sexta-feira, 20 de março de 2026

Chamada vai apoiar cooperações científicas sul-americanas sobre resistência antimicrobiana

Chamada vai apoiar cooperações científicas sul-americanas sobre resistência antimicrobiana

Foto: Nulgur D/Wikimedia Commons

FAPESP irá cofinanciar projetos sobre diversos aspectos dos microrganismos super-resistentes na produção intensiva de animais com agências de fomento argentina, paraguaia, uruguaia e capixaba



A FAPESP participa de chamada para financiamento de projetos de pesquisa e transferência de conhecimento em Resistência Antimicrobiana (RAM) em conjunto com outras quatro agências de fomento com quem tem acordo de cooperação científica: o Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (CONICET), da Argentina; a Agência Nacional de Pesquisa e Inovação (ANII), do Uruguai; o Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CONACYT), do Paraguai; e a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (FAPES) – a chamada ainda conta com o apoio do Centro de Pesquisas para o Desenvolvimento (IDRC), do Canadá.

O edital dá o pontapé inicial do Programa Regional em Resistência Antimicrobiana 2026, que busca reafirmar o compromisso assumido na Declaração Política da Reunião de Alto Nível sobre Resistência aos Antimicrobianos, realizada na Assembleia Geral da ONU em setembro de 2024, com o objetivo de abordar a natureza multifacetada e transversal da resistência antimicrobiana e reduzir em 10% as fatalidades associadas à RAM até 2030.

Os proponentes deverão desenvolver pesquisas relacionadas à RAM no contexto da produção intensiva de animais para consumo humano na Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Deverão ser abordados diversos aspectos da RAM nas cadeias produtivas por meio da pesquisa científica, da formulação de políticas públicas e da implementação de adaptações produtivas, com o intuito de integrar e fortalecer as capacidades regionais sobre o tema; além disso, os projetos deverão promover a participação intersetorial, envolvendo cientistas, produtores e órgãos reguladores.

A Chamada define cinco eixos temáticos, um ou mais dos quais deverá ser contemplado pelas propostas, a saber: (i) Levantamento da Resistência Antimicrobiana (RAM) na Produção Animal; (ii) Levantamento de RAM no Ambiente; (iii) Desenvolvimento de metodologias e estratégias de mitigação; (iv) Desenvolvimento, promoção e uso de alternativas aos antimicrobianos promotores de crescimento; e (v) Desafios produtivos na mitigação da RAM.

As propostas devem ser assinadas por grupos de pesquisa de instituições localizadas em pelo menos dois dos territórios de abrangência das agências participantes. Cada grupo de pesquisa será representado por um Pesquisador Responsável (PR), sendo que um dos PRs do consórcio deverá ser designado como o representante do consórcio perante o CONICET, a agência líder da Chamada.

Os projetos terão duração máxima de 24 meses. Cada agência financiará os custos correspondentes aos seus grupos ou instituições.

Etapa de elegibilidade

Todas as propostas serão analisadas, em uma primeira etapa, para verificar sua elegibilidade à Chamada. As propostas que não forem elegíveis por pelo menos duas das agências participantes serão descartadas e não seguirão para análise do Comitê de Avaliação da Chamada – um órgão ad hoc composto por 5 especialistas reconhecidos, um designado por cada agência financiadora, e outro indicado por todas as agências de comum acordo.

Na FAPESP, são considerados elegíveis os pesquisadores vinculados a uma Instituição de Pesquisa ou Ensino Superior sediada no estado de São Paulo, privada ou pública, que atendam aos critérios de elegibilidade da modalidade Auxílio à Pesquisa Regular. Cada pesquisador pode participar de no máximo duas propostas, porém em apenas uma delas pode ser indicado como PR.

Submissão

O prazo para envio das propostas é 30 de abril. O PR dos consórcios multilaterais formados deverá apresentá-las no formulário de submissão ao CONICET. Adicionalmente, o PR do estado de São Paulo deverá submeter a proposta à FAPESP via SAGe (https://fapesp.br/sage).

