quinta-feira, 15 de outubro de 2026

PIPE apoiará projetos de tecnologias educacionais

Chamada destinará até R$ 25 milhões a projetos de pesquisa para inovação em pequenas empresas no estado de São Paulo

A FAPESP anuncia o lançamento da Chamada de Propostas para o Programa PIPE Jornada Tecnológica – Tecnologias Educacionais – Fase 1, destinada a apoiar, com recursos não reembolsáveis, a execução de projetos de pesquisa científica e tecnológica inovativa em pequenas empresas no estado de São Paulo.

A chamada tem como objetivo apoiar o início do desenvolvimento de projetos de pesquisa para inovação que representem desafios tecnológicos de interesse da própria empresa, de um cliente ou do mercado. As propostas devem ser submetidas obrigatoriamente na Fase 1 do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE).

Entre os tópicos de interesse da chamada estão: Ciência de Dados para Gestão e Eficácia Escolar; Engajamento e Competências do Século XXI (Ensino Fundamental e Médio); Inteligência de Requalificação e Mapeamento de Competências; Simulação Profissional e Práticas de Alta Fidelidade; Desenho Universal e Tecnologias Assistivas para Inclusão; e Tutores de Inteligência Artificial

A dotação total prevista para a chamada é de até R$ 25 milhões. Cada projeto poderá receber até R$ 500 mil, incluindo Bolsas de Treinamento Técnico e Bolsas de Pesquisa em Pequena Empresa, exceto Benefícios Complementares e a Parcela para Custos de Infraestrutura Direta do Projeto. Os projetos deverão ter duração máxima de 12 meses.

Podem participar pequenas empresas com até 250 empregados, que tenham sede ou unidade de pesquisa e desenvolvimento no estado de São Paulo. A proposta deverá ser submetida pelo pesquisador responsável, que deve ser sócio da empresa e residir no estado durante a execução do projeto. Caso não detenha os conhecimentos críticos necessários ao desenvolvimento da pesquisa, poderão ser indicados até dois pesquisadores principais para integrar a equipe.

A submissão das propostas deverá ser feita exclusivamente pelo Sistema de Apoio à Gestão (SAGe), no caminho: Programas de Inovação Tecnológica > PIPE-JT – Fase 1 > Tecnologias Educacionais – Chamada de Propostas (2026).

A chamada de propostas está disponível em: fapesp.br/18434



Autor: FAPESP

Fonte: FAPESP 
Sítio Online da Publicação: FAPESP
Data: 13/10/2026

FAPESP anuncia nova chamada SPRINT

Serão apoiadas colaborações entre pesquisadores com auxílios FAPESP e parceiros em instituições no exterior prevendo mobilidade e pesquisas conjuntas

A FAPESP anuncia a chamada de propostas de 2026 da modalidade SPRINT – São Paulo Researchers in International Collaboration.

A modalidade tem como objetivo promover o engajamento de pesquisadores vinculados a instituições de ensino superior e pesquisa no estado de São Paulo com pesquisadores parceiros no exterior para avançarem qualitativamente em projetos de pesquisa em andamento e trabalharem cooperativamente visando à elaboração de projetos de pesquisa conjuntos de médio e longo prazo.

Para este ano, a chamada SPRINT financiará projetos inicialmente por 12 meses, apoio que pode, no entanto, ser prorrogado por até mais 24 meses em função dos resultados obtidos e da evolução da colaboração.

As propostas submetidas nessa Chamada SPRINT deverão contemplar, obrigatoriamente, pelo menos um dos sete eixos estratégicos definidos pela FAPESP para o fomento à pesquisa no biênio (2026-28) – saber: biotecnologia; transição energética; biodiversidade, produção sustentável de alimentos e segurança alimentar; transição digital e inteligência artificial; ciência e tecnologias quânticas; saúde humana e animal; e violência e segurança pública.

