segunda-feira, 29 de julho de 2019

Ansiedade infantil: quais são as melhores formas de lidar com ela?


Direito de imagemGETTY IMAGESImage captionPesquisa de professora no Reino Unido demonstrou que ações os pais podem fazer para ajudar a aliviar a ansiedade dos filhos

Toda criança, assim como todo adulto, fica ansiosa às vezes. Mas, para algumas, a ansiedade pode tornar-se muito forte, impedindo-as de fazer o que gostam.

Uma pesquisa recente da professora Cathy Creswell, da Universidade de Reading, no Reino Unido, demonstrou, no entanto, que há atitudes que os pais podem tomar para ajudar a aliviar a ansiedade dos filhos.

A professora Creswell, que também é autora de vários livros sobre como superar a ansiedade na infância, têm dicas valiosas baseadas em sua pesquisa e em outros estudos sobre ansiedade. Conheça algumas abaixo.


1) Não diga: 'Não se preocupe! Isso nunca vai acontecer'


Direito de imagemGETTY IMAGESImage captionMedos não são fixos, então pais precisam estar preparados para mudanças ao longo dos anos

Crianças de 4 a 8 anos podem se preocupar com fantasmas, monstros ou animais violentos. Já as mais velhas têm maior probabilidade de temer eventos reais, mas raros, como assassinatos, ações de terrorismo ou guerras nucleares.

Não importa em que faixa etária seu filho esteja, não desconsidere seus medos. Simplesmente dizer que os temores nunca vão acontecer ou sugerir que a criança é boba por se preocupar com aquilo não é útil.


Em vez disso, reconheça que esses medos podem afetar as emoções da criança.
2) Tente não organizar a vida em torno das preocupações dos seus filhos


Direito de imagemGETTY IMAGESImage captionSe a criança tem medo de cachorro, por exemplo, não é necessário criar uma rota alternativa para evitar que ela encontre um

Ao fazer isso, você pode negar a seu filho a chance de aprender a lidar com as situações que mais teme.

Se seu filho tem medo de cachorro, você pode se sentir compelido a atravessar a rua quando um aparecer. Mas a mensagem que isso passa é que eles estão certos em ter medo.

Isso não significa que você deva forçar uma criança a confrontar algo que a apavore, mas sim apoiá-la a se aproximar do objeto de seu medo gradualmente.

3) Não pule para uma solução - ouça atentamente


Direito de imagemGETTY IMAGESImage captionEm vez de perguntar "está tudo bem?" o tempo todo, tente observar seu filho para obter informações extras

A ideia é tentar entender o que eles estão sentindo e quando, mas sem perguntar constantemente como eles se sentem. Ouça-os para descobrir as razões por trás de seus medos.

É tentador aparecer com soluções, mas, em vez disso, escute seu filho enquanto ele explica o que teme que possa acontecer - o grande medo, por exemplo, pode ser baseado em um mal-entendido.

A professora Creswell diz: "Quando eu era pequena, tinha muito medo de entrar em trens de alta velocidade. Eu ficava na plataforma enquanto eles apitavam pela estação e presumia que era assim dentro do trem também".

Você só pode orientar seu filho se souber exatamente o que ele teme.

4) Faça perguntas para ajudá-los a perceber que suas preocupações podem não ser realistas


Direito de imagemGETTY IMAGESImage captionIncentive uma aproximação gradual entre a criança e seus medos

Por exemplo, pergunte a eles que tipo de coisas ocorreram no passado que os levaram a temer algo ruim no futuro.

Comece com pequenos passos para ajudá-los a ver que suas expectativas sobre um evento podem não acontecer, ou diga que eles são capazes de lidar com quaisquer desafios. Incentive seu filho a adotar estratégias mentais, para que ele possa administrar seus medos.

Se eles estão com medo de se apresentar em uma peça da escola, por exemplo, faça-os se perguntarem: "Qual é a pior coisa que poderia acontecer?" Esquecer um de suas falas? Tropeçar?

Mas também faça com que se perguntem: "Qual é a melhor coisa que poderia acontecer?" O desempenho pode ser tão bom que um caçador de talentos lhes oferecerá um papel num filme de Hollywood?

