sábado, 21 de fevereiro de 2026

Autorizado estudo clínico para tratamento inovador de lesões na medula espinhal




Ação representa um marco histórico no avanço regulatório e científico do país, ao possibilitar o desenvolvimento inédito de uma terapia para o tratamento de pacientes com lesões na medula espinhal. Foto: João Risi/MS


OGoverno do Brasil anunciou nesta segunda-feira, 5 de janeiro, o início do estudo clínico de fase 1 para avaliar a segurança do uso da polilaminina no tratamento do Trauma Raquimedular Agudo (TRM). A ação representa um marco histórico no avanço regulatório e científico do país, ao possibilitar o desenvolvimento inédito de uma terapia para o tratamento de pacientes com lesões na medula espinhal, com o objetivo de ampliar o acesso, a assistência e a integração da pesquisa clínica ao Sistema Único de Saúde (SUS). O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e pelo diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Leandro Safatle.

“É um marco importante para a saúde, especialmente para pessoas com lesão medular aguda e crônica. Cada avanço científico e tecnológico renova a esperança e reforça o compromisso do Ministério da Saúde com o fortalecimento da pesquisa clínica. A aprovação, pela Anvisa, de um estudo desenvolvido em uma universidade pública tem potencial para revolucionar o tratamento no SUS e no país. O Brasil demonstra, assim, sua capacidade inovadora e oferece esperança a milhares de pessoas”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

RESULTADOS PROMISSORES – Os estudos com polilaminina são desenvolvidos por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com a liderança da professora Tatiana Sampaio, em parceria com o laboratório Cristália, e já apresentou resultados promissores na recuperação de movimentos. Ao longo da estruturação do projeto, o Ministério da Saúde investiu recursos para a pesquisa básica, construindo uma base científica sólida antes de qualquer aplicação em seres humano, que visa criar alternativas reais para a regeneração tecidual e funcional, devolvendo autonomia, dignidade e qualidade de vida às pessoas afetadas.

CINCO PACIENTES – Com a autorização concedida pela Anvisa, o estudo clínico da polilaminina será realizado em cinco pacientes voluntários, com idades entre 18 e 72 anos, portadores de lesões agudas completas da medula espinhal torácica entre as vértebras T2 e T10, com indicação cirúrgica ocorrida há menos de 72 horas da lesão. Os locais de realização ainda serão definidos pela empresa responsável.

TEMPO DE APROVAÇÃO – Segundo o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, o comitê de inovação da Anvisa priorizou a aprovação do início da fase 1 de estudo clínico da polilaminina com o objetivo de acelerar pesquisas e registros de amplo interesse público. “Essa é uma ação estratégica que, alinhada a outras iniciativas, resultou na redução de 60% do tempo de aprovação de pesquisas clínicas nos últimos dois meses. Uma pesquisa 100% nacional, que fortalece a ciência e saúde do nosso país”, destacou Safatle.

POLILAMININA – A pesquisa com a proteína polilaminina, presente em diversos animais, inclusive nos seres humanos, visa avaliar a segurança da aplicação do medicamento e identificar possíveis riscos para a continuidade do desenvolvimento clínico. A empresa patrocinadora é responsável por coletar, monitorar e avaliar sistematicamente todos os eventos adversos, inclusive os não graves, garantindo a segurança dos participantes. Em 2023, o estudo clínico de fase 1 do projeto “Uso de células-tronco mesenquimais, hematopoéticas e neurais na regeneração de lesões raquimedulares induzidas por laminina ácida” obteve aprovação ética do Ministério da Saúde, uma das etapas necessárias para a realização de testes clínicos em seres humanos.

ESPERANÇA – A polilaminina representa um avanço na esperança do tratamento de lesões na medula espinhal e integra o compromisso do Ministério da Saúde em buscar tecnologias e tratamentos inovadores para o SUS, garantindo maior equidade, saúde e melhoria na qualidade de vida de toda a população.

SOBERANIA – O investimento em pesquisa clínica representa o fortalecimento da soberania científica no país, que produz conhecimento de alto valor para a saúde mundial. A atuação da Anvisa garante segurança, credibilidade internacional e um ambiente favorável ao desenvolvimento responsável. Cada estudo autorizado amplia a base científica nacional, fortalece a indústria farmacêutica brasileira e cria caminhos para tratamentos que podem transformar a vida de milhares de pessoas.

ESTUDOS CLÍNICOS – Estudos clínicos são investigações científicas com seres humanos fundamentais para avaliar a segurança e a eficácia de novos medicamentos, vacinas, dispositivos ou procedimentos. Antes de chegar a essa etapa, o produto passa pela fase pré-clínica, com testes in vitro e in vivo, geralmente realizados em instituições acadêmicas. O desenvolvimento ocorre por fases progressivas, iniciando com poucos participantes. Quando os resultados pré-clínicos são promissores, empresas farmacêuticas podem patrocinar a continuidade do desenvolvimento, devendo solicitar autorização regulatória à Anvisa.

