segunda-feira, 20 de abril de 2026

Programa Centelha SP destina R$ 6 milhões para inovação

FAPESP lança novo edital de apoio a até 47 projetos com subvenção econômica e bolsas para criação de empresas de base tecnológica





A FAPESP lança edital do Programa Nacional de Apoio à Geração de Empreendimentos Inovadores – Programa Centelha 3 São Paulo para apoiar projetos inovadores.

A iniciativa é realizada em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e da Fundação CERTI.

O objetivo do Programa Centelha 3 São Paulo é estimular o empreendedorismo inovador e apoiar a criação de empresas de base tecnológica a partir da transformação de ideias em negócios com potencial de mercado. O programa integra a estratégia nacional de incentivo à inovação e ao empreendedorismo tecnológico, com foco na geração de novos negócios.

A nova chamada Centelha SP prevê R$ 6,016 milhões em recursos de subvenção econômica (não reembolsáveis), destinados ao apoio de até 47 projetos de inovação. Cada proposta poderá receber até R$ 128 mil.

Os projetos selecionados também poderão contar com até R$ 50 mil em Bolsas de Fomento Tecnológico e Extensão Inovadora do CNPq. A FAPESP prevê ainda bolsas adicionais, nas modalidades Pesquisa em Empresa (PE-1) e Treinamento Técnico.

As propostas devem apresentar produtos, serviços ou processos inovadores com potencial de aplicação tecnológica. Podem submeter propostas pessoas físicas sem empresa constituída e por pessoas físicas representantes de empresas formalmente constituídas.

Os projetos aprovados terão prazo de execução de 12 meses. A empresa proponente deverá aportar recursos a título de contrapartida financeira, de no mínimo 5% do valor total de subvenção econômica contratada.

A seleção será realizada em duas fases. A primeira envolve a submissão de ideias inovadoras. A segunda fase exige o detalhamento dos projetos, incluindo viabilidade comercial, planejamento e orçamento.

Na Fase 1, a submissão de ideias inovadoras poderá ser feita até 21 de maio de 2026. Na Fase 2, o prazo de submissão termina em 17 de agosto.

O edital do Programa Centelha 3 São Paulo está publicado em fapesp.br/18109.




Autor: fapesp
Fonte: fapesp
Sítio Online da Publicação: fapesp
Data: 07/04/2024
Publicação Original: https://fapesp.br/18111/programa-centelha-sp-destina-r-6-milhoes-para-inovacao

FAPESP e DAAD lançam nova chamada

Programa de Pesquisa Alemanha - São Paulo seleciona propostas de intercâmbio acadêmico em qualquer área do conhecimento científico


Imagem: Pixabay

A FAPESP anuncia o lançamento de uma nova chamada com o Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD) para o Programa de Pesquisa Alemanha - São Paulo (Propasp), que visa fomentar atividades de intercâmbio em qualquer área do conhecimento científico.

Para a FAPESP, são elegíveis para submeter propostas pesquisadores responsáveis por Auxílios à Pesquisa FAPESP vigentes nas modalidades Regular, Projeto Temático, Jovem Pesquisador, Projeto Inicial, Projeto Geração, Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID), Centro de Pesquisa Aplicada (CPA), Centros de Ciência para Desenvolvimento (CCD), Programa Ensino Público, Programa de Pesquisa em Políticas Públicas e Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE). Pesquisadores principais de Projeto Temático, CEPID, CPA, CCD e PITE vigentes também são elegíveis para a submissão de propostas.

Para o DAAD, a proposta deve ser submetida por um líder de projeto na Alemanha e a equipe deve incluir acadêmicos em início de carreira. Podem fazer parte da equipe jovens pesquisadores, graduados, alunos de mestrado e doutorado, doutores, professores e acadêmicos.

Cada proposta poderá ser apoiada por até dois anos iniciais, com a possibilidade de estender o financiamento por até dois anos adicionais após a submissão de uma proposta complementar através de um nova chamada a ser oportunamente lançada pela FAPESP e DAAD – resultando em uma potencial situação de financiamento por um máximo de quatro anos.

Será permitida a participação de bolsistas de pós-doutorado e de doutorado nas missões de intercâmbio selecionadas, além dos pesquisadores da equipe.

