segunda-feira, 22 de junho de 2026

Biotech Hub vai reforçar estrutura de startups de Biotecnologia na UFRJ



Imagem mostra como ficará uma das salas do Biotec Hub, que será entregue em junho. Espaço multiusuário será utilizado por startups da área de Biotecnologia (Imagem: Fernanda Metello)

A Incubadora de Empresas da Coppe/UFRJ vai inaugurar, no próximo dia 18 de junho, seu Biotech Hub, uma estrutura dedicada ao desenvolvimento de startups da área de Biotecnologia. Implantado com apoio da FAPERJ, o espaço multiusuário de 350 m² funcionará no prédio da Incubadora, na Cidade Universitária, e será utilizado por pesquisadores empreendedores. A proposta é transformar conhecimento acadêmico em soluções tecnológicas de alto impacto social e econômico.

O hub contará com um conjunto de equipamentos que poderão ser utilizados de forma compartilhada por startups de base científica. Desta forma, as empresas poderão investir seus recursos em outras necessidades. O ambiente contará com um ultrafreezer vertical capaz de refrigerar até 86 graus negativos, conhecido como freezer -80°; ultracentrífuga; uma incubadora de células, entre outros.

A estrutura foi viabilizada por meio do Programa de Apoio a Ações Integradas de Inovação em Instituições de Ciência e Tecnologia Fluminenses da FAPERJ, que destinou recursos para aquisição de equipamentos laboratoriais de ponta. “A inauguração do Biotech Hub representa exatamente o tipo de resultado que buscamos ao investir recursos públicos em ciência, tecnologia e inovação. Trata-se da materialização de um projeto estratégico que transforma conhecimento científico em oportunidades concretas de desenvolvimento econômico e social. Muitas startups de base tecnológica possuem equipes altamente qualificadas e pesquisas promissoras, mas enfrentam dificuldades para acessar infraestrutura laboratorial avançada, fundamental para validar tecnologias e avançar em direção ao mercado. O Biotech Hub reduz essa barreira, democratizando o acesso a equipamentos e ambientes especializados, permitindo que mais soluções inovadoras sejam desenvolvidas no estado do Rio de Janeiro. Para a FAPERJ, é motivo de grande satisfação ver um investimento realizado por meio do Programa de Apoio a Ações Integradas de Inovação se transformar em um ambiente capaz de acelerar a inovação, gerar empregos qualificados e fortalecer o ecossistema fluminense de ciência e tecnologia”, afirmou a presidente da FAPERJ, Caroline Alves.

“O apoio da FAPERJ foi decisivo não apenas para estruturar o Biotech Hub, mas também para desenvolver um programa voltado especificamente à geração de startups de Biotecnologia”, afirmou o líder de Biotecnologia da Incubadora Coppe/UFRJ Diego Lelis, responsável pela seleção dos equipamentos adquiridos.

O Hub também contou com apoio da Finep, do Inova UFRJ e de parceiros institucionais, consolidando um modelo de cooperação entre universidade, agências públicas e setor produtivo voltado à geração de inovação de alto impacto. Também será inaugurado o Hub de Bioimpressão 3D, desenvolvido em parceria com a divisão Life Science da Merck.

O Biotech Hub foi idealizado pela professora Daniela Uziel, atual diretora do Núcleo de Inovação Tecnológica da UFRJ, o Inova, que adaptou o modelo internacional de laboratórios compartilhados à realidade das startups acadêmicas brasileiras. A execução da implantação do espaço contou com a coordenação de Marcos Chaves Martins, head da Incubadora de Empresas da Coppe/UFRJ, responsável por viabilizar a estrutura física do hub.



Um grupo de alunos da UFRJ visita o Hub, montado no prédio da incubadora de empresas da Coppe. Espaço contará com equipamentos que serão compartilhados por pesquisadores empreendedores. (Fotos: Diego Lelis/Acervo pessoal)

"Apesar de a UFRJ já possuir uma resolução que permite compartilhar sua infraestrutura com startups, observamos que, à medida que elas crescem, precisam ter um espaço próprio. Calculamos que, individualmente, cada startup gastaria pelo menos R$ 3 milhões para montar um espaço de bancada onde pudesse desenvolver seus produtos. Algo praticamente inviável nesse estágio inicial. Com base em experiências internacionais, idealizamos esse espaço compartilhado voltado para startups acadêmicas focadas em Biotecnologia. O recurso da FAPERJ foi essencial para a aquisição dos equipamentos que tornam essa estrutura viável", explicou Daniela Uziel.

