sexta-feira, 9 de outubro de 2026

O que os movimentos do corpo podem revelar sobre os níveis de ansiedade?


Em lugar de manter os participantes do estudo em um ambiente controlado de laboratório, grupo de pesquisa optou pelo uso de smartwatches para coletar dados em sua vida cotidiana a fim de obter uma representação mais próxima da rotina real das pessoas e investigar a ansiedade do grupo (Foto: Magnific)

Vida corrida, pressão diária e incertezas fazem parte da rotina de muitas pessoas. Mas será que os movimentos do nosso corpo, registrados por um smartwatch, podem ajudar a identificar diferentes níveis de ansiedade? Foi justamente essa pergunta que levou pesquisadores do Instituto de Computação da Universidade Federal Fluminense (UFF) a investigar se técnicas de Inteligência Artificial poderiam estimar níveis de ansiedade a partir de dados de movimento coletados durante a vida cotidiana.

A ansiedade pode envolver preocupação excessiva, inquietação, alterações na atenção e no sono, entre outros sintomas. Quando persistente e intensa, pode estar relacionada a transtornos de ansiedade, que estão entre os problemas de saúde mental mais comuns no mundo. Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) publicadas em 2017, o Brasil apresentava uma das maiores prevalências de transtornos de ansiedade do mundo: cerca de 9,3% da população, o equivalente a aproximadamente 18,7 milhões de pessoas. Nas Américas, a prevalência estimada também era maior entre mulheres do que entre homens. Diante desse cenário, investigar formas de acompanhar os níveis de ansiedade de maneira contínua e pouco invasiva pode abrir novas possibilidades para a pesquisa em saúde mental.

Um relógio para acompanhar a vida real

A coordenadora da pesquisa, Taiane Coelho Ramos, explica que o diferencial do estudo está na forma como os dados foram coletados. "Em vez de manter os participantes em um ambiente controlado de laboratório, utilizamos smartwatches durante a vida cotidiana. Assim, eles puderam realizar suas atividades normalmente ao longo das 24 horas de coleta. Essa característica é importante porque o comportamento humano pode mudar quando uma pessoa sabe que está sendo observada ou precisa permanecer em um ambiente controlado. Ao acompanhar os movimentos durante atividades habituais, buscamos obter uma representação mais próxima da rotina real", disse.

Ainda são relativamente poucos os estudos que utilizam dispositivos vestíveis em condições de vida livre para investigar ansiedade a partir de dados de movimento. Ela explica que, em 2021, um estudo liderado pelo pesquisador Nicholas Jacobson utilizou dados de actigrafia, obtidos por sensores usados no pulso, para prever a deterioração de sintomas de ansiedade ao longo de 17 a 18 anos. "Nosso trabalho se diferencia por combinar a estimativa contínua dos níveis de ansiedade, o uso exclusivamente de dados de acelerômetro e a coleta realizada em condições de vida livre", conta o graduando Raphael Fernandes.

Quem participou do estudo?

A pesquisa, apoiada pelo programa Auxílio à Pesquisa (APQ 1) da FAPERJ, contou com 41 voluntários universitários, com idades entre 17 e 60 anos e média de 26 anos. Do total, 18 eram mulheres e 23, homens. Os níveis de ansiedade foram avaliados por meio do Inventário de Ansiedade Traço-Estado (IDATE) – uma escala psicométrica utilizada para avaliar diferentes níveis de ansiedade. Raphael explica que é importante destacar que o IDATE não estabelece um único ponto de corte capaz de separar pessoas em “ansiosas” e “não ansiosas”, nem substitui uma avaliação clínica para o diagnóstico de um transtorno de ansiedade. Ele conta que, na amostra do grupo da UFF, a média dos escores foi de 53 pontos, indicando um nível médio de ansiedade.

"Não tivemos participantes com níveis baixos de ansiedade. O que significa que a distribuição dos escores foi limitada. Essa característica precisa ser considerada ao interpretar os resultados. Sabemos que uma amostra formada por estudantes universitários não representa toda a população. O objetivo desta primeira etapa foi avaliar a viabilidade da metodologia. A intenção é ampliar progressivamente o número e a diversidade dos participantes nas próximas etapas", conta. O grupo também quer disponibilizar um banco de dados de movimento que possa contribuir para outros pesquisadores interessados em estudar a relação entre comportamento, movimento e saúde mental.

Como a Inteligência Artificial entra nessa história?

Para analisar os dados, o grupo utilizou redes neurais profundas, um tipo de Inteligência Artificial capaz de aprender padrões complexos a partir de grandes volumes de informações. "No nosso estudo, o modelo recebeu os dados de movimento registrados pelo smartwatch e aprendeu quais padrões estavam associados aos diferentes níveis de ansiedade. Uma das técnicas utilizadas foi a LSTM. Trata-se de um tipo de rede neural desenvolvida para trabalhar com dados que acontecem ao longo do tempo", disse Taiane.

Ela explica que isso é importante porque o movimento de uma pessoa não é apenas uma coleção de eventos isolados. Existe uma sequência: o que aconteceu anteriormente pode ajudar a interpretar o que está acontecendo agora. E Raphael complementa: “Podemos imaginar a LSTM como alguém assistindo a um filme. Para compreender uma cena, não é necessário lembrar de todos os detalhes anteriores, mas algumas informações das cenas passadas são importantes para entender o momento atual”.

