quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Surto de varíola dos macacos não será controlado com 1ª remessa de vacinas, diz Queiroga

De acordo com o ministro, as 50 mil doses vão ser divididas em três remessas com o primeiro lote previsto para o final de agosto; vacinas serão destinadas apenas aos profissionais da saúde nesse primeiro momento.


Brasil registra 2.415 casos confirmados de varíola dos macacos, de acordo com o Ministério da SaúdeFoto: Walterson Rosa/MS

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, falou durante agenda em São Paulo, que o surto de varíola dos macacos no país não será controlado com a primeira remessa de vacinas que o Brasil vai receber.

Segundo ele, as 50 mil doses vão ser divididas em três remessas e o primeiro lote deve chegar até o final de agosto. Neste primeiro momento as vacinas serão destinadas apenas aos profissionais da saúde.


Queiroga reforçou que a prioridade da pasta é estruturar a rede de diagnósticos no país e oferecer informação à população.

“Nós já temos oito laboratórios, no início eram quatro. O Brasil, inclusive, apoiou os países aqui da região sul-americana em relação a essa questão do diagnóstico e deve expandir para todos os laboratórios centrais. Os laboratórios privados já começam a fazer esses exames para fortalecer essa questão do combate da Monkeypox, que é diferente da Covid-19”.

O ministro ainda lembrou que o alerta é para evitar que ocorra uma explosão de casos da doença que, segundo Queiroga, não tem letalidade alta. “Temos de informar a forma de contágio, diagnosticar e fazer isolamento”, completou.

Até o momento, de acordo com dados do Ministério da Saúde, o Brasil registra 2.415 casos confirmados de varíola dos macacos nos estados de São Paulo (1.732), Rio de Janeiro (263), Minas Gerais (102), Distrito Federal (92), Paraná (52), Goiás (53), Bahia (19), Ceará (9), Rio Grande do Norte (4), Espírito Santo (5), Pernambuco (13), Tocantins (1), Acre (1), Amazonas (5), Pará (1), Paraíba (1), Piauí (1), Rio Grande do Sul (29), Mato Grosso (2), Mato Grosso do Sul (8), e Santa Catarina (22).
Campanha contra a poliomielite

Ao ser questionado sobre a vacinação contra a poliomielite, Queiroga voltou a dizer que é “inaceitável” que ainda haja pessoas com doenças que pode ser evitadas com imunizantes.

“A poliomielite também gera sequelas. Por isso, precisamos falar da importância dos pais, das mães e dos avós levarem seus filhos às salas de vacinação, mas infelizmente autoridades públicas cerceiam as nossas falas. Já que não vamos falar, vamos furar a sola do sapato”.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, vetou novo pedido para exibição do pronunciamento do ministro da Saúde sobre a vacinação contra a poliomielite e a multivacinação de 2022. O pronunciamento ocorreria em cadeia nacional de rádio e televisão.

Na decisão assinada na segunda-feira (8), Fachin afirmou que o princípio da impessoalidade “desautoriza a personificação de programas da administração pública federal”, especialmente no período que antecede as eleições.

No pronunciamento, Queiroga elogiava a atuação do governo no combate à Covid-19 e destacava a “capacidade de adquirir e vacinar, em tempo recorde, a nossa população”.

“A tônica do discurso considera que o restante da manifestação narra a atuação do Ministério da Saúde, no passado remoto e próximo, além de renovar a pretensão de manifestar-se sobre o Dia Nacional da Saúde”, afirmou o Fachin.





Autor: Soraya Lauand
Fonte: cnnbrasil
Sítio Online da Publicação: cnnbrasil
Data: 10/08/2022
Publicação Original: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/surto-de-variola-dos-macacos-nao-sera-controlado-com-1a-remessa-de-vacinas-diz-queiroga/

Senado aprova reduzir para 21 anos a idade mínima para esterilização cirúrgica

Atualmente, a idade mínima é de 25 anos; matéria segue para sanção presidencial


Texto ainda revoga artigo da legislação pelo qual é exigido o consentimento expresso de ambos os cônjuges para a realização da esterilizaçãoFoto: Artur Tumasjan/Unsplash

O plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira (10), um projeto de lei que reduz para 21 anos a idade mínima exigida para que mulheres e homens realizem voluntariamente cirurgia de esterilização. Atualmente, a idade mínima é de 25 anos. A matéria segue para sanção presidencial.

Assim como já acontece atualmente, também podem realizar este tipo de cirurgia mulheres e homens com pelo menos dois filhos vivos, desde que observado o prazo mínimo de 60 dias entre a manifestação da vontade e o ato cirúrgico.