Segundo Diego Lelis, doutor em Ciências Morfológicas e bolsista do programa Pesquisador na Empresa da FAPERJ, o trabalho foi conduzido com foco nas reais necessidades das startups, atendendo às exigências regulatórias e às boas práticas de biossegurança. Diego esteve à frente da concepção técnica do hub e do acompanhamento da implantação da infraestrutura. “Startups nascentes, em geral, não têm capital suficiente para investir em infraestrutura laboratorial e, com isso, acabam deixando de lado áreas estratégicas como gestão, marketing e desenvolvimento comercial. Com o Biotech Hub, ofereceremos um laboratório completo, equipado com tecnologia de ponta, permitindo que os recursos captados pelas startups sejam aplicados de forma mais estratégica e equilibrada”, explicou.

A implantação do espaço contribuirá para startups como a RioGen, apoiada pelo programa Doutor Empreendedor da FAPERJ. "Iniciativas como o Biotech Hub são fundamentais para auxiliar as startups de Biotecnologia, que enfrentam inúmeros desafios, sendo um dos principais, a necessidade de infraestrutura. Além de dar suporte direto às startups, o Biotech Hub também contribui para fortalecer o ecossistema de inovação do Rio de Janeiro", afirmou Beatriz Mota, CEO da RioGen.


Segundo Diego Lelis, líder de Biotecnologia da Incubadora, ao utilizar estrutura multiusuária, startups vão economizar e poderão aplicar recursos captados em outras frentes.


O advento da estrutura também foi destacado por Mariana Collodetti, CEO da Tolveg, outra startup apoiada pelo edital Doutor Empreendedor. “Para a TolVeg, a possibilidade de acessar uma infraestrutura compartilhada, com laboratórios bem equipados, apoio técnico e conexões estratégicas, amplia significativamente nosso potencial de crescimento. Isso nos permite focar no que realmente importa: escalar tecnologias sustentáveis que ajudem a transformar o agronegócio, como o Hariman, nosso primeiro produto", ressaltou Mariana.

"Para a Grisea, o Biotech Hub será exatamente importante. Ter acesso a um espaço de co-working de bancada e laboratório equipado nos permitirá acelerar o desenvolvimento dos nossos biopolímeros e ampliar a colaboração com outras startups de base tecnológica. É uma iniciativa estratégica para fortalecer o ecossistema da incubadora e as startups presentes nele", afirmou Felipe Teixeira, CEO da Grisea, também apoiada pelo programa Doutor Empreendedor.

Com essa infraestrutura, o Biotech Hub se consolida como uma das poucas estruturas do gênero no país dentro de uma incubadora universitária. O espaço fortalece o ecossistema fluminense de inovação ao criar pontes entre academia, setor produtivo e mercado de investimentos, promovendo a interação estratégica da hélice tríplice e acelerando o desenvolvimento de soluções inovadoras com alto valor agregado.

No segundo semestre de 2025, a Incubadora de Empresas da Coppe/UFRJ promoveu uma consulta pública para identificar quais as parcerias, contrapartidas, compromissos e mecanismos de governança são mais atrativos para os atores envolvidos com o Biotech Hub. Foram ouvidos startups, instituições de ciência e tecnologia, parceiros, investidores e o público em geral.

O canal de divulgação científica da FAPERJ no YouTube já publicou videorreportagens sobre as atividades das startups Grisea, RioGen e Tolveg, cujos representantes foram ouvidos nesta matéria. Confira os vídeos nos links.

* Com informações da Assessoria de Comunicação e da Incubadora de Empresas da Coppe/UFRJ



Autor: faperj
Fonte: faperj
Sítio Online da Publicação: faperj
Data: 11/06/2026
Publicação Original: https://www.faperj.br/?id=851.7.7

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Fiocruz é premiada em Simpósio Internacional de Imunologia e Hematologia

Estudos desenvolvidos pela Fiocruz foram premiados durante a 9ª edição do Simpósio Internacional de Imunologia e Hematologia. O evento, que reuniu pesquisadores, profissionais e acadêmicos de graduação, mestrado e doutorado das áreas de Ciências Biológicas, Dermatologia e Saúde de toda a região amazônica, de outros estados brasileiros, da América Latina e demais continentes, premia os melhores trabalhos científicos apresentados em cinco modalidades/áreas temáticas específicas da saúde: Imunologia, Hematologia, Interação Patógeno Hospedeiro, Dermatologia, Medicina Tropical.



