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quarta-feira, 27 de outubro de 2021

A energia solar aqui em casa, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)

Um bom programa de energia solar descentralizada, com incentivos fiscais, beneficiaria a maioria da população brasileira e ajudaria – e muito – na geração de energia para abastecer o sistema total.

A energia solar no Brasil representa apenas 2% de nossa matriz energética. A eólica avançou mais e ocupa 10%. No geral, as chamadas energias limpas correspondem a 46% de nosso repertório e as ditas sujas 54%. Se as limpas não são totalmente limpas – e não são – ao menos são muito melhores que hidrelétricas – consideradas limpas – que devastam o ambiente e comunidades, melhor ainda que as atômicas que deixam lixo radiativo para as gerações futuras.

Entretanto, o potencial das limpas é quase infinito. Vou dar um exemplo caseiro, como o Fórum de Mudanças Climáticas sonha para todo território brasileiro.

Aqui em casa colocamos 18 placas de energia solar. Nossa conta girava em torno de R$ 700,00 ao mês. Hoje deveríamos estar pagando mais de mil reais mensalmente.

Entretanto, a relação mudou totalmente. Hoje nossa conta de luz é de R$ 33,00 (trinta e três reais). O investimento que julgávamos levar quatro anos para pagar, será pago em dois anos. E aqui em casa tudo é elétrico: chuveiros, ar condicionado, máquina de lavar roupa, máquina de lavar louça, forno elétrico, microondas, air fryer, tv, computadores, lâmpada e sei lá mais o que.

Um bom programa de energia solar descentralizada, com incentivos fiscais, beneficiaria a maioria da população brasileira e ajudaria – e muito – na geração de energia para abastecer o sistema total.

E se o governo comprasse o excedente ajudaria na renda das famílias mais pobres, substituindo os programas de distribuição de renda.

Mas, é claro, isso não pode ser. O modelo capitalista que gerencia nossas energias exige que ela seja centralizada e lucrativa para as empresas. O objetivo é gerar mercado, não abastecer a população e as demandas produtivas.

Ainda mais, nesses dez meses de uso da energia solar, o aplicativo do sistema informa que geramos em casa 7406.3 KWH, que reduzimos a emissão de 7384.1 kg de CO2 na atmosfera, que evitamos queimar 2962.5Kg de carvão e poupamos a derrubada de 407 árvores.

Pela poupança de custos e pela contribuição ao ambiente, parece de bom tamanho.

Roberto Malvezzi (Gogó)*, possui formação em Filosofia, Teologia e Estudos Sociais. Atua na Equipe CPP/CPT do São Francisco. www.robertomalvezzi.com.br

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 26/10/2021






Autor: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 26/10/2021
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2021/10/26/a-energia-solar-aqui-em-casa/

sexta-feira, 20 de março de 2020

Geração de Energia Solar no Brasil pode quadruplicar até 2029



Por: Agência #Movidos

O uso da energia solar cresceu de forma notável no Brasil nos últimos anos e poderá expandir ainda mais na próxima década.

Segundo informações do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2019-2029), divulgada em fevereiro pelo MME (Ministério de Minas e Energia), a capacidade instalada de placas solares no Brasil deverá crescer quatro vezes nos próximos dez anos.

Somente no segmento de geração distribuída, a geração deverá saltar dos atuais 2 GW (Gigawatts) para 11 GW, impulsionado pela queda de preços dos sistemas fotovoltaicos.

Na produção através de grandes usinas, as hidrelétricas, que hoje lideram a matriz brasileira com 58% da sua produção, deverão cair para 42% a sua participação no período.

Outra fonte de energia renovável que deverá crescer nos próximos anos segundo o estudo é a eólica, saltando de 9% para 16% de participação no mix de energia do país.

Por outro lado, o aumento estimado da geração por usinas térmicas a gás, de 7% para 14%, irá resultar na queda da participação das fontes limpas, que pode passar dos atuais 83% para 80% nesse prazo.

A capacidade total de geração elétrica instalada no brasil é de 176 GW (gigawatts) e pode atingir 251 GW nos próximos 10 anos.

Para isso, o setor elétrico precisará investir em média R$ 2,34 trilhões até 2029, segundo estudos e projeções do governo.

Na infraestrutura de transmissão, as redes elétricas terão aumento de 32%, crescendo de 154,4 mil km para 203,4 mil km até 2029.

De acordo com Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia, o plano decenal serve como referência para “fornecer a segurança energética que o país precisa para o desenvolvimento econômico”, “O mundo está passando por uma transição energética, por isso temos que ter cuidado no planejamento”, destacou.

Sobre as estimativas do governo, o secretário de planejamento e desenvolvimento de energia, Reive Barros, explicou que o PDE é baseado em avaliações sócio econômicas e de demanda de energia.

“As premissas consideradas explicam que a população do país crescerá a uma taxa média de 0,6% ao ano, atingindo 224,3 milhões de habitantes em 2029. O cenário de referência da pesquisa considera um crescimento médio do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,9% por ano e expansão de 2,2% do PIB per capita por ano até 2029”, ponderou.

Barros destacou ainda que a indústria tem 30% de ociosidade e pode ocupar sua capacidade rapidamente, motivo pelo qual o setor tem que se antecipar a esse crescimento para garantir capacidade instalada de energia.
Setor Solar

No final de 2019, o país registrava um total de 4,4 Gigawatts (GW) gerados por placas solares fotovoltaicas, divididos entre Geração Centralizada (GC) e Geração Distribuída (GD).

De acordo com o levantamento da Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), eram aproximadamente 2,5 GW na centralizada e 1,9 GW em distribuída.