Neste período, deve ser “propiciado à pessoa interessada acesso a serviço de regulação da fecundidade, inclusive aconselhamento por equipe multidisciplinar, com vistas a desencorajar a esterilização precoce”. A lei exige que o interessado esteja com capacidade civil plena.

Ainda é possível realizar a esterilização se houver risco à vida ou à saúde da mulher ou do futuro bebê, testemunhado em relatório escrito e assinado por dois médicos.

Outra mudança pelo texto aprovado é a permissão da esterilização cirúrgica na mulher durante o parto. A condição é que seja observado o prazo mínimo de 60 dias entre a manifestação da vontade de esterilização e o parto junto às devidas condições médicas.

Atualmente, é vedada a esterilização cirúrgica em mulher durante os períodos de parto ou aborto, exceto nos casos de necessidade comprovada, por cesarianas sucessivas anteriores.

O texto ainda revoga artigo da legislação pelo qual é exigido o consentimento expresso de ambos os cônjuges para a realização da esterilização.

O projeto aprovado pelos senadores estabelece também que devem ser disponibilizados qualquer método e técnica de contracepção no prazo máximo de 30 dias.






Autor: Luciana Amaral
Fonte: cnnbrasil
Sítio Online da Publicação: cnnbrasil
Data: 10/08/2022
Publicação Original: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/senado-aprova-reduzir-para-21-anos-a-idade-minima-para-esterilizacao-cirurgica/

Teste brasileiro para varíola dos macacos é mais rápido e barato, diz pesquisador

À CNN Rádio, Paulo Felipe Estrela explicou projeto que está na última etapa para chegar “o mais rápido possível” para a população


Exame para diagnóstico de varíola dos macacosMax Gomes/IOC/Fiocruz

Um teste rápido da Universidade Federal de Goiás (UFG) para a detecção da varíola dos macacos está na fase final de estudo, segundo o pesquisador Paulo Felipe Estrela.

Em entrevista à CNN Rádio, ele explicou que é utilizada uma técnica alternativa de testagem, a LAMP, que é uma reação “mais rápida e mais barata” do que o padrão ouro de testes para a doença, o PCR.


“A gente realiza a mistura com reagentes e após um período de 40 minutos o resultado aparece”, afirmou.

Se a amostra ficar rosa, o paciente testou negativo, se ficar amarela, ele está com a varíola dos macacos.

O pesquisador ressalta que entre a coleta e o resultado há um intervalo de menos de uma hora.

No entanto, este teste molecular para a monkeypox é laboratorial e não pode ser aplicado pelo próprio paciente, como acontece com o autoteste para a Covid-19.

“A gente quer simplificar o processo, já que o que é feito está indisponível devido à demanda recente diante do surto da doença”, disse Neves.

O custo dos reagentes nacionais, segundo ele, é de 3 reais. “Obviamente este não será o custo que vai chegar na população, já que são necessários profissionais e coleta de amostra, mas a gente estima que o valor seja bem mais em conta.”

A tecnologia desenvolvida pela universidade utiliza um swab – semelhante ao teste para Covid – nas lesões cutâneas, que têm a maior quantidade de vírus da varíola dos macacos.

*Com produção de Bruna Sales




Autor: Amanda Garcia
Fonte: cnnbrasil
Sítio Online da Publicação: cnnbrasil
Data: 10/08/2022
Publicação Original: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/teste-brasileiro-para-variola-dos-macacos-e-mais-rapido-e-barato-diz-pesquisador/

Conheça três características fundamentais das pessoas superdotadas


Especialista fala sobre as principais características em crianças superdotadasjcom / Freepik

Nesta quarta-feira (10) é celebrado o Dia Mundial da Superdotação, mas o termo superdotado muitas vezes vem com estigmas que fogem da realidade que representa a palavra, com isso, especialistas aproveitam a data para desmistificar o termo e apresentar as principais características destas pessoas.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 5% da população mundial apresentam características superdotadas, e muitas vezes os sinais começam a ser notados nos primeiros anos da infância.

A neurodiversidade aponta que a superdotação é o conceito usado para classificar pessoas que apresentam um alto nível de inteligência em uma ou mais áreas de interesse.
Principais características dos superdotados

A neuropsicóloga Roselene Espírito Santo Wagner destacou as três características fundamentais da superdotação.Capacidade acima da média;
Criatividade;
Comprometimento com a tarefa.

Para explicar melhor essas características na prática, a neuropsicóloga destaca que a capacidade acima da média se apresenta na “velocidade de processar informação e encontrar solução”.

