terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Projeto Meninas Negras na Ciência promove visita ao Circuito da Herança Africana

Como parte do primeiro módulo do projeto Meninas Negras na Ciência, intitulado “Identidade e Cidadania”, 12 jovens participaram, na quinta-feira (11/12) de uma visita educativa ao Circuito Histórico e Arqueológico de Celebração da Herança Africana, na Região Portuária do Rio de Janeiro. A atividade integrou a proposta pedagógica do projeto, que busca oferecer instrumentos teóricos e práticos para que meninas negras reflitam sobre sua identidade, cidadania e papel social, compreendendo a ciência como aliada da saúde e dos direitos humanos.

Criado pelo Decreto Municipal nº 34.803/2011, o trajeto tem como objetivo preservar a memória afro-brasileira na região portuária do Rio de Janeiro, evidenciando a presença africana e seu legado na formação do país. A visita foi conduzida por um guia do Instituto Pretos Novos (IPN) e passou por pontos centrais da história da população negra na cidade, como o Cais do Valongo, a Pedra do Sal e o Jardim Suspenso do Valongo - territórios marcados pela chegada forçada de africanos escravizados e por séculos de resistência cultural.




Grupo em frente a estátua de Mercedes Batista, no Largo São Francisco da Prainha (Foto: Camila Borges)

Ao caminhar por esses espaços, as estudantes tiveram contato direto com narrativas que nem sempre estão presentes nos livros didáticos, mas que são centrais para entender a formação social, cultural e científica do país.

Para Maria Fernanda, de 16 anos, o circuito ampliou seu olhar sobre a história do Rio de Janeiro. “Achei o circuito legal e interessante. Descobri coisas que eu não sabia sobre a história da chegada das pessoas negras no Brasil e no Rio. Achei mais interessante também a parte sobre a Pedra do Sal, que eu não sabia que o nome era por causa que carregavam os alimentos”, relatou.

A estudante Dandara Vitória destacou o impacto emocional e representativo da experiência, especialmente ao conhecer com a história de Mercedes Baptista, a primeira bailarina negra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. “O que mais me impactou foi a história de Mercedes Baptista. Ela me representou muito, porque às vezes a gente passa por dificuldades e tem muitos obstáculos na vida. A gente tem que entender que está tudo bem e se esforçar cada vez mais. Graças a Deus, os ancestrais tiveram força para vencer barreiras e preconceitos. Hoje, a gente tem o livre-arbítrio de poder ser quem a gente quer lutar”, comentou. Segundo ela, o circuito proporciona uma experiência diferente da leitura tradicional: “Você vê que realmente aconteceu e te dá um olhar com carinho e de sofrimento sobre a história”.




Circuito conectou memória, território e identidade (Foto: Camila Borges)

A atividade reforça um dos pilares do projeto Meninas Negras na Ciência: reconhecer o conhecimento ancestral como parte fundamental da construção científica e cidadã. A visita ao Circuito da Herança Africana não apenas resgata histórias silenciadas, mas também fortalece o pertencimento, a autoestima e o protagonismo das jovens, reafirmando que ciência, direitos humanos e identidade caminham juntos.

Neste ano, o projeto é coordenado pela Coordenação de Equidade, Diversidade, Inclusão e Políticas Afirmativas (Cedipa), com a gestão cultural da Sociedade de Promoção Sociocultural da Fiocruz (SOCULTFio) e conta com o patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura, Prefeitura do Rio, das empresas Ipiranga, ICONIC, ALLOS - o maior grupo de shoppings do país -, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura - Lei ISS.




