segunda-feira, 2 de março de 2026

Fósseis sugerem cruzamento entre duas espécies de lince há milhares de anos


A análise dos fósseis encontrados na gruta de Serpenteko (Navarra) confirmou a presença histórica do lince-euroasiático no norte de Espanha e forneceu novas provas da sua coexistência e possível hibridização com o lince-ibérico há milhares de anos.

A descoberta foi feita num estudo liderado por investigadores da Universidade Complutense de Madrid (UCM), com a participação do Museu Nacional de Ciências Naturais (MNCN-CSIC), da Universidade do País Basco e da Sociedade Científica Aranzadi e publicado na revista "The Anatomical Record", noticiou a agência Efe.

Esta investigação ofereceu "informações inéditas" sobre a história evolutiva destes grandes felinos europeus, referiu o centro académico madrileno.

O estudo analisou os restos fósseis de três linces encontrados na Gruta de Serpenteko, no Vale de Erro datados entre 10.500 e 412 anos atrás, sob a supervisão de Nuria García, professora do Departamento de Geodinâmica, Estratigrafia e Paleontologia da Universidade Complutense de Madrid (UCM).

Os investigadores recolheram e analisaram uma amostra abrangente de espécimes atuais de lince-euroasiático (Lynx lynx) e lince-ibérico (Lynx pardinus), comparando-os com os fósseis recuperados no local.

Um estudo prévio de ADN mitocondrial, transmitido exclusivamente pela via materna, tinha atribuído os restos à espécie de lince-euroasiático, mas as novas análises anatómicas confirmaram esta atribuição em apenas dois dos indivíduos.

O terceiro apresentava características morfológicas típicas do lince-ibérico, apesar de possuir ADN de lince-euroasiático.

Hipótese de cruzamento das duas espécies de lince
Segundo a investigadora María Teresa Pérez, autora principal do artigo, este resultado abre caminho para a hipótese de hibridação entre as duas espécies, uma vez que o facto de o terceiro espécime apresentar características anatómicas compatíveis com o lince-ibérico sugere que poderá ter sido descendente de uma mãe lince-boreal e de um pai lince-ibérico.

Embora estudos recentes já tivessem demonstrado que o cruzamento entre as duas espécies ocorreu num passado recente, até então não tinha sido identificado qualquer fóssil atribuível a um indivíduo híbrido, e futuras análises de ADN nuclear serão cruciais para confirmar esta possibilidade.

Os investigadores realçaram a importância do facto de os restos fósseis mais antigos do sítio terem sido atribuídos ao lince-ibérico num território que, naquela época, era largamente ocupado pelo lince-euroasiático.

A descoberta permite propor, pela primeira vez na Península Ibérica, a coexistência de ambas as espécies a norte, situação já documentada noutros locais da região mediterrânica.


Autor: sicnoticias
Fonte: sicnoticias
Sítio Online da Publicação: sicnoticias
Data: 28/02/2026

Pela primeira vez, cientistas observam halos fantasmagóricos no topo das árvores, gerados por tempestades

Pela primeira vez, os investigadores detetaram e mediram descargas elétricas ténues, chamadas coronas, em árvores durante tempestades. O estudo revelou flashes quase invisíveis em galhos de várias espécies de árvores ao longo da costa leste dos EUA, sugerindo que as copas das árvores podem brilhar com uma fraca luz azul impercetível ao olho humano.

As copas das árvores também queimam as pontas das folhas. Dada a sua presença ubíqua nas florestas durante tempestades, os investigadores especularam que essas copas poderiam danificar o dossel, o que poderia influenciar a evolução das árvores para limitar tais danos.

Durante tempestades, as descargas corona podem queimar as pontas das folhas e dos galhos; a sua presença frequente em florestas levanta a questão de quanto elas influenciam a saúde e a evolução da copa das árvores.
Durante tempestades, as descargas corona podem queimar as pontas das folhas e dos galhos; a sua presença frequente em florestas levanta a questão de quanto elas influenciam a saúde e a evolução da copa das árvores.
“Estas coisas realmente acontecem; nós vimo-las; agora sabemos que elas existem”, disse Patrick McFarland, meteorologista da Universidade Estadual da Pensilvânia e principal autor do estudo. “Ter finalmente evidências concretas disso… é o que eu acho mais empolgante.”

O estudo foi publicado na Geophysical Research Letters, revista da AGU dedicada a artigos de alto impacto, inovadores e oportunos sobre os principais avanços em geociências.

Encontrando ténues brilhos entre as folhas
Durante quase um século, os cientistas suspeitaram que as plantas geravam estas descargas elétricas durante as tempestades, mas só agora conseguiram observá-las e medi-las na natureza. Anteriormente, elas só podiam ser inferidas a partir de mudanças no campo elétrico da floresta.

Experiências em laboratório demonstraram o mecanismo: a carga da tempestade induz uma carga oposta no solo, que sobe até às pontas das folhas e é libertada na forma de pequenas descargas chamadas halos.