A FAPESP financiará até um máximo equivalente a € 18 mil por ano por proposta e o DAAD poderá financiar até € 18 mil por ano por proposta durante a vigência do Auxílio para cobrir despesas de mobilidade relacionadas à pesquisa.

Os recursos deverão ser utilizados em atividades como intercâmbio de pesquisadores, visitas para planejamento de pesquisa, workshops internacionais e atividades iniciais de coleta de dados, sempre visando a continuidade da pesquisa e a consolidação da colaboração.

Submissões devem ser feitas até 8 de junho conjuntamente pelo pesquisador responsável alemão da Alemanha e do estado de São Paulo junto à agência de fomento de seu respectivo território. Propostas devem ser encaminhadas à FAPESP exclusivamente pela plataforma SAGe (https://fapesp.br/sage), sendo que o PR alemão deverá efetuar cadastro na plataforma com antecedência.

A chamada de propostas está publicada em: https://fapesp.br/18123.




Autor: fapesp
Fonte: fapesp
Sítio Online da Publicação: fapesp
Data: 13/04/2024
Publicação Original: https://fapesp.br/18126/fapesp-e-daad-lancam-nova-chamada

Antonio José de Almeida Meirelles é nomeado diretor administrativo da FAPESP

Decreto da nomeação assinado pelo governador Tarcísio de Freitas foi publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo de 15 de abril



O governador Tarcísio de Freitas nomeou Antonio José de Almeida Meirelles para o cargo de diretor administrativo da FAPESP para um mandato de três anos. O decreto da nomeação foi publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo de quarta-feira (15/04).


Meirelles foi reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) de 2021 a 2025. Engenheiro de alimentos, é doutor em engenharia de processos pela TH Merseburg (Alemanha) e doutor em ciência econômica pela Unicamp. É professor titular da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA-Unicamp). É membro do Conselho Superior da FAPESP e do Conselho Curador do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD).


Autor: fapesp
Fonte: fapesp
Sítio Online da Publicação: fapesp
Data: 15/04/2024
Publicação Original: https://fapesp.br/18130/antonio-jose-de-almeida-meirelles-e-nomeado-diretor-administrativo-da-fapesp

FAPESP participa de chamada do nexBio Amazônia

Programa de inovação sustentável reunirá em Manaus e Macapá startups suíças e brasileiras para trabalhar em áreas da bioeconomia amazônica


Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A FAPESP anuncia a participação na terceira edição do Programa Suíço-Brasileiro de Inovação Sustentável para a Bioeconomia (nexBio Amazônia).

A chamada foi lançada pela Swissnex no Brasil em parceria com a Leading House para a região da América Latina do Institute of Management in Latin America (Universidade de St. Gallen) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap).

O nexBio Amazônia é um programa bilateral de inovação sustentável que visa promover projetos na região amazônica, atuando como plataforma e catalisador de parcerias internacionais entre a Suíça e o Brasil. O programa oferece oportunidade estratégica para colaborar em soluções que promovam uma bioeconomia sustentável na região amazônica, fortalecendo laços entre a Suíça e o Brasil.

O objetivo principal é desenvolver e implementar soluções inovadoras que impactem positivamente a sociobioeconomia da Amazônia. O programa nexBio Amazônia ocorrerá nas cidades de Manaus e Macapá durante duas semanas no mês de agosto.

A chamada está aberta ao financiamento para startups e para pesquisadores. No primeiro caso, as inscrições estão abertas aos responsáveis de startups financiadas pela FAPESP nas modalidades PIPE 2 e PIPE 3 vigentes na data da visita. A experiência deve ser relatada no Relatório Científico.

No financiamento para pesquisadores, as inscrições estão abertas para pesquisadores vinculados à instituição do estado de São Paulo que atendam aos requisitos de pesquisador responsável disponíveis em https://fapesp.br/apr.

A FAPESP financiará aos selecionados na chamada:

• Passagens aéreas nos seguintes trechos: cidade de origem – Manaus, Manaus – Macapá e Macapá – cidade de origem.
• Diárias no período do evento de acordo com a tabela de valores disponível em https://fapesp.br/16590.

