sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Fiocruz recebe base da Força Nacional do SUS em Rondônia


O Centro de Clima e Saúde da Fiocruz Rondônia, localizado na capital do estado (Porto Velho), será a sede para a implantação da Base Regional Norte II da Força Nacional do SUS (FN-SUS). A iniciativa é parte das ações estruturantes do Programa AdaptaSUS do Ministério da Saúde (MS) e da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), voltadas para o enfrentamento de emergências em saúde pública no Brasil.


As ações da FN-SUS refletem na redução dos tempos de mobilização e na ampliação da capacidade de respostas às emergências, fortalecendo a atuação do SUS frente, inclusive, aos impactos das mudanças climáticas (foto: Divulgação)



A implantação das bases regionais da Força Nacional do SUS fortalece a coordenação entre diferentes níveis de governo (estados e municípios), aproximando a capacidade operacional federal dos territórios mais vulneráveis e otimizando a logística necessária às operações em diferentes territórios, considerando as particularidades de cada região. O conjunto de ações da FN-SUS reflete na redução dos tempos de mobilização e na ampliação da capacidade de respostas às emergências, fortalecendo a atuação do Sistema Único de Saúde (SUS) frente, inclusive, aos impactos das mudanças climáticas.

A solenidade de entrega da Base Regional Norte I da FN-SUS ocorre nesta quinta-feira (22/10). A escolha de Porto Velho para a Base se deu pela localização estratégica para a cobertura da parte sudoeste da Amazônia Legal, especialmente os estados de Rondônia, Acre e norte do Mato Grosso, o que permite acesso abrangente a diferentes localidades por meio da BR 364 e hidrovia do Madeira. A Base Regional Norte I foi inaugurada em Manaus (Amazonas) na última terça-feira (20/10).

“Rondônia, assim como os demais estados da região Norte, enfrenta diversos desafios relacionados às questões ambientais e sanitárias, e por isso, entendemos que esse reforço se faz necessário para que possamos estar mais preparados em situações de emergências”, destaca o coordenador da Fiocruz Rondônia, Jansen Medeiros. “A conclusão dessa base em nossa nova sede é um avanço para a saúde e para a qualidade de vida da população rondoniense”.

No Brasil, a estratégia é desenvolvida em diferentes fases, tendo iniciado com a implantação de três bases piloto: Regional Sul, em Porto Alegre (RS); Regional Nordeste, em Salvador (BA); e Regional Sudeste, no Rio de Janeiro (RJ). Além da Base Regional Norte II em Porto Velho e Norte I em Manaus, outras quatro unidades deverão ser entregues até dezembro de 2026, nas cidades de Belém (Pará), Regional Norte III; Campo Grande (Mato Grosso do Sul), constituindo a Regional Centro Oeste; e Recife (Pernambuco) e Fortaleza (Ceará), formando as regionais do Nordeste.

Para implementação das bases, foi realizado um estudo técnico destinado à definição do modelo operacional e a estrutura necessária para o funcionamento das bases regionais. Foram estabelecidos requisitos para a construção dos escritórios, compreendendo os espaços físicos adequados à coordenação administrativa e operacional e definidos recursos tecnológicos, bem como a estrutura logística para as atividades de monitoramento a serem realizadas nas áreas de abrangência das cinco macrorregiões. A definição de cada sede levou em consideração não apenas a localização geográfica das capitais, mas principalmente a sua capacidade de atuar de forma estratégica como polos regionais de monitoramento, articulação institucional e apoio às operações da Força Nacional do SUS.

Período eleitoral

Durante o período eleitoral (de 4 de julho até 25 de outubro), os conteúdos digitais publicados e disponibilizados pela Agência Fiocruz de Notícias (AFN) acompanham as orientações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). O documento esclarece que é permitida a divulgação de "conteúdo meramente informativo ou de serviço ao cidadão".


Autor: fiocruz

Fonte: fiocruz
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data: 22/10/2026

InfoGripe: três estados têm incidência de SRAG em nível de alerta ou risco, com sinal de crescimento

Divulgada nesta quinta-feira (22/10), a nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz mostra que o número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apresenta sinal de queda na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) e de estabilização ou oscilação na tendência de curto prazo (últimas três semanas). No entanto, segundo os pesquisadores, 3 das 27 unidades da Federação (UF) apresentam incidência de SRAG em nível de alerta ou risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana Epidemiológica (SE) 41: Goiás, Mato Grosso e Sergipe. A análise é referente à SE 41, período de 11 a 17 de outubro.

Em Sergipe, o aumento de SRAG tem sido impulsionado pelo metapneumovírus, enquanto em Goiás está associado principalmente ao rinovírus. Em ambos os estados, o aumento ocorre especialmente entre crianças pequenas. Em Mato Grosso, o aumento de SRAG tem sido impulsionado principalmente pela Covid-19. Além disso, três UF também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Mato Grosso do Sul, Roraima e Santa Catarina.

Segundo os pesquisadores do InfoGripe, “apesar de o número de casos de SRAG por Covid-19 estar em níveis baixos na maior parte do país, é importante que as pessoas dos grupos prioritários verifiquem se estão com as doses de reforço da vacina em dia. Lembrando que idosos e imunocomprometidos precisam tomar doses de reforço da vacina contra a Covid-19 a cada seis meses. Os demais grupos de risco devem tomar a dose de reforço uma vez ao ano”.


Estados e capitais

Em nível nacional, observa-se um aumento dos casos de SRAG por metapneumovírus, além de um leve crescimento dos casos graves por rinovírus e Covid-19. No entanto, os casos graves por Covid-19 permanecem em níveis baixos no país.

Os casos de SRAG por metapneumovírus estão aumentando principalmente nos estados do Centro-Sul (São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina) e Nordeste (Bahia, Pernambuco e Sergipe). Em relação à Covid-19, há sinais de aumento dos casos graves em Mato Grosso, São Paulo e Rio de Janeiro. No entanto, nesses dois últimos estados, a incidência de SRAG por Covid-19 permanece em níveis muito baixos.

De acordo com o InfoGripe, 5 das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana 41: Aracaju (SE), Cuiabá (MT), João Pessoa (PB), Palmas (TO) e Rio de Janeiro (RJ).

