quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Infeções raras na gravidez aumentam risco de deficiência intelectual grave e autismo



Direitos de autor Cleared/Canva
Crianças que nascem com infeções como sífilis, rubéola e citomegalovírus têm muito maior probabilidade de serem diagnosticadas com autismo e deficiência intelectual.

Crianças com infeções transmitidas durante a gravidez têm um risco cerca de três vezes superior de receber um diagnóstico de autismo mais tarde na vida e mais de sete vezes superior de serem diagnosticadas com deficiência intelectual, em comparação com crianças sem essas infeções, conclui um novo estudo.

Sugere-se assim que certas infeções transmitidas ao feto durante a gravidez podem ter efeitos de longa duração no desenvolvimento cerebral, referem os autores.

Estas infeções, conhecidas como TORCH – um grupo de infeções que podem ser transmitidas de uma mulher grávida para o feto – incluem sífilis, rubela, toxoplasmose, citomegalovírus e herpesvírus. Ao contrário de muitas infeções comuns, estes agentes patogénicos podem, nalguns casos, atravessar a placenta e afetar diretamente o feto, aumentando o risco de aborto espontâneo, morte fetal e complicações na gravidez.

“Embora estas infeções congénitas sejam raras, algumas podem ser prevenidas, o que as torna importantes do ponto de vista da saúde pública”, afirmou Reneé Gardner, investigadora no Departamento de Saúde Pública Global do Instituto Karolinska, que participou no estudo.

Foram incluídas 3,7 milhões de pessoas nascidas na Suécia entre 1987 e 2021. Destas, 975 tinham sido diagnosticadas com uma infeção congénita TORCH. Os investigadores acompanharam os participantes durante um período máximo de três décadas para avaliar se estas infeções estavam associadas a diagnósticos posteriores e a resultados escolares.

Embora estas infeções congénitas representem uma proporção muito pequena de todos os casos de autismo na população, as crianças afetadas têm um risco aumentado de autismo e de deficiência intelectual. Segundo os autores, uma em cada cinco crianças nascidas com uma infeção TORCH poderá desenvolver autismo mais tarde.

Para além do autismo, nascer com este tipo de infeção esteve associado a um risco mais elevado de deficiência intelectual em todos os graus. O risco de deficiência intelectual grave a profunda foi até 30 vezes superior ao observado em crianças sem infeção.

Mesmo na ausência de diagnóstico, as infeções aparentam influenciar os resultados escolares. No estudo, 420 pessoas tinham uma infeção TORCH diagnosticada e tiveram fraco desempenho escolar sem receber um diagnóstico de autismo ou de deficiência intelectual.

Estas infeções variam em termos de epidemiologia e prevalência. A mais comum (fonte em inglês) a nível global é o citomegalovírus congénito (CMV), que afeta cerca de um em cada 150 recém-nascidos. Este impacto é substancialmente maior nos países de baixo e médio rendimento.
Como reduzir os riscos

Segundo os autores, o trabalho sublinha a necessidade de fortalecer estratégias de prevenção, sobretudo em zonas com taxas de infeção mais elevadas.

Realça-se também a relevância, em saúde pública, de desenvolver, aplicar e manter estratégias de vacinação em massa para prevenir estas infeções.

Destaca-se ainda que os sistemas atualmente em vigor – como o sueco – podem falhar a deteção de casos assintomáticos, uma vez que o rastreio neonatal para TORCH não é universal. Os autores defendem estratégias mais eficazes para identificar estas situações.




Autor: pt.euronews
Fonte: pt.euronews
Sítio Online da Publicação: pt.euronews
Data: 22/09/2026

CURSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA EDUCAÇÃO AMBIENTAL, ESCOLAS SUSTENTÁVEIS E RESILIENTES







Sobre o Curso

O Curso Educação Ambiental, Escolas Sustentáveis e Resilientes é formação continuada gratuita, de 80 horas, ofertada pela UFMT em parceria com a UFR e a UNIRIO, no âmbito da Política Nacional de Educação Ambiental, com a CGAMS/SECADI/MEC. São 360 vagas para todo o território nacional, destinadas a profissionais da educação básica das redes públicas e privada, incluindo professoras e professores, gestoras e gestores escolares, coordenadoras e coordenadores pedagógicos, técnicas e técnicos das secretarias de educação e integrantes da comunidade escolar. A formação abrange Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultas e Adultos e as educações do campo, indígena e quilombola. A seleção dá prioridade a territórios marcados por desigualdades socioambientais e por ocorrência de eventos climáticos extremos, buscando distribuição equilibrada entre as cinco regiões do país.