A LSTM funciona de maneira semelhante. Preserva informações anteriores que podem ser relevantes e descarta aquelas que deixam de ser úteis. O sensor utilizado foi o acelerômetro, capaz de medir variações de aceleração em três eixos. Essas informações permitiram registrar como os movimentos dos participantes variavam ao longo do tempo.
A coordenadora da pesquisa, Taiane Coelho Ramos, e o graduando Raphael Fernandes: de acordo com ela, ainda são relativamente poucos os estudos que utilizam dispositivos vestíveis como smartwatches em condições de vida livre para investigar a ansiedade a partir de dados de movimento (Fotos: Divulgação)


"Reunimos os dados coletados durante 24 horas e fornecemos essa série temporal ao modelo. Assim, em vez de determinar previamente quais características do movimento seriam importantes, deixamos que a rede aprendesse padrões automaticamente que pudessem estar associados aos diferentes escores de ansiedade. Portanto, não podemos dizer que determinado movimento específico significa que uma pessoa está mais ou menos ansiosa. Um dos próximos passos da pesquisa é investigar, por meio de técnicas de explicabilidade, quais características dos dados de movimento estão contribuindo para as previsões do modelo", afirma Taiane.

Quais são as limitações?

Como toda pesquisa inicial, o estudo apresenta limitações. A principal está relacionada à própria amostra. O grupo não contou com participantes com níveis baixos de ansiedade. Isso significa que o modelo não foi treinado com toda a amplitude possível de escores, desde níveis muito baixos até níveis elevados. Essa distribuição limitada pode dificultar a generalização dos resultados para pessoas com características diferentes das observadas no estudo.

Por isso, ampliar a amostra e incluir participantes com diferentes níveis de ansiedade será fundamental nas próximas etapas. Também será necessário avaliar se os padrões aprendidos pelo modelo continuam funcionando em grupos maiores e mais diversos.

O que pode acontecer no futuro?

Apesar dessas limitações, os resultados abrem uma perspectiva interessante: a possibilidade de utilizar dispositivos vestíveis para acompanhar mudanças comportamentais durante longos períodos, sem a necessidade de manter a pessoa em um ambiente de laboratório. Isso não significa que um smartwatch possa substituir a avaliação de um profissional de saúde. A proposta é fornecer informações complementares sobre mudanças que acontecem ao longo do tempo e que eventualmente possam auxiliar uma avaliação mais aprofundada.

Com o avanço da inteligência artificial e dos dispositivos vestíveis, é possível imaginar sistemas de apoio à avaliação em saúde mental cada vez mais personalizados, capazes de acompanhar variações individuais ao longo do tempo. A hipótese dos cientistas é que essa abordagem também possa ser aplicada a outras condições associadas a alterações de rotina, comportamento ou padrões de movimento.

Atualmente, o grupo desenvolve um modelo voltado à identificação de padrões relacionados à depressão e também iniciamos a coleta de dados de pessoas com Alzheimer utilizando smartwatches. O desafio, agora, é transformar grandes volumes de dados de movimento em informações que ajudem a compreender melhor o comportamento humano. Mas os pesquisadores alertam que não se deve perder de vista que, quando falamos de saúde mental, a tecnologia deve ser uma ferramenta de apoio, e não um substituto para a avaliação humana.


Autor: faperj
Fonte: faperj
Sítio Online da Publicação: faperj
Data: 01/10/2026
Publicação Original: https://www.faperj.br/?id=1119.7.3

Livro apresenta ilustrações botânicas da flora das Ilhas Cagarras



Entre as espécies de flora que ganharam ilustrações botânicas no livro, estão: A) o cacto Coleocephalocereus; B) a pitangueira Eugenia uniflora; C) a bromélia Neoregelia cruenta; e D) o cacto Coleocephalocereus fluminensis (Artes: Luiz Berri)


Quem vai à praia de Ipanema, cartão postal da Zona Sul do Rio, pode avistar no horizonte, a apenas cinco quilômetros da costa, o Arquipélago das Ilhas Cagarras. Apesar da proximidade com o litoral e da beleza natural que emoldura a orla carioca, esse conjunto de quatro ilhas principais e duas ilhotas ainda é um objeto de estudo pouco explorado pelos cientistas. No livro Mona Cagarras – Guia ilustrado da flora símbolo do arquipélago, os autores Luiz Berri e Massimo Bovini apresentam, de forma didática e lúdica, ilustrações botânicas das 15 espécies mais representativas da flora do arquipélago, catalogadas após anos de pesquisas e expedições. A obra (editora Telha, 2025, 56 p.) foi publicada por meio do edital Apoio à Editoração, da FAPERJ, e ficou entre os finalistas da edição 2026 do Prêmio Jabuti Acadêmico, na categoria Ilustração Científica.

O livro é fruto da dissertação do ilustrador botânico Luiz Berri, e foi produzida durante o mestrado profissional em Biodiversidade em Unidades de Conservação da Escola Nacional de Botânica Tropical, do Instituto de Pesquisas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ). Seu orientador acadêmico foi o próprio coautor, Massimo Bovini, que é professor e pesquisador da pós-graduação do JBRJ e pesquisa as Ilhas Cagarras há cerca de 15 anos.

“O objetivo do trabalho é ajudar a construir uma iconografia, com base na ilustração botânica, da rica flora que cresce sobre as Ilhas Cagarras. Berri desenhou, em aquarelas, as 15 espécies mais emblemáticas e facilmente encontradas nas Cagarras, mas já cataloguei um total de 195 espécies de flora nessas ilhas, que se assemelham à vegetação das restingas encontradas no litoral fluminense”, disse Massimo Bovini.