Cabe ao Pesquisador Responsável pela proposta submetida à FAPESP garantir que os demais pesquisadores do consórcio, inclusive os pesquisadores dos demais territórios, sejam cadastrados no sistema SAGe e confirmem sua participação na proposta.

A chamada está disponível em https://fapesp.br/18082.




Autor: FAPERJ
Fonte: FAPERJ
Sítio Online da Publicação: FAPERJ
Data: 18/03/2026
Publicação Original: https://fapesp.br/18083/chamada-vai-apoiar-cooperacoes-cientificas-sul-americanas-sobre-resistencia-antimicrobiana

Uerj participa de evento nacional de tecnologia assistiva

Uerj participa de evento nacional de tecnologia assistiva

Claudia Jurberg

Alguns dos modelos testados e aprovados pelo Instituto Benjamin Constant: modelo 3D do ovo de Ascaris lumbricoides, conhecido popularmente como lombriga (amarelo); e modelo 3D da forma tripomastigota do parasita Trypanosoma cruzi (roxo) (Foto: Divulgação)


A Rede 3DucAssist, formada por nove laboratórios de universidades e institutos de pesquisa do Rio de Janeiro e de Mato Grosso, participará nos próximos dias 20 e 21 de março, da SisConec.TA 2026 – um evento nacional, realizado em Uberlândia (MG). O encontro reunirá profissionais, pesquisadores, empresas e usuários da Rede SisAssistiva para apresentar soluções inovadoras em Tecnologia Assistiva. Essa tecnologia desenvolve recursos e dispositivos destinados a ampliar a autonomia e a inclusão de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

A iniciativa 3DucAssist apresentará protótipos científicos desenvolvidos em impressoras 3D para tornar o ensino de Ciências mais acessível a estudantes com deficiência visual. Sediada na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a rede desenvolve materiais didático-pedagógicos adaptados, com alto contraste de cores, inscrições em Braille e texturas que possibilitam a compreensão tátil de estruturas biológicas e temas científicos. Entre os modelos produzidos, estão representações de vírus, vermes e animais brasileiros, voltadas ao Ensino Fundamental e Médio.

Durante a feira, a equipe promoverá uma oficina interativa para estimular o diálogo entre pessoas com e sem deficiência visual. Na atividade, participantes videntes observarão imagens de alguns protótipos como o crânio de animais silvestres e material sobre saúde e infecções parasitárias, e serão convidados a tentar identificá-los apenas pelo tato, explorando os modelos dentro de uma caixa escura. Já os participantes com deficiência visual poderão explorar os materiais por meio do toque, com apoio de audiodescrição. Miniaturas de alguns protótipos também serão distribuídas ao público.

Para o pesquisador da Uerj, Eduardo Torres, Cientista do Nosso Estado pela FAPERJ e coordenador da Rede 3DucAssist, o evento em Uberlândia será uma excelente oportunidade de divulgar as ferramentas do grupo e outras inovadoras para superar barreiras impostas pela deficiência visual e outras deficiências de forma a atender o Plano Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência. "As equipes formadas por esses projetos em uma área tecnológica tão específica são essenciais para o País e, acredito que, na feira de Uberlândia, poderemos observar isso de perto. Por isso, é fundamental o apoio, a divulgação e termos a garantia que auxílios e bolsas de financiamento jamais faltarão tanto para os projetos como para a formação de recursos humanos", explica Torres.

A rede 3DucAssist é financiada pelo edital de Tecnologias Assistivas da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e reúne pesquisadores das áreas biológica, biomédica, ambiental, tecnológica e das ciências humanas. Participam da iniciativa o Instituto Benjamin Constant (IBC), a Escola Superior de Desenho Industrial (Esdi/Uerj), o Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe/Uerj), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Centro Nacional de Biologia Estrutural e Bioimagem (Cenabio/UFRJ) e a Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.



