quinta-feira, 16 de julho de 2026

Novo centro de pesquisa usará relógios e anéis inteligentes para detecção precoce de doenças


Elton Alisson | Pesquisa para Inovação – Os relógios e anéis inteligentes costumam ser vistos apenas como acessórios para contar passos, calorias ou monitorar o sono, mas no Viva Bem: inteligência artificial para saúde e bem-estar eles são considerados peças-chave para o avanço da medicina preventiva. O novo Centro de Pesquisa Aplicada (CPA), fruto de uma parceria entre FAPESP, Unicamp e Samsung, vai usar inteligência artificial para transformar esses dispositivos em ferramentas de diagnóstico precoce. A meta é rastrear alterações biológicas sutis e antecipar a identificação de condições graves, como a doença de Parkinson e distúrbios cardíacos, muito antes de os sintomas se manifestarem.

“Queremos, por meio desses dispositivos vestíveis cada vez mais populares e acessíveis, enxergar sinais invisíveis de doenças muito antes que os sintomas se tornem clinicamente evidentes”, disse Anderson Rocha, professor do Instituto de Computação da Unicamp e coordenador do Viva Bem, durante a cerimônia de lançamento oficial do centro realizada em 3 de julho.

Atualmente, os smartwatches e smart rings possuem uma série de sensores capazes de medir, entre outras coisas, a frequência cardíaca, a pressão arterial, a temperatura, a condutividade elétrica da pele, a composição corporal, incluindo o nível de hidratação, e os movimentos. A proposta dos pesquisadores do Viva Bem é empregar, nos próximos anos, algoritmos e tecnologias de IA capazes de processar todos esses dados simultaneamente. Ao combiná-los, será possível extrair e identificar padrões sutis, que servirão como medidas objetivas para o monitoramento de diversas condições de saúde.

“Já constatamos, por meio de um projeto desenvolvido anteriormente, que a ansiedade e o estresse, por exemplo, causam mudanças na condutividade elétrica da pele detectáveis por um relógio inteligente”, disse Rocha (leia mais em: agencia.fapesp.br/58300).

No caso do Parkinson, tecnologias de IA podem analisar tremores e alterações na forma de andar (padrão da marcha) e de sono para identificar indícios anos antes do diagnóstico clínico tradicional. Já na saúde cardiovascular, a tecnologia poderá atuar como um eletrocardiograma contínuo, identificando arritmias, padrões anômalos de pressão e riscos de infarto ou acidente vascular cerebral (AVC) a partir da variabilidade cardíaca.

Além disso, distúrbios no sono detectados por IA em smartwatches podem atuar como preditores de doenças neurodegenerativas. Em idosos, a tecnologia poderá identificar o declínio na força e na independência de movimento com meses de antecedência, permitindo intervenções preventivas contra quedas, exemplificou Rocha.

“Essas condições representam algumas das 11 frentes de aplicações das pesquisas que desenvolveremos no centro e que identificamos como potencialmente de grande impacto”, afirmou o pesquisador. “Nosso objetivo não é substituir o médico. Queremos apontar para o usuário quando ele deve procurar um especialista, de modo a garantir uma melhor qualidade de vida”, ponderou.

“Queremos, por meio desses dispositivos vestíveis cada vez mais populares e acessíveis, enxergar sinais invisíveis de doenças”, disse Anderson Rocha, professor do Instituto de Computação da Unicamp e coordenador do Viva Bem

Corpo único

Para que os diagnósticos feitos por meio da IA desenvolvida no Viva Bem sejam confiáveis, serão seguidas diretrizes rígidas. Uma delas será treinar o sistema para compreender que cada corpo é único, abandonando a abordagem convencional, que avalia apenas o padrão médio das pessoas, em favor da variabilidade individual.

Outra diretriz é a da explicabilidade. O sistema precisará não apenas indicar um risco, mas deverá explicar por que chegou àquela conclusão. “Isso é fundamental para que o médico confie na sugestão da IA e tome decisões clínicas seguras”, avaliou Rocha.

O foco das pesquisas será o desenvolvimento de algoritmos e tecnologias de IA que sejam embarcáveis; ou seja, que rodem diretamente no relógio ou anel inteligente, visando permitir um processamento eficiente e em tempo real. “Os algoritmos buscarão aprender diretamente com os sinais brutos, sem depender exclusivamente de rótulos [classificações] manuais constantes, para facilitar o aprendizado contínuo sobre o corpo humano”, afirmou Rocha.

Dados sensíveis

Na avaliação do pesquisador, uma das grandes vantagens do uso de smartwatches para a realização de pesquisa em saúde é que os dados são coletados durante a rotina normal do usuário, revelando padrões que uma consulta médica pontual de 15 minutos poderia não detectar. “Diferentemente da medicina tradicional, que muitas vezes é baseada em dados episódicos [obtidos durante um check-up anual, por exemplo], a IA permite o monitoramento 24 horas por dia, sete dias por semana”, comparou.

A fim de garantir a segurança e a privacidade, a gestão dos dados coletados também seguirá diretrizes rigorosas. Todas as coletas deverão ser realizadas estritamente com a aprovação de comitês de ética, contando com a participação voluntária das pessoas, que darão consentimento após receberem explicações detalhadas sobre o processo.

O tratamento dos dados e o desenvolvimento dos algoritmos envolverão a participação direta de especialistas da Unicamp e da própria Samsung, garantindo uma curadoria técnica e clínica rigorosa. A Samsung focará a coleta nos sinais captados pelos seus próprios sensores e dispositivos (como o Galaxy Watch e o Galaxy Ring) e integrará essas informações à sua plataforma de dados, dentro dos protocolos de pesquisa do centro, explicou Rocha.

“Dado de saúde é a coisa mais íntima que existe", ressaltou o pesquisador. Existe uma preocupação explícita no projeto em evitar o vazamento de dados sensíveis, o que poderia gerar consequências graves para o usuário, como discriminação em processos seletivos ou perda de emprego.

Amadurecimento da relação

A iniciativa de criação do novo CPA, com investimento inicial de R$ 20 milhões, é um desdobramento de um hub de inovação colaborativa mantido pela Unicamp e pela Samsung nos últimos cinco anos, resultado de uma colaboração em pesquisa consolidada há mais de uma década, contou Rocha.

“O início da conversa com a Samsung se deu há cerca de 15 anos. Em 2020, em plena pandemia de COVID-19, discutimos uma ideia maior, que culminou no hub Viva Bem. Agora, elevamos o patamar para um Centro de Pesquisa Aplicada, com o objetivo de aumentar a capacidade de colaboração entre empresa, universidade e FAPESP, para trazer soluções reais à sociedade”, disse.

O CPA Viva Bem representa a primeira parceria em pesquisa estabelecida pela Samsung no Brasil no modelo de CPA, que envolve uma universidade, empresa e fundação de amparo à pesquisa, disse à Agência FAPESP Otávio Penatti, diretor de pesquisa e desenvolvimento em inteligência artificial da empresa no Brasil.

"A Samsung tem mais de 50 parceiros universitários e mais de cem projetos de pesquisa colaborativa no Brasil, mas aqui na Unicamp temos uma parceria singular. A empresa está no Brasil há quase 40 anos e hoje desempenhamos um papel de protagonismo no ecossistema de pesquisa e desenvolvimento global da Samsung. Três das quatro tecnologias principais do novo smartwatch que a empresa lançará em breve foram desenvolvidas pelo nosso time de P&D aqui no Brasil", afirmou.

Para Rodolfo Jardim de Azevedo, coordenador geral de Tecnologias e Parcerias em Inovação da FAPESP, o modelo do CPA é um divisor de águas. "Não existe financiamento de dez anos no mundo por uma agência de fomento em um único contrato. A FAPESP decidiu trazer isso [para o Brasil]. Ela assina cinco anos, renováveis por mais cinco, permitindo um planejamento de alto impacto, diferentemente de uma pesquisa espalhada [em pequenos projetos] de curta duração", comparou.

Pelo modelo de CPA, a FAPESP atuará como cofinanciadora, aportando recursos que dobram o investimento feito pela empresa, permitindo o planejamento de pesquisas estratégicas de longo prazo. Por sua vez, a Samsung, além do aporte financeiro, trará a visão de mercado, experiência em pesquisa aplicada e seu ecossistema global de produtos para aproximar a ciência dos problemas reais da sociedade. Já a Unicamp fornecerá a excelência científica por meio da participação de mais de 70 pesquisadores de diferentes unidades da universidade – como os institutos de Computação e de Física, as faculdades de Engenharia Elétrica e de Computação e de Educação Física, além da Faculdade de Ciências Médicas e do Hospital de Clínicas da Unicamp.

