se atentado muito a isso. Uma dessas ferramentas que já tem sido amplamente usada, e que em Goiânia é obrigatória, são os poços de infiltração. Os empreendimentos precisam ter a caixa de recarga, poço de infiltração, que nada mais são formas de você pegar a água que vem das chuvas e devolvê-la para o lençol freático”, destaca.

Paulo Renato afirma que a preservação dos lençóis freáticos é uma questão primordial para a manutenção da água potável. Ele, inclusive, condena o hábito de muitas famílias, que ao construírem ou comprarem uma casa eliminam as áreas permeáveis ou cobertura verde desses terrenos. “Na maioria das residências pela cidade, a área permeável que a prefeitura exige nos terrenos, depois que o proprietário tem o habite-se, é toda cimentada. Então o que acontece com a água da chuva? Ela cai no telhado ou no chão, desce, vai para o piso, sai desse terreno e vai para a rede pluvial. Então essa água não volta para o lençol freático. Então, além do uso exagerado, há uma interrupção desse ciclo natural da água, o que com tempo reflete nesse desequilíbrio hídrico que estamos vendo hoje ”, explica o arquiteto e urbanista.

Incentivos

Para Paulo Renato, além de uma maior conscientização da população brasileira sobre o uso racional da água, faltam ainda políticas públicas que incentivem as pessoas e empresas a adotarem essas tecnologias sustentáveis. “Acho que aqui no Brasil a população só irá fazer alguma coisa se houver de fato algum incentivo. Só pela conscientização, pura e simplesmente, eu não acredito que a grande maioria da população o faça”.

O urbanista defende incentivos fortes por parte do poder público. “As prefeituras podem perfeitamente implantar políticas de incentivo fiscal ou de desconto no IPTU para quem implantar na sua casa, por exemplo, uma canalização para captação de água da chuva, que é algo muito simples”, sugere.

Experiências fora

O urbanista cita várias experiências de sucessos que já são adotadas em outros países há um bom tempo e podem ser facilmente implantadas aqui no Brasil. “Na Alemanha, por exemplo, já desde os anos 1980 as casas e prédios contam com sistemas de reuso da água da chuva. Essa água é armazenada e depois utilizada para irrigação, para descarga, para limpeza e outros usos. Em todo o Japão, por exemplo, usa-se água da captação das chuvas. Inclusive, em várias cidades japonesas você encontra empreendimentos, que não só captam a água da chuva, mas a tornam potável”, exemplifica Paulo Renato Alves.

De acordo o urbanista, países que adotam uma gestão eficiente dos recursos hídricos têm quase sempre algo incomum, terem em algum momento de sua história passado por uma forte escassez de água, o que faz das populações destas nações mais conscientes. “A Alemanha, por exemplo, viveu duas Grandes Guerras, e por isso eles sabem bem o que é escassez, não só de água, mas de alimento e outras coisas vitais. Nesses países eles sabem que a falta de água potável gera mortes”, alerta o especialista.


in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 24/08/2021





Autor: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 24/08/2021
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2021/08/24/reaproveitamento-de-agua-poderia-reduzir-a-crise-hidrica/

Exposição à fumaça dos incêndios florestais durante a gravidez aumenta o risco de parto prematuro


Exposição à fumaça dos incêndios florestais durante a gravidez aumenta o risco de parto prematuro
A fumaça dos incêndios florestais pode ter contribuído para milhares de nascimentos prematuros adicionais na Califórnia entre 2007 e 2012.

As descobertas enfatizam o valor de reduzir o risco de incêndios florestais grandes e extremos e sugerem que as grávidas devem evitar o ar com muita fumaça.

Por Josie Garthwaite*
School of Earth, Energy & Environmental Sciences, Stanford University

O estudo, publicado em 14 de agosto na Environmental Research , conclui que pode ter havido até 7.000 nascimentos prematuros extras na Califórnia, atribuíveis à exposição à fumaça de incêndio florestal entre 2007 e 2012. Esses nascimentos ocorreram antes de 37 semanas de gravidez, quando o desenvolvimento incompleto aumenta o risco de vários complicações neurodesenvolvimentais, gastrointestinais e respiratórias e até morte.

