sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Luz da lua, ecrãs de telemóvel e LEDs: o seu quarto está demasiado iluminado?



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Um novo estudo conclui que até a fraca luz de um ecrã de telemóvel durante o sono está associada a alterações potencialmente nocivas na estrutura e função cardíacas.

A poluição luminosa durante o sono noturno – mesmo níveis tão baixos como luz da lua ou luz que entra pela frincha de uma porta – prejudica o coração humano, segundo um novo estudo (fonte em inglês) publicado no European Heart Journal.


“A exposição a níveis mais elevados de luz durante a noite está ligada à remodelação cardíaca”, afirmou Lu Qi, da Tulane University, em Nova Orleães, EUA, que liderou a investigação, num comunicado de imprensa. “É quando se alteram a estrutura e a função do coração e, normalmente, observamos isso em resposta a stress crónico ou lesão cardíaca.”

Embora seja assim que o organismo se adapta a esse stress, “acaba por enfraquecer o coração e pode conduzir a insuficiência cardíaca”, sublinhou.

Por isso, manter os quartos o mais escuros possível “deve ser considerado uma das estratégias potenciais para prevenir doenças cardíacas por parte de clínicos e decisores políticos”, disse Qi.

O estudo incluiu 11.071 pessoas expostas, durante uma semana, a diferentes níveis de luz durante a noite, desde quase total escuridão até intensidades variadas, incluindo luz equivalente ao ecrã de um telemóvel com brilho reduzido ou à luz que entra por uma porta entreaberta.

Três anos depois, os participantes foram submetidos a uma ressonância magnética cardiovascular para avaliar eventuais alterações na estrutura e na função do coração.

Os resultados mostraram que os participantes expostos aos níveis mais elevados de luz noturna apresentavam espessamento das paredes da câmara esquerda do coração, reduzindo o espaço no ventrículo. Surgiram também sinais de redução da capacidade do coração de se contrair e relaxar durante cada batimento, um indicador precoce de disfunção cardíaca.

“A escuridão merece ser reconhecida como um sinal vital, tão essencial para a saúde cardiovascular como o controlo da pressão arterial e ar limpo”, escreveram o professor Thomas Münzel, do University Medical Center Mainz, na Alemanha, e colegas, num editorial que acompanha o estudo.

Apelaram aos clínicos para que passem a perguntar sobre o ambiente de sono: “quão escuro é o quarto, se o doente trabalha em turnos noturnos e quanto tempo de utilização de ecrãs existe após o anoitecer”, recomendando o uso de cortinas opacas, iluminação de cabeceira em tons quentes e a cobertura dos pequenos LEDs de standby dos aparelhos eletrónicos domésticos.

Os municípios também têm um papel a desempenhar, sendo a poluição luminosa “um dos poucos riscos ambientais que as cidades podem controlar de forma direta e acessível”, acrescentaram, apontando luminárias protegidas, lâmpadas de espetro quente e iluminação pública regulável ou acionada por movimento como formas “eficientes em termos energéticos e amigas do clima” de reduzir a exposição à luz.




Autor: pt.euronews
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Data: 11/09/2026

Refeições ao fim de semana fora de horas podem prejudicar coração dos homens


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Horários de trabalho ou de aulas muito cedo obrigam muitas pessoas a ajustar as refeições durante a semana, com horários diferentes dos do fim de semana e dos dias de descanso.

Estas alterações nos padrões alimentares podem perturbar os ritmos biológicos do organismo e ter impacto na saúde cardiovascular, indica um novo estudo francês. Cada hora adicional de “jet lag alimentar” aumentou em 14% o risco de doença cardiovascular e em 21% o risco de doença coronária nos homens, segundo os investigadores.

“Este estudo sugere a importância de padrões regulares de horário das refeições, para além do sono e da qualidade da alimentação, na prevenção da doença cardiovascular”, escreveram os autores.

A investigação, publicada na revista Communications Medicine (fonte em inglês), analisou os horários da primeira e da última refeição de mais de 100 mil participantes em dias úteis e ao fim de semana, ao longo de um período de acompanhamento de 14 anos, entre 2009 e 2023.
Homens são mais afetados

Os participantes foram classificados de acordo com os horários das refeições: o primeiro grupo comia mais cedo ao fim de semana do que durante a semana, o segundo mantinha horários semelhantes em ambos os períodos e o último fazia as refeições mais tarde ao fim de semana.