Berri contou que se dedica à ilustração botânica há bastante tempo, tendo participado, antes do mestrado, de vários cursos na área, ministrados pelos ilustradores Paulo Ormindo e Malena Barreto, na Escola Nacional de Botânica Tropical do JBRJ. Eles se especializaram em Ilustração Botânica no London Kew Gardens, um dos maiores jardins botânicos do mundo. “Esse período de estudos de Ilustração foi muito importante para minha formação. Fico feliz pelo fato do livro ter chegado à final do Prêmio Jabuti Acadêmico. Quando começamos o trabalho, pensei, junto com o Massimo, apenas em fazer um bom trabalho de Divulgação Científica, de aproximar o público em geral do trabalho científico, unindo ciência e arte”, contou.
Luiz Berri durante a cerimônia de entrega dos vencedores do Prêmio Jabuti. Dupla de autores ficou entre os cinco finalistas na categoria Ilustração Científica (Foto: Divulgação)


Nesse sentido, o livro tem textos informativos escritos em uma linguagem leve, atraente para os jovens e demais interessados no tema, e também oferece um capítulo com ilustrações botânicas concebidas em line art (desenhos apenas feitos com o contorno das figuras), para quem quiser colorir as espécies vegetais. “A ideia dos desenhos em line art surgiu para estimular a criatividade e provocar no leitor a vontade de explorar essa linguagem de expressão. Os riscos básicos dos contornos das espécies estão ali para que o leitor possa ter o prazer de pintar”, explicou Berri. (Clique aqui para imprimir e colorir uma das espécies ilustradas na obra).

Ilhas Cagarras: pesquisa, riqueza e biodiversidade

Desde abril de 2021, o Monumento Natural (Mona) das Ilhas Cagarras ganhou o título de Ponto de Esperança (Hope Spot) do Atlântico Sul, privilégio antes concedido apenas ao Arquipélago de Abrolhos, no sul da Bahia. No mundo, existem 130 Hope Spots, categorizados pela Mission Blue, organização internacional voltada à conservação dos oceanos.

Apesar de ser um ecossistema insular desprovido de fontes de água doce, e que tem um solo raso e com alta salinidade, o arquipélago abriga diversas espécies endêmicas e ameaçadas – sendo um refúgio fundamental para as aves marinhas, um corredor natural durante o processo de migração das baleias-jubarte e um ponto-chave para a reprodução de espécies de peixes comerciais.
Massimo Bovini destaca a importância de aprofundar as pesquisas sobre as Ilhas Cagarras, ecossistema ainda pouco explorado pelos cientistas (Foto: Divulgação)


E ainda, pesquisas recentes, de 2012, que contaram com a participação de Bovini e outros pesquisadores, revelaram a existência de um sítio arqueológico até então desconhecido nas Cagarras, com vestígios de objetos cerâmicos e artefatos que indicam a presença de civilizações indígenas pré-coloniais no local, de origem tupi-guarani.

“É muito importante estudar esse local. Por incrível que pareça, existem mais estudos sobre o ecossistema de Fernando de Noronha do que o ecossistema das Cagarras, que estão bem próximas ao Rio. Nós só preservamos aquilo que conhecemos, e esperamos apoio para dar continuidade a esses estudos”, justificou Bovini.

Ele participou anteriormente de outras obras sobre as Ilhas Cagarras: História, pesquisa e biodiversidade das Ilhas Cagarras (resultado do projeto Ilhas do Rio, financiado pelo edital Petrobras Ambiental) e publicou os artigos científicos Use of Nucleation Technique in the Recovery of Degraded Insular Environment in Rio de Janeiro; Floristic diversity of the Cagarras Islands Natural Monument, Rio de Janeiro, Brazil; e Uma cápsula do tempo: o uso potencial de recursos naturais por visitantes pré-coloniais no arquipélago das Cagarras, Rio de Janeiro.




Autor: faperj
Fonte: faperj
Sítio Online da Publicação: faperj
Data: 08/10/2026
Publicação Original: https://www.faperj.br/?id=1109.7.7

FAPERJ participa de evento sobre oportunidades de pós-doutorado na Europa




Luís Cristóvão Porto: o coordenador da Assessoria de Relações Internacionais da FAPERJ destaca que a internacionalização da pesquisa está entre as prioridades da Fundação (Foto: Divulgação)


Nos dias 19 e 20 de outubro, o Rio de Janeiro receberá o evento Postdoc in Europe, promovido pela EURAXESS América Latina e Caribe (LAC), que tem parceria de longa data com a FAPERJ. O objetivo é apresentar oportunidades de pós-doutorado e financiamento à pesquisa na Europa, além de oferecer orientações práticas para pesquisadores interessados em desenvolver suas carreiras acadêmicas no exterior. A iniciativa reunirá representantes de nove países europeus: Alemanha, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Itália, Lituânia, Noruega e Suécia, além de agências brasileiras de fomento à pesquisa.

A FAPERJ estará representada pelo professor Luís Cristóvão de Moraes Sobrinho Porto, coordenador da Assessoria de Relações Internacionais da Fundação, que realizará uma apresentação em um dos painéis previstos para o dia 19 de outubro. “A internacionalização da pesquisa é uma das prioridades da FAPERJ, e eventos como este contribuem para ampliar as oportunidades de inserção dos pesquisadores fluminenses no cenário científico internacional. Nossa participação reforça o compromisso da Fundação em estimular a mobilidade acadêmica e a construção de parcerias com instituições de excelência no exterior”, destaca o professor Cristóvão.

No dia 19 de outubro, será realizada uma sessão informativa na sede da Academia Brasileira de Ciências (ABC), no Centro, das 8h30 às 13h. O encontro será aberto a pesquisadores interessados em oportunidades de pós-doutorado na Europa, mediante inscrição, e contará com apresentações sobre programas de financiamento e possibilidades de mobilidade acadêmica internacional.

Já no dia 20 de outubro, o Goethe-Institut Rio de Janeiro receberá oficinas práticas destinadas a participantes previamente selecionados. As atividades abordarão temas como a identificação de potenciais supervisores e grupos de pesquisa, a preparação de candidaturas, a elaboração de projetos e os procedimentos necessários para a realização de atividades de pesquisa na Europa.

As oficinas serão voltadas a pesquisadores que estejam a até um ano da conclusão do doutorado ou que tenham concluído a formação há até 12 anos. A programação também incluirá atendimentos individuais com representantes dos países participantes e oportunidades de interação entre pesquisadores e instituições.

A programação completa será divulgada em breve.