"O projeto reunirá excelência científica e formação de talentos, unindo a visão de produto da Samsung à necessidade de soluções reais para a sociedade que a universidade busca entregar", avaliou Mônica Alonso Cotta, pró-reitora de graduação da Unicamp.


Autor: fapesp
Fonte: fapesp
Sítio Online da Publicação: fapesp
Data: 14/07/2026

Plataforma que simula desequilíbrios quer antecipar risco de quedas em idosos


Plataforma criada por pesquisadores da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) pretende ajudar a prevenir quedas em idosos ao simular situações reais de desequilíbrio e analisar, em tempo real, como o cérebro, os músculos e o corpo reagem. A tecnologia, desenvolvida ao longo de mais de dez anos de pesquisa com apoio da FAPESP – dos estudos iniciais, na linha de Auxílio à Pesquisa, ao protótipo, na linha de Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) –, combina sensores, realidade virtual e jogos interativos e agora se prepara para chegar ao mercado por meio da startup Kerygma Technology, incubada na própria universidade.

As quedas estão entre as principais causas de internação, perda de autonomia e morte em idosos. A prevalência de quedas na população idosa residente em áreas urbanas é de 25%, de acordo com a última edição do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), financiado pelo Ministério da Saúde. Entre pessoas com mais de 80 anos, o dado é ainda mais alarmante: quatro em cada dez pessoas sofrem esse tipo de acidente anualmente. Além das fraturas e hospitalizações, as quedas frequentemente levam à perda de independência, ao medo de caminhar e ao isolamento social.

Segundo Daniela Cristina Carvalho de Abreu, fisioterapeuta especialista em gerontologia e professora da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP (FMRP-USP), o cenário é preocupante porque a sociedade continua tratando a queda como algo “normal” do envelhecimento. “Hoje entendemos a queda como um evento sentinela. Quando ela acontece, muito provavelmente várias alterações já vinham ocorrendo. Ela é a bandeira vermelha de que alguma coisa deixou de funcionar adequadamente.”

Foi justamente diante desse cenário que o engenheiro da computação Alessandro Pereira da Silva, líder do Laboratório de Ambientes Virtuais e Tecnologia Assistiva (LAVITA), da UMC, começou a desenvolver a tecnologia em 2012. Ele conta que a ideia surgiu a partir de uma inquietação em relação aos métodos tradicionais usados para avaliar o equilíbrio. “Na época, o estudo do equilíbrio era feito em uma plataforma estática e o paciente era o elemento de desequilíbrio. O terapeuta precisava pedir para a pessoa inclinar um pouco para frente, um pouco para trás. No mundo real, no entanto, é o chão que muda, é o ambiente que gera o desequilíbrio”, explica.

A solução encontrada foi criar uma plataforma capaz de se movimentar em diferentes direções e inclinações, simulando situações reais de instabilidade e desequilíbrio.

Simular o desequilíbrio para entender o corpo

A simulação desses desequilíbrios não acontece apenas pelo movimento da plataforma. Para tornar os exercícios mais próximos de situações do cotidiano e estimular a adesão ao tratamento, os pesquisadores incorporaram recursos de realidade virtual e gameterapia. Nos jogos desenvolvidos pela equipe, o paciente permanece sobre a plataforma enquanto controla movimentos dentro de ambientes virtuais. Em um dos cenários, por exemplo, o usuário navega por um rio e precisa deslocar o corpo lateralmente para coletar objetos. Quando surgem quedas d’água no ambiente virtual, a plataforma se inclina na mesma direção do cenário exibido nos óculos de realidade virtual.

“O sistema responde ao jogo. Quando o cenário inclina, a plataforma inclina junto. Isso aumenta muito a imersão e nos permite avaliar como o cérebro e os músculos respondem ao desequilíbrio”, explica Silva.

Enquanto isso, sensores registram continuamente como o corpo reage aos estímulos. O equipamento, que avalia quatro músculos da perna – que são chave para entender a chamada estratégia do tornozelo na correção dos desequilíbrios –, consegue rotacionar até 25 graus para frente, para trás e para os lados, com velocidade máxima de 7 graus por segundo, enquanto o sistema capta uma série de informações do paciente em tempo real.

Um dos parâmetros analisados é o chamado centro de pressão (COP), indicador que mostra como o corpo distribui o peso para manter o equilíbrio. O sistema também mede a velocidade de deslocamento corporal, a distribuição da carga corporal, a ativação muscular por meio da eletromiografia (EMG) e a atividade cerebral pelo eletroencefalograma (EEG).

“Conseguimos identificar, por exemplo, se a pessoa descarrega mais peso no lado direito do corpo do que no esquerdo. Isso pode indicar fraqueza muscular, alterações vestibulares ou compensações posturais importantes”, diz Silva. Segundo ele, a EMG permite analisar a ativação elétrica dos músculos estabilizadores envolvidos no equilíbrio postural, enquanto o EEG ajuda a identificar como o cérebro responde ao desequilíbrio.

A plataforma trabalha justamente com dois mecanismos fundamentais do equilíbrio: o controle antecipatório e o compensatório. O primeiro ocorre antes da perda de estabilidade, quando o cérebro percebe que um desequilíbrio pode acontecer e prepara o corpo para reagir. Já o compensatório entra em ação depois da instabilidade, tentando evitar a queda. Um dos diferenciais da tecnologia, segundo Silva, é a sincronização de todos esses dados em uma mesma linha temporal.

“Muitas plataformas conseguem coletar esses dados de forma isolada. O grande diferencial da nossa é que tudo é registrado de forma sincronizada. Isso diminui muito o viés metodológico para pesquisa e pode gerar futuramente um sistema preditivo de risco de queda”, afirma.

Segundo Sandra Maria Sbeghen Ferreira de Freitas, professora da Universidade Cidade de São Paulo (Unicid) e especialista em controle do movimento humano e biomecânica, plataformas de força já são amplamente utilizadas em pesquisa para avaliação do equilíbrio e da oscilação postural, mas a integração simultânea de diferentes tecnologias ainda é um desafio. “Plataformas de força, eletromiografia e estudos combinando esses equipamentos já existem. O diferencial desse parece estar justamente em sincronizar tudo em um mesmo sistema e transformar isso em uma ferramenta aplicável para o profissional”, afirma.


Carolina Daffara

Do diagnóstico à prevenção

Para Abreu, da FMRP-USP, a primeira etapa fundamental é estratificar o risco de queda. “E isso precisa ser simples, rápido e de baixo custo. Não adianta depender de uma ferramenta cara para fazer a triagem populacional”, pondera, ao ressaltar que, atualmente, as sociedades científicas internacionais recomendam que toda pessoa idosa passe ao menos uma vez por ano por uma triagem de risco de quedas, o que ainda não acontece de forma rotineira.

A fisioterapeuta explica que a avaliação é simples: “Basicamente, fazemos três perguntas: se a pessoa caiu no último ano, se tem preocupação em cair e se sente instabilidade para andar ou realizar atividades. Depois aplicamos um teste rápido de mobilidade ou velocidade da marcha. Em menos de cinco minutos é possível classificar esse paciente como baixo, moderado ou alto risco de queda”, explica.

Na sua avaliação, ferramentas mais avançadas, como a plataforma, entram em uma segunda etapa para aprofundar a avaliação de pessoas idosas com histórico de quedas ou maior risco de novos episódios, que se beneficiam de uma melhor compreensão dos fatores associados a essa condição. “A plataforma permite integrar informações sobre aspectos musculares, neurais e biomecânicos e isso pode ajudar a personalizar os treinamentos e tratamentos”, diz Abreu, esclarecendo que, muitas vezes, uma intervenção funciona para um paciente e não funciona para outro porque as necessidades são diferentes. “Quanto mais preciso é o diagnóstico, mais direcionada tende a ser a intervenção.”

O fisioterapeuta Tabajara de Oliveira Gonzalez, integrante do grupo de pesquisa da UMC, afirma que a tecnologia surge justamente para preencher essa lacuna. “A plataforma foi pensada para responder ao desafio do envelhecimento da população. Queda em idosos é um problema de saúde pública no mundo inteiro. Você tem lesões associadas, óbitos, pacientes que acabam ficando acamados, gerando custos para o sistema de saúde e sem um trabalho preventivo muito efetivo”, afirma.