A fumaça do incêndio contém altos níveis do menor e mais mortal tipo de poluição por partículas, conhecido como PM 2.5. Essas partículas de fuligem tóxica, ou material particulado, são tão finas que podem se inserir profundamente nos pulmões e passar para a corrente sanguínea, assim como as moléculas de oxigênio de que precisamos para sobreviver.

A pesquisa surge no momento em que grandes incêndios florestais estão novamente atingindo paisagens áridas no oeste dos Estados Unidos – apenas um ano após uma temporada histórica de incêndios florestais que atingiu mais de 4 milhões de acres na Califórnia e produziu uma das piores poluição atmosférica diária já registrada no estado. Durante a temporada de incêndios de 2020, mais da metade da população do estado experimentou um mês de níveis de fumaça de incêndios florestais na faixa de insalubres a perigosos.

Este ano pode ser pior, disse o economista ambiental de Stanford Marshall Burke , coautor do novo estudo. No entanto, muito permanece desconhecido sobre os impactos à saúde dessas plumas nocivas, que contribuem com uma parcela crescente da poluição por partículas finas em todo o país e têm uma composição química diferente de outras fontes ambientais de PM 2,5, como agricultura, emissões de escapamento e indústria.

Uma possível explicação para a ligação entre a exposição à fumaça do incêndio e o nascimento prematuro, dizem os autores, é que a poluição pode desencadear uma resposta inflamatória, que então aciona o parto. O aumento do risco é relativamente pequeno no contexto de todos os fatores que contribuem para o nascimento de um bebê a termo saudável. “No entanto, em um cenário em que sabemos tão pouco sobre por que algumas mulheres dão à luz muito cedo, prematuramente, e por que outras não, encontrar pistas como esta aqui nos ajuda a começar a montar o quebra-cabeça maior”, disse o coautor Gary Shaw , DrPH, professor de pediatria e co-investigador principal do March of Dimes Prematurity Research Center de Stanford.

Incêndios florestais extremos

Os novos resultados mostram que a fumaça do incêndio pode ter contribuído para mais de 6 por cento dos nascimentos prematuros na Califórnia no pior ano de fumaça do período de estudo, 2008, quando uma forte tempestade com relâmpagos, ventos fortes, altas temperaturas e uma paisagem árida combinaram-se para um mortal e a temporada de incêndios destrutivos – uma que agora foi ofuscada pelos infernos recordistas de 2020 e incêndios contínuos como o incêndio Dixie no norte da Califórnia.

“No futuro, esperamos ver uma exposição mais frequente e intensa à fumaça de incêndios florestais em todo o oeste devido a uma confluência de fatores, incluindo mudanças climáticas, um século de supressão de incêndios e construção de mais casas ao longo das orlas das florestas sujeitas a incêndios, cerrados e pastagens. Como resultado, o impacto da exposição à fumaça para a saúde – incluindo partos prematuros – tende a aumentar ”, disse o autor principal Sam Heft-Neal , pesquisador do Centro de Segurança Alimentar e Meio Ambiente de Stanford .

A pesquisa fornece novas evidências sobre o valor do investimento em queimadas prescritas, desbaste mecânico ou outros esforços para reduzir o risco de incêndios florestais extremos. Dado que nascimentos prematuros custam ao sistema de saúde dos EUA cerca de US $ 25 bilhões por ano, mesmo reduções modestas no risco de nascimento prematuro podem render “enormes benefícios para a sociedade”, disse Burke, professor associado de ciência do sistema terrestre na Escola de Terra, Energia e Meio Ambiente de Stanford Ciências (Stanford Earth). “Nossa pesquisa destaca que reduzir o risco de incêndios florestais e a poluição do ar que o acompanha é uma forma de alcançar esses benefícios sociais.”