O aumento de SRAG em Aracaju e Cuiabá ocorre especialmente entre crianças pequenas, enquanto, em Palmas, concentra-se nas crianças e adolescentes de 5 a 14 anos. Em João Pessoa, o aumento é observado principalmente na faixa etária de 50 a 64 anos. Na capital do Rio de Janeiro, ocorre entre crianças menores de 2 anos, adolescentes e adultos de 15 a 64 anos.

Além disso, quatro capitais também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Belém (PA), Brasília (DF), Florianópolis (SC) e Rio Branco (AC).

Dados epidemiológicos

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos foi de 3,4% de influenza A, 5,3% de influenza B, 12% de vírus sincicial respiratório (VSR), 53,7% de rinovírus e 5,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 6,9% de influenza A, 9,8% de influenza B, 8,8% de vírus sincicial respiratório, 38,2% de rinovírus e 23,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Referente ao ano epidemiológico 2026, já foram notificados 166.131 casos de SRAG, sendo 88.981 (53,6%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 60.426 (36,4%) negativos, e ao menos 7.416 (4,5%) aguardando resultado laboratorial. Dados de positividade para semanas recentes estão sujeitos a grandes alterações em atualizações seguintes por conta do fluxo de notificação de casos e inserção do resultado laboratorial associado. Dentre os casos positivos do ano corrente, observou-se 15,8% de influenza A, 5,5% de influenza B, 39,4% de vírus sincicial respiratório, 33% de rinovírus, e 3,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Incidência e mortalidade

A incidência e mortalidade semanal média1, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o cenário típico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. Enquanto a incidência de SRAG apresenta impacto mais elevado nas crianças até 2 anos, em termos de mortalidade temos o inverso, com a população a partir de 65 anos sendo a mais impactada.

A incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada principalmente ao rinovírus, VSR e metapneumovírus. Já a mortalidade é maior entre os idosos, tendo como principal causa o rinovírus, VSR, influenza A e Covid-19.

O rinovírus também se destaca como principal causa de mortalidade nas crianças pequenas. A incidência de SRAG por Covid-19 continua baixa em todas as faixas etárias.

Período eleitoral

Durante o período eleitoral (de 4 de julho até 25 de outubro), os conteúdos digitais publicados e disponibilizados pela Agência Fiocruz de Notícias (AFN) acompanham as orientações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). O documento esclarece que é permitida a divulgação de “conteúdo meramente informativo ou de serviço ao cidadão”.


Autor: fiocruz

Fonte: fiocruz
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data: 22/10/2026

Semana da Educação 2026 enaltece produção acadêmica e científica da Fiocruz

No âmbito das comemorações pelo Dia dos Professores, a Fiocruz mais uma vez celebrou seus docentes e estudantes, valorizando sua produção acadêmica e científica. Nos dias 14, 15 e 16 de outubro, a Fundação promoveu as cerimônias de entrega da Medalha Virgínia Schall de Mérito Educacional, do Prêmio Oswaldo Cruz de Teses, do Prêmio Capes de Teses, além de exaltar a participação de um estudante do Instituto Carlos Chagas (ICC/Fiocruz Paraná) na cerimônia de honra dos diplomados do Instituto Pasteur (PhD Graduation Cerimony). A semana de comemoração contou ainda com a realização de uma Câmara Técnica de Educação e a realização do novo Prêmio Ciência ao Vivo, promovido pelo Centro de Apoio ao Discente (CAD) em parceria com a Associação de Pós-Graduandos-RJ (APG-RJ).


Evento enfatizou a integração entre ensino e pesquisa como caminho fundamental para o fortalecimento da ciência e o futuro da instituição

A mesa de cerimônia da Medalha Virgínia Schall de Mérito Educacional, do Prêmio Oswaldo Cruz de Teses e Prêmio Capes de Teses contou com as presenças do presidente da Fiocruz, Mario Moreira, da vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Marly Cruz, da coordenadora-geral de Educação da (CGE), Isabella Delgado, da coordenadora de Equidade, Diversidade, Inclusão e Políticas Afirmativas (Cedipa), Hilda Gomes, da representante do Sindicato Nacional do Servidores da Fiocruz (Asfoc-SN), Luciana Lindemeyer, e do coordenador da APG-RJ, João Pedro Souza de Oliveira. Na ocasião, o presidente da Fiocruz, Mario Moreira, ressaltou o protagonismo da instituição na produção científica, no desenvolvimento tecnológico e na formação de profissionais para o Sistema Único de Saúde (SUS), destacando sua atuação nacional e internacional.

Durante seu discurso, Moreira enfatizou a importância da educação na formação de pesquisadores, gestores e cidadãos comprometidos com as políticas públicas e a transformação social: "Não formamos somente pesquisadores, formamos cidadãos comprometidos com as políticas públicas e com o desenvolvimento justo do país, com pessoas que tem entendimento do que é o sistema público de saúde do Brasil, o maior do mundo".

Moreira defendeu ainda a integração entre ensino e pesquisa como caminho fundamental para o fortalecimento da ciência e o futuro da instituição: “Temos que andar alinhados, não tem sentido tratar da pesquisa sem a formação, e nem da formação sem a pesquisa. É nessa atividade que nos renovamos, é daí que vem o oxigênio do nosso desenvolvimento científico, tecnológico, inclusive pedagógico também”, afirmou. Ao final, parabenizou os pesquisadores homenageados e reconheceu a contribuição dos professores da Fiocruz e de todo o país para o avanço da educação e da ciência.

Destacando o protagonismo da Fiocruz na formação de profissionais para o SUS, a vice-presidente de Educação, Marly Cruz, também ressaltou a importância do trabalho coletivo, da integração entre educação e pesquisa e do compromisso institucional com a transformação social. Marly enalteceu os 49 programas de pós-graduação acadêmicos e profissionais da Fiocruz, os 35 programas de residência em saúde e os cerca de 45 cursos de especializações presenciais e a distância que são oferecidos por ano pela Fundação, bem como os diversos cursos de aperfeiçoamento e qualificação profissional. "Isso nos faz ser a principal instituição formadora para o SUS em todo o país, é muita responsabilidade", disse ela.