Evento teve o objetivo de debater e atualizar conhecimentos científicos sobre doenças tropicais e negligenciadas, desde a fisiopatologia básica até novas abordagens terapêuticas aplicadas (Foto: Fiocruz Amazônia)

A seleção do melhor trabalho de cada uma dessas áreas considerou a avaliação do resumo e da apresentação (feita em formato de banner/painel) pela Comissão Científica. Luandra Gadea, discente do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação), foi premiada na categoria Mestrado, na área Interação Patógeno-hospedeiro. Giovanna Marques, bolsista do Programa de Iniciação Científica (PIC) da Fiocruz Amazônia, foi premiada em duas áreas: Medicina Tropical e Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro. Orientada por Priscila Aquino, pesquisadora do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia e coordenadora do PPGBIO-Interação, a aluna Giovanna Marques, apresentou os trabalhos Standardization of a protein extraction protocol applied to the study of entomopathogenic fungi for the control of Aedes aegypti e In silico design and evaluation of a multi-epitope protein for oropouche virus diagnosis.

“Receber duas premiações de Iniciação Científica foi uma experiência muito especial e motivadora. Além da felicidade pelo reconhecimento, participar de um evento internacional com pesquisadores e palestrantes tão renomados reforçou para mim, a importância de desenvolver pesquisas que contribuam para a compreensão e, esperançosamente, para a solução de problemas em saúde pública. A conquista reflete não apenas o meu esforço, mas o trabalho conjunto de toda a equipe, mostrando como a ciência é construída por meio da colaboração, da dedicação e da busca constante por respostas para desafios que rodeiam a nossa sociedade”, destaca Marques.

Aquino falou sobre a satisfação em ver o reconhecimento do trabalho e evolução da aluna. “Fiquei muito feliz com a premiação da Giovanna em duas áreas diferentes e tão importantes: Medicina Tropical e Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro. Esse reconhecimento demonstra não apenas a qualidade dos trabalhos apresentados, mas também o compromisso, a dedicação e o crescimento científico da estudante ao longo de sua trajetória. Para mim, é uma grande satisfação acompanhar essa conquista e ver o quanto a iniciação científica pode contribuir para a formação de jovens pesquisadoras. Aproveito também para agradecer a todos que, de alguma forma, contribuíram para o desenvolvimento desses trabalhos”, observa.

A mestranda Luandra Gadea, orientada por Yury Chaves, docente do PPGBIO-Interação, apresentou o estudo Padronização da citometria de fluxo para avaliação da resposta imune celular de Anopheles darling. “Receber a premiação pela apresentação no 9º HIT Meeting Amazon, na categoria de Mestrado em Interação Patógeno-Hospedeiro, foi um momento muito significativo, pois representa o reconhecimento do esforço e da dedicação envolvidos no desenvolvimento desta pesquisa. Além disso, é uma grande motivação para continuar aprofundando os estudos e contribuindo para a construção do conhecimento científico na área”, comenta.

A pesquisa aborda a resposta imune celular de Anopheles darlingi frente ao Plasmodium vivax, buscando identificar e compreender os tipos celulares e os mecanismos de defesa envolvidos nessa interação. “Estudar o vetor é essencial para compreender como esses processos podem influenciar o desenvolvimento do parasito no mosquito e, consequentemente, contribuir para o entendimento dos mecanismos envolvidos na transmissão da malária. Esse olhar é especialmente importante na região amazônica, onde Anopheles darlingi possui grande relevância epidemiológica”, explica.

Yury Chaves, destacou a importância deste reconhecimento para o desenvolvimento de novas linhas de pesquisa, bem como a cooperação entre laboratórios da Fiocruz Amazônia e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). “Essa premiação é especialmente relevante por representar uma oportunidade de visibilidade aos trabalhos desenvolvidos pelos grupos de pesquisa do Laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas na Amazônia, Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia da Fiocruz Amazônia e o Laboratório de Leishmaniose e Doença de Chagas do Inpa, que conduzem um estudo pioneiro envolvendo a resposta imune de vetores de doenças analisada por citometria de fluxo. O reconhecimento evidencia não apenas a qualidade científica e o potencial inovador da pesquisa, mas também sua aplicabilidade na geração de novas linhas de investigação para a Fiocruz Amazônia e o Inpa”, esclarece.

O Simpósio Internacional de Imunologia e Hematologia foi realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Imunologia Básica e Aplicada (PPGiba) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBio Interação) do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Programa de Pós-Graduação em Ciências Aplicadas à Dermatologia, Programa de Pós-Graduação em Ciências Aplicadas à Hematologia e Programa de Pós-Graduação em Medicina Topical da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em colaboração com a Fundação Hospitalar Alfredo da Matta (Fuham), Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (FHemoam) e Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD). Neste ano, o evento terá também o apoio da Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI) e da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH).