Categoria
Saúde e Vigilância Sanitária

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Estudo de pesquisadores do Museu Nacional revela como cresciam alguns dos precursores dos crocodilos no período Triássico


Por Ascom Faperj

Fóssil do Dynamosuchus collisensis foi encontrado em Várzea do Agudo, na região central do Rio Grande do Sul (Imagem: R. Soc. Open Sci. 13: 252042)


Pesquisadores do Museu Nacional, unidade de ensino e pesquisa vinculada à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em colaboração com o Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (CAPPA-UFSM) e o Museu de La Plata, Argentina, acabam de publicar um trabalho científico sobre os padrões de crescimento da linhagem crocodiliana (Pseudosuchia), investigando uma espécie encontrada em rochas de idade triássica (cerca de 231 milhões de anos atrás), no Rio Grande do Sul.

A pesquisa aborda essa questão por meio da análise paleohistológica dos ossos de Dynamosuchus collisensis, um representante do grupo dos Ornithosuchidae. A Paleohistologia – que analisa cortes micrométricos em ossos fósseis ao microscópio – é uma ferramenta cada vez mais em ascensão na pesquisa paleontológica, permitindo compreender aspectos fundamentais do ritmo de crescimento e idade individual e contribuindo para preencher lacunas importantes no conhecimento sobre a biologia dos grupos extintos de vertebrados.

O artigo intitulado Filling a key gap in growth patterns of Pseudosuchia through the osteohistology of Dynamosuchus collisensis (Ornithosuchidae: Archosauria) foi publicado neste mês de fevereiro na revista científica internacional Royal Society Open Science. O estudo foi liderado por Brodsky Dantas Macedo de Farias, bolsista FAPERJ do programa de Pós-Doutorado Nota 10, vinculado ao Programa de Pós-graduação em Zoologia do Museu Nacional, e supervisionado por Marina Bento Soares, pesquisadora da mesma instituição que também recebe apoio da FAPERJ para a realização de suas pesquisas por meio do programa de fomento à pesquisa "Cientista do Nosso Estado".

Também participam do trabalho, Rodrigo Temp Müller e Fabiula Prestes de Bem (CAPPA-UFSM) e Maria Belén von Baczko e Julia Brenda Desojo (Museo de La Plata, Argentina). Dynamosuchus collisensis é o único representante brasileiro pertencente ao grupo dos ornitossúquios, aparentados à linhagem crocodiliana. O fóssil (espécime CAPPA/UFSM 0248) foi encontrado no município de Agudo, Rio Grande do Sul, em afloramentos da Formação Santa Maria.

As análises paleohistológicas mostram que Dynamosuchus apresentava, em sua maior parte, tecidos ósseos altamente vascularizados, indicativos de crescimento rápido. No úmero, foram identificadas três linhas anuais de crescimento e no fêmur, quatro. Isso indica que o indivíduo estudado tinha, no mínimo, quatro anos de idade no momento da morte. A ausência de transição para tecidos de crescimento mais lento, indicam que o indivíduo estudado ainda era esqueletalmente e, provavelmente, sexualmente imaturo. Considerando que o espécime analisado, com cerca de dois metros de comprimento, ainda era jovem, os dados sugerem que ele provavelmente teria muito a crescer ao longo da vida.


As análises paleohistológicas dos ossos do Dynamosuchus indicaram que ele tinha, no mínimo, quatro anos de idade no momento da morte, cerca de dois metros de comprimento, ainda era jovem, e que provavelmente teria muito a crescer ao longo da vida (Foto: Rodrigo Tempo Müller)


Para fortalecer as interpretações baseadas nos dados paleohistológicos, também foram empregados métodos independentes de avaliação da maturidade esquelética, como a análise das suturas nas vértebras. As vértebras analisadas apresentam suturas neurocentrais (entre o centro e o arco neural) abertas, ou seja, arcos neurais ainda não fusionados aos centros vertebrais. Essas características são indicativas de imaturidade esquelética e corroboram as evidências obtidas a partir da paleohistologia óssea, de que o espécime CAPPA/UFSM 0248 era um indivíduo jovem.

O projeto desenvolvido pelo Bolsista de Pós-Doutorado Nota 10 da FAPERJ, intitulado “Preenchendo lacunas no conhecimento paleobiológico de arcossauros do Triássico do Sul do Brasil a partir da paleohistologia“, tem como objetivo principal fornecer uma abordagem comparativa envolvendo os principais grupos de Pseudosuchia durante o primeiro período da Era Mesozoica, o período Triássico.