O curso acontece a distância, no ambiente virtual de aprendizagem da UFR, com atividades síncronas e assíncronas e acompanhamento da equipe de tutoria e de formação ao longo de todo o percurso. São quatro módulos de 20 horas, organizados em: Módulo 1: Eu – Raízes, trajetórias e pertencimento ecológico; Módulo 2: Outro – Tronco, escola como território vivo; Módulo 3: Mundo – Copa, conexões com o mundo e ação comunitária; e Módulo 4: Gestão e equidade – Frutos e sementes, gestão, monitoramento e transformação com equidade.

As inscrições são gratuitas e vão de 13 a 23 de setembro de 2026, pelo formulário disponível em www.webtecaea.ufr.edu.br/cursos. O deferimento das inscrições sai em 24 de setembro, com prazo de recurso em 26 e resultado final homologado em 27. A documentação, RG, CPF, comprovante de endereço e diploma de graduação, deve ser enviada para cursosgpea@gmail.com até 30 de setembro, quando se efetiva a matrícula. A abertura oficial e o início do percurso formativo acontecem em 01 de outubro de 2026. A certificação de 80 horas é emitida pela UFMT. A coordenação geral é da professora Déborah Luíza Moreira Santana Santos, da UFMT, e a coordenação adjunta da professora Regina Aparecida da Silva, da UFR.




Autor: webtecaea
Fonte: webtecaea
Sítio Online da Publicação: webtecaea
Data: 18/09/2026

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Mulheres recebem tratamentos menos invasivos e intensivos do que homens com as mesmas doenças



Direitos de autor Cleared/Canva
Um novo estudo conclui que, para as mesmas patologias, as mulheres têm menos probabilidades do que os homens de receber cirurgias ou analgésicos fortes.

As mulheres têm menos probabilidade do que os homens de lhes serem propostas terapias intensivas, como cirurgias ou analgésicos fortes, conclui uma nova revisão. Embora os sistemas de saúde tratem frequentemente homens e mulheres de forma diferente, os investigadores salientam que não é claro se estas diferenças colocam qualquer dos sexos em desvantagem.

As diferenças entre sexos são evidentes em toda a medicina e desempenham um papel central no diagnóstico e na gestão dos doentes. Investigadores da Universidade de St Andrews, na Escócia, identificaram diferenças visíveis na forma como homens e mulheres são tratados.

“Enquanto a direção dos resultados não foi uma surpresa, a sua consistência foi”, afirmou Miriam Veenhuizen, docente honorária na Escola de Medicina de St Andrews.

Os investigadores analisaram 41 estudos publicados entre 2018 e 2023 e encontraram o mesmo padrão em cardiologia, cirurgia, medicina de transplantes e cuidados de urgência.

As mulheres com insuficiência cardíaca, enfarte ou taquicardia eram mais frequentemente tratadas de forma conservadora, com medicação, em comparação com procedimentos invasivos como a cirurgia de bypass da artéria coronária e a intervenção coronária percutânea.

Entre os doentes com doença de Parkinson, os homens tinham mais probabilidade de ser encaminhados para dispositivos de estimulação cerebral profunda, um aparelho implantável usado para controlar os sintomas. As mulheres também tinham menos probabilidade de receber um transplante de fígado ou de serem encaminhadas para cirurgia.

“Para os clínicos, os resultados são um alerta para verificarem se o tratamento está a ser oferecido com base em critérios clínicos e não em pressupostos”, declarou Andrew O’Malley, coautor do estudo.
Diferença de tratamentos: o que a explica?

Embora a tendência fosse consistente entre os estudos, as razões para tal permanecem pouco claras.

“Não é totalmente claro porque isto está a acontecer, mas é provável que se deva ao facto de as mulheres terem estado sub-representadas nos ensaios clínicos até há poucas décadas, pelo que muitas orientações assentam em dados de homens”, explicou Veenhuizen.