‘Nenhum nível seguro de exposição’

Os pesquisadores analisaram dados de satélite de plumas de fumaça da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) para identificar dias de fumaça para cada um dos 2.610 códigos postais. Eles emparelharam esses dados com estimativas de poluição de PM 2.5 no nível do solo, que foram desenvolvidas usando um algoritmo de aprendizado de máquina que incorpora dados de sensores de qualidade do ar, observações de satélite e modelos de computador de como os produtos químicos se movem na atmosfera da Terra. Eles extraíram dados adicionais dos registros de nascimento da Califórnia, excluindo gêmeos, trigêmeos e múltiplos mais altos, que geralmente chegam mais cedo.

Depois de considerar outros fatores que influenciam o risco de nascimento prematuro, como temperatura, exposição à poluição de base e idade, renda, raça ou origem étnica da mãe, eles observaram como os padrões de nascimento prematuro em cada CEP mudavam quando o número e a intensidade de os dias de fumaça subiram acima do normal para aquele local.

Eles descobriram que cada dia adicional de exposição à fumaça durante a gravidez aumentava o risco de parto prematuro, independentemente de raça, etnia ou renda. E uma semana inteira de exposição se traduziu em um risco 3,4% maior em relação a uma mãe que não foi exposta à fumaça de um incêndio florestal. A exposição à fumaça intensa durante o segundo trimestre – entre 14 e 26 semanas de gravidez – teve o impacto mais forte, especialmente quando a fumaça contribuiu com mais de 5 microgramas adicionais por metro cúbico para as concentrações diárias de PM 2,5. “Se alguém puder evitar a exposição à fumaça ficando em ambientes fechados ou usando uma máscara apropriada ao ar livre, isso seria uma boa prática de saúde para todos”, disse Shaw.

As descobertas baseiam-se em uma ligação estabelecida entre a poluição por partículas e resultados adversos do nascimento, incluindo nascimento prematuro, baixo peso ao nascer e mortalidade infantil. Mas o estudo está entre os primeiros a isolar o efeito da fumaça do incêndio em nascimentos prematuros e a destacar a importância do tempo de exposição.

“Nosso trabalho, juntamente com uma série de outros artigos recentes, mostra claramente que não existe um nível seguro de exposição a partículas. Qualquer exposição acima de zero pode piorar os impactos na saúde ”, disse Burke, que também é vice-diretor do Centro de Segurança Alimentar e Meio Ambiente e pesquisador sênior do Freeman Spogli Institute for International Studies de Stanford . “Embora seja extremamente difícil para a sociedade eliminar totalmente todos os poluentes do ar, nossa pesquisa sugere que reduções adicionais nos principais poluentes abaixo dos atuais níveis ‘aceitáveis’ podem ser extremamente benéficas para a saúde pública.”


Referência:

Sam Heft-Neal, Anne Driscoll, Wei Yang, Gary Shaw, Marshall Burke,
Associations between wildfire smoke exposure during pregnancy and risk of preterm birth in California,
Environmental Research, 2021, 111872, ISSN 0013-9351,
https://doi.org/10.1016/j.envres.2021.111872

Henrique Cortez *, tradução e edição.

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 24/08/2021





Autor: Henrique Cortez
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 24/08/2021
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2021/08/24/exposicao-a-fumaca-dos-incendios-florestais-durante-a-gravidez-aumenta-o-risco-de-parto-prematuro/

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Fundação divulga resultado do Edital de Bolsas TCT em Apoio ao Setor Agro



A FAPERJ divulgou nesta quinta-feira, 19 de agosto, a lista das 34 propostas aprovadas no âmbito do Edital FAPERJ Nº 03/2021 — Programa de Bolsa de Treinamento e Capacitação Técnica em Apoio ao Desenvolvimento do Setor Agropecuário e da Agroindústria do Estado do Rio de Janeiro — 2021. A iniciativa é fruto da parceria entre a FAPERJ e a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), em conjunto com as instituições estaduais Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro), Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj), Banco de Alimentos da Centrais de Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro (Ceasa), a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento (Seappa).

O edital tem a finalidade de estimular a qualificação de técnicos em diferentes níveis de treinamento e áreas do setor agropecuário e de agroindústrias do Estado do Rio de Janeiro, visando à valorização da formação educacional e a inserção no mercado de trabalho, e o desenvolvimento do setor através da pesquisa, tecnologia e inovação na agricultura, pecuária, pesca e abastecimento contribuindo de maneira efetiva para a melhoria das populações no Estado do Rio de Janeiro.