Ainda segundo a associação, somente as instalações de micro e minigeradores trouxeram investimentos acumulados de R$8,4 bilhões desde 2012, ano em que foram criadas as regras do segmento de geração distribuída.

Para 2020, a Absolar projeta que os investimentos no setor deverão ultrapassar R19,7 bilhões, sendo 83% resultante de instalações residenciais e comerciais.

Essas previsões favoráveis atraem cada vez mais brasileiros para o setor, que oferece boas oportunidades para quem quer trabalhar ou abrir empresa energia solar.


in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 20/03/2020





Autor: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 20/03/2020
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2020/03/20/geracao-de-energia-solar-no-brasil-pode-quadruplicar-ate-2029/

quarta-feira, 11 de março de 2020

Energia solar irá abastecer escolas, postos de saúde e estações de metrô em Fortaleza

Projetos de iniciativa público-privada visam economia e eficiência energética com a instalação de placas solares.




O uso de painéis solares como opção à energia elétrica convencional é uma alternativa econômica e sustentável que cresce a cada ano no Brasil e no mundo.

Em fortaleza, cidade com grande radiação solar, milhares de consumidores já optaram pelas vantagens da tecnologia e, agora, também a sua prefeitura e o governo do estado do Ceará.

Em novembro, a Câmara Municipal de Fortaleza aprovou projetos de lei que definem a parceria público-privada para a “implantação, gestão, operação e manutenção da geração de energia” através de placas solares para a sua rede de escolas e unidades de saúde.

As propostas, de autoria do prefeito Roberto Cláudio, garantem a concessão do serviço por 25 anos, tempo de vida útil da tecnologia fotovoltaica e igual a de um painel solar residencial.

Segundo a prefeitura, o projeto irá garantir uma redução mensal de 10% no valor gasto com a energia elétrica para esses empreendimentos e que, ao final do período, pode chegar a R$2,8 milhões.

De acordo com as propostas, a empresa escolhida ficará responsável não só pela instalação dos painéis, que poderão ser fixados direto nos empreendimentos ou em usinas externas, mas também pela troca de lâmpadas e outros equipamentos para uma maior eficiência energética.

Na ocasião, o líder do governo na Câmara, o vereador Ésio Feitosa, declarou que Fortaleza está transformando a matriz energética das suas escolas e postos de saúde com o uso dessa energia limpa, que traz mais sustentabilidade e melhora a gestão financeira da sua prefeitura.

A abundante luz do sol de Fortaleza também será a nova fonte de energia de quatro estações da linha azul do metrô da cidade, entre elas a Juscelino Kubitschek (JK) e Padre Cícero.

A ordem de serviço para aquisição, montagem e instalação de placas fotovoltaicas foi assinado no último dia 6 de fevereiro, com prazo de 1 ano para implantação e totalizando um investimento de R$1,6 milhão.

Serão ao todo 975 placas solares utilizadas no projeto a ser executado pelo Consórcio Solar-For através de recursos do Tesouro Estadual e da Caixa Econômica Federal.

Da mesma forma que nos projetos instalados por consumidores, o excedente de energia gerado pelo projeto será injetado na rede elétrica e revertido em créditos para o metrô de Fortaleza.


in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 11/03/2020
Energia solar irá abastecer escolas, postos de saúde e estações de metrô em Fortaleza, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 11/03/2020, https://www.ecodebate.com.br/2020/03/11/energia-solar-ira-abastecer-escolas-postos-de-saude-e-estacoes-de-metro-em-fortaleza/.


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Autor: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 11/03/2020
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Instalar energia solar está mais barato para os brasileiros em 2020



Economizar na conta de luz através de um sistema de energia solar é uma solução que está mais acessível para os brasileiros este ano.

A informação é baseada nos dados do último estudo estratégico da empresa Greener sobre o mercado fotovoltaico brasileiro de geração distribuída, lançado no começo de fevereiro.

Segundo o estudo, os preços para aquisição da tecnologia para o consumidor final registrados em janeiro de 2020 tiveram redução média de 9,3% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Os responsáveis por esse barateamento foram os equipamentos do kit de energia solar, que apresentaram redução média de 6% nos preços em relação a junho de 2019.

A pesquisa foi elaborada de acordo com as informações de 884 empresas de energia solar entrevistadas no mercado de geração distribuída.

Com base na média de valores apresentada, um sistema residencial de pequeno porte, capaz de atender um consumo de até 300 quilowatts-hora/mês, custa hoje no Brasil cerca de R$12 mil.

O preço é metade do custo atual do carro popular mais barato no país e um dos motivos que explicam a rápida popularização dessa tecnologia que possui 25 anos de vida útil.

Com a economia de até 95% gerada na conta de luz, o consumidor ainda obtém o retorno desse investimento em pouco tempo, cerca de 3 a 6 anos.

E é justamente a economia nas faturas que o brasileiro quer, sendo ela a principal motivação de compra da tecnologia apontada por 92,7% das empresas.

Por outro lado, a maior objeção registrada ainda é o custo dos sistemas, considerado caro por 31,5% dos consumidores atendidos pelas empresas analisadas na pesquisa.

A solução para esse impasse está nas linhas de financiamento de energia solar, forma de pagamento utilizada por 81% das entrevistadas.

Um dado interessante revelado pela pesquisa foi o aumento de empresas com foco exclusivo na tecnologia fotovoltaica, sinal do crescimento de mercado e aumento no faturamento.

De acordo com a mais recente projeção da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), atualmente o Brasil possui 14 mil empresas no segmento de geração distribuída.