Segundo ele, embora os idosos sejam um dos principais focos das pesquisas, a plataforma pode futuramente atender diferentes perfis de pacientes com alterações de equilíbrio, incluindo pessoas com doenças neurológicas, problemas vestibulares, amputações, obesidade e até mesmo atletas em reabilitação. “Você pode ter um paciente amputado que não consegue distribuir adequadamente o peso entre os lados do corpo, uma criança com déficit cognitivo ou um atleta voltando de lesão. São muitos os públicos possíveis”, diz.

Freitas ressalta, porém, que tecnologias desse tipo ainda estão concentradas principalmente em universidades, laboratórios de pesquisa e grandes centros de reabilitação. “Essas avaliações exigem processamento de dados, interpretação especializada e equipamentos de alto custo. Por isso, ainda existem muitos desafios para transformar tudo isso em algo amplamente acessível no dia a dia clínico”, pondera.

Apesar dos recursos de realidade virtual, os pesquisadores ressaltam que a tecnologia não pretende substituir o tratamento fisioterapêutico. “Quem propõe o tratamento é o profissional. O sistema permite que o fisioterapeuta controle velocidade, inclinação, dificuldade e escolha jogos específicos de acordo com a necessidade de cada paciente”, ressalta Silva.

Abreu destaca que o treinamento físico continua sendo a principal ferramenta para prevenção de quedas. “O exercício físico é a base de tudo. E quanto mais o treino trabalha equilíbrio, força e mobilidade juntos, maior o impacto na prevenção.” Para a especialista, o grande desafio agora é transformar o conhecimento científico em política pública. “Precisamos conscientizar a população, capacitar os profissionais de saúde e criar linhas de cuidado para a pessoa idosa. Se conseguirmos identificar precocemente quem começa a perder equilíbrio, força e mobilidade, conseguimos intervir antes da queda acontecer.”

Da pesquisa ao mercado

O engenheiro eletricista André Roberto Fernandes da Silva, que também participou do desenvolvimento da tecnologia durante a realização do doutorado em Engenharia Biomédica na UMC, destaca que a equipe trabalhou desde o início para garantir segurança durante os testes. “Tivemos muita atenção para oferecer segurança também para quem usa. A plataforma possui sistemas de sustentação, barras de apoio e cintos de proteção para ampliar o uso mesmo em pessoas com comprometimento importante de equilíbrio.”

Ao final da avaliação, o sistema gera automaticamente um relatório em PDF com os dados coletados, informações clínicas do paciente e sugestões terapêuticas. A expectativa agora é avançar para uma nova etapa com apoio da inteligência artificial. “O hardware e o software básico estão prontos. O próximo passo é desenvolver uma plataforma de dados com inteligência artificial capaz de integrar todas essas informações e auxiliar na construção de modelos preditivos de risco de queda. Mas precisamos ampliar os testes humanos para validar melhor esses modelos”, afirma Fernandes da Silva.

Agora, o objetivo é transformar o protótipo acadêmico em um produto disponível. “Nós já temos um protótipo funcional pronto para comercialização. Queremos ampliar os testes fora do ambiente universitário e levar a plataforma para clínicas, hospitais e centros de reabilitação. Se conseguirmos avançar, acreditamos que em cerca de um ano e meio já será possível escalar o produto para o mercado”, conclui o engenheiro.




Autor: fapesp
Fonte: fapesp
Sítio Online da Publicação: fapesp
Data: 15/07/2026
Publicação Original: https://revistapesquisa.fapesp.br/plataforma-que-simula-desequilibrios-quer-antecipar-risco-de-quedas-em-idosos/

Agricultura do milho sustentou grandes aldeias pré-coloniais do Cerrado


Pesquisa revela, pela primeira vez, as estratégias de subsistência alimentar dessas comunidades, com práticas sofisticadas de uso da terra, envolvendo diversas espécies. Até então acreditava-se que essas populações teriam sido caçadoras-coletoras ou agricultoras de monocultura


Luciana Constantino | Agência FAPESP – O cultivo de milho foi fundamental para o sustento e o desenvolvimento de grandes aldeias que povoaram o Cerrado brasileiro no período pré-colonial, entre os séculos 9 e 17, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (dia 15) na revista Science Advances. Liderada por arqueólogos da Universidade de São Paulo e apoiada pela FAPESP, a pesquisa revela, pela primeira vez, como eram as estratégias de subsistência dessas comunidades de alta densidade populacional, com práticas sofisticadas de uso da terra, envolvendo o cultivo de diversas espécies (policultura), e uma ênfase especial no milho. Até agora, a ciência trabalhava com a possibilidade de que elas teriam sido caçadoras-coletoras, predominantemente móveis, ou agricultoras de monocultura.

Além de contribuir para a compreensão da história da influência humana em uma das savanas tropicais mais biodiversas do planeta, o trabalho ajuda a entender a produção de alimentos e as estratégias de uso da terra que moldaram as paisagens do Cerrado como o conhecemos hoje.

Também destaca a importância do bioma na compreensão de inovações biotecnológicas usadas pelas sociedades indígenas pré-coloniais do Brasil – neste caso, a adaptação do milho às condições ambientais da savana brasileira; bem diferentes do local de origem da planta. Pesquisas anteriores já haviam tratado da caracterização e dispersão do milho na América Latina, mostrando que ele chegou ao país pelo sudoeste da floresta amazônica, há pelo menos 6 mil anos, a partir do México, onde se originou 9 mil anos atrás, sendo, depois, levado a outras regiões.

As conclusões do estudo são baseadas na análise de pequenas variações químicas preservadas em ossos e dentes humanos, que permitiram identificar quais tipos de plantas e outros alimentos eram consumidos, em uma espécie de “registro” da alimentação ao longo da vida.

“Costumo dizer que o ser humano é o que come, mantendo um registro na composição química de ossos e dentes. Por meio disso, conseguimos identificar o consumo de milho comparável ao de populações maias ou andinas, algo completamente inesperado nesse contexto. Também detectamos uma variabilidade entre duas sociedades distintas, ou seja, tradições arqueológicas com dietas marcadamente diferentes, corroborando uma diversidade social e cultural”, diz à Agência FAPESP Eliane Chim, pesquisadora do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP) e primeira autora do artigo, que é parte de sua tese de doutorado.

“Há mais de um século a arqueologia brasileira debate o papel do milho nas sociedades pré-coloniais, especialmente as que tinham grandes densidades demográficas e produziam cerâmicas mais elaboradas. É a primeira vez que se consegue demonstrar no Brasil o papel central dele na subsistência dessas populações. Assim como nos Andes e na Mesoamérica, o cultivo aqui está associado àquelas sociedades com demografia mais expressiva e marcas na paisagem mais evidentes”, destaca o arqueólogo André Strauss, coordenador do projeto e orientador de Chim. Ele é professor do MAE-USP e um dos autores correspondentes do artigo, juntamente com Patrick Roberts, do Instituto Max Planck (Alemanha).

O estudo é considerado pelos pesquisadores um marco na arqueologia nacional, pelo fato de estar publicado em uma revista de alto impacto, com primeiro e último autores brasileiros. A pesquisa foi financiada pela FAPESP por meio do programa Jovem Pesquisador concedido a Strauss, de bolsas para Chim e outros integrantes do grupo (20/04402-0, 23/06749-5, 22/05420-7, 20/06729-6) e de dois projetos, incluindo um deles que subsidiou a publicação na revista (19/15914-4 e 26/12048-8).

Dente coletado em um sítio arqueológico na Lapa Pintada, em Montes Claros (MG), com 570 a 680 anos de idade, segundo análises realizadas pelo grupo de pesquisa (foto: Eliane Chim)

O ‘valor’ dos ossos

Os cientistas analisaram isótopos estáveis de carbono, nitrogênio e oxigênio em dentes e ossos de mais de cem indivíduos de 37 sítios arqueológicos do Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica. Em média, as amostras datam de um período entre 1.100 e 400 anos atrás e foram obtidas de escavações feitas pelo grupo de pesquisa e de coleções arqueológicas montadas desde os anos 1970.