Marly também enfatizou os avanços na internacionalização da educação no campos da saúde, a excelência dos programas, o fortalecimento da diversidade e da inclusão e o impacto social de cada iniciativa: "Quero parabenizar todos os nossos docentes que têm realizado um trabalho incrível, elevando nossos programas a um nível de excelência. Se temos programas de excelência é porque temos feito e influenciado muito nas transformações sociais que precisamos para os diferentes territórios brasileiros. Muito do sucesso da educação nessa instituição tem a ver com esse trabalho de integração e parceria para que possamos fazer essa educação acontecer", complementou Marly.

Em clima de celebração, a coordenadora-geral de Educação, Isabella Delgado, pontuou os avanços da Fiocruz no campo da educação em 2026. Entre as conquistas, reforçou os resultados positivos na avaliação dos programas de pós-graduação, a ampliação da formação em doutorados profissionais e o fortalecimento da cooperação acadêmica internacional. Isabella também enfatizou a importância da integração entre ciência e sociedade e do reconhecimento das trajetórias acadêmicas dos homenageados. “Estamos avançando em muitas coisas, como no debate sobre a extensão acadêmica e sobre a formação sanitarista. É importante fazermos com que a sociedade entenda a ciência que a gente faz nesse país e para o mundo. Hoje é dia de alegria e festa. Brilhamos juntos: a instituição está brilhando e vocês, nossos discentes, estão brilhando”, afirmou, destacando o orgulho pelas conquistas coletivas e o compromisso da instituição com a educação e a ciência.

Medalha Virginia Schall

O pesquisador do Instituto Gonçalo Moniz (IGM/Fiocruz Bahia) Mitermayer Galvão dos Reis foi contemplado com a Medalha Virginia Schall de Mérito Educacional. Sua candidatura foi indicada pelos programas de pós-graduação em Patologia Humana, Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa e Pesquisa Clínica e Translacional, todas ligadas à Fiocruz Bahia. Com a premiação, Mitermayer tem reconhecida a sua carreira científica e capacidade de somar esforços para a promoção do ensino de pós-graduação e de pesquisas voltadas para o desenvolvimento das áreas das Ciências Biológicas Aplicadas e Biomedicina e/ou Medicina, no âmbito nacional e internacional.


O homenageado, o pesquisador Mitermayer Galvão dos Reis (de camisa azul), da Fiocruz Bahia

Com muita emoção, Reis agradeceu à família por todo apoio, incentivo e compreensão ao logo da vida e contou a sua trajetória profissional. Recordando o início de sua jornada como docente, orgulhou-se ao dizer que vários diretores de hospitais da Bahia foram seus alunos e citou uma declaração que sempre dá em sala de aula sobre o que o motiva a ensinar por tantos anos: “Eu tenho que dar a melhor aula porque são vocês que vão cuidar de mim. O professor precisa capacitar o profissional de saúde, porque é o médico quem vai cuidar do avô, do pai, da mãe e do filho de alguém. Esses profissionais precisam exercer sua atividade como se estivessem fazendo para a própria família”.

Ele concluiu enaltecendo a vocação docente: “Ser professor tem essa coisa boa de olhar pra trás e ver que formou pessoas que estão fazendo a diferença”. Em nome de Anísio Teixeira e de sua professora do primário, senhora Perpétua — de União Queimada, distrito rural do município de Itajuípe, no sul da Bahia, onde nasceu — ele homenageou todos os professores do Brasil, afirmando que "a arma da democracia é a educação".

Reis é médico graduado pela Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública. Tem especialização, mestrado e doutorado em Patologia Humana pela Faculdade de Medicina da Bahia (FMB/UFBA) e concluiu o pós-doutorado na Case Western Reserve University e na Harvard School of Public Health (EUA). Atualmente, é pesquisador titular da Fiocruz Bahia, onde é professor do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa e coordenador-geral do curso de Epidemiologia Molecular de Doenças Infecciosas e Parasitárias Emergentes. É membro da Academia Brasileira de Ciências, Academia Baiana de Ciências, Academia Baiana de Medicina e é membro honorário internacional da Sociedade Americana de Medicina Tropical e Higiene (ASTMH), além de ter ocupado ainda outros cargos de destaque ao longo de sua carreira.

Prêmio Oswaldo Cruz de Teses

A iniciativa, que anualmente valoriza a produção do conhecimento acadêmico em saúde, está em sua décima edição e visa premiar trabalhos de elevado valor para o avanço do campo da saúde em diversas áreas temáticas de atuação da Fiocruz. Em 2026, foram premiados quatro estudantes e concedidas sete menções honrosas nas áreas de Ciências Biológicas Aplicadas e Biomedicina, Ciências Humanas e Sociais, Medicina e Saúde Coletiva.

Prêmio Capes de Teses

Durante a cerimônia, uma homenagem aos premiados no Prêmio Capes de Teses 2026. A Fiocruz foi contemplada com duas premiações (nas categorias Ciências Biológicas e Medicina) e uma menção honrosa (na categoria Saúde Coletiva). Os premiados foram Jackson Alves da Silva Queiroz, com trabalho desenvolvido no programa de pós-graduação em Biologia Experimental, oferecido pela Fiocruz Rondônia em associação com a Universidade Federal de Rondônia (Unir); e Mateus Santana do Rosário, cuja tese foi desenvolvida no programa de Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa, do Instituto Gonçalo Moniz (IGM/Fiocruz Bahia). A menção honrosa foi recebida por Camila Rebouças Fernandes, com trabalho desenvolvido no programa de Saúde da Criança e da Mulher, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). A solenidade de entrega do Prêmio está prevista para ser realizada até 30 de novembro.