Autor: fiocruz
Fonte: fiocruz
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data: 15/12/2025
Publicação Original: https://fiocruz.br/noticia/2025/12/projeto-meninas-negras-na-ciencia-promove-visita-ao-circuito-da-heranca-africana

Entrevista: Luciana Boiteux analisa o aumento de casos de feminicídio no país


Milhares de pessoas foram às ruas em várias cidades do país no dia 7 de dezembro com o objetivo de denunciar a escalada de violência contra as mulheres no Brasil. O evento disparador dessa nova onda de manifestações foi o feminicídio de duas trabalhadoras do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet-RJ) por um funcionário que, segundo os relatos apurados pela investigação, não aceitava ser chefiado por mulheres. Os números e as manchetes de jornais, no entanto, mostram que, enquanto o país se chocava com esse duplo feminicídio ocorrido dentro de uma instituição pública de ensino federal, várias outras mulheres seguiam sendo assassinadas pelo simples fato de serem mulheres. Essa é, precisamente, a característica que diferencia o feminicídio do homicídio comum, como explica, nesta entrevista, a professora de Direito Penal da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Luciana Boiteux.

O feminicídio foi reconhecido no Código Penal brasileiro em 2015, pela Lei 13.104, como uma “circunstância qualificadora” do homicídio. Quase dez anos depois, em 2024, a Lei 14.994 passou a identificá-lo como um crime autônomo, portanto, diferente dos homicídios. No geral, essas e outras mudanças que ocorreram ao longo do tempo também investiram no aumento de pena a quem cometesse esses crimes, mas, segundo a análise de Boiteux, que critica a ideia de que o maior punitivismo possa proteger as mulheres, o grande ganho de todo esse processo foi dar visibilidade a esses casos, permitindo a sistematização de dados que evidenciam o tamanho do problema. É a partir dessa percepção, inclusive, que ela se mostra cuidadosa ao analisar os números de pesquisas que, nos últimos anos, têm mostrado uma queda do número de homicídios acompanhada de um aumento do número de feminicídios.

De todo modo, estudos comparativos mostram que o Brasil é o quinto país do mundo em número de feminicídios e, como destaca Boiteux, tem ganhado espaço na sociedade o discurso de ódio às mulheres fomentado no ambiente das redes sociais. Em entrevista para a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), a professora da UFRJ explica a importância da caracterização do crime de feminicídio, discute criticamente os efeitos do punitivismo penal, defende a prioridade de medidas protetivas que previnam a violência contra a mulher e analisa a Lei 15.280/25, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último dia 5 de dezembro.




Autor: fiocruz
Fonte: fiocruz
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data: 15/12/2025
Publicação Original: https://fiocruz.br/noticia/2025/12/entrevista-luciana-boiteux-analisa-o-aumento-de-casos-de-feminicidio-no-pais

Fiocruz e parceiros internacionais avançam na ciência aberta em fronteiras da Amazônia

Desenvolver ferramentas de informação para apoiar comunidades e instituições em áreas de fronteira a enfrentarem impactos das mudanças do clima e do meio ambiente na saúde e no bem-viver. Este é o objetivo do projeto internacional Mosaic, sigla em inglês que se refere ao título Aplicação multilocal da ciência aberta na criação de ambientes saudáveis envolvendo comunidades locais. Recentemente, pesquisadores da Fiocruz e de instituições científicas da América do Sul, Europa e África que integram a iniciativa deram mais um passo para avanço da pesquisa em fronteiras amazônicas.




Lideranças da comunidade multiétnica tiwa, na Colômbia, conversam com pesquisadores do projeto Mosaic sobre parceria para construir sistemas de informação (Foto: Josué Damacena)

Os cientistas estiveram no Oiapoque, no Amapá, na fronteira entre Brasil e Guiana Francesa. A equipe trabalhou em Leticia, na Colômbia, na tríplice fronteira com Brasil e Peru. Marcando o segundo ano de desenvolvimento da pesquisa nestes territórios, os pesquisadores promoveram atividades com foco na ciência aberta, com o objetivo de desenvolver soluções em parceria com comunidades locais. Nas duas regiões, foram realizados eventos com participação de lideranças indígenas, gestores e profissionais de saúde pública, saúde indígena, meio ambiente e educação, pesquisadores e representantes de organizações não governamentais.