As inscrições devem ser enviadas por meio do formulário de inscrição on-line até a meia-noite de 3 de maio de 2026.

As diretrizes para pesquisadores do estado de São Paulo para submissão de propostas estão publicadas em: https://fapesp.br/18132.



Autor: fapesp
Fonte: fapesp
Sítio Online da Publicação: fapesp
Data: 17/04/2024
Publicação Original: https://fapesp.br/18133/fapesp-participa-de-chamada-do-nexbio-amazonia

sábado, 18 de abril de 2026

Ilha do Bom Jesus: exemplo de como a vida resiste em meio à poluição

A Ilha do Fundão – resultado de um aterro que, em 1945, unificou oito ilhas de um antigo arquipélago da Baía de Guanabara para a criação da Cidade Universitária da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – enfrenta sérios problemas ambientais devido ao acúmulo de lixo trazido pela maré. O aterramento do arquipélago modificou de forma profunda o ambiente, alterou a circulação de água na Baía e contribuiu para o acúmulo contínuo de resíduos, afetando manguezais e a vida marinha. A maré passou a trazer todo o tipo de lixo, incluindo plásticos, pneus, materiais de construção, móveis etc. Além disso, a região ainda recebe esgoto doméstico, industrial e outros poluentes, especialmente através do Canal do Cunha, que deságua na região antes de seguir para a Baía de Guanabara. Tanto o aspecto visual quanto o forte odor impressionam quem observa o entorno do campus universitário.


Exemplos da fauna da Ilha do Bom Jesus, em fotos de Gabriel e Daniel Mello (beija-flor, carcará e lagarta) e ilustrações de Sara Fonseca (tainha) e Agnes Antonello (borboleta e capivara)


Ao longo dos anos, diferentes projetos voltados ao estudo e à preservação ambiental surgiram na Cidade Universitária. “Como a vida ainda resiste naquele ambiente tão modificado?” Foi para responder a esta pergunta que a pesquisadora Ana Karla Freire de Oliveira submeteu e teve aprovado o projeto “Design da informação com foco na conscientização ambiental: estudo aplicado para a identificação, catalogação e preservação das espécies da fauna e da flora da Ilha do Bom Jesus no Rio de Janeiro” ao Programa Jovem Cientista do Nosso Estado (JCNE) da FAPERJ. Essa pesquisa é um desdobramento do projeto “Estuário da Ilha do Bom Jesus”, submetida ao programa de Mestrado e Doutorado Acadêmico para Inovação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (MAI/DAI/CNPq), que busca fortalecer a pesquisa, o empreendedorismo e a inovação, por meio do envolvimento de estudantes de graduação e pós-graduação em projetos de interesse do setor empresarial, assim como oferecer às indústrias os benefícios da pesquisa de alto nível.


A exposição na Biblioteca Nacional, no Rio, proporcionou uma experiência olfativa de algumas espécies vegetais (Foto: Divulgação)

Como o programa do CNPq propõe a vinculação do projeto a uma indústria, a professora Ana Karla Freire de Oliveira encontrou eco nos objetivos de promoção da sustentabilidade da L’Oréal, uma das empresas residentes no Parque Tecnológico da UFRJ, na Ilha do Bom Jesus. Graduada em Design Industrial, mestre em Engenharia Agrícola e doutora em Engenharia de Materiais e de Processos Metalúrgicos, Ana Karla, Jovem Cientista do Nosso Estado da FAPERJ, é uma das coordenadoras do projeto, ao lado da mestre em Arquitetura e doutora em Planejamento Urbano e Regional Madalena Ribeiro Grimaldi. Ao longo de dois anos (incluindo o período da pandemia de Covid-19), as orientadoras do Programa de Pós-Graduação em Design da UFRJ e uma equipe formada por quatro pesquisadores (três mestrandos e uma doutoranda), três biólogas e três ilustradoras (orientadas pela professora Dalila Santos, da Escola de Belas Artes da UFRJ) se dedicaram incansavelmente à identificação e catalogação das espécies da fauna e da flora remanescentes do antigo arquipélago. O objetivo do projeto foi integrar as áreas do Design, da Arte e da Biologia em prol da educação, conhecimento e preservação ambiental.