Cerimônia de Honra dos diplomados do Instituto Pasteur (PhD Graduation Cerimony)

Pela segunda vez na história, a Fiocruz tem um estudante convidado a integrar a Cerimônia de Honra dos diplomados do Instituto Pasteur (PhD Graduation Cerimony). Doutor pelo programa de pós-graduação em Biociências e Biotecnologia do Instituto Carlos Chagas (ICC/Fiocruz Paraná), Rafael Amaral Donassolo foi o indicado com a tese Identificação e caracterização de proteínas de Plasmodium vivax com potencial antigénico, um trabalho desenvolvido na Fiocruz sobre proteínas do parasito causador da malária, sob a orientação de Letusa Albrecht e coorientado por Pryscilla Wowk. O pesquisador teve seu trabalho inscrito pela instituição e foi um dos seis selecionados para a Cerimônia de Honra dos Diplomados do Instituto Pasteur, na França, entre candidatos de mais de 30 instituições integrantes da Rede Pasteur, de 25 diferentes países. Assim, Rafael Donassolo também recebeu uma homenagem especial durante a Semana da Educação.

Prêmio Ciência ao Vivo

No âmbito das celebrações da Semana da Educação na Fiocruz 2026, o Centro de Apoio ao Discente (CAD), da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (Vpeic), em parceria com a Associação de Pós-Graduandos-RJ (APG-RJ), realizou as apresentações e entrega dos prêmios aos estudantes participantes do Prêmio Ciência ao Vivo. A cerimônia foi marcada por muita alegria e estudantes transformarem seus trabalhos científicos em apresentações criativas, capazes de mobilizar e informar tanto quem possui conhecimento no campo quanto quem está fora da sua área, com particular atenção à divulgação científica. Em sua primeira edição, o objetivo do Prêmio é ampliar a circulação pública das pesquisas desenvolvidas na Fiocruz e estimular competências de síntese, comunicação científica, criatividade e diálogo entre estudantes de diferentes programas, unidades e áreas do conhecimento.

Após as apresentações, o público presente votou em seus candidatos preferidos, tendo sido escolhido pelo júri popular Leonardo Salomoni de Araújo, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), com o trabalho sobre Resistência aos antibióticos, uso racional e descarte de medicamentos. Para finalizar as premiações, os jurados se reuniram para julgar as apresentações e definirem os vencedores. O terceiro colocado pela escolha do júri foi Maximiliano Pedro Albino, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict), com a apresentação abordando Autismo, apoio às famílias em Angola e cooperação com o Brasil; em segundo lugar ficou Ana Lívia Carvalho da Silva, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), com tema Implante coclear, estigma, identidade e participação social; e a grande vencedora da primeira edição do Prêmio Ciência ao Vivo foi Julia Fernandes Barbosa dos Santos, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), com a apresentação Investigação de parasitos encontrados em cães com leishmaniose.


Período eleitoral


Durante o período eleitoral (de 4 de julho até 25 de outubro), os conteúdos digitais publicados e disponibilizados pela Agência Fiocruz de Notícias (AFN) acompanham as orientações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). O documento esclarece que é permitida a divulgação de “conteúdo meramente informativo ou de serviço ao cidadão”.


Autor: fiocruz

Fonte: fiocruz
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data: 23/10/2026

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

FAPERJ anuncia resultado do programa Raízes, sobre a diversidade étnico-racial e religiosa


A Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) divulga o resultado preliminar do Programa Raízes – Estudos sobre a Diversidade Étnico-Racial e Religiosa no Estado do Rio de Janeiro (Edital FAPERJ nº 16/2026). A chamada recebeu 106 propostas, evidenciando a expressiva demanda da comunidade científica por apoio a pesquisas nessa temática. Nesta etapa, 52 projetos foram aprovados.
Lançado em parceria com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), o Programa Raízes tem como objetivo apoiar pesquisas voltadas à população negra e aos povos e comunidades tradicionais, incluindo indígenas, quilombolas, povos de terreiro, ribeirinhos, caiçaras, extrativistas e pescadores artesanais.

Os projetos selecionados abrangem diferentes áreas do conhecimento e temas como saúde da população negra e dos povos e comunidades tradicionais; racismo e desigualdades étnico-raciais; religiosidades afro-brasileiras e indígenas; saberes tradicionais e bioeconomia; cultura e memória; e metodologias participativas e decoloniais.

A presidente da FAPERJ, Caroline Alves, destaca a importância do investimento para aproximar a produção científica dos grandes desafios sociais do estado. “O resultado do Programa Raízes mostra a capacidade da ciência fluminense de produzir conhecimento sobre questões fundamentais para a nossa sociedade. Ao investir nessas pesquisas, a FAPERJ reconhece que o enfrentamento das desigualdades, do racismo e da intolerância religiosa também depende de conhecimento científico qualificado, capaz de contribuir para a formulação e o aprimoramento de políticas públicas”, afirma Caroline Alves.

Para a diretora Científica da FAPERJ, Eliete Bouskela, a abrangência das propostas selecionadas evidencia o caráter transversal da iniciativa. “A diversidade de temas e áreas contempladas demonstra a riqueza científica deste edital. São pesquisas que abordam questões complexas a partir de diferentes perspectivas e metodologias, reunindo excelência acadêmica e relevância social. Esse conjunto de projetos poderá produzir evidências e conhecimentos importantes para o estado do Rio de Janeiro”, ressalta Eliete Bouskela.

O edital previa originalmente o financiamento de pelo menos 30 projetos. Com o resultado preliminar, 52 propostas foram selecionadas, ampliando significativamente o alcance inicialmente previsto para o programa.

Segundo Leticia de Oliveira, presidente da Comissão Permanente de Equidade, Diversidade e Inclusão (CPEDI) da FAPERJ, o resultado também representa um avanço na consolidação de uma política de fomento que incorpora a diversidade como dimensão estratégica da ciência. “O Raízes tem um significado muito especial porque não se limita a estudar desigualdades. Ele também reconhece populações, territórios, culturas e saberes que historicamente tiveram menor espaço nas políticas de ciência e tecnologia. Apoiar 52 projetos mostra que existe uma comunidade científica qualificada trabalhando com essas questões e que há uma demanda importante por políticas de fomento dessa natureza. É mais um passo na construção de uma ciência fluminense mais diversa, representativa e conectada com a sociedade.”

Entre os projetos classificados no resultado preliminar, 26 são das Ciências Humanas, que concentram cerca de metade dos recursos recomendados. Também foram selecionadas propostas das Ciências da Saúde; Ciências Sociais Aplicadas; Linguística, Letras e Artes; Ciências Exatas e da Terra; Ciências Biológicas; e Engenharias, evidenciando o caráter multidisciplinar do programa.