Os investigadores defendem mais investigação para perceber se estas diferenças refletem variações legítimas na prática clínica ou desigualdades mais amplas, e para garantir que os doentes recebem cuidados equitativos.



Autor: pt.euronews
Fonte: pt.euronews
Sítio Online da Publicação: pt.euronews
Data: 18/09/2026
Publicação Original: https://pt.euronews.com/2026/09/18/mulheres-recebem-tratamentos-menos-invasivos-e-intensivos-do-que-homens-com-as-mesmas-doen

Mulheres dominam saúde na Europa mas ganham 19% menos por hora, alerta OMS



Direitos de autor Cleared/Canva

O sector da saúde e dos cuidados é o quarto maior empregador e o maior empregador de mulheres na Região Europeia da OMS. As mulheres representam 77% da força de trabalho na saúde, face a 45% em todos os outros sectores combinados. Ainda assim, são apenas 55% entre quem mais ganha no sector.

“As mulheres são a maioria das pessoas que mantêm os sistemas de saúde da Europa a funcionar, mas recebem menos do que os colegas homens, uma diferença que se acumula ao longo de toda a carreira”, afirmou Natasha Azzopardi Muscat, directora da Divisão de Sistemas de Saúde da OMS Europa.

A diferença salarial de género, isto é, a diferença entre o salário médio de homens e mulheres com emprego remunerado, é maior nos escalões salariais mais elevados, variando de 2% entre quem ganha menos para mais de 22% no topo da distribuição salarial.


O relatório conclui que o sector é especialmente importante para o emprego feminino. Representa quase 17% de todo o emprego das mulheres, contra 5% no caso dos homens.

Estas conclusões seguem o mesmo padrão observado no mercado de trabalho em geral: desigualdades estruturais acentuadas, que se agravam nos níveis de salário e de hierarquia mais altos.

À escala mundial, o sector da saúde espelha o que acontece na Europa, com as mulheres a auferirem em média menos 24% do que os homens, uma diferença superior à de muitos outros sectores.

Quando se ajustam estes quatro factores, a diferença horária desce de 19% para 6% e a diferença no salário mensal recua de 28% para 10%.

No entanto, a diferença restante não é explicada por nenhum dos factores medidos nos dados.

“A maior parte desta diferença não se deve a as mulheres trabalharem menos horas, serem mais novas ou trabalharem em áreas diferentes do sector”, explicou Azzopardi Muscat. “Tem a ver com o modo como o sector valoriza o trabalho das mulheres. A idade, a educação, o horário de trabalho e o facto de ser emprego público ou privado só explicam uma parte.”

Segundo a OMS, o relatório aponta para factores estruturais mais profundos, como a desvalorização do trabalho de cuidados, a segregação profissional e uma possível discriminação nas práticas de definição salarial.

Quanto mais feminizada é uma categoria profissional, menor tende a ser o salário, um padrão que se observa tanto em cargos de gestão como em funções profissionais e técnicas. Os cargos de gestão na saúde e nos cuidados, por exemplo, empregam mais mulheres do que funções de gestão noutros sectores e pagam menos: 22 euros por hora em média, face a 24,70 euros em funções comparáveis noutras áreas.
O impacto mais amplo da diferença salarial

A OMS sublinha que a diferença salarial entre homens e mulheres continua a ser uma das formas mais persistentes de desigualdade no mercado de trabalho.

Dado o elevado número de mulheres que trabalham na saúde e nos cuidados, esta diferença pode ter consequências económicas e sociais significativas.

O relatório assinala que esta desigualdade pode conduzir a rendimentos acumulados mais baixos ao longo da vida e a pensões mais reduzidas, aumentar o risco de pobreza para as mulheres, diminuir o retorno do investimento em educação e comprometer um crescimento económico sustentável.

“Isto significa pensões mais baixas, menos segurança financeira na velhice e um risco maior de pobreza para mulheres que passaram a vida profissional a cuidar dos outros”, afirmou Azzopardi Muscat.

“Isto não é coincidência, nem se explica com as qualificações. As mulheres estão a ser pagas menos pelo mesmo trabalho e são ultrapassadas nos cargos que melhor pagam.”