Com os preços mais acessíveis e maior oferta da tecnologia, a associação prevê um salto da capacidade instalada da tecnologia e cerca de R$16,4 bilhões em investimentos em 2020.


in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 19/02/2020



Autor: Ruy Fontes
Fonte: Agência #movidos
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 19/02/2020
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2020/02/19/instalar-energia-solar-esta-mais-barato-para-os-brasileiros-em-2020/

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Energia solar: Prédio-piloto da UFPR será autossuficiente em energia em 2020

Os projetos de eficiência energética que a UFPR coordena — com financiamento da Companhia Paranaense de Energia (Copel) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) — completarão uma etapa importante em março de 2020, quando o prédio do Departamento de Engenharia Elétrica (Delt), no Campus Politécnico, deve se tornar autossuficiente em energia. Considerado “tubo de ensaio” do plano de gestão de energia que será estendido a todos os campi de Curitiba, o edifício será o primeiro a reunir as ações previstas, como lâmpadas de LED, medidores de energia “inteligentes” e abastecimento com energia solar gerada pela usina fotovoltaica que está em construção no campus e será a maior do Paraná.

Para manter o prédio de dois andares, são consumidos, em média, cerca de 7 megawatts-hora, dos quais 100% serão substituídos pela energia gerada pela usina, além da energia economizada pela redução de consumo. Hoje o edifício consome 1% do total de energia exigida para manter o Politécnico. Esse é um campus relevante para os projetos não só por abrigar a maioria dos departamentos e laboratórios envolvidos, mas também por responder por metade do consumo de energia da universidade (cerca de R$ 500 mil por mês).




Prédio do Departamento de Energia Elétrica (Delt), no Politécnico, será o primeiro autossuficiente em energia da UFPR; plano de gestão energética abrange oito campi em Curitiba. Foto: João Américo Vilella Jr./Divulgação

“Esses projetos, além de fomentarem a pesquisa e gerarem economia de recursos para a UFPR, também visam contribuir para criar na universidade uma cultura de racionalidade no uso de energia”, explica o professor João da Silva Dias, do Delt e atual superintendente da Fundação da Universidade Federal do Paraná (Funpar). Dias ressalta que o conjunto de ações em curso na UFPR fazem do Centro Politécnico uma espécie de “laboratório vivo” (living lab) voltado ao uso de energias alternativas, eficiência energética, Internet das Coisas (IoT) e outras tecnologias associadas às cidades inteligentes.

Politécnico

O andamento dos projetos foi tema da primeira reunião da CICE, na última sexta-feira (18). Segundo o decreto nº 99.656/90, a comissão é obrigatória para órgãos federais com consumo anual de energia elétrica superior a 600 mil quilowatt-hora (KWh). No caso dos projetos Copel/Aneel, a comissão terá o papel de desenhar o Projeto Prioritário de Eficiência Energética e P&D, por meio do qual serão implementadas medidas amplas para racionalização do consumo de energia, que incluem ações de conscientização — daí a composição com membros de diversas áreas de conhecimento, que vão da segurança do trabalho à comunicação.




Instalação dos painéis solares criará uma cobertura sobre o estacionamento do Setor de Ciências Biológicas

Quanto ao Campus Politécnico, já foi mapeado potencial futuro de redução do consumo que chega a 60% da conta atual. Por ora, está encaminhada uma redução de 15 %, o que representa economia de R$ 1,5 milhão por ano. Em longo prazo, todas as medidas devem ser ampliadas aos campi de Curitiba, o que ajudará a reduzir a conta de mais impacto no custeio da universidade. “Em março a comissão deve decidir o modelo de gestão de energia que será implantado, porque é quando teremos um conjunto de informações relevantes para isso”, conta o professor James Baraniuk, professor do Delt e presidente da CICE.

Apenas a energia produzida pela usina solar suprirá a necessidade de aproximadamente quatro meses do principal ramal do Politécnico. A conclusão da obra está prevista para novembro. Outra consequência da instalação das 3 mil placas, que farão da usina fotovoltaica a maior do Paraná, será a reabertura do estacionamento no Setor de Ciências Biológicas, dessa vez com a cobertura proporcionada pela estrutura.

Projetos

Por meio da Funpar, a UFPR toca atualmente três projetos de eficiência energética, dos quais dois estão em fase final de implantação, o que garantiu avanços. É o caso dos projetos aprovados em editais lançados em conjunto pela Aneel e pela Copel entre 2016 e 2017. Um deles abrange o Programa de Eficiência Energética (PEE); e, o outro, uma proposta de pesquisa e desenvolvimento que também prevê a implementação na UFPR da norma ISO 50.001, de gestão de energia. Ao todo, os projetos representam um investimento de cerca de R$ 19 milhões na instituição, dos quais R$ 18,4 milhões se referem aos dois projetos mais avançados.



Principais frentes dos projetos de eficiência energética que estão em fase de conclusão na UFPR: troca de 56 mil lâmpadas fluorescentes pelas de LED; instalação dos 3 mil painéis fotovoltaicos da usina solar; e cerca de 110 medidores de energia que compõem sistema de acompanhamento. Fotos: André Filgueira-Sucom/UFPR

Os projetos abrangem os campi Agrárias, Reitoria, Botânico, Polo de Comunicação, Politécnico, Escola Técnica, Prédio Histórico (Santos Andrade) e Setor de Ciências da Saúde, todos em Curitiba. Além das medidas de geração e economia de energia, estão previstas outras frentes de eficiência energética, como monitoramento e controle do consumo de energia em todos os prédios — por meio de um sistema de medição de energia com mais de cem pontos de coleta de dados –, a troca de 56 mil lâmpadas fluorescentes pelas de LED e ações de conscientização da comunidade interna e externa à UFPR.