Os dois grupos que comiam mais tarde ou mais cedo do que o habitual apresentaram um risco cardiovascular superior ao do grupo com horários regulares, independentemente da qualidade global da alimentação.

De forma surpreendente, este padrão só foi observado nos homens; as mulheres não pareceram ser afetadas pelas alterações de horário.

Porquê?

Uma explicação poderá ser o facto de os homens terem, em geral, um risco absoluto mais elevado de doença cardiovascular. Os autores apontam ainda que as mulheres tendem mais do que os homens a seguir rotinas matinais, diferença associada à anatomia e às hormonas, o que pode influenciar a forma como o organismo reage a mudanças no horário das refeições.
Irregularidade nos horários das refeições: o que está por trás

Para os autores, a principal explicação é que o “jet lag alimentar” aumenta o risco de eventos cardiovasculares através da perturbação dos ritmos circadianos.

Os ritmos circadianos são os relógios internos do corpo, baseados em ciclos de 24 horas que ajudam a regular o seu funcionamento. São sobretudo regulados pela luz, mas os padrões alimentares também podem atuar como sincronizadores de relógios periféricos, como os do fígado e do coração. Quando os horários das refeições estão alinhados com esses ritmos internos, a saúde metabólica beneficia; a irregularidade pode desorganizar o equilíbrio interno do organismo.

Os autores assinalam que, se os resultados forem confirmados por novos estudos de grande escala, a regularidade dos horários das refeições poderá tornar‑se um eixo central de intervenções destinadas a reduzir o risco de doenças crónicas e aliviar a carga sobre a saúde pública.



Autor: pt.euronews
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Data: 08/09/2026

Preparar a mente para a cirurgia é tão importante como preparar o corpo



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“O stress da cirurgia pode agravar sintomas de ansiedade e depressão e afetar a recuperação e a saúde global dos doentes”, afirmou a primeira autora do estudo, Joanna Abraham, num comunicado de imprensa.

Os autores defendem que os cuidados prévios à cirurgia devem incluir não só a preparação física, mas também a preparação psicológica, levada a cabo por profissionais de saúde mental qualificados – algo que os atuais cuidados perioperatórios geralmente não contemplam.

“Reconhecemos a importância de pôr o corpo em forma antes da cirurgia, mas preparar a mente e o cérebro é igualmente crucial”, afirmou o autor sénior do estudo, Eric J. Lenze.

A solução passa por tratar os doentes de forma “holística”, disse Michael S. Avidan, aproximando anestesiologia e psiquiatria.
Impacto de uma chamada telefónica

O estudo incluiu 306 adultos com 60 ou mais anos, agendados para cirurgia cardíaca, oncológica ou ortopédica. Os participantes foram divididos em dois grupos. Um recebeu apenas materiais de autoajuda para leitura autónoma, enquanto o outro falou com um profissional de saúde mental, como um assistente social ou conselheiro de saúde mental, ao longo de oito a 12 sessões telefónicas. Este segundo grupo teve também uma avaliação personalizada por farmacêuticos e médicos, para otimizar em segurança as doses de medicamentos de alto risco.

Três meses após a cirurgia, os doentes que beneficiaram de consulta com profissionais de saúde mental e de revisão da medicação registaram uma redução dos sintomas de depressão e ansiedade entre 2,2 e 2,5 pontos superior à do grupo que recebeu apenas materiais educativos, numa escala de 48 pontos.

Os mais velhos submetidos a cirurgia oncológica apresentaram as maiores melhorias na saúde mental, com valores quase cinco pontos inferiores aos do grupo de controlo.


Os doentes relataram também experiências positivas com estes cuidados adicionais, tanto com os profissionais de bem‑estar como com os farmacêuticos que trabalharam para eliminar medicamentos desnecessários.

“O que torna este modelo de cuidados tão promissor é ser fácil de implementar”, afirmou Abraham. “Os doentes e os profissionais de saúde consideraram o programa manejável e simples de integrar nos fluxos cirúrgicos já existentes. Um acompanhamento proativo da saúde mental não tem de sobrecarregar o sistema hospitalar.”




