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quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

Osteoporose: o que se deve comer para prevenir a condição



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Viver com medo de fraturar uma vértebra, um braço ou o quadril pode ser cansativo. É o que acontece com quem sofre de osteoporose, a condição que deixa os ossos mais porosos.


A doença se caracteriza pela redução da massa óssea e atinge 30% das mulheres com mais de 50 anos — e 8% dos homens.


A fragilidade óssea que acompanha a osteoporose reduz a qualidade de vida dos pacientes e está associada a altas taxas de morbidade e mortalidade.


Além disso, em muitas ocasiões se torna uma doença incapacitante.


Há fatores que aumentam o risco de sofrer de osteoporose que não somos capazes de influenciar — como a idade, o sexo, a etnia ou a presença de algumas patologias, como o hipogonadismo.


No entanto, muitos outros fatores podem ser modificados, incluindo baixo peso corporal, falta de atividade física, pouca exposição ao sol, uso de alguns medicamentos, consumo de café, tabaco e álcool.

Cálcio (e sol) para os ossos


Também sabemos que existem certos hábitos alimentares que, embora não evitem o aparecimento da osteoporose, reduzem o risco de sofrer da condição.



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Legenda da foto,

Ingestão de cálcio na vida adulta está ligada a uma menor perda de massa óssea


Estudos indicam que a ingestão adequada de cálcio melhora a densidade mineral óssea, especialmente durante a infância e a adolescência.


Na idade adulta, a ingestão de cálcio parece estar mais relacionada a uma menor perda de massa óssea do que a um aumento dela.


Na prática, para ingerir cálcio podemos consumir laticínios, assim como leguminosas como soja e seus derivados; frutos secos, como amêndoas; e legumes e verduras, como brócolis, couve ou couve-flor.


O espinafre também contém cálcio, mas não é tão bem absorvido.


Por outro lado, ter níveis adequados de vitamina D no organismo ajuda a absorver o cálcio ingerido, e o mineral a se fixar no osso, reduzindo consideravelmente o risco de sofrer de osteoporose.


Essa vitamina é encontrada apenas em alimentos de origem animal, principalmente em peixes oleosos, e em menor quantidade em outros alimentos, como laticínios.

Além disso, hoje muitos alimentos de origem vegetal, como bebidas vegetais, incorporam vitamina D.



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Legenda da foto,

O salmão é um dos alimentos mais ricos em vitamina D


É claro que essa vitamina não é exclusivamente de origem alimentar: ela também é sintetizada no organismo quando nossa pele é exposta à luz solar.


Por esse motivo, a exposição ao sol é recomendada por cerca de 15 minutos ao dia.

Proteínas na medida certa


A ingestão de proteínas nos países desenvolvidos costuma ser suficiente, até mesmo excessiva. Isso afeta a fragilidade dos ossos? Não está claro.


Por isso, para prevenir a osteoporose, não é aconselhável aumentar seu consumo acima das necessidades do corpo.


O que parece indiscutível é que quanto mais equilibrada for a nossa alimentação, melhor será a nossa saúde óssea.


Para começar, as evidências sobre o efeito protetor das diferentes dietas ainda são muito limitadas e não permitem tirar conclusões claras e fazer recomendações a esse respeito.


E embora haja indícios de que a dieta mediterrânea poderia ajudar a prevenir a osteoporose, nem todos os estudos constataram esse efeito benéfico.

Tampouco é uma má ideia imitar as populações asiáticas com uma dieta rica em soja e peixes oleosos. Há evidências de que esses padrões reduzem a incidência de fraturas associadas à osteoporose.


O que, sem dúvida, não ajuda a evitar a fragilidade óssea é abusar de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar e gordura de má qualidade, ou de cereais refinados, entre outros.


Seguir esse tipo de dieta, que não é saudável, está associado a uma menor densidade óssea e, portanto, a um maior risco de osteoporose em idades mais avançadas.


Em outras palavras, além de aumentar a prevalência de obesidade e outras patologias, e de fazer mal ao coração, a junk food deteriora os ossos.