O levantamento resultou na identificação de mais de 100 espécies de fauna e flora na Ilha do Bom Jesus, dentre elas espécies típicas de manguezal, restinga e Mata Atlântica, incluindo invertebrados, peixes, répteis, aves e mamíferos (sagui híbrido e a capivara), o sabiá-laranjeira, insetos predadores, borboletas e o caranguejo Minuca rapax. Não é raro encontrar exemplos dessa fauna transitando pelo Fundão. Também foram identificados peixes de relevância pesqueira, como a tainha e a sardinha-brasileira, importantes para as comunidades locais. De forma sucinta, Ana Karla explica que o termo “design da informação” representa a prática de estruturar, organizar e apresentar dados de forma clara e visualmente compreensível, transformando informações complexas em mensagens de fácil entendimento. Para tanto, combina design gráfico, usabilidade e arquitetura da informação para aprimorar a comunicação, garantindo assim que o usuário entenda o conteúdo de forma eficaz.

“Foram muitas trocas com a comunidade local, especialmente pescadores, que nos ajudaram muito a conhecer e compreender o ambiente que, para eles, é fonte de sustento”, conta a pesquisadora. O objetivo principal do projeto, segundo ela, é despertar a conscientização ecológica e a necessidade de manutenção e conservação das espécies remanescentes na ilha.


Ana Karla Freire: para a pequisadora, o objetivo principal do projeto é despertar a conscientização ecológica e a necessidade de manutenção e conservação das espécies remanescentes na ilha (Foto: Arquivo Pessoal)


Ana Karla foi docente da Escola de Belas Artes (EBA) da UFRJ ao longo de 14 anos e considera este um de seus mais importantes projetos. Devido a questões familiares, ela solicitou remanejamento para a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), sua cidade natal, onde atualmente reside, mas espera que sua equipe amplie este projeto para toda a Ilha do Fundão.

O rico resultado do inventário foi a base para a estruturação de ações de educação ambiental. Uma das “entregas” previstas no projeto foi a criação de um website, batizado de Ilha Viva, onde é possível encontrar belíssimas fotos e ilustrações botânicas das espécies da flora e da fauna da Ilha do Bom Jesus, acompanhadas de dados científicos e até mesmo, no caso das aves, do áudio com seu canto peculiar (veja exemplo aqui). A L’Oréal abriu suas portas aos alunos de uma escola da ilha para mostrar o projeto e ainda aproveitou o material para editar um livro trilíngue e promover quatro exposições: uma na sede do Inova UFRJ e três nos Centros de Pesquisa e Inovação da L’Oréal em Paris. A pesquisa ainda foi apresentada em dois congressos, um internacional, na cidade de Assis, Itália, onde a professora Ana Karla apresentou o artigo intitulado “Imagens e Sustentabilidade: Mímesis aplicada a ilustrações científicas para representação da fauna e flora da Ilha do Bom Jesus, Rio de Janeiro”; e outro nacional, no Congresso de Cosmetologia, em Nova Iguaçu, apresentado pela Maria Eduarda Figueiredo, representante da L’Oreal.

Além do acervo fotográfico e de ilustrações terem sido expostos em Paris, houve também uma grande mostra na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, intitulada “Olhar ao Redor”. A exposição destacou a biodiversidade da Ilha do Bom Jesus (Baía de Guanabara) unindo ciência, arte e sustentabilidade. A mostra exibiu ilustrações científicas e fotos do Projeto Ilha Viva, com entrada gratuita. Segundo a curadora da exposição, Marisa Flórido Cesar, “Olhar ao Redor buscou refletir como habitar coletivamente em uma era de extermínio acelerado das espécies, de iminente catástrofe ambiental. A Ilha, que ainda vive, nos faz compreender que há interdependência das formas de vida e dos mundos, que somos um encontro multiespécies e que as existências estão entrelaçadas, dos fungos que reciclam os solos degradados às estrelas que correm em nossas veias”.