O evento teve o objetivo de debater e atualizar conhecimentos científicos sobre doenças tropicais e negligenciadas, desde a fisiopatologia básica até novas abordagens terapêuticas aplicadas. O simpósio teve ainda o intuito de impulsionar a pesquisa e a inovação na maior biodiversidade do planeta, além de discutir aspectos imunológicos e hematológicos ligados a infecções prevalentes na região amazônica, promover palestras e mesas-redondas para alinhar práticas clínicas, inovação e pesquisa de alto nível, conectando acadêmicos, residentes, pesquisadores e profissionais da saúde.

A 9ª edição do Simpósio Internacional de Imunologia e Hematologia foi apoiada pelo Governo do Amazonas, por meio do Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos e Tecnológicos do Amazonas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). A ação visa apoiar a realização de eventos científicos regionais, nacionais e internacionais, nas modalidades presencial, virtual ou híbrida, sediados no Amazonas, relacionados à Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I): congressos, simpósios, workshops, seminários, ciclo de palestras, conferências e oficinas de trabalho, visando divulgar resultados de pesquisas e contribuir para a promoção do intercâmbio tecnológico e inovativo.




Autor: fiocruz
Fonte: fiocruz
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data: 17/06/2026
Publicação Original: https://fiocruz.br/noticia/2026/06/fiocruz-e-premiada-em-simposio-internacional-de-imunologia-e-hematologia

Fiocruz e Ministério da Justiça iniciam formação de 120 Defensoras Populares no Espírito Santo

“Na Fiocruz, entendemos a saúde como democracia e acesso à justiça também. Não existe saúde sem que se considere questões de raça, classe e gênero”, afirmou Camila Castanho Miranda, coordenadora nacional do projeto Defensoras Populares pela Fiocruz, durante o lançamento da iniciativa no Espírito Santo. O evento aconteceu no último domingo (14), em Vitória, e marcou o início da formação que capacitará 120 mulheres em direitos humanos no estado. A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Coordenação de Cooperação Social da Presidência da Fiocruz e a Secretaria Nacional de Acesso à Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Saju/MJSP).


Créditos: Denise Tadei

De abrangência nacional, o projeto promove a formação em direitos humanos para mulheres em situação de vulnerabilidade, com foco no fortalecimento de lideranças comunitárias e na ampliação do acesso à justiça nos territórios. O projeto está vinculado ao programa federal Antes que Aconteça, integra o Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio — que reúne os três poderes da República — e conta ainda com o apoio do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz).

Zélia Profeta, coordenadora de Relações Institucionais da Presidência da Fiocruz, destacou a importância da atuação das defensoras populares nos territórios. “Vocês vão acompanhar, atuar e fortalecer o acesso à justiça, dialogando com as mulheres e com as pessoas do território sobre equidade, enfrentamento da violência contra a mulher e combate ao feminicídio. A gente está atuando para ter mulheres saudáveis, respeitadas e vivas”.
 


Crédito: Denise Tadei

Rede de proteção e acesso à justiça

A mesa de abertura contou com a participação de Sheila Carvalho, secretária da Saju/MJSP; Camila Castanho Miranda, coordenadora do projeto na Fiocruz; Cristiane Esteves Soares, promotora de justiça do Ministério Público do Espírito Santo; Sonia Lopes, vice-reitora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes); Rosely Pires, coordenadora do Programa de Extensão “Fordan: Cultura no Enfrentamento às Violências” da Ufes; além das parlamentares Jackeline Rocha, Camila Valadão e Iriny Lopes.


Sheila Carvalho ressaltou o papel do Projeto Defensoras Populares na construção de redes de apoio entre as mulheres. “O Defensoras Populares tem sido mais que um projeto de defesa dos nossos direitos, é um projeto de conexão. Se vocês olharem para o lado, vão se reconhecer. Todas nós, agora, fazemos parte dessa rede de proteção das mulheres”.

Segundo a promotora de Justiça Cristiane Esteves Soares, os dados revelam que grande parte das vítimas de feminicídio não chega a buscar ajuda institucional. “O cenário nacional é muito semelhante ao que observamos em nosso estado: cerca de 80% das mulheres vítimas de feminicídio sequer procuraram o sistema de justiça. Por isso, o papel das defensoras populares é fundamental para orientar e acolher mulheres em situação de violência, para que elas consigam, de fato, romper esse ciclo da violência”.

A vice-reitora Sonia Lopes defendeu a participação de diferentes setores da sociedade e o reconhecimento da diversidade das experiências das mulheres. “Precisamos dialogar sempre a partir da coletividade, que é fundamental quando se trata de um tema tão sensível. A violência contra as mulheres é uma questão complexa, que envolve diferentes áreas do conhecimento e diferentes mulheres, em toda a sua representatividade”.