As propostas aprovadas estão distribuídas entre Pesagro (17); Fiperj (15); Uerj (1) e Embrapa (1). O escopo das propostas aprovadas esta distribuídas em diferentes sub-areas: Agronomia, Medicina Veterinária, Recursos florestais e Engenharia Florestal, Recursos pesqueiros e Engenharia de Pesca, Ciência e Tecnologia de Alimentos, Zootecnia, Ecologia, Geografia, Sociologia, Turismo e Saúde coletiva.

“As bolsas de Treinamento e Capacitação Técnica (TCT), que serão outorgadas neste Programa, promoverão a capacitação de profissionais em atividades técnicas, para a implantação, modernização e o desenvolvimento no setor agropecuário e agroindustrial no Estado”, disse o presidente da FAPERJ, Jerson Lima.

Confira a relação das 34 propostas aprovadas aqui




Autor: Ascom Faperj
Fonte: Faperj
Sítio Online da Publicação: Faperj
Data: 19/08/2021
Publicação Original: http://www.faperj.br/?id=4292.2.5

FAPERJ divulga resultados da 1ª Etapa do Edital Doutor Empreendedor



A Diretoria de Tecnologia da FAPERJ divulgou, nesta quinta-feira, 19 de agosto, o resultado da primeira etapa do Edital Programa Doutor Empreendedor: Transformando Conhecimento em Inovação. Dos 56 projetos submetidos inicialmente, 45 passaram pela etapa de conformidade e seguiram para a avaliação de mérito realizada pela equipe da Diretoria. Cada projeto foi apreciado incialmente por dois avaliadores e, em seguida, uma reunião de deliberação foi feita para alinhar as divergências. Ao final deste processo, 30 propostas foram aprovadas para a próxima etapa. Os proponentes com projetos reprovados terão até o dia 26 de agosto para a interposição de recurso.

Entre os dias 30 de agosto e 3 de setembro, os aprovados nesta primeira etapa receberão um treinamento de pitch comandado pela equipe de agentes de inovação do Programa Startup Rio, vinculado à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI). Este treinamento visa prepará-los para a segunda etapa de mérito do edital, que consiste em uma Banca de Avaliação composta por membros internos e externos a fim de selecionar os projetos aprovados para receber os recursos previstos no edital. A Banca ocorrerá entre os dias 8 e 17 de setembro e o resultado será divulgado no dia 23 de setembro. Todas as informações e instruções das próximas etapas serão enviadas o e-mail dos proponentes cadastrado no Sisfaperj.

Confira a lista dos aprovados abaixo:
Resultado da 1ª etapa: Edital FAPERJ Nº 10/2021 – Programa Doutor Empreendedor: Transformando Conhecimento em Inovação




Autor: Ascom Faperj
Fonte: Faperj
Sítio Online da Publicação: Faperj
Data: 20/08/2021
Publicação Original: http://www.faperj.br/?id=4290.2.4

Fundação anuncia lançamento do Edital Pós-Doutorado Nota 10


A Fundação anunciou nesta quinta-feira, dia 19 de agosto, o lançamento de nova edição do programa Pós-Doutorado Nota 10 (PDR 10). Um dos programas mais importantes da FAPERJ, o PDR10 2021 contará com um aporte superior a R$ 35 milhões. Serão concedidas até 120 bolsas, no valor mensal de R$ 5.200, além de uma taxa mensal de bancada para projetos de R$ 1 mil. Na edição 2021, a Fundação estendeu a vigência máxima dos projetos a até 48 meses, 12 meses iniciais com três renovações possíveis. O prazo para submissão das propostas on-line se estende até o dia 16 de setembro.
O objetivo do Edital PDR10 é incentivar os programas de pós-graduação stricto sensu sediados no estado do Rio de Janeiro, com conceitos 4, 5, 6 ou 7 pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), mediante a concessão de bolsas a recém-doutores com destacado desempenho acadêmico. Serão selecionadas propostas que aumentem qualitativa e quantitativamente o desempenho científico e tecnológico do estado, que tenham potencial de incrementar a competitividade internacional da pesquisa brasileira. Além disso, serão apoiados projetos que objetivem a formação de recursos humanos para ensino, pesquisa e inovação, em nível de pós-graduação stricto sensu, e estejam relacionados à inovação e ao incremento da cooperação científica com empresas.