Autor: faperj
Fonte: faperj
Sítio Online da Publicação: faperj
Data: 08/10/2026
Publicação Original: https://www.faperj.br/?id=1126.7.3

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Suspeita de peste pneumónica na Rússia: o que se sabe e qual o risco para a Europa


Direitos de autor Canva/Cleared


A morte de um funcionário de um instituto anti-peste na Rússia, após um acidente de laboratório, voltou a centrar atenções na peste e na forma como se propaga


Morreu uma trabalhadora do instituto anti-peste em Irkutsk, na Rússia, [quando?], depois de se partir um tubo de ensaio no laboratório, avançaram os meios de comunicação regionais, citando fontes não identificadas próximas dos serviços de segurança da região.

As autoridades russas afirmaram não ter encontrado provas de que a doença tivesse sido provocada por algum dos agentes patogénicos com que trabalhava. Ainda assim, o caso gerou alarme na Rússia, depois de informações não confirmadas na comunicação social sugerirem que a morte poderá ter sido causada por peste pneumónica, uma forma menos comum mas grave da doença, que pode transmitir-se entre pessoas.

Órgãos de comunicação russos noticiaram que cerca de 200 pessoas que tinham estado em contacto com a trabalhadora falecida estavam sob rigorosa vigilância médica e que vários hospitais da região foram encerrados e colocados em quarentena.

“Dado que o contágio ocorreu num laboratório (presumivelmente bem desinfetado) e as pessoas foram rapidamente colocadas em quarentena, é altamente improvável que se propague mais e, por isso, apesar de ser contagiosa, é pouco provável que tenha oportunidade de se disseminar”, afirmou Alice Hughes, professora de ciência da conservação na Universidade de Melbourne, em declarações ao Science Media Centre.


Ainda assim, as autoridades de saúde pública acompanham de perto qualquer evolução.

O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) indicou à Euronews que está “a acompanhar de perto a situação” e em contacto com a Organização Mundial da Saúde.

“Estamos a par do caso de pneumonia de origem desconhecida no leste da Rússia que é suspeito de ser peste. Essa suspeita ainda não foi confirmada”, afirmou um porta‑voz em comunicado escrito.

O porta‑voz acrescentou que, com base na informação limitada atualmente disponível, não há registo de casos secundários nem de transmissão sustentada entre humanos, e sublinhou que existe “pouca deslocação” entre Irkutsk e os países da União Europeia e do Espaço Económico Europeu, “sobretudo nesta altura devido à guerra da Rússia contra a Ucrânia”.

A peste está ausente da Europa há mais de 50 anos; ainda assim, registam-se casos humanos em África, sobretudo na República Democrática do Congo e em Madagáscar.
Que dizem os especialistas sobre o risco?

Embora a informação disponível sobre o caso suspeito na Rússia seja muito limitada, especialistas salientam que casos esporádicos de peste pneumónica não são invulgares.

“A peste não é uma doença do passado”, afirmou Zania Stamataki, professora associada de imunologia viral na Universidade de Birmingham, em declarações ao Science Media Centre. “Permanece endémica em populações de roedores em África, na Ásia e nas Américas, e surgem casos humanos todos os anos, incluindo surtos da forma pneumónica.”

Segundo Brendan Wren, professor de patogénese microbiana na London School of Hygiene & Tropical Medicine, “não deve haver grande preocupação, uma vez que a transmissão de Yersinia pestis entre humanos é geralmente fraca”.
O que é a peste pneumónica?

A peste pneumónica ocorre quando a peste, uma doença infecciosa causada por bactérias, atinge os pulmões.

A peste pneumónica é a forma mais grave da doença e a única que pode ser transmitida de pessoa para pessoa. Sem tratamento, apresenta uma taxa de letalidade entre 30% e 100%.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, é particularmente contagiosa e pode desencadear epidemias graves através de transmissão entre humanos por partículas respiratórias. No entanto, as taxas de recuperação são elevadas se a doença for detetada e tratada a tempo.

O período de incubação pode ser tão curto como 24 horas e qualquer pessoa infetada pode transmiti-la a outros seres humanos através de partículas respiratórias.
Quais são os sintomas?

A peste pneumónica desenvolve-se quando as bactérias chegam aos pulmões de um doente com peste bubónica ou septicémica não tratada, ou quando uma pessoa inala gotículas infecciosas expelidas pela tosse de outra pessoa ou de um animal infetado.

Os sintomas surgem, em geral, entre um e três dias após a infeção. Incluem problemas respiratórios graves, como falta de ar e tosse, muitas vezes com espetoração sanguinolenta ou aquosa.
Qual é o tratamento?

Sem tratamento, a peste pneumónica pode ser rapidamente fatal. Diagnóstico e terapêutica precoces são essenciais para a sobrevivência e para reduzir complicações. Antibióticos correntes usados contra enterobactérias podem curar eficazmente a doença se administrados numa fase inicial.

“A peste é uma doença infecciosa grave. No entanto, pode ser diagnosticada e tratada com antibióticos facilmente disponíveis na Europa”, observou o porta‑voz do ECDC.

Nos casos de peste pneumónica, os doentes devem ser isolados e os seus contactos identificados e tratados, refere a agência no seu site.
Existem vacinas?

A Organização Mundial da Saúde não recomenda a vacinação, exceto para grupos de alto risco, como pessoal de laboratório constantemente exposto à infeção e profissionais de saúde.

Como a peste humana é rara na maioria das regiões do mundo, as autoridades de saúde pública não veem necessidade de vacinar pessoas fora dos grupos com risco particularmente elevado de exposição.




Autor: pt.euronews
Fonte: pt.euronews
Sítio Online da Publicação: pt.euronews
Data: 06/10/2026

Ébola: o que é e como se transmite?

Saiba como identificar e evitar a contaminação pelo vírus Ébola.

O que é o Ébola?




