quarta-feira, 2 de abril de 2025

Mestrando desenvolve técnicas inovadoras para criação de tilápias

Um estudo inovador desenvolvido pelo biólogo Pedro Lopes Bezerra, mestrando do Programa de Pós-Graduação do Instituto de Pesca (IP-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, promete otimizar a produção de tilápias no Brasil. A pesquisa avalia o uso de coberturas plásticas em tanques e a integração da lentilha-d’água (Lemna punctata) como complemento alimentar, visando aumentar a produtividade e a sustentabilidade na aquicultura.

O projeto, intitulado “Avaliação da cobertura plástica no crescimento de tilápia e produtividade de lemna em sistema de recirculação de água”, utiliza Sistemas de Recirculação de Água (RAS). Nesses sistemas, nove tanques circulares de 500 litros e um decantador de 16 m³ simulam condições controladas para testar três tipos de alimentação: ração tradicional, mistura de ração com lemna seca e combinação de ração com lemna fresca. O objetivo é reduzir a dependência de ração industrial sem comprometer o crescimento dos peixes, além de investigar como a planta aquática ajuda a manter a qualidade da água.

A lentilha-d’água, além de servir como suplemento nutricional rico em proteínas, atua na filtragem de resíduos, reduzindo a necessidade de trocas frequentes de água. Já as coberturas plásticas podem melhorar o controle térmico dos tanques, favorecendo o metabolismo das tilápias. “Essa abordagem pode tornar a produção mais eficiente e ecologicamente viável. Alinhando-se às demandas por práticas sustentáveis”, explica Pedro, que destaca a parceria com a Unicamp como crucial para o avanço da pesquisa.

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Mestrando desenvolve técnicas inovadoras para criação de tilápias
Henrique RodartePor Henrique Rodarte01/04/2025

Foto: Secretaria de Agricultura de SP
Um estudo inovador desenvolvido pelo biólogo Pedro Lopes Bezerra, mestrando do Programa de Pós-Graduação do Instituto de Pesca (IP-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, promete otimizar a produção de tilápias no Brasil. A pesquisa avalia o uso de coberturas plásticas em tanques e a integração da lentilha-d’água (Lemna punctata) como complemento alimentar, visando aumentar a produtividade e a sustentabilidade na aquicultura.

O projeto, intitulado “Avaliação da cobertura plástica no crescimento de tilápia e produtividade de lemna em sistema de recirculação de água”, utiliza Sistemas de Recirculação de Água (RAS). Nesses sistemas, nove tanques circulares de 500 litros e um decantador de 16 m³ simulam condições controladas para testar três tipos de alimentação: ração tradicional, mistura de ração com lemna seca e combinação de ração com lemna fresca. O objetivo é reduzir a dependência de ração industrial sem comprometer o crescimento dos peixes, além de investigar como a planta aquática ajuda a manter a qualidade da água.

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A lentilha-d’água, além de servir como suplemento nutricional rico em proteínas, atua na filtragem de resíduos, reduzindo a necessidade de trocas frequentes de água. Já as coberturas plásticas podem melhorar o controle térmico dos tanques, favorecendo o metabolismo das tilápias. “Essa abordagem pode tornar a produção mais eficiente e ecologicamente viável. Alinhando-se às demandas por práticas sustentáveis”, explica Pedro, que destaca a parceria com a Unicamp como crucial para o avanço da pesquisa.

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Impacto na carreira e na aquicultura nacional
Para o mestrando, a experiência no IP tem sido transformadora. “O contato com profissionais experientes e a estrutura do Instituto ampliam não apenas nosso conhecimento. Mas também nossa capacidade de contribuir com inovações para o setor”. Vander Bruno dos Santos, pesquisador e orientador do estudo, reforça a relevância do trabalho. “Os resultados trarão insights valiosos sobre como técnicas acessíveis podem elevar a produtividade e a sustentabilidade aquícola. Especialmente em pequenas e médias propriedades”.

Com conclusão prevista para 2024, a pesquisa pode se tornar referência para produtores que buscam reduzir custos com ração e melhorar a gestão hídrica. O Brasil, hoje um dos maiores produtores mundiais de tilápia, tem na aquicultura um setor estratégico para segurança alimentar e economia. E iniciativas como essa reforçam o potencial do país em aliar ciência e produção sustentável.


