terça-feira, 28 de abril de 2026

Farmanguinhos celebra 50 anos de produção de medicamentos para o SUS

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) comemora, nesta quinta-feira (23/4), 50 anos de dedicação à pesquisa, desenvolvimento e produção de medicamentos que chegam à população de Norte a Sul do Brasil pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A unidade técnico-científica da Fiocruz fornece soluções estratégicas para programas do Ministério da Saúde (MS), voltados para o tratamento de doenças negligenciadas e de alto custo, como HIV/Aids, tuberculose, malária, doença de Chagas, doença de Parkinson, entre outras enfermidades. Somente em 2025, cerca de 809 milhões de unidades farmacêuticas foram fornecidas pelo Instituto.


Ao longo destes 50 anos, Farmanguinhos/Fiocruz fortaleceu a saúde pública nacional e segue em busca de novas soluções (Foto: Farmanguinhos)

"O Instituto da Fiocruz completa meio século de contribuição para a ampliação do acesso da população brasileira aos medicamentos pelo SUS, fortalecendo o Complexo Econômico e Industrial da Saúde [Ceis]", destaca o presidente da Fiocruz, Mario Moreira.

Com mais de 30 medicamentos em seu portfólio, Farmanguinhos/Fiocruz acompanhou as necessidades da saúde pública, inclusive durante epidemia de influenza, com a produção do Oseltamivir, para tratar a gripe H1N1. Diretora do Instituto, Silvia Santos destaca a trajetória da instituição para cuidar da saúde pública brasileira. “Farmanguinhos é muito além de uma fábrica de medicamentos. Fazemos ciência que transforma vidas. Pesquisamos, desenvolvemos, produzimos, inovamos e estivemos juntos da sociedade, em momentos importantes. Ao longo destes 50 anos, fortalecemos a saúde pública nacional e seguimos em busca de novas soluções para mantermos o nosso compromisso com a saúde da população”, afirma.

Farmanguinhos/Fiocruz tem um protagonismo na produção de antirretrovirais, desde o primeiro medicamento, conhecido como AZT, Zidovudina, para pessoas que vivem com HIV. O Instituto fez história também em 2007, quando realizou o licenciamento compulsório do Efavirenz, permitindo que outras indústrias produzissem o medicamento e, com isso, contribuiu diretamente para a redução de custos e para a ampliação do acesso.

O compromisso com a luta pela Aids se manteve e, por meio das Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP), Farmanguinhos/Fiocruz internalizou medicamentos inovadores para facilitar a continuidade dos tratamentos e proporcionar mais qualidade de vida à população, com o fornecimento, por exemplo, do Dolutegravir e da dose combinada, dos antirretrovirais Dolutegravir + Lamivudina. Em 2026, são produzidos mais de 10 tipos de antirretrovirais, inclusive para a prevenção do vírus, com a Profilaxia Pré-exposição (PrEp).

O laboratório público oficial também produz os principais medicamentos do SUS para o tratamento de tuberculose e malária. Somente de 2017 a 2025, foram distribuídos 307 milhões unidades farmacêuticas de tuberculostáticos e 37 milhões de antimaláricos.

Atualmente, o Instituto fornece, também, tratamentos de alto custo para pessoas que fizeram transplantes de órgãos, com a produção nacional do Tacrolimo. Com parcerias com indústrias privadas, o medicamento está em processo de internalização também do insumo farmacêutico ativo (IFA), para a produção 100% em solo brasileiro, ampliando a soberania nacional. Existem também parcerias em andamento para a ampliação de outros imunossupressores, como o Everolimo e o Sirolimo, geralmente utilizados em combinação com outros medicamentos da mesma classe.

A qualidade e a excelência dos processos e dos produtos fabricados em Farmanguinhos/Fiocruz pode ser comprovada pelo reconhecimento de 12 medicamentos como referência pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Isso significa que toda indústria farmacêutica que queira produzir tais medicamentos, deve seguir o padrão de eficácia, segurança e qualidade estipulado pela unidade da Fiocruz.