"Ébola é o nome comum dado à doença rara mas mortal (letalidade de 25% a 90%) causada pela infeção por vírus Ébola. O vírus é da família dos Filoviridae e é uma das causas de febres hemorrágicas virais. Tem 5 estirpes, conhecidas pelo local onde o vírus foi descoberto pela primeira vez (Zaire ebolavirus, Sudan ebolavirus, Tai Forest ebolavirus, Bundibugyo ebolavirus e Reston ebolavirus)", como explica a Direção-Geral da Saúde. A mesma fonte acrescenta que este vírus "encontra-se em alguns países africanos em reservatórios naturais, e foi descoberto pela primeira vez em 1976 no antigo Zaire (atual República Democrática do Congo) perto do rio Ébola ao qual se deve o seu nome. Desde então, foram detetados alguns surtos na África Subsariana. A epidemia de 2014 na África Ocidental é a maior já registada deste vírus tendo causado 4877 mortes e 9936 doentes até 19 de outubro de 2014".
Como se transmite?
Contacto direto com o sangue ou outros fluidos corporais (como sangue, vómitos, urina, fezes, saliva ou sémen) de pessoas infetadas, mortas ou vivas;
Pode também ser transmitida através do contacto direto com superfícies, objetos ou roupas contaminadas com fluidos de doentes;
A doença pode ainda ser transmitida por contacto sexual não protegido até três meses depois de estes terem recuperado da doença;
A doença pode também ser adquirida por contacto direto com sangue e outros fluidos corporais de animais portadores da doença ou pela ingestão da carne dos mesmos.De acordo com os estudos científicos conhecidos, a transmissão do vírus só ocorre quando uma pessoa apresenta sintomas.
O vírus não se transmite:De acordo com os estudos científicos conhecidos, um doente infetado não transmite a doença até apresentar sintomas.O Ébola não é transmitido pelo ar ou pela água, ou, em geral, pelos alimentos. No entanto, em África, pode ser transmitido pela manipulação ou ingestão da carne de animais doentes e contacto com animais infetados.
Os mosquitos ou outros insetos também não transmitem o vírus Ébola.

SintomasNuma primeira fase (entre 2 e 21 dias após a exposição ao vírus):Febre;
Náuseas;
Vómitos e diarreia;
Dores abdominais;
Dores musculares;
Dores de cabeça;
Dores de garganta;
Fraqueza;
Hemorragia inexplicada.Na fase seguinte da doença:Manchas na pele;
Insuficiência hepática e renal.Em alguns casos, há registo de hemorragias internas e externas abundantes e insuficiência de vários órgãos.
Risco de infeção e como o evitarNa eventualidade de estar em contacto com um doente infetado, evite o contacto direto com sangue ou fluidos corporais e com objetos que possam estar contaminados (a mesma recomendação é válida para o caso de cadáveres infetados).
O vírus Ébola pode permanecer ativo em superfícies e objetos durante alguns dias, em determinadas condições, não sendo inativado por refrigeração ou congelação. Na inativação (destruição) deste vírus em superfícies e objetos são utilizados produtos desinfetantes, tais como:A utilização de produtos desinfetantes, tais como lixívia (hipoclorito de sódio) em concentração específica, álcool etílico a 70% (etanol 70%), radiação por luz ultravioleta, radiação gama, aquecimento a 60.ºC durante 60 minutos ou fervura durante 5 minutos.

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Pesquisas contribuem para preservação de toninhas na Baía da Ilha Grande

Menor golfinho encontrado no Brasil, a toninha nem sempre é avistada com facilidade. Pequeno cetáceo é o mais ameaçado de extinção do Atlântico Sul Ocidental. Pesquisadores mostraram que espécie é encontrada na Baía da Ilha Grande, local antes considerado um hiato da ocorrência do animal (Fotos: Divulgação Maqua/Uerj)

Compreender como as espécies da fauna ocorrem, seus hábitos, os locais de maior concentração e os principais riscos aos quais estão expostas é fundamental para sua conservação. Sobretudo para aqueles animais que estão na lista dos mais ameaçados. Pesquisadores do Laboratório de Mamíferos Aquáticos e Bioindicadores, da Faculdade de Oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Maqua/Uerj), publicaram, nos últimos meses, estudos que trazem novas contribuições para conservação das toninhas (Pontoporia blainvillei) – o menor golfinho encontrado no Brasil –, considerada o pequeno cetáceo mais ameaçado de extinção do Atlântico Sul Ocidental. Dia Internacional das Toninhas, em 1º de outubro, marca o esforço pela sua conservação.

Os pesquisadores do Maqua, criado em 1992, vêm acompanhando o comportamento das toninhas há pelo menos oito anos. Um detalhado estudo liderado pelo professor Alexandre de Freitas Azevedo, realizado entre janeiro de 2018 e outubro de 2025, trouxe dados importantes sobre a ocorrência desse odontoceto – cetáceo que possui dentes – na Baía da Ilha Grande, na Costa Verde, local até então considerado um hiato da presença da espécie, que é encontrada na faixa costeira que se estende da região central da Argentina até o litoral do Espírito Santo. O trabalho deu origem a um artigo, com informações inéditas, publicado em maio de 2026 na revista Marine Mammal Science. Leia aqui.