Os proponentes poderão apresentar recursos ao resultado preliminar entre os dias 8 e 16 de outubro de 2026, conforme o cronograma divulgado pela FAPERJ. Confira, abaixo, a lista das propostas selecionadas na chamada:



Resultado Preliminar: Edital FAPERJ Nº 16/2026 – Programa Raízes: Estudos sobre a Diversidade Étnico-Racial e Religiosa no Estado do RJ


Autor: faperj

Fonte: faperj
Sítio Online da Publicação: faperj
Data: 08/10/2026

UFF inaugura laboratório com tecnologia inédita no País para análise de sequências sedimentares


Ana Luiza Albuquerque: coordenadora-geral do LAM+, ela exibe uma amostra de coral coletada em Abrolhos, na Bahia, e analisada no scanner de fluorescência de raios-X, equipamento inovador usado para identificar e medir, de forma não invasiva, os elementos químicos presentes em uma amostra (Foto: Mariana Angelito)


A Universidade Federal Fluminense (UFF) acaba de inaugurar uma infraestrutura de pesquisa que coloca o estado do Rio de Janeiro e o Brasil na vanguarda dos estudos internacionais sobre sequências sedimentares, com a integração de tecnologias multiespectrais de alta resolução e inteligência artificial. Trata-se do Laboratório de Análises Multiespectrais para Sequências Sedimentares e Inteligência Artificial (LAM+), localizado no Instituto de Geociências da UFF, no campus Praia Vermelha, em Niterói. O espaço foi montado com recursos da FAPERJ, por meio de projetos financiados pelo edital de Apoio às Fronteiras da Ciência e Inovação – Infraestrutura Multiusuária, que viabilizou a aquisição dos equipamentos, e pelo edital Pensa Rio.

No laboratório, os pesquisadores analisam sequências sedimentares coletadas em ambientes aquáticos. Esses materiais, que, à primeira vista, podem parecer para o leigo apenas amostras de lama do fundo do mar ou de lagos, são verdadeiros “testemunhos” da história geológica e ambiental do planeta. Eles contêm restos de animais, plantas e minerais, que dão pistas sobre a trajetória geológica, arqueológica e ambiental da Terra, depois de submetidos à análise multiespectral. Essa técnica captura e processa, com feixes de luz, imagens em várias faixas do espectro eletromagnético, incluindo a luz visível, o infravermelho e o ultravioleta, que o olho humano não consegue perceber. Ao registrar o modo como diferentes comprimentos de onda da luz interagem com esses sedimentos, os pesquisadores conseguem identificar padrões e extrair "dados de composição" (informações quantitativas e qualitativas sobre os elementos químicos da amostra). Para isso, eles observam a capacidade de absorção da luz, que é diferente nos diversos comprimentos de onda (absorbância).

“Nossa área de trabalho é a Geologia multiespectral. Não estamos apenas olhando para o sedimento. Estamos aprendendo a ler o que ele registra. Analisamos, com os feixes de luz, sequências de sedimentos marinhos e lacustres, que revelam detalhes das condições geológicas e ambientais desses locais em determinado período de tempo no passado, ajudando a contar a história climática e ambiental daquela região. Por isso, chamamos essas amostras de ‘testemunhos’”, explicou a geocientista Ana Luiza Spadano Albuquerque, que é a coordenadora-geral do LAM+. Ela conta com o apoio dos coordenadores científico, Igor Venancio; de Geofísica, Arthur Ayres Neto; e de IA e Ciência de Dados, André Belém.
A equipe do LAM+, laboratório multiusuário que oferece novos parâmetros para a pesquisa brasileira em sequências sedimentares: a partir da esq., o técnico Leandro Candeia; Ana Luiza Albuquerque; Igor Venancio; Liberio Júnior (pesquisador visitante da FAPERJ); Bernardo Nunes (bolsista TCT/FAPERJ) e Mateus Andrade, doutorando no Programa de Pós-Graduação em Dinâmica dos Oceanos e da Terra, da UFF (Foto: Mariana Angelito)


Professora titular do Departamento de Geologia e Geofísica da UFF, Ana Luiza destaca que o principal diferencial do LAM+ é a integração de múltiplas tecnologias espectrais de ponta. “A integração de múltiplas técnicas ópticas e espectrais com ferramentas de inteligência artificial permitem uma abordagem de ultra-alta resolução e o mapeamento geoquímico, o que é inédito no Brasil, e com uma combinação de instrumentos sem precedentes na América Latina. Essa arquitetura permite reconstruir, em detalhe temporal fino, a história climática e ambiental registrada nas sequências sedimentares, como eventos climáticos extremos, por exemplo, o que é um tema de interesse direto para o enfrentamento das mudanças climáticas e para a compreensão dos riscos ambientais que afetam o estado. A partir da leitura das camadas de sedimentos, é possível rastrear, também, mudanças nas correntes marítimas, nas glaciações e os impactos da erosão no clima da América do Sul ao longo dos milênios”, detalhou a pesquisadora, que também foi contemplada pela FAPERJ no programa Cientista do Nosso Estado.

Ela explicou que os equipamentos colocam o Brasil na fronteira do conhecimento na área de análise multiespectral de sedimentos, permitindo automatizar a identificação de padrões, a interpretação de sequências sedimentares e a predição de parâmetros geoambientais. “Com a tecnologia inovadora do nosso laboratório multiespectral, deixamos de trabalhar com as abordagens tradicionais da sedimentologia, e passamos a adotar o mapeamento geoquímico de sequências sedimentares como uma estratégia de automação analítica”, disse Ana. “No futuro, poderemos ensinar à inteligência artificial quais os padrões espectrais representam um tipo específico de elemento químico ou mineral, por exemplo. Essa tecnologia vai nos ajudar a gerar digitalmente análises minuciosas, sem gerar resíduos químicos e utilizar materiais de descarte que são necessários no método convencional de analisar sedimentos”, acrescentou.
O técnico Bernardo Nunes analisa amostra no equipamento com tecnologia Spectral Solutions, dotado de câmeras hiperespectrais, capazes de captar detalhes da radiação infravermelha, além do espectro de luz visível ao olho humano (Foto: Mariana Angelito)