Experiências anteriores

O Defensoras Populares se inspira em experiências bem-sucedidas das Defensorias Públicas voltadas ao empoderamento jurídico nas comunidades. No Ceará, o projeto desenvolvido em parceria com a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira foi premiado no Innovare 2025, reconhecimento que destaca iniciativas inovadoras e transformadoras na promoção da cidadania e na ampliação do acesso à justiça. Agora, a metodologia se expande para novos territórios, consolidando seu caráter nacional.

O projeto

A formação ocorrerá de forma híbrida ao longo de oito meses, organizada em oito módulos, com videoaulas gravadas, plantões de dúvidas, encontros online e atividades presenciais. Ao final do processo, cada participante deverá elaborar um Plano de Articulação Comunitária (PAC), que funcionará como trabalho final de avaliação.

Entre os temas abordados estão: Cidadania e Organização do Estado; Funcionamento do Sistema de Justiça; Direitos Humanos e Direitos das Mulheres; Enfrentamento às Violações de Direitos; Saúde Coletiva e Educação Popular; e Saberes Locais e Articulação Territorial.

O projeto selecionou 120 mulheres em cada um dos estados participantes que, além da formação, também receberão uma bolsa-auxílio mensal de R$ 700,00 durante todo o percurso formativo.



Autor: fiocruz
Fonte: fiocruz
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data: 17/06/2026
Publicação Original: https://fiocruz.br/noticia/2026/06/fiocruz-e-ministerio-da-justica-iniciam-formacao-de-120-defensoras-populares-no

Brasil registrou 120 mil mortes associadas a ondas de calor em 20 anos

O estudo Saúde e ondas de calor do Brasil: evidências sobre mortalidade, morbidade hospitalar e implicações para o SUS, lançado nesta quarta-feira (17/6), apresenta dados inéditos sobre mortes atribuíveis às ondas de calor no país nos últimos 20 anos. O estudo caracteriza padrão de exposição a eventos de ondas de calor e os efeitos na saúde humana em todo o território nacional. Os achados reforçam o calor extremo como ameaça à saúde pública e destacam a necessidade de fortalecer a agenda de adaptação, diante do aquecimento global e da intensificação e frequência de ondas de calor. As análises foram conduzidas por pesquisadores da Fiocruz e da Universidade Federal da Bahia (UFBA), sob a coordenação das equipes técnicas dos projetos Ciência&Clima e ProAdapta, com o objetivo de apoiar a formulação de ações para o enfretamento do calor extremo e fortalecer a integração entre produção científica e políticas setoriais. Acesse o estudo.



A maioria dos municípios brasileiros apresentou uma tendência de aumento na frequência e na intensidade das ondas de calor ao longo das duas décadas estudadas

Os dados de mortalidade por doenças do aparelho circulatório e cardiovascular ocorridas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) em 5.566 municípios, entre os anos de 2000 e 2019, estimaram em aproximadamente 120 mil óbitos associados ao calor extremo no país. Esse valor equivale a 0,6% da mortalidade total registrada no período, excluindo os óbitos por causas externas (acidentes e violências). Os resultados revelam de modo consistente a associação entre a exposição ao calor extremo e ondas de calor e o aumento da mortalidade. Os efeitos foram mais pronunciados entre idosos, com óbitos por causas respiratórias, mulheres e pessoas com menor escolaridade. São resultados que indicam e reforçam a influência dos determinantes sociais na distribuição dos impactos.

“A inovação deste estudo está em integrar, em escala nacional, a caracterização das ondas de calor considerando frequência, intensidade e duração com uma análise detalhada de seus impactos sobre internações hospitalares e mortalidade. De modo geral, o trabalho reforça evidências já descritas na literatura, mas avança em análises mais detalhadas sobre os impactos do calor extremo na saúde da população brasileira”, destaca a pesquisadora Beatriz Oliveira, da Fiocruz, responsável por conduzir o estudo.

"A pesquisa traz uma mensagem inequívoca: o calor extremo já está custando vidas no Brasil. Os mais de 120 mil óbitos associados às ondas de calor revelam que a adaptação à mudança do clima precisa avançar com urgência, ampliando a construção de cidades verdes e resilientes. Para o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, é o que estamos fazendo a partir da implementação do Programa Cidades Verdes Resilientes com o Plano Nacional de Arborização Urbana, a iniciativa ArborizaCidades fomentando apoio a planos e projetos de arborização urbana para enfrentar o calor extremo, a elaboração da Estratégia Nacional de Soluções Baseadas na Natureza e o Plano Nacional de Ação pelo Resfriamento. Tudo isso é indispensável para apoiar estados e municípios a serem capazes de proteger a saúde da população diante de um clima cada vez mais quente. A agenda de resfriamento urbano é uma agenda de prevenção, adaptação e proteção da vida", detalha o diretor de Meio Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e do projeto ProAdapta, Maurício Guerra.