Reduzir as diferenças salariais de género é, por isso, simultaneamente uma questão de equidade e um investimento numa força de trabalho na saúde mais forte e sustentável, destaca a agência internacional.

Para esse fim, a OMS recomenda acções específicas, desde garantir transparência salarial e facilitar a representação feminina em cargos de decisão até enfrentar normas e estereótipos de género.



Autor: pt.euronews
Fonte: pt.euronews
Sítio Online da Publicação: pt.euronews
Data: 18/09/2026

Quem merece um transplante? A resposta da IA não coincide com a dos médicos




Direitos de autor Cleared/Canva

Segundo esse novo estudo (fonte em inglês), os modelos de IA revelam excesso de confiança, valorizam outros fatores e tendem a simplificar em demasia decisões complexas sobre que doente deve receber um transplante.

No estudo, investigadores da Penn State University, nos Estados Unidos, apresentaram a grandes modelos de linguagem (LLM) cenários hipotéticos, baseados em conjuntos de dados existentes de investigação publicada sobre atribuição de rins de dadores, nos quais participantes reais tinham já feito essas escolhas.

Cada cenário envolvia dois doentes, o doente A e o doente B, ambos elegíveis para um único rim disponível e descritos em função da idade, estado de saúde e hábitos de consumo de álcool. O decisor tinha depois de escolher qual dos dois receberia o órgão.


“Fizemos estas comparações de várias formas diferentes”, explicou Hosseini. “Por vezes isolámos apenas uma característica de cada vez, noutras combinámos várias para perceber como a IA ponderava fatores concorrentes e, nalguns casos, acrescentámos a opção de ‘atirar a moeda ao ar’ para medir a indecisão, um elemento-chave presente no juízo moral humano.”

Enquanto os participantes humanos tendiam a dar mais peso à idade — preferindo doentes mais jovens em detrimento dos mais velhos — muitos modelos privilegiavam antes um menor consumo de álcool. As decisões humanas consideravam vários fatores e eram mais sensíveis ao contexto do que as dos LLM, que muitas vezes se fixavam num único atributo.

“Antes de mais, os chatbots de IA afastam-se frequentemente dos valores humanos na forma como ponderam as características de um doente”, afirmou Hadi Hosseini, responsável pelo estudo na Penn State University. “Focam-se num único fator, como os hábitos de consumo de álcool, em vez de equilibrarem várias considerações, como fazem as pessoas.”

“Quando distribuímos algo escasso, seja um rim, um emprego ou o acesso a outro recurso, nem sempre existe uma única resposta objetivamente correta”, sublinhou John Dickerson, diretor executivo da Mozilla.ai, que colaborou no estudo.

“Os humanos reconhecem essa ambiguidade e incorporam-na, através do debate aberto, nos processos de atribuição. Os modelos de IA muitas vezes não o fazem.”
IA e decisões éticas

Segundo os autores, as interações recentes com sistemas de IA exigem cada vez mais que estes vão além da informação factual e façam juízos de valor.

Os grandes modelos de linguagem estão a ser integrados de forma crescente nos cuidados de saúde, apoiando tarefas clínicas, diagnósticos, planeamento de tratamentos e a utilização atempada de recursos médicos escassos.

Uma das aplicações passa por decisões sobre a atribuição de rins de dadores falecidos ou vivos a doentes, decisões que, de acordo com os autores, dependem de considerações éticas e morais complexas.

Nestes cenários de elevado risco, os investigadores salientam que as decisões exigem não só precisão, mas também alinhamento com os valores humanos e com o juízo moral.

Para os investigadores, questionar se a IA pode tomar decisões morais e se estas estão alinhadas com os valores humanos está no centro do debate mais amplo atual sobre inteligência artificial.

“As implicações éticas são graves e o papel da IA em decisões que mudam vidas exige uma reflexão profunda”, afirmou Hosseini. “As decisões morais em contextos como a atribuição de órgãos determinam diretamente quem vive e quem morre, por isso definir corretamente o papel da IA nelas não é opcional.”

“Embora não pretendamos incentivar o uso da IA como substituto do juízo profissional na tomada de decisões médicas ou noutros contextos de elevado risco, torna-se essencial compreender o seu comportamento, à medida que indivíduos, organizações e empresas dependem cada vez mais da IA para tomar decisões ou receber recomendações”, acrescentou.