A princípio, as propostas devem prever apenas a mobilidade por período de um ano da equipe de pesquisadores do estado de São Paulo para a instituição no exterior, mas já podem prever as etapas seguintes, que são a vinda de pesquisadores estrangeiros à instituição do estado de São Paulo no segundo ano de vigência e a realização de pesquisas conjuntas no terceiro ano, contando para isso com um financiamento inicial (seed funding).

Essas etapas seguintes serão viabilizadas em função dos resultados e das metas obtidas do período anterior descritos nos Relatórios Científicos. A cada relatório, a proposta para o ano seguinte poderá ser atualizada e o aditivo de orçamento solicitado em Solicitação de Mudança (SM) – Alteração de Orçamento.

O financiamento máximo de contrapartida da FAPESP será equivalente a até US$ 12,5 mil por ano para as fases 1 e 2, ou seja, de mobilidade de pesquisadores paulistas para instituição no exterior e de pesquisadores estrangeiros para instituição paulista. Para a fase 3, de realização de pesquisas conjuntas, o limite máximo é de US$ 25 mil.

A chamada está aberta a propostas em parceria:

• com pesquisadores de qualquer instituição de pesquisa estrangeira que comprovem o financiamento das missões por parte de sua própria universidade ou de agência de fomento pela qual tenha projeto contemplado.

• com pesquisadores de instituições de pesquisa estrangeiras interessadas que tenham definido condições para recebimento de propostas em colaboração e financiamento das suas equipes em missões científicas nas instituições de pesquisa no estado de São Paulo.

Podem submeter propostas pesquisadores responsáveis por Auxílios à Pesquisa FAPESP vigentes nas modalidades: Regular (exceto projetos de mobilidade e Fixação de Jovens Doutores), Jovem Pesquisador e Projeto Geração (caso tenham vínculo empregatício), Projeto Inicial (PI), Projeto Temático, Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID), Centros de Pesquisa em Engenharia/Centros de Pesquisa Aplicada (CPEs/CPAs), Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCDs), Programa Ensino Público, Programa de Pesquisa em Políticas Públicas (PPP) e Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE). Pesquisadores principais de Projetos Temáticos, CEPIDs, CPEs, CPAs e PITEs vigentes também são elegíveis para a submissão de propostas.

Propostas devem ser enviadas à FAPESP exclusivamente por meio do SAGe (fapesp.br/sage). A Chamada SPRINT 2026 terá duas edições, com datas-limite para recebimento de projetos estabelecidas em 26 de outubro de 2026 e 22 de fevereiro de 2027, respectivamente.
A chamada de propostas está publicada em: fapesp.br/sprint/chamada2026.





Autor: FAPESP
Fonte: FAPESP 
Sítio Online da Publicação: FAPESP
Data: 22/09/2026

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Investigação húngara procura explicar por que razão o cérebro não controla sozinho o corpo humano

Ligação intestino-cérebro

Direitos de autor fonyad.orsolya@gmail.com

O cérebro não só envia sinais ao corpo, como recebe informação contínua: coração, pulmões, intestinos e sistema imunitário comunicam com o sistema nervoso, tendo o nervo vago como via central.

Por que razão um simples pensamento pode alterar o nosso ritmo cardíaco? De que forma é que o estado do intestino influencia o funcionamento do cérebro? E como é que o mesmo organismo pode responder de maneira diferente ao mesmo estímulo? Os estudos dos últimos anos têm vindo a delinear uma relação cada vez mais complexa entre o cérebro e o corpo. No centro das atenções está um trajeto nervoso particular: o nervo vago, que permite a troca contínua de informações entre o corpo e o cérebro. Investigadores húngaros defendem que uma melhor compreensão desta comunicação pode transformar significativamente a nossa noção de saúde.