Um dos aspectos mais relevantes apontados pelo estudo é a presença das toninhas na Baía da Ilha Grande durante o ano todo, o que significa que elas não estão apenas de passagem. “O trabalho também mostra uma ampla distribuição da espécie pela região e a identificação de áreas preferenciais próximo a ilhas e a áreas de lajes. Elas permaneciam nos mesmos pontos e foram detectadas pela manhã e à noite”, informou Azevedo, que é professor do Programa de Pós-graduação em Oceanografia da Uerj e coordena o Maqua/Uerj ao lado do professor José Lailson Brito Junior.
A oceanógrafa Lis Bittencourt (primeira à direita) e outros membros do Maqua/Uerj em trabalho de campo. Estudo desenvolvido pela pesquisadora levantou informações inéditas sobre padrões de cliques de ecolocalização emitidos pelas toninhas. Sinais podem ser forma de comunicação


Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores do laboratório vêm fazendo estudos contínuos sobre comportamento e bioacústica dos cetáceos. Os resultados foram obtidos a partir de uma metodologia que combinou saídas de campo com monitoramento acústico passivo ou PAM (da sigla em Inglês de Passive Acoustic Monitoring). Isso é feito com a colocação de hidrofones e gravadores em diferentes pontos para ouvir e registrar os sons do ambiente aquático.

“Ao longo desses últimos anos, realizamos um grande esforço para entender a presença, naquela região, dessa espécie considerada criticamente em perigo. Foram deixados gravadores autônomos em pontos diferentes, por pelo menos 24 horas em cada um deles, para captar a presença das toninhas, que estão sempre vocalizando. Ainda não sabemos o número de indivíduos, mas temos conhecimento de que estão presentes em uma grande área”, explicou Azevedo, oceanógrafo com doutorado em Ecologia pela Uerj e pesquisador apoiado pelo programa Cientista do Nosso Estado, da FAPERJ. O monitoramento vai continuar.

Um outro trabalho científico realizado pela equipe do Maqua/Uerj trouxe informações inéditas sobre os cliques de ecolocalização emitidos pelas toninhas encontradas na Baía da Ilha Grande. O estudo, que descreveu as características desses sinais sonoros produzidos pelo cetáceo, fez parte do trabalho de pós-doutorado da pesquisadora Lis Bittencourt Vilas Boas, sob supervisão de Azevedo.

Uma das descobertas de maior relevância do estudo foi a identificação de diferentes tipos de emissão destes sinais acústicos com a produção de cliques padronizados. “Conseguimos identificar dez tipos diferentes de padrões, o que demonstra que os sinais estavam sendo repetidos. Essas informações indicam que a toninha pode utilizar padrões de cliques para se comunicar”, explica Lis, que é doutora em Oceanografia pelo Programa de Pós-graduação em Oceanografia da Uerj e pesquisadora apoiada pelo edital Pós-doutorado Nota 10 da FAPERJ. O trabalho foi publicado na revista Frontiers In Marine Science. Leia aqui.
Alexandre Azevedo e Lis Bittencourt: estudos liderados pelos pesquisadores do Maqua/Uerj trouxeram importantes contribuições sobre ocorrência e comunicação das toninhas (Fotos: Acervos Pessoais)


Lis explica que o registro dos cliques envolveu gravação presencial, feita durante trabalhos de campo, e autônoma, com a utilização de hidrofones deixados no mar para registrar os sinais. Segundo ela, o avanço da tecnologia de gravação contribuiu para o trabalho. “Em 2016, só conseguíamos gravar frequências até 100 khz. Hoje, contamos com hidrofones de alta frequência, que alcançam até 250 khz. A nossa capacidade de diferenciar os sinais está diretamente ligada à capacidade de monitoramento”, explica.

As gravações são avaliadas em laboratório com o auxílio de programas de análise, que geram espectrogramas de áudio, gráficos mostrando a frequência e o tempo de som. “Compreender o comportamento acústico é essencial para melhorar a nossa capacidade de monitoramento da toninha. Isso, certamente, vai contribuir para direcionar da melhor forma possível o trabalho para a preservação da espécie”, afirma a pesquisadora.

Vivendo em uma faixa próxima à costa, o pequeno golfinho, também conhecido no meio científico como franciscana, fica bastante vulnerável aos impactos das atividades humanas. Os principais riscos que ameaçam as toninhas são a captura acidental em redes de pesca; a ingestão de lixo marinho, e a ação da poluição química e da sonora, causada pelas embarcações.

Para conscientizar a sociedade sobre o risco de extinção da espécie, classificada como criticamente ameaçada, foi instituído, em 2019, o Dia Internacional da Toninha, comemorado em 1º de outubro. A proposta é chamar a atenção para a urgência de medidas de proteção.

Para divulgar informações sobre o cetáceo, o Maqua/Uerj mantém o Museu Virtual das Toninhas (https://museudastoninhas.com.br/ ). A iniciativa foi tema de uma videorreportagem do canal de Divulgação Científica da FAPERJ no YouTube. Confira o videodocumentário aqui.



Autor: faperj
Fonte: faperj
Sítio Online da Publicação: faperj
Data: 01/10/2026
Publicação Original: https://www.faperj.br/?id=1121.7.6

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

FAPESP anuncia 32 novos CCDs

Selecionados em chamada de propostas, novos Centros de Ciência para o Desenvolvimento buscarão soluções para grandes desafios públicos



A FAPESP anuncia o resultado da quinta chamada de propostas do Programa Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCD), que busca fortalecer a integração entre universidades, institutos de pesquisa e órgãos públicos na formulação de soluções inovadoras para problemas estratégicos do Estado de São Paulo.

A iniciativa visa fomentar pesquisas com impacto direto em políticas públicas, desenvolvimento econômico e bem-estar social. Com orçamento total de R$ 200 milhões, a chamada selecionou 32 propostas.

Os CCDs são núcleos de pesquisa criados em parceria com entes públicos – cuja participação é obrigatória – e, de forma desejável, com empresas e organizações não governamentais. Os projetos devem apresentar soluções concretas para desafios identificados pelo governo, promover o avanço científico e tecnológico e contribuir para a criação ou o aprimoramento de políticas públicas.

Os projetos selecionados poderão solicitar à FAPESP até R$ 2 milhões por ano, em um período máximo de cinco anos. As instituições participantes deverão aportar contrapartidas financeiras e/ou econômicas equivalentes ao valor solicitado à FAPESP. É obrigatória a presença de ao menos um órgão governamental (secretaria estadual, municipal ou federal) como parceiro cofinanciador.