A capacidade fabril e o conhecimento técnico adquirido ao longo dos anos refletiram em certificações importantes para o Instituto, que atualmente possui certificado de Boas Práticas de Fabricação e foi aprovado pela Agência Europeia de Medicamentos para distribuição de medicamento pediátrico para esquistossomose, Arpraziquantel. Este foi desenvolvido pelo Consórcio Praziquantel Pediátrico e está em análise pela Anvisa para registro no Brasil.

O compromisso com a sustentabilidade é um dos valores institucionais e Farmanguinhos/Fiocruz foi a primeira autarquia pública a obter a certificação ambiental, ISO 14001, em 2015. Atualmente, o Instituto trata 100% do efluente industrial e sanitário da instituição e possui programas de reciclagem para resíduos sólidos e orgânicos. O pioneirismo segue também na implementação de processos de compras 100% sustentáveis, a partir de 2024.

Farmanguinhos/Fiocruz trabalha com foco no desenvolvimento sustentável e possui projetos de pesquisa e acordos com parceiros para pesquisar, desenvolver e registrar medicamentos a partir da biodiversidade brasileira. O Instituto respeita os pilares de conservação da diversidade biológica e do uso sustentável da biodiversidade.

Com um complexo industrial de 43 mil m², localizado em Jacarepaguá (Rio de Janeiro), Farmanguinhos/Fiocruz possui infraestrutura para a produção de outras classes terapêuticas e avança com acordos para internalizar tecnologias inovadoras, como injetáveis.

Para reforçar o compromisso com a saúde da população, o Instituto rompeu as barreiras do país e realizou parcerias com instituições internacionais, como universidades e centros de pesquisa portugueses, para desenvolvimento conjunto de medicamentos, fármacos e tecnologia, além da capacitação acadêmica, internacionalização da produção e pesquisas sobre doenças negligenciadas.




Autor: fiocruz
Fonte: fiocruz
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data: 23/04/2024

Fiocruz inaugura Centro de Estudos com palestra sobre os 40 anos da "Carta de Ottawa"

 A Fiocruz acaba de lançar um novo Centro de Estudos integrado. A inauguração celebra os 40 anos da Carta de Ottawa, que trouxe a promoção da saúde para o debate internacional. O evento fez parte da comemoração dos 20 anos do programa de implementação e desenvolvimento do campus da Fundação em Curicica, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

“A inauguração do Centro de Estudos reflete a maturidade acadêmica das discussões e das ações territorializadas desenvolvidas pela Fiocruz Mata Atlântica. A iniciativa nasceu em 2016, com os seminários Fiocruz Mata Atlântica (FMA), que em 2023 ganharam caráter permanente, abordando as temáticas das ações desenvolvidas, culminando agora no Centro de Estudos integrado à Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS). Para comemorar esse marco, a escolha de celebrar os 40 anos da Carta de Ottawa não foi por acaso, pois todas as ações desenvolvidas pela FMA — seja na cooperação social, na saúde urbana ou na saúde ambiental — têm como eixo central a promoção da saúde”, destacou o coordenador-executivo da Fiocruz Mata Atlântica, Ricardo Moratelli.

A abertura contou com a presença do vice-presidente de de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde, Valcler Rangel, da vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Marly Cruz, e da representante da FMA, Carmen Silveira. Segundo Marly Cruz, “é de grande relevância o Campus Fiocruz Mata Atlântica promover o Centro de Estudos, pois, a partir desses debates, poderão pautar a educação e a pesquisa na Fiocruz sobre temáticas relacionadas às ações no território”. Valcler Rangel afirmou que “a inauguração marca um importante momento de reflexão no âmbito da promoção da saúde nos territórios, que é uma especificidade do campus Fiocruz Mata Atlântica”. Carmen Silveira agradeceu a presença dos vice-presidentes e ressaltou que essa trajetória de debates vem sendo construída a partir da necessidade de aprofundamento das atividades desenvolvidas pelo campus.

A palestra inaugural teve como tema Pontes entre Ottawa e o futuro da promoção da saúde na construção de ambientes e relações saudáveis, ministrada pelas pesquisadoras Maria de Fátima Lobato e Maria Lucia Freitas, ambas da Fiocruz. A mediação da mesa foi realizada por Valber Frutuoso, da Coordenação de Promoção da Saúde da VPAAPS/Fiocruz.