Durante muito tempo, imaginámos o corpo humano como se o cérebro fosse um centro de comando que tomava decisões e enviava ordens, que os órgãos executavam. A realidade, porém, é bem mais interessante. O cérebro não controla o corpo sozinho. Os investigadores compreendem cada vez melhor a forma como o organismo "fala" com ele.

O cérebro não só envia informação ao corpo como também a recebe de forma constante. O coração, os pulmões, o intestino, o sistema imunitário e muitos outros sistemas mantêm um diálogo permanente com o sistema nervoso. Um dos principais canais desta comunicação é o nervo vago, designado em latim por "nervus vagus".

Este trajeto nervoso liga o cérebro, entre outros órgãos, ao coração, aos pulmões e ao sistema digestivo. É particularmente relevante o facto de grande parte da informação que por ele circula não sair do cérebro em direção ao corpo, mas sim seguir o sentido inverso, partindo do organismo e chegando ao cérebro.

“Durante muito tempo olhámos para o organismo humano como a soma de sistemas isolados”, afirmou Goda Gábor, engenheiro químico e líder das equipas de desenvolvimento da Draconic Technology e da Synbiotic Laboratory. “Hoje, cada vez mais estudos mostram a importância da comunicação entre sistemas. O cérebro também não é um diretor-geral que distribui ordens, é antes parte de um sistema que recebe e interpreta continuamente informação vinda de diferentes pontos do corpo”, acrescentou.

 Goda GáborGoda Gábor, engenheiro químico e líder das equipas de desenvolvimento da Draconic Technology e da Synbiotic Laboratory
Goda GáborGoda Gábor, engenheiro químico e líder das equipas de desenvolvimento da Draconic Technology e da Synbiotic Laboratory fonyad.orsolya@gmail.com

Quão forte é a ligação entre o corpo e o sistema nervoso?

A literatura médica oferece exemplos particularmente surpreendentes deste fenómeno.

Nos anos 80, já foram descritos doentes com perturbação dissociativa de identidade, anteriormente designada por perturbação de personalidade múltipla, em que diferentes estados de personalidade se associavam a características físicas distintas. Alguns relatos de casos referem alterações em reações alérgicas, acuidade visual e outros parâmetros fisiológicos (Braun, 1983).

Um dos exemplos mais citados parece quase inacreditável à primeira vista. O mesmo doente consumia sumo de toranja sem qualquer problema num dos seus estados de personalidade, enquanto noutro estado a mesma bebida lhe provocava uma reação alérgica. A mesma pessoa. O mesmo organismo. A mesma bebida. E, no entanto, respostas biológicas diferentes.

É importante salientar que estes são relatos antigos, cuja interpretação científica continua controversa. Não demonstram que um estado de personalidade possa, por si só, "ligar ou desligar" uma alergia. Mostram, sim, há quanto tempo os investigadores se interessam pelas ligações entre o sistema nervoso, o sistema imunitário e outros processos corporais.

Braun, B. G. (1983). Psychophysiologic phenomena and multiple personality disorder. Psychiatric Clinics of North America, 6(2), 305–317.

O que acontece quando a comunicação se interrompe?

O papel do nervo vago foi igualmente estudado em experiências com animais. Nalguns estudos, os cientistas bloquearam o funcionamento de determinadas ligações que passam por este nervo e observaram as alterações em vários processos fisiológicos e comportamentais.

Uma das principais conclusões destes estudos não é a existência de um "interruptor principal" no organismo. Pelo contrário, os estudos demonstram quão difícil é interpretar o funcionamento de um único órgão ou processo, quando este é analisado de forma isolada do sistema no seu todo.

Há uma troca contínua de informação entre o sistema nervoso, o sistema imunitário, o aparelho digestivo e o cérebro. Quando uma parte dessa comunicação é alterada, podem surgir consequências noutros pontos do sistema.

Estará mal desenhado o mapa do corpo humano?