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 07/01/2020



Autor: Camille Bropp
Fonte: UFPR
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 07/01/2020
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2020/01/07/energia-solar-predio-piloto-da-ufpr-sera-autossuficiente-em-energia-em-2020/

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Brasil pode atingir 24,8 GW em capacidade instalada de energia solar até 2029

Por: Ruy Fontes – Agência #movidos



O último estudo sobre a expansão de energia no Brasil feito pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), aponta que o país pode atingir 24,8 Gigawatts (GW) de energia solar até 2029.

Realizado anualmente como base de planejamento, o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) traça as perspectivas do governo para os próximos 10 anos do setor elétrico brasileiro.

Segundo o estudo, o crescimento atual das placas solares poderá acumular em um total de 15 GW de capacidade em geração centralizada (grandes usinas solares) ao fim desse período.

Por outro lado, os micro e minigeradores de energia solar fotovoltaica dentro do segmento de geração distribuída deverão somar 9,8 GW de capacidade até o final de 2029.

De acordo com o estudo, a principal força por trás dessa expansão continuará sendo a queda de preços da tecnologia fotovoltaica.

Como prova, a EPE aponta um relatório da International Energy Agency (IEA) que mostra uma depreciação de mais de 70% no valores para investimento na tecnologia entre 2010 e 2018.

Dessa forma, a tendência é que a fonte solar continue conquistando a maioria dos projetos de usinas elétricas comercializados nos Leilões de Energia promovidos pelo Governo.

O caso mais recente foi em junho deste ano, quando a energia solar atingiu a mínima histórica de preços no Leilão A-4, negociando projetos a R$75,31 o Megawatt-hora (MWh).

Além disso, a EPE também aponta para o ganho de eficiência da tecnologia, que a cada ano apresenta novos avanços tecnológicos na fabricação e eficiência das placas (módulos).

Na geração distribuída, o PDE 2029 estima um público total de 1,3 milhão de brasileiros e uma capacidade instalada de 11,4 GW, já considerando as possíveis revisões das regras do segmento.

Para isso, a empresa afirma que serão necessários quase R$50 bilhões em investimento entre todas as fontes de energia renováveis incentivadas pelo segmento.

No entanto, a EPE ressalta que a energia solar continuará sendo a líder do segmento devido ao seu maior potencial de geração, custos mais baixos e pela sua adaptabilidade.

De acordo com o PDE 2029, a geração distribuída poderá contribuir por até 17% do consumo de eletricidade no Brasil.

Além dos benefícios diretos para a população, a EPE destaca a contribuição do segmento de geração distribuída para o setor elétrico brasileiro.

Entre eles está o da eficiência energética, parte importante das medidas anunciadas pelo Governo para atingir suas metas de descarbonização assumidas no Acordo de Paris.

No geral, a EPE afirma que é “incontestável o relevante papel que a tecnologia solar fotovoltaica tem para a expansão do sistema elétrico brasileiro.”.



in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 18/12/2019




Autor: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 18/12/2019
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2019/12/18/brasil-pode-atingir-248-gw-em-capacidade-instalada-de-energia-solar-ate-2029/

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Brasil tem um dos mercados de energia solar mais atrativos, aponta relatório



Um novo relatório divulgado pela empresa de pesquisa de mercado Fitch Solutions apontou o Brasil como um dos dois mercados de energia solar mais atrativos para investidores.

Segundo os analistas, o país é líder mundial em preços baixos nos projetos de geração centralizada de energia solar fotovoltaica.

A afirmação é feita com base nos últimos certames de energia realizado pelo governo, como no leilão A-4 de junho deste ano, quando o preço da solar atingiu mínima histórica no país.

O estudo prevê esse cenário como tendência para os próximos anos, além do aumento nos projetos de geração distribuída devido à inflação no preço da energia elétrica no país.

De acordo com o relatório, a capacidade total instalada da energia solar no Brasil irá subir de 3,4 gigawatts (GW) em 2019 para cerca de 12 GW em 2028.

Outro mercado de energia solar de destaque foi o da Espanha, que deverá crescer 11,4 GW até 2028, segundo a Fitch.

Essa expansão virá tanto de projetos realizados pelo governo do país como por usinas de energia solar privadas voltadas à venda de energia no mercado livre.

Mas, esse crescimento pode ser freado caso o país não resolva questões que ameaçam o desenvolvimento de seu setor, assim como a realização de novos leilões de energia.

O relatório afirma ainda que a Espanha precisará instalar novos 57 GW de fontes de energia renováveis até 2030 para que consiga atingir a sua meta de 74% delas em sua matriz elétrica.

Além de destacar Brasil e Espanha, o relatório da Fitch também apontou o Vietnã como o “mercado a observar” para a próxima década.

Entre os motivos para isso estão os altos índices de radiação solar no país e o forte apoio de políticas oferecidas pelo seu governo.

Com uma meta de 12 GW para 2030, o governo oferece bons subsídios para projetos solares que tornarão o mercado atrativo para investidores, afirmou a Fitch.

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 06/11/2019






Autor: Ruy Fontes – Agência #movidos
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 06/11/2019
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2019/11/06/brasil-tem-um-dos-mercados-de-energia-solar-mais-atrativos-aponta-relatorio/

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

As 7 etapas para a instalação de um sistema de energia solar



Por: Ruy Fontes – Agência #movidos

Economizar até 95% no valor da conta de luz, valorizar o imóvel e ainda ficar livre dos aumentos na energia por mais de 25 anos.

São muitas as vantagens em se gerar a própria energia solar e que puxam o número de sistemas fotovoltaicos a cada ano mais no Brasil.

Foram 51.262 conexões até agosto deste ano e um total de mais de 110 mil sistemas desde 2012, ano em que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) criou as regras que permitiram a geração pelos próprios consumidores.