Arquipélago formado por oito ilhas

Até meados do século XX, a região onde hoje está situada a Cidade Universitária era um arquipélago formado por oito ilhas — Cabras, Catalão, Pindaí do França e Pindaí do Ferreira, Sapucaia, Bom Jesus e Fundão. Entre 1949 e 1952, as ilhas foram unificadas por meio de um amplo projeto de aterro que viabilizou a construção do campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A Ilha do Bom Jesus foi doada pelos seus proprietários em 1704 à Congregação dos Frades Franciscanos, que ali ergueram a Igreja do Bom Jesus da Coluna. Edificada em 1705, portanto com mais de 300 anos, a igreja era integrada a um convento e, mais tarde, passou a funcionar como hospital, onde recebia, em sua maioria, feridos de guerra. Como hospital, acolheu pessoas acometidas por doenças diversas, leprosos, escravizados e vítimas das epidemias de febre amarela e cólera que assolaram o Rio de Janeiro em períodos diversos. Foi presídio e recebeu levas de imigrantes. Na Ilha, está localizado o Asilo dos Inválidos da Pátria, erguido por D. Pedro II para abrigar soldados egressos da Guerra do Paraguai. O nome da igreja remete à tradição popular de que Jesus teria ficado preso a uma coluna e teria sido açoitado, antes de ser crucificado. A imagem principal no altar retrata a cena. O templo foi tombado em 1937 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e teve sua restauração completa em 2008. Saiba mais sobre a equipe e o projeto aqui.



Autor: faperj
Fonte: faperj
Sítio Online da Publicação: faperj
Data: 16/04/2024
Publicação Original: https://www.faperj.br/?id=1004.7.2

Academia de Ciências promove primeiro seminário da série 'ABC 110 anos: Legado e Futuro'

Para festejar os seus 110 anos de fundação, a Academia Brasileira de Ciências (ABC) abrirá oficialmente, no dia 28 de abril, as comemorações com o primeiro seminário da série “ABC 110 Anos: Legado e Futuro” (endereço para inscrição no pé da pág.). Na mesma ocasião, será apresentado o processo de criação do site do Centro de Memória da ABC José Murilo de Carvalho, projeto financiado pela FAPERJ.


O físico Albert Einstein (ao centro, segurando o chapéu) e membros da Academia Brasileira de Ciências (ABC), entre os quais o primeiro presidente da instituição, Henrique Morize (de branco), e Juliano Moreira (de braços cruzados), na frente da sede da Academia, no dia 7 de maio de 1925 (Foto: O Universal)


Realizado em colaboração com o Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), o objetivo do Centro é a promoção da difusão científica por meio do acesso ao acervo da instituição, que reúne mais de um século de memória científica brasileira, com documentos, fotos, vídeos, publicações e objetos de interesse de estudiosos e do público em geral. O nome homenageia o falecido acadêmico José Murilo de Carvalho (1939-2023), renomado historiador, cientista político e escritor, eleito para a ABC em 2003 e para a Academia Brasileira de Letras (ABL) em 2004. O grupo responsável pelo projeto foi liderado pelas acadêmicas Maria Vargas e Patricia Bozza, e contou com a participação dos acadêmicos Débora Foguel, Diogenes Campos, Ildeu Moreira, Paulo Terra, Rodrigo Toniol e Thaiane Oliveira, assim como com Everaldo Pereira Frade, à frente da parceria com o Mast.

Em página criada para apresentar o projeto, a acadêmica Maria Vargas explica que o material contemplado nesta primeira etapa corresponde a pouco mais de um terço do acervo total. “Tínhamos um conhecimento limitado sobre o material quando começamos, e acabamos descobrindo muito mais do que havíamos antecipado. Por essa razão, já estamos elaborando uma segunda fase do projeto. Nesta etapa, temos a intenção de organizar e digitalizar mais de 240 mil páginas. Esse acervo inclui toda a correspondência emitida e recebida desde 1929, uma documentação valiosa relacionada a convênios, intercâmbios acadêmicos e parcerias com instituições científicas, documentos sobre prêmios e honrarias que a Academia já outorgou, além daqueles que dizem respeito às negociações para que a ABC tivesse uma sede condizente com sua relevância. Faremos também a transcrição dos arquivos preciosos de áudio e vídeo que já foram masterizados na primeira etapa do projeto, para disponibilização virtual em PDF”, antecipa a professora.