* Saioa Gómez Zorita é professora da Universidade do País Basco, pesquisadora do grupo de nutrição e obesidade do Centro Espanhol de Pesquisa Biomédica em Fisiopatologia da Obesidade e Nutrição (CiberObn) e do Instituto de Pesquisa Sanitária Bioaraba, Universidade do País Basco / Euskal Herriko Unibertsitatea.


Maitane González Arceo é estudante de pré-doutorado, grupo de nutrição e obesidade, Universidade do País Basco/Euskal Herriko Universitatea.


María Puy Portillo é professora de nutrição, Centro Espanhol de Pesquisa Biomédica em Fisiopatologia da Obesidade e Nutrição (CiberObn), Universidade do País Basco/Euskal Herriko Universitatea.


Este artigo foi publicado originalmente no site de notícias acadêmicas The Conversation e republicado aqui sob uma licença Creative Commons. Leia aqui a versão original (em espanhol).




Autor: Saioa Gómez Zorita, Maitane González Arceo e María Puy Portillo
The Conversation *
Fonte: bbc
Sítio Online da Publicação: bbc
Data: 18/01/2023
Publicação Original: https://www.bbc.com/portuguese/geral-64290360



quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Conheça 4 alimentos que podem retardar o aparecimento da osteoporose

Conheça 4 alimentos que podem retardar o aparecimento da osteoporose

Fraturas recorrentes? Cuidado! Esse pode ser um sinal de osteoporose, doença que de acordo com a Fundação Internacional de Osteoporose (IOF) acomete mais de 10 milhões de brasileiros. Projeções da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) revelam que o número anual de fraturas relacionadas à osteoporose no quadril, um dos locais onde as complicações costumam ser mais graves, devem atingir 140 mil pessoas até o fim de 2020.

Por Fabiano de Abreu
Mais comum em mulheres que em homens, a osteoporose tem influência genética, mas também se desenvolve a partir de fatores de risco como tabagismo, sedentarismo, insuficiência de cálcio e vitamina D e uso de medicamentos tais quais glicocorticoides, anticonvulsivantes, quimioterápicos e doses excessivas de hormônio tireoidiano.

Caracterizado pela perda progressiva e acelerada de massa óssea, o problema é mais comum após os 40 anos e torna as fraturas mais frequentes na vida do portador, exemplifica o médico nutrólogo Dr. Sandro Ferraz.

Apesar de ter causas multifatoriais, o nutrólogo aponta que é possível prevenir a doença analisando fatores de risco, em especial má alimentação — rica em proteínas e sal e pobre em leite, derivados e vegetais verde escuros. “Fontes de Cálcio e Vitamina D são essenciais à saúde dos ossos. Apesar disso, não existe um alimento milagroso que irá combater o problema sozinho. Trata-se de um equilíbrio na dieta, que vai frear processos inflamatórios e impedir que o sistema imunológico seja alterado e a doença se desenvolva”, aponta.

Sendo assim, incluir alguns alimentos ricos em Cálcio, Magnésio e Vitamina D pode ser essencial para retardar o aparecimento da doença. Entre ele estão:

Leite: Rico em cálcio, substância que atua na formação dos ossos, o leite ajuda a retardar o processo de degeneração. Em indivíduos com mais de 50 anos, o consumo de cálcio deve ser de, em média, 1200 mg. Estima-se que um copo de leite de 250 ml de leite tenha 300 miligramas de cálcio.

Nozes e castanhas: Nestas oleaginosas, o grande aliado é o ômega-3 de origem vegetal. De acordo com pesquisa realizada na Pensilvânia, a substância pode ter efeitos protetores sobre a saúde dos ossos, assim como também contém cálcio em sua composição.

Linhaça: Sendo o alto consumo de sal um fator que pode desencadear a doença, alimentos que auxiliam na excreção dessa substância podem ser grandes aliados na prevenção. No caso da linhaça, por exemplo, o consumo regular auxilia os rins a excretar água e sódio, e assim pode proteger os ossos da perda de cálcio.

Tomate: De fácil consumo — vai bem em molhos e saladas — o tomate é uma boa fonte de minerais como magnésio, ferro, fósforo, manganês e potássio, substâncias que ajudam no processo de formação dos ossos.


Foto: EBC

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 22/10/2020




Autor: Ecodebate
Fonte: Ecodebate
Sítio Online da Publicação: Ecodebate
Data: 22/10/20
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2020/10/22/conheca-4-alimentos-que-podem-retardar-o-aparecimento-da-osteoporose/

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Cientistas desvendam mistério dos chifres dos cervos, que caem no inverno e 'brotam' na primavera


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QUEEN MARY UNIVERSITY OF LONDON
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Crescimento abrupto dos chifres - ou melhor, de ossos externos temporários – está ligado à ação de dois genes

Os chifres dos cervídeos têm um interessante ciclo na natureza. Eles caem no inverno - e "brotam" novamente na primavera.

Na realidade, não são exatamente chifres, mas sim ossos externos. E esse crescimento tão rápido há muito intriga a comunidade científica.

Cientistas da Escola de Medicina da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, solucionaram este mistério: eles identificaram que o crescimento abrupto desses ossos externos temporários está ligado à ação de dois genes.

E, agora, planejam utilizar tais conhecimentos para melhorar tratamentos em humanos com doenças ósseas ou mesmo na recuperação de fraturas. A pesquisa ainda está em estágios iniciais. Mas há um amplo leque de aplicações possíveis.



"Atualmente, vislumbramos duas formas de implementação potencial para a medicina humana", adianta à BBC News Brasil Yunzhi Peter Yang, pesquisador do Departamento de Cirurgia Ortopédica da Escola de Medicina de Stanford e um dos autores da pesquisa, que será publicada nesta quarta em The Journal of Stem Cell Research and Therapy.



"Primeiro, poderíamos projetar células com esses genes específicos e depois colocá-las no local desejado. Outra ideia seria desenvolver terapias biológicas, com proteínas ou medicamentos, resultantes de nossa descoberta. Mais a longo prazo, terapias genéticas também podem ser possíveis."

Yang afirma que o desafio é entender a regulação genética do crescimento do chifre para, então, adaptar tais informações a fim de criar agentes terapêuticos.

Assim, novos tratamentos para doenças como osteoporose e reparação de fraturas ósseas seriam criados. Essas novas terapias também poderiam servir como prevenção a doenças crônicas dos ossos.


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PAUL SAKUMA/STANFORD SCHOOL OF MEDICINE

Peter Yang, um dos autores do estudo, exibe amostras de chifres de cervos
Genes específicos

"Conhecer a genética por trás da regeneração desses chifres de cervídeos, com rápido crescimento ósseo e mineralização, é fundamental para o nosso objetivo terapêutico final", afirma Yang. "É fundamental para entender também como funciona a regeneração óssea em outras espécies, como os humanos."

Os genes identificados são o uhrf1 - que possibilita a rápida proliferação de células ósseas - e o s100a10 - que propicia a mineralização rápida, ou seja, o endurecimento do tecido ósseo. Juntos, esses dois genes trabalham em uma linha de produção extremamente coesa e eficaz: o primeiro gera as células ósseas, o segundo cimenta a matriz estrutura do osso.

Yang e sua equipe já sabem que esses dois genes também estão presentes no processo de desenvolvimento ósseo dos seres humanos.

Pesquisador da área ortopedia, Yang teve o insight de estudar como ocorrem esses processos em cervídeos quando, durante suas férias em 2009, conheceu um guia turístico no Alasca e ficou impressionado com as curiosidades ditas por ele a respeito de um veado selvagem que habita aquela região.

"Chifres de cervídeos podem crescer impressionantes 2 centímetros por dia no verão", pontua o pesquisador. "Isso me fez levantar a hipótese: existem genes especiais que estão por trás desse crescimento ósseo excepcionalmente rápido?"

Na volta das férias, Yang decidiu levar a questão para seu laboratório. Foi, com sua equipe, para um fazenda de veados na Califórnia e, ali, coletou amostras do tecido desses ossos externos. Trata-se de uma estrutura composta basicamente de células-tronco.

Eles crescem de cima para baixo, ou seja, enquanto se desenvolvem, um reservatório de células-tronco permanece no topo dos chifres.

"A regeneração dos chifres desses animais é um fenômeno único. Para mim, valeria a pena estudar esse fenômeno apenas por curiosidade", diz Yang. "Mas eis que esse estudo pode ter algumas aplicações muito interessantes para a saúde humana."

Ao longo do desenvolvimento, o tecido é macio – com consistência semelhante a dos narizes de seres humanos. Assim, recolher as amostras foi uma tarefa fácil. E inofensiva para os animais. Os chifres se tornam rígidos apenas no estágio seguinte ao desenvolvimento, por conta da mineralização.
No laboratório

De posse das amostras coletadas, os cientistas passaram a analisar o material. Examinaram particularmente o RNA, a molécula que ajuda a executar as instruções genéticas específicas. E fizeram uma comparação dos resultados com as obtidas em células-tronco de humanos, retiradas de medula óssea.

Só então identificaram os genes específicos. E os aplicaram em camundongos, observando como diferentes níveis de expressão desses genes afetavam o crescimento de tecido.


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MARIANA VEIGA
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"A regeneração dos chifres desses animais é um fenômeno único", diz pesquisador

No experimento, Yang constatou que, quando o gene uhrf1 era desativado, o tecido ósseo ainda crescia, mas bem mais devagar. Por outro lado, se o gene era totalmente funcional, a proliferação nos bichos era tão rápida quanto nos chifres de veado.

Fenômeno semelhante foi observado quando o gene s100a10 foi expresso: os depósitos de cálcio aumentaram e as células manipuladas se mineralizaram mais rapidamente.
Seres humanos

Uma das possíveis abordagens terapêuticas do estudo, no futuro, seria para tratar de casos de osteoporose em seres humanos, doença que deixa os ossos "fracos".

O que acontece é que em ossos saudáveis, dois tipos de células funcionam como forças opostos. São os osteoblastos e os osteoclastos. O primeiro grupo produz tecido ósseo novo. O segundo, destrói o tecido antigo.

Em um organismo saudável, esse mecanismo funciona em sintonia - ou seja, um lado vai destruindo ao mesmo tempo em que o outro vai construindo.

A osteoporose é uma doença causada por um desequilíbrio no processo. No caso, os osteoclastos agem de forma mais intensa do que os osteoblastos. Como resultado, os ossos começam a se romper

"Ainda estamos no início da pesquisa, mas o objetivo final é descobrir como podemos aplicar a mesma biologia que permite a regeneração óssea em chifres de cervídeos para a judar a tratar doenças ósseas humanas, como a osteoporose", acredita Yang.

Os cientistas planejam continuar estudando ossos externos de diversas espécies de cervos, para confirmar se em todas elas o mecanismo gênico é o mesmo.

"Há muito trabalho a ser feito, mas nosso estudo já começou a lançar as bases para futuros tratamentos", diz.




Autor: Edison Veiga
Fonte: Milão para a BBC News Brasil
Sítio Online da Publicação: BBC News Brasil
Data: 31/10/2018
Publicação Original: https://www.bbc.com/portuguese/geral-46044006

terça-feira, 17 de abril de 2018

Medicamento contra osteoporose pode provocar necrose nos ossos dos maxilares

O nome é comprido e ainda desconhecido para muita gente: estomatologia é a especialidade da odontologia que trata das doenças da boca. Há inúmeros problemas que podem afetar a região, mas conversei com o doutor Abel Silveira Cardoso, professor da UFRJ, um dos fundadores e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Estomatologia e Patologia Oral, sobre uma questão relativamente nova: a osteonecrose nos maxilares induzida por medicamentos. E por quê? A explicação é um pouco longa, mas vale cada palavra. Trata-se de um quadro clínico envolvendo perda da vitalidade óssea na região maxilo-facial, provocado pelo uso de medicamentos antirreabsortivos ou antiangiogênicos. As drogas mais frequentemente associadas a este problema pertencem ao grupo dos bisfosfonatos. São remédios usados há muito tempo na área de oncologia, em pacientes com mielomas múltiplos e metástases ósseas osteolíticas. Por impedirem a reabsorção óssea, limitam o crescimento do tumor, aliviando as dores associadas à enfermidade.



Dr. Abel Cardoso: “O medicamento em si não é ruim. A questão é como está sendo utilizado” (Foto: Mariza Tavares)

Os bisfosfonatos ligam-se ao osso e levam de dez a 12 anos para serem eliminados, o que prolonga seus efeitos – tanto os benéficos quanto os indesejáveis. Na batalha contra o câncer, os médicos sempre consideraram que os efeitos colaterais valiam a pena diante dos benefícios para o paciente. No entanto, os problemas ganharam outra dimensão quando os bisfosfonatos, agora ministrados por via oral, foram incorporados no combate à osteoporose. Embora a incidência da osteonecrose seja relativamente menor em pacientes com osteoporose do que naqueles com câncer, há muito mais gente – mulheres, em sua maioria – fazendo uso desse tipo de medicação. Por isso os consultórios dentários vêm observando o aumento do número de casos de osteonecrose nos maxilares, associada ao uso desse medicamento. Os sintomas principais são dor forte, parestesia (alterações sensoriais, ardência ou formigamento), alveolites e a própria exposição do osso. Complicações são mais frequentes após os procedimentos cirúrgicos invasivos e há grande risco de perda de trabalhos protéticos suportados por implantes.

“O medicamento em si não é ruim. Em tumores malignos com lesões ósseas diminui a dor e evita fraturas. A questão é como está sendo utilizado”, afirmou o doutor Abel. Ele se preocupa especialmente com a expansão do uso de bisfosfonatos, e outras substâncias conhecidas como antirreabsortivas, em casos de osteopenia, o estágio anterior à osteoporose. “O uso de bisfosfonatos na osteopenia talvez não seja bem indicado, o que pode aumentar exponencialmente o número de pessoas expostas aos efeitos indesejáveis”, explica. O uso do medicamento por via oral por mais de três anos é um fator que aumenta o risco de ocorrência de problemas. Quando a utilização é por via venosa, esse prazo encurta. Para a osteoporose, além da via oral, também vem sendo indicado um bisfosfonato na forma de uma infusão anual – o mesmo que era usado por via venosa em oncologia. E ainda há outro antirreabsortivo sendo ministrado semestralmente por via subcutânea.

A osteonecrose foi descrita pela primeira vez em 2003, pelo cirurgião buco-maxilo-facial Robert E. Marx, da Universidade de Miami, que chamou a atenção para o que considerava uma “epidemia crescente”. O tratamento busca controlar a dor, limitar a infecção secundária e a área de osso exposto. Quem faz uso dessas substâncias tem que relatar sua utilização ao dentista, ainda mais se for se submeter a qualquer tipo de cirurgia, como extrações, enxertos e implantes. “Em pacientes oncológicos, onde o risco de osteonecrose é maior, a melhor conduta é a prevenção. Sempre que possível, antes de iniciar o tratamento quimioterápico, é importante procurar o dentista para um exame prévio e para promover uma adequação da cavidade oral, eliminando problemas que poderiam necessitar extrações dentárias ou procedimentos cirúrgicos invasivos durante a quimioterapia. A comunicação entre os profissionais de saúde é fundamental”, conclui o doutor Abel.


Autor: G1 Globo
Fonte: G1 Globo
Sítio Online da Publicação: G1 Globo
Data de Publicação: 17/04/2018
Publicação Original: https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/2018/04/17/medicamento-contra-osteoporose-pode-provocar-necrose-nos-ossos-dos-maxilares.ghtml