Além disso, no Oiapoque, os cientistas visitaram associações indígenas, bairros construídos recentemente a partir de ocupações em áreas de mata e uma entidade que atua na cooperação em saúde na fronteira. Em Leticia, foram feitas visitas a comunidades indígenas e um parque nacional natural, com os quais o projeto Mosaic deve colaborar em iniciativas estratégicas, contribuindo para um novo modelo de sistema de saúde indígena da Colômbia e a conservação ambiental.

A importância da missão para construir sistemas de informação úteis e acessíveis para comunidades e instituições nas fronteiras é destacada pelos cientistas. “Estas atividades tiveram objetivo de escuta, para entender quais são as preocupações das pessoas e as dificuldades em lidar com as mudanças climáticas, incluindo eventos extremos. Isso é necessário para criar plataformas de dados importantes para as comunidades, para que elas possam agir localmente para prevenir e se adaptar a essas mudanças, que estão cada vez mais aceleradas” afirma Paulo Peiter, pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e da Plataforma Internacional de Ciência Tecnologia e Inovação em Saúde (Pictis/Fiocruz), um dos líderes do Mosaic na área de ciência compartilhada com interessados locais.

“Ciência aberta não é só acesso aos dados científicos, mas também coprodução de conhecimento. As comunidades localmente conhecem o ambiente, mas estes conhecimentos não estão necessariamente integrados aos conhecimentos científicos. Por outro lado, os dados científicos podem ser muito úteis localmente, mas nem todos têm acesso a eles. O projeto Mosaic tem como ambição integrar estes conhecimentos e realmente compartilhar dados entre todos os atores interessados”, ressalta Emmanuel Roux, pesquisador do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD), da França, e coordenador-geral do Mosaic.

Os pesquisadores também salientam a relevância das ações para desenvolver estratégias sólidas de integração de dados nas fronteiras. “Normalmente, os trabalhos de pesquisa, as ações de saúde e as políticas públicas de dados não atravessam as fronteiras, mas os problemas ambientais, os parasitas, os vetores, as pessoas e os animais fazem isso. Então, o projeto Mosaic tem essa incumbência de construir sistemas de informação que atravessem as fronteiras, que as populações locais possam utilizar para lutar contra mudanças climáticas e degradação ambiental”, aponta Martha Mutis, pesquisadora do IOC/Fiocruz e da Pictis/Fiocruz, uma das líderes da pesquisa na área de disseminação e aplicação de resultados.



Cientistas do projeto Mosaic e representantes de instituições brasileiras e colombianas em encontro na Universidade Nacional da Colômbia (Unal) (Foto: Josué Damacena)

Mais de 20 pesquisadores do Brasil, Colômbia, França e Quênia participaram das atividades. Ao lado de pesquisadores do IOC, do Pictis, da Fiocruz Amazônia e IRD, integraram o grupo profissionais da Universidade de Brasília (UnB); Universidade Nacional da Colômbia (UNAL); Centro Hospitalar Universitário da Guiana Francesa (CHU), Universidade D’Artois (UA), da França; e Centro de Conservação Africano (ACC), do Quênia.

Iniciado em 2024, o Mosaic tem duração prevista até 2027. Além das duas áreas de fronteira na Amazônia, a pesquisa contempla a fronteira do Quênia com a Tanzânia, no Leste da África. A iniciativa une 15 instituições científicas de sete países.

Coordenado pelo IRD, o projeto é financiado pela União Europeia. Trata-se do primeiro projeto selecionado em edital europeu de fomento à pesquisa com participação da Pictis, centro de pesquisa estabelecido em colaboração entre Fiocruz, por meio do IOC, e Universidade de Aveiro, em Portugal. A missão internacional contou com apoio financeiro dos projetos LMI Sentinela, custeado pelo IRD, e Inovec, com financiamento europeu. As atividades na tríplice fronteira ocorreram também no âmbito do projeto de pesquisa Fefaccion, financiado pela Embaixada da França no Brasil.