Autor: agroemcampo 
Fonte: agroemcampo 
Sítio Online da Publicação: agroemcampo
Data: 01/04/2025

Grupo da UFMG desenvolve método para síntese de molécula inédita contendo boro


Grupo da UFMG desenvolve método para síntese de molécula inédita contendo boro
Feito gerou artigo de capa da Angewandte Chemie, assinado pelo professor Eufrânio da Silva Júnior, três residentes de pós-doutorado e pesquisadores de instituições estrangeiras
segunda-feira, 31 de março 2025, às 17h41
atualizado em segunda-feira, 31 de março 2025, às 17h56

Capa da revista alemã contém desenho de Alfredo Londoño
Capa da revista alemã contém desenho de Alfredo Londoño, indicação dos autores do artigo
Imagem: Capa de periódico
Pesquisadores do Departamento de Química do ICEx desenvolveram um método para a síntese, em etapa única, de novo tipo de molécula contendo boro, elemento químico presente em fármacos e moléculas com ampla gama de aplicações.

O feito é resultado do trabalho do grupo do Laboratório de Química Sintética e Heterocíclica, liderado pelo professor Eufrânio da Silva Júnior, que desenvolve estudos com pesquisadores parceiros da Universidade de Kent, no Reino Unido, e da Universidade de Würzburg, na Alemanha. O método foi destacado na capa da Angewandte Chemie International Edition, revista dedicada à pesquisa de alta eficiência em química. Da UFMG, além do professor Eufrânio, assinam o artigo os residentes de pós-doutorado Marieli Rodrigues, Pedro Oliveira e Caren da Silva.

De acordo com Eufrânio da Silva Júnior, a molécula ainda não tem aplicação definida, mas apresenta grande valor potencial. “Estamos trabalhando na fronteira da ciência em companhia de alguns dos maiores especialistas do mundo em química do boro. O objetivo da nossa pesquisa é conhecer a reatividade química desse elemento e buscar moléculas singulares utilizando métodos não convencionais”, explica o professor. O estudo inclui variabilidade de substratos, estudos de mecanismo de reação, cristalografia de raios-x, química computacional e aborda áreas como a química orgânica, inorgânica e físico-química.

'Sorte dos preparados'
Os resultados que chegam agora ao conhecimento da comunidade científica e do público amplo demonstram que é possível preparar grande diversidade de moléculas com anel de três membros contendo boro, conhecidas como borirenos. Nas experiências, os pesquisadores combinaram o boro com o benzeno e outros compostos, que ficam nas outras duas partes do anel. O processo de pesquisa teve uma dose de acaso que Eufrânio Júnior chama de “sorte dos preparados”. “Marieli Rodrigues estava investigando a reatividade química de alcinos em reações com boro e encontramos essa fantástica reação que gera borirenos em apenas uma etapa. Pedro e Caren, por sua vez, foram capazes de desvendar os caminhos difíceis da reação e dominar o método”, diz o professor.

Eufrânio N. da Silva Júnior ressalta a importância das colaborações internacionais: "Quando se está na fronteira do conhecimento, a internacionalização da pesquisa é essencial, pois cientistas de diversas partes do mundo contribuem com o que é necessário para o desenvolvimento de processos de excelência", afirma o pesquisador, que foi eleito em 2023 Fellow da Royal Society of Chemistry, do Reino Unido.

Considerada referência mundial na vanguarda da ciência química, a Angewandte Chemie publica pesquisas de ponta em todas as áreas dessa disciplina, desde fundamentos teóricos até as mais avançadas aplicações práticas. Sua abordagem multidisciplinar proporciona acesso a conteúdos de uma vasta gama de tópicos, como nanotecnologia, química de materiais, biotecnologia e catálise, entre outros, além de interações com outras disciplinas, como biologia e física.

A capa desta edição, encomendada aos autores do artigo, ilustra o processo com um balão fenílico que carrega um anel de borireno elevado acima de um céu preenchido com precursores de borol, o que chama a atenção para a novidade e a aromaticidade dos anéis de três membros contendo boro. “A ciência ilustrada de forma mágica, guiada por uma criança, reflete a alegria da descoberta e a curiosidade infinita que move o ser humano”, conclui Eufrânio Júnior.


Autor: ufmg 
Fonte: ufmg 
Sítio Online da Publicação: ufmg
Data: 31/03/2025