Esta é precisamente uma das questões mais interessantes para a equipa de desenvolvimento húngara da Draconic Technology e da Synbiotic Laboratory. Estão a desenvolver abordagens baseadas numa melhor compreensão das ligações entre o sistema nervoso, o sistema imunitário e o intestino. O objetivo não é estudar um único órgão de forma isolada, mas sim mapear a forma como estes sistemas funcionam em conjunto.

Para Goda Gábor, isto é ainda mais relevante, visto que a ciência moderna já acumulou um conhecimento extremamente detalhado sobre muitos componentes do organismo humano. A próxima grande questão poderá ser compreender como tudo isso se integra num único sistema funcional.

"A medicina moderna revelou os componentes do corpo humano com uma precisão extraordinária. O próximo grande passo poderá ser compreender não apenas cada elemento em separado, mas também a forma como comunicam entre si. É possível que algumas das grandes descobertas futuras não resultem da identificação de um novo órgão, molécula ou substância ativa, mas sim da compreensão das relações entre os sistemas que já conhecemos", afirmou Goda Gábor.


Autor: pt.euronew
Fonte: pt.euronews
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Sistema solar vai desintegrar-se muito mais cedo do que se pensava, dizem cientistas

O sol põe-se para lá das luzes de um complexo juvenil de basebol distante, domingo, 27 de setembro de 2026, em Lenexa, Kansas. (AP Photo/Charlie Riedel)

Direitos de autor Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved.


Nessa altura, a Terra já terá desaparecido, mas novos estudos indicam que os planetas exteriores também serão expulsos, mil milhões de vezes mais cedo do que se previa, segundo a astrofísica.

Os planetas exteriores do sistema solar serão lançados no caos cerca de mil milhões de anos depois de o Sol morrer, conclui um novo estudo, reduzindo a sua esperança de vida por um fator de mil milhões.

Estimativas anteriores apontavam para a estabilidade das órbitas dos planetas gigantes durante cerca de um quintilião de anos, muito para lá da idade atual do Universo.

Investigadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) procuraram perceber de que forma a morte lenta do Sol afetará os planetas exteriores, incluindo Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno.

Também se pensava, entre muitos cientistas, incluindo Isaac Newton, que o Sol iria perder massa de forma suave à medida que morresse, transformando‑se primeiro numa gigante vermelha e mais tarde numa anã branca.

A Terra, Vénus e Mercúrio seriam os primeiros a desaparecer, consumidos pelo Sol à medida que este se expandisse em gigante vermelha, ficando Marte como único sobrevivente, suficientemente afastado para escapar ao engolfamento.

Estudos anteriores concluíam que os planetas exteriores sobreviveriam a este processo, alargando as suas órbitas até cerca do dobro do tamanho atual à medida que o Sol perdesse massa. A sua eventual desagregação seria provocada apenas pela passagem de estrelas, ao fim de 30 a 100 mil milhões de anos.

As novas conclusões põem em causa este cenário. Em vez disso, os planetas exteriores serão lançados em desordem cerca de mil milhões de anos depois de o Sol se transformar numa anã branca, algo que ainda acontecerá daqui a vários milhares de milhões de anos.

Quando o Sol se tornar numa anã branca, arrefecerá rapidamente e encolherá até metade do tamanho atual, mas este processo não será tão suave como se pensava.

O estudo defende que a estrela perderá massa em ejeções violentas e aleatórias, conhecidas como “pontapés estocásticos”, em vez de uma libertação calma e constante.

As novas conclusões sugerem que este cenário está errado. Em vez disso, os planetas exteriores serão lançados em desordem cerca de mil milhões de anos depois de o Sol se tornar numa anã branca, algo que ainda acontecerá daqui a vários milhares de milhões de anos.

O sistema solar tem 4,57 mil milhões de anos e ao Sol restam cerca de cinco mil milhões de anos antes de se expandir até se tornar numa gigante vermelha. Durante muito tempo, os cientistas assumiram que os planetas gigantes o sobreviveriam por um intervalo de tempo quase inimaginável.