Concebido como plataforma multiusuária e multi-institucional, o LAM+ também tem o objetivo de capacitar técnicos, estudantes de graduação e pós-graduação e pesquisadores de diferentes instituições fluminenses, como um polo de formação de recursos humanos altamente qualificados em geociências computacionais. “O LAM+ é um consórcio multidisciplinar utilizado por alunos da graduação de diversos cursos, como Geofísica, Ciências Ambientais, Química, Biologia e por alunos dos programas de pós-graduação envolvidos, como o Programa Dinâmica dos Oceanos e da Terra (DOT) e o Programa de Geociências (Geoquímica Ambiental) da UFF. É um espaço fundamental para a qualificação profissional e acadêmica em diversas áreas”, detalhou.

A coordenadora do projeto destaca ainda que os estudos desenvolvidos no LAM+ podem gerar impactos positivos para diferentes setores da economia fluminense, como na redução dos riscos exploratórios na indústria de óleo e gás, auxiliando na caracterização de materiais geológicos e na tomada de decisões estratégicas para o setor. “Os resultados esperados englobam a consolidação do LAM+ como um polo de inovação em Geociências e a criação de soluções preditivas e automatizadas para desafios ambientais e econômicos. Que nosso laboratório se torne um aliado para a formulação de políticas públicas, oferecendo subsídios científicos e tecnológicos para o desenvolvimento sustentável e a resiliência econômica do estado do Rio de Janeiro”, concluiu Ana Luiza.



Participam da equipe do LAM+, além de Ana Luiza Spadano, os pesquisadores Arthur Ayres, professor do Departamento de Geologia e Geofísica; Igor Venancio, do Departamento de Geoquímica; e Andre Luiz Belem, da Escola de Engenharia, todos da UFF.



Autor: faperj

Fonte: faperj
Sítio Online da Publicação: faperj
Data: 15/10/2026
Publicação Original: https://www.faperj.br/?id=1129.7.0

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Fiocruz pra Você 2026 reforça importância da vacina como prevenção


Neste sábado (17/10), Dia Nacional da Vacinação, a Fiocruz foi palco de mais uma edição do Fiocruz pra Você. Os campi da Fundação nas diversas cidades nas quais está presente receberam a visita de milhares de pessoas, adultos e crianças, que buscaram se vacinar contra diversas doenças, numa grande celebração da importância da imunização. Em Manguinhos, no Rio de Janeiro, mais de 5.300 pessoas passaram pelo campus e foram aplicadas mais de 1.200 doses de imunizantes. Além das vacinas, o público participou de atividades de promoção da saúde, de divulgação científica, de popularização da ciência e de combate à desinformação e ao negacionismo. O dia também contou com muita cultura e arte, com apresentações de música, teatro, palhaçaria, contação de histórias, jogos e brincadeiras infantis.


Público do Fiocruz pra Você participou de atividades de promoção da saúde (foto: Peter Ilicciev)



O presidente da Fiocruz, Mario Moreira, afirmou que o tradicional Fiocruz pra Você é uma grande mobilização pela vacinação e pela promoção da saúde. "Uma iniciativa que reforça a importância da prevenção e mostra, na prática, a força do Sistema Único de Saúde [SUS]. As vacinas são uma das maiores conquistas da ciência e uma das principais formas de prevenir doenças. Proteger a nossa saúde e também aqueles que estão ao nosso redor. Vacinar, portanto, é um ato essencialmente de amor".

Moreira pontuou que vacinar-se "é cuidar de si e também do próximo. O retorno de casos de sarampo em diferentes regiões das Américas, incluindo o Brasil, mostra que não podemos baixar a guarda e nem aceitar retrocessos quando o assunto é a vacinação. Em tempos de negacionismo e tanta desinformação, a recuperação dos índices da cobertura vacinal é um compromisso fundamental com a saúde pública. Confiar na ciência e nas suas evidências é também uma forma de proteger a nossa saúde. Vacinação é um ato coletivo. E contamos com o SUS, o maior sistema universal e público de saúde do mundo, cuidando do nosso povo. E é também o Programa Nacional de Imunizações, um exemplo de sucesso reconhecido globalmente, em ação. Não podemos nos esquecer, jamais, que vacinas salvam vidas e são um direito de todos".

A vice-presidente adjunta de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, Patricia Canto Ribeiro, recordou o avanço para a saúde pública representado pelo desenvolvimento das vacinas. “Até o início do século passado muitas crianças não completavam 5 anos de vida, vítimas de doenças que hoje são imunopreveníveis pela vacinação. Outras desenvolviam sequelas graves que as acompanhariam pelo resto de suas vidas, como é o caso da poliomielite. Hoje temos uma série de vacinas para a população, ofertadas pelo Sistema Único de Saúde. As vacinas estão disponíveis para todo os brasileiros, crianças, jovens e adultos, para garantir a saúde e a vida da população. Durante a Covid-19, vimos a importância da vacinação. Naquele momento, quando conseguimos vacinar, conseguimos controlar a pandemia em nível global. O Brasil é um exemplo de programa de imunização para todos e todas, em todo o território nacional. Vacinas salvam vidas. E estamos muito felizes de ver o nosso campus cheio de gente que veio se vacinar”.


Famílias tiraram o dia para se vacinar e conhecer a Fundação (foto: Peter Ilicciev)



Para a vice-presidente de Produção e Inovação da Fiocruz, Priscila Ferraz, a multidão presente ao evento "mostra a força do SUS, que é gratuito, oferece um leque variado de vacinas e está disponível para todos. A nossa missão é salvar vidas". A vice-presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas, Alda Maria, afirmou que "o dia de vacinação é de mobilização para enfrentar o negacionismo". Em seguida, no coreto em que estavam os dirigentes da Fundação, crianças foram entrevistadas sobre o que significam as vacinas. Elas deram respostas inusitadas e bem-humoradas, que fizeram o público se divertir.