Já a criatividade, de acordo com a especialista, se destaca nos superdotados quando há “curiosidade de buscar informações diferentes propondo soluções originais e inusitadas”.

Por fim, o comprometimento com a tarefa se dá com o “engajamento e persistência para concluir o que começa”, diz Roselene.

Características nas crianças superdotadas

Ainda conforme a especialista, que também é PhD em neurociência, crianças superdotadas apresentam também alguns traços marcantes e que podem ajudar na identificação:Rapidez na aprendizagem;
Facilidade para abstração, associações, análise e síntese, generalizações;
Leitura voraz e vocabulário avançado;
Flexibilidade de pensamento;
Produção criativa;
Capacidade de julgamento;
Habilidade para resolver problemas com soluções próprias;
Memória e compreensão incomuns das situações vividas;
Independência de pensamento;
Talentos específicos, como esportes, música, artes, dança, informática;
Muita curiosidade;
Senso crítico exacerbado;
Senso de humor desenvolvido;
Comportamento cooperativo;
Sensibilidade e empatia ao se comunicar;
Habilidade no trato com as pessoas;
Autoconsciência e liderança;
Interesse por assuntos novos e por várias atividades ao mesmo tempo;
Concentração prolongada em atividades de interesse;
Aborrecimento com a rotina;
Gosto por desafios e persistência e adaptabilidade perante dificuldades inesperadas.

“Crianças portadoras de superdotação e/ou altas habilidades, carregam o estigma de que nascem sabendo tudo, nunca erram, não precisam de estímulo, tempo, empenho. Isso não representa a realidade”, disse a especialista.

“Elas precisam sim de estímulo, investimento de tempo e deificação aos estudos. De acordo com a Teoria das Inteligências Múltiplas de Gardner (1994, 1999), a pessoa com altas habilidades (PAH) apresenta um desempenho excepcional em uma ou mais áreas do potencial humano como: inteligência espacial, corporal, musical, linguística, lógica, interpessoal, Intrapessoal e naturalista”, acrescentou.

Ao identificar essas características em uma criança, é recomendado buscar ajuda profissional adequada. A neuropsicóloga alerta que é por meio de testes psicológicos e neuropsicológicos fidedignos será possível ter a confirmação e, com isso, encontrar a melhor maneira de ajudar a criança com o melhor método de estudo e direcionamento multidisciplinar.
Áreas onde a superdotação podem ser aplicadas

A superdotação é o potencial elevado em qualquer uma das seguintes áreas – isoladas ou combinadas – conforme enumera a especialista:

“Intelectual, acadêmica, liderança, psicomotricidade e artes. Também apresentam elevada criatividade, grande envolvimento na aprendizagem e realização de tarefas em áreas de seu interesse, habilidades gerais ou específicas acima da média, elevados níveis de comprometimento com a tarefa e também de criatividade”, disse a especialista.






Autor: cnnbrasil
Fonte: cnnbrasil
Sítio Online da Publicação: cnnbrasil
Data: 10/08/2022
Publicação Original: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/conheca-tres-caracteristicas-fundamentais-das-pessoas-superdotadas/

terça-feira, 9 de agosto de 2022

Ministério da Saúde lança campanha na Semana Nacional de Amamentação



- Foto: Walterson Rosa/MS

Com o tema “apoiar a amamentação é cuidar do futuro”, o Ministério da Saúde lançou nesta segunda-feira (1º), em Brasília/DF, a Campanha Nacional de Amamentação 2022, em alusão à Semana Mundial da Amamentação. O mês de agosto é conhecido como Agosto Dourado por simbolizar o incentivo ao aleitamento materno – a cor dourada está relacionada ao padrão ouro de qualidade do leite humano.

A iniciativa tem como objetivo fortalecer o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida da criança e sua continuidade até os dois anos ou mais, além dar suporte a mulheres e redes de apoio quanto a amamentação segura e seus benefícios. A meta estabelecida pela Organização Mundial da Saúde é de aumentar em 50% a taxa de aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida até 2025.

Os percentuais referentes ao aleitamento materno no Brasil são positivos, segundo Janini Ginani, coordenadora de Saúde da Criança e Aleitamento Materno da Secretaria de Atenção Primária à Saúde. “Dados recentes mostram que a prevalência de aleitamento materno na primeira hora de vida é de 62%. Esse primeiro contato é extremamente benéfico", explica. "Temos ainda uma prevalência de aleitamento materno de mais de 60% para crianças menores de dois anos”, acrescenta Janini.