Os isótopos são variantes naturais de cada um dos elementos químicos, que diferem no número de nêutrons. No caso do carbono, indicam quais tipos de plantas predominavam na dieta, distinguindo, por exemplo, o milho de outros frutos e plantas típicas do Cerrado. O nitrogênio ajuda a estimar a quantidade de proteína animal consumida e a posição dos indivíduos na cadeia alimentar. Já o oxigênio fornece dados relacionados à água consumida e às condições ambientais.

Como diferentes alimentos têm assinaturas isotópicas distintas, essas marcas ficam “registradas” nos tecidos do corpo e podem ser usadas para reconstruir a alimentação de populações antigas, permitindo identificar se a dieta era baseada principalmente em milho ou em outros alimentos, e se havia consumo de proteína animal.

Além disso, os cientistas realizaram datações por radiocarbono (uma técnica que permite determinar a idade de vestígios orgânicos) no colágeno de cerca de 40% dos ossos que ainda preservavam a proteína e usaram registros paleoecológicos para reconstruir as dietas. Esses registros são vestígios preservados na natureza, como sementes, sedimentos e restos de plantas e animais, que permitem entender como eram a vegetação, o clima e o ambiente em diferentes períodos.

As amostras são provenientes de aldeias das tradições Aratu, que viviam a céu aberto, e Una, um dos primeiros horticultores ceramistas do Cerrado, que frequentavam abrigos rochosos, normalmente próximos a leitos de rios ou lagoas.

Nas populações Aratu, o colágeno ósseo e o esmalte dentário dos indivíduos mais antigos indicaram o consumo de milho. Além disso, outros estudos registraram marcas de desgaste em vasilhames de cerâmica compatíveis com a fermentação de bebidas alcoólicas, apontando, assim, um papel mais amplo das plantas cultivadas no cotidiano das aldeias. Sinaliza que o milho poderia ser usado na base da dieta e, possivelmente, em práticas comunitárias ou rituais.

“Não se fala tanto deles, mas esses grupos Aratu tinham presença única no Cerrado”, destaca Strauss. Segundo ele, as aldeias Aratu chegavam a ter 2 mil habitantes, população semelhante à de maior parte das cidades europeias da mesma época.

Por outro lado, as populações de abrigos rochosos, da cultura Una, ingeriam alimentos mais diversificados, com menor consumo de milho. De acordo com os cientistas, como esses grupos ocupavam ambientes semelhantes aos de aldeias Aratu, as diferenças não são explicadas apenas pela ecologia – em vez disso, indicam que havia uma coexistência de tradições culturais e estratégias econômicas distintas dentro do bioma. Ambas praticavam a policultura, mas no caso das comunidades Aratu, mais populosas, o milho era uma fonte primordial de subsistência.

Localização da área de estudo, dos biomas e dos sítios. Elaborado para este estudo utilizando o QGIS 3.32.0 e o Natural Earth, adaptado do artigo (Chim et al., 2026)

Construção coletiva

Ao todo, o projeto vem sendo desenvolvido há mais de dez anos. Reuniu 31 pesquisadores de dez universidades brasileiras, em colaboração com o Max Planck e instituições de Portugal, Polônia e Estados Unidos.

“A arqueologia tem uma outra temporalidade. Em seis meses não se consegue fazer quase nada. É preciso ir a campo, escavar, voltar para o laboratório, fazer a curadoria para, só então, ter início a fase propriamente analítica do trabalho. Usamos isso também como um mecanismo de treinamento de recursos humanos e a Eliane [Chim] é um exemplo disso”, afirma Strauss.

Para Chim, um dos desafios de realizar esse tipo de estudo é a preservação do material arqueológico, especialmente quando ela precisou analisar o colágeno. Foram avaliadas mais de 270 peças para conseguir obter a amostra utilizada no trabalho.

“Pretendemos retomar a pesquisa de campo nesses sítios arqueológicos e tentar encontrar onde eram as roças, onde as pessoas estavam cultivando. Conhecemos os cemitérios, os campos de urna, sabemos o tamanho de algumas aldeias, mas precisamos encontrar os outros espaços ocupados por essas pessoas”, completa Chim, apontando o futuro do trabalho.

Urna funerária Aratu, escavada no sítio Vale Verde, na Bahia (foto: Mario Spock Fernandez)

O artigo Maize-based polyculture, not monoculture, sustained precolonial societies in the Brazilian Cerrado pode ser lido em: science.org/doi/10.1126/sciadv.aef7066.



Autor: fapesp
Fonte: fapesp
Sítio Online da Publicação: fapesp
Data: 15/07/2026

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Nova espécie de peixe das nuvens é descoberta na Caatinga do sertão cearense


Após análises detalhadas em ambiente de laboratório, a criatura foi batizada formalmente como Cynolebias penaforte, uma homenagem direta à cidade onde foi coletada. Foto: Peixes da Caatinga/divulgação

Uma espécie inédita de peixe das nuvens foi descoberta no município de Penaforte, localizado no sertão do Ceará, trazendo novas perspectivas para a zoologia nacional. O achado expande o mapa de ocorrência desses animais no semiárido brasileiro, em uma área onde cientistas não tinham indício algum de populações similares. A identificação do animal foi formalizada e descrita em um artigo publicado na revista científica internacional Zootaxa.

​De acordo com os registros do projeto Peixes da Caatinga, a descoberta reforça a relevância biológica do bioma e o impacto de novas ferramentas na catalogação da fauna.

​Segundo os pesquisadores, o surgimento desse novo peixe na fauna cearense ajuda a entender como os ecossistemas aquáticos operam em áreas de extrema restrição hídrica.

Os especialistas apontam que o monitoramento constante do semiárido é fundamental para o avanço da ciência. Esse mapeamento serve como base para futuros planos de manejo e conservação em áreas afetadas pelo desenvolvimento de grandes obras civis.

A coordenação do grupo relatou que, diante da falta de verbas públicas para o deslocamento imediato das equipes de campo, os próprios entusiastas e cientistas organizaram uma mobilização independente para financiar a expedição. Essa viagem investigativa validou as suspeitas e coletou as amostras que comprovaram a existência do animal.
​O ciclo de sobrevivência nos poções temporários do sertão

​De acordo com as análises ecológicas do projeto, o peixe descoberto pertence ao grupo dos chamados peixes das nuvens, criaturas que possuem uma dinâmica de vida ligada ao regime de chuvas.

Eles habitam poças temporárias que secam completamente durante os meses de estiagem severa. Antes de a água evaporar por completo, os adultos enterram seus ovos na lama profunda, garantindo a perpetuação da linhagem biológica.

Os biólogos explicam que os ovos resistem sob a terra seca e eclodem somente quando as primeiras tempestades voltam a encher os reservatórios naturais.
Relato digital em prol da ciência

​Toda essa jornada científica começou por meio de um relato digital enviado aos biólogos por um morador local, indicando a presença de animais com essas características na região de Penaforte. O material fotográfico serviu de prova inicial para que a equipe providenciasse o deslocamento emergencial. O caso ilustra como canais de comunicação direta podem acelerar o registro de novos organismos.

​”Aqui, através do nosso Instagram do Peixes da Caatinga, um seguidor chamado Kaique entrou em contato dizendo que quando ele era criança brincava com peixe parecido com aqueles peixes das nuvens que eu postava constantemente. E aí eu fui pesquisar e vi que não havia nenhum registro de peixes das nuvens lá na região dele”, afirma Telton Ramos, pesquisador, biólogo e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).


Segundo o biólogo Telton Ramos, o achado acende um alerta sobre a necessidade de se revisar o estereótipo de que o sertão nordestino possui uma fauna pobre ou simplória. O bioma abriga uma teia ecológica complexa e volumosa, registrando mais de 430 espécies de peixes nativos. Foto: Peixes da Caatinga/divulgação
​Batismo local e a ameaça de extinção na margem da rodovia

Após análises detalhadas em ambiente de laboratório, a criatura foi batizada formalmente como Cynolebias penaforte, uma homenagem direta à cidade onde foi coletada.

O objetivo da escolha patronímica vai além do protocolo taxonômico de catalogação. A intenção da comunidade acadêmica é gerar um sentimento de orgulho e pertencimento nos moradores locais para que eles se tornem fiscais naturais do ecossistema.

​A urgência no engajamento comunitário, destaca o pesquisador, se justifica pelo cenário de extrema vulnerabilidade em que a espécie recém-descoberta se encontra. O único ponto de amostragem onde o peixe foi detectado sofre com intervenções severas de infraestrutura humana.