A investigação foi realizada com recurso a supercomputadores de alto desempenho e a centenas de simulações numéricas avançadas N‑corpos, sem qualquer recurso a ferramentas de inteligência artificial.

Os investigadores construíram um modelo virtual do sistema solar, que incluía o Sol, Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno, e que os supercomputadores usaram para calcular e simular a velocidade e a posição destes corpos ao longo de milhares de milhões de anos.

O que distinguiu esta análise de trabalhos anteriores foi a forma como se programou a perda de massa do Sol, representando‑a como rajadas aleatórias, violentas e episódicas. Centenas de variações do modelo foram testadas até se alcançar uma conclusão consensual.

As conclusões foram apresentadas no estudo intitulado ‘Instabilidade terminal do sistema solar desencadeada por perda estocástica de massa solar’, publicado na revista The Astrophysical Journal Letters.


Autor: pt.euronew

Fonte: pt.euronews
Sítio Online da Publicação: pt.euronews

Estudo revela como o cérebro integra nova informação numa memória anterior

Neurónios do hipocampo “desenham” alguns dos circuitos que sustentam a memória

Direitos de autor Instituto de Neurociencias


Um estudo de três instituições espanholas revela que certas neurónios do hipocampo preservam recordações anteriores mesmo quando se integram novos dados

Imagine, por exemplo, uma obra em curso no seu bairro. O cérebro humano consegue recordar três momentos distintos dessa obra: o estado original antes da intervenção, o período de obras e o resultado final, quando termina. Mas como consegue não misturar estas três memórias?

O Instituto de Neurociências, um centro de investigação público criado pelo CSIC e pela Universidade Miguel Hernández, considera ter identificado este mecanismo neurológico num novo estudo publicado na revista “PLOS Biology” (fonte em espanhol).

A equipa do laboratório de Plasticidade das Redes Neuronais defende que o cérebro recorre, para isso, a uma região do hipocampo, o giro dentado, responsável pela formação de novas memórias. Nessa área, um tipo específico de neurónios inibe a atividade de outras células, facilitando a integração de novas experiências.

Para o demonstrar, a equipa testou em ratos este processo de inibição em diferentes intensidades. “Com níveis mais baixos do que o habitual, o seu comportamento era mais compatível com uma recuperação de memória mais eficaz e com recordações mais detalhadas”, explica Encarni Marcos, codiretora do estudo e responsável por esta linha de investigação no IN CSIC-UMH.

Ainda assim, não existem níveis fixos de inibição intrinsecamente melhores ou piores para conservar o máximo de informação possível. O modelo computacional utilizado pela equipa mostrou que, com uma carga de memória mais reduzida, essa menor atividade inibitória é benéfica, mas que o mesmo já não acontece quando a quantidade de informação aumenta de forma significativa.

O estudo sugere que, consoante o tipo de memória, o giro dentado do hipocampo pode facilitar a entrada de novos dados ou, pelo contrário, reforçar a estabilidade das recordações face a novos estímulos: tudo depende da importância contextual ou daquilo que a equipa descreve como exigências da tarefa. “O que retiramos destes resultados é que existe um mecanismo que ajusta de forma dinâmica o modo de funcionamento, recorrendo à inibição”, conclui Marcos.


Autor: pt.euronews
Fonte: pt.euronews
Sítio Online da Publicação: pt.euronews
Data: 04/10/2026
Publicação Original: https://pt.euronews.com/2026/10/04/estudo-revela-como-o-cerebro-integra-nova-informacao-numa-memoria-anterior

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Chamada da FAPESP com FAPEAM tem dez propostas selecionadas

 





Oportunidade com Fundação do Amazonas apoiará novos projetos colaborativos para gerar inovações com base na sociobiodiversidade amazônica


A FAPESP divulga o resultado de chamada de propostas organizada em conjunto com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), para o financiamento de pesquisas em ciência, tecnologia e inovação em bioeconomia amazônica.