Com o contínuo aumento no preço da energia da rede e, por outro lado, os incentivos disponíveis para a energia solar, estima-se que o número de sistemas chegue a 886.700 até 2024.

A aquisição da tecnologia é muito simples e feita através de empresas de energia solar.

Confira os 7 passos para ter um sistema de energia solar residencial ou comercial:

#1 Simulação

O primeiro passo é utilizar um simulador de energia solar para calcular gratuitamente o tamanho e valor do sistema a ser instalado no imóvel.

Basta informar o CEP para localização e o valor mensal gasto com energia para que a ferramenta calcule rapidamente o projeto solar.

#2 Orçamento

Depois de conhecer o valor do sistema, é hora de solicitar o orçamento final junto a empresa de energia solar, o que também é sem custo.

Realizado pela equipe técnica, o orçamento apresenta o valor final do projeto e as marcas e modelos dos equipamentos que serão instalados.

#3 Fechamento

Após receber o orçamento e negociar as formas de pagamento ou financiamento, é hora de realizar o fechamento do negócio.

Essa etapa envolve a entrega da documentação necessária e a assinatura do contrato de prestação de serviços.

#4 Visita Técnica

A próxima etapa é a visita técnica no imóvel feita pela equipe da empresa, na qual são coletadas as informações que serão usadas para a realização do projeto.

A direção e inclinação do telhado, local para a instalação do inversor e condições da fiação elétrica são alguns dos itens averiguados nessa hora.

#5 Projeto

Com a posse dessas informações, a empresa irá realizar o projeto executivo do sistema fotovoltaico que deverá ser entregue à distribuidora que atende o imóvel.

Nessa hora são utilizados softwares específicos para a análise de sombreamentos e outras condições que possam afetar a geração do painel solar.

#6 Instalação

Com o projeto pronto e todos os equipamentos já enviados, a equipe de instaladores irá até o local para realizar a instalação do sistema.

Essa etapa é a mais rápida de todo processo (até 2 dias para uma casa pequena) e envolve toda a instalação mecânica e elétrica do sistema.

#7 Conexão

Por fim, a última parte é feita pela equipe da distribuidora, que irá até o imóvel para averiguar se a instalação está de acordo ao projeto apresentado.

Com tudo em ordem, eles irão realizar a troca do relógio medidor pelo modelo bidirecional e a conexão do sistema junto à rede elétrica.

Feito isso, o sistema já está pronto para gerar energia e créditos ao seu proprietário.


in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 23/09/2019
As 7 etapas para a instalação de um sistema de energia solar, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 23/09/2019, https://www.ecodebate.com.br/2019/09/23/as-7-etapas-para-a-instalacao-de-um-sistema-de-energia-solar/.


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Autor: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 23/09/2019
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2019/09/23/as-7-etapas-para-a-instalacao-de-um-sistema-de-energia-solar/

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Energia solar traz lucratividade e reconhecimento para empresas brasileiras




Por Ruy Fontes

Na constante evolução do mercado, as grandes marcas estão sempre buscando inovações tecnológicas como forma de economizar em seus processos e se manter relevantes aos consumidores.

E, com a recente popularização dos sistemas fotovoltaicos no Brasil, muitas das empresas do país estão apostando na energia solar para alcançar esses objetivos.

Segundo os dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que controla o segmento de geração distribuída, já são mais de 14 mil empresas brasileiras com instalação de energia solar.

Através de projetos que reúnem grandes quantidades de placas solares, essas companhias estão conseguindo reduzir os seus gastos com energia elétrica e utilizar a economia obtinha para aumentar a sua produtividade.

Além disso, com os apelos mundiais pela preservação ambiental, divulgar uma geração de energia limpa, hoje, se apresenta como o diferencial sustentável de uma boa marca.

Um exemplo recente desse investimento comercial em energia solar é o da gigante Ambev, que anunciou a construção de 31 usinas solares até o final de 2020.

Quando prontos, os projetos irão gerar uma quantidade de energia suficiente para abastecer todos os 94 centros de distribuição da empresa, que já havia fechado parceria com a Volkswagen para a implantação de modelos elétricos em sua frota de caminhões.

De acordo com o diretor de sustentabilidade da Ambev, Leonardo Coelho, serão cerca de 50 mil placas solares para uma produção de até 2.600 megawatts-hora de energia limpa por ano, o equivalente a 2.900 toneladas a menos de Dióxido de Carbono (CO2) lançadas na atmosfera.

Os projetos terão custo total de R$140 milhões e fazem parte de um esforço sustentável iniciado pela matriz da empresa, que visa suprir todas as operações mundiais da rede com energia limpa até 2025.

Além da Ambev, outras empresas no Brasil com investimentos anunciados em energia solar são a Natura, L’Oréal, Mercado Livre, MRV e Claro Brasil.


in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 12/06/2019




Autor: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 12/06/2019
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2019/06/12/energia-solar-traz-lucratividade-e-reconhecimento-para-empresas-brasileiras/

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Energia Solar, mas sem sol. Como é possível?


Foto: EBC


Por Michelle Martins

Já pensou não precisar mais usar o telhado para produzir energia solar em sua casa ou empresa?

Chamada de a nova geração de células solares orgânicas, elas não precisam mais ficar expostas diretamente ao sol para captá-lo e transformá-lo em energia elétrica, basta estarem instaladas em um ambiente com luz natural.

Isso quer dizer que a eletricidade será gerada com a claridade natural, mesmo em ambientes internos.

O estudo foi apresentado no Japão pelo pesquisador Ryota Arai e seus colegas da Universidade Kyushu e da empresa Ricoh.