Neste contexto, por se tratar de um dos grupos mais basais dessa linhagem, os ornitossúquios constituem uma referência-chave para a reconstrução da trajetória dos Pseudosuchia. Resultados obtidos até o momento pelo projeto indicam que o padrão atual de crescimento em crocodilos, que crescem de forma lenta durante toda a vida (mesmo depois de adultos), contrasta ao observado nos seus precursores fósseis, incluindo os ornitossuquídeos, que cresciam a taxas bastante elevadas até atingir o estágio adulto.


O bolsista de pós-doutorado Brodsky Farias e a professora Marina Bento Soares: pesquisadores puderam contar com os recursos do mais bem equipado Laboratório de Paleohistologia do Brasil, instalado no Museu Nacional/UFRJ e implementado com recursos da FAPERJ (Fotos:Divulgação)


"Esta pesquisa é particularmente importante porque não apenas aponta para a presença de um predador de grande porte nos ecossistemas do Triássico brasileiro, mas também revela, através da paleohistologia, que os representantes basais da linhagem crocodiliana apresentavam padrões de crescimento compatíveis com taxas metabólicas mais elevadas, possivelmente mais próximas das aves e mamíferos do que dos crocodilos atuais", diz Brodsky Farias.

Professora do Departamento de Geologia e Paleontologia do Museu Nacional, Marina Bento Soares conta que o convite para participarem da pesquisa partiu de Rodrigo Temp Müller, primeiro autor da descrição original de Dynamosuchus collisensis e coautor do presente estudo, para realizar as análises histológicas do material. "Desde o início, reconhecemos a relevância científica da espécie, a única representante brasileira do grupo Ornitosuchidae, um dos ramos mais basais da linhagem crocodiliana. Diante dessa importância, incorporamos o estudo ao projeto do Brodsky, que, desde o doutorado, investiga os padrões de crescimento dos pseudosúquios", explica a pesquisadora, ressaltando que a inclusão de Dynamosuchus ampliou substancialmente a base comparativa do projeto e permitiu preencher uma lacuna fundamental no entendimento da biologia da linhagem crocodiliana, no seu início. "É importante ressaltar, também, que o Museu Nacional, na sua fase de reconstrução após o incêndio de 2018, conta com o mais bem equipado Laboratório de Paleohistologia do Brasil, implementado com recursos da FAPERJ. Toda a fase experimental do trabalho com Dynamosuchus foi realizada no referido laboratório, e vários novos estudos vêm por aí", adianta.




Autor: faperj
Fonte: faperj
Sítio Online da Publicação: faperj
Data: 12/02/2026
Publicação Original: https://www.faperj.br/?id=963.7.5

Anvisa autoriza estudo clínico de medicamento brasileiro para tratar lesão na medula espinhal

Cristina Cruz

Um dos beneficiados com os testes com a proteína polilaminina é Bruno Drummond de Freitas, vítima de um grave acidente de carro. que causou lesão cervical completa. Agora, com a autorização da Anvisa, um estudo clínico irá avaliar a segurança do medicamento em voluntários adultos com lesão completa da medula na região torácica (Fotos: Divulgação)

Um medicamento criado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) acaba de dar um passo importante rumo aos testes em humanos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início da primeira fase do estudo clínico da polilaminina, substância experimental voltada ao tratamento de lesões recentes na medula espinhal.

A pesquisa, que recebe fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), vai avaliar inicialmente a segurança do medicamento. Nesta etapa, cinco voluntários adultos com lesão completa da medula na região torácica, ocorrida há no máximo 72 horas, poderão participar do estudo. Todos os participantes terão indicação cirúrgica, e a aplicação será feita durante o procedimento.

A polilaminina vem sendo estudada há mais de 20 anos e é baseada na laminina, uma proteína naturalmente presente no organismo e ligada à regeneração das conexões nervosas. Em testes anteriores, realizados ainda fora de um estudo clínico formal, alguns pacientes apresentaram melhora parcial ou até recuperação dos movimentos após o uso da substância logo após o trauma.

Para os testes clínicos agora autorizados, será utilizada uma versão padronizada do medicamento, desenvolvida em parceria com o laboratório Cristália, que também patrocina a pesquisa. O medicamento será aplicado uma única vez, diretamente na área lesionada da medula espinhal.

Segundo os pesquisadores, caso essa fase confirme a segurança do produto, o estudo poderá avançar para novas etapas, voltadas à avaliação da eficácia do tratamento. Por se tratar de uma lesão grave, com grande impacto na qualidade de vida e poucas alternativas terapêuticas disponíveis, o medicamento poderá futuramente ser analisado em processos regulatórios especiais.

