Mostrando postagens com marcador microplástico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador microplástico. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 31 de março de 2022

Microplástico presente em 16 praias estuarinas do litoral paranaense

Microplástico presente em 16 praias estuarinas do litoral paranaense 

Estudo que investigou 19 praias alerta para os impactos que os microplásticos podem causar a diversas espécies marinhas, pondendo também ser consumido indiretamente pelo ser humano

Formados por microesferas, os microplásticos – partículas de plástico com tamanho entre 0,001 e 5 mm – estão presentes em fios de roupas sintéticas, cosméticos e até nas pastas dentais. Dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente apontam que pelo menos 51 trilhões de partículas de microplásticos estão espalhadas pelos oceanos.

Um estudo publicado na revista científica Marine Pollution Bulletin identificou microplásticos em praias estuarinas do litoral paranaense. Os pesquisadores do Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná investigaram praias localizadas às margens das Baias de Antonina, Paranaguá e Laranjeiras, incluindo as localizadas dentro da Área de Proteção Ambiental de Guaraqueçaba (APA de Guaraqueçaba).


Os microplásticos foram encontrados em 16 das 19 praias estudadas. No total foram registrados 389 itens – 63% eram espumas, como o isopor por exemplo, e 14% fragmentos de produtos feitos de plástico.

As coletas foram realizadas ao longo de duas semanas no final de 2020 e todas as análises laboratoriais ocorreram no primeiro semestre de 2021. De acordo com o grupo, a presença e caracterização de microplásticos é inédita nas praias do Complexo Estuarino de Paranaguá (PR), uma das mais importantes baías do Brasil.

“Nós selecionamos as praias visando a obtenção de um panorama espacial da presença dos microplásticos ao longo do sistema estuarino”, explica Mateus Farias Mengatto, Mestre em Sistemas Costeiros e Oceânicos pela UFPR e primeiro autor do trabalho. As partículas foram observadas em todas as praias da área de proteção de Guaraqueçaba. Mengatto também destaca que o grupo ainda encontrou pellets – plásticos primários utilizados como matéria prima por indústrias que fabricam produtos de plástico.


Mapa de localização do Complexo Estuarino de Paranaguá; Pontos vermelhos – praias onde foram encontrados microplásticos; pontos verdes – praias onde não foram encontrados; polígono com textura de linha (brancas) área da APA de Guaraqueçaba. Imagens: Mateus Farias Mengatto.

O trabalho faz parte do projeto de pesquisa “Panorama Histórico e Perspectivas Futuras Frente a Ocorrência de Estressores Químicos Presentes no Complexo Estuarino de Paranaguá (EQCEP)”, um de oito selecionados pela Chamada Pública do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações/Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – Nº 21/2017 – Pesquisa e Desenvolvimento em Ações Integradas e Sustentáveis nas Baías do Brasil.

Renata Hanae Nagai, orientadora e coautora do trabalho, ressalta que o projeto busca ampliar o conhecimento sobre os impactos das ações humanas no litoral do Paraná.

“Nós queremos fornecer informações sobre a qualidade ambiental da região para a sociedade e tomadores de decisão, visando a conservação e uso sustentável do ambiente costeiro”, afirma Nagai.

No âmbito de regiões que abrigam unidades de conservação, como o litoral do Paraná, entender a presença, quantidade e características de poluentes como microplásticos é fundamental. “Apesar deste trabalho ter considerado apenas as praias do Complexo Estuarino de Paranaguá, destacamos que o nosso litoral possui ecossistemas essenciais para a manutenção da biodiversidade marinha e para manutenção de recursos naturais consumidos pela sociedade, como por exemplo os manguezais. É importante que esses ambientes sejam investigados em trabalhos futuros.”, comenta Mateus.

Por que isso importa?