Podem apresentar propostas, candidatos em estágio de pós-doutoramento que estejam sob a supervisão de pesquisadores vinculados a programas de pós-graduação stricto sensu (conceito 4, 5, 6 ou 7 pela Capes) de instituições de ensino superior (IES) ou de centros e institutos de pesquisa, todos reconhecidos pela Capes e sediados no Estado do Rio de Janeiro. Para se tornar elegível, o candidato deve ter obtido o grau de doutor entre 19 de agosto de 2016 e 16 de setembro de 2021, devendo também possuir pelo menos duas publicações como primeiro(a) autor(a) em revista internacional indexada com QUALIS e JCR na Plataforma LATTES. Serão também considerados os prêmios obtidos, tempo médio de titulação e conceito do programa de pós-graduação de origem. Cabe ao orientador/supervisor do candidato à bolsa ser o proponente do projeto. O orientador também deverá manter alta produção acadêmica na área de pesquisa com bolsa de produtividade do CNPq (níveis 1, 2 ou sênior do CNPq e/ou bolsa Cientista ou Jovem Cientista do Nosso Estado, ou equivalente). Somente poderá ser solicitada uma bolsa por orientador.

O Programa de Pós-doutorado Nota 10 foi criado pela FAPERJ a partir do êxito dos programas Mestrado e Doutorado Nota 10 em selecionar doutores altamente qualificados para exercerem pesquisa de fronteira no estado do Rio de Janeiro. Segundo o presidente da FAPERJ, Jerson Lima Silva, o objetivo PDR Nota 10 é ampliar os esforços para a fixação de jovens e promissores pesquisadores em estruturas de excelência das instituições de Ciência e Tecnologia do estado do Rio de Janeiro, além de atrair jovens pesquisadores de fora do estado e do País. “Nossa prioridade é não perder os excelentes doutores formados por nossos programas de excelência. Temos ainda um número insuficiente de pesquisadores, cerca de dez vezes menos que os países desenvolvidos. Tal como nas modalidades do programa Bolsa Nota 10, o PDR 10 seleciona os pós-doutores de melhor desempenho e maior destaque acadêmico. É, portanto, um edital bastante competitivo, em que o peso maior da avaliação recai sobre o candidato à bolsa, seu histórico de pesquisa e a estrutura que irá recebê-lo.”

Os recursos para o programa totalizam R$ 35,7 milhões, definidos na Programação Orçamentária da FAPERJ, e que permite a concessão de até 120 bolsas, conforme foi aprovado pelo Conselho Superior da Fundação. Na rubrica custeio, podem ser financiadas despesas com hospedagem e passagens para a participação em eventos acadêmicos de curta duração (destinadas ao bolsista), despesas com a realização de trabalho de campo e treinamento em novas técnicas de laboratório, a produção de materiais didático-instrucionais, editoração gráfica e material de divulgação de atividades exclusivamente relacionadas ao projeto e material de consumo necessário ao desenvolvimento do projeto e ao funcionamento de laboratório. Na rubrica capital, podem ser adquiridos material permanente e equipamentos de pequeno porte necessários ao desenvolvimento do projeto e ao funcionamento de laboratório.

Com vigência de doze meses, as bolsas poderão ter até três renovações por igual período e contarão com prazo máximo de até 48 meses para sua execução. Candidatos que não tiverem obtido o grau de doutor dentro deste período serão desclassificados.