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Data: 10/09/2026

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

InfoGripe: cresce número de casos de SRAG em crianças e adolescentes


Divulgada nesta quinta-feira (3/9), a nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta manutenção do sinal de aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda (SRAG), em nível nacional, nas crianças e adolescentes de até 14 anos. O crescimento está associado principalmente ao rinovírus. A análise é referente à Semana Epidemiológica 34, período de 23 a 29 de agosto.

A atualização destaca também que 3 das 27 unidades federativas - Alagoas, Goiás e Paraíba - apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, com sinal de crescimento até a Semana 34. Segundo o estudo, o aumento de SRAG nesses estados se concentra principalmente nas crianças de até 4 anos.

Alagoas também registra aumento de SRAG nas faixas etárias de 5 a 14 anos e 15 a 49 anos. O rinovírus é o principal vírus associado a este crescimento, especialmente entre crianças e adolescentes. Em Alagoas e na Paraíba, observa-se a contribuição do metapneumovírus.


Estados e capitais

Dez unidades da Federação (UF) também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e Sergipe.

Seis das 27 capitais registram nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com indícios de crescimento de SRAG até a Semana 34: Aracaju, Boa Vista, Goiânia, João Pessoa, Salvador e Vitória.

Dados epidemiológicos

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos foi de 3,6% de influenza A, 6,9% de influenza B, 31,9% de vírus sincicial respiratório, 44,3% de rinovírus e 2,1% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 14,3% de influenza A, 16,3% de influenza B, 24% de vírus sincicial respiratório, 34,2% de rinovírus e 4,1% de Sars-CoV-2 (Covid -19).

Referente ao ano epidemiológico 2026, já foram notificados 144.599 casos de SRAG, sendo 78.101 (54%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 50.925 (35,2%) negativos, e cerca de 7.323 (5,1%) aguardando resultado laboratorial. Dentre os casos positivos do ano corrente, observou-se 17,5% de influenza A, 5,4% de influenza B, 41,7% de vírus sincicial respiratório, 30,7% de rinovírus e 3,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Dentre os casos positivos do ano corrente, observou-se 17,5% de influenza A, 5,4% de influenza B, 41,7% de vírus sincicial respiratório, 30,7% de rinovírus e 3,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 3,6% de influenza A, 6,9% de influenza B, 31,9% de vírus sincicial respiratório, 44,3% de rinovírus e 2,1% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Incidência e mortalidade

A incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada principalmente ao VSR. Já a mortalidade é maior entre os idosos, tendo como principal causa o vírus da influenza A, rinovírus e VSR. O VSR e o rinovírus também se destacam como principais causas de mortalidade nas crianças pequenas. A incidência de SRAG por Covid-19 continua baixa em todas as faixas etárias.

As ocorrências de SRAG por vírus sincicial respiratório (VSR) continuam caindo na maior parte do país, com exceção de Roraima, onde observa-se uma retomada das hospitalizações pelo vírus. O estudo observa ainda que os casos de SRAG por VSR ainda estão um pouco elevados neste período na Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Sergipe e Rio Grande do Sul.

O período da sazonalidade da influenza A já se encerrou no país. Porém os casos graves por influenza B tem apresentado aumento nos estados da Bahia, Mato Grosso e Ceará. Em relação à Covid-19, todas as UF estão em um patamar baixo de incidência.

Período eleitoral

Durante o período eleitoral (de 4 de julho até 25 de outubro), os conteúdos digitais publicados e disponibilizados pela Agência Fiocruz de Notícias (AFN) acompanham as orientações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). O documento esclarece que é permitida a divulgação de "conteúdo meramente informativo ou de serviço ao cidadão".


Autor: fiocruz
Fonte: fiocruz
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data: 03/09/2026

FAPESP lança nova chamada para apoio à inovação em FATECs


Iniciativa destinará R$ 20 milhões para até 250 projetos coordenados por docentes das FATECs, com a concessão de 500 Bolsas de Iniciação Tecnológica

Foto de Mikhail Nilov/Pexels

A FAPESP lança a segunda chamada de propostas do ano para apoio a projetos de inovação tecnológica desenvolvidos nas Faculdades de Tecnologia do Estado de São Paulo (FATECs), do Centro Paula Souza.