O diretor do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), Adriano da Silva, disse que “a vacinação ocorre no prédio da Biblioteca de Manguinhos, um lugar que guarda e dissemina conhecimento. E sábio é aquele que usa seu conhecimento para se vacinar”.

A primeira pessoa a se vacinar em Manguinhos (RJ) foi a engenheira Marcia Lima Gimenez. Ela atualizou a caderneta de vacinação e disse que é uma grande incentivadora da vacinação na família e entre os amigos. Marcia fez questão de abraçar o Zé Gotinha para mostrar que estava muito contente. Em seguida foi a vez de Luís Guilherme Matos Silva, de 14 anos. Portador de paralisia cerebral, ele estava acompanhado dos pais, os representantes comerciais Eliane Cristina Matos Silva e Guilherme de Oliveira Silva. Pela primeira vez na Fiocruz, a família tirou o dia para, além da vacinação, conhecer a Fundação e participar das atividades. O adolescente tomou as vacinas pneumocócica (que protege contra infecções graves causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, como pneumonia, meningite, otite média e sepse) e contra a hepatite B. A mãe foi vacinada contra a meningite.

Larissa Carias, mãe de Aylla, de 4 meses, levou a filha para se vacinar. A menina tomou as vacinas de rotavírus, poliomielite e pentavalente. Moradora de Manguinhos, Larissa disse que é atendida no Centro de Saúde da Fiocruz e costuma participar anualmente do Fiocruz pra Você para atualizar sua caderneta de vacinação. E sempre leva parentes e amigas.

A deputada federal eleita e ex-presidente da Fiocruz Nísia Trindade Lima (PT-RJ) esteve em Manguinhos. Ela destacou que "a tradição do evento é levar a mensagem da ciência e da educação para a população. Este Fiocruz pra Você é dedicado à luta histórica pelo SUS, pela ciência e pela democracia". O secretário-executivo da Agência Nacional de Saúde (ANS), Chico D'Angelo, e o ex-deputado federal Edson Santos também estiveram no Fiocruz pra Você.

As unidades da Fiocruz no Amazonas, na Bahia, no Ceará, no Distrito Federal, no Paraná, em Minas Gerais, em Pernambuco, no Mato Grosso do Sul e em Rondônia, além de outros campi no Rio de Janeiro, em Jacarepaguá e Petrópolis, tiveram atividades.

Vacinação e ciência mais perto da população

O pesquisador Matheus Assis, do Laboratório de Biologia Molecular Aplicada a Micobactérias do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e um dos voluntários na atividade BCG: a identidade de uma vacina centenária, apresentou informações sobre a vacina BCG, utilizada na prevenção da tuberculose há mais de 100 anos. Indicado para crianças de 0 meses a 4 anos, o imunizante ajuda a proteger contra as formas graves da doença.


Evento reforça confiança na vacinação e amplia conhecimento sobre benefícios (foto: Peter Ilicciev)



Para o pesquisador, o evento reforça a confiança na vacinação e amplia o conhecimento sobre seus benefícios. “O Fiocruz pra Você é um evento muito importante porque relembra para todos os pais, todas as crianças, todos os profissionais da saúde, quão importantes as vacinas são, que elas são seguras, eficazes, e protegem toda a sociedade contra várias doenças”, destacou.

Rafael Vieira, doutorando da pós-graduação em Ensino em Biociência e Saúde do IOC/Fiocruz e voluntário na atividade Saúde, ambiente e sociedade em narrativa: imagens, histórias na construção de conhecimentos vacinais, explicou que as vacinas têm características distintas, de acordo com a forma como são produzidas e as doenças que buscam prevenir. Ele ressaltou a importância da vacinação para a proteção individual e coletiva e destacou o papel do Fiocruz pra Você na aproximação entre a instituição e as comunidades do entorno. “As vacinas não são iguais, elas têm suas diferenças. Temos vacinas com vírus vivos, mortos, então cada uma tem sua importância, suas características e as doenças que busca combater e ajudar a pessoa a prevenir”, afirmou.




Evento contou com atividades variadas de divulgação científica (foto: Pedro Paulo Gonçalves)



Ruth dos Santos, estudante de iniciação científica do programa IC Maré da Fiocruz, participou pela primeira vez do evento como voluntária, na mesma atividade que Rafael. Ela considerou a experiência enriquecedora. “A importância do evento tem muito dessa questão coletiva de passar informações que são voltadas para a ciência de forma lúdica e entretendo o público”, explicou.

Atividades variadas

O Museu da Vida Fiocruz apresentou a peça É o fim da picada!, com muita informação, circo e humor. A esquete teatral teve várias cenas de improviso e diálogo direto com o público para abordar temas relacionados a doenças como dengue, zika e chikungunya, transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Foram cenas curtas, em diálogo direto com a plateia. O espetáculo, que teve duas apresentações, mostrou como essas doenças têm impactado a sociedade nas últimas décadas e discutiu estratégias de prevenção e controle das enfermidades. Crianças e seus responsáveis se divertiram e as risadas tomaram conta do local.


Fiocruz pra Você no Amazonas (foto: Divulgação)



Em frente ao Castelo da Fiocruz ocorreu a apresentação do Ballet de Manguinhos. Em seguida, subiu ao palco o Palhaço Xulipa, com sua trupe de artistas circenses e muita interação com o público. Teve palhaçaria, números cômicos, mágica e malabares. Depois, muita música e diversas brincadeiras, para a diversão de crianças e responsáveis, e ainda contação de histórias. E o próprio Castelo foi visitado por um grande número de pessoas, por meio de visitas guiadas.

Em outro ponto do campus da Fiocruz houve uma feira de ciências. Os visitantes conheceram uma exposição sobre o ciclo de vida dos mosquitos urbanos e silvestres (ovos, larvas, pupas e adultos), visualizaram diferentes espécies de mosquitos em microscópios e experimentaram jogos para testar os conhecimentos sobre a biodiversidade de mosquitos e prevenção de doenças. Também receberam informações sobre a bactéria leptospira. Uma atividade demonstrou como são visualizadas as leptospiras em laboratório, com suas formas e movimentos característicos. Formas de contágio, sintomas e prevenção da leptospirose fizeram parte da atividade, assim como o ciclo de transmissão.