A chamada, a terceira no âmbito do acordo de cooperação entre as fundações, selecionou dez projetos elaborados a partir da articulação entre pesquisadores dos estados de São Paulo e do Amazonas.

As novas colaborações científicas se dedicarão à criação e ao aprimoramento de tecnologias, processos e produtos inovadores para a valorização da sociobiodiversidade amazônica, a transição para uma economia de baixo carbono e a inclusão social.

Ao financiarem conjuntamente projetos bilaterais no escopo dessa chamada, FAPESP e FAPEAM reforçam seu intuito de fomentar pesquisa em inovação e tecnologia avançada com potencial de gerar cadeias de valor sustentáveis e que contribuam com a inserção mercadológica de bioprodutos e biotecnologias amazônicas em cadeias de valor nacionais e globais.

Na FAPESP, os projetos seguirão as normas e condições da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular.

Propostas selecionadas:

Abordagem ômica aplicada ao desenvolvimento de bioinsumos para agricultura biofármacos e biocosméticos
Processo: 2026/05906-8
Pesquisador de São Paulo: Adhemar Zerlotini Neto
Pesquisador da Amazônia: Gilvan Ferreira da Silva

Uso de tecnologias emergentes para obtenção de bioinsumos encapsulados ricos em compostos bioativos de espécies amazônicas
Processo: 2026/09648-3
Pesquisador de São Paulo: Edgar Aparecido Sanches
Pesquisadora da Amazônia: Jaqueline de Araújo Bezerra

Soluções para valorização segura dos produtos e resíduos do processamento da castanha do Brasil aplicado ao contexto das comunidades extrativistas do estado do Amazonas
Processo: 2026/05925-2
Pesquisador de São Paulo: Eduardo Augusto Caldas Batista
Pesquisadora da Amazônia: Ariane Mendonça Kluczkovski

Desenvolvimento e validação em campo de baterias do tipo pouch integradas a sistemas fotovoltaicos para comunidades isoladas e ribeirinhas na Amazônia
Processo: 2026/04374-2
Pesquisador de São Paulo: Hudson Giovani Zanin
Pesquisador da Amazônia: Yurimiler Leyet Ruiz

Do Lago à Escola: Superando Barreiras para o Pirarucu de Manejo na Alimentação Escolar Amazônica
Processo: 2026/05683-9
Pesquisador de São Paulo: Jacques Marcovitch
Pesquisador da Amazônia: Adalberto Luis Val

Valorização da biodiversidade amazônica: encapsulação de extratos fúngicos em pectina de cupuaçu para aplicações médico-farmacêuticas
Processo: 2026/05784-0
Pesquisadora de São Paulo: Mariana Agostini de Moraes
Pesquisadora da Amazônia: Patrícia Melchionna Albuquerque

Venenos da Amazônia como Fonte de Inovação em Biofármacos
Processo: 2026/05917-0
Pesquisador de São Paulo: Norival Alves Santos Filho
Pesquisador da Amazônia: Marco Aurélio Sartim

Transformação de resíduos em valor: o caminho da eletrossíntese de ureia verde na integração tecnológica SP-AM
Processo: 2026/05707-5
Pesquisador de São Paulo: Raphael Nagao de Sousa
Pesquisador da Amazônia: Daniel Araujo Gonçalves

Biofabricação de têxteis sustentáveis: Desenvolvimento de biomateriais de celulose bacteriana funcionalizados com lignina e pigmentos naturais da biodiversidade amazônica
Processo: 2026/05735-9
Pesquisadora de São Paulo: Silgia Aparecida da Costa
Pesquisador da Amazônia: Flavio Augusto de Freitas