Eduardo Torres: para o coordenador da Rede 3DucAssist, evento será uma excelente oportunidade de divulgar ferramentas inovadoras para superar barreiras impostas pela deficiência visual e outras deficiências (Foto: Divulgação)


Sobre a SisConec.TA 2026

A SisConec.TA 2026 tem como objetivo fortalecer a articulação nacional da Rede SisAssistiva, promovendo conexões entre projetos, empresas e instituições por meio da apresentação de tecnologias inovadoras. O evento também busca ampliar o acesso da sociedade às tecnologias assistivas, estimulando sua visibilidade e uso por profissionais, organizações públicas e privadas e, principalmente, pelos próprios usuários.

A programação reunirá representantes do governo federal, com destaque para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), além de instituições estratégicas como Finep, Inmetro e Anvisa, institutos de ciência e tecnologia, startups, unidades Embrapii e pesquisadores de diferentes regiões do País. A proposta do encontro é integrar esforços, alinhar estratégias e fortalecer a rede nacional de inovação em tecnologia assistiva, aproximando ciência, indústria, políticas públicas e usuários finais em um mesmo ambiente colaborativo.

Será o primeiro e maior evento do setor realizado em Minas Gerais, dedicado à conexão entre pesquisa, desenvolvimento tecnológico e aplicação social. Durante os dois dias de programação, serão apresentados 26 projetos da Rede SisAssistiva, além de pitches de inovação, mostra interativa de protótipos, painéis de negócios e debates sobre políticas de incentivo, transferência de tecnologia e escalabilidade de produtos assistivos.




Autor: FAPERJ
Fonte: FAPERJ
Sítio Online da Publicação: FAPERJ
Data: 19/03/2026
Publicação Original: https://www.faperj.br/?id=989.7.8

Alunos do Ensino Médio participam de jornada do programa Jovens Talentos

Alunos do Ensino Médio participam de jornada do programa Jovens Talentos

Débora Motta e Marcos Patricio

Os professores Jorge Belizário, coordenador do Programa Jovens Talentos, e Luciana Espíndola, chefe do Departamento de Extensão do Cefet-RJ, deram as boas-vindas aos bolsistas na abertura da Jornada Jovens Talentos (Foto: Marcos Patricio)


Jovens do Ensino Médio de escolas públicas fluminenses que estão tendo o primeiro contato com o universo da pesquisa por meio do programa Jovens Talentos, da FAPERJ, apresentaram seus projetos de pré-iniciação científica na Jornada Jovens Talentos da Região Metropolitana/Serrana do Rio de Janeiro, realizada nesta terça-feira, 17 de março, no auditório do Centro Federal Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet-RJ), no campus Maracanã. Tradicional encontro realizado anualmente desde 2003, a Jornada apresenta os projetos desenvolvidos pelos bolsistas, ao longo dos 18 meses de duração de cada edital do programa, lançado regularmente pela Fundação. Despertando vocações científicas em vários municípios fluminenses, o evento acontece em cinco polos regionais do estado.

O Jovens Talentos foi criado em 1999. Em seus 27 anos de existência, já passaram pelo programa cerca de 12.700 estudantes. Em 2002, eles eram apenas 47 bolsistas. Hoje, são 738. No próximo dia 26 de março, deverá ser anunciado o edital de 2026, quando serão oferecidas mais 800 bolsas de pré-iniciação científica para o período (2026/2027).

O sucesso da iniciativa, entretanto, vai muito além dos números. Para muitos desses estudantes, a experiência no projeto significou uma mudança de vida. Serviu como estímulo para o ingresso na universidade e para a escolha da carreira acadêmica. Vários desses jovens fizeram mestrado e doutorado, e alguns deles hoje trabalham em instituições de pesquisa no Brasil e no exterior.