Autor: fiocruz
Fonte: fiocruz
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data: 15/12/2025
Publicação Original: https://fiocruz.br/noticia/2025/12/fiocruz-e-parceiros-internacionais-avancam-na-ciencia-aberta-em-fronteiras-da

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Gripe mais agressiva: é importante que as pessoas "reconheçam os sinais de alarme"

Após um fim de semana complicado nas urgências, a situação mantém-se inalterada. A gripe tem levado muitos doentes aos hospitais e os constrangimentos podem manter-se nas próximas semanas, com o pico a acontecer antes do final do ano.

Segundo a ministra da Saúde, está a circular um subtipo de vírus da gripe mais forte, que poderá afetar um número maior de pessoas. O Governo reforça a importância da vacinação dos grupos de risco e do uso de máscara sempre que necessário, como forma de travar a propagação do vírus.

Na antena da SIC Notícias, a médica de Medicina Geral e Familiar, Margarida Santos, explica que uma das formas de aliviar a pressão nas urgências é optando, primeiro, por recorrer aos cuidados de saúde primários. 

"Com esta instabilidade toda o que acaba por acontecer é que as pessoas têm medo e recorrem mais ao serviço de urgência, depois não conseguem ir ao médico de família, se calhar estão muito tempo à espera da linha SNS24 e, portanto, acaba por haver uma instabilidade que não é boa para os cuidados de saúde primários e que, por isso, acabam por resultar em urgências muito cheias", começa por explicar. 

Explica, ainda, que com as urgências cheias, acaba por haver "mais propagação de vírus, porque a gripe é muito contagiosa e, se de repente a pessoa tem sintomas ligeiros que até poderiam ser geridos em casa (...) mas vai ocorrer para uma urgência, contagia mais pessoas, pessoas mais vulneráveis e, portanto, é um bocadinho um ciclo vicioso difícil de acabar". 

Autor: sicnoticias
Fonte: sicnoticias
Sítio Online da Publicação: sicnoticias
Data: 09/12/2025

Alterações em um único gene já podem causar transtornos mentais, diz estudo


Nem todas as doenças mentais possuem remédios definitivos devido a complexidade de tratamento de um transtorno para outro Reprodução/Freepik
Um novo estudo genético publicado na revista científica Molecular Psychiatry revelou que mutações no gene GRIN2A podem estar associadas à ocorrência de transtornos mentais, entre eles a esquizofrenia.

A descoberta que o funcionamento do gene, sozinho, afeta a atividade de receptores elétricos do cérebro contradiz a teoria sobre a origem poligênica (explicada por vários genes) para todas as doenças ligadas ao cérebro. Pela primeira vez, um estudo demonstrou que uma mutação num único gene pode influenciar de forma decisiva o desenvolvimento de distúrbios mentais.

Pesquisadores do estudo, publicado em outubro deste ano, verificaram que a mutação do gene afeta diretamente o receptor elétrico NMDA, que auxilia na comunicação, sendo que sua falha pode aumentar os riscos de desenvolvimento de doenças mentais.

De 121 pacientes analisados, 85 tinham algum tipo de mutação no GRIN2A e 23 deles desenvolveram algum transtorno mental. Como destaca a revista WIRED, os indivíduos apresentaram sintomas estritamente psiquiátricos, o que praticamente descartaria explicações ambientais ou contextuais para os casos.

Etapas experimentais
A esquizofrenia é um dos distúrbios que, segundo a pesquisa, são influenciados por mutações gênicas. Cerca de 23 milhões de pessoas no mundo são afetadas pelo distúrbio – equivalente a 0,29% da população mundial –, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).


Autor: revistagalileu
Fonte: revistagalileu
Sítio Online da Publicação: revistagalileu
Data: 09/12/2025

Tubarão-limão é flagrado predando peixe de água doce invasor em Fernando de Noronha


Desorientados pela salinidade da água, peixes-jaguar tentam fugir de tubarão-limão em Fernando de Noronha Mariano Correa/Reprodução
Pesquisadores apoiados pela FAPESP registraram, pela primeira vez, tubarões-limão (Negaprion brevirostris) predando uma espécie invasora, o peixe-jaguar (Parachromis managuensis). O registro foi realizado em março de 2024, na baía do Sueste, um conhecido ponto de alimentação de tubarões no arquipélago de Fernando de Noronha (PE).