Valorização da Sociobiodiversidade e economia Amazônica por meio de Bioprodutos Funcionais e Tecnologias Sustentáveis
Processo: 2026/05826-4
Pesquisadora de São Paulo: Suzana Caetano da Silva Lannes
Pesquisadora da Amazônia: Klenicy Kazumy de Lima Yamaguchi

Autor: fapesp

Fonte: fapesp
Sítio Online da Publicação: fapesp
Data: 05/10/2026

Chamada sobre resistência antimicrobiana tem projetos selecionados



Pesquisadores do Brasil e de outros países da América do Sul vão investigar diferentes aspectos da resistência antimicrobiana na produção intensiva de animais


A FAPESP anuncia o resultado da chamada de propostas para financiamento de iniciativas de cooperação científica sobre Resistência Antimicrobiana (RAM).

A iniciativa foi desenvolvida no âmbito da Rede PILAR, consórcio regional de agências de fomento voltada à promoção de chamadas conjuntas e ao fortalecimento da cooperação científica na América Latina, que reuniu, além da FAPESP, o Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (CONICET), da Argentina; a Agência Nacional de Pesquisa e Inovação (ANII), do Uruguai; o Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CONACYT), do Paraguai; e a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (FAPES), com apoio do International Development Research Centre (IDRC), do Canadá.

Os projetos selecionados abordam diferentes aspectos da resistência antimicrobiana no contexto da produção intensiva de animais para consumo humano na Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

A chamada busca fortalecer a cooperação científica regional e ampliar a capacidade de enfrentamento da RAM por meio da pesquisa, da formulação de políticas públicas e da adoção de estratégias de mitigação, promovendo também a integração entre pesquisadores, produtores e órgãos reguladores.

Com duração máxima de 24 meses, os projetos serão financiados pelas respectivas agências de acordo com a participação dos grupos e instituições de cada país ou Estado.

A iniciativa contribui para o esforço internacional de enfrentamento da resistência antimicrobiana, tema considerado uma das principais ameaças à saúde pública global, e está alinhada ao compromisso assumido na Declaração Política da Reunião de Alto Nível sobre Resistência aos Antimicrobianos, realizada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro de 2024.

Propostas selecionadas:

Mitigación de la resistencia antimicrobiana en la producción porcina mediante la suplementación con levaduras probióticas Kluyveromyces marxianus: una iniciativa Brasil-Argentina
Processo: 2026/10233-2
Pesquisador responsável: Andreas Karoly Gombert
Instituição: Faculdade de Engenharia de Alimentos/Unicamp
Pesquisador responsável no exterior: Martin Rumbo - Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas/Conicet

Estratégias para a redução de resistência antimicrobiana em Escherichia coli patogênica aviária (APEC) em avicultura comercial: Cooperação Argentina-Brasil, como modelo para América Latina
Processo: 2026/10327-7
Pesquisador responsável: Terezinha Knöbl
Instituição: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia/USP
Pesquisador responsável no exterior: Dominguez Johana Elizabeth - Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas/Conicet

RAMAGRO LATAM: Plataforma Latino-Americana para a Vigilância e Manejo da Resistência Antimicrobiana na Pecuária Intensiva e no Comércio Transfronteiriço
Processo: 2026/10378-0
Pesquisador responsável: Nilton Erbet Lincopan Huenuman
Instituição: Instituto de Ciências Biomédicas/ICB/USP
Pesquisador responsável no exterior: Gabriel Alejandro Arriagada Acevedo - Universidad de O'Higgins/UOH

REMA-SUR: REsistencia Microbiana na aquicultura do Cone Sul: Levantamento regional e alternativas de biocontrole
Processo: 2026/10392-3
Pesquisador responsável: Fabiana Pilarski
Instituição: Centro de Aqüicultura da Unesp/Caunesp/Unesp
Pesquisador Responsável no exterior: Alejandro Perretta - Universidad de la República/Udelar



Autor: fapesp

Fonte: fapesp
Sítio Online da Publicação: fapesp
Data: 07/10/2026