quinta-feira, 10 de setembro de 2026

InfoGripe: cresce número de casos de SRAG em crianças e adolescentes


Divulgada nesta quinta-feira (3/9), a nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta manutenção do sinal de aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda (SRAG), em nível nacional, nas crianças e adolescentes de até 14 anos. O crescimento está associado principalmente ao rinovírus. A análise é referente à Semana Epidemiológica 34, período de 23 a 29 de agosto.

A atualização destaca também que 3 das 27 unidades federativas - Alagoas, Goiás e Paraíba - apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, com sinal de crescimento até a Semana 34. Segundo o estudo, o aumento de SRAG nesses estados se concentra principalmente nas crianças de até 4 anos.

Alagoas também registra aumento de SRAG nas faixas etárias de 5 a 14 anos e 15 a 49 anos. O rinovírus é o principal vírus associado a este crescimento, especialmente entre crianças e adolescentes. Em Alagoas e na Paraíba, observa-se a contribuição do metapneumovírus.


Estados e capitais

Dez unidades da Federação (UF) também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e Sergipe.

Seis das 27 capitais registram nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com indícios de crescimento de SRAG até a Semana 34: Aracaju, Boa Vista, Goiânia, João Pessoa, Salvador e Vitória.

Dados epidemiológicos

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos foi de 3,6% de influenza A, 6,9% de influenza B, 31,9% de vírus sincicial respiratório, 44,3% de rinovírus e 2,1% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 14,3% de influenza A, 16,3% de influenza B, 24% de vírus sincicial respiratório, 34,2% de rinovírus e 4,1% de Sars-CoV-2 (Covid -19).

Referente ao ano epidemiológico 2026, já foram notificados 144.599 casos de SRAG, sendo 78.101 (54%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 50.925 (35,2%) negativos, e cerca de 7.323 (5,1%) aguardando resultado laboratorial. Dentre os casos positivos do ano corrente, observou-se 17,5% de influenza A, 5,4% de influenza B, 41,7% de vírus sincicial respiratório, 30,7% de rinovírus e 3,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Dentre os casos positivos do ano corrente, observou-se 17,5% de influenza A, 5,4% de influenza B, 41,7% de vírus sincicial respiratório, 30,7% de rinovírus e 3,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 3,6% de influenza A, 6,9% de influenza B, 31,9% de vírus sincicial respiratório, 44,3% de rinovírus e 2,1% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Incidência e mortalidade

A incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada principalmente ao VSR. Já a mortalidade é maior entre os idosos, tendo como principal causa o vírus da influenza A, rinovírus e VSR. O VSR e o rinovírus também se destacam como principais causas de mortalidade nas crianças pequenas. A incidência de SRAG por Covid-19 continua baixa em todas as faixas etárias.

As ocorrências de SRAG por vírus sincicial respiratório (VSR) continuam caindo na maior parte do país, com exceção de Roraima, onde observa-se uma retomada das hospitalizações pelo vírus. O estudo observa ainda que os casos de SRAG por VSR ainda estão um pouco elevados neste período na Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Sergipe e Rio Grande do Sul.

O período da sazonalidade da influenza A já se encerrou no país. Porém os casos graves por influenza B tem apresentado aumento nos estados da Bahia, Mato Grosso e Ceará. Em relação à Covid-19, todas as UF estão em um patamar baixo de incidência.

Período eleitoral

Durante o período eleitoral (de 4 de julho até 25 de outubro), os conteúdos digitais publicados e disponibilizados pela Agência Fiocruz de Notícias (AFN) acompanham as orientações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). O documento esclarece que é permitida a divulgação de "conteúdo meramente informativo ou de serviço ao cidadão".


Autor: fiocruz
Fonte: fiocruz
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data: 03/09/2026

FAPESP lança nova chamada para apoio à inovação em FATECs


Iniciativa destinará R$ 20 milhões para até 250 projetos coordenados por docentes das FATECs, com a concessão de 500 Bolsas de Iniciação Tecnológica

Foto de Mikhail Nilov/Pexels

A FAPESP lança a segunda chamada de propostas do ano para apoio a projetos de inovação tecnológica desenvolvidos nas Faculdades de Tecnologia do Estado de São Paulo (FATECs), do Centro Paula Souza.

Assim como aconteceu na primeira oportunidade anunciada em junho, este novo edital prevê investimentos totais de R$ 20 milhões para financiar até 250 projetos em qualquer área do conhecimento relacionada ao desenvolvimento tecnológico e à inovação. Os projetos serão financiados na modalidade Auxílio à Inovação Regular e poderão ter duração de até 18 meses, com possibilidade de prorrogação por até 12 meses.

Cada proposta aprovada poderá receber até R$ 50 mil em recursos de custeio e até duas Bolsas de Iniciação Tecnológica (IT), com duração inicial de até 12 meses e possibilidade de prorrogação por mais 12 meses. No total, a chamada poderá conceder até 500 bolsas.

O objetivo da iniciativa é ampliar a participação de estudantes das FATECs em atividades de pesquisa aplicada, estimulando sua formação em inovação tecnológica e contribuindo para a diversificação da força de trabalho em pesquisa e desenvolvimento no estado de São Paulo.

As propostas deverão ser submetidas por docentes das FATECs do Centro Paula Souza que possuam vínculo empregatício com a instituição, tenham título mínimo de mestre e competência comprovada na área do projeto proposto.

Os estudantes beneficiados pelas bolsas deverão estar regularmente matriculados em cursos de graduação das FATECs, ter concluído disciplinas relevantes para o desenvolvimento das atividades previstas e apresentar bom desempenho acadêmico.

As pesquisas deverão ser desenvolvidas nas próprias FATECs. Os recursos de custeio poderão contemplar, entre outros itens, aquisição de materiais de consumo, pequenos equipamentos, contratação de serviços especializados, despesas de transporte e diárias vinculadas às atividades do projeto.

As propostas deverão ser submetidas exclusivamente por meio do Sistema de Apoio à Gestão (SAGe), da FAPESP.

O prazo para submissão vai até 5 de outubro de 2026. Os resultados serão divulgados a partir de 15 de dezembro de 2026, e o início dos projetos está previsto para ocorrer a partir de 1º de fevereiro de 2027.

A chamada de propostas está publicada em: fapesp.br/18364.

Dúvidas podem ser encaminhadas para o e-mail: air-it@fapesp.br.



Autor: fapesp
Fonte: fapesp
Sítio Online da Publicação: fapesp
Data: 03/09/2026

FAPESP e Unesco-TWAS apoiarão colaborações em pesquisa

Nova chamada concederá até 20 bolsas de pós-doutorado para pesquisadores desenvolverem projetos em instituições de ensino e pesquisa no estado de São Paulo





A FAPESP anuncia o lançamento de uma nova chamada de propostas em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), por meio de seu programa The World Academy of Sciences (TWAS).

A iniciativa oferecerá até 20 Bolsas FAPESP de Pós-Doutorado a pesquisadores de países em desenvolvimento para a realização de pesquisas em instituições de ensino e pesquisa no estado de São Paulo. As bolsas terão duração de 12 meses.

A chamada está aberta a todas as áreas das ciências naturais, aplicadas e sociais. Os projetos apoiados deverão estar vinculados a Auxílios à Pesquisa vigentes da FAPESP e contribuir para as atividades de pesquisa apoiadas pela Fundação. A supervisão deverá ser realizada por pesquisadores responsáveis ou pesquisadores principais de projetos elegíveis.

São elegíveis como supervisores pesquisadores responsáveis por Auxílios à Pesquisa vigentes nas modalidades Regular, Projeto Temático, Jovem Pesquisador, Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs), Centros de Pesquisa em Engenharia/Centros de Pesquisa Aplicada (CPEs/CPAs), Centro de Ciência para o Desenvolvimento (CCD), Programa Ensino Público e Programa em Políticas Públicas (PPP). Pesquisadores principais de Projetos Temáticos, CEPIDs, CCDs, CPEs e CPAs vigentes também podem apresentar propostas.

