terça-feira, 31 de janeiro de 2023

Pesquisa permite identificar a maturidade de alimentação em bebês prematuros



Mayra Malavé-Malavé (IFF/Fiocruz)
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O estudo Ferramenta de identificação de maturidade de alimentação em recém-nascido pré-termo através de biomarcadores, coordenado pela pesquisadora do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), Adriana Duarte Rocha, uma das contempladas pelo Programa de Incentivo à Pesquisa (PIP III) da instituição, avaliou de 2020 a 2022 as particularidades do diagnóstico e acompanhamento da Prontidão Alimentar (PA) do bebê prematuro para definir uma abordagem terapêutica adequada para a rede pública.

Quando o nascimento ocorre antes de completar as 37 semanas de gestação, considera-se o bebê prematuro ou pré-termo. Eles são mais propensos a ter problemas crônicos de saúde, alguns dos quais requerem cuidados hospitalares, do que bebês nascidos a termo (com 37 semanas de gestação ou mais) e devem receber atenção especial, pois infecções, asma e problemas alimentares têm maior probabilidade de se desenvolver ou persistir.

Nesse sentido, adquirir habilidades para o sucesso da alimentação por via oral do recém-nascido pré-termo (RNPT) não é uma tarefa simples, mas essencial para conseguir a alta hospitalar, considerando que uma alimentação oral malsucedida pode resultar em uma série de morbidades. Por isso, hoje em grande parte das Unidades de Terapias Intensivas (UTIs) neonatais, os bebês prematuros dependem da interpretação subjetiva dos profissionais de saúde para determinar quando é seguro alimentá-los por via oral (baseados em sinais fisiológicos como saturação de oxigênio, presença de tosse e engasgo).

“Daí a necessidade de desenvolver novas técnicas para a monitorização não invasiva neonatal, a fim de identificar novos biomarcadores (moléculas biológicas que podem ser usadas como indicadores de uma condição normal ou patológica) que ajudem a elucidar as funções biológicas para prever com precisão e segurança a prontidão oral para alimentar esta população vulnerável. Sendo assim, contribui significativamente para a melhoria do atendimento clínico e, consequentemente, para a redução dos custos associados com morbidades alimentares no recém-nascido pré-termo”, explica a pesquisadora.

Análise de expressão dos biomarcadores

“Foram incluídos 38 recém-nascidos na amostra e realizadas 190 coletas de saliva para extração do ácido ribonucleico (RNA), que atua na produção de proteínas. As amostras foram coletadas de todos os bebês participantes do estudo, nos seguintes momentos: 1) com 72 horas de vida; 2) alimentação enteral parcial (administrada ao paciente por meio de uma sonda fina, que é um tubo fino, macio e flexível que leva a dieta líquida diretamente para o estômago ou intestino); 3) alimentação enteral completa; 4) alimentação oral parcial; 5) alimentação oral completa. Foram realizadas 190 avaliações clínicas da sucção não nutritiva e 38 de sucção nutritiva dos 38 recém-nascidos incluídos na pesquisa”, detalha Adriana.

Resultados obtidos

O projeto permitiu identificar que a expressão dos neuropeptídeos (substâncias químicas produzidas e liberadas pelas células cerebrais) que sinalizam fome/saciedade, a energia constante do corpo humano, a execução da motricidade orofacial e a geração de novos neurônios promotores do sentido do olfato, são bons preditores (na saliva neonatal) de prontidão alimentar por via oral.

“Os neuropeptídeos do desenvolvimento facial não mostrou ser um bom preditor de prontidão por via oral em recém-nascidos saudáveis. Também, observamos especificamente que a expressão salivar dos neuropeptídeos relacionados aos movimentos necessários para execução da sucção são diferentes entre meninos e meninas em recém-nascidos pré-termo, sendo mais expresso nas meninas”, esclarece Adriana.

Próxima fase

“Temos como perspectiva eleger o biomarcador preditivo de Prontidão Alimentar (PA) na nossa população; definir a partir da expressão do biomarcador e da avaliação da PA o momento ideal para introdução da alimentação oral; construir e aplicar um protocolo de PA do recém-nascido pré-termo para uma abordagem terapêutica adequada para a rede pública; e capacitar profissionais da área para realizar a avaliação da prontidão alimentar”, conclui a coordenadora do estudo.








Autor: Mayra Malavé-Malavé (IFF/Fiocruz)
Fonte: fiocruz
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data: 30/01/2023
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/noticia/pesquisa-permite-identificar-maturidade-de-alimentacao-em-bebes-prematuros

Fiocruz celebra o Dia Nacional da Visibilidade Trans

Mais uma vez, o Dia Nacional da Visibilidade Trans, comemorado em 29 de janeiro, será amplamente celebrado pela Fiocruz no próximo dia 31, terça-feira. O evento, intitulado Visibilidade trans: Fiocruz pela democracia e saúde, acontecerá das 9h30 às 16h30, no Auditório do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), com transmissão on-line pelo canal da Asfoc (Sindicato dos Trabalhadores da Fiocruz) no Youtube.

A iniciativa é uma ação conjunta do INI/Fiocruz, projeto ImPrEP, Comunidade LaPClin Educação Comunitária e Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça da Fiocruz, com apoio da Asfoc. A mesa de abertura contará com as presenças de Laylla Monteiro e Biancka Fernandes, respectivamente representando o INI e o Comitê Pró-Equidade.