Cerca de 130 alunos do Ensino Médio, de escolas das regiões Metropolitana e Serrana do Rio de Janeiro, participaram da Jornada. Ao todo, 59 projetos foram apresentados durante o evento (Foto: Débora Motta)


Durante a abertura da Jornada, o coordenador do Programa Jovens Talentos, professor Jorge Belizário, destacou a importância do edital lançado pela FAPERJ, especialmente para alunos de Ensino Médio. “Esse programa transforma vidas. Jovens muito humildes, que nem sonhavam em entrar na universidade, passaram pelo Jovens Talentos e hoje são professores e pesquisadores. Temos mais de 30 ex-bolsistas que estão fazendo doutorado e pós-doutorado. É uma experiência que multiplica o conhecimento e gera impacto social nas famílias e na sociedade”, disse Belizário. Ele concluiu homenageando os professores orientadores dos bolsistas do programa e motivando os estudantes. “Aos alunos que hoje estão aqui, acreditem que vocês podem voar muito alto, só depende de vocês. Nós fornecemos a bolsa e os orientadores dão a oportunidade de passar para vocês o conhecimento e o apoio. Esse conjunto abre uma janela para vocês voarem, trilhando o caminho da honra e da honestidade no trabalho.”

Ao dar as boas-vindas aos participantes da Jornada, a professora Luciana Espíndola, chefe do Departamento de Extensão do Cefet-RJ, falou sobre a contribuição do programa na formação dos estudantes. “A gente percebe no aluno do Ensino Médio um amadurecimento muito grande quando ele é envolvido na dinâmica do desenvolvimento de um projeto, em que ele tem de participar de todas as etapas, no desenvolvimento da metodologia, na observação dos resultados. Depois ele tem que apresentar esses resultados em algum evento. Ele ganha a experiência de produzir um pôster. O aluno que passa por um programa de iniciação científica e de extensão, ainda no Ensino Médio, chega à graduação com uma vivência diferente. É um aluno que sabe desenvolver uma pesquisa, sabe fazer uma revisão de literatura, construir um pôster, que sabe se apresentar”, explicou. Luciana representou as professoras Renata Moura, diretora de Extensão, e Dayse Pastore, diretora de Ensino do Cefet-RJ.

Nesta edição, a Jornada Jovens Talentos da Região Metropolitana/Serrana recebeu 59 projetos e contou com a participação de 128 estudantes selecionados nos editais lançados em 2024 e 2025. Todos os trabalhos foram apresentados pelos alunos em uma sessão de pôsteres e analisados por dois avaliadores. O grupo de avaliadores é formado pelos professores orientadores das diversas escolas que participam do Programa. Os docentes não podem analisar os projetos desenvolvidos por alunos de sua unidade.

Entre os diversos trabalhos apresentados na sessão de pôsteres, estiveram em destaque os projetos “Desenvolvendo habilidades e conceitos matemáticos através de jogos de tabuleiros”, apresentado por Guilherme Figueira, do Cefet/RJ; “Cultivo de ambientes verdes como hortas e saúde mental: investigação de relações possíveis por meio de uma revisão de literatura”, de Gabriel Raposo Nunes Martins (Cefet/RJ); e “Garotas cientistas do IBC e do IFRJ: inclusão e protagonismo feminino na tecnologia acessível”, de Giovanna da Cunha Gonçalves, Ana Cláudia Marzano e Gabriela Paula Cista, do Instituto Federal do Rio de Janeiro – IFRJ (campus Engenheiro Paulo de Frontin) e Instituto Benjamin Constant (IBC).

Responsáveis por estimular e orientar os estudantes, os professores das unidades de ensino participantes avaliaram os projetos apresentados pelos bolsistas (Foto: Marcos Patricio)