As chances são que, aconteça o que acontecer, o cenário real estará em algum lugar no meio dessas duas possibilidades.

5) Gradualmente, teste os medos deles

Uma das coisas que a equipe da professora Creswell faz na Universidade de Reading é ensinar os pais a fortalecer a confiança das crianças ao pedir que planejem dez passos em direção à coisa de que têm medo. Elogie e recompense seu filho por tentar cumprir esses passos.

Isto irá reconhecer seu esforço e também irá incentivá-los a experimentar situações mais desafiadoras.

6) É normal ficar ansioso às vezes


Direito de imagemGETTY IMAGESImage captionA ansiedade é parte da vida, mas as crianças precisam aprender a lidar com ela

Mas se a ansiedade deles estiver freqüentemente causando angústia e levando-os a evitar ações cotidianas ou a perder momentos importantes, talvez valha a pena procurar mais ajuda.

Busque livros com estratégias que você pode testar ou converse com seu médico e peça orientação, que pode vir na forma da terapia cognitivo-comportamental, por exemplo.

Lembre-se: não espere remover toda a ansiedade da vida de seus filhos. Seu objetivo é ajudá-los a conviver com um pouco de incerteza, em vez de tentar apagá-la completamente. Afinal, aprender a regular nossas emoções faz parte do processo de crescimento.


Quando chegamos à idade adulta, conseguimos colocar as coisas em perspectiva e percebemos que, na maioria das vezes, podemos lidar com essas questões.




Autor: Claudia Hammond
Fonte: BBC Future
Sítio Online da Publicação: BBC
Data: 27/07/2019
Publicação Original: https://www.bbc.com/portuguese/geral-49078985

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Estrela que orbita gigantesco buraco negro apoia teoria de Albert Einstein



Modelo visual da estrela S0-2, a mais próxima de um gigantesco buraco negro no centro da Via Láctea — Foto: Divulgação/National Science Foundation


A partir da observação da luz de uma estrela que gira em torno de um gigantesco buraco negro no centro de nossa galáxia, cientistas apresentaram nesta quinta-feira (25) novas evidências para apoiar a teoria da relatividade geral formulada em 1915 por Albert Einstein.


A estrela S0-2 ostenta uma massa dez vezes maior que a do sol, enquanto viaja na órbita elipsoidal do buraco negro Sagittarius A*, no centro da Via Láctea, a 26 mil anos-luz da Terra. Cada volta dura 16 anos.


Os cientistas descobriram que o comportamento da luz da estrela, enquanto escapava da extrema atração gravitacional exercida pelo buraco negro, corresponde às previsões da teoria de Einstein.


O famoso físico propôs a teoria, considerada hoje um dos pilares da ciência para explicar as leis da gravidade e sua relação com outras forças naturais.



Embora a teoria de Einstein se mantenha nas observações dessa estrela em particular, a astrônoma Andrea Ghez, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, disse que não explica completamente o que acontece em ambientes gravitacionais exóticos, como os de buracos negros.


Ela considerou que essas entidades celestiais, extraordinariamente densas, podem exercer campos gravitacionais tão fortes que nenhuma matéria ou luz pode escapar deles.




Autor: G1 Saúde
Fonte: G1 Saúde
Sítio Online da Publicação: G1 Saúde
Data: 25/07/2019
Publicação Original: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2019/07/25/estrela-que-orbita-gigantesco-buraco-negro-apoia-teoria-de-albert-einstein.ghtml

Partiu Lua! Conheça os detalhes sobre a missão indiana Chandrayaan-2



Índia envia missão até a Lua nesta segunda-feira, 22 de julho — Foto: Indian Space Research Organisation/Reuters


No dia 22 de julho, segunda feira, partiu a Chandrayaan-2 com destino às regiões polares da Lua.


O lançamento da sonda havia sido adiado por problemas em seu foguete no início deste ano, até que a janela de lançamento se fechou. Essas “janelas” são momentos em que as posições da Terra e da Lua, bem como suas dinâmicas, são favoráveis para um lançamento em que se possa executar as manobras necessárias com grande economia de combustível.