Autor: pt.euronews
Fonte: pt.euronews
Sítio Online da Publicação: pt.euronews
Data: 19/09/2026
Publicação Original: https://pt.euronews.com/2026/09/19/quem-merece-um-transplante-a-resposta-da-ia-nao-coincide-com-a-dos-medicos

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Terceira morte: surto de malária em Frankfurt agrava-se




Direitos de autor Jacquelyn Martin/AP2009

No caso da pessoa falecida, tratava-se de uma infeção por Malaria tropica, a forma mais perigosa da doença. Desde julho, oito pessoas contraíram malária em Frankfurt, uma doença tropical transmitida por mosquitos. Duas das infeções já tinham terminado anteriormente de forma fatal, envolvendo dois trabalhadores do operador aeroportuário Fraport.

Os dois casos mais recentes dizem respeito a residentes de Schwanheim, bairro situado nas imediações do aeroporto. Ao contrário do que aconteceu nos primeiros casos, estes dois doentes, segundo as autoridades, não tinham viajado para nenhuma região endémica de malária nem trabalhado no aeroporto.

Segundo o Departamento de Saúde, as infeções ocorreram a cerca de cinco quilómetros do aeroporto, distância que os mosquitos Anopheles conseguem percorrer. Mantém-se assim a suspeita de que um mosquito infetado terá chegado a Frankfurt num avião e transmitido depois a doença através de uma picada, num caso designado como malária de aeroporto.




Malária: o que é

A malária, doença tropical, é tratável quando diagnosticada precocemente. No início, porém, os sintomas são semelhantes aos de uma gripe ou constipação. “É por isso essencial considerar desde cedo uma possível infeção por malária sempre que surjam sintomas compatíveis”, sublinha o município de Frankfurt am Main.

Entre os sintomas típicos de uma infeção por malária contam-se febre, calafrios, dores de cabeça e musculares, bem como queixas gastrointestinais. “Com frequência, estes sinais são interpretados de forma errada como uma síndrome gripal ou uma infeção gastrointestinal”, explica também o Instituto Robert Koch.




Nem todos os tipos de malária são mortais, como a Malaria tertiana, a quartana ou a malária por Plasmodium knowlesi. A forma mais perigosa é a Malaria tropica, que pode ser fatal se não for diagnosticada e tratada rapidamente. O Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão classifica por isso a doença como potencialmente mortal.

A doença não se transmite de pessoa para pessoa. Para haver contágio é necessária a picada de um mosquito infetado. Quando a malária não é transmitida numa região endémica, mas sim através do transporte incidental dos mosquitos para outros países, fala-se frequentemente em malária de aeroporto.
Recomendação: em caso de febre de origem desconhecida, procurar um médico

Quem trabalha no aeroporto de Frankfurt ou nas suas imediações, quem lá passa algum tempo, bem como residentes nas proximidades, deve consultar um médico em caso de febre de origem desconhecida.

É importante indicar ao médico o local de residência ou uma eventual permanência na zona do aeroporto.




São igualmente possíveis medidas preventivas, nomeadamente a proteção contra picadas de mosquitos. A profilaxia pode passar, por exemplo, pela utilização de repelentes de insetos. Até agora, produtos à base de dietiltoluamida (DEET) e icaridina têm demonstrado eficácia a nível mundial, refere um guia (fonte em alemão)do Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão. Também o uso de roupa comprida e de redes mosquiteiras pode oferecer proteção duradoura.
Europa: malária de aeroporto

Segundo o Instituto Robert Koch, os casos de malária de aeroporto são muito raros na Alemanha. Um estudo (fonte em alemão) publicado em 2024 mostra ainda que mais de 99% dos casos de malária registados na Europa foram importados de regiões endémicas.

Entre 1969 e o início de 2024, foram identificados em bases de dados 145 casos de malária em que o contágio ocorreu na Europa. Mais de dois terços foram classificados como malária de aeroporto. Os países mais afetados foram França (52 casos), Bélgica (19) e a Alemanha, com nove infeções, oito das quais em Frankfurt e uma em Munique.