Ao fim de um dia inteiro de apresentações, a equipe formada por Maria Clara Felício Pereira, Sophia Oliveira Fernandes e Talita de Araujo Dantas, do Instituto de Educação Rangel Pestana, de Nova Iguaçu, conquistou o primeiro lugar. Elas desenvolveram o projeto “Ancestralidade, vivências e o falar sobre si na formação do docente”, sob orientação da professora Patrícia Bastos de Azevedo, no campus Nova Iguaçu da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). A estudante Luisa de Andrade Machado Simões, do Ciep 441 Mané Garrincha, em Magé, ficou em segundo lugar, com o trabalho “Diversidade da comunidade de fungos epifíticos e endofíticos de Piper rivinoides Kunth (Piperaceae) da Mata Atlântica”, realizado no Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ). Luisa foi orientada pela professora Jéssica Regina Sales Felisberto. Em terceiro lugar, ficou o projeto “Recuperar: uma proposta interdisciplinar e transdisciplinar mediando dificuldades/transtornos de aprendizagem com apoio docente e discente dos jovens talentos”. O trabalho foi desenvolvido pelas alunas Clara Mauricio Alves e Thays Ferreira do Carmo, na Escola Técnica Estadual Ferreira Viana, no Maracanã, onde estudam. Elas foram orientadas pela professora Maria Clara Dutra Lopes Barbosa.

Animados com o desenvolvimento de seus trabalhos e com o resultado das jornadas de 2025, os participantes do programa já estão se preparando para a Jornada Jovens Talentos de 2026. Ela será realizada nos municípios de Bom Jesus do Itabapoana (regional Noroeste-RJ); São João da Barra (Norte); Paracambi (Centro-Sul); Itaboraí (Lagos); e no Jardim Botânico do Rio de Janeiro (Metropolitana-Serrana). As jornadas estão programadas para o período de outubro a dezembro. As datas serão anunciadas ao longo do ano.

Confira videorreportagem sobre projeto premiado desenvolvido por bolsistas do Programa Jovens Talentos no Canal da FAPERJ no YouTube




Autor: FAPERJ
Fonte: FAPERJ
Sítio Online da Publicação: FAPERJ
Data: 19/03/2026
Publicação Original: https://www.faperj.br/?id=987.7.5

segunda-feira, 9 de março de 2026

Biodiversidade nos rios de Inglaterra melhorou com a redução da poluição por metais

A melhoria da biodiversidade de água doce nos rios de Inglaterra está ligada à redução da poluição por zinco e cobre, em grande parte devido ao declínio da combustão do carvão e da indústria pesada, afirmam os investigadores.

Os invertebrados são utilizados como uma medida importante da biodiversidade e da saúde de um rio, e os dados da Agência do Ambiente mostram que se registou um aumento generalizado e significativo da riqueza de espécies em Inglaterra na década de 1990 e no início da década de 2000. No entanto, desde então, não se registaram mais melhorias significativas.

Por conseguinte, uma equipa de cientistas liderada pelo Centro de Ecologia e Hidrologia do Reino Unido (UKCEH) procurou as possíveis razões para este facto, utilizando modelação estatística para investigar uma vasta gama de diferentes fatores químicos e físicos, como a temperatura, o caudal do rio e a paisagem.

A equipa examinou uma grande quantidade de dados da Agência Ambiental – 65 000 observações individuais relacionadas com medições de poluentes e invertebrados de 1457 locais entre 1989 e 2018.

O estudo, financiado pelo Natural Environment Research Council, foi publicado na revista Environmental Science & Technology. Verificou-se que, embora as concentrações de amoníaco e matéria orgânica – fortemente associadas aos efluentes de esgotos – fossem importantes para influenciar a diversidade de invertebrados, a correlação com o zinco e o cobre era mais forte.

Declínio da extração de carvão e da indústria pesada

Segundo os investigadores, são várias as razões que explicam a redução da quantidade de zinco e cobre que entra nos nossos rios após a década de 1980:


Autor: sapo
Fonte: sapo
Sítio Online da Publicação: sapo
Data: 08/03/2026

E se pequenas moléculas de ouro ajudassem a tratar o cancro do ovário?

E se pequenas moléculas de ouro ajudassem a tratar o cancro do ovário?
Chamam-se complexos bisditiolatos de ouro e são nada mais, nada menos do que compostos com propriedades electrónicas e biológicas únicas. Por outras palavras, são pequenas moléculas orgânicas que envolvem (ou coordenam) um átomo de ouro e estão agora a ser estudadas por uma equipa portuguesa para tratar o cancro do ovário.