Uma parte considerável da poça temporária onde os animais se reproduzem acabou sendo aterrada recentemente devido à proximidade com uma rodovia federal e com as estruturas da transposição do rio São Francisco.

​”Essa espécie já está muito ameaçada de extinção. Nós só conseguimos registrar em uma única bursa (pequena poça d’água) temporária, que fica nas margens de uma BR, e parte dessa bursa já foi aterrada. Ou seja, a espécie está em situação bem difícil”, ressalta.

“Outro motivo é que fica muito próximo dos canais de transposição de São Francisco, que pode mexer com a hidrografia dessa bursa temporária”, alerta o biólogo Telton Ramos.
​A riqueza oculta sob o solo seco do semiárido brasileiro

​O pesquisador explica que as modificações no fluxo natural das águas e as obras nas adjacências do canal alteram o regime de inundação da bacia, colocando em risco o ciclo reprodutivo desses animais.

Os peixes das nuvens, esclarece ele, figuram atualmente como o conjunto de vertebrados aquáticos mais ameaçado de desaparecimento em todo o território nacional. O risco iminente de perda dessa linhagem antes mesmo de seu estudo aprofundado preocupa as entidades de preservação.

​O episódio acende um alerta sobre a necessidade de se revisar o estereótipo de que o sertão nordestino possui uma fauna pobre ou simplória, argumenta o biólogo. O bioma abriga uma teia ecológica complexa e volumosa, registrando mais de 430 espécies de peixes nativos.

Muitas dessas formas de vida permanecem totalmente desconhecidas do público de massa e demandam aportes financeiros e pesquisas de campo para mapeamento.

​”É uma importante descoberta para a ciência brasileira. Mostra que temos uma grande diversidade de peixes ainda desconhecida, a biodiversidade de peixes de água doce mundo, porém precisa de mais estudos. Precisamos conhecer melhor nossa biodiversidade”, conclui.


Autor: movimentoeconomico
Fonte: movimentoeconomico
Sítio Online da Publicação: movimentoeconomico
Data: 12/07/2026
Publicação Original: https://movimentoeconomico.com.br/meio-ambiente/2026/07/12/nova-especie-de-peixe-das-nuvens-e-descoberta-na-caatinga-do-sertao-cearense/?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4

Estudo detecta, pela primeira vez no Brasil, bactérias que causam doença grave em peixes de criação

Cientistas identificaram pela primeira vez no Brasil a presença de bactérias causadoras de uma grave doença em peixes de criação destinados ao consumo humano: a columnariose. Até agora, as diferentes espécies do gênero Flavobacterium só haviam sido detectadas em criadouros da Ásia e dos Estados Unidos.

A doença impacta principalmente criações de tilápia (Oreochromis niloticus) – também conhecida, comercialmente, como Saint Peter –, que é uma espécie de origem africana; mas também criações de espécies nativas do Brasil, como tambaqui, pacu e pintado-da-amazônia. Os resultados são um alerta para a necessidade de vigilância epidemiológica e desenvolvimento de vacinas.

“A identificação inicial das bactérias desse gênero é feita por exame visual das colônias no microscópio. Mas como esses microrganismos se movimentam deslizando no meio de cultura, dependendo do meio utilizado a colônia fica transparente, quase invisível. Por isso, é preciso atenção redobrada durante o exame visual”, conta Daniel de Abreu Reis Ferreira, primeiro autor do estudo, realizado com bolsa da FAPESP durante seu doutorado no Centro de Aquicultura da Universidade Estadual Paulista (Caunesp), em Jaboticabal.

O estudo foi publicado na edição deste mês da revista Microbial Pathogenesis, e conta ainda com autores da Universidade Zambeze, em Moçambique.

Doença de pele

Até pouco tempo, as quatro espécies de Flavobacterium detectadas eram conhecidas como apenas uma, Flavobacterium columnare, daí o nome da doença. A columnariose causa lesões esbranquiçadas na pele e nas nadadeiras, além de necrose nas brânquias dos peixes.

“As bactérias se alimentam de células epiteliais e matam os peixes em poucos dias, especialmente as larvas e os alevinos”, explica Fabiana Pilarski, professora do Caunesp que orientou o doutorado de Ferreira.

Pilarski é pesquisadora associada do Centro de Ciência para o Desenvolvimento Sanidade na Piscicultura, sediado no Instituto de Pesca.

Entre as 11 cepas isoladas no estudo, seis eram da espécie Flavobacterium oreochromis, até então conhecida no Brasil por infectar apenas a tilápia, peixe mais produzido no país e no mundo. Agora, o patógeno foi detectado em amostras de peixes nativos criados para consumo: tambaqui (Colossoma macropomum), lambari (Astyanax lacustris) e pacu (Piaractus mesopotamicus).

Outro resultado foi a detecção inédita de Flavobacterium davisii em um pintado-da-amazônia (Pseudoplatystoma punctifer). “Esse caso mostra que a bactéria também pode infectar siluriformes, uma ordem de peixes distinta das que ela costuma colonizar, ampliando a possibilidade de hospedeiros para esse patógeno”, explica Ferreira.

As análises mostraram ainda que os patógenos até então encontrados apenas na Ásia e nos Estados Unidos estão adaptados ao clima do Brasil. Nos testes, F. davisii e F. inkyongense, outra bactéria identificada nas análises, alcançaram condições ideais para o crescimento a 28 °C, temperatura média das águas continentais brasileiras.


Tambaqui (Colossoma macropomum) acometido por Flavobacterium oreochromis (foto: Daniel Ferreira/Caunesp)

Outras duas espécies detectadas nas análises, F. oreochromis e F. indicum, demonstraram preferência por temperaturas mais altas, sendo que a segunda apresentou o pico de desenvolvimento a 35 °C, ou seja, pode ser favorecida pelo aquecimento das águas. Outro dado alarmante é que a 28 °C as bactérias apresentaram uma alta produção de biofilme.

“O biofilme é uma matriz protetora que permite que as bactérias se mantenham num estado de dormência quando as condições não são favoráveis, voltando a se multiplicar quando o ambiente se torna propício”, diz Pilarski.

“Daí a importância de protocolos robustos de higiene e desinfecção para prevenir a colonização dos equipamentos usados para o manejo dos peixes”, completa Ferreira.

Enquanto quase todas as espécies analisadas sofreram uma queda expressiva na formação de biofilmes a 35 °C, na F. davisii esse mecanismo de defesa permaneceu bastante ativo. Os pesquisadores observaram, porém, que sob essa temperatura a bactéria teve sua mobilidade prejudicada.

“Isso sugere uma adaptação, o que chamamos de um trade-off metabólico, em que ela perderia por um lado, se movimentando menos, mas ganharia por outro, produzindo biofilme e sobrevivendo”, explica Ferreira.

Vacinas e sal

A boa notícia é que estudos realizados por outros grupos de pesquisa mostram que bactérias do gênero Flavobacterium não suportam bem a salinidade. Com isso, adicionar sal à água poderia diminuir as chances de colonização do patógeno. No entanto, ainda são necessários novos estudos para determinar os níveis ideais de salinidade para proteger cada espécie de peixe.

Os pesquisadores agora realizam estudos genômicos com as bactérias encontradas a fim de encontrar possíveis alvos para vacinas. A ideia é desenvolver os chamados imunizantes autógenos, vacinas personalizadas para as cepas presentes em cada local de produção.

“Uma vez que a columnariose ataca sobretudo a pele, uma vacina na forma de banho com a bactéria atenuada seria ideal, beneficiando principalmente os peixes jovens. É uma fase em que o sistema imune está em formação e, por serem pequenos, os alevinos poderiam ser vacinados em grande quantidade simultaneamente”, avalia Pilarski.

O artigo Molecular identification and phenotypic characterization of Flavobacterium spp. from Brazilian aquaculture fish pode ser lido em: sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0882401026002627.




Autor: fapesp
Fonte: fapesp
Sítio Online da Publicação: fapesp
Data: 13/07/2026
Publicação Original: https://agencia.fapesp.br/estudo-detecta-pela-primeira-vez-no-brasil-bacterias-que-causam-doenca-grave-em-peixes-de-criacao/58647

Pesquisa da UFRN revela como bromélia ajuda a regenerar a Caatinga



Em um cenário marcado por calor intenso, escassez de água e solo praticamente inexistente, uma bromélia típica da Caatinga vem se revelando uma aliada fundamental da biodiversidade. Pesquisa conduzida por cientistas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) mostra que a macambira-de-flecha (Encholirium spectabile) cria microambientes capazes de sustentar dezenas de espécies vegetais sobre afloramentos rochosos do semiárido nordestino.


