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terça-feira, 14 de abril de 2020

Repelentes e inseticidas

Inseticidas e repelentes: lucratividade na certa - Flix do Varejo

Os repelentes e inseticidas podem ser adotados na prevenção a doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti, desde que sejam registrados na Anvisa e os cuidados e precauções descritas nos rótulos dos produtos obedecidas. Aplicados diretamente na pele, os repelentes de uso tópico pode ser usados em gestantes e crianças maiores de dois anos.

Além do DEET, principio ativo mais recorrente em repelentes no Brasil, são utilizadas em cosméticos as substâncias Hydroxyethyl isobutyl piperidine carboxylate (Icaridin ou Picaridin) e Ethyl butylacetylaminopropionate (EBAAP ou IR 3535), além de óleos essenciais, como Citronela. Embora não tenham sido encontrados estudos de segurança realizados em gestantes, estes ingredientes são reconhecidamente seguros para uso em produtos cosméticos conforme regulamentação de ingredientes cosméticos.

Os inseticidas, usados para matar mosquitos adultos (spray ou aerossol), e repelentes ambientais, usados para afastar os mosquitos (encontrados na forma de espirais, líquidos e pastilhas utilizadas, por exemplo, em aparelhos elétricos), também podem ser adotados no combate ao mosquito aedes aegypti, desde que registrados na Anvisa e sejam obedecidos todos os cuidados e precauções descritas nos rótulos dos produtos.

Os inseticidas “naturais” à base de citronela, andiroba e óleo de cravo, entre outros, não possuem comprovação de eficácia nem a aprovação pela Anvisa, até o momento. Portanto, todos os produtos anunciados como “naturais”, comumente comercializados como velas, odorizantes de ambientes, limpadores e os incensos, que indicam propriedades repelentes de insetos, não estão aprovados pela ANVISA e não possuem eficácia comprovada.


    CUIDADOS NO USO DE REPELENTES E INSETICIDAS NO COMBATE AO AEDES AEGYPTI

  • Repelentes de uso tópico devem ser aplicados nas áreas expostas do corpo e por cima da roupa.
  • A reaplicação deve ser realizada de acordo com indicação de cada fabricante.
  • Para aplicação da forma spray no rosto ou em crianças, o ideal é aplicar primeiro na mão e depois espalhar no corpo, lembrando sempre de lavar as mãos com água e sabão depois da aplicação.
  • Em caso de contato com os olhos, é importante lavar imediatamente a área com água corrente.



Autor: Ministerio da Saúde
Fonte: Ministerio da Saúde
Sítio Online da Publicação: Ministerio da Saúde
Data: 14/04/2020
Publicação Original: 
https://www.saude.gov.br/informes-de-arboviroses

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Praga invasora resiste a inseticidas recomendados pelo governo


Resistência da lagarta da Helicoverpa armigera a grupo de inseticidas já havia sido relatada em países como Austrália, China, Índia e Paquistão – Foto: Gerhard Waller / Esalq

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Originária do Velho Mundo, a mariposa da espécie Helicoverpa armigera foi reportada no Brasil em 2013, quando causou danos severos e perdas econômicas em torno de US$ 2 bilhões nas lavouras de soja e algodão. Para combater a praga invasora, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento elaborou uma lista de produtos para uso emergencial de controle. O problema é que essas mariposas são altamente resistentes a parte dos inseticidas incluídos na lista, principalmente àqueles pertencentes ao grupo dos piretroides.

“Foram relatadas falhas no controle de H. armigera com esse grupo de inseticidas em diversas regiões produtoras do Brasil”, alerta a engenheira agrônoma Mariana Durigan, que desenvolveu estudo sobre o tema no Programa de Pós-graduação em Entomologia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba.

Os piretroides são compostos químicos sintéticos similares a substâncias produzidas por flores do gênero Pyrethrum. Segundo Mariana, a resistência das lagartas da H. armigera a esses compostos já havia sido reportada em alta frequência em países como Austrália, China, Índia e Paquistão. No doutorado, sob a orientação do professor Celso Omoto, do Departamento de Entomologia e Acarologia da Esalq, a engenheira agrônoma procurou caracterizar a suscetibilidade e investigar os mecanismos de resistência da H. armigera a inseticidas que atuam nos canais de sódio, piretroides e oxadiazinas.

A pesquisadora detectou nas mariposas a presença da subfamília do gene P450 CYP337B3, que confere resistência aos piretroides. “Considerando que resistência é um caráter genético e hereditário, nós consideramos a hipótese de que os indivíduos que deram origem às populações de H. armigera no Brasil possuíam (características genéticas) que conferem resistência a piretroides, o que explicaria as falhas de controle observadas em campo”, explica a engenheira agrônoma.

Mariana Durigan também verificou o caráter dominante da resistência da espécie aos inseticidas, o que acelera sua evolução em uma população de pragas.

A pesquisa sugere que deve ser realizada a implementação de um programa de manejo da resistência de H. armigera a inseticidas no Brasil para garantir a vida útil e a eficácia dos inseticidas no campo.

“A implementação de um programa de manejo da resistência de H. armigera a inseticidas no Brasil é crucial e urgente, se quisermos garantir a produtividade e sustentabilidade das nossas lavouras, além de prolongar a vida útil das moléculas disponíveis no mercado”, afirma a engenheira agrônoma.

Parte dos resultados encontrados na pesquisa foi publicada em 2017 na revista Pesticide Biochemistry and Physiology. Em 2017, Mariana foi contemplada com bolsa Capes-PDSE e realizou doutorado sanduíche no Max Planck Institute for Chemical Ecology, na Alemanha, sob a orientação de David Heckel, quando teve a oportunidade de investigar outros mecanismos de resistência a piretroides no Brasil.

Com informações de Caio Albuquerque/Divisão de Comunicação da Esalq




Autor: Jornal da USP
Fonte: Jornal da USP
Sítio Online da Publicação: Jornal da USP
Data de Publicação: 20/07/2018
Publicação Original: https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-agrarias/praga-invasora-resiste-a-inseticidas-recomendados-pelo-governo/