Eles explicam que o trabalho consistiu em selecionar os melhores materiais para compor células solares orgânicas capazes de gerar eletricidade de forma eficiente em ambientes de baixa iluminação.

Mas, embora seja uma revolução no setor, a nova tecnologia ainda está longe da viabilidade entregue pelas tradicionais placas de silício, as mais utilizadas hoje na geração de energia solar fotovoltaica.

As células solares orgânicas são flexíveis e baratas, mas ainda estão correndo atrás do silício em termos de eficiência na conversão da luz em eletricidade.

Segundo os cientistas, os estudos estão avançando para viabilizar o uso da tecnologia de forma a alimentar os aparelhos elétricos sem a necessidade de fios. Vamos aguardar!

Enquanto isso, os painéis solares atualmente instalados sobre os telhados produzem energia limpa e ainda podem trazer até 95% de redução no valor da conta de energia elétrica.

Através da instalação de um conjunto de equipamentos que formam os chamados sistemas fotovoltaicos conectados à rede (On-Grid), consumidores conseguem gerar sua própria energia com a luz do sol e trocar ela pela energia da rede durante a noite.

Você pode imaginar que não existe geração de energia solar no período noturno, não é mesmo?

Digamos que se trata de uma fonte intermitente que não pode ser fornecida continuamente devido a fatores não controláveis.

Por esse motivo, nesses sistemas a energia gerada no dia e não consumida é injetada na rede e emprestada à distribuidora, que a devolve ao consumidor na forma de créditos energéticos.

Esses créditos são usados para abater da energia consumida da rede durante a noite, o que permite manter a sua casa sempre abastecida pela energia elétrica que você mesmo produziu.

Essa é a razão pela qual os sistemas conectados à rede são os que mais se espalham pelo Brasil e pelo mundo.

Através do segmento de geração distribuída regulado pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), mais de 72 mil brasileiros hoje utilizam esses geradores solares como fonte da própria energia, um público que deve chegar a 886.700 deles até 2024, segundo a projeção da própria ANEEL.

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 31/05/2019



Autor: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 31/05/2019
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2019/05/31/energia-solar-mas-sem-sol-como-e-possivel/

quarta-feira, 8 de maio de 2019

As 7 CidadeEs do Brasil Com Mais Energia Solar Hoje



O Brasil é um país de grande extensão e com vasta oferta de fontes de energias renováveis para a geração elétrica, mas nenhuma delas está disponível de forma tão abundante quanto à luz do sol.

Em todas as 5.570 cidades espalhadas pelo país, a quantidade de sol disponível é mais que suficiente para que pessoas e empresas gerem a sua própria energia através de um sistema de energia solar e, assim, economizem até 95% na conta de luz.

E é isso o que mais de 72 mil brasileiros fazem hoje inseridos no segmento de geração distribuída, criado e regulado pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) em 2012.

Com as linhas de financiamento para energia solar do Banco do Brasil e demais instituições financeiras, a tecnologia ganha mais adeptos a cada ano, devendo atingir um público de mais de 886 mil consumidores até 2024, segundo projeção oficial do setor.

Essa previsão é baseada no rápido desenvolvimento do mercado, que cresceu mais de 300% nos últimos anos e que apresenta um ranking de cidades em constante mudança.

Com base nos últimos dados da ANEEL, listamos abaixo as 7 cidades com mais energia solar hoje no Brasil. Confira:

#1 Rio de Janeiro-RJ
  • Quantidade de Sistemas Residenciais: 1.225
  • Quantidade de Sistemas Comerciais: 151
  • Outros: 17Total: 1.393
#2 Campinas-SP
  • Quantidade de Sistemas Residenciais: 842
  • Quantidade de Sistemas Comerciais: 66
  • Outros: 7Total: 915
#3 Brasília-DF
  • Quantidade de Sistemas Residenciais: 756
  • Quantidade de Sistemas Comerciais: 91
  • Outros: 32Total: 879

#4 Uberlândia-MG
  • Quantidade de Sistemas Residenciais: 700
  • Quantidade de Sistemas Comerciais: 145
  • Outros: 33Total: 878
#5 Belo Horizonte-MG
  • Quantidade de Sistemas Residenciais: 647
  • Quantidade de Sistemas Comerciais: 136
  • Outros: 46Total: 829
#6 Fortaleza-CE
  • Quantidade de Sistemas Residenciais: 486
  • Quantidade de Sistemas Comerciais: 145
  • Outros: 31Total: 662
#7 Santa Cruz do Sul-RS
  • Quantidade de Sistemas Residenciais: 393
  • Quantidade de Sistemas Comerciais: 199
  • Outros: 35Total: 627



in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 08/05/2019




Autor: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 08/05/2019
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2019/05/08/as-7-cidades-do-brasil-com-mais-energia-solar-hoje/

terça-feira, 12 de março de 2019

5 Usos Absolutamente Incomuns da Energia Solar Fotovoltaica no Brasil




A luz e energia do sol estão em todo o lugar, por isso, se você acha que as placas solares estão só nos telhados de casas e empresas, precisa conhecer 5 usos incomuns da tecnologia no Brasil (o 3º é realmente surpreendente).

Independentemente do local, a luz do sol está sempre presente e com a tecnologia dos painéis solares fotovoltaicos (as famosas placas solares) é possível captá-la e transformá-la em energia elétrica.

No Brasil, cresce forte o uso dessas placas nos telhados de casas, empresas, agronegócios e demais estabelecimentos através dos sistemas de energia solar fotovoltaica conectados à rede, que proporcionam economia na conta de luz.

No entanto, com a busca por tudo sobre energia solar e a sustentabilidade que ela agrega, os painéis solares se tornaram a escolha para outras aplicações que necessitam de energia segura e limpa.