“No laboratório, se apagar todas as luzes, fechar a porta e bloquear as janelas, mal consegue ver as coronas. Elas parecem um brilho azul”, disse McFarland, lembrando como a sua equipa recriou o fenómeno num ambiente fechado, colocando folhas de árvores aterradas sob placas de metal carregadas.



Autor: tempo
Fonte: tempo
Sítio Online da Publicação: tempo
Data: 02/03/2026

Cientistas descobrem ancestral da vida que já usava oxigênio

Uma das grandes questões sobre a origem da vida complexa — organismos com células nucleadas, como plantas, animais e fungos — sempre foi: como duas formas de vida tão diferentes se uniram para dar origem aos eucariotos? A hipótese mais aceita é que um micróbio ancestral absorveu outro, numa relação simbiótica que eventualmente se tornou permanente, criando a célula eucariótica típica de seres complexos. No entanto, isso parecia estranho porque um desses parceiros dependia de oxigênio, enquanto o outro parecia viver apenas em ambientes sem esse gás.


Agora, uma equipe liderada pela University of Texas at Austin apresentou evidências de que algumas arqueias do grupo Asgard — micróbios ancestrais dos eucariotos — tinham a capacidade não só de tolerar, mas também de usar oxigênio em seu metabolismo. Essas descobertas foram publicadas na revista científica Nature e ajudam a explicar como ocorreu essa união simbiótica fundamental para a evolução da vida complexa.



Representação artística de células - Getty Images
aventurasnahistoria
Uma das grandes questões sobre a origem da vida complexa — organismos com células nucleadas, como plantas, animais e fungos — sempre foi: como duas formas de vida tão diferentes se uniram para dar origem aos eucariotos? A hipótese mais aceita é que um micróbio ancestral absorveu outro, numa relação simbiótica que eventualmente se tornou permanente, criando a célula eucariótica típica de seres complexos. No entanto, isso parecia estranho porque um desses parceiros dependia de oxigênio, enquanto o outro parecia viver apenas em ambientes sem esse gás.

Agora, uma equipe liderada pela University of Texas at Austin apresentou evidências de que algumas arqueias do grupo Asgard — micróbios ancestrais dos eucariotos — tinham a capacidade não só de tolerar, mas também de usar oxigênio em seu metabolismo. Essas descobertas foram publicadas na revista científica Nature e ajudam a explicar como ocorreu essa união simbiótica fundamental para a evolução da vida complexa.


Primórdios da vida
As arqueias Asgard são um grupo de micróbios primitivos que incluem linhagens como Heimdallarchaeia, consideradas as mais próximas dos ancestrais de todos os organismos complexos atuais. Antes, esses micróbios eram detectados principalmente em ambientes sem oxigênio, como sedimentos marinhos profundos.

Mas, com uma análise de mais de 13 mil genomas microbianos coletados de sedimentos oceânicos e camadas de água rasas, os cientistas ampliaram a diversidade conhecida desses micróbios e descobriram que muitas linhagens viviam em locais onde havia oxigênio disponível.

Autor: aventurasnahistoria
Fonte: aventurasnahistoria
Sítio Online da Publicação: aventurasnahistoria
Data: 24/02/2026

domingo, 1 de março de 2026

Os homens de Neandertal eram os Romeus do mundo pré-histórico?

Eis uma interpretação possível do estudo publicado na quinta-feira na revista Science que descobriu que, quando os neandertais e os Homo sapiens se cruzaram, os casais eram predominantemente formados por homens neandertais e mulheres humanas.

Os cientistas sabem há muito tempo que alguns dos nossos antepassados se reproduziram com neandertais antes que a espécie se extinguisse, há cerca de 40.000 anos. Hoje, vestígios do ADN neandertal permanecem nos genomas de muitas pessoas, particularmente entre aquelas com ascendência não africana. Em média, isso representa cerca de um a dois por cento do genoma de uma pessoa.

No entanto, esses pedaços remanescentes de ADN não estão distribuídos uniformemente pelo genoma. Mesmo em pessoas com percentagens relativamente altas de ADN neandertal, como 4%, existem regiões específicas dos seus genomas – particularmente nos seus cromossomas X – desprovidas dele. 



Autor: nationalgeographic
Fonte: nationalgeographic
Sítio Online da Publicação: nationalgeographic
Data: 27/02/2026

China prepara novas missões espaciais para levar astronautas à Lua


Atualmente, a estação espacial chinesa opera de forma contínua em órbita. Desde o início da fase de aplicação e desenvolvimento, o programa executou seis missões tripuladas, quatro missões de reabaste


Autor: exame
Fonte: exame
Sítio Online da Publicação: exame
Data: 27/02/2026
Publicação Original: https://exame.com/mundo/china-prepara-novas-missoes-espaciais-para-levar-astronautas-a-lua/