Assim como aconteceu na primeira oportunidade anunciada em junho, este novo edital prevê investimentos totais de R$ 20 milhões para financiar até 250 projetos em qualquer área do conhecimento relacionada ao desenvolvimento tecnológico e à inovação. Os projetos serão financiados na modalidade Auxílio à Inovação Regular e poderão ter duração de até 18 meses, com possibilidade de prorrogação por até 12 meses.

Cada proposta aprovada poderá receber até R$ 50 mil em recursos de custeio e até duas Bolsas de Iniciação Tecnológica (IT), com duração inicial de até 12 meses e possibilidade de prorrogação por mais 12 meses. No total, a chamada poderá conceder até 500 bolsas.

O objetivo da iniciativa é ampliar a participação de estudantes das FATECs em atividades de pesquisa aplicada, estimulando sua formação em inovação tecnológica e contribuindo para a diversificação da força de trabalho em pesquisa e desenvolvimento no estado de São Paulo.

As propostas deverão ser submetidas por docentes das FATECs do Centro Paula Souza que possuam vínculo empregatício com a instituição, tenham título mínimo de mestre e competência comprovada na área do projeto proposto.

Os estudantes beneficiados pelas bolsas deverão estar regularmente matriculados em cursos de graduação das FATECs, ter concluído disciplinas relevantes para o desenvolvimento das atividades previstas e apresentar bom desempenho acadêmico.

As pesquisas deverão ser desenvolvidas nas próprias FATECs. Os recursos de custeio poderão contemplar, entre outros itens, aquisição de materiais de consumo, pequenos equipamentos, contratação de serviços especializados, despesas de transporte e diárias vinculadas às atividades do projeto.

As propostas deverão ser submetidas exclusivamente por meio do Sistema de Apoio à Gestão (SAGe), da FAPESP.

O prazo para submissão vai até 5 de outubro de 2026. Os resultados serão divulgados a partir de 15 de dezembro de 2026, e o início dos projetos está previsto para ocorrer a partir de 1º de fevereiro de 2027.

A chamada de propostas está publicada em: fapesp.br/18364.

Dúvidas podem ser encaminhadas para o e-mail: air-it@fapesp.br.



Autor: fapesp
Fonte: fapesp
Sítio Online da Publicação: fapesp
Data: 03/09/2026

FAPESP e Unesco-TWAS apoiarão colaborações em pesquisa

Nova chamada concederá até 20 bolsas de pós-doutorado para pesquisadores desenvolverem projetos em instituições de ensino e pesquisa no estado de São Paulo





A FAPESP anuncia o lançamento de uma nova chamada de propostas em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), por meio de seu programa The World Academy of Sciences (TWAS).

A iniciativa oferecerá até 20 Bolsas FAPESP de Pós-Doutorado a pesquisadores de países em desenvolvimento para a realização de pesquisas em instituições de ensino e pesquisa no estado de São Paulo. As bolsas terão duração de 12 meses.

A chamada está aberta a todas as áreas das ciências naturais, aplicadas e sociais. Os projetos apoiados deverão estar vinculados a Auxílios à Pesquisa vigentes da FAPESP e contribuir para as atividades de pesquisa apoiadas pela Fundação. A supervisão deverá ser realizada por pesquisadores responsáveis ou pesquisadores principais de projetos elegíveis.

São elegíveis como supervisores pesquisadores responsáveis por Auxílios à Pesquisa vigentes nas modalidades Regular, Projeto Temático, Jovem Pesquisador, Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs), Centros de Pesquisa em Engenharia/Centros de Pesquisa Aplicada (CPEs/CPAs), Centro de Ciência para o Desenvolvimento (CCD), Programa Ensino Público e Programa em Políticas Públicas (PPP). Pesquisadores principais de Projetos Temáticos, CEPIDs, CCDs, CPEs e CPAs vigentes também podem apresentar propostas.