Confira o conteúdo completo do edital no link: EDITAL Nº 25/2021 – PÓS-DOUTORADO NOTA 10 2021





Autor: Ascom Faperj
Fonte: Faperj
Sítio Online da Publicação: Faperj
Data: 19/08/2021
Publicação Original: http://www.faperj.br/?id=4289.2.7

FAPERJ lança programa inédito voltado para ações integradas em Inovação



A direção da FAPERJ lança nesta quinta-feira, dia 19 de agosto, um programa inédito de apoio a ações integradas na área de Inovação. Intitulado Programa de Apoio de Ações Integradas de Inovação em Instituições de Ciência e Tecnologia Fluminenses, a iniciativa, inédita, visa atender à necessidade das Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) de estabelecerem ações integradas, não só para questões da propriedade intelectual, mas também de definir as diversas formas de relacionamento universidade-empresa e atividades de empreendedorismo e inovação. Os recursos alocados para o edital serão de R$ 30 milhões e o prazo para submissão de propostas vai até 1º de outubro.

Para os responsáveis pela formulação das propostas de fomento na área de Tecnologia e Inovação na FAPERJ, que integram a equipe da Diretoria de Tecnologia, existe hoje em todo o mundo um amplo reconhecimento sobre a importância da mobilização das Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) em torno do esforço do processo de inovação, para além das atividades vinculadas à formação qualificada de recursos humanos, através do ensino e da pesquisa acadêmica.

De acordo com os assessores à frente do programa, pesquisadores de diversas áreas buscam compreender os gargalos e desafios ao estabelecimento de sistemas, redes e ambientes de inovação visando o fortalecimento da competitividade das economias regionais. Em todos esses estudos conduzidos no Brasil, e em particular no Rio de Janeiro, o que fica evidenciado são três pontos centrais: a desarticulação entre a estratégia e atuação competitiva do setor empresarial e a infraestrutura de ciência e tecnologia; as empresas em geral não possuem capacidade de inovação e optam por competir com base em imitações e na simples compra de equipamentos mais modernos ; e a política pública atua sem uma abordagem integrada, promotora de mecanismos sistêmicos voltados ao processo sustentável de aprendizagem e inovação.

Na tentativa de mudar este quadro, houve nos últimos 15 anos um importante avanço no arcabouço jurídico-legal em torno desse tema. Em 2004, foi sancionada a Lei nº 10.973, denominada de “Lei de Inovação”. Em 2016, a Lei 13.243 (Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação), colocou na agenda das ICTs a necessidade de estabelecer ações integradas, não só para questões da propriedade intelectual, mas também definindo as diversas formas de relacionamento universidade-empresa e atividades de empreendedorismo e inovação.

Para Mauricio Guedes, diretor de Tecnologia da FAPERJ, estes esforços legislativos, e até mesmo a obrigatoriedade da instituição de uma Política de Inovação nas ICTs, não vieram acompanhados da alocação de recursos e de ações de fomento que viabilizassem a implantação dessas políticas. "Com o lançamento deste edital, a FAPERJ pretende exatamente isto: apoiar as ICTs do estado do Rio de Janeiro a colocar em prática as ações previstas em suas políticas de inovação", disse.

Em consonância com a missão institucional da FAPERJ e respeitando o perfil e a autonomia de cada ICT, o edital tem como objetivos:
Fortalecer, estruturar e promover a criação de iniciativas em torno das atividades de inovação nas ICTs fluminenses, sobretudo as ações que viabilizem o desenvolvimento tecnológico, os mecanismos de apoio ao empreendedorismo, as diversas formas de transferência de conhecimento e o relacionamento ICTs-setor produtivo, bem como o abrigo e fomento a inovações sociais.
Estimular o desenvolvimento de projetos que evidenciem o caráter sistêmico de articulação das iniciativas presentes nas ICTs fluminenses, para além de programas isolados, respeitando a indissociabilidade do ensino, pesquisa e extensão.
Apoiar as ICTs fluminenses no desenvolvimento e na implementação das ações delineadas em suas Políticas de Inovação, tal qual recomenda o Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação, regulamentado pelo decreto n° 9.283 de 2018.

Confira abaixo a íntegra dio edital:

Programa de Apoio de Ações Integradas de Inovação em Instituições de Ciência e Tecnologia Fluminenses




Autor: Ascom Faperj
Fonte: Faperj
Sítio Online da Publicação: Faperj
Data: 19/08/2021
Publicação Original: http://www.faperj.br/?id=4289.2.7