Em seguida, às 11h, terá início a primeira mesa de debates: Re-existência das pessoas trans pelo direito à dignidade, com Leonardo Peçanha (Odara/IFRJ-CNPq e Grupo de Estudos Mulherismo Africana Sankofa), Gab Van (Marcha do Orgulho Trans/RJ e Fórum Nacional de Travestis e Transexuais Negros e Negras – Fonatrans) e Amiel Vieira (Rede Brasileira de Pessoas Intersexo).

Às 14h, acontecerá a mesa Saúde da população trans, com Cléo Oliveira (Secretaria Especial de Políticas e Promoção da Mulher/Prefeitura RJ), Nicolas Camara (Hospital SMH de Petrópolis e Clínica da Saúde Mental Revitalis) e Mikael Ângelo Lopes (Fonatrans e Casa Nem). Fechando com chave de ouro as atividades, às 15h30, o projeto Transcrições, do INI, apresentará a peça O mundo das deusas: cosmogonia travesti.






Autor: Jacinto Corrêa (Projeto ImPrEP)
Fonte: fiocruz
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data: 30/01/2023
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/noticia/fiocruz-celebra-o-dia-nacional-da-visibilidade-trans

Conheça os sintomas da hanseníase



Max Gomes e Vinicius Ferreira (IOC/Fiocruz)*
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Morador de Vila Valqueire, bairro de classe média e classe média alta da Zona Oeste do Rio de Janeiro, Tom (nome fictício), de 74 anos, não imaginou que a pele avermelhada, o formigamento constante nos braços e pernas, o ressecamento das mãos ou a perda de sensibilidade nos pés poderiam ser sintomas do estágio avançado da hanseníase.

A identificação da doença aconteceu no final de 2022 ao acompanhar o filho em uma consulta no Ambulatório Souza Araújo, que presta atendimento a pacientes com hanseníase, na sede da Fiocruz no Rio de Janeiro.

Emílio (nome fictício e filho de Tom), de 46 anos, se deparou com uma pequena mancha nas proximidades do tornozelo. Dias passaram e a mancha de cor rosada não desapareceu. Ao tocar, percebeu que a sensibilidade no local não estava 100%. Foi aí que o sinal de alerta acendeu.

“A princípio achei que pudesse ser reação à picada de algum inseto. Mas a mancha não sumia e logo depois percebi que algo estava estranho, pois tocava no local e não sentia direito. Tratei logo de procurar um médico. Ao relatar o ocorrido, fui encaminhado para o ambulatório da Fiocruz", relembrou o advogado e gestor de imóveis.

Ainda no início dos sintomas, Emílio passou por uma longa e sofisticada bateria de exames até que os profissionais conseguissem detectar em um fragmento da pele, achados compatíveis com o diagnóstico de hanseníase.


Acima, Emilio, paciente paucibacilar com manifestação concentrada em uma região do corpo. Abaixo, Tom, paciente multibacilar com manifestação difusa da doença (Fotos: Gutemberg Brito)

Nesse ínterim, enquanto aguardava na recepção a realização dos testes do filho, Tom foi chamado ao consultório médico para que pudesse contribuir com o histórico epidemiológico dos contatos intradomiciliares, considerados os mais expostos à infecção. “Ao olharem para mim, os médicos identificaram vários sinais físicos da doença, que na nossa cabeça eram provenientes da idade. Fiz alguns exames e logo veio o resultado positivo. Sem saber, acabei passando para o meu filho que mora comigo”, contou.

Pai e filho já iniciaram o tratamento e, tendo em vista a rápida ação dos medicamentos, não transmitem mais a doença e continuam a levar a vida normalmente.

Hanseníase: saiba mais sobre a doença milenar

O breve relato que abre esta reportagem ajuda a desmistificar muitos dos estereótipos atrelados à hanseníase, um dos agravos mais antigos da humanidade. Infecciosa, transmissível e de evolução crônica, a doença pode acometer pessoas de qualquer gênero, idade e classe social.

Desde a década de 1990, com mudanças nas diretrizes brasileiras de vigilância e saúde da doença, cujo foco passou a ser o cuidado com as pessoas infectadas, o país vive uma guinada no combate e controle do agravo.

“É importante que seja feito o diagnóstico precoce. A hanseníase tem cura e o tratamento é eficiente, ofertado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde [SUS]. Se tratado a partir do surgimento dos primeiros sinais, o paciente tende a ter uma recuperação sem sequelas”, destaca Anna Maria Sales, médica do Ambulatório Souza Araújo e pesquisadora do Laboratório de Hanseníase do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

A classificação da doença tem base nos processos de defesa pelo sistema imunológico. No formato paucibacilar, quando o paciente consegue produzir boa resposta imune, a infecção fica contida em regiões específicas do corpo. Na forma multibacilar, devido à resposta celular ineficiente, há multiplicação dos bacilos e acometimento disseminado pela infecção.

Sinais e sintomas

Consideradas como principal forma de identificar a hanseníase, as manchas sinalizam, em geral, a presença da forma paucibacilar da doença. Como elas apresentam, inicialmente, uma tonalidade mais clara em relação a cor da pele, podem ser facilmente confundidas com pitiríase versicolor (infecção fúngica conhecida popularmente como “pano branco”), entre outras doenças de pele.