“O lançamento do Centro de Estudos é de extrema importância no contexto das discussões sobre o nosso trabalho. Iniciar as atividades com a promoção da saúde como tema é uma grande honra para nós”, afirmou Frutuoso ao convidar as palestrantes para compor a mesa.

A pesquisadora Maria Lúcia Freitas abriu sua fala propondo a reflexão sobre o desafio da promoção da saúde, frente aos problemas contemporâneos, que exigem novas abordagens. “Há questões complexas que demandam na promoção da saúde uma releitura de conceito dentro de uma nova perspectiva de realidade. O que antes a promoção da saúde, a partir da Carta de Otawa, chamava de criação de ambientes saudáveis, hoje é necessário considerar novas reflexões, frente às crises climáticas e às violências de uma forma geral”, afirmou.

Segundo ela, é preciso pensar a sociedade como um espaço coletivizado que pertença a todos, tendo como base a cidade que queremos. “Essa ideia do conceito de saúde enquanto qualidade de vida traz como desafios da promoção da saúde nesses novos tempos, pensarmos em salvar vidas, em manter as pessoas vivas e em condições de usufruir desse território, que é o próprio corpo. Dessa forma, a noção de território, de pertencimento, está na nova perspectiva da promoção da saúde, que exige que façamos uma reflexão a respeito de onde partimos para construir esse ambiente saudável e sustentável, tanto no campo individual como no coletivo mais ampliado", reforçou.

O evento faz parte da programação da comemoração dos 20 anos do Programa de implementação/Desenvolvimento do Campus da Fiocruz Mata Atlântica. A gravação da transmissão está disponível no YouTube.



Autor: fiocruz
Fonte: fiocruz
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data: 27/04/2024

Chamada pública vai mapear experiências de prevenção combinada ao HIV entre adolescentes e jovens

O Ministério da Saúde abriu uma chamada pública com o objetivo de identificar, valorizar e dar visibilidade a experiências bem-sucedidas de prevenção combinada ao HIV voltadas a adolescentes e jovens em todo o Brasil. A proposta é reunir iniciativas desenvolvidas em diferentes territórios e realidades sociais, considerando aspectos culturais, raciais, de gênero e de acesso a direitos. Todas as experiências classificadas e consideradas aptas irão compor uma publicação técnica temática e passarão a integrar um banco de práticas da Fiocruz.

A chamada é aberta a uma ampla diversidade de atores: serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), gestões municipais, estaduais e distrital, organizações da sociedade civil, instituições de ensino, pesquisa e extensão, coletivos, movimentos sociais, projetos intersetoriais e iniciativas comunitárias. Também podem participar comunicadores, educadores populares e criadores de conteúdo que atuem na temática. Um dos destaques da iniciativa é o incentivo à participação de experiências voltadas às juventudes negras e a adolescentes e jovens em contextos de maior vulnerabilidade social.

Linhas temáticas

As experiências inscritas devem se enquadrar em uma das três linhas temáticas previstas: intervenções estruturais, intervenções comportamentais e intervenções biomédicas. Entre os exemplos estão ações de enfrentamento ao estigma e à discriminação, educação sexual, campanhas e estratégias de comunicação digital, formação de jovens multiplicadores, ampliação da testagem para HIV, oferta de profilaxia pré-exposição (PrEP) e pós-exposição (PEP), além da distribuição de preservativos e autotestes.

Podem ser inscritas iniciativas realizadas a partir de janeiro de 2022, inclusive aquelas ainda em andamento, desde que apresentem resultados parciais e evidências de implementação. As propostas devem estar alinhadas às Diretrizes para a Eliminação da Aids e da Transmissão do HIV como Problemas de Saúde Pública no Brasil até 2030, contemplando ações de promoção, prevenção combinada, diagnóstico, vinculação ao cuidado, enfrentamento do estigma e fortalecimento da participação social.