O plástico tornou-se popular no Brasil na década de 1950, mas a produção em larga escala trouxe graves impactos ambientais. O Brasil é um dos maiores produtores de lixo plástico do mundo, com aproximadamente 11,3 milhões de toneladas descartadas por ano, de acordo com a World Wildlife Fund (WWF). O destino incorreto gera poluição em oceanos, rios e solos, com impacto direto para a fauna e a flora.

Os grandes vilões são os produtos plásticos de uso único, como embalagens descartáveis e sacolinhas plásticas, que podem permanecer no ambiente por séculos. “Uma vez no oceano esses plásticos podem ser ingeridos por organismos marinhos maiores, como peixes, tartarugas, aves e mamíferos marinhos, e podem sofrer degradação, fragmentando-se em pedaços menores, gerando o que chamamos de microplásticos”, explica a docente Renata.


Microplásticos observados a partir de um estereomicroscópio. Escala de tamanho em vermelho.

O pequeno tamanho dos microplásticos – varia entre 0,001 e 5 mm – traz preocupações para a comunidade científica. “Isso dificulta a retirada do meio ambiente e também favorece sua interação com uma gama muito maior de organismos marinhos, o que tem um efeito cascata na fauna marinha, via processos de bioacumulação e biomagnificação. Por isso, a investigação de microplásticos cresceu exponencialmente na última década”, aponta Mateus.

“Hoje, a poluição por microplásticos é tema de diferentes pesquisas conduzidas por nossos discentes de pós-graduação do Centro de Estudos do Mar. A expectativa é que em um futuro próximo nosso entendimento do status da poluição por microplásticos no litoral do Paraná seja ampliado. Assim, será possível vislumbramos caminhos e soluções para os riscos e problemas gerados por este poluente emergente”, complementa Nagai

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 29/03/2022







Autor: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 29/03/2022
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2022/03/30/microplastico-presente-em-16-praias-estuarinas-do-litoral-paranaense/

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Microplástico para todos! artigo de Norbert Suchanek



Plástico: um grande responsável pela poluição marinha. Foto: EBC


Ninguém quer comer microplástico, porque estas invisíveis partículas de todos os tipos de plástico podem prejudicar a sua saúde silenciosamente e gravemente. E que pessoa quer se prejudicar sem ser louca? Mas, de qualquer maneira, cada dia comemos mais microplástico quando comemos peixes e mariscos dos nossos rios, lagos, da nossa costa e especialmente da nossa grandiosa Baía de Guanabara, uma das maiores baías do planeta.

Recentemente chegou uma notícia científica chocante para os cariocas: A Baía de Guanabara é um dos mares com mais acúmulo de microplástico do mundo!

Uma pesquisa, realizada pela PUC do Rio de Janeiro, mostra que a poluição na Baía vai muito além do esgoto fedorento e do lixo visível que flutua em suas águas. Os pesquisadores da PUC-Rio encontraram 7,1 partículas de plástico por metro cúbico, perto do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Pior: No outro lado da baia, os pesquisadores da Universidade Federal Fluminense registraram 16,4 itens de microplástico por metro cúbico, em frente de Niterói. “Isso é, pelo menos, sete vezes mais do que se vê em baías da Europa””, publicaram os jornais. Por exemplo: Na Baía de Brest, na França, o índice é de 0,24 itens por metro cúbico, e no Mar Mediterrâneo é na média de 1 microplástico por metro cúbico. Um outro estudo, do Departamento de Biologia Marinha da UFF, realizado recentemente chegou a conclusão: todos os mexilhões da Baia de Guanabara estão contaminados com microplástico.

Microplástico são definidos como partículas de plástico de menos de 5 milímetros que entram facilmente na cadeia dos alimentos e se acumulam nos seres vivos como mariscos, peixes e finalmente em nós. O homem plastificado!

De onde vem estas minúsculas partículas de plástico?