Em âmbito nacional, o estudo explorou os efeitos do calor extremo sobre as internações hospitalares do SUS. Na população em geral foi identificado um aumento consistente do risco de internação por doenças respiratórias, especialmente pneumonia, e geniturinárias, como insuficiência renal, em quase todas as regiões. O estresse térmico sobrecarrega as funções cardiorrespiratórias, contribuindo para inflamações sistêmicas e agravando doenças respiratórias pré-existentes, além de afetar o trato urinário por meio da desidratação, da hipovolemia (redução do volume total de sangue e líquidos no corpo) e da disfunção renal.



Para crianças menores de 10 anos, as gastroenterites (diarreias) foram a causa de internação mais fortemente associada às ondas de calor em todas as macrorregiões do país. A condição pode estar associada à maior suscetibilidade à desidratação, à imaturidade dos mecanismos de termorregulação e às alterações ambientais que afetam a qualidade da água e o armazenamento de alimentos durante períodos de calor extremo.

Na população idosa, indivíduos com mais de 60 anos mostraram alta sensibilidade em causas respiratórias, renais e metabólicas (diabetes). Segundo os pesquisadores, do ponto de vista fisiopatológico, esses efeitos podem estar associados à redução da capacidade de termorregulação, à maior prevalência de doenças crônicas e ao uso de medicamentos que interferem no balanço hídrico e eletrolítico, favorecendo a desidratação e a disfunção renal. O estudo sugere que, durante ondas de calor mais severas, internações por doenças cardiovasculares podem evoluir rapidamente para quadros graves, com possibilidade de óbito antes da hospitalização.

“Na morbidade hospitalar, exploramos diferentes desfechos de saúde, um tema ainda pouco estudado no país. Na mortalidade, identificamos um gradiente social de risco, com maior aumento percentual do risco de morte entre pessoas com menor escolaridade. Esses resultados reforçam a necessidade de direcionar ações de adaptação e proteção aos grupos mais vulneráveis”, explica o supervisor de Impactos, Vulnerabilidades e Adaptação do projeto Ciência&Clima, Sávio Raeder.

A maioria dos municípios brasileiros apresentou uma tendência de aumento na frequência e na intensidade das ondas de calor ao longo das duas décadas estudadas. Contudo, a análise sinaliza que a exposição às ondas de calor não ocorre de modo homogêneo no território nacional. Há variações de frequência, duração e intensidade entre as sete zonas climáticas do país, que foram adotadas neste estudo por sua maior sensibilidade de captar a relação entre saúde e os eventos de ondas de calor.

Estas variações também foram observadas entre as regiões brasileiras: enquanto os eventos climáticos foram mais frequentes, longos e persistentes nas regiões Norte e Centro-Oeste, os episódios com maior intensidade, em relação à temperatura média climatológica local, ocorreram no Sul e no Sudeste. Os resultados demonstram como as ondas de calor podem aumentar a demanda por serviços de saúde pública e contribuir para o agravamento de condições clínicas entre os grupos mais sensíveis.

Metodologia empregada

O estudo envolveu três etapas. A primeira caracterizou a exposição às ondas de calor no Brasil. Foram considerados o número de dias em ondas de calor, o número de eventos climáticos, a duração média dos episódios e a intensidade média em relação à média climatológica do período de referência (1981-2010). A metodologia para realização do estudo adotou o critério mínimo de dois dias consecutivos com temperatura acima do percentil 95 da temperatura média como principal componente da exposição. Além disso, foram analisadas a distribuição espacial e temporal entre 2000 e 2019.

A segunda etapa explorou as estimativas de risco da exposição às ondas de calor sobre desfechos de morbidade hospitalar atendidos pelo SUS, segundo diferentes definições de ondas de calor, subgrupos populacionais de maior risco (população geral, crianças menores de 10 anos e idosos) e causas específicas. Os principais desfechos estudados foram selecionados de acordo com a plausibilidade biológica, relevância clínica e adequação ao uso de dados administrativos. Foram consideradas as internações hospitalares com a seleção de 680 municípios, que apresentaram séries temporais mais estáveis e robustas entre 2010 e 2019. Por fim, os pesquisadores analisaram a associação entre ondas de calor e mortalidade e estimaram o número de óbitos atribuíveis, considerando as zonas climáticas e as características sociodemográficas (2000-2019).

Medidas preventivas

Os resultados reforçam a necessidade de ampliar a sensibilização sobre os riscos das ondas de calor e incrementar os planos de ações em nível municipal. A resposta passa pela implementação de sistemas de monitoramento e alerta antecipado, orientação à população e fortalecimento da capacidade de respostas do SUS.