Também nestes casos muitas das pessoas infetadas tinham alguma ligação a um aeroporto internacional. A segunda pessoa de Frankfurt-Schwanheim, ainda viva, permanece internada, de acordo com o município.





Autor: pt.euronews
Fonte: pt.euronews
Sítio Online da Publicação: pt.euronews
Data: 17/09/2026
Publicação Original: https://pt.euronews.com/2026/09/17/terceira-morte-surto-de-malaria-em-frankfurt-agrava-se

Vacina para cães mais vendida na Rússia associada a onda de mortes de animais de estimação em todo o país




Direitos de autor AP Photo/Pavel Bednyakov

Segundo a Rosselkhoznadzor, a agência russa de inspeção veterinária e agrícola, o lote 20 da vacina Multican-8, produzida pela empresa Vetbiokhim, sediada em Moscovo, continha vírus vivos da doença de Aujeszky. Trata-se de uma patologia geralmente mortal em cães, para a qual não existe tratamento específico.

A entidade reguladora ordenou a retirada do lote da circulação e a sua destruição. Segundo o meio de comunicação russo independente Meduza, o lote 20 continha 60 mil doses.

Os proprietários de cães em Moscovo, São Petersburgo e, pelo menos, em mais oito regiões, nomeadamente Krasnodar, Yaroslavl, Leningrado, Tula, Penza, Saratov e Belgorod, tinham notificado reações adversas graves e mortes de animais vacinados com a Multican-8.

Segundo o meio russo Baza, a Duma de Estado russa indicou ter recebido cerca de 300 queixas relacionadas com a vacina e com a morte de cães de companhia.

Inicialmente, a Vetbiokhim alegou uma interferência deliberada por parte de terceiros. No entanto, as conclusões posteriores do regulador, que detetou um agente patogénico vivo e graves violações das práticas de produção, não corroboram as alegações de sabotagem.

Antes da ordem de quarta-feira, já tinham sido suspensos quatro outros lotes de vacinas Multican.

Em agosto, o Rosselkhoznadzor e a Procuradoria anunciaram inspeções, enquanto a Vetbiokhim afirmou estar a realizar uma investigação interna.

No início de setembro, o Rosselkhoznadzor indicou que as conclusões preliminares apontavam para graves violações no processo de produção e advertiu que a empresa poderia enfrentar a revogação da licença.

A Vetbiokhim celebrou acordos de indemnização com os proprietários dos cães que morreram, oferecendo entre 200 mil e 300 mil rublos por caso, segundo o Meduza, que citou mensagens de conversas privadas utilizadas pelas pessoas afetadas.

Estes acordos obrigavam os beneficiários a renunciar a quaisquer outras ações legais e a assinar acordos de confidencialidade que os proibiam de discutir o caso com os órgãos de comunicação social, nas redes sociais ou em aplicações de mensagens, sem o consentimento da empresa.

A empresa declarou ao órgão de comunicação social económico russo RBC que a cláusula de confidencialidade constituía "uma prática jurídica habitual".

Segundo o Kommersant, com base em dados da RNC Pharma, a Multican-8 foi o produto mais vendido no segmento de vacinas para animais de companhia na Rússia entre Janeiro e Julho deste ano, representando cerca de 20% do mercado.

Os produtos da Vetbiochem representam cerca de 70% do mercado russo de vacinas para cães e gatos, abrangendo uma gama de 15 produtos.

A posição dominante da empresa aumentou significativamente após a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, no início de 2022, e a imposição de sanções que reduziram a quota de medicamentos veterinários importados no mercado russo de 50% para 10% a 15%.

Segundo o meio independente Govorit NeMoskva, os proprietários de gatos que receberam a vacina Multifel da empresa também comunicaram mortes.

A Multican-8 é igualmente comercializada fora da Rússia, nomeadamente na Bielorrússia, Arménia e Cazaquistão. Atualmente, não há provas de que algum lote suspeito tenha sido exportado para o estrangeiro.




Autor: pt.euronews
Fonte: pt.euronews
Sítio Online da Publicação: pt.euronews
Data: 17/09/2026
Publicação Original: https://pt.euronews.com/2026/09/17/vacina-para-caes-mais-vendida-na-russia-associada-a-onda-de-mortes-de-animais-de-estimacao