Conheça os 5 usos mais incrivelmente incomuns da energia solar no Brasil:

#1 Cinema Solar

Uma van equipada com placas solares e que viaja o Brasil para a exibição gratuita e itinerante de filmes nacionais à população; esse é o conceito do Cinesolar, projeto iniciado em 2013 e que até o momento já realizou 730 sessões pelo país.

Como as sessões são realizadas durante a noite, uma bateria é usada para armazenar a energia gerada durante o dia pelo painel, garantindo a sustentabilidade e tornando a exibição dos filmes literalmente movida a energia solar.

O interior da van ainda conta diversos monitores que mostram, em tempo real, a quantidade de energia produzida pelo painel, assim como animações que explicam os princípios e aplicações da energia solar.

#2 Árvores Solares

Durante a edição de 2017 do festival de música Rock in Rio, várias “árvores solares” foram utilizadas como estações de recarga USB para os celulares do público.

Chamadas de OPtress e com o formato parecido de uma palmeira, cada uma das cinco “folhas” da árvore solar conta com células fotovoltaicas para a captação da luz e conversão em energia elétrica.

Ao todo foram cinco árvores solares instaladas no espaço do festival, sendo que sua energia limpa ainda foi usada na para a iluminação do festival e para abastecer roteadores Wi-Fi e câmeras de segurança.

#3 Usina Solar Flutuante

Um grande conjunto de placas solares instaladas sobre a superfície das águas de uma hidrelétrica. Pode parecer mentira, mas é uma realidade desde 2014 na cidade de Rosana, interior do estado de São Paulo.

Trata-se da primeira usina solar flutuante instalada no Brasil, implantada sobre as águas da represa da hidrelétrica de Porto Primavera, de propriedade da CESP (Companhia Energética de São Paulo).

São dois conjuntos de painéis solares, um de módulos rígidos e outro de flexíveis, cada um gerando até 25 quilowatts de energia e instalados em estruturas flutuantes.

#4 Competição de Barcos Movidos a Energia Solar

Inspirados pela primeira edição do Frisian Solar Challenge, competição realizada na Holanda, uma equipe do Polo Náutico da Universidade Federal do Rio de Janeiro começou, em 2006, a construção do primeiro barco elétrico movido a energia solar do Brasil.

Após uma performance competitiva na edição de 2008 da Frisian, a equipe voltou ao país com um prêmio de incentivo para a recriação da competição em terras tupiniquins, assim nasceu o Desafio Solar Brasil.

Realizada entre os dias 12 e 16 de setembro, a edição 2018 contou com 400 estudantes e 20 professores de diversos estados brasileiros, distribuídos entre 16 equipes e 18 embarcações, todas equipadas com placas solares e baterias.

#5 Estádios Com Energia Solar

Graças à instalação de vastos conjuntos de placas solares, cinco estádios de futebol brasileiros já conseguem unir a paixão nacional pelo esporte com a sustentabilidade da energia solar.

São eles: o estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro; o estádio do Mineirão, em Belo Horizonte; a Arena Pernambuco, em Recife; e os estádios de Pituaçu e a Arena Fonte Nova em Salvador.

Dentre eles, o Mineirão é o que possui o maior sistema solar, com 6 mil placas gerando 1,42 megawatts. Assim como uma casa com energia solar, o excedente da energia gerada pela usina vai para a rede da distribuidora, nesse caso a CEMIG.


in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 12/03/2019




Autor: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 12/03/2019
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2019/03/12/5-usos-absolutamente-incomuns-da-energia-solar-fotovoltaica-no-brasil/

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Entenda Como Funciona Energia Solar Fotovoltaica em 3 Passos


Para acessar a animação, no Youtube, clique na imagem.

Energia solar fotovoltaica é a conversão direta da luz do sol em energia elétrica, realizada por meio das placas solares e demais equipamentos que compõem os sistemas solares fotovoltaicos.

No Brasil, é crescente o uso desses sistemas por pessoas e empresas desde 2012, ano em que a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) estabeleceu as regras do segmento de geração distribuída, no qual a energia é produzida pela própria pessoa através de um gerador elétrico que ela instala e conecta à rede da distribuidora.

Hoje, mais de 54 mil brasileiros já fazem parte desse modelo, sendo 99% deles por meio dos sistemas fotovoltaicos, em virtude das vantagens e desvantagens da energia solar em comparação as demais fontes.

Até 2024, o número total de geradores deverá passar dos 886 mil, segundo as projeções oficiais da ANEEL.

Confira, abaixo, os 3 principais passos que explicam de forma simples como funciona a energia solar para geração de energia elétrica:

Geração Solar

O funcionamento de um sistema começa com o conjunto de placas de energia solar, chamado de painel fotovoltaico, que capta a luz do sol e a converte em energia elétrica através do chamado efeito fotovoltaico.

Como cada casa ou empresa consome uma quantidade específica de energia, o projeto de energia solar é feito de forma exclusiva para cada um.

Conversão Elétrica

Toda a carga gerada é enviada ao inversor de frequência, que converte essa energia (corrente alternada e contínua) e a distribui pelo quadro de força para ser consumida normalmente nas tomadas.

O sistema funciona com a luz solar, portanto sua geração oscila conforme a posição do sol no céu, apresentando maior geração ao meio dia (sol pico) e cessando a produção durante à noite.

Créditos Energéticos

Com o sistema de troca de energia existente, o poste da distribuidora funciona tipo a uma bateria, que recebe energia do gerador e fornece nova energia quando necessário.

Toda energia que o sistema fotovoltaico da pessoa injetou na rede vira créditos energéticos que ela usa para abater do que consumiu da distribuidora, e o que sobra ainda vale por 5 anos.