“A hanseníase é uma doença de espectro clínico diversificado. Ou seja, pode apresentar muitos sinais e sintomas, e por isso, precisamos estar atentos a todos. A mancha é apenas um deles, podendo aparecer em um tom mais claro que a pele ou avermelhada", explica Anna.

“Na hanseníase multibacilar, os pacientes podem apresentar dormência constante nas mãos ou nos pés, diminuição das sensibilidades térmica, dolorosa e tátil. Sensação de choque nos membros e nariz entupido também são indicativos e devem constar na anamnese do paciente”, completa.

Se o agravo for tratado logo nas primeiras manifestações clínicas, é possível reverter os acometimentos por ainda serem superficiais. No entanto, caso haja demora para iniciar o tratamento, o paciente pode desenvolver incapacidades físicas. “Uma das principais sequelas da hanseníase é a perda parcial ou total e irreversível da sensibilidade em mãos e pés. Isso é um perigo para a qualidade de vida do paciente. Imagina não ser capaz de sentir quando algo está quente a ponto de causar queimaduras? Ou não sentir dor quando pisar em um prego, podendo levar a feridas e infecções?”, aponta Anna.

Essas feridas e infecções acabam por atingir os ossos levando a destruição do tecido ósseo causando as conhecidas e temidas deformidades em mãos e pés. “Para conseguirmos enfrentar a hanseníase, a população precisa conhecer mais e melhor a doença e falar abertamente sobre ela, incluindo sinais e sintomas, formas de transmissão, tratamento e possíveis sequelas. Apesar de ser um agravo milenar, o conhecimento sobre ela é pouco difundido, o que contribui para a estigmatização dos pacientes”, declara.

A hanseníase é considerada uma doença negligenciada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em razão do pouco investimento dedicado ao seu enfrentamento. Com objetivo aumentar a conscientização sobre o agravo, é celebrado no último domingo de janeiro, este ano, dia 29, o Dia Mundial da Hanseníase. No Brasil, o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase é comemorado em 31 de janeiro.





Autor: Max Gomes e Vinicius Ferreira (IOC/Fiocruz)
Fonte: fiocruz
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data: 30/01/2023
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/noticia/conheca-os-sintomas-da-hanseniase

sábado, 28 de janeiro de 2023

Budesonida para tratamento da hepatite autoimune

A hepatite autoimune (HAI) é uma doença hepática inflamatória crônica rara, caracterizada por elevação de aminotransaminases, hipergamaglobulinemia, autoanticorpos e achados histológicos típicos, como hepatite de interface, formação de rosetas e emperipolese. O tratamento, classicamente, é realizado com azatioprina e prednisona. A budesonida é um corticoesteroide sintético com efeitos anti-inflamatórios e melhor perfil de segurança que a prednisona, uma vez que 90% da droga é eliminada em primeira passagem pelo fígado. Nesse sentido, seria, potencialmente, um excelente medicamento para tratamento da HAI. Díaz-González e colaboradores publicaram, recentemente, um estudo retrospectivo no qual analisaram três importantes aspectos da budesonida no tratamento de pacientes com HAI:



1) o uso de budesonida como droga de primeira linha em pacientes com HAI não-tratados;


2) a segurança e eficácia comparada a prednisona;


3) o perfil de pacientes mais que se beneficiariam da budesonida. 


Metodologia 

Estudo multicêntrico de coorte retrospectiva de pacientes diagnosticados com HAI em 21 centros de referência na Espanha participantes do ColHai (Registro Espanhol para Doenças Colestáticas e Autoimunes do Fígado). Os critérios de inclusão foram: 1) diagnóstico de HAI através do Escore Simplificado do Grupo Internacional de Hepatite Autoimune (pontuação ≥6), sempre incluindo biópsia hepática, 2) 18 anos de idade ou mais ao diagnóstico e 3) terapia de indução com prednisona ou budesonida associado a azatioprina. Foram excluídos pacientes com HAI aguda grave. Os pacientes foram divididos em dois grupos, budesonida e prednisona. Resposta bioquímica foi definida por: completa normalização das transaminases séricas e da imunoglobulina G (IgG). Os respondedores rápidos foram definidos como pacientes que apresentaram diminuição de mais de 80% nas transaminases, 8 semanas após o início do tratamento. As doses iniciais e acumuladas de budesonida, prednisona e azatioprina foram registradas. 


O desfecho primário foi resposta bioquímica a qualquer tempo, seis meses e 12 meses depois do início da terapia imunossupressora. O desfecho secundário foram os efeitos adversos relacionados a corticoterapia.  


Resultados 

Foram incluídos 151 pacientes no grupo budesonida e 446 no grupo prednisona entre 2009-2020, pareados por ano de diagnóstico. Foram excluídos pacientes com HAI aguda grave e pacientes que não utilizaram azatioprina, restando 105 pacientes no grupo budesonida e 276 no grupo prednisona, os quais foram analisados. A maioria dos pacientes eram mulheres (n=268, 70%) com idade média de 61 anos. As doses iniciais medianas de budesonida, prednisona e azatioprina foram de 9 mg (IQR 9 – 9), 50 mg (IQR 30 – 60) e 50 mg (IQR 50 – 50), respectivamente, sem diferenças significativas nas doses cumulativas de corticosteroides e azatioprina em 6 e 12 meses.  


Pacientes tratados com budesonida tinham níveis mais baixos de AST (128 vs 642 U/L), ALT (119 vs 160 U/L), bilirrubinas (1,0 vs 2,2 mg/dL), fosfatase alcalina (119 vs 160 U/L) e GGT (98 vs 176 U/L). A budesonida foi completamente retirada em 34 (32%) e 62 (59%) pacientes aos seis e 12 meses, respectivamente. Aos seis meses, 22 (65%) pacientes pararam de budesonida após ter atingido remissão bioquímica, 8 (24%) devido à falta de resposta, 1 (2%) devido a efeitos adversos e em 3 (9%) casos por decisão do paciente. Aos 12 meses, 43 (69%) pacientes interromperam a budesonida após remissão bioquímica, 12 (19%) por falta de resposta, 2 (3%) por eventos adversos e o restante casos (5%) por decisão do paciente. A prednisona foi retirada em 58 (21%) e 95 (34%) pacientes aos 6 e 12 meses de início do tratamento, respectivamente. Aos 6 meses, a prednisona foi descontinuada em 50 (86%) pacientes após alcançar remissão bioquímica, 5 (9%) como consequência de eventos adversos e 3 (5%) por decisão do paciente. Aos 12 meses, 84 (88%) interromperam a prednisona após alcançar remissão bioquímica, 6 (7%) devido a eventos adversos e 5 (5%) por decisão do paciente. 


Durante o seguimento, 465 pacientes (77,9% da coorte) atingiram remissão bioquímica. O tempo médio para resposta bioquímica foi de 3,1 meses em pacientes tratados com budesonida e 4,9 meses naqueles com prednisona. A taxa de resposta durante o seguimento foi significativamente maior em pacientes tratados com prednisona (87% vs. 53% dos pacientes com budesonida, p < 0,001). A probabilidade de alcançar remissão bioquímica foi significativamente menor no grupo budesonida (OR = 0,20; IC 95%: 0,11-0,38) em qualquer momento durante o acompanhamento e em 6 (OR = 0,51; IC 95%: 0,29-0,89) e 12 meses após o início do tratamento (0,41; IC 95%: 0,23-0,73). Em pacientes com transaminases <2 × limite superior do normal, a remissão bioquímica foi semelhante em ambos os grupos de tratamento (70,6% vs. 71,4% dos pacientes com budesonida, p = 0,94). Respondedores rápidos apresentaram maior probabilidade de alcançar remissão bioquímica em seis e 12 meses. O tratamento com prednisona foi associado a um maior risco significativamente maior de eventos adversos (24,2% vs. 15,9%, p = 0,047).


Leia também: O que todo médico precisa saber sobre hepatite alcoólica


Mensagens para casa 

Pacientes com HAI tratados com budesonida tiveram uma menor probabilidade de alcançar remissão bioquímica que aqueles tratados com prednisona como droga de primeira linha. Por outro lado, pacientes HAI e transaminases menor que duas vezes o limite superior da normalidade tiveram respostas semelhantes com prednisona e budesonida e poderiam se beneficiar do uso da última pela redução de efeitos adversos. O fato dos pacientes do grupo budesonida apresentarem níveis basais significativamente maiores de transaminases sugere que a budesonida seja reservada, na prática clínica, para casos mais brandos. 





Autor: Guilherme Grossi Cançado
Fonte: pebmed
Sítio Online da Publicação: pebmed
Data: 24/01/2023
Publicação Original: https://pebmed.com.br/budesonida-para-tratamento-da-hepatite-autoimune/

Descongelamento do permafrost acelera emissão de gases estufa


Descongelamento do permafrost acelera emissão de gases estufa
As regiões de permafrost são vastas e estão derretendo. Esta coleção examina as mudanças físicas, biogeoquímicas e do ecossistema relacionadas ao degelo do permafrost e os impactos associados.

Nature Portfolio

Physical changes


The changing thermal state of permafrost


Permafrost thaw is directly governed by the thermal characteristics of the frozen ground. This Review outlines the status of and mechanisms influencing the thermal state of permafrost, revealing widespread increases in permafrost temperatures and active-layer thicknesses.Sharon L. Smith
H. Brendan O’Neill
Vladimir E. Romanovsky
Review Article 11 Jan 2022 Nature Reviews Earth & Environment



Lake and drained lake basin systems in lowland permafrost regions


Lakes and drained lake basins are the most prominent periglacial landforms in northern high-latitude lowland regions, and their dynamics impact permafrost, ecosystem and biogeochemical processes. This Review discusses the influence and consequences of climate change on lake systems.Benjamin M. Jones
Guido Grosse
Kenneth M. Hinkel
Review Article 11 Jan 2022 Nature Reviews Earth & Environment



Drivers, dynamics and impacts of changing Arctic coasts


Arctic coasts are increasingly affected by erosion and flooding, owing to decreasing sea ice, thawing permafrost and rising sea levels. This Review examines the changes in Arctic coastal morphodynamics and discusses the broader impacts on Arctic systems.Anna M. Irrgang
Mette Bendixen
Benjamin M. Jones
Review Article 11 Jan 2022 Nature Reviews Earth & Environment



Fast response of cold ice-rich permafrost in northeast Siberia to a warming climate


Siberian Arctic permafrost contains vast stores of carbon, the fate of which is dependent on the climate. Here the authors use models of future scenarios to show that under the direst climate changes up to 2/3 of the stored organic carbon could thaw.Jan Nitzbon
Sebastian Westermann
Julia Boike
Article Open Access 4 May 2020 Nature Communications



Palaeoclimate evidence of vulnerable permafrost during times of low sea ice


A reconstruction of permafrost dynamics using speleothems from a Siberian cave indicates that Siberian permafrost is robust to warming when Arctic sea ice is present, but vulnerable when it is absent.A. Vaks
A. J. Mason
G. M. Henderson
Article 8 Jan 2020 Nature



Permafrost is warming at a global scale


Climate change strongly impacts regions in high latitudes and altitudes that store high amounts of carbon in yet frozen ground. Here the authors show that the consequence of these changes is global warming of permafrost at depths greater than 10 m in the Northern Hemisphere, in mountains, and in Antarctica.Boris K. Biskaborn
Sharon L. Smith
Hugues Lantuit
Article Open Access 16 Jan 2019 Nature Communications
Biogeochemistry


Permafrost carbon emissions in a changing Arctic


Large stores of carbon could be released to the atmosphere from Arctic warming, driving permafrost thaw. This Review examines the processes that impact Arctic permafrost carbon emissions, how they might change in the future and ways to monitor and predict these changes.Kimberley R. Miner
Merritt R. Turetsky
Charles E. Miller
Review Article 11 Jan 2022 Nature Reviews Earth & Environment



Nitrous oxide emissions from permafrost-affected soils


Permafrost-affected soils are an unappreciated but potentially substantial source of nitrous oxide, a powerful greenhouse gas. This Review outlines the global importance of nitrous oxide dynamics in permafrost-affected soils, examines what drives nitrous oxide fluxes and discusses the impact of climate change on these greenhouse gas emissions.Carolina Voigt
Maija E. Marushchak
Pertti J. Martikainen
Review Article 7 Jul 2020 Nature Reviews Earth & Environment



Emergent biogeochemical risks from Arctic permafrost degradation


Thawing permafrost in the Arctic may release microorganisms, chemicals and nuclear waste that have been stored in frozen ground and by cold temperatures. This Review discusses the current state of potential hazards and their risks under warming to identify prospective threats to the Arctic.Kimberley R. Miner
Juliana D’Andrilli
Charles E. Miller
Review Article 30 Sep 2021 Nature Climate Change



Permafrost collapse is accelerating carbon release


The sudden collapse of thawing soils in the Arctic might double the warming from greenhouse gases released from tundra, warn Merritt R. Turetsky and colleagues.Merritt R. Turetsky
Benjamin W. Abbott
A. Britta K. Sannel
Comment 30 Apr 2019 Nature



Increasing wildfires threaten historic carbon sink of boreal forest soils


Soil radiocarbon dating reveals that combusted ‘legacy carbon’—soil carbon that escaped burning during previous fires—could shift the carbon balance of boreal ecosystems, resulting in a positive climate feedback.Xanthe J. Walker
Jennifer L. Baltzer
Michelle C. Mack
Letter 21 Aug 2019 Nature



Non-growing season carbon emissions in a northern peatland are projected to increase under global warming


Future changes in non-growing season conditions, particularly irradiance and temperature, will enhance carbon emissions from a northern peatland, according to projections with a data-driven machine learning model.Arash Rafat
Fereidoun Rezanezhad
Philippe Van Cappellen
Article Open Access 7 Jun 2021 Communications Earth & Environment



Carbon release through abrupt permafrost thaw


Analyses of inventory models under two climate change projection scenarios suggest that carbon emissions from abrupt thaw of permafrost through ground collapse, erosion and landslides could contribute significantly to the overall permafrost carbon balance.Merritt R. Turetsky
Benjamin W. Abbott
A. David McGuire
Article 3 Feb 2020 Nature Geoscience



Significant methane ebullition from alpine permafrost rivers on the East Qinghai–Tibet Plateau


High-elevation rivers in permafrost of the East Qinghai–Tibet Plateau are hotspots of methane emissions, according to measurements of methane fluxes in the region.Liwei Zhang
Xinghui Xia
Peter A. Raymond
Article 5 May 2020 Nature Geoscience



Potential impacts of mercury released from thawing permafrost


Permafrost locks away the largest reservoir of mercury on the planet, but climate warming threatens to thaw these systems. Here the authors use models to show that unconstrained fossil fuel burning will dramatically increase the amount of mercury released into future ecosystems.Kevin Schaefer
Yasin Elshorbany
Elsie M. Sunderland
Article Open Access 16 Sep 2020 Nature Communications



Iron mineral dissolution releases iron and associated organic carbon during permafrost thaw


Iron minerals trap carbon in permafrost, preventing microbial degradation and release to the atmosphere as CO2, but the stability of this carbon as permafrost thaws is unclear. Here the authors use nanoscale analyses to show that thaw conditions stimulate Fe-reducing bacteria that trigger carbon release.Monique S. Patzner
Carsten W. Mueller
Casey Bryce
Article Open Access 10 Dec 2020 Nature Communications



Changes in coupled carbon‒nitrogen dynamics in a tundra ecosystem predate post-1950 regional warming


Biological productivity and carbon dynamics in Arctic ecosystems started to change prior to human-induced warming of the region, according to an investigation of coupled carbon–nitrogen cycle dynamics using stable isotope analyses of lake sediments.N. John Anderson
Daniel R. Engstrom
Adam J. Heathcote
Article Open Access 28 Oct 2020 Communications Earth & Environment



Large loss of CO2 in winter observed across the northern permafrost region


Winter warming in the Arctic will increase the CO2 flux from soils. A pan-Arctic analysis shows a current loss of 1,662 TgC per year over the winter, exceeding estimated carbon uptake in the growing season; projections suggest a 17% increase under RCP 4.5 and a 41% increase under RCP 8.5 by 2100.Susan M. Natali
Jennifer D. Watts
Donatella Zona
Letter 21 Oct 2019 Nature Climate Change



Groundwater as a major source of dissolved organic matter to Arctic coastal waters


In this study, the authors show that water flowing through thawed soils below the tundra surface (supra-permafrost groundwater) can be a major source of dissolved organic matter (DOM) to Arctic coastal waters during the summer. This DOM contains leachates from old soil carbon stocks, including potential contributions from thawing permafrost.Craig T. Connolly
M. Bayani Cardenas
James W. McClelland
Article Open Access 20 Mar 2020 Nature Communications
Ecosystems


Tundra vegetation change and impacts on permafrost


Greening and vegetation community shifts have been observed across Arctic environments. This Review examines these changes and their impact on underlying permafrost.Monique M. P. D. Heijmans
Rúna Í. Magnússon
Juul Limpens
Review Article 11 Jan 2022 Nature Reviews Earth & Environment



Microbial diversity in extreme environments


Microbial life can thrive in extreme environments such as terrestrial hot springs and deep sea hydrothermal vents, glaciers and permafrost, hypersaline habitats, acid mine drainage and the subsurface. In this Review, Shu and Huang explore the diversity, functions and evolution of bacteria and archaea inhabiting Earth’s major extreme environments.Wen-Sheng Shu
Li-Nan Huang
Review Article 9 Nov 2021 Nature Reviews Microbiology



Soil microbiomes and climate change


In this Review, Jansson and Hofmockel explore the impacts of climate change on soil microorganisms in different climate-sensitive soil ecosystems and the potential ways that soil microorganisms can be harnessed to help mitigate the negative consequences of climate change.Janet K. Jansson
Kirsten S. Hofmockel
Review Article 4 Oct 2019 Nature Reviews Microbiology



Million-year-old DNA sheds light on the genomic history of mammoths


Siberian mammoth genomes from the Early and Middle Pleistocene subepochs reveal adaptive changes and a key hybridization event, highlighting the value of deep-time palaeogenomics for studies of speciation and long-term evolutionary trends.Tom van der Valk
Patrícia Pečnerová
Love Dalén
Article 17 Feb 2021 Nature



Collapse of the mammoth-steppe in central Yukon as revealed by ancient environmental DNA


‘The timing and ecological dynamics of extinction in the late Pleistocene are not well understood. Here, the authors use sediment ancient DNA from permafrost cores to reconstruct the paleoecology of the central Yukon, finding a substantial turnover in ecosystem composition between 13,500-10,000 years BP and persistence of some species past their supposed extinctions.’Tyler J. Murchie
Alistair J. Monteath
Hendrik N. Poinar
Article Open Access 8 Dec 2021 Nature Communications



Consistent trait–environment relationships within and across tundra plant communities


Using plant community trait composition data and microclimate and soil chemistry data from four distinct tundra regions, the authors demonstrate strong, consistent trait–environment relationships across Arctic and Antarctic regions.Julia Kemppinen
Pekka Niittynen
Miska Luoto
Article 25 Feb 2021 Nature Ecology & Evolution



Reduced net methane emissions due to microbial methane oxidation in a warmer Arctic


Models overestimate Arctic methane emissions compared to observations. Incorporating microbial dynamics into biogeochemistry models helps reconcile this discrepancy; high-affinity methanotrophs are an important part of the Arctic methane budget and double previous estimates of methane sinks.Youmi Oh
Qianlai Zhuang
Bo Elberling
Letter 30 Mar 2020 Nature Climate Change



Carbon loss from northern circumpolar permafrost soils amplified by rhizosphere priming


Plant roots in thawing permafrost soils act to enhance microbial decomposition and the loss of soil organic carbon, according to an analysis of observational data and a rhizosphere priming model.Frida Keuper
Birgit Wild
Ellen Dorrepaal
Article 20 Jul 2020 Nature Geoscience



Summer warming explains widespread but not uniform greening in the Arctic tundra biome


Satellites provide clear evidence of greening trends in the Arctic, but high-resolution pan-Arctic quantification of these trends is lacking. Here the authors analyse high-resolution Landsat data to show widespread greening in the Arctic, and find that greening trends are linked to summer warming overall but not always locally.Logan T. Berner
Richard Massey
Scott J. Goetz
Article Open Access 22 Sep 2020 Nature Communications
Broader impacts


Impacts of permafrost degradation on infrastructure


Permafrost thaw and degradation threaten circumpolar infrastructure. This Review documents observed and projected infrastructure impacts, as well as the mitigation strategies available to minimize them.Jan Hjort
Dmitry Streletskiy
Miska Luoto
Review Article 11 Jan 2022 Nature Reviews Earth & Environment



The thaw beneath our feet


Permafrost is thawing with rising temperatures. More work and collaboration are needed to understand the impacts of this thaw, and how to mitigate them.
Editorial 11 Jan 2022 Nature Reviews Earth & Environment



Arctic fires re-emerging


Underground smouldering fires resurfaced early in 2020, contributing to the unprecedented wildfires that tore through the Arctic this spring and summer. An international effort is needed to manage a changing fire regime in the vulnerable Arctic.Jessica L. McCarty
Thomas E. L. Smith
Merritt R. Turetsky
Comment 28 Sep 2020 Nature Geoscience



Future increases in Arctic lightning and fire risk for permafrost carbon


Changes in lightning activity are uncertain under climate change. The authors project that summer lightning in the Arctic is likely to more than double by the end of the century, with implications for lightning-strike tundra wildfires and associated carbon release from permafrost.Yang Chen
David M. Romps
James T. Randerson
Article 5 Apr 2021 Nature Climate Change



Climate policy implications of nonlinear decline of Arctic land permafrost and other cryosphere elements


Nonlinear transitions in permafrost carbon feedback and surface albedo feedback have largely been excluded from climate policy studies. Here the authors modelled the dynamics of the two nonlinear feedbacks and the associated uncertainty, and found an important contribution to warming which leads to additional economic losses from climate change.Dmitry Yumashev
Chris Hope
Gail Whiteman
Article Open Access 23 Apr 2019 Nature Communications



Abrupt changes across the Arctic permafrost region endanger northern development


Permafrost thaw due to rising temperatures will impact soil hydrology in the Arctic. Abrupt changes in soil moisture and land–atmosphere processes may alter the bearing capacity of soil and increase susceptibility to wildfires, with consequences for adapting engineering systems in the region.B. Teufel
L. Sushama
Letter 29 Oct 2019 Nature Climate Change





Crédito da imagem de capa: Claudia Weinmann / Alamy Stock Photo

Nature

Fonte: Nature Portfolio
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in EcoDebate, ISSN 2446-9394


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Autor: EcoDebate
Fonte: Nature Portfolio
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 27/01/2023
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2023/01/27/descongelamento-do-permafrost-acelera-emissao-de-gases-estufa/

Temperaturas oceânicas recordes afetam o clima global


Um mapa-múndi plotado com blocos de cores representando percentis das temperaturas médias globais da terra e do oceano para todo o ano de 2022. Os blocos de cores representam o aumento do calor, de azul escuro (área mais fria recorde) a vermelho escuro (área mais quente recorde) e abrangendo áreas em entre “muito mais frio que a média” até “muito mais quente que a média”. (NOAA NCEI)


Temperaturas oceânicas recordes afetam o clima global
Uma temperatura oceânica recorde contínua com o aumento da estratificação e mudanças no padrão de salinidade da água fornecem informações sobre o que o futuro reserva em meio a um clima perpetuamente aquecido.
Institute of Atmospheric Physics*, Chinese Academy of Sciences

O estado de nossos oceanos pode medir a saúde do mundo e, a julgar pelas observações oceânicas atualizadas de 24 cientistas em 16 institutos em todo o mundo, precisamos de um médico.
Os três principais indicadores da mudança climática incluem temperaturas recordes históricas contínuas, altos níveis de contraste de salinidade oceânica e aumento da estratificação oceânica (separação da água em camadas) sem sinais de desaceleração.

Esses indicadores estão levando os cientistas a abordar e prever rapidamente os componentes futuros das mudanças climáticas para melhor preparar o público para um futuro climático extremo à frente.

Os resultados foram publicados recentemente, onde um novo recorde de 0-2000 m de conteúdo de calor oceânico (OHC) foi estabelecido e registrado em 2022, com uma adição de aproximadamente ~10 Zetta joules (ZJ) de calor no oceano em relação a 2021. Um Zetta joule é um joule (unidade para medir “trabalho” ou “calor”) com 21 zeros atrás dele.

Os resultados foram publicados em 11 de janeiro de 2023 na Advances in Atmospheric Science . Ele resume dois conjuntos de dados internacionais: do Instituto de Física Atmosférica (IAP) da Academia Chinesa de Ciências (CAS) e dos Centros Nacionais de Informações Ambientais (NCEI) da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), que analisam observações do conteúdo de calor do oceano e seu impacto datando da década de 1950. “Os dados do IAP e do NCEI mostram uma mensagem consistente de que o conteúdo de calor do oceano superior a 2.000m atinge um valor recorde em 2022”, disse Tim Boyer, pesquisador sênior do NCEI/NOAA.

10 ZJ de calor é igual a ~100 vezes a geração mundial de eletricidade em 2021 (28466 TWH), ~325 vezes a produção de eletricidade da China em 2021 (8537 TWH), ~634 vezes a produção de eletricidade nos Estados Unidos em 2021 (4381 TWH). 10 ZJ de calor também podem ferver 700 milhões de chaleiras de 1,5L por segundo no ano passado.

“O aquecimento global continua e se manifesta no calor recorde do oceano, e também em extremos contínuos de salinidade. Este último destaca que as áreas salgadas ficam mais salgadas e as áreas frescas ficam mais frescas e, portanto, há um aumento contínuo na intensidade do ciclo hidrológico.” disse CHENG Lijing, principal autor e pesquisador do IAP/CAS.

O que não é difícil de entender é como essa quantidade de calor que vai para os oceanos tem sérias consequências e, na verdade, vem muito mais rápido do que se esperaria. A salinidade crescente e, portanto, a estratificação dos oceanos podem alterar a forma como o calor, o carbono e o oxigênio são trocados entre o oceano e a atmosfera acima dele. Este é um fator que pode causar a desoxigenação do oceano, ou perda de oxigênio, dentro da água. A desoxigenação em si é um pesadelo não apenas para a vida e os ecossistemas marinhos, mas também para os humanos e nossos ecossistemas terrestres.

A redução da diversidade oceânica e o deslocamento de espécies importantes podem causar estragos em comunidades dependentes da pesca e suas economias, e isso pode ter um efeito cascata na maneira como a maioria das pessoas consegue interagir com seu ambiente.

Alguns lugares já estão vendo os impactos de um oceano em rápido aquecimento, e eles não são exatamente como o esperado.

“Alguns lugares estão passando por mais secas, o que leva a um risco maior de incêndios florestais, e outros lugares estão passando por grandes inundações devido a fortes chuvas, muitas vezes apoiadas pelo aumento da evaporação dos oceanos quentes. Isso contribui para mudanças no ciclo hidrológico e enfatiza o papel interativo que os oceanos jogam.” disse Kevin Trenberth, terceiro autor do artigo e pesquisador do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica e da Universidade de Auckland. Um aumento na temperatura e na salinidade da água contribui diretamente para a formação de camadas de água em vez de se misturar, e isso é apenas parte do que prejudica o delicado equilíbrio entre nossos oceanos e a atmosfera.

“No futuro, o grupo se concentrará em entender as mudanças dos principais ciclos da Terra e melhorar as projeções futuras das mudanças de calor, água e carbono da Terra. Esta é a base para os humanos se prepararem para as mudanças e riscos futuros. ” disse John Abraham, professor da Universidade de St. Thomas, o segundo autor deste estudo.

O rastreamento contínuo dessas mudanças dará aos cientistas uma ideia do que pode ser feito preventivamente para se preparar para temperaturas mais altas, clima extremo e todas as outras consequências que acompanham o aquecimento dos oceanos e um ciclo hidrológico impactado.

“Os oceanos estão absorvendo a maior parte do aquecimento das emissões humanas de carbono”, disse o autor do artigo, Michael Mann, professor da Universidade da Pensilvânia. “Até atingirmos as emissões líquidas zero, esse aquecimento continuará e continuaremos a quebrar recordes de conteúdo de calor oceânico, como fizemos este ano. Melhor conscientização e compreensão dos oceanos são a base para as ações de combate às mudanças climáticas.”

Referência:

Cheng, L. J., and Coauthors, 2023: Another year of record heat for the oceans. Adv. Atmos. Sci., https://doi.org/10.1007/s00376-023-2385-2

Henrique Cortez *, tradução e edição.




Autor: Henrique Cortez
Fonte: ecodebate
Sítio Online da Publicação: ecodebate
Data: 27/01/2023
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2023/01/27/temperaturas-oceanicas-recordes-afetam-o-clima-global/

quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

GOV BR ABRIU VAGAS EM HOME OFFICE PARA DIVERSAS ÁREAS; VEJA COMO SE INSCREVER

Gov BR abriu novas para trabalhar em casa de diversas áreas

GOVBR é uma empresa que contribui para um Brasil melhor através de soluções de governança para auxiliar a gestão pública municipal na tomada de decisão com mais agilidade, estratégia e controle.

Informatizou a gestão, mas antes de tudo: entendeu o processo e entregamos soluções de excelência que levam a transformação digital para os municípios brasileiros.

Soma mais de 650 pessoas pensando inovação e alia o conhecimentos técnicos sobre práticas de governança conectando a tecnologia.

Está com diversas oportunidades para trabalhar em casa de forma remota e banco de talentos, confira todos os detalhes nesse artigo.

VAGAS ABERTAS NA GOV BR

Veja abaixo as vagas abertas na Gov BR:

R$9,33 – R$19,67
R$9,87 – R$20,00
R$9,02 – R$12,31
R$8,92 – R$12,83
R$9,23 – R$18,46
R$9,54 – R$14,38
Apprentice
R$10,10 – R$21,54
Veja mais vagas Home Office:

BENEFÍCIOS GOVBR
  1. Atuação Modelo Hibrido ou Home Office
  2. Auxílio Educação
  3. Participação nos Resultados
  4. Auxílio Alimentação/Refeição
  5. Plano de Saúde Unimed, extensivo aos dependentes
  6. Plano Odontológico Uniodonto
  7. Seguro de vida
  8. 1 dia de folga no Mês do Aniversário
  9. Premiação por indicação de futuros colaboradores
  10. Clube de vantagens GOVBR – Convênios nacionais
  11. Universidade Corporativa
  12. Avaliação de Desempenho
  13. Oportunidade de Carreira
  14. Plano de Desenvolvimento Individual

Veja como fazer o seu cadastro CLICANDO AQUI




Autor: Rodrigo Ferreira
Fonte: horadoempregodf
Sítio Online da Publicação: horadoempregodf
Data: 25/01/2023
Publicação Original: https://www.horadoempregodf.com.br/gov-br-abriu-vagas-em-home-office-para-diversas-areas-veja-como-se-inscrever/