A Plataforma IdeiaSUS Fiocruz reúne atualmente quase 4 mil experiências inovadoras do SUS. Na avaliação, serão considerados critérios como adequação ao público estratégico, inovação, protagonismo juvenil, resultados e impacto, interseccionalidade, sustentabilidade e potencial de replicação. Além disso, os responsáveis pelas cinco propostas com maior pontuação — uma de cada região do país — serão convidados a participar presencialmente de um evento promovido pelo Ministério da Saúde.

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente por meio de formulário eletrônico disponível na plataforma oficial do edital, até 24 de maio. É fundamental observar as normas de proteção de dados pessoais, direito de imagem e, quando aplicável, as disposições do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).




Autor: fiocruz
Fonte: fiocruz
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data: 24/04/2024
Publicação Original: https://fiocruz.br/noticia/2026/04/chamada-publica-vai-mapear-experiencias-de-prevencao-combinada-ao-hiv-entre

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Fiocruz lidera projetos de habitação saudável na Colônia Juliano Moreira

A Fiocruz formalizou (8/4) uma parceria com a ONG Soluções Urbanas para a execução de uma nova etapa de ações de habitação saudável no Setor 1 da antiga Colônia Juliano Moreira, na zona Oeste do Rio de Janeiro. A iniciativa contempla os projetos Construindo Juntos: Saúde e Habitação no Setor 1 da Colônia Juliano Moreira e Troca Limpa: Comunidades Livres do Amianto na Colônia Juliano Moreira.

“Esses projetos respondem a demandas históricas do território e reforçam temas que vêm ganhando destaque no debate público, como moradia digna, justiça socioambiental e saúde coletiva”, afirma o coordenador do Escritório Técnico Diálogos Sociotécnicos em Saúde Urbana do Campus Fiocruz Mata Atlântica (CFMA), Marcos Fonseca. Por meio da Fiocruz Mata Atlântica, vinculada à Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS/Fiocruz), foram assinados termos de fomento decorrentes dos editais de Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social (ATHIS) do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ).
 


A cerimônia de assinatura foi realizada na sede do CAU/RJ e reuniu representantes das instituições envolvidas. Participaram o presidente do CAU/RJ, Sydnei Menezes; a arquiteta e urbanista Claudia Pires, companheira do arquiteto e urbanista homenageado nos editais Demetre Anastassakis (in memoriam); a presidente da ONG Soluções Urbanas, Mariana Estevão; e o coordenador do Escritório Técnico Diálogos Sociotécnicos em Saúde Urbana (VPAAPS/Fiocruz), Marcos Fonseca.

A parceria entre a Fiocruz Mata Atlântica e a ONG Soluções Urbanas nesta nova etapa articula trajetórias consolidadas e complementares no campo da assessória técnica e da habitação saudável. Enquanto a Fiocruz acumula mais de 16 anos de atuação contínua no território voltados à promoção da saúde, integrando dimensões urbanas, ambientais e sociais, a Soluções Urbanas aporta uma experiência de mais de duas décadas em assistência técnica para habitação de interesse social, com destaque para o desenvolvimento do projeto Arquiteto de Família e a realização de melhorias habitacionais em contextos de vulnerabilidade, baseadas em metodologias participativas, autoconstrução assistida e formação de moradores e profissionais.

Entre as ações previstas nos projetos está a substituição de coberturas de amianto em moradias do território. O material, amplamente utilizado no passado, é reconhecido por seus riscos à saúde. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), não há nível seguro de exposição ao amianto, que pode causar doenças graves, incluindo diferentes tipos de câncer.

“Trata-se de uma abordagem integrada, que enfrenta de forma simultânea desafios como a precariedade habitacional, os impactos da moradia sobre a saúde pública e a presença de materiais nocivos, como o amianto, ainda encontrado em diversas comunidades brasileiras”, destaca Fonseca.

Para o presidente do CAU/RJ, Sydnei Menezes, “quando o CAU fomenta parcerias, como essa com a Fiocruz, está cumprindo seu papel político institucional de colaborar efetivamente na busca de soluções para as problemáticas urbanas, ambientais e sociais. São modelos que podem alcançar políticas públicas a serem implementadas pelos governos locais. E sendo exitosa, podendo ser aplicada em todo território nacional através dos municípios respondendo à precariedade das moradias”.