Atualmente, no Brasil, a amamentação exclusiva alcança 45,8% dos bebês com até seis meses. Para as mulheres, amamentar reduz o risco de desenvolvimento do câncer de útero e câncer de mama. Para o bebê, fortalece o sistema imunológico, reduz os riscos de obesidade, desenvolvimento de diabetes, casos de diarreia, infecções respiratórias, hipertensão, colesterol alto, além de reduzir a mortalidade por causas evitáveis em crianças menores de cinco anos.

O depoimento de Raquel Gomes Ferreira, mãe da Lara Nakamura, de 5 meses de idade, ressaltou a importância do aleitamento materno. “Eu reforço para todas as mães e até mesmo para as mulheres que querem ser mães um dia, que o aleitamento é a mais linda forma de amor e respeito com os nossos filhos. Enquanto ela quiser e eu puder, vou amamentar”, declarou.

De 2013 a 2021, mais de 60 mil profissionais da Atenção Primária à Saúde foram capacitados na Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil. A portaria nº 13/2022 instituiu a Câmara Técnica de Aleitamento Materno. Em maio, a portaria 1.124 repassou R$ 2,7 milhões para o apoio às ações de aleitamento materno no âmbito da Atenção Primária.

Fran Martins
Ministério da Saúde

Categoria
Saúde e Vigilância Sanitária




Autor: Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Sítio Online da Publicação: Ministério da Saúde
Data: 05/08/2022
Publicação Original: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/agosto/ministerio-da-saude-lanca-campanha-na-semana-nacional-de-amamentacao

Ministério da Saúde divulga orientações para profissionais da saúde, gestantes, lactantes e puérperas sobre a varíola dos macacos




Para evitar casos da varíola dos macacos, também conhecida como monkeypox, e prevenir a transmissão da doença especialmente na gravidez, o Ministério da Saúde publicou, nesta segunda-feira (1º), orientações para profissionais da saúde, gestantes, lactantes e puérperas que apresentem sintomas ou casos positivos da doença. As recomendações estão em uma Nota Técnica, disponível aqui.

Para profissionais da saúde que estejam envolvidos no atendimento, entre as recomendações, estão:

Em gestante assintomática pós-exposição ao vírus:
• Em caso de teste negativo – O monitoramento será suspenso;
• Em caso de teste positivo – Será indicado o isolamento domiciliar por 21 dias, sem visitas;
• A gestante também será instruída à automonitoração, acompanhando sua temperatura e o aparecimento/evolução das lesões cutâneas.

Para gestantes com sinais ou sintomas suspeitos de varíola dos macacos:
• Em caso de teste negativo – Será indicado o isolamento domiciliar por 21 dias, sem visitas e orientada a automonitoração. O teste deve ser feito novamente caso os sintomas persistam;
• Em caso de teste positivo – Levando em consideração maior risco, é indicada a hospitalização da gestante nos casos moderados, graves e críticos;
• Dentro do conhecimento disponível até o momento, os profissionais de saúde devem saber que: as gestantes devem ficar em isolamento domiciliar com acompanhamento pela equipe assistencial, em caso de doença com quadro clínico leve;
• As pacientes com casos de maior gravidade devem ser acompanhadas em regime de internação hospitalar;
• Não há ainda protocolo de tratamento específico com antivirais no ciclo gravídico-puerperal;
• O monitoramento da vitalidade fetal deve ser cuidadoso nas pacientes com a doença moderada, grave ou crítica, em vista da constatação de maior morbimortalidade do concepto nestes casos;
• A via e o momento do parto têm indicação obstétrica e a cesárea como rotina não está indicada nestes casos; o aleitamento deve ser analisado de acordo com o quadro clínico cada caso específico.
Tratamento na gravidez

Apesar da doença transmitida pelo vírus monkeypox ser considerada uma doença autolimitada, que geralmente apresenta cura espontânea, em alguns casos, pode haver a necessidade de tratamento medicamentoso específico, sobretudo em pessoas imunossuprimidas.

Na maioria das vezes, só há indicação de uso de tratamento sintomático para febre e dor. Nos casos que apresentem lesões mais significativas, algumas medicações podem ser consideradas após avaliação médica.
Em geral, as gestantes apresentam quadros leves e autolimitados da doença; nestas não há indicação de antecipar o parto.