Para a presidente da FAPERJ, Caroline Alves, o avanço da pesquisa mostra como o investimento em ciência pode se transformar em esperança concreta para pacientes e famílias. “Estamos falando de uma pesquisa construída ao longo de muitos anos, com apoio contínuo à ciência feita nas universidades públicas. Ver esse conhecimento avançar para um estudo clínico é uma conquista para o Rio de Janeiro e, principalmente, para as pessoas que hoje não têm opções de tratamento”, afirma.

A autorização da Anvisa foi concedida no âmbito do Comitê de Inovação da agência, criado para dar mais agilidade à avaliação de tecnologias consideradas estratégicas. A expectativa é que o início do estudo aconteça nas próximas semanas, após a definição dos hospitais participantes.




Autor: fapesp
Fonte: fapesp
Sítio Online da Publicação: fapesp
Data: 08/01/2026
Publicação Original: https://www.faperj.br/?id=944.7.7

FAPESP anuncia resultado de chamada com Instituto Butantan

Voltada a pesquisadores que moram no exterior, iniciativa visa fomentar projetos inovadores e de alto impacto na saúde pública

A FAPESP e o Instituto Butantan anunciam o resultado da Chamada Conjunta para Pesquisadores Internacionais, lançada em 2025 com o objetivo de impulsionar a liderança científica e tecnológica de São Paulo na pesquisa sobre doenças emergentes e infecciosas.

Trata-se da primeira chamada lançada no âmbito do acordo de cooperação científica assinado entre a FAPESP, o Instituto e a Fundação Butantan. Foram selecionadas oito propostas.

A chamada esteve aberta a pesquisadores de todas as nacionalidades que trabalham e vivem no exterior há pelo menos 2 anos e que desejam estabelecer ou iniciar uma carreira de pesquisa em laboratórios de pesquisa localizados no Instituto Butantan.

Propostas selecionadas:

Aplicação de Inteligência Artificial na Identificação de Novos Genomas e na Aceleração da Descoberta de Alvos Vacinais para Microrganismos Não Caracterizados
Pesquisadora: Anne Caroline Mascarenhas dos Santos
Número do Processo: 2025/15399-3

Rumo à Conservação Genômica em Serpentes: o Laboratório de Ecologia e Evolução (LEEv) como novo centro de estratégias e resgate de recursos genéticos para a preservação de espécies ameaçadas
Pesquisadora: Camilla Bruno Di Nizo
Número do Processo: 2025/15202-5

Estudo da imunidade de células B para infecção e vacinação para Dengue
Pesquisador: Flavio Lemos Matassoli
Número do Processo: 2025/15195-9

Explorando estratégias inovadoras para danos musculares induzidos por veneno de serpentes
Pesquisador: Jose Rafael de Almeida
Número do Processo: 2025/15170-6

MicroRNAs na Interface Patógeno-Hospedeiro: dos Mecanismos Moleculares ao Potencial Terapêutico
Pesquisadora: Laura Maria Alcantara
Número do Processo: 2025/15291-8

Decodificando Mecanismos da Dor por meio da Eletrofisiologia: Foco na Serotonina e nos Cílios Primários
Pesquisadora: Louise Faggionato Kimura Vieira
Número do Processo: 2025/14983-3

Decodificando Respostas Vacinais Específicas do Hospedeiro: Uma Abordagem de Biologia de Sistemas e Inteligência Artificial Explicável para Imunologia Translacional no Instituto Butantan
Pesquisadora: Patricia Conceição Gonzalez Dias Carvalho
Número do Processo: 2025/15310-2

MushVax: plataforma de produção de vacinas baseadas em fungos filamentosos
Pesquisadora: Priscila da Silva Dalla Bona
Número do Processo: 2025/15397-0




Autor: fapesp
Fonte: fapesp
Sítio Online da Publicação: fapesp
Data: 13/02/2026
Publicação Original: https://fapesp.br/18010/fapesp-anuncia-resultado-de-chamada-com-instituto-butantan

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Roda de conversa com vice-presidentes marca a celebração do Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência na Fiocruz (11/2)

O último dia da programação da Imersão no Verão 2026 será marcado por atividades realizadas no Campus Manguinhos, no Rio de Janeiro, com destaque para a cerimônia de celebração do Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, às 9h, na Tenda da Ciência Virgínia Schall. O momento simboliza o reconhecimento da importância da participação feminina na produção científica e na inovação em saúde na Fiocruz, além do fortalecimento de políticas institucionais voltadas às mulheres e meninas, como o Programa Mulheres e Meninas na Ciência (PMMC/VPEIC/Fiocruz).

Na sequência, às 9h45, haverá uma roda de conversa sobre equidade de gênero com a participação das vice-presidentes da Fiocruz: Marly Marques Cruz, da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz); Alda Cruz, da Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB/Fiocruz); Priscila Ferraz, da Vice-Presidência de Produção e Inovação em Saúde (VPPIS/Fiocruz); e Maria de Lourdes Aguiar Oliveira, da Vice-Presidência de Saúde Global e Relações Internacionais (VSGRI/Fiocruz).

O diálogo entre as vice-presidentes vai abordar os desafios estruturais, trajetórias profissionais e estratégias institucionais para o fortalecimento da equidade de gênero nos espaços científicos, destacando o papel da Fiocruz na formação, na permanência e na valorização de mulheres e meninas na ciência. Está programada também a apresentação do Ballet Manguinhos, como parte também das atividades culturais da iniciativa Imersão no Verão.

Imersão no Verão

A Imersão no Verão, organizada pela Coordenação de Divulgação Cientifica, da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz), será encerrada no período da tarde com a tradicional foto na escadaria do Castelo. Será ali que as cerca de 150 estudantes selecionadas para a edição deste ano vão se despedir de três dias destinados a atividades científicas e culturais e experiências práticas proporcionadas por esse encontro que já entrou para o calendário da Fiocruz. Este ano, foram 40 atividades distribuídas em 13 unidades técnico-científicas do Rio de Janeiro. Segundo Cristina Araripe, coordenadora do Programa, as atividades envolveram mais de 210 mulheres, entre pesquisadoras e profissionais da saúde e pós-graduandas, de 13 unidades técnico-científicas.

Sobre a iniciativa

Comemorado em 11 de fevereiro, o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência mobiliza trabalhadoras de várias unidades técnico-científicas regionais e escritórios da Fundação. Desde 2019, quando teve início, as celebrações do Dia Internacional acontecem no Rio e em outras regionais da Fundação, com atividades variadas. A data foi instituída na Assembleia Geral da ONU para dar visibilidade ao trabalho das mulheres cientistas e incentivar jovens estudantes a seguirem carreiras científicas. Com esse ponto de partida, muitos países passaram a realizar ações de promoção e fortalecimento de políticas voltadas à equidade de gênero na ciência. Até o momento, a celebração já reuniu mais de 1.600 estudantes de diversos níveis de ensino nas unidades da Fundação em todo o país.


Imersão no Verão





Autor: fiocruzFonte: fiocruz
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data: 10/02/2026
Publicação Original: https://fiocruz.br/noticia/2026/02/roda-de-conversa-com-vice-presidentes-marca-celebracao-do-dia-internacional-das

Estudantes descobrem que lugar de mulher é na ciência (e no poder)

Uma centena de meninas matriculadas em escolas públicas do Rio de Janeiro coloriu o dia chuvoso do campus principal da Fiocruz, em Manguinhos, na Zona Norte do Rio de Janeiro, na segunda-feira (9/2). Naquele dia foi aberta a programação da Imersão no Verão 2026 do programa Mulheres e Meninas na Ciência, organizada pela Fundação.




A coordenadora de Divulgação Científica e do programa Mulheres e Meninas na Ciência, Cristina Araripe (ao centro), explica às estudantes o que esperar da Imersão Verão 2026 (Foto: Peter Illiciev)

Enquanto as estudantes comiam seu kit de café da manhã, a coordenadora de Divulgação Científica e do programa Mulheres e Meninas na Ciência, Cristina Araripe, passava informes e adiantava o que as estudantes poderiam esperar da imersão em ciência. Ela fez uma brincadeira logo que as viu tomando suco de caixinha: “Eu gosto mais quando é natural e não o ultraprocessado. Vou reclamar lá! Se bem que para essa logística aqui tinha que ser algo assim mesmo, para não estragar, tinha que ser pasteurizado. Aliás, pasteurizado vem de Pasteur, que foi um cientista francês contemporâneo de Oswaldo Cruz, que dá nome à nossa fundação”, disse ela, perguntando em seguida quem já tinha ouvido falar em Oswaldo Cruz e abordando rapidamente o que era a pasteurização. E foi assim, mostrando que a ciência está em tudo – até no suquinho de caixinha – que começou a Imersão no Verão 2026.

Na Tenda da Ciência Virgínia Schall a programação começou com uma apresentação de Cristina Araripe. Ela relembrou que, em 2015, a ONU determinou o 11 de fevereiro como Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, e que em 2019 a Fiocruz criou seu programa para festejar a data com ações concretas de interação entre meninas estudantes e mulheres cientistas da casa. Maria Luiza de Alcântara Araújo, de 16 anos, estudante do Colégio Estadual Olavo Bilac, em São Cristóvão, foi a primeiríssima a levantar a mão para fazer uma pergunta, ainda durante a fala da coordenadora, e indagou algo que provavelmente a maioria das meninas estava se coçando para saber: “Sei que vamos encontrar algumas cientistas, e queria saber como vai ser”. Foi o mote para Cristina discorrer sobre o que é a Fiocruz e desmistificar a ideia do cientista que trabalha apenas na bancada do laboratório: “Você já encontrou com diversas cientistas até aqui. Eu mesma sou uma, mas sou da área de Humanas, me graduei em Ciências Sociais e História. Profissionais de variadas áreas podem ser cientistas, não só médicos, biólogos, químicos, mas também gente de humanas, engenharias, o pessoal de dados. A ciência precisa de todas essas colaborações”, afirmou.

Vindas de escolas públicas de diversos bairros da cidade do Rio e de outros municípios, as estudantes foram selecionadas a partir de uma chamada pública da Fiocruz. Muitas tomaram conhecimento do programa em suas próprias escolas ou por meio de instituições que frequentam. Outras, pela família – especialmente as mães: “Foi minha mãe que viu na internet e me disse ‘olha que legal’. Aí eu falei para ela: então tá, me inscreve aí”, contou Emanuelle Simões França, de 16 anos, aluna do Colégio Brigadeiro Newton Braga, na Ilha do Governador, uma escola militar mantida pela Aeronáutica.

Uma das editoras científicas das revistas Ciência Hoje e Ciência Hoje das Crianças, a pesquisadora do Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis (UFRJ) Andrea T. da Poian compartilhou com a plateia a sua trajetória na ciência. Começou contando que na infância e adolescência não tinha a menor ideia do que queria ser na vida, só sabia que gostava de viajar e tinha atração pelo desconhecido: “Dei sorte de estudar em uma escola que incentivava a criatividade. Eu gostava de biologia e minha atração pelo desconhecido foi o elemento que me fez querer entender as moléculas e como se dá a vida”, resumiu. Andrea foi a primeira de uma série de pesquisadoras que ao longo dos três dias da Imersão comentaram sobre o desafio de construir uma carreira científica e ao mesmo tempo formar uma família e ter filhos, mostrando que a barra pode ser difícil, mas é totalmente administrável – e nesses momentos era sempre possível ouvir aqui e ali um “ufa” de alguma menina: “Ter uma família é um dos meus sonhos, então ouvir que você tem capacidade de fazer o que gosta, mesmo sendo mulher, e poder ter uma vida, uma família, foi importante”, disse Maria Eduarda Oliveira da Silva Teotônio, de 18 anos, aluna do Caic Euclides da Cunha.

Conhecendo os lugares onde se faz ciência

Na parte da tarde, as meninas se dividiram em três frentes de atividades: um grupo foi para a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio e para o Instituto Oswaldo Cruz conhecer os diversos jogos educativos produzidos pelos pesquisadores da casa; outro grupo permaneceu na Tenda da Ciência para acompanhar apresentações de iniciativas e projetos institucionais da Fiocruz, como o Canal Saúde, o Ciência em Gotas e o Trajetória de Mulheres, além de assistir ao documentário Ciência delas, produzido pela VideoSaúde, distribuidora de vídeos da Fiocruz, e dirigido por Daniela Muzi e Beatris Duquevis; em Bio-Manguinhos, o terceiro grupo participou de uma roda de conversa com diversas mulheres ocupando cargos de destaque na unidade, que compartilharam histórias sobre suas trajetórias. Uma delas foi a vice-diretora de Qualidade, Monique Collaço, graduada em Farmácia, mas que reforçou a necessidade de uma pluralidade de profissionais para que uma instituição de pesquisa científica como a Fiocruz cumpra sua missão: “Quem está na dúvida, saiba que há muito espaço para o desenvolvimento profissional mesmo fora das bancadas, porque a ciência precisa de todas vocês”.

Após a roda de conversa no auditório de Bio-Manguinhos, seguiram para a fábrica de vacinas, onde o assessor da Vice-Diretoria de Produção de Biológicos, Ricardo Lopes, mostrou alguns dos equipamentos da fábrica de vacinas e explicou um pouco sobre a produção de biofármacos. As alunas se interessaram especialmente quando ele abordou o incansável trabalho do setor na produção das vacinas contra a Covid-19 durante a pandemia: “Fizemos em um ano o que normalmente levaria dez anos. Foi um esforço concentrado, tanto para responder às pressões da imprensa e da sociedade quanto por nós mesmos, pois perdemos muitos colegas para a doença”, disse Ricardo. Terminada a visita, as meninas o cercaram com perguntas sobre quais as funções que cada profissional pode ocupar em Bio-Manguinhos e os modos de acesso a estágios e outras formas de inserção.

Segundo dia: a visita aos laboratórios

No segundo dia da Imersão de Verão 2026, logo cedo as meninas foram distribuídas por laboratórios de pesquisa em 13 unidades científicas do campus, onde foram recebidas por mulheres pesquisadoras para apresentar suas áreas. Alguns desses laboratórios se concentravam na Escola Nacional de Saúde Pública. Andrea Sobral, vice-diretora de Pesquisa e Inovação da unidade, recebeu com um caprichado café da manhã pouco mais de 30 meninas – eram previstas 50, mas algumas faltaram ou se atrasaram devido ao tempo chuvoso no Rio. E foi já em meio aos comes e bebes que começou o intercâmbio entre mulheres da ciência e meninas interessadas em adentrar esse mundo. Diretor da Ensp, o pesquisador Marco Menezes foi dos poucos homens presentes nessas boas-vindas e estimulou o interesse: “A mulher pode e deve estar onde ela quiser, mas eu espero que seja aqui na nossa casa e também nos lugares de poder da sociedade”, disse.




Estudantes conhecem laboratórios e o trabalho dos cientistas (Foto: Peter Ilicciev)

A cereja do bolo do café da manhã foi uma palestra da professora Cecília Minayo, uma das pesquisadoras mais antigas ainda em atividade na instituição. Ela contou um pouco da sua história e respondeu perguntas das meninas. Andrea Sobral comemorou o entrosamento: “A gente quer mostrar o que se faz aqui na Ensp, que é valorizar as mulheres, valorizar a ciência, valorizar a diversidade. E receber essas meninas aqui é como ter uma sementinha sendo plantada. Uma oportunidade de mostrar para elas que a ciência vai para muito além do nosso contexto de Manguinhos, a ciência aqui é feita para a saúde pública, para os povos que necessitam da ciência”, disse Andrea, reforçando que a ideia não era apenas apresentar a infraestrutura de pesquisa da instituição, mas demonstrar o compromisso com a diversidade e a valorização do protagonismo feminino na produção de conhecimento científico.

Lara Conceição da Silva, de 17 anos, aluna da Faetec de Marechal Hermes, foi uma das que valorizaram a informação de que a ciência pode ser feita também longe das bancadas dos laboratórios. Ela cursa o técnico em Administração, mas na faculdade quer partir para algo como História: “Esse evento ajudou a esclarecer muita coisa na minha cabeça. Eu achava que para ser cientista era uma complicação muito maior”.

As lições de mulheres que chegaram no topo

O último dia da Imersão no Verão 2026 reservou para as meninas uma roda de conversa com as quatro vice-presidentes mulheres da Fiocruz: Marly Cruz, de Educação, Informação e Comunicação; Maria de Lourdes Aguiar Oliveira, de Saúde Global e Relações Internacionais; Priscila Ferraz, de Produção e Inovação em Saúde; e Alda Cruz, de Pesquisa e Coleções Biológicas; além de Eduarda Cesse, adjunta de Marly na VPEIC. Marly, aliás, já começou seu relato com a voz embargada: “Esse é um dia especial para mim porque ele me faz lembrar da minha trajetória. É muito bom ouvir as histórias porque a gente vê que tem coisas em comum, mas tem também suas diferenças. Eu nunca imaginei estar nesse lugar em que estou. Minha mãe sempre teve vergonha de contar a história dela, porque era uma história de muita violência. E eu digo a vocês: não aceitem a violência, nenhum tipo de violência. Minha mãe não tinha muitos recursos, mas acreditou e falava assim: 'eu quero que vocês tenham uma vida diferente da vida que eu tive, e enquanto eu puder eu vou investir no estudo de vocês'", disse Marly, revelando que sofreu muito preconceito racial e de classe ao longo de seus estudos e no começo da vida profissional, mas que enfrentou isso em algum momento e hoje tem orgulho de contar sua história".

Assim como em outros momentos da Imersão, o tema do fazer ciência e ao mesmo tempo ter vida pessoal e uma família também transpassou os relatos na roda de conversa, como no de Priscila Ferraz: “Meu filho estava doentinho esses dias e eu dormi na casa da minha sogra, porque ela me deu esse apoio. E hoje pela manhã ele estava deitado, eu botei o termômetro nele e ao mesmo tempo estava lendo uma tese de doutorado porque vou estar numa banca hoje à tarde. Essa é a vida da mulher, e a gente tem a força de fazer tudo isso no nosso dia a dia, cuidar do filho, cuidar da casa, a gente é muito isso do cuidar: cuidar do trabalho, não tratar isso só como uma coisa do dia a dia. E estar aqui na Fiocruz facilita muito isso, porque a gente está cuidando das pessoas e, em última instância, da saúde da população”. Eduarda Cesse comentou quase na mesma linha: “Fui mãe aos 22 anos, tenho dois filhos homens e duas netas meninas, uma de 10 anos e outra de 1 mês e meio. Mestrado e doutorado foram feitos nesse caminhar materno”.

