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terça-feira, 2 de março de 2021

Atividades físicas durante a gestação e no pós-parto são recomendadas?

É muito comum mulheres interromperem por completo suas atividades físicas durante a gestação por receio de aumento de risco de aborto, partos prematuros ou intercorrências na gestação. Muitas vezes esse novo hábito sedentário se perpetua no puerpério e anos subsequentes.

Porém, as evidências comprovam que a atividade física se mostra como um grande aliado na manutenção de um pré-natal saudável tanto nos aspectos físicos do binômio mãe-bebê, como nos psicológicos relativos a humor e controle de ansiedade.

Estudos publicados desde 2016 com alto nível de evidência mostraram que entre as mulheres ativas fisicamente havia maiores taxas de partos vaginais, menor incidência de: ganho excessivo de peso, menor risco de diabetes mellitus gestacional, desordens hipertensivas, partos pré-termo, cesarianas, baixo peso do bebê ao nascimento.


Nova recomendação de atividades físicas durante a gestação:

No último ano de 2020, o American College of Obstetricians and Gynecologists publicou uma recomendação em prol da atividade durante a gestação e período pós-parto:
Exercícios físicos são recomendados na gestação, e são associados a riscos mínimos, demonstrando muitos benefícios à maioria das mulheres. Podendo ser necessário algumas adaptações para este período.

Uma avaliação clínica e obstétrica é recomendada antes de se iniciar as atividades físicas para garantir que não há contraindicações.

Mulheres que se enquadram em gestação de alto risco devem ser encorajadas a realizar atividades aeróbicas e anaeróbicas durante e após a gestação.
 
A restrição de atividade física não deve ser recomendada de rotina como profilaxia de trabalho de parto prematuro

Mais estudos são necessários para protocolar os melhores tipos de exercícios a serem realizados, a frequência e intensidade ideal.

Quando iniciar e até quando realizar?

A ACOG pontua que o momento da gestação é ideal para o estimular de melhoras no estilo de vida e motivar hábitos saudáveis. Além disso, relata que o início das atividades deve acontecer após as 12 primeiras semanas de gestação, com a frequência de no mínimo 3 vezes na semana, podendo até ser diária, devendo ser realizado até o fim da gestação de acordo com o desejo e conforto da paciente.
Nível de Intensidade

A intensidade deve se basear na frequência cardíaca, devendo ser menor do que 60 a 80% da FC máxima da idade da paciente, e na Escala de Borg ter pontuação moderada (12-14)
Ambiente e supervisão profissional

Em relação ao local de prática de exercício, o ACOG recomenda que seja realizada em ambientes de temperaturas amenas, evitando a exposição intensa ao sol e calor.

Quanto à supervisão profissional, não é mandatória, porém, bem-vinda.
Modalidades de atividades físicas seguras durante a gestação:

O Comitê relata que foram estudados de forma extensiva e parecem ser seguros na gestação os seguintes exercícios: caminhadas, bicicleta ergométrica, dança, exercícios de resistência (que usam elásticos ou pesos, por exemplo) e hidroginástica.
Período pós-parto:

Diversos estudos demonstram um frequente ganho de peso e obesidade neste período, e por isso, o ACOG recomenda estimular o retorno das atividades de forma gradual. Exercícios abdominais auxiliam no fortalecimento da musculatura e diminuem o risco de diástase dos retos abdominais.

O exercício aeróbico durante a lactação melhora o perfil cardiovascular materno sem comprometer a produção e composição do leite materno. É muito importante ratificar a necessidade por uma adequada ingestão hídrica pela paciente.




Autor: Carolinne Barbosa
Fonte: pebmed
Sítio Online da Publicação: pebmed
Data: 02/03/2021
Publicação Original: https://pebmed.com.br/atividades-fisicas-durante-a-gestacao-e-no-pos-parto-sao-recomendadas/

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Quatro em cada 10 brasileiros pratica atividades físicas regularmente

Conheça 6 das melhores atividades físicas ao ar livre

O número de pessoas que afirmou ter postura ativa é de 39%, segundo a pesquisa Vigitel 2019, que também registra aumento no consumo de frutas e hortaliças pelos brasileiros

Na última década o Brasil registrou aumento de 29% dos brasileiros que praticam atividade física, como caminhada, natação e dança, regularmente, ou seja, mantem por semana mais de 150 minutos de atividade moderada ou por 75 minutos atividade vigorosa. Assim, a prevalência de adultos ativos passou de 30,3% em 2009 para 39,0% no ano passado. Os homens (46,7%) são mais ativos do que as mulheres (32,4%). Os dados estão no estudo sobre Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) Brasil 2019, divulgado na última semana, pelo Ministério da Saúde.

O Vigitel 2019 apontou que a prática de atividade física diminui com a idade: 49,4% na faixa de 18 a 24 anos e 24,4% nos adultos com 65 anos ou mais; e aumenta com a escolaridade, passando de 25,8% nos indivíduos com até 8 anos de estudo para 50,0% entre aqueles com 12 anos ou mais de estudo.

Sobre a prevalência de adultos inativos, ou seja, que não praticaram qualquer atividade física no tempo livre nos últimos três meses, em 2006, era de 15,9%, passando para 13,9%, em 2019. O percentual de inativos aumenta com a idade, sendo de 12,9% na faixa de 18 a 24 anos e 31,8% nos adultos com 65 anos e mais; e diminuiu com a escolaridade, passando de 18,0% nos indivíduos com até 8 anos de estudo para 11,7% para aqueles com 12 anos ou mais de estudo.

O Vigitel é uma pesquisa telefônica realizada com maiores de 18 anos, nas 26 capitais e no Distrito Federal, sobre diversos assuntos relacionados à saúde. O objetivo é conhecer a situação de saúde da população para orientar ações e programas que reduzam a ocorrência e a gravidade de doenças, melhorando a saúde da população.


CONSUMO DE ALIMENTOS

No ano de 2019, o Ministério da Saúde coletou dados de dois novos indicadores, de acordo com recomendação do Guia Alimentar para a População Brasileira: consumo de alimentos minimamente ou não processados e consumo de alimentos ultraprocessados.

O consumo recomendado de frutas e hortaliças (5 porções de frutas e hortaliças em pelo menos 5 dias na semana) avançou no país, passando de 20,0% em 2008 para 22,9% em 2019. No ano passado, o consumo foi maior entre mulheres (26,8%) do que entre os homens (18,4%). Ainda, o consumo aumentou com a idade: 19,0% na faixa de 18 a 24 anos e 26,6% nos adultos com 65 anos e mais; e com a escolaridade, passando de 19,0% nos indivíduos com até 8 anos de estudo para 29,5% para aqueles com 12 anos ou mais de estudo.

Em relação ao consumo de alimentos não ou minimamente processados (Ex.: verduras, legumes e frutas (frescas ou secas); tubérculos (batata, mandioca); arroz; milho (em grão ou na espiga); cereais; farinhas; feijão e outras leguminosas; sucos de frutas sem açúcar ou outras substâncias), a prevalência de adultos que consumiram cinco ou mais grupos de alimentos dessa categoria no dia anterior à data da pesquisa foi de 29,8%, sendo maior entre as mulheres (32,3%) que entre os homens (26,9%). O consumo aumentou com a idade, 22,9% na faixa de 18 a 24 anos e 32,6% nos adultos com 65 anos e mais; e com a escolaridade, passando de 24,2% nos indivíduos com até 8 anos de estudo para 36,7% para aqueles com 12 anos ou mais de estudo.

Já a prevalência de adultos que consumiram cinco ou mais grupos de alimentos ultraprocessados (Ex.: biscoitos, sorvetes e guloseimas, bolos, cereais matinais, barras de cereais, sopas, macarrão e temperos instantâneos, salgadinhos de pacote, refrescos e refrigerantes) no dia anterior à data da pesquisa foi de 18,2%, sendo maior entre os homens (21,8%) que entre as mulheres (15,1%). O consumo diminuiu com a idade, 29,3% na faixa de 18 a 24 anos e 8,0% nos adultos com 65 anos e mais.

METOLOGIA DE PESQUISA

Em 2019 foram realizadas 52.443 entrevistas com adultos residentes nas capitais e no Distrito Federal, com duração média de, aproximadamente, 12 minutos, variando entre 4 e 58 minutos. Foram avaliados os indicadores de hipertensão arterial e diabetes, excesso de peso e obesidade, consumo abusivo de álcool, fumantes, consumo alimentar e atividade física.

Foram entrevistadas pessoas com 18 anos ou mais, residentes em domicílios com, pelo menos, uma linha de telefone fixo. Anualmente, estima-se um número amostral mínimo de duas mil entrevistas telefônicas para cada capital e o Distrito Federal e foram realizadas entre os meses de janeiro e dezembro de 2019.


Da Agência Saúde, com informações do Nucom SVS
Atendimento à imprensa
(61) 3315- 3580 / 2745

Autor: Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Sítio Online da Publicação: Ministério da Saúde
Data: 27/04/2020
Publicação Original: https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/46787-quatro-em-cada-10-brasileiros-pratica-atividades-fisicas-regularmente