O estudo analisou 155 touceiras da espécie distribuídas em 22 afloramentos rochosos do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Ao longo das estações seca e chuvosa, os pesquisadores registraram 35 espécies de plantas vasculares associadas às bromélias, pertencentes a 20 famílias botânicas diferentes. Os resultados indicam que quanto maior a estrutura da macambira, maior também a diversidade de plantas que consegue abrigar.

A pesquisa, liderada pelo biólogo Jaqueiuto Jorge e publicada em uma revista científica internacional da área de Ecologia Vegetal, reforça o papel da macambira como uma espécie capaz de modificar o ambiente e favorecer a sobrevivência de outros organismos em condições extremas.

Segundo o pesquisador, em entrevista à Agência Saiba Mais, uma das maiores surpresas observadas durante os anos de campo foi encontrar árvores de grande porte se desenvolvendo em meio às rochas graças às condições criadas pela bromélia.

“A gente ficou impressionado ao encontrar espécies como o umbuzeiro e o mulungu crescendo sobre afloramentos rochosos. São plantas que dependem de mais nutrientes e de condições favoráveis para se estabelecer. A macambira cria esse ambiente inicial que permite a germinação e o crescimento dessas árvores”, explica.

Além da importância ecológica, o umbuzeiro representa um elo entre fauna, flora e comunidades humanas do semiárido. Seus frutos servem de alimento para animais que, por sua vez, ajudam a dispersar sementes. Aves, morcegos e pequenos mamíferos utilizam as touceiras da bromélia como abrigo e acabam contribuindo para a dinâmica de regeneração desses ambientes.

Microclima contra o calor extremo

Diferentemente de outras bromélias conhecidas por armazenar água, a macambira-de-flecha atua principalmente por sua arquitetura. Suas folhas formam estruturas que acumulam matéria orgânica, retêm sementes e criam áreas protegidas das condições mais severas do ambiente.Foto: Jaqueiuto Jorge

Os pesquisadores observaram que a temperatura dentro das touceiras tende a ser mais amena e a umidade mais elevada em comparação com as áreas expostas ao redor. Isso permite que algumas espécies permaneçam verdes e floridas por mais tempo, mesmo durante períodos de estiagem.

“O que percebemos é que as plantas associadas encontram dentro das touceiras condições mais favoráveis para sobreviver. A umidade é maior e o sombreamento reduz o estresse causado pelo calor excessivo”, afirma Jaqueiuto.

A pesquisa também identificou diferenças entre os períodos de seca e chuva. Algumas espécies aparecem apenas durante a estação chuvosa, enquanto outras conseguem atravessar os ciclos climáticos graças às condições proporcionadas pela bromélia.

Para os pesquisadores, esse papel ganha ainda mais relevância diante das mudanças climáticas. Espécies capazes de criar e manter ambientes favoráveis tendem a se tornar cada vez mais importantes em cenários de aumento das temperaturas e prolongamento das secas.

Além de sua importância para a conservação da biodiversidade, a macambira pode se tornar uma aliada em projetos de recuperação ambiental na Caatinga.

De acordo com Jaqueiuto Jorge, a espécie possui características que favorecem a regeneração de áreas degradadas. Suas raízes ajudam a estabilizar o solo e reduzir processos erosivos, enquanto a matéria orgânica acumulada em sua base cria condições para o estabelecimento de outras plantas.

“Ela é uma planta extremamente resistente e exige poucos cuidados. As raízes ajudam a segurar o solo, enquanto a matéria orgânica acumulada favorece a regeneração da vegetação. Isso faz da macambira uma candidata importante para projetos de restauração”, destaca.

Pesquisas ainda em andamento indicam que a bromélia também contribui para a decomposição da matéria orgânica e para a manutenção de invertebrados responsáveis pela formação de nutrientes no solo, ampliando seu potencial ecológico.

Os afloramentos rochosos onde a macambira ocorre estão sob pressão crescente. Entre as principais ameaças apontadas pelos pesquisadores estão o avanço da mineração, a retirada de rochas ornamentais, obras de infraestrutura e os efeitos das mudanças climáticas.

Segundo Jaqueiuto, a perda dessas bromélias pode provocar impactos que vão muito além da própria espécie.

“Quando se perde uma espécie-chave como a macambira, o impacto é muito maior porque outras plantas e animais dependem dela. Existe um risco de perda de serviços ecossistêmicos que ainda nem compreendemos totalmente”, alerta.

Após mais de uma década de pesquisas sobre a espécie, a equipe agora pretende aprofundar os estudos sobre as interações entre fauna e flora associadas às macambiras. O objetivo é entender como essas relações influenciam os chamados serviços ecossistêmicos, benefícios que alcançam tanto a biodiversidade quanto as populações humanas do semiárido. O estudo foi desenvolvido pelo Programa de Pós-Graduação em Ecologia (PPGECO), UFRN, Financiado pelo CNPq, CAPES e FAPERN.

Além do papel ecológico, a planta possui importância cultural para comunidades sertanejas. Suas folhas e frutos podem ser utilizados na alimentação, no artesanato e em práticas tradicionais, reforçando sua relevância para além dos limites dos afloramentos rochosos onde cresce.

Autor: saibamais
Fonte: saibamais
Sítio Online da Publicação: saibamais
Data: 14/07/2026
Publicação Original: https://saibamais.jor.br/2026/07/pesquisa-da-ufrn-revela-como-bromelia-ajuda-a-regenerar-a-caatinga/?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4

segunda-feira, 13 de julho de 2026

FAPESP divulga resultado de chamadas para coleções biológicas e acervos museológicos

Os dois editais do Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa selecionaram ao todo 50 projetos que preveem ações de recuperação de coleções, informatização dos acervos e disponibilização on-line do acesso ao acervo


Foto: Léo Ramos Chaves/Pesquisa FAPESP



A FAPESP anuncia o resultado para duas chamadas de propostas do PAIP – Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo, lançadas em julho de 2025: uma voltada a Coleções Biológicas e outra a Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos.

Foram no total 50 propostas selecionadas. São projetos que implementarão concepções inovadoras de armazenamento, organização e disponibilização das coleções a partir de uma perspectiva que evidencia o papel fundamental delas como ponto de partida para o desenvolvimento não só de pesquisas, mas também de projetos de caráter cultural e educativo.

Cada uma das chamadas garantirá apoio à aquisição de equipamentos multiusuários (EMU) e custos de suprimentos e serviços necessários à instalação e operacionalização do equipamento multiusuário (EMU), além de Bolsas de Treinamento Técnico e de Participação em Curso.

A chamada que contempla a infraestrutura de Coleções Biológicas teve 12 propostas selecionadas. Abarcando as coleções de herbários, zoológicas e de células e tecidos, a chamada teve como propósito modernizar e expandir a infraestrutura dessas coleções, promovendo avanços na informatização e gestão de dados biológicos, com foco em atender às necessidades de uma ciência cada vez mais integrada e orientada por dados.

Por sua vez, a chamada referente a Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos resultou em 38 projetos. Especificamente, este edital abrangeu espaços – físicos ou virtuais – destinados ao armazenamento, pesquisa e divulgação do conhecimento científico, tecnológico, artístico, histórico e cultural, com destaque para a história social, cultural e científica no Brasil.

Os projetos preveem uma contrapartida institucional das instituições solicitantes que se traduz em gestão institucional administrativa, técnica e financeira adequadas, contando com pessoal de apoio técnico dedicado à operação dos equipamentos, à gestão dos acervos e ao apoio aos usuários da instituição e externos.