Como os sistemas são projetados para gerar toda a energia que uma pessoa, casal ou família consomem, no final esse balanço é sempre positivo e a conta de luz é reduzida em até 95%.



in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 07/02/2019




Autor: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 07/02/2019
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2019/02/07/entenda-como-funciona-energia-solar-fotovoltaica-em-3-passos/

quinta-feira, 29 de março de 2018

O grande crescimento global da energia solar em 2017, artigo de José Eustáquio Diniz Alves




O mundo adicionou quase 100 GW de energia solar fotovoltaica (PV) em 2017. O que foi adicionado em 2017 corresponde a toda a capacidade acumulada global até 2012. Isto equivale a mais de 7 usinas hidrelétricas de Itaipu construídas em um só ano.

O crescimento da energia solar PV tem ocorrido acima de todas as expectativas e já coloca esta fonte de energia renovável como a de maior crescimento e aquela que deve apresentar os maiores avanços nos próximos anos, em função da redução do preço de produção e devido à capacidade de atender a demanda do mercado, especialmente na produção e distribuição decentralizada.

Enquanto a energia solar PV aumentou a capacidade anual em 98,9 GW a energia eólica aumentou sua capacidade anual em 52,6 GW em 2017. O predomínio solar é evidente e esta fonte de energia renovável tem um futuro brilhante pela frente.

Em 2016, os três maiores produtores foram China, que adicionou 34,5 GW (representando 45% do total mundial), Estados Unidos, que adicionou 14,8 GW (representando 19% do total global) e Japão, que adicionou 8,6 GW (representando 11% do total). Em 2017, a liderança da China foi ainda maior, pois o gigante asiático adicionou 52,8 GW (representando mais da metade da capacidade instalada global), seguida dos EUA com apenas 11,8 GW (representado 12% do total) e a Índia vindo em terceiro lugar com 9,6 GW (representando 10% do total).

Nota-se que no ano passado a China e a Índia (Chíndia) foram responsáveis por quase dois terços na nova capacidade instalada de energia solar fotovoltaica. Tudo indica que estes dois países vão continuar na dianteira em 2018.



Como já destaquei em outras ocasiões, o mundo baseado na energia renovável é inevitável. Como se diz: “O futuro será renovável ou não haverá futuro”. Contudo, mesmo que o mundo consiga chegar a 100% de energia renovável em 2050, a concentração de CO2 na atmosfera (que neste mês de abril de 2018 deve ultrapassar 410 ppm) pode ir além de 500 ppm até 2050 e tornar o aquecimento global incontrolável nos limites necessários para evitar uma tragédia.

Além do mais, existem muitas dúvidas se o aumento da capacidade instalada de energias renováveis será capaz de funcionar em uma rede inteligente global. Gail Tverberg considera que existe muita ilusão sendo vendida em nome das energias “limpas” (ver artigo de 30/01/2017). Todavia, sem dúvida, o avanço da transição energética é melhor do que a dependência dos combustíveis fósseis.

O sol é um recurso natural abundante e renovável, mas, certamente, não pode fazer milagres e nem evitar o imperativo do metabolismo entrópico, como ensina a escola da economia ecológica. A humanidade já ultrapassou a capacidade de carga do Planeta. Como alertou o ambientalista Ted Trainer (2007), as energias renováveis não são suficientes para manter a expectativa das pessoas por um alto padrão de consumo conspícuo. Trainer prega um mundo mais frugal, com decrescimento demoeconômico, onde as pessoas adotem um estilo de vida com base nos princípios da Simplicidade Voluntária.

O futuro da Terra pode ser brilhante, mas apenas se houver uma mudança radical do modelo de produção e consumo hegemônico e se a Era dos Combustíveis Fósseis for superada pela Era do Sol (do Vento e da água), com redução das atividades antrópicas. O mundo precisa urgentemente descarbonizar a economia e recuperar os ecossistemas, além de ampliar as áreas anecúmenas e promover o bem-estar de todas as espécies vivas do Planeta.

A revolução necessária vai muito além das energias renováveis e requer o decrescimento demoeconômico para equilibrar a Pegada Ecológica com a Biocapacidade da Terra.

Referências:

ALVES, JED. Energia renovável: um salto na evolução? , Ecodebate, 29/01/2010
http://www.ecodebate.com.br/2010/01/29/energia-renovavel-um-salto-na-evolucao-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves/

ALVES, JED. Ascensão e queda da civilização dos combustíveis fósseis, Ecodebate, 02/04/2014
http://www.ecodebate.com.br/2014/04/02/ascensao-e-queda-da-civilizacao-dos-combustiveis-fosseis-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves/

Ted Trainer. Renewable Energy Cannot Sustain a Consumer Society, Springer, 2007
http://www.springer.com/la/book/9781402055485

Gail Tverberg. The “Wind and Solar Will Save Us” Delusion, Our Finite World, 30/01/2017
https://ourfiniteworld.com/2017/01/30/the-wind-and-solar-will-save-us-delusion/

Joshua S Hill. Global Solar Market Installed 98.9 Gigawatts In 2017, Cleantechnica, 19/03/2017
https://cleantechnica.com/2018/03/19/global-solar-market-installed-98-9-gigawatts-in-2017/


José Eustáquio Diniz Alves, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em demografia e professor titular do mestrado e doutorado em População, Território e Estatísticas Públicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE; Apresenta seus pontos de vista em caráter pessoal. E-mail: jed_alves@yahoo.com.br


in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 28/03/2018


Autor: José Eustáquio Diniz Alves
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data de Publicação: 28/03/2018
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2018/03/28/o-grande-crescimento-global-da-energia-solar-em-2017-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves/