

Autor: fiocruz
Fonte: fiocruz
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data: 11/06/2026
Publicação Original: https://fiocruz.br/noticia/2026/06/pesquisa-busca-novo-tratamento-para-esquistossomose


Autor: fiocruz
Fonte: fiocruz
Autor: fiocruz
Fonte: fiocruz
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data: 10/06/2026
Publicação Original: https://fiocruz.br/noticia/2026/06/fiocruz-recebe-delegacao-da-alemanha-para-ampliar-cooperacao-em-saude
Com 146 projetos executados, 175 favelas alcançadas em 33 municípios do estado do Rio de Janeiro e 1,1 milhão de pessoas impactadas, o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro completa seis anos e se fortalece como uma das mais amplas redes de promoção da saúde territorial do país. Criado durante a crise sanitária provocada pela pandemia de Covid-19, em 2020, a iniciativa nasceu de uma parceria entre a Fiocruz e a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) a partir de uma premissa urgente: a defesa da vida nos territórios populares através da articulação, escuta e construção coletiva.
Para 2027, a agenda inclui novos editais, expansão territorial, cursos de formação, um documentário sobre a trajetória do Plano e o lançamento do portfólio das iniciativas apoiadas. Atualmente, o investimento total soma R$ 23,7 milhões, mobilizados via Alerj (R$ 20 milhões), Fiocruz (R$ 3 milhões) e emendas parlamentares federais (R$ 700 mil).
Rede conecta territórios, ciência e poder público
A estrutura do Plano é incomum. Executado pela Fiocruz a partir de decisões conjuntas com pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a iniciativa criou um modelo de governança compartilhada que transforma a lógica tradicional de como se faz saúde pública.
"A Fiocruz se sente muito honrada em fazer parte deste trabalho coletivo. Não haverá saúde plena sem um olhar ampliado que inclua as questões sociais e a superação das desigualdades", afirma o presidente da Fiocruz, Mario Moreira.
Em seis anos, o Plano distribuiu 10 mil toneladas de alimentos em ações de segurança alimentar, realizou quase 450 visitas técnicas presenciais e cerca de 60 reuniões de coordenação. As iniciativas desenvolvidas nas favelas abarcam saúde mental, educação popular, agroecologia, comunicação comunitária, juventudes e tecnologias sociais.
"É um modelo interinstitucional orientado por princípios de participação social e promoção de saúde coletiva que deve ser ampliado para outros municípios no país", defende a coordenadora de Relações Institucionais da Presidência da Fiocruz, Zélia Profeta.
Da legislação às favelas
O impacto do Plano se deve, em grande parte, à articulação política e institucional que o sustenta e ao trabalho de quem o opera por dentro: "Mais do que números, o Plano traduz presença, responsabilidade e transformação real na vida das pessoas, reafirmando que a favela produz saúde", diz representante da Fiotec Brasília, Yonara Silva, responsável pelo monitoramento e prestação de contas dos recursos.
Para o pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Antonio Henrique Neto, a experiência foi também de transformação pessoal: "Pude perceber a potência dos territórios que foi aos poucos me libertando do medo e da angústia. Saúde Comunitária é uma construção de todos — cada vez mais faz parte da minha história de vida".
A perspectiva é compartilhada pela médica e professora titular da UFRJ, Ligia Bahia: "Saúde nas favelas é um movimento genuíno e potente. Iniciou na pandemia impulsionado por perplexidade e inconformidade com o desprezo perante o adoecimento e as mortes. Segue vibrante, cresceu, adquiriu textura institucional, mas não perdeu um milímetro de compromisso com o direito à saúde e a democracia" define.