Outro aspecto apontado pelo estudo é a necessidade de incorporar sistematicamente informações climáticas nos processos de vigilância epidemiológica e ambiental para melhor identificar os períodos críticos, ampliar a capacidade de antecipação de riscos e subsidiar medidas preventivas e assistenciais. Os maiores impactos observados em grupos de maior vulnerabilidade apontam necessidade de atenção especial a estes segmentos.

A publicação é mais um resultado da iniciativa conjunta dos projetos Ciência&Clima e ProAdapta, em conjunto com a Fiocruz, em aprofundar e avançar no conhecimento científico e na compreensão dos impactos observados da mudança do clima no Brasil. O estudo preenche uma lacuna crítica sobre a associação entre calor extremo e impactos na saúde no âmbito nacional. Na primeira fase do estudo, lançado em outubro de 2025, os técnicos se preocuparam em sintetizar os indicadores e índices utilizados para estabelecer os parâmetros para protocolos de enfrentamento ao calor extremo.

Saiba mais

Ciência&Clima é um projeto de cooperação técnica internacional executado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) na sua implementação e recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) cujo propósito é auxiliar o governo brasileiro no cumprimento dos compromissos internacionais da agenda de transparência climática junto à Convenção do Clima (UNFCCC). Acesse: https://www.gov.br/mcti/ciencia-clima

ProAdapta é fruto da parceria entre o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil (MMA) e o Ministério Federal do Meio Ambiente, Ação Climática, Conservação da Natureza e Segurança Nuclear (BMUKN) da Alemanha, no contexto da Iniciativa Internacional para o Clima (IKI, na sigla em alemão) e implementado pela Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH. Acesse: https://www.adaptacao.eco.br/

A Fiocruz é a maior instituição de pesquisa biomédica da América Latina e uma das principais responsáveis pela produção de vacinas, medicamentos e conhecimento para o Sistema Único de Saúde (SUS). Vinculada ao Ministério da Saúde, atua em pesquisa, ensino, inovação e assistência em saúde. Presente em dez estados e no Distrito Federal, além de manter um escritório em Moçambique, reúne 16 unidades técnico-científicas distribuídas pelo país.

Contato para imprensa

Ciência&Clima – transparência.clima@undp.org (Jussara Peccini)
Fiocruz – ccs@fiocruz.br (Regina Castro)


ProAdapta – tiago.zenero@giz.de (Tiago Zenero)




Autor: fiocruz
Fonte: fiocruz
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data: 17/06/2026
Publicação Original: https://fiocruz.br/noticia/2026/06/brasil-registrou-120-mil-mortes-associadas-ondas-de-calor-em-20-anos

quarta-feira, 17 de junho de 2026

FAPESP anuncia nova chamada com a NRF, da Coreia do Sul

Serão selecionadas propostas de pesquisas em qualquer área do conhecimento com duração de até 24 meses


A FAPESP anuncia o lançamento de uma nova chamada de propostas com a National Research Foundation of Korea (NRF), destinada ao financiamento de projetos colaborativos entre pesquisadores do estado de São Paulo e da Coreia do Sul.

A chamada – quarta no âmbito do acordo de cooperação entre as instituições – está aberta a propostas em todas as áreas do conhecimento e prevê o apoio a até três projetos de pesquisa, com duração máxima de 24 meses, na modalidade Auxílio à Pesquisa Regular.

O prazo para submissão das propostas vai até 30 de junho de 2026. As propostas deverão ser submetidas simultaneamente à FAPESP, por meio do sistema SAGe, e à NRF, pelo sistema ERND.

No âmbito da chamada, a FAPESP poderá financiar até R$ 200 mil por projeto ao ano para a equipe paulista, excluindo-se os valores de Reserva Técnica. Já a NRF financiará até KRW 30 milhões anuais por proposta para a equipe sul-coreana.

Poderão participar da chamada pesquisadores vinculados a instituições de ensino superior e pesquisa do estado de São Paulo que atendam aos requisitos da modalidade Auxílio à Pesquisa Regular da FAPESP, bem como pesquisadores elegíveis da Coreia do Sul conforme as normas da NRF.

Cada proposta deverá ser elaborada conjuntamente por um pesquisador responsável no estado de São Paulo e um pesquisador responsável na Coreia do Sul, com o mesmo título e conteúdo científico correspondente submetido às duas agências.

Segundo a chamada, pesquisadores que já atuam como pesquisadores responsáveis ou principais em projetos em andamento poderão submeter propostas, desde que apresentem justificativa científica demonstrando complementaridade ou nova linha de pesquisa em colaboração internacional.

A chamada está publicada em fapesp.br/18200.