Menezes ainda reforça que as condições sanitárias das moradias, como falta de banheiro, esgotamento sanitário, ventilação, luz solar, entre outras implicam diretamente na saúde da população e precisam de ações para enfrentamento dessa vulnerabilidade social.




Autor: fiocruz
Fonte: fiocruz
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data: 23/04/2024
Publicação Original: https://fiocruz.br/noticia/2026/04/fiocruz-lidera-projetos-de-habitacao-saudavel-na-colonia-juliano-moreira

Farmanguinhos celebra 50 anos de produção de medicamentos para o SUS

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) comemora, nesta quinta-feira (23/4), 50 anos de dedicação à pesquisa, desenvolvimento e produção de medicamentos que chegam à população de Norte a Sul do Brasil pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A unidade técnico-científica da Fiocruz fornece soluções estratégicas para programas do Ministério da Saúde (MS), voltados para o tratamento de doenças negligenciadas e de alto custo, como HIV/Aids, tuberculose, malária, doença de Chagas, doença de Parkinson, entre outras enfermidades. Somente em 2025, cerca de 809 milhões de unidades farmacêuticas foram fornecidas pelo Instituto.



Ao longo destes 50 anos, Farmanguinhos/Fiocruz fortaleceu a saúde pública nacional e segue em busca de novas soluções (Foto: Farmanguinhos)

"O Instituto da Fiocruz completa meio século de contribuição para a ampliação do acesso da população brasileira aos medicamentos pelo SUS, fortalecendo o Complexo Econômico e Industrial da Saúde [Ceis]", destaca o presidente da Fiocruz, Mario Moreira.

Com mais de 30 medicamentos em seu portfólio, Farmanguinhos/Fiocruz acompanhou as necessidades da saúde pública, inclusive durante epidemia de influenza, com a produção do Oseltamivir, para tratar a gripe H1N1. Diretora do Instituto, Silvia Santos destaca a trajetória da instituição para cuidar da saúde pública brasileira. “Farmanguinhos é muito além de uma fábrica de medicamentos. Fazemos ciência que transforma vidas. Pesquisamos, desenvolvemos, produzimos, inovamos e estivemos juntos da sociedade, em momentos importantes. Ao longo destes 50 anos, fortalecemos a saúde pública nacional e seguimos em busca de novas soluções para mantermos o nosso compromisso com a saúde da população”, afirma.

Farmanguinhos/Fiocruz tem um protagonismo na produção de antirretrovirais, desde o primeiro medicamento, conhecido como AZT, Zidovudina, para pessoas que vivem com HIV. O Instituto fez história também em 2007, quando realizou o licenciamento compulsório do Efavirenz, permitindo que outras indústrias produzissem o medicamento e, com isso, contribuiu diretamente para a redução de custos e para a ampliação do acesso.

O compromisso com a luta pela Aids se manteve e, por meio das Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP), Farmanguinhos/Fiocruz internalizou medicamentos inovadores para facilitar a continuidade dos tratamentos e proporcionar mais qualidade de vida à população, com o fornecimento, por exemplo, do Dolutegravir e da dose combinada, dos antirretrovirais Dolutegravir + Lamivudina. Em 2026, são produzidos mais de 10 tipos de antirretrovirais, inclusive para a prevenção do vírus, com a Profilaxia Pré-exposição (PrEp).

O laboratório público oficial também produz os principais medicamentos do SUS para o tratamento de tuberculose e malária. Somente de 2017 a 2025, foram distribuídos 307 milhões unidades farmacêuticas de tuberculostáticos e 37 milhões de antimaláricos.

Atualmente, o Instituto fornece, também, tratamentos de alto custo para pessoas que fizeram transplantes de órgãos, com a produção nacional do Tacrolimo. Com parcerias com indústrias privadas, o medicamento está em processo de internalização também do insumo farmacêutico ativo (IFA), para a produção 100% em solo brasileiro, ampliando a soberania nacional. Existem também parcerias em andamento para a ampliação de outros imunossupressores, como o Everolimo e o Sirolimo, geralmente utilizados em combinação com outros medicamentos da mesma classe.