A fote mais moderna é a indústria de cosméticos. Há alguns anos micropartículas do plástico tipo “polietileno” são utilizadas na formulação de sabonetes esfoliantes para fazer peeling. Milhares de cariocas hoje usam estes “esfoliantes” de peeling para ter uma pele mais suave e para agradar o seu namorado ou namorada sem noção das consequências.

Com as águas da chuveiro que se juntou nos canos de esgoto, este peeling de plástico vai junto com os seus pedacinhos de pele pelos rios ou diretamente para a Baia de Guanbara ou pelos canos do emissário submarino nas praias de Copacabana ou Barra da Tijuca. E tudo isso sem nenhuma necessidade. Os produtos de peeling antigos que serviram a beleza da pele por milhares de anos são, por exemplo, açúcar, pó de café ou simplesmente aveia.

Especialistas da beleza tradicional confirmam: “Aveia é o melhor esfoliante natural que clareia a pele e remove as células mortas da pele. Devido às suas propriedades antioxidantes, a farinha de aveia ajuda a reparar os danos causados por influências externas. E por causa de suas propriedades anti-inflamatórias, também ajuda a hidratar e acalmar a pele.” Além disso: no final, a aveia que depois do peeling entra no ralo junto com a sua pele velha raspada é realmente um alimento saudável para peixes e mariscos.

Claramente partículas de plástico microscópicas em cosméticos não são necessárias. Por isso, na Suécia elas foram banidas, desde julho de 2018. E a proibição em toda União Europeia está em fase de planejamento.

Microplástico também é criado por todos os produtos da indústria química jogados no meio ambiente, como garrafas PET, copos descartáveis, sacolas, bolsas e outros materiais de embalagem ou cadeiras e mesas de plástico boiando na Baia de Guanabara. Com o tempo, expostos à radiação UV da luz solar, estes plásticos se degradam e se fragmentam em partículas cada vez menores e acabam se tornando em microplástico.

Camisa PET vira microplástico

Mas uma outra fonte destas partículas minúsculas e um dos maiores viloes para a Baia de Guanabara e nossos rios e costas sao as roupas de tecidos sintéticos, especialmente quando são tratadas numa máquina de lavar. A máquina de lavar não só lava as roupas, ela também é uma grande criadora de microplásticos, quando a roupa é feita com fibras da indústria de petróleo e da química com acrílico, polietileno ou poliéster, incluindo as camisas “ecológicas” e caríssimas produzidas com garrafas PET. Durante o processo de lavagem, as peças se esfregam umas nas outras e nas partes móveis da máquina.

Com cada lavagem, nossas roupas perdem fibras que se acumulam como microfibras na água da lavagem. De acordo com um estudo britânico, até 700.000 fibras são liberadas por ciclo da máquina de lavar, com carga padrão de 6 quilos de roupas sintéticas. Pela saída da máquina de lavar, os micro-plásticos entram nos sistemas de água e esgoto. Não há filtro que retenha essas partículas sintéticas quase invisíveis. Pior, os micro-plásticos são tão pequenos que passam facilmente por todas as peneiras do tratamento de águas residuais e contaminam os rios, lagos, lagoas e nossas costas.

De acordo com o cálculo modelo da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza), fibras desbotadas de roupas sintéticas são hoje responsáveis ​​por 35 % de todos os microplásticos nos oceanos. Com o uso de máquinas de lavar e roupas plásticas – que são fabricadas em sua maioria na China – em todos os lugares do Brasil, as microfibras, com certeza, já estão também contaminando o Rio Amazonas e seus afluentes.

Por enquanto, a melhor solução é simplesmente não comprar estas roupas sintéticas, que é, na verdade, uma solução com muito mais vantagens. Primeiro, têxteis sintéticos não são necessários. Por milhares de anos, as roupas foram feitas pelas fibras naturais como algodão, linho, lã, seda, juta, sisal ou coco. A famosa Levis foi feita originalmente, no final do século 19, com a fibra de cânhamo, uma fibra altamente resistente. Por isso, a Levis virou em poucos anos a mais famosa calca para trabalhadores e trabalhadoras nos Estados Unidos e conquistou depois o mundo.