O evento era tido como improvável porque a baía do Sueste é uma entrada do mar na terra, portanto, com água salgada, enquanto o peixe-jaguar é de água doce. No entanto, a baía recebe aportes de água doce de um manguezal próximo após chuvas fortes.

Introduzido em Fernando de Noronha, provavelmente para produção de proteína animal, o peixe-jaguar suporta um certo grau de salinidade, mas se torna estressado a partir de determinado patamar. Os pesquisadores observaram um nado errático do peixe, que facilitou a captura pelos tubarões.

Além da dificuldade em nadar, estudos de outros grupos já haviam demonstrado que salinidades superiores a 25 psu (unidade prática de salinidade) provocam aumento da frequência cardíaca nos peixes-jaguar. Na baía do Sueste, a salinidade pode chegar a 32 psu.

“Esta é uma área de reprodução, berçário e alimentação dos tubarões-limão. Na noite anterior da nossa observação, houve chuvas fortes, fazendo com que o reservatório do Xaréu, em que os peixes vivem, transbordasse para o manguezal, que por sua vez também transbordou e gerou uma ligação com a baía”, conta Bianca Rangel, primeira autora do estudo, que realiza pós-doutorado no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP) com bolsa da FAPESP.

A baía do Sueste é um conhecido ponto de alimentação e berçário de tubarões em Fernando de Noronha. Suas águas rasas e turvas protegem os filhotes, mas são um risco para banhistas e mergulhadores — Foto: Fábio Borges/Reprodução
A baía do Sueste é um conhecido ponto de alimentação e berçário de tubarões em Fernando de Noronha. Suas águas rasas e turvas protegem os filhotes, mas são um risco para banhistas e mergulhadores — Foto: Fábio Borges/Reprodução
Com águas rasas, quentes e turvas, a baía do Sueste é também um local de alimentação de tubarões-tigre (Galeocerdo cuvier), a ponto de o banho e o mergulho terem sido proibidos em 2022 após acidentes com turistas.

Autor: revistagalileu
Fonte: revistagalileu
Sítio Online da Publicação: revistagalileu
Data: 09/12/2025


domingo, 7 de dezembro de 2025

Mapeamento revela que Marte já teve sistemas fluviais enormes

Conduzido por uma equipe de cientistas da Universidade de Texas em Austin, nos Estados Unidos, o estudo traz um mapeamento inédito das bacias fluviais marcianas. As descobertas trazem mais informações sobre o passado do planeta vermelho e a quantidade de água que já existiu nele.

O estudo também revelou que os cânions de saída contribuíram com 24% da quantidade de sedimento fluvial. "Sabemos há muito tempo que havia rios em Marte", disse Dr. Timothy A. Goudge, coautor da pesquisa e professor do Departamento de Ciências da Terra e Planetárias de UT Austin, em comunicado. "Mas realmente não sabíamos até que ponto os rios estavam organizados em grandes sistemas de drenagem na escala global."

Processo de pesquisa
O estudo teve como objetivo mapear os sistemas fluviais que existiram em Marte para ver onde convergiam, incluindo depósitos de água, cânions, lagos e vales. O mapeamento englobou 105 km², que seria uma área de referência comum para grandes sistemas de drenagem na Terra.

Acredita-se que Marte tenha se formado na mesma época do restante do sistema solar, há 4,5 bilhões de anos. Outro estudo, publicado em 2022, sugere que Marte teve água líquida em sua superfície por volta de 2 bilhões de anos atrás.

Os pesquisadores analisaram imagens obtidas pelo Mars Orbiter Laser Altimeter (MOLA), um instrumento da sonda Mars Global Surveyor (MGS) da NASA, que orbitou Marte entre 1997 e 2006 e, atualmente, está abordo do Mars Reconnaissance Orbiter.



Autor: 
revistagalileu
Fonte: revistagalileu
Sítio Online da Publicação: revistagalileu
Data: 06/12/2025