A qualidade e a excelência dos processos e dos produtos fabricados em Farmanguinhos/Fiocruz pode ser comprovada pelo reconhecimento de 12 medicamentos como referência pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Isso significa que toda indústria farmacêutica que queira produzir tais medicamentos, deve seguir o padrão de eficácia, segurança e qualidade estipulado pela unidade da Fiocruz.

A capacidade fabril e o conhecimento técnico adquirido ao longo dos anos refletiram em certificações importantes para o Instituto, que atualmente possui certificado de Boas Práticas de Fabricação e foi aprovado pela Agência Europeia de Medicamentos para distribuição de medicamento pediátrico para esquistossomose, Arpraziquantel. Este foi desenvolvido pelo Consórcio Praziquantel Pediátrico e está em análise pela Anvisa para registro no Brasil.

O compromisso com a sustentabilidade é um dos valores institucionais e Farmanguinhos/Fiocruz foi a primeira autarquia pública a obter a certificação ambiental, ISO 14001, em 2015. Atualmente, o Instituto trata 100% do efluente industrial e sanitário da instituição e possui programas de reciclagem para resíduos sólidos e orgânicos. O pioneirismo segue também na implementação de processos de compras 100% sustentáveis, a partir de 2024.

Farmanguinhos/Fiocruz trabalha com foco no desenvolvimento sustentável e possui projetos de pesquisa e acordos com parceiros para pesquisar, desenvolver e registrar medicamentos a partir da biodiversidade brasileira. O Instituto respeita os pilares de conservação da diversidade biológica e do uso sustentável da biodiversidade.

Com um complexo industrial de 43 mil m², localizado em Jacarepaguá (Rio de Janeiro), Farmanguinhos/Fiocruz possui infraestrutura para a produção de outras classes terapêuticas e avança com acordos para internalizar tecnologias inovadoras, como injetáveis.

Para reforçar o compromisso com a saúde da população, o Instituto rompeu as barreiras do país e realizou parcerias com instituições internacionais, como universidades e centros de pesquisa portugueses, para desenvolvimento conjunto de medicamentos, fármacos e tecnologia, além da capacitação acadêmica, internacionalização da produção e pesquisas sobre doenças negligenciadas.




Autor: fiocruz
Fonte: fiocruz
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data: 23/04/2024
Publicação Original: https://fiocruz.br/noticia/2026/04/farmanguinhos-celebra-50-anos-de-producao-de-medicamentos-para-o-sus

Chamada pública vai mapear experiências de prevenção combinada ao HIV entre adolescentes e jovens

O Ministério da Saúde abriu uma chamada pública com o objetivo de identificar, valorizar e dar visibilidade a experiências bem-sucedidas de prevenção combinada ao HIV voltadas a adolescentes e jovens em todo o Brasil. A proposta é reunir iniciativas desenvolvidas em diferentes territórios e realidades sociais, considerando aspectos culturais, raciais, de gênero e de acesso a direitos. Todas as experiências classificadas e consideradas aptas irão compor uma publicação técnica temática e passarão a integrar um banco de práticas da Fiocruz.



A chamada é aberta a uma ampla diversidade de atores: serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), gestões municipais, estaduais e distrital, organizações da sociedade civil, instituições de ensino, pesquisa e extensão, coletivos, movimentos sociais, projetos intersetoriais e iniciativas comunitárias. Também podem participar comunicadores, educadores populares e criadores de conteúdo que atuem na temática. Um dos destaques da iniciativa é o incentivo à participação de experiências voltadas às juventudes negras e a adolescentes e jovens em contextos de maior vulnerabilidade social.

Linhas temáticas

As experiências inscritas devem se enquadrar em uma das três linhas temáticas previstas: intervenções estruturais, intervenções comportamentais e intervenções biomédicas. Entre os exemplos estão ações de enfrentamento ao estigma e à discriminação, educação sexual, campanhas e estratégias de comunicação digital, formação de jovens multiplicadores, ampliação da testagem para HIV, oferta de profilaxia pré-exposição (PrEP) e pós-exposição (PEP), além da distribuição de preservativos e autotestes.