Mas o Brasil com sua riqueza de biodiversidade tem ainda mais alternativas naturais, por exemplo a fibra de tururi da Amazônia, usada originalmente pelos povos indígenas. Essa fibra é extraída da palmeira chamada de ubuçu (manicaria sacifera), abundante nas margens das várzeas e ilhas da Amazônia, principalmente nos estados do Amapá, Pará e Amazonas.

Sim, os tecidos naturais perdem também nas máquinas de lavar, mas estas fibras naturais, como o tururi, algodão ou cânhamo, desaparecem sem danos ao meio ambiente ou são digeridas naturalmente pelos animais e convertidas em nutrientes.

Imagine: Em vez de importar milhares de contêineres de roupas sintéticas da China – com o seu grande impacto negativo em nosso clima e meio ambiente – o Brasil voltasse a produzir os seus próprios tecidos e roupas. Milhares de empregos seriam criados tirando milhares de famílias da pobreza e da rua e salvando nossas águas e baias, peixes, mariscos e golfinhos.

Durante sua campanha para libertar a Índia do domínio colonial britânico, Mahatma Gandhi levantou a roda de fiar como um símbolo de independência. Nesta época de revolucao industrial, o Reino Unido obrigou os indianos comprar caro os tecidos da indústria inglesa, produzidos com algodão exportado barato da própria Índia: Somente quando a Índia produz suas próprias roupas, a Índia realmente estará livre, disse Gandhi. Por isso, ainda hoje, a bandeira indiana mostra uma roda de fiar.

Norbert Suchanek, Rio de Janeiro

Correspondente e Jornalista de Ciência e Ecologia


in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 19/06/2019




Autor: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 19/06/2019
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2019/06/19/microplastico-para-todos-artigo-de-norbert-suchanek/

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Pesquisadores medem uma concentração recorde de microplástico no gelo marinho do Ártico


Foto: Stefan Hendricks

Especialistas do Instituto Alfred Wegener, do Centro Helmholtz de Pesquisa Polar e Marinha (AWI), encontraram recentemente quantidades maiores de microplástico no gelo marinho ártico do que nunca. No entanto, a maioria das partículas era microscopicamente pequena. As amostras de gelo de cinco regiões do Oceano Ártico continham até 12.000 partículas microplásticas por litro de gelo marinho. Além disso, os diferentes tipos de plástico mostraram uma pegada única no gelo, permitindo aos pesquisadores rastreá-los até possíveis fontes. Isso envolve a imensa mancha de lixo no Oceano Pacífico, enquanto, por sua vez, a alta porcentagem de tinta e partículas de náilon apontavam para a intensificação das atividades de transporte e pesca em algumas partes do Oceano Ártico. O novo estudo acaba de ser lançado na revista Nature Communications.

A equipe de pesquisadores da AWI reuniu as amostras de gelo durante três expedições ao Oceano Ártico a bordo do quebra-gelo de pesquisa Polarstern na primavera de 2014 e no verão de 2015. Elas provêm de cinco regiões ao longo do Transpolar Drift e do Estreito de Fram, que transporta gelo marinho do Ártico Central para o Atlântico Norte.

Espectrômetro infravermelho revela contaminação pesada com micropartículas

O termo microplástico refere-se a partículas de plástico, fibras, pellets e outros fragmentos com um comprimento, largura ou diâmetro variando de apenas alguns micrômetros – milésimos de milímetro – até menos de cinco milímetros. Uma quantidade considerável de microplástico é liberada diretamente no oceano pela deterioração gradual de pedaços maiores de plástico. Mas microplástico também pode ser criado em terra – por exemplo, lavando tecidos sintéticos ou abrasão de pneus de carros, que inicialmente flutuam no ar como poeira, e são soprados para o oceano pelo vento, ou encontram seu caminho através de redes de esgoto.

Para determinar a quantidade e distribuição exata de microplástico no gelo marinho, os pesquisadores da AWI foram os primeiros a analisar os núcleos de gelo camada por camada usando um espectrômetro infravermelho com transformada de Fourier (FTIR), um dispositivo que bombardeia micropartículas com luz infravermelha e usa um método matemático especial para analisar a radiação que eles refletem de volta. Dependendo de sua composição, as partículas absorvem e refletem diferentes comprimentos de onda, permitindo que toda substância seja identificada por sua impressão digital óptica.

A deriva do gelo e a impressão digital química oferecem pistas sobre as regiões de origem dos poluentes

A densidade e composição das partículas variaram significativamente de amostra para amostra. Ao mesmo tempo, os pesquisadores determinaram que as partículas de plástico não estavam uniformemente distribuídas pelo núcleo de gelo.

A equipe de pesquisadores também aprendeu, por exemplo, que os blocos de gelo, que são conduzidos nas massas de água do Pacífico da Bacia do Canadá, contêm concentrações particularmente altas de partículas de polietileno. O polietileno é, acima de tudo, usado em material de embalagem. Como os especialistas escrevem em seu estudo, “Assim, supomos que esses fragmentos representam restos do chamado Great Pacific Garbage Patch e são empurrados ao longo do Estreito de Bering e no Oceano Ártico pelo influxo do Pacífico”.

Em contraste, os cientistas encontraram predominantemente partículas de tinta da tinta do navio e resíduos de nylon das redes de pesca no gelo dos mares marginais da Sibéria. “Essas descobertas sugerem que tanto a expansão das atividades de navegação quanto as de pesca no Ártico estão deixando sua marca. As altas concentrações de microplásticos no gelo do mar podem, portanto, ser atribuídas não apenas a fontes fora do Oceano Ártico. Em vez disso, eles também apontam para a poluição local no Ártico ”, diz Ilka Peeken.

Os pesquisadores descobriram um total de 17 tipos diferentes de plástico no gelo do mar, incluindo materiais de embalagem como polietileno e polipropileno, mas também tintas, nylon, poliéster e acetato de celulose, este último é usado principalmente na fabricação de filtros de cigarro. Em conjunto, estes seis materiais representaram aproximadamente metade de todas as partículas de microplástico detectadas.

Os pesquisadores ainda não sabem se as partículas de plástico liberadas subsequentemente permanecem no Ártico ou se são transportadas mais para o sul; na verdade, parece provável que a areia plástica comece a afundar em águas mais profundas com relativa rapidez. “Partículas microplásticas flutuantes são frequentemente colonizadas por bactérias e algas, o que as torna mais pesadas e pesadas. Às vezes eles se juntam com algas, o que os faz cair para o fundo do mar muito mais rápido ”, explica a bióloga e coautora da AWI, Dra. Melanie Bergmann.

As observações feitas por pesquisadores da rede de águas profundas da AWI HAUSGARTEN no Estreito de Fram dão um peso adicional a essa tese. Como Melanie Bergmann relata, “Recentemente registramos concentrações de microplásticos de até 6500 partículas por quilograma de fundo do mar; esses são valores extremamente altos ”.

Referência:

Ilka Peeken, Sebastian Primpke , Birte Beyer, Julia Guetermann, Christian Katlein, Thomas Krumpen, Melanie Bergmann, Laura Hehemann, Gunnar Gerdts: Arctic sea ice is an important temporal sink and means of transport for microplastic, Nature Communications, DOI: 10.1038/s41467-018-03825-5
https://www.nature.com/articles/s41467-018-03825-5


* Tradução e edição de Henrique Cortez, EcoDebate.

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 26/04/2018



Autor: Henrique Cortez
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data de Publicação: 26/04/2018
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2018/04/26/pesquisadores-medem-uma-concentracao-recorde-de-microplastico-no-gelo-marinho-do-artico/