Os candidatos às bolsas deverão ser naturais e residentes permanentes de um dos países classificados pela TWAS como países em desenvolvimento, com exceção do Brasil. Não poderão participar pesquisadores que já estejam no Brasil ou que possuam visto de residência temporária ou permanente no Brasil ou em qualquer país desenvolvido.

Também é necessário possuir doutorado em uma área das ciências naturais, aplicadas ou sociais e solicitar a bolsa dentro de sete anos após a obtenção do título. Os candidatos deverão contar com a aceitação oficial de um supervisor de uma instituição-sede no estado de São Paulo e comprovar proficiência oral e escrita em língua inglesa suficiente para o desenvolvimento das atividades previstas no projeto.

Pesquisadores e pós-doutorandos contemplados na chamada anterior, de 2023, não são elegíveis para esta nova oportunidade. Cada candidato poderá submeter proposta a apenas um programa do portfólio TWAS por ano-calendário.

Manifestação de interesse

A primeira etapa é destinada aos pesquisadores interessados em atuar como supervisores. Eles deverão preencher um formulário de manifestação de interesse, informando seus dados, o número e a vigência do Auxílio FAPESP ao qual a bolsa estará vinculada e um resumo, em inglês, do projeto de pesquisa a ser desenvolvido pelo bolsista, especificando sua contribuição para o Auxílio vigente.

Nesta etapa, não é necessário indicar o nome do bolsista nem apresentar orçamento. Os supervisores considerados elegíveis integrarão uma lista com seus contatos e os resumos dos projetos, que será divulgada pela FAPESP e pela Unesco-TWAS para facilitar o contato com potenciais candidatos nos países em desenvolvimento.

O prazo para preenchimento do formulário de manifestação de interesse é 1º de novembro de 2026. A lista de potenciais supervisores será divulgada em 1º de dezembro de 2026.

Após o alinhamento entre supervisor e candidato, a proposta completa deverá ser submetida pelo supervisor à FAPESP, por meio do SAGe, na modalidade Bolsa no País – Pós-Doutorado. O prazo para submissão é 1º de abril de 2027. Os resultados serão divulgados a partir de agosto de 2027, quando também poderão ter início os projetos aprovados.

Apoio aos bolsistas

A FAPESP será responsável pelo pagamento das mensalidades, auxílio instalação e, conforme as normas da chamada, pelas passagens do bolsista. A Unesco-TWAS cobrirá as despesas relacionadas à obtenção do visto, de acordo com suas regulamentações e disponibilidade orçamentária.

A bolsa exige dedicação integral ao projeto e atuação exclusiva no estado de São Paulo. Ao término dos 12 meses, o bolsista deverá retornar ao seu país de origem, em alinhamento com a missão do programa de fortalecimento da capacidade científica nos países em desenvolvimento.

Uma novidade desta edição é a exigência de maior apoio institucional aos pesquisadores estrangeiros durante sua chegada e instalação. As instituições-sede deverão designar um ponto focal para orientar os bolsistas nos primeiros trâmites administrativos, incluindo questões relacionadas a vistos, documentação e abertura de conta bancária.

A seleção será realizada pela FAPESP em processo competitivo, considerando o mérito e a relevância da proposta, o perfil do candidato, o supervisor e a relação do projeto com o Auxílio à Pesquisa vigente. Os candidatos pré-selecionados serão submetidos à homologação da Unesco-TWAS, e a decisão final será tomada conjuntamente pelas instituições, por meio de um Comitê Gestor. O equilíbrio de gênero será considerado na seleção, em alinhamento com a prioridade global da Unesco.

A chamada de propostas, com instruções para submissão, está disponível em: fapesp.br/18365.


Autor: fapesp
Fonte: fapesp
Sítio Online da Publicação: fapesp
Data: 08/09/2026

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Pré-Inscrição no VI Congresso de Neurociências e Espiritualidade


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Autor: VI Congresso de Neurociência e Espiritualidade
Fonte: VI Congresso de Neurociência e Espiritualidade
Sítio Online da Publicação: VI Congresso de Neurociência e Espiritualidade
Data: 08/09/2026
Publicação Original: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfNcjYEdJTbRvkQaELt9chQ-S8Khjlmk42WJDSLSj1sh_e__Q/viewform