Propostas selecionadas

Chamada PAIP / Coleções Biológicas:

EMU Infraestrutura de Coleções Biológicas: Aquisição de MALDI-TOF Biotyper® e liofilizador para aprimoramento da Coleção de Micro-organismos "Prof. Sérgio Batista Alves" com foco no avanço na identificação e preservação de agentes para bioinsumos
Nº Processo: 2025/24486-7
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Coleções Biológicas
Pesquisador Responsável: Ítalo Delalibera Junior
Instituição Sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz/USP

EMU Infraestrutura de Coleções Biológicas: Aquisição de plataforma para análise e disponibilização de dados ômicos e microtomográficos dos acervos Zoológicos do Instituto Butantan
Nº Processo: 2025/24572-0
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Coleções Biológicas
Pesquisador Responsável: Antonio Domingos Brescovit
Instituição Sede: Instituto Butantan/SSSP
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EMU Infraestrutura de Coleções Biológicas: Biobanco para Estudos em Envelhecimento-Transformação Digital e Expansão da Coleção
Nº Processo: 2025/24368-4
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Coleções Biológicas
Pesquisador Responsável: Claudia Kimie Suemoto
Instituição Sede: Faculdade de Medicina/USP
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EMU: Modernização da infraestrutura e do sistema de gerenciamento de dados do LBP visando a garantia de sua preservação, a produção de dados digitais e o compartilhamento de dados
Nº Processo: 2025/21526-8
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Coleções Biológicas
Pesquisador Responsável: Claudio de Oliveira
Instituição Sede: Instituto de Biociências de Botucatu/UNESP
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EMU Infraestrutura de Coleções Biológicas: Aquisição de Microscópio DVM6 para produção de imagens e reconstruções em 3D das coleções científicas do Departamento de Biologia da FFCLRP - USP, com foco em séries-tipo, espécimes raros e de grupos ameaçados
Nº Processo: 2025/24339-4
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Coleções Biológicas
Pesquisador Responsável: Tiana Kohlsdorf
Instituição Sede: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto/USP

EMU Infraestrutura de Coleções Biológicas: Aquisição de Plataforma Multiusuário para Coleções Microbiológicas visando a Bioprospecção, Patógenos e Modelos Genéticos (BIPAGEN)
Nº Processo: 2025/21993-5
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Coleções Biológicas
Pesquisador Responsável: Gustavo Henrique Goldman
Instituição Sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto/USP

EMU: Aquisição de microscópio eletrônico de varredura para o fortalecimento da infraestrutura das coleções biológicas marinhas do IOUSP na década do oceano
Nº Processo: 2025/24155-0
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Coleções Biológicas
Pesquisador Responsável: Paulo Yukio Gomes Sumida
Instituição Sede: Instituto Oceanográfico/USP

EMU Infraestrutura de Coleções Biológicas: Aquisição do aparelho - MALDI-TOF - digitalização, ampliação, qualificação e difusão da Coleção de Fungos Patogênicos Professor Carlos da Silva Lacaz da FMUSP-HC
Nº Processo: 2025/24516-3
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Coleções Biológicas
Pesquisador Responsável: Gil Benard
Instituição Sede: Faculdade de Medicina/USP

EMU Infraestrutura de Coleções Biológicas: Revisão, informatização e disponibilização pública dos acervos do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZUSP)
Nº Processo: 2025/24508-0
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Coleções Biológicas
Pesquisador Responsável: Luís Fábio Silveira
Instituição Sede: Museu de Zoologia/USP

EMU: Sistema integrado de proteção contra incêndio e modernização das Coleções Biológicas do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas - IBILCE/UNESP
Nº Processo: 2025/24598-0
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Coleções Biológicas
Pesquisador Responsável: Fernando Barbosa Noll
Instituição Sede: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas de São José do Rio Preto/UNESP

EMU Infraestrutura de Coleções Biológicas do Museu de Diversidade Biológica (MDBio): aquisição e incremento de equipamentos para investigações taxonômicas, estudos biogeográficos e conservação da biodiversidade
Nº Processo: 2025/24590-9
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Coleções Biológicas
Pesquisador Responsável: Antônia Cecília Zacagnini Amaral
Instituição Sede: Instituto de Biologia/UNICAMP

EMU Infraestrutura de Coleções Biológicas: Aquisição de um Sistema para Criogenética de Amostras Biológicas para Institut Pasteur de São Paulo
Nº Processo: 2025/24602-7
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Coleções Biológicas
Pesquisador Responsável: Edison Luiz Durigon
Instituição Sede: Instituto Pasteur de São Paulo/IPSP

Chamada PAIP / Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos:

EMU - Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos: Aquisição de Plataforma Integrada de Serviços de Biblioteca e Atualização do Laboratório de Digitalização
Nº Processo: 2025/24426-4
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos
Pesquisador Responsável: Paulo Martins
Instituição Sede: Sistema Integrado Bibliotecas/USP

EMU Infraestrutura de Preservação Digital em Acervos Museológicos e Arquivísticos: aquisição de storages e servidores para guarda, pesquisa e disponibilização de acervos digitais de arte e arquitetura
Nº Processo: 2025/24484-4
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos
Pesquisador Responsável: José Tavares Correia De Lira
Instituição Sede: Museu Arte Contemporânea/USP

EMU - Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos: "Gestão Integrada dos Acervos Digitais dos Museus da Unesp, com sistema web e disk shelf para sistema de armazenamento NetApp, com discos SAS/SSD (GIAM-Unesp)"
Nº Processo: 2025/24596-7
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos
Pesquisador Responsável: Neide Barroca Faccio
Instituição Sede: Faculdade de Ciências e Tecnologia de Presidente Prudente/UNESP

EMU Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos: Aquisição de digitalizador para preservação e difusão das obras raras e dos acervos históricos do IAC, berço da ciência agrícola da América Latina
Nº Processo: 2025/24215-3
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos
Pesquisador Responsável: Alessandra Alves de Souza
Instituição Sede: Instituto Agronômico de Campinas/SAASP

EMU Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos: Aquisição de Equipamentos e licenças de softwares para a criação de um Centro de Digitalização e Tratamento Inteligente de Coleções – CDTIC
Nº Processo: 2025/24438-2
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos
Pesquisador Responsável: Solange Ferraz De Lima
Instituição Sede: Museu Paulista/USP

EMU Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos: Aquisição de Scanner Planetário A1 com suporte motorizado angular para digitalização de obras raras da Coleção Campiniana do CMU e acesso em plataforma digital
Nº Processo: 2025/24589-0
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos
Pesquisador Responsável: André Luiz Paulilo
Instituição Sede: Centro de Memória/UNICAMP

EMU: Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos- A Memória da Odontologia em Ação
Nº Processo: 2025/24578-9
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos
Pesquisador Responsável: Karina Gonzales Silverio Ruiz
Instituição Sede: Faculdade de Odontologia de Piracicaba/UNICAMP

EMU Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos: Aquisição de arquivos deslizantes; sistema de detecção, alarme e supressão de incêndio; ar-condicionado para o Centro de Pesquisa e Documentação da ECA USP
Nº Processo: 2025/24367-8
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos
Pesquisador Responsável: Fausto Roberto Poço Viana
Instituição Sede: Escola de Comunicações e Artes/USP

EMU Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos: preservação e popularização do Fundo Inezita Barroso e acervos sonoros do Arquivo do Instituto de Estudos Brasileiros
Nº Processo: 2025/24465-0
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos
Pesquisador Responsável : Flávia Camargo Toni
Instituição Sede: Instituto de Estudos Brasileiros/USP

EMU: Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos: Aquisição de equipamentos de infraestrutura em tecnologia da informação para criação do repositório educacional do estado de SP: implantação do Museu da Educação
Nº Processo: 2025/24424-1
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos
Pesquisador Responsável: Carlota Josefina Malta Cardozo dos Reis Boto
Instituição Sede: Faculdade de Educação/USP

EMU Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos: Digitalização, Preservação e Informatização do Acervo Histórico-Científico do CMAIH/SBPC
Nº Processo: 2025/24580-3
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos
Pesquisador Responsável: Giselle Zenker Justo
Instituição Sede: Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência

EMU Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Científicos e Museológicos: Aquisição de tomógrafo 3D e equipamentos de preservação para digitalização inclusiva dos acervos do IG-UNICAMP
Nº Processo: 2025/24601-0
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos
Pesquisador Responsável: David Jozef Cornelius Debruyne
Instituição Sede: Instituto Geociências/UNICAMP

EMU Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos: Aquisição de arquivos deslizantes para armazenamento e preservação do acervo da Biblioteca e Documentação-UNESP-Campus de Botucatu
Nº Processo: 2025/24038-4
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos
Pesquisador Responsável: Silvana Artioli Schellini
Instituição Sede: Faculdade de Medicina de Botucatu/UNESP

EMU Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos: Aquisição de scanner profissional para digitalização de documentos musicais
Nº Processo: 2025/24582-6
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos
Pesquisador Responsável: Raquel Juliana Prado Leite de Sousa
Instituição Sede: Centro de Integração, Documentação e Difusão Cultural/UNICAMP