Podem ser inscritas iniciativas realizadas a partir de janeiro de 2022, inclusive aquelas ainda em andamento, desde que apresentem resultados parciais e evidências de implementação. As propostas devem estar alinhadas às Diretrizes para a Eliminação da Aids e da Transmissão do HIV como Problemas de Saúde Pública no Brasil até 2030, contemplando ações de promoção, prevenção combinada, diagnóstico, vinculação ao cuidado, enfrentamento do estigma e fortalecimento da participação social.

A Plataforma IdeiaSUS Fiocruz reúne atualmente quase 4 mil experiências inovadoras do SUS. Na avaliação, serão considerados critérios como adequação ao público estratégico, inovação, protagonismo juvenil, resultados e impacto, interseccionalidade, sustentabilidade e potencial de replicação. Além disso, os responsáveis pelas cinco propostas com maior pontuação — uma de cada região do país — serão convidados a participar presencialmente de um evento promovido pelo Ministério da Saúde.

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente por meio de formulário eletrônico disponível na plataforma oficial do edital, até 24 de maio. É fundamental observar as normas de proteção de dados pessoais, direito de imagem e, quando aplicável, as disposições do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).


Autor: fiocruz
Fonte: fiocruz
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data: 24/04/2024
Publicação Original: https://fiocruz.br/noticia/2026/04/chamada-publica-vai-mapear-experiencias-de-prevencao-combinada-ao-hiv-entre

sexta-feira, 24 de abril de 2026

FAPESP participa de chamada do nexBio Amazônia

Programa de inovação sustentável reunirá em Manaus e Macapá startups suíças e brasileiras para trabalhar em áreas da bioeconomia amazônica

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A FAPESP anuncia a participação na terceira edição do Programa Suíço-Brasileiro de Inovação Sustentável para a Bioeconomia (nexBio Amazônia).

A chamada foi lançada pela Swissnex no Brasil em parceria com a Leading House para a região da América Latina do Institute of Management in Latin America (Universidade de St. Gallen) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap).

O nexBio Amazônia é um programa bilateral de inovação sustentável que visa promover projetos na região amazônica, atuando como plataforma e catalisador de parcerias internacionais entre a Suíça e o Brasil. O programa oferece oportunidade estratégica para colaborar em soluções que promovam uma bioeconomia sustentável na região amazônica, fortalecendo laços entre a Suíça e o Brasil.

O objetivo principal é desenvolver e implementar soluções inovadoras que impactem positivamente a sociobioeconomia da Amazônia. O programa nexBio Amazônia ocorrerá nas cidades de Manaus e Macapá durante duas semanas no mês de agosto.

A chamada está aberta ao financiamento para startups e para pesquisadores. No primeiro caso, as inscrições estão abertas aos responsáveis de startups financiadas pela FAPESP nas modalidades PIPE 2 e PIPE 3 vigentes na data da visita. A experiência deve ser relatada no Relatório Científico.

No financiamento para pesquisadores, as inscrições estão abertas para pesquisadores vinculados à instituição do estado de São Paulo que atendam aos requisitos de pesquisador responsável disponíveis em https://fapesp.br/apr.

A FAPESP financiará aos selecionados na chamada:

• Passagens aéreas nos seguintes trechos: cidade de origem – Manaus, Manaus – Macapá e Macapá – cidade de origem.
• Diárias no período do evento de acordo com a tabela de valores disponível em https://fapesp.br/16590.

As inscrições devem ser enviadas por meio do formulário de inscrição on-line até a meia-noite de 3 de maio de 2026.

As diretrizes para pesquisadores do estado de São Paulo para submissão de propostas estão publicadas em: https://fapesp.br/18132.



Autor: fapesp
Fonte: fapesp
Sítio Online da Publicação: fapesp
Data: 17/04/2024
Publicação Original: https://fapesp.br/18133/fapesp-participa-de-chamada-do-nexbio-amazonia