Autor: publico.pt
Fonte: publico.pt
Sítio Online da Publicação: publico.pt
Data: 08/03/2026

Serpentes perderam “hormona da fome” e tornaram-se especialistas em jejum


Serpentes perderam “hormona da fome” e tornaram-se especialistas em jejum
As serpentes são capazes de sobreviver meses sem comer, uma característica que intrigou cientistas de todo o mundo durante décadas. Agora, um novo estudo internacional, liderado por investigadores do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (Ciimar) e da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), revela que este feito extraordinário pode estar relacionado com a perda evolutiva de uma hormona-chave que regula a fome, tornando estes répteis especialistas em jejum.
https://www.publico.pt/2026/03/09/ciencia/noticia/serpentes-perderam-hormona-fome-tornaramse-especialistas-jejum-2166722
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Autor: publico.pt
Fonte: publico.pt
Sítio Online da Publicação: publico.pt
Data: 09/03/2026

segunda-feira, 2 de março de 2026

Fósseis sugerem cruzamento entre duas espécies de lince há milhares de anos


A análise dos fósseis encontrados na gruta de Serpenteko (Navarra) confirmou a presença histórica do lince-euroasiático no norte de Espanha e forneceu novas provas da sua coexistência e possível hibridização com o lince-ibérico há milhares de anos.

A descoberta foi feita num estudo liderado por investigadores da Universidade Complutense de Madrid (UCM), com a participação do Museu Nacional de Ciências Naturais (MNCN-CSIC), da Universidade do País Basco e da Sociedade Científica Aranzadi e publicado na revista "The Anatomical Record", noticiou a agência Efe.

Esta investigação ofereceu "informações inéditas" sobre a história evolutiva destes grandes felinos europeus, referiu o centro académico madrileno.

O estudo analisou os restos fósseis de três linces encontrados na Gruta de Serpenteko, no Vale de Erro datados entre 10.500 e 412 anos atrás, sob a supervisão de Nuria García, professora do Departamento de Geodinâmica, Estratigrafia e Paleontologia da Universidade Complutense de Madrid (UCM).

Os investigadores recolheram e analisaram uma amostra abrangente de espécimes atuais de lince-euroasiático (Lynx lynx) e lince-ibérico (Lynx pardinus), comparando-os com os fósseis recuperados no local.

Um estudo prévio de ADN mitocondrial, transmitido exclusivamente pela via materna, tinha atribuído os restos à espécie de lince-euroasiático, mas as novas análises anatómicas confirmaram esta atribuição em apenas dois dos indivíduos.

O terceiro apresentava características morfológicas típicas do lince-ibérico, apesar de possuir ADN de lince-euroasiático.

Hipótese de cruzamento das duas espécies de lince
Segundo a investigadora María Teresa Pérez, autora principal do artigo, este resultado abre caminho para a hipótese de hibridação entre as duas espécies, uma vez que o facto de o terceiro espécime apresentar características anatómicas compatíveis com o lince-ibérico sugere que poderá ter sido descendente de uma mãe lince-boreal e de um pai lince-ibérico.

Embora estudos recentes já tivessem demonstrado que o cruzamento entre as duas espécies ocorreu num passado recente, até então não tinha sido identificado qualquer fóssil atribuível a um indivíduo híbrido, e futuras análises de ADN nuclear serão cruciais para confirmar esta possibilidade.

Os investigadores realçaram a importância do facto de os restos fósseis mais antigos do sítio terem sido atribuídos ao lince-ibérico num território que, naquela época, era largamente ocupado pelo lince-euroasiático.

A descoberta permite propor, pela primeira vez na Península Ibérica, a coexistência de ambas as espécies a norte, situação já documentada noutros locais da região mediterrânica.


Autor: sicnoticias
Fonte: sicnoticias
Sítio Online da Publicação: sicnoticias
Data: 28/02/2026