As recomendações do Ministério da Saúde para gestantes, puérperas e lactantes são:
• Afastem-se de pessoas que apresentem sintomas suspeitos como febre e lesões de pele-mucosa (erupção cutânea, que habitualmente afeta o rosto e as extremidades, e evolui de máculas para pápulas, vesículas, pústulas e posteriormente crostas);
• Usem preservativo em todos os tipos de relações sexuais (oral, vaginal, anal) uma vez que a transmissão pelo contato íntimo tem sido a mais frequente;
• Estejam alertas para observar se sua parceria sexual apresenta alguma lesão na área genital e, se presente, não tenham contato;
• Mantenham uso de máscaras, principalmente em ambientes com indivíduos potencialmente contaminados com o vírus;
• Procurem assistência médica, caso apresentem algum sintoma suspeito, para que se estabeleça diagnóstico clínico e, eventualmente, laboratorial.
Vigilância

Na última sexta-feira (29), o Ministério da Saúde ativou o Centro de Operação de Emergências (COE) para elaboração do Plano de Contingência do surto de varíola dos macacos no Brasil. O COE será coordenado pela Pasta, com a participação de representantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas/OMS), Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa) e do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas da Fiocruz.

O controle da varíola dos macacos é prioridade para o Ministério da Saúde, que realiza o constante monitoramento da situação epidemiológica para orientar ações de vigilância e resposta à doença no Brasil. A Pasta segue em tratativas com a OPAS e OMS para aquisição da vacina contra a doença e medicamentos antivirais para o tratamento da varíola dos macacos.

Fran Martins
Ministério da Saúde





Autor: Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Sítio Online da Publicação: Ministério da Saúde
Data: 01/08/2022
Publicação Original: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/agosto/ministerio-da-saude-divulga-orientacoes-para-profissionais-da-saude-gestantes-lactantes-e-puerperas-sobre-a-variola-dos-macacos

Ministério da Saúde ativa Centro de Operação de Emergências para monkeypox



O Ministério da Saúde realizou, nesta sexta-feira (29), a primeira reunião do Centro de Operação de Emergências (COE) para elaboração do Plano de Contingência contra o surto de monkeypox no Brasil, doença também conhecida como varíola dos macacos. O COE funcionará ininterruptamente, de segunda a sexta-feira presencialmente e nos finais de semana de forma virtual. Havendo necessidade, as reuniões poderão ser presenciais.

Com o objetivo de promover resposta coordenada por meio da articulação e integração dos atores envolvidos com o tema, o COE é uma estrutura organizacional que permite a análise de dados e informações para subsidiar a tomada de decisão dos gestores e técnicos, na definição de estratégias e ações adequadas para o enfrentamento de emergências em saúde pública.

O atual surto de monkeypox representa emergência de saúde pública de importância internacional, segundo o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros. “Precisamos aumentar o nível de alerta e de vigilância em nosso País. Para isso abrimos o COE”, explicou.

A partir das informações estabelecidas durante a Sala de Situação, que foi instalada em 23 de maio de 2022 e funcionou durante 50 dias, o Ministério da Saúde vai analisar o cenário com novas evidências nacionais e internacionais e rever cada conceito para definir o que é um caso suspeito, um caso confirmado e um caso descartado.

“Vamos expandir o número de laboratórios de testagem no Brasil, criar protocolos clínicos, protocolos de diretrizes, protocolo de manuseio dos pacientes e protocolo de estratégias de comunicação para a população brasileira”, acrescentou o secretário.

A operação será coordenada pelo Ministério da Saúde e conta também com representantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa) e do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas da Fiocruz.
Ações desenvolvidas

O controle da monkeypox é prioridade para o Ministério da Saúde, que realiza monitoramento e analisa diuturnamente a situação epidemiológica para orientar as ações de vigilância e resposta à doença no Brasil.

Todas as medidas necessárias para enfretamento da doença já estão sendo realizadas pela Pasta que, antes do registro dos primeiros casos no País, estabeleceu fluxos de notificação, diagnóstico, assistência e instituiu as medidas de contenção e controle da doença. O Ministério da Saúde também articula com a Opas/OMS as tratativas para a aquisição da vacina monkeypox. A OMS coordena junto ao fabricante, de forma global, ampliar o acesso ao imunizante nos países com casos confirmados da doença.

A vacinação em massa não é preconizada pela OMS em países não endêmicos da doença. A recomendação, até o momento, é somente para contatos com casos suspeitos e profissionais de saúde com alto risco ocupacional ao vírus.

Karol Ribeiro
Ministério da Saúde




Autor: Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Sítio Online da Publicação: Ministério da Saúde
Data: 29/07/2022
Publicação Original: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/julho/ministerio-da-saude-ativa-centro-de-operacao-de-emergencias-para-monkeypox