Os candidatos às bolsas deverão ser naturais e residentes permanentes de um dos países classificados pela TWAS como países em desenvolvimento, com exceção do Brasil. Não poderão participar pesquisadores que já estejam no Brasil ou que possuam visto de residência temporária ou permanente no Brasil ou em qualquer país desenvolvido.

Também é necessário possuir doutorado em uma área das ciências naturais, aplicadas ou sociais e solicitar a bolsa dentro de sete anos após a obtenção do título. Os candidatos deverão contar com a aceitação oficial de um supervisor de uma instituição-sede no estado de São Paulo e comprovar proficiência oral e escrita em língua inglesa suficiente para o desenvolvimento das atividades previstas no projeto.

Pesquisadores e pós-doutorandos contemplados na chamada anterior, de 2023, não são elegíveis para esta nova oportunidade. Cada candidato poderá submeter proposta a apenas um programa do portfólio TWAS por ano-calendário.

Manifestação de interesse

A primeira etapa é destinada aos pesquisadores interessados em atuar como supervisores. Eles deverão preencher um formulário de manifestação de interesse, informando seus dados, o número e a vigência do Auxílio FAPESP ao qual a bolsa estará vinculada e um resumo, em inglês, do projeto de pesquisa a ser desenvolvido pelo bolsista, especificando sua contribuição para o Auxílio vigente.

Nesta etapa, não é necessário indicar o nome do bolsista nem apresentar orçamento. Os supervisores considerados elegíveis integrarão uma lista com seus contatos e os resumos dos projetos, que será divulgada pela FAPESP e pela Unesco-TWAS para facilitar o contato com potenciais candidatos nos países em desenvolvimento.

O prazo para preenchimento do formulário de manifestação de interesse é 1º de novembro de 2026. A lista de potenciais supervisores será divulgada em 1º de dezembro de 2026.

Após o alinhamento entre supervisor e candidato, a proposta completa deverá ser submetida pelo supervisor à FAPESP, por meio do SAGe, na modalidade Bolsa no País – Pós-Doutorado. O prazo para submissão é 1º de abril de 2027. Os resultados serão divulgados a partir de agosto de 2027, quando também poderão ter início os projetos aprovados.

Apoio aos bolsistas

A FAPESP será responsável pelo pagamento das mensalidades, auxílio instalação e, conforme as normas da chamada, pelas passagens do bolsista. A Unesco-TWAS cobrirá as despesas relacionadas à obtenção do visto, de acordo com suas regulamentações e disponibilidade orçamentária.

A bolsa exige dedicação integral ao projeto e atuação exclusiva no estado de São Paulo. Ao término dos 12 meses, o bolsista deverá retornar ao seu país de origem, em alinhamento com a missão do programa de fortalecimento da capacidade científica nos países em desenvolvimento.

Uma novidade desta edição é a exigência de maior apoio institucional aos pesquisadores estrangeiros durante sua chegada e instalação. As instituições-sede deverão designar um ponto focal para orientar os bolsistas nos primeiros trâmites administrativos, incluindo questões relacionadas a vistos, documentação e abertura de conta bancária.

A seleção será realizada pela FAPESP em processo competitivo, considerando o mérito e a relevância da proposta, o perfil do candidato, o supervisor e a relação do projeto com o Auxílio à Pesquisa vigente. Os candidatos pré-selecionados serão submetidos à homologação da Unesco-TWAS, e a decisão final será tomada conjuntamente pelas instituições, por meio de um Comitê Gestor. O equilíbrio de gênero será considerado na seleção, em alinhamento com a prioridade global da Unesco.

A chamada de propostas, com instruções para submissão, está disponível em: fapesp.br/18365.


Autor: fapesp
Fonte: fapesp
Sítio Online da Publicação: fapesp
Data: 08/09/2026

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Pré-Inscrição no VI Congresso de Neurociências e Espiritualidade


O VI Congresso de Neurociência e Espiritualidade vem ai, com diversas palestras para ampliar seu conhecimento, trocas valorosas e ampliação da consciência sobre ciência, consciência e mente. Não perca!
Faça sua pré- inscrição no formulário e garanta acesso a todas as novas informações em primeira mão!


 

Autor: VI Congresso de Neurociência e Espiritualidade
Fonte: VI Congresso de Neurociência e Espiritualidade
Sítio Online da Publicação: VI Congresso de Neurociência e Espiritualidade
Data: 08/09/2026
Publicação Original: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfNcjYEdJTbRvkQaELt9chQ-S8Khjlmk42WJDSLSj1sh_e__Q/viewform

Fumo passivo: estudo revela 2,7 mil milhões expostos, 767 milhões são crianças


O fumo ambiental do tabaco provoca danos graves à saúde, incluindo doenças cardíacas, problemas respiratórios e cancros, e continua a ser uma das principais causas de morte evitável em todo o mundo.

Um terço da população mundial está exposto todos os anos ao fumo ambiental de tabaco (também conhecido como fumo passivo), que continua a ser uma importante causa de doença e mortalidade entre pessoas não fumadoras.

Estima-se que 2,71 mil milhões de pessoas em todo o mundo tenham sido expostas ao fumo passivo em 2023, uma combinação de dois tipos de fumo inalado por não fumadores, contribuindo para 1,66 milhões de mortes. Entre elas contam-se 767 milhões de crianças com menos de 15 anos, particularmente vulneráveis, bem como 1,49 mil milhões de mulheres.

Estas novas conclusões resultam do estudo Global Burden of Disease (GBD) 2023, publicado na revista The Lancet Public Health, que estimou a exposição ao fumo passivo e os respetivos impactos na saúde em 204 países e territórios entre 1990 e 2023.
Necessidade de regulamentação mais rigorosa

Apesar da dimensão da exposição, o estudo conclui que cerca de 70% da população mundial não está protegida por leis abrangentes de espaços livres de fumo.

Em 2024, apenas 79 países, cerca de 70% deles nas Américas, atingiram o nível máximo de proteção previsto pelo quadro da Organização Mundial da Saúde, com todos os espaços públicos totalmente livres de fumo ou, pelo menos, 90% da população abrangida pela legislação.

A proporção da população mundial abrangida por legislação abrangente de espaços livres de fumo aumentou de 3% em 2007 para 33% em 2024, passando a cobrir 2,6 mil milhões de pessoas.

No entanto, os autores assinalam que, embora as políticas de espaços livres de fumo reduzam diretamente a exposição ao fumo, são necessárias medidas adicionais, como impostos sobre o tabaco, restrições à publicidade, embalagens simples e programas de cessação tabágica.
Padrões regionais

Os investigadores verificaram que o número de pessoas afetadas pela exposição ao fumo passivo se manteve globalmente estável, mas aumentou de forma acentuada na África Subsariana, Norte de África e Médio Oriente, o que atribuem ao crescimento demográfico.

A prevalência de exposição na região que inclui Europa Central, Europa de Leste e Ásia Central foi de 37,7%, acima da média global de 33,9%, afetando 146 milhões de pessoas.

Grande parte dos países da Europa Ocidental foi incluída na “super-região de elevado rendimento”, que registou alguns dos progressos mais significativos na redução do fumo passivo.

Dinamarca e Noruega registaram algumas das maiores reduções a nível mundial desde 1990, de -48,8% e -44,3%, respetivamente.
Impacto alargado na saúde

Para lá do número de pessoas expostas, o relatório conclui que o fumo passivo esteve na origem da perda de 44,8 milhões de anos de vida saudável e continua a ser um dos principais fatores de incapacidade e morte prematura.

Enquanto um fumador inala o “fumo principal” através do filtro do cigarro, as pessoas não fumadoras respiram sobretudo o fumo lateral. Este não é filtrado e contém concentrações por unidade mais elevadas de compostos tóxicos e carcinogénicos do que o fumo inalado pelo próprio fumador.

Os investigadores estimam que o fumo passivo continua a ser um importante fator de perda de saúde a nível mundial, sobretudo através de doenças cardiovasculares e respiratórias pediátricas.

A exposição ao fumo de tabaco foi associada a várias doenças, incluindo acidente vascular cerebral, infeções respiratórias inferiores, doença pulmonar obstrutiva crónica, asma, diabetes tipo 2 e cancros da traqueia, pulmão e mama.




Autor: pt.euronews
Fonte: pt.euronews
Sítio Online da Publicação: pt.euronews
Data: 08/09/2026

Cérebro jovem revela fragilidade: quando a plasticidade falha


A mesma capacidade que torna os cérebros jovens mais adaptáveis pode levá-los a transformar uma lesão numa rede patológica persistente, revela um novo estudo.

Cérebros jovens são mais flexíveis. Adaptam-se e formam novas ligações com facilidade. Quando algo corre mal, parte-se do princípio de que um cérebro mais jovem tem mais margem para se reorganizar e compensar os danos.

Mas essa mesma flexibilidade pode também ter um lado negativo após uma lesão cerebral traumática, uma lesão provocada por uma força externa, como uma queda, um acidente de viação, uma lesão desportiva ou um impacto na cabeça, segundo um estudo (fonte em inglês) publicado na revista Experimental Neurology.

“Muitos poderão pensar que cérebros mais jovens são mais resistentes após uma lesão, mas os nossos resultados mostram que a realidade é bastante mais complexa”, afirmou Samba Reddy, especialista em neurociência e terapêuticas experimentais no Texas A&M Naresh K. Vashisht College of Medicine e autor principal do estudo.

As lesões cerebrais traumáticas afetam até 69 milhões de pessoas por ano. Este tipo de lesão pode originar epilepsia pós-traumática, uma perturbação crónica caracterizada por crises que podem surgir meses ou mesmo anos depois do incidente.


O estudo sugere que cérebros mais jovens poderão ser mais vulneráveis aos processos que conduzem à epilepsia pós-traumática, pelo menos em ratinhos.

“A mesma plasticidade que ajuda os cérebros jovens a adaptarem-se pode também criar condições favoráveis ao desenvolvimento de redes que produzem crises epiléticas”, explicou Reddy num comunicado de imprensa (fonte em inglês). Nos ratinhos mais jovens, a epilepsia surgiu mais tarde, mas, uma vez instalado o processo, o número e a intensidade das crises tornaram-se substancialmente maiores.

Já os ratinhos mais velhos apresentaram atividade convulsiva mais precoce após a lesão, mas tinham uma incidência global e uma carga de epilepsia pós-traumática mais baixa.

Em suma, o cérebro jovem pode reagir melhor aos danos graças à capacidade de alterar as suas ligações e organização em resposta à experiência ou à lesão. Mas essa mesma plasticidade pode também gerar ligações anómalas que alimentam redes produtoras de crises epiléticas.

Memória segue um percurso diferente

Os ratinhos mais velhos mostraram, na verdade, uma recuperação mais rápida em algumas medidas de função motora. Mas o envelhecimento teve o seu preço.

Os animais mais idosos apresentaram sinais mais fortes de neuroinflamação e remodelação anómala dos circuitos e tiveram maiores dificuldades em manter memórias a longo prazo.

“O envelhecimento alterou o trajeto da recuperação, em vez de simplesmente a tornar mais difícil”, afirmou Reddy. “Os cérebros mais velhos pareciam menos suscetíveis a atividade convulsiva crónica, mas continuavam vulneráveis de outras formas, sobretudo no que diz respeito à memória e à função cognitiva.”

Os resultados sugerem que as consequências de longo prazo de uma lesão cerebral dependem não apenas da extensão dos danos físicos, mas também da forma como o cérebro reage a esses danos ao longo do tempo.

Isso pode ajudar a explicar porque é que duas pessoas com lesões aparentemente semelhantes podem ter desfechos a longo prazo muito diferentes.

A investigação oferece ainda pistas sobre o papel da idade no estudo das consequências das lesões cerebrais traumáticas. Nos cérebros mais jovens, a preocupação principal poderá ser o desenvolvimento gradual de redes anómalas que originam crises epiléticas. Nos cérebros mais velhos, a inflamação, as alterações dos circuitos e o declínio da memória surgem como traços mais marcantes.

“Um cérebro jovem poderá necessitar de intervenções destinadas a travar o desenvolvimento gradual de redes produtoras de crises epiléticas”, concluiu Reddy, “enquanto cérebros mais velhos poderão beneficiar de abordagens focadas na perda de memória, na inflamação e no declínio cognitivo após a lesão.”



Autor: pt.euronews
Fonte: pt.euronews
Sítio Online da Publicação: pt.euronews
Data: 07/09/2026

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

FAPESP lança nova chamada para apoio à inovação em FATECs

Iniciativa destinará R$ 20 milhões para até 250 projetos coordenados por docentes das FATECs, com a concessão de 500 Bolsas de Iniciação Tecnológica


Foto de Mikhail Nilov/Pexels



A FAPESP lança a segunda chamada de propostas do ano para apoio a projetos de inovação tecnológica desenvolvidos nas Faculdades de Tecnologia do Estado de São Paulo (FATECs), do Centro Paula Souza.

Assim como aconteceu na primeira oportunidade anunciada em junho, este novo edital prevê investimentos totais de R$ 20 milhões para financiar até 250 projetos em qualquer área do conhecimento relacionada ao desenvolvimento tecnológico e à inovação. Os projetos serão financiados na modalidade Auxílio à Inovação Regular e poderão ter duração de até 18 meses, com possibilidade de prorrogação por até 12 meses.

Cada proposta aprovada poderá receber até R$ 50 mil em recursos de custeio e até duas Bolsas de Iniciação Tecnológica (IT), com duração inicial de até 12 meses e possibilidade de prorrogação por mais 12 meses. No total, a chamada poderá conceder até 500 bolsas.

O objetivo da iniciativa é ampliar a participação de estudantes das FATECs em atividades de pesquisa aplicada, estimulando sua formação em inovação tecnológica e contribuindo para a diversificação da força de trabalho em pesquisa e desenvolvimento no estado de São Paulo.

As propostas deverão ser submetidas por docentes das FATECs do Centro Paula Souza que possuam vínculo empregatício com a instituição, tenham título mínimo de mestre e competência comprovada na área do projeto proposto.

Os estudantes beneficiados pelas bolsas deverão estar regularmente matriculados em cursos de graduação das FATECs, ter concluído disciplinas relevantes para o desenvolvimento das atividades previstas e apresentar bom desempenho acadêmico.

As pesquisas deverão ser desenvolvidas nas próprias FATECs. Os recursos de custeio poderão contemplar, entre outros itens, aquisição de materiais de consumo, pequenos equipamentos, contratação de serviços especializados, despesas de transporte e diárias vinculadas às atividades do projeto.

As propostas deverão ser submetidas exclusivamente por meio do Sistema de Apoio à Gestão (SAGe), da FAPESP.

O prazo para submissão vai até 5 de outubro de 2026. Os resultados serão divulgados a partir de 15 de dezembro de 2026, e o início dos projetos está previsto para ocorrer a partir de 1º de fevereiro de 2027.

A chamada de propostas está publicada em: fapesp.br/18364.

Dúvidas podem ser encaminhadas para o e-mail: air-it@fapesp.br.




Autor: fapesp
Fonte: fapesp
Sítio Online da Publicação: fapesp
Data: 03/09/2026
Publicação Original: https://fapesp.br/18370/fapesp-lanca-nova-chamada-para-apoio-a-inovacao-em-fatecs