Autor: FAPESP
Fonte: FAPESP
Sítio Online da Publicação: FAPESP
Data: 20/05/2026
Publicação Original: https://fapesp.br/18202/fapesp-anuncia-nova-chamada-com-a-nrf-da-coreia-do-sul

FAPESP e NERC lançam nova chamada em ciências ambientais

Serão apoiadas pesquisas colaborativas de alto impacto reunindo pesquisadores do Reino Unido e do estado de São Paulo




A FAPESP e o Natural Environment Research Council (NERC) anunciam a edição de 2026 da chamada para colaborações no âmbito do acordo mantido pela Fundação com o United Kingdom Research and Innovation (UKRI), do qual faz parte o NERC.

O objetivo da chamada FAPESP-NERC Global Partnerships Seedcorn Fund é promover parcerias entre grupos de pesquisa de São Paulo e do Reino Unido em ciências ambientais por meio de mecanismos de colaboração de curto prazo.

Propostas devem ser submetidas nas áreas de atuação do NERC, que incluem ciências terrestres, marinhas, biologia de água doce, arqueologia, ciências polares e atmosféricas e observação da Terra. São elegíveis pesquisadores de São Paulo com auxílios FAPESP vigentes.

Os projetos receberão apoio para atividades de mobilidade e intercâmbio (como diárias de viagens e workshops) e para custos de estudos exploratórios (insumos, serviços de terceiros e equipamentos de baixo custo). No caso da FAPESP, o financiamento será baseado na modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular, com limite de orçamento de R$ 400 mil e previsão de conclusão em até dois anos.

O prazo para recebimento de propostas termina em 16 de julho de 2026. A chamada de propostas está disponível em: https://fapesp.br/18225.

Foto: NASA Johnson Space Center/Wikimedia Commons



Autor: FAPESP
Fonte: FAPESP
Sítio Online da Publicação: FAPESP
Data: 12/05/2026
Publicação Original: https://fapesp.br/18228/fapesp-e-nerc-lancam-nova-chamada-em-ciencias-ambientais

FAPESP apoiará inovação tecnológica nas FATECs

Nova iniciativa destinará R$ 20 milhões para até 250 projetos coordenados por docentes das FATECs, com a concessão de 500 Bolsas de Iniciação Tecnológica




A FAPESP lança uma nova chamada de propostas para apoiar projetos de inovação tecnológica desenvolvidos nas Faculdades de Tecnologia do Estado de São Paulo (FATECs), do Centro Paula Souza.

Com investimento total de R$ 20 milhões, a chamada poderá financiar até 250 projetos em qualquer área do conhecimento relacionada ao desenvolvimento tecnológico e à inovação. Os projetos serão financiados na modalidade Auxílio à Inovação Regular e poderão ter duração de até 18 meses, com possibilidade de prorrogação por até 12 meses.

Cada proposta aprovada poderá receber até R$ 50 mil em recursos de custeio e até duas Bolsas de Iniciação Tecnológica (IT), com duração inicial de até 12 meses e possibilidade de prorrogação por mais 12 meses. No total, a chamada poderá conceder até 500 bolsas.

O objetivo da iniciativa é ampliar a participação de estudantes das FATECs em atividades de pesquisa aplicada, estimulando sua formação em inovação tecnológica e contribuindo para a diversificação da força de trabalho em pesquisa e desenvolvimento no estado de São Paulo.

As propostas deverão ser submetidas por docentes das FATECs do Centro Paula Souza que possuam vínculo empregatício com a instituição, tenham título mínimo de mestre e competência comprovada na área do projeto proposto.

Os estudantes beneficiados pelas bolsas deverão estar regularmente matriculados em cursos de graduação das FATECs, ter concluído disciplinas relevantes para o desenvolvimento das atividades previstas e apresentar bom desempenho acadêmico.

As pesquisas deverão ser desenvolvidas nas próprias FATECs. Os recursos de custeio poderão contemplar, entre outros itens, aquisição de materiais de consumo, pequenos equipamentos, contratação de serviços especializados, despesas de transporte e diárias vinculadas às atividades do projeto.

As propostas deverão ser submetidas exclusivamente por meio do Sistema de Apoio à Gestão (SAGe), da FAPESP.

O prazo para submissão vai até 13 de julho de 2026. Os resultados serão divulgados a partir de 17 de agosto de 2026, e o início dos projetos está previsto para ocorrer a partir de 1º de setembro de 2026.

A chamada de propostas está publicada em: fapesp.br/18231.

Dúvidas podem ser encaminhadas para o e-mail: air-it@fapesp.br.


Autor: FAPESP
Fonte: FAPESP
Sítio Online da Publicação: FAPESP
Data: 17/05/2026
Publicação Original: https://fapesp.br/18232/fapesp-apoiara-inovacao-tecnologica-nas-fatecs