O público conheceu ainda o acervo da Coleção Integrada de Mamíferos Silvestres e Reservatórios (Colmasto), aprendendo as características e descobrindo curiosidades sobre mamíferos silvestres (como as diferenças entre morcego, marsupial e roedor). Pesquisadores da Fiocruz exibiram exemplares de pequenos mamíferos silvestres conservados na coleção e apresentaram painéis ilustrativos e materiais lúdicos que explicam o caminho percorrido pelo animal desde a coleta em campo, passando pela triagem, identificação, registro, tombamento e armazenamento nas coleções. Houve ainda jogos e oficinas. Outro estande muito visitado foi o do jogo Prevent HIVo, composto por cartões magnéticos com ilustrações de situações ou de objetos que representam ou não risco de transmissão do HIV.


Fiocruz pra Você no Ceará (foto: Divulgação)



O dia na Fiocruz também teve espaços de promoção da saúde e ofereceu informações e atividades sobre coleções biológicas, entomologia, enterobactérias, parasitas, tripanossomas, tuberculose, farmacologia, genômica, hanseníase, fungos e vírus. Em outros espaços foram transmitidas informações sobre vigilância sanitária, direitos previdenciários, nutrição, educação ambiental, saúde mental, alimentação saudável, inteligência artificial, empoderamento feminino e dignidade menstrual. Uma oficina de libras deu noções de sinais dessa linguagem.

Além de bailarinos e artistas de variados talentos, super-heróis e outros personagens dos desenhos animados e das histórias em quadrinhos marcaram presença no evento. Entre eles, Homem-Aranha, Batman, Super-Homem, Capitão Marvel, Mulher Maravilha, Pikachu, Lilo & Stitch e a Turma da Mônica, que fizeram companhia ao Palhaço Xulipa, para alegria da criançada. Mais de 2 mil voluntários atuaram no Fiocruz pra Você e se dedicaram para que tudo funcionasse perfeitamente.

Minas Gerais

Em Belo Horizonte, o Fiocruz pra Você levou vacinação, ciência e diversão ao Parque Primeiro de Maio, reunindo moradores da região em um dia dedicado à saúde e ao conhecimento. Ao todo, foram aplicadas 164 doses de vacinas, possibilitando ao público colocar em dia o cartão de vacinação. Os visitantes também conheceram pesquisas desenvolvidas pela Fiocruz Minas, em atividades que aproximaram a produção científica do cotidiano das pessoas. Para as crianças, a programação incluiu brincadeiras, pipoca e algodão-doce. A iniciativa também abriu espaço para a economia local, com a venda de artesanatos, comidas e bebidas por moradores da comunidade. Realizado em parceria com a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica da Prefeitura de Belo Horizonte, o evento reuniu diferentes gerações em torno da promoção da saúde, da divulgação científica e da convivência comunitária.

Período eleitoral



Durante o período eleitoral (de 4 de julho até 25 de outubro), os conteúdos digitais publicados e disponibilizados pela Agência Fiocruz de Notícias (AFN) acompanham as orientações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). O documento esclarece que é permitida a divulgação de "conteúdo meramente informativo ou de serviço ao cidadão".


Autor: fiocruz

Fonte: fiocruz
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data: 17/10/2026

sábado, 17 de outubro de 2026

FAPERJ participa de evento sobre oportunidades de pós-doutorado na Europa




Luís Cristóvão Porto: o coordenador da Assessoria de Relações Internacionais da FAPERJ destaca que a internacionalização da pesquisa está entre as prioridades da Fundação (Foto: Divulgação)


Nos dias 19 e 20 de outubro, o Rio de Janeiro receberá o evento Postdoc in Europe, promovido pela EURAXESS América Latina e Caribe (LAC), que tem parceria de longa data com a FAPERJ. O objetivo é apresentar oportunidades de pós-doutorado e financiamento à pesquisa na Europa, além de oferecer orientações práticas para pesquisadores interessados em desenvolver suas carreiras acadêmicas no exterior. A iniciativa reunirá representantes de nove países europeus: Alemanha, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Itália, Lituânia, Noruega e Suécia, além de agências brasileiras de fomento à pesquisa.

A FAPERJ estará representada pelo professor Luís Cristóvão de Moraes Sobrinho Porto, coordenador da Assessoria de Relações Internacionais da Fundação, que realizará uma apresentação em um dos painéis previstos para o dia 19 de outubro. “A internacionalização da pesquisa é uma das prioridades da FAPERJ, e eventos como este contribuem para ampliar as oportunidades de inserção dos pesquisadores fluminenses no cenário científico internacional. Nossa participação reforça o compromisso da Fundação em estimular a mobilidade acadêmica e a construção de parcerias com instituições de excelência no exterior”, destaca o professor Cristóvão.

No dia 19 de outubro, será realizada uma sessão informativa na sede da Academia Brasileira de Ciências (ABC), no Centro, das 8h30 às 13h. O encontro será aberto a pesquisadores interessados em oportunidades de pós-doutorado na Europa, mediante inscrição, e contará com apresentações sobre programas de financiamento e possibilidades de mobilidade acadêmica internacional.

Já no dia 20 de outubro, o Goethe-Institut Rio de Janeiro receberá oficinas práticas destinadas a participantes previamente selecionados. As atividades abordarão temas como a identificação de potenciais supervisores e grupos de pesquisa, a preparação de candidaturas, a elaboração de projetos e os procedimentos necessários para a realização de atividades de pesquisa na Europa.

As oficinas serão voltadas a pesquisadores que estejam a até um ano da conclusão do doutorado ou que tenham concluído a formação há até 12 anos. A programação também incluirá atendimentos individuais com representantes dos países participantes e oportunidades de interação entre pesquisadores e instituições.

A programação completa será divulgada em breve.

Mais informações: https://euraxess.ec.europa.eu/worldwide/lac/events/postdoc-europe-information-day-and-hands-workshops-rio-de-janeiro-19-20


Autor: faperj

Fonte: faperj
Sítio Online da Publicação: faperj
Data: 08/10/2026
Publicação Original: https://www.faperj.br/?id=1126.7.3