EMU Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos: preservação e acondicionamento adequados para o acervo bibliográfico das Geociências
Nº Processo: 2025/24350-8
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos
Pesquisador Responsável: Caetano Juliani
Instituição Sede: Instituto Geociências/USP

EMU Infraestrutura de pesquisa em acervos museológicos, bibliográficos e arquivísticos: aquisição de infraestrutura analítica para identificação, ampliação e modernização do acervo digital do museu Heinz Ebert
Nº Processo: 2025/24527-5
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos
Pesquisador Responsável: Antonio Misson Godoy
Instituição Sede: Instituto de Geociências e Ciências Exatas de Rio Claro/UNESP

EMU Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos: Aquisição de sistema de refrigeração e desumidificação para a reserva técnica do Laboratório de Imagem e Som em Antropologia-USP
Nº Processo: 2025/24496-2
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos
Pesquisador Responsável: Rose Satiko Gitirana Hikiji
Instituição Sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas/USP

EMU Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos: Aquisição de equipamentos específicos de digitalização de acervos e servidores de armazenamento digital para a criação de Laboratório de Digitalização- Museu do Café
Nº Processo: 2025/24530-6
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos
Pesquisador Responsável: Paula Ferreira Vermeersch
Instituição Sede: Faculdade de Ciências e Tecnologia de Presidente Prudente/UNESP

EMU Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos: Aquisição de sistema de infraestrutura digital para preservação e acesso aos acervos do Instituto Butantan - memória científica do Estado de São Paulo
Nº Processo: 2025/24518-6
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos
Pesquisador Responsável: Suzana Cesar Gouveia Fernandes
Instituição Sede: Instituto Butantan/SSSP

EMU Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos: Aquisição de Scanner Profissional Zeutschel para Digitalização e Modernização de Coleções de Acervos Históricos da Região de Ribeirão Preto
Nº Processo: 2025/24406-3
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos
Pesquisador Responsável: José Eduardo Santarém Segundo
Instituição Sede: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto/USP

EMU Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos: Aquisição de Infraestrutura de Interoperabilidade para a Fundação de Energia e Saneamento e o Instituto de Energia e Ambiente da USP aplicada à História da Energia
Nº Processo: 2025/24608-5
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos
Pesquisador Responsável: Sonia Maria Troitino Rodriguez
Instituição Sede: Faculdade de Filosofia e Ciências de Marilia/UNESP

EMU Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos: Aquisição de estantes deslizantes e modernização da infraestrutura para preservação do acervo e a ampliação dos espaços de estudo da Biblioteca de Física do IFGW
Nº Processo: 2025/24594-4
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos
Pesquisador Responsável: Arlene Cristina Aguilar
Instituição Sede: Instituto de Física Gleb Wataghin/UNICAMP

EMU Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos: Aquisição de Scanner Planetário Profissional OS A2 Advanced para Biblioteca da FZEA/USP
Nº Processo: 2025/24533-5
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos
Pesquisador Responsável: Carmen Silvia Favaro Trindade
Instituição Sede: Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos/USP

EMU - Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos: Aquisição de equipamento para um portal de acervos teatrais Cena da Memória: Portal do Teatro Brasileiro
Nº Processo: 2025/24607-9
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos
Pesquisador Responsável: Lígia Maria Camargo Silva Cortez
Instituição Sede: Escola Superior de Artes Celia Helena/AAES

EMU Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos: Aquisição de Serviço de Conservação, Recuperação e Digitalização do Acervo NEV-USP (CEPIx-USP)
Nº Processo: 2025/24398-0
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos
Pesquisador Responsável: Marcos Cesar Alvarez
Instituição Sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas/USP

EMU: Aquisição de equipamentos e serviços para digitalização, conservação e disponibilização do acervo museológico e documental do Centro Histórico-Cultural da Enfermagem Ibero-Americana (CHCEIA)
Nº Processo: 2025/24558-8
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos
Pesquisador Responsável: Rodrigo Almeida Bastos
Instituição Sede: Escola de Enfermagem/USP

EMU: Aquisição de equipamentos para implantação do Centro de Documentação e Memória
Nº Processo: 2025/24219-9
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos
Pesquisador Responsável: Cauê Alves
Instituição Sede: Museu de Arte Moderna de São Paulo

EMU Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos: Aquisição de Equipamentos e contratação de serviços de terceiros para a salvaguarda dos acervos CPV e CIM no AEL-UNICAMP
Nº Processo: 2025/24603-3
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos
Pesquisador Responsável: Mario Augusto Medeiros Da Silva
Instituição Sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas/UNICAMP

EMU Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos: Reorganização dos sistemas de armazenamento, organização, acesso e divulgação do acervo histórico da Fundação Escola de Sociologia e política de São Paulo
Nº Processo: 2025/24604-0
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos
Pesquisador Responsável: Isabel Cristina Ayres da Silva Maringelli
Instituição Sede: Escola Sociologia e Política de São Paulo/FESPSP

EMU Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos: Aquisição de escâner planetário robotizado para a Biblioteca Joel Martins (FE/Unicamp)
Nº Processo: 2025/24546-0
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos
Pesquisador Responsável: Ana Lúcia Horta Nogueira
Instituição Sede: Faculdade de Educação/UNICAMP

EMU-Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos: Aquisição de arquivos deslizantes, serviço de digitalização e restauro para acondicionamento, difusão e preservação da coleção de periódicos da Biblioteca IPEN
Nº Processo: 2025/24563-1
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos
Pesquisador Responsável: Isolda Costa
Instituição Sede: Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares/SDE

EMU Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos: Aquisição de serviços de higienização e restauro e implementação de laboratório para garantir preservação e acesso ao acervo especial Shiguenoli
Nº Processo: 2025/24571-4
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos
Pesquisador Responsável: Antonio Vogaciano Barbosa Mota Filho
Instituição Sede: Campus Osasco/UNIFESP
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EMU Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos: Aquisição de acervos deslizantes, higienização e infraestrutura de informática para Biblioteca Octavio Ianni (IFCH-Unicamp)
Nº Processo: 2025/24574-3
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos
Pesquisador Responsável: Mariana Miggiolaro Chaguri
Instituição Sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas/UNICAMP

EMU Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivístico: Aquisição de Scanners e Infraestrutura para digitalização e disponibilização virtual de obras raras e históricas do acervo da Biblioteca da FDUSP
Nº Processo: 2025/24476-1
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos
Pesquisador Responsável: Mauricio Zanoide de Moraes
Instituição Sede: Faculdade Direito/USP

EMU Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos: Preservação e Tratamento Documental para Acesso Digital da Coleção de Dossiês de Artistas do Arquivo Histórico Wanda Svevo
Nº Processo: 2025/24494-0
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos
Pesquisador Responsável: Lígia Fonseca Ferreira
Instituição Sede: Fundação Bienal de São Paulo

EMU Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos: Aquisição de hot stamp, plotter , guilhotina digital, servidores (Prodigy e NAS), higienização e digitalização de fotografias para Preservação e Memória
Nº Processo: 2025/24498-5
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos
Pesquisador Responsável: Rogério Nogueira de Oliveira
Instituição Sede: Faculdade de Odontologia/USP

EMU Infraestrutura de pesquisa em acervos museológicos, bibliográficos e arquivísticos: aquisição de equipamentos de digitalização e catalogação museológica para acesso aberto ao acervo do Centro de Ciências de Araraquara (CCA/IQ-UNESP)
Nº Processo: 2025/24380-4
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos
Pesquisador Responsável: Ian Castro Gamboa
Instituição Sede: Instituto de Química de Araraquara/UNESP

EMU: Implantação e Disponibilização de Sistema de Imagens Osteológicas de Alta Definição para Modernização e Expansão da Coleção Ictiológica do Acervo Zoológico da Universidade Santa Cecília (AZUSC)
Nº Processo: 2025/24615-1
Linha de Fomento: Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa do Estado de São Paulo (PAIP): Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa em Acervos Museológicos, Bibliográficos e Arquivísticos
Pesquisador Responsável: Matheus Marcos Rotundo


Instituição Sede: Pró-Reitoria Acadêmica/UNISANTA


Autor: fapesp
Fonte: fapesp
Sítio Online da Publicação: fapesp
Data: 01/07/2026
Publicação Original: https://fapesp.br/18257/fapesp-divulga-resultado-de-chamadas-para-colecoes-biologicas-e-acervos-museologicos