Propostas selecionadas:

Processo:

2026/04990-5

Nome do(a) pesquisador(a):

Amaury José Rezende

Parceiro público:

CGE

Título:

Centro de Inteligência Analítica em NF-e: Auditoria e Compliance Fiscal

Instituição-sede:

Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto / USP

Processo:

2026/04980-0

Nome do(a) pesquisador(a):

Ana Lúcia da Silva Corrêa Lemos

Parceiro público:

SAA

Título:

PROCARNE 60 + Centro Integrado de Ciência, Tecnologia e Inovação em Produtos Cárneos para Longevidade Saudável

Instituição-sede:

Instituto de Tecnologia de Alimentos / SAASP

Processo:

2026/04962-1

Nome do(a) pesquisador(a):

Ana Maria Malik

Parceiro público:

SES

Título:

CCD - Sustenta Saúde - Centro de Ciência para o Desenvolvimento de Estratégias de Modernização Tecnológica e Eficiência em Infraestrutura Médica Hospitalar no Estado de São Paulo

Instituição-sede:

Escola de Administração de Empresas de São Paulo / FGV-SP

Processo:

2026/04976-2

Nome do(a) pesquisador(a):

Ana Marisa Chudzinski Tavassi

Parceiro público:

SES

Título:

CeTA - Centro de Tecnologia em Arbovírus

Instituição-sede:

Instituto Butantan / SSSP

Processo:

2026/04903-5

Nome do(a) pesquisador(a):

Antônio Carlos de Azevedo

Parceiro público:

SEMIL

Título:

Materiais de Mineração para o Aumento da Resiliência de Solos Arenosos aos Impactos das Mudanças Climáticas

Instituição-sede:

Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz / USP

Processo:

2026/04783-0

Nome do(a) pesquisador(a):

Artur Simões Rozestraten

Parceiros públicos:

SCEIC
SDPD

Título:

CONVERGE - Centro de Ciência para o Desenvolvimento de Soluções Digitais Colaborativas de Convergência de Documentos e Ações Culturais-Criativas Dedicadas ao Patrimônio Histórico e Cultural do Estado de São Paulo

Instituição-sede:

Faculdade de Arquitetura e Urbanismo / USP

Processo:

2026/04939-0

Nome do(a) pesquisador(a):

Divane de Vargas

Parceiro público:

Gabinete do Vice-Governador

Título:

Centro para Ciência do Desenvolvimento (CCD): Gênero, Mulheres, Vulnerabilidade e Uso de Substâncias Psicoativas

Instituição-sede:

Escola de Enfermagem / USP

Processo:

2026/04958-4

Nome do(a) pesquisador(a):

Durval Dourado Neto

Parceiro público:

SAA

Título:

Centro de Agricultura Tropical Sustentável (STAC/FAPESP/SAA-SP): Ciência, Biodiversidade e Inovação para a Agricultura Sustentável, Integrando as Dimensões Social, Ambiental e Econômica para a Segurança Alimentar e o Fortalecimento das Cadeias Produtivas

Instituição-sede:

Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz / USP

Processo:

2026/04957-8

Nome do(a) pesquisador(a):

Eduardo de Rezende Francisco

Parceiro público:

SSP

Título:

Centro de Estudos em Analytics e Inteligência Territorial para Políticas de Segurança - FGVanalytics 2

Instituição-sede:

Escola de Administração de Empresas de São Paulo / FGV-SP

Processo:

2026/04978-5

Nome do(a) pesquisador(a):

Evan Michael Berman

Parceiros públicos:

SEDUC
Tribunal de Contas do Estado

Título:

Centro de Ciência para o Desenvolvimento da Gestão Intergovernamental e Educação Pública (CCD-GIEP)

Instituição-sede:

Escola de Administração de Empresas de São Paulo / FGV-SP

Processo:

2026/05002-1

Nome do(a) pesquisador(a):

Flávia Luciane Consoni

Parceiro público:

SEMIL

Título:

Integração Inteligente e Sistêmica de Dados para o Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas de Descarbonização no Setor de Transporte Rodoviário - CPT-MOBi: Centro Paulista de Inteligência Estratégica para a Descarbonização do Transporte Rodoviário

Instituição-sede:

Instituto de Geociências / Unicamp

Processo:

2026/04997-0

Nome do(a) pesquisador(a):

Jane Aparecida Marques

Parceiro público:

SCEIC

Título:

Centro de Ciência para o Desenvolvimento das Indústrias Culturais e Criativas (CCDICCs)

Instituição-sede:

Escola de Artes, Ciências e Humanidades / USP

Processo:

2026/04727-2

Nome do(a) pesquisador(a):

João Eduardo Ferreira

Parceiro público:

SES

Título:

Centro para Observatório e Pesquisa em Inteligência Hospitalar (CORE-HI)

Instituição-sede:

Faculdade de Medicina / USP

Processo:

2026/05023-9

Nome do(a) pesquisador(a):

Jorge Luiz Mello Sampaio

Parceiro público:

SES

Título:

CF-MED: Validação Clínica de Biossensores Point-of-Care para Detecção de Resistência Antimicrobiana: Estudo de Impacto no SUS

Instituição-sede:

Faculdade de Ciências Farmacêuticas / USP

Processo:

2026/04965-0

Nome do(a) pesquisador(a):

Júlio César dos Reis

Parceiro público:

UNIVESP

Título:

Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Inteligência Artificial Generativa Aplicada ao Processo de Avaliação no Ensino Superior

Instituição-sede:

Instituto de Computação / Unicamp

Processo:

2026/04872-2

Nome do(a) pesquisador(a):

Kelly Cristina Alves Silvério

Parceiro público:

SES

Título:

Centro de Ciência e Inovação dos Cuidados em Fonoaudiologia Aplicados ao SUS (CCIF-SUS)

Instituição-sede:

Faculdade de Odontologia de Bauru / USP

Processo:

2026/04902-9

Nome do(a) pesquisador(a):

Klaus Schlünzen Junior

Parceiros públicos:

UNIVESP
SDPD

Título:

CEELDIA-SP - Centro de Ciência para o Desenvolvimento de um Ecossistema Educacional e Laboral Digital, Inclusivo e Acessível no Estado de São Paulo

Instituição-sede:

Faculdade de Ciências e Tecnologia de Presidente Prudente / Unesp

Processo:

2026/04601-9

Nome do(a) pesquisador(a):

Lenira El Faro Zadra

Parceiro público:

SAA

Título:

Adapta - Centro de Ciência para o Desenvolvimento de Tecnologias para Seleção Genética da Adaptabilidade e Sustentabilidade de Bovinos de Corte

Instituição-sede:

Instituto de Zootecnia / SAASP

Processo:

2026/05004-4

Nome do(a) pesquisador(a):

Linamara Rizzo Battistella

Parceiro público:

SDPD

Título:

Centro de Inovação em Funcionalidade e Tecnologia Robótica (CIFT)

Instituição-sede:

Faculdade de Medicina / USP

Processo:

2026/04948-9

Nome do(a) pesquisador(a):

Luiz Carlos Pereira da Silva

Parceiros públicos:

SEMIL
SDUH

Título:

Laboratório de Programas e Projetos Integrados para a Governança Energética Municipal: LAPPI-GOVE

Instituição-sede:

Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação / Unicamp

Processo:

2026/05010-4

Nome do(a) pesquisador(a):

Marcelo Pereira da Cunha

Parceiros públicos:

SEMIL
SGGD

Título:

Centro Paulista de Planejamento Energético Integrado - CPPLEI

Instituição-sede:

Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético / Unicamp

Processo:

2026/04592-0

Nome do(a) pesquisador(a):

Márcia Regina Cominetti

Parceiro público:

SES

Título:

Centro de Ciência para o Desenvolvimento de Modelos Inteligentes no SUS para o Tratamento de Pessoas com Demência (CCD-MIDEM)

Instituição-sede:

Centro de Ciências Biológicas e da Saúde / UFSCar

Processo:

2026/04979-1

Nome do(a) pesquisador(a):

Maria Dolores Montoya Diaz

Parceiro público:

SDPD

Título:

Inclusão Produtiva da Pessoa com Deficiência: CCDIP-PcD

Instituição-sede:

Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária / USP

Processo:

2026/04681-2

Nome do(a) pesquisador(a):

Meire Cachioni

Parceiro público:

SDPD

Título:

Centro de Robótica para Inclusão, Autonomia e Reabilitação (CRIAR)

Instituição-sede:

Escola de Artes, Ciências e Humanidades / USP

Processo:

2026/04972-7

Nome do(a) pesquisador(a):

Niklaus Ursus Wetter

Parceiro público:

SCTI

Título:

CCD-CITSmart: Integração entre Ambientes Promotores de Inovação e Ecossistemas Locais de Inovação

Instituição-sede:

Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares / SDE

Processo:

2026/04885-7

Nome do(a) pesquisador(a):

Rafael de Brito Dias

Parceiros públicos:

SCTI
SDUH

Título:

Centro de Evidências e Governança para Políticas Públicas de Inovação (CEPoPI) / Arquiteturas de Evidências e Governança de Políticas de Inovação Interfederativa em Regiões Metropolitanas

Instituição-sede:

Faculdade de Ciências Aplicadas / Unicamp

Processo:

2026/04814-2

Nome do(a) pesquisador(a):

Ricardo Lopes Dias da Costa

Parceiro público:

SAA

Título:

Centro de Ciência para o Desenvolvimento e Inovação Agropecuária Integrado à Saúde Única

Instituição-sede:

Instituto de Zootecnia / SAASP

Processo:

2026/04991-1

Nome do(a) pesquisador(a):

Rodrigo de Carvalho Santana

Parceiro público:

SES

Título:

Centro de Pesquisa, Diagnóstico e Vigilância Integrada de Doenças Infecciosas - SP (CPDVI-SP)

Instituição-sede:

Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto / USP

Processo:

2026/04682-9

Nome do(a) pesquisador(a):

Thaís Brianezi Ng

Parceiro público:

Fundação Padre Anchieta

Título:

CCD - Comunicação Pública e Transformação Digital: Inteligência Artificial, TV 3.0 e Inovação Cidadã para Comunicação de Interesse Público

Instituição-sede:

Escola de Comunicações e Artes / USP

Processo:

2026/04973-3

Nome do(a) pesquisador(a):

Ulysses Ribeiro Junior

Parceiro público:

SES

Título:

INTEGRA-CD - Centro de Inovação e Integração do Cuidado em Câncer Digestivo

Instituição-sede:

Instituto do Câncer do Estado de São Paulo / SSSP

Processo:

2026/04992-8

Nome do(a) pesquisador(a):

Vera Cristina Caspari Monteiro

Parceiro público:

PGE

Título:

Orientações da PGE-SP e sua Aplicação pela Gestão Pública Paulista

Instituição-sede:

Escola de Direito de São Paulo / FGV-SP

Processo:

2026/04714-8

Nome do(a) pesquisador(a):

Zila van der Meer Sanchez Dutenhefner

Parceiro público:

Gabinete do Vice-Governador

Título:

Centro de Ciência para o Desenvolvimento: Observatório de Políticas para o Álcool

Instituição-sede:

Escola Paulista de Medicina / Unifesp



Autor: fapesp
Fonte: fapesp
Sítio Online da Publicação: fapesp
Data: 17/09/2026
Publicação Original: https://fapesp.br/18397/fapesp-anuncia-32-novos-ccds