O evento inaugural do dia 28 de abril contará com palestra intitulada “Os 110 Anos da Academia Brasileira de Ciências”, proferida pelo acadêmico e físico Ildeu de Castro Moreira, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na qual serão abordados marcos históricos deste percurso desde os anos iniciais de fundação, ao longo de sua trajetória de consolidação até os dias atuais.

Para acompanhar presencialmente o seminário, é necessário fazer a inscrição, gratuita, no Sympla

* Com informações da Assessoria de Comunicação da ABC



Autor: faperj
Fonte: faperj
Sítio Online da Publicação: faperj
Data: 16/04/2024
Publicação Original: https://www.faperj.br/?id=1007.7.9

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Previsão analisada pela Nasa aponta colapso da atmosfera e antecipa prazo para o fim da vida na Terra


O destino da vida na Terra é uma incógnita que a ciência tenta decifrar por meio de modelos matemáticos e simulações computacionais de grande escala. Um estudo publicado em 2021, que voltou a viralizar recentemente após a missão Artemis II ir à lua, lançou luz sobre os limites temporais da nossa biosfera ao sugerir que a sobrevivência dos organismos no planeta pode ter um prazo mais curto do que se imaginava — tema que ganhou repercussão após ser comentado por cientistas ligados à Nasa

Como os cientistas previram o fim do oxigênio?
O estudo, publicado originalmente na revista Nature Geoscience e posteriormente divulgado por fontes especializadas, sustenta que o oxigênio atmosférico, componente fundamental para a vida como a conhecemos, desaparecerá de forma drástica em um futuro distante.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores Kazumi Ozaki e Christopher T. Reinhard executaram um sistema de modelagem biogeoquímica e climática que realizou cerca de 400 mil simulações. O objetivo central era determinar a duração das condições ricas em oxigênio na nossa atmosfera. Os resultados indicaram que o tempo médio de vida de uma atmosfera com níveis de oxigênio superiores a 1% dos valores atuais é de aproximadamente 1,08 bilhão de anos, com uma margem de erro estatística. Esse processo de desoxigenação é, segundo os autores, uma consequência inevitável do aumento do fluxo solar à medida que o Sol evolui.

Por que a habitabilidade da Terra será reduzida pela metade?
Historicamente, a comunidade científica estimava que a habitabilidade terrestre se estenderia por cerca de dois bilhões de anos, baseando esse período no brilho constante do Sol. No entanto, as novas projeções da Nasa reduzem esse tempo quase pela metade. — Por muitos anos, a vida útil da biosfera da Terra foi discutida com base no brilho constante do Sol — explicou Kazumi Ozaki, autor principal do estudo. O especialista alertou que, à medida que o astro aumenta sua emissão de calor, a Terra se transformará em um ambiente hostil, no qual o ciclo de carbonatos e silicatos levará a uma atmosfera pobre em dióxido de carbono e, eventualmente, a uma queda abrupta na disponibilidade de oxigênio.

Embora o imaginário coletivo frequentemente associe o fim do planeta à expansão final do Sol — um processo que ocorrerá em cerca de cinco bilhões de anos, quando o astro se tornar uma gigante vermelha e engolir a Terra —, a realidade biológica será muito mais breve. Antes que a água dos oceanos evapore completamente ou que a superfície terrestre se torne inabitável devido às altas temperaturas solares, o colapso da atmosfera eliminará todas as formas de vida complexa que dependem da respiração aeróbica. A pesquisa aponta que essa desoxigenação ocorrerá antes da fase de efeito estufa úmido, marcando um ponto de não retorno para a biosfera.

É importante destacar que essa projeção científica se refere à viabilidade global da biosfera e não necessariamente ao destino da civilização humana. Diversos fatores ambientais, mudanças climáticas causadas pelo homem e eventos astronômicos imprevisíveis atuam como variáveis que podem alterar drasticamente o futuro da humanidade muito antes de o Sol esgotar seu ciclo de habitabilidade. Ainda assim, o estudo reforça que, em escala geológica, o destino da Terra está intrinsecamente ligado à evolução estelar e à estabilidade atmosférica que hoje permite a nossa existência.


Autor: o Globo 
Fonte: o Globo
Sítio Online da Publicação: o Globo
Data: 15/04/2024