Fechando a manhã, meninas e meninos do Ballet Manguinhos aqueceram o coração de todos com uma apresentação de dança – primeiro uma peça clássica apenas com as meninas e depois os meninos se somaram ao grupo numa série de coreografias ao som de poderosas canções na voz de Elza Soares, como A mulher do fim do mundo, A carne e Maria de Vila Matilde.

A programação do Mulheres e Meninas na Ciência se encerrou na tarde de quarta-feira, com uma foto histórica feita nas escadarias do Castelo Mourisco com todas as alunas participantes, as monitoras e organizadoras e algumas das pesquisadoras que participaram do evento, além da coordenadora, Cristina Araripe. Foi uma oportunidade também de conhecer partes do Castelo e alguns espaços do Museu da Vida. E depois compartilharem o último lanche juntas, antes de seguirem de volta para suas casas matutando sobre tudo o que viram, ouviram e sentiram durante esses três dias.

E será que as donas da festa gostaram da Imersão no Verão 2026? “Achei muito legal o evento. É uma experiência que todos deveriam ter, porque muda muito a sua perspectiva sobre o quão uma mulher pode ser importante na sociedade. Eu acho que todas as mulheres deveriam ter essa experiência, principalmente as meninas. Além de ter mudado a minha forma de ver as mulheres na sociedade, perceber que elas têm uma grande importância na ciência, eu acabei me divertindo muito aqui, encontrando várias meninas que me inspiraram muito a pensar em profissões diferentes”, disse Maria Luiza Araújo, dando por totalmente atendida a expectativa que a fez levantar o braço logo no início do evento para fazer a primeira pergunta.




Autor: fiocruz
Fonte: fiocruz
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data: 13/02/2026
Publicação Original: https://fiocruz.br/noticia/2026/02/estudantes-descobrem-que-lugar-de-mulher-e-na-ciencia-e-no-poder

Fiocruz e Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgam resultado final do Edital Defensoras Populares

A Secretaria Nacional de Acesso à Justiça, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Saju/MJSP), em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgam o resultado final do edital Defensoras Populares, iniciativa nacional voltada à formação de mulheres em situação de vulnerabilidade em direitos humanos, com foco no fortalecimento de lideranças comunitárias e na promoção do acesso à justiça nos territórios.

Após a publicação da seleção preliminar e análise dos recursos, o projeto selecionou 600 mulheres a partir de critérios estabelecidos no edital. Ao longo da formação, as defensoras selecionadas na etapa final serão capacitadas para atuar como multiplicadoras de direitos, identificando violações, orientando outras mulheres e aproximando suas comunidades dos mecanismos de justiça. A lista de classificadas pode ser acessada aqui:

Lista de Classificadas - Edital Defensoras Populares

As candidatas que se encontram na lista de espera deverão aguardar contato da equipe estadual com possibilidade de entrada por reclassificação (desistência de outras candidatas) até o segundo mês de curso iniciado em seu Estado. Esta convocação, porém, não é obrigatória, pois depende de desistências.

Entre os dias 18 dezembro de 2025 e 18 de janeiro de 2026, a convocatória recebeu cerca de 5 mil inscrições de cinco estados brasileiros: São Paulo, Minas Gerais, Paraíba, Bahia e Rio Grande do Norte. O projeto alcançará 10 estados brasileiros ao longo de 2026, sendo cinco no primeiro semestre e cinco no segundo.

O cronograma do edital foi ajustado após problemas técnicos no Portal Fiocruz, causados por sobrecarga de acessos que gerou instabilidade no site. Com a mudança, o prazo para envio de recursos sobre o resultado da seleção foi prorrogado até 11 de fevereiro. A lista divulgada hoje (13/02) já incorpora a análise dos recursos recebidos e corresponde ao resultado final da seleção.
As candidatas selecionadas na lista da classificação final deverão confirmar o interesse na participação até o dia 18 de fevereiro (quarta-feira), às 23h59, por meio do e-mail divulgado no edital (defensoraspopularesdobrasil@gmail.com). Após essa confirmação, todas receberão por e-mail as orientações para o cadastramento e início do curso em cada estado.




A organização reforça que todas as dúvidas, comunicações e orientações oficiais individuais do edital são realizadas exclusivamente por meio do e-mail divulgado no edital: defensoraspopularesdobrasil@gmail.com. Não há atendimento ou validação de informações por outros canais.




Autor: fiocruz
Fonte: fiocruz
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data: 13/02/2026
Publicação Original: https://fiocruz.br/noticia/2026/02/fiocruz-e-ministerio-da-justica-e-seguranca-publica-divulgam-resultado-final-do