Mesmo depois de o problema ter sido sanado, o lançamento teve de ser adiado por outro problema menor no foguete GSLV MkIII-M1, que é o novo veículo lançador de satélites geossíncronos da Índia. Com a correção efetuada e com a sua validação por testes garantida, finalmente a sonda partiu na manhã de 22 de julho, no horário de Brasília.


O que fez a Chandrayaan-1?

A missão da Chandrayaan-2 sucede sua irmã mais velha no sentido de não apenas ficar restrita à orbita lunar.


A Chandrayaan-1 partiu no final de outubro de 2008 e sobrevoou a Lua mapeando sua superfície, mas também fazendo medidas à procura de evidências da existência de água, na verdade, gelo de água.


Logo após seu lançamento, a sonda disparou um impactador nas proximidades da cratera Shackleton, nas regiões polares ao sul da Lua. Enquanto o impactador descia, a sonda efetuava o mapeamento do relevo abaixo, já preparando a missão da sua sucessora.


Meia hora depois do disparo, o impactador acertou a borda da cratera levantando uma pluma de destroços do solo, bem como abaixo dele, para serem observados desde o orbitador a uns 100 km de altura. E seus resultados apontaram mesmo a existência de gelo.



Como pode ter gelo na Lua?



A ideia é que o choque de cometas e outros núcleos ricos em gelo trouxe esse material para a Lua, como aconteceu com a Terra também bilhões de anos atrás. Na falta de uma atmosfera, o gelo lunar teria se evaporado assim que a luz do Sol o esquentou. Mas, em regiões como a borda de crateras nos polos da Lua, o Sol nunca ilumina os depósitos de gelo, então eles ainda estão lá.


E o gelo é muito importante, porque é dele que se espera tirar a sustentabilidade de futuras bases lunares. Além de usá-lo para abastecer as estações com água, ao se decompor sua molécula produz-se hidrogênio e oxigênio. Ambos podem ser usados na produção de energia, e o segundo, para renovar a atmosfera dentro das estações.


A Chandrayaan-2 partiu com a missão de estudar as regiões polares no sul da Lua, uma região de difícil acesso, dessa vez pousando um jipe em sua superfície!



O orbitador deve lançar o módulo de pouso Vikram (valor em sânscrito), um pequeno container de 5 metros de comprimento e massa de 1.600 kg (mil quilos só de combustível para o pouso) que carrega o jipe Pragyan (sabedoria em sânscrito).



Jipe Pragyan na rampa de descida do módulo Vikram — Foto: Indian Space Research Organisation - GODL


Depois de pousar, o jipe será liberado para executar suas próprias medidas, já que carrega um instrumento de raios-X e um espectroscópio a laser. O jipe pode alcançar a espetacular velocidade de 1 cm/s durante seus passeios e não possui um mecanismo de proteção à noite lunar que dura 14 dias terrestres. Sua expectativa de vida é de apenas 1 dia lunar, ou 14 dias terrestres...


O Vikram carrega 4 instrumentos que devem medir o ciclo térmico da superfície lunar, medir selenomotos, como são chamados os terremotos lunares e também inclui um painel refletor para medidas de laser.


O painel é uma colaboração com a Nasa que pretende medir não só a distância Terra-Polo Sul Lunar com precisão de centímetros, mas também medir com precisão o movimento de libração lunar.


Desenho da sonda Chandrayaan-2 acoplada ao módulo Vikram — Foto: Divulgação/Indian Space Research Organisation


Este movimento é uma espécie de "bamboleio" que a Lua executa enquanto orbita a Terra, de modo que uma pequena fração de partes que permaneceriam ocultas, devido à sincronização dos movimentos orbitais da Lua, possa ser observada da Terra. Outro objetivo da missão Chandrayaan-2 é verificar a disponibilidade de água no subsolo lunar, avaliando a quantidade que poderia ser explorada futuramente.


A sonda Chandrayaan-2 encontra-se ainda em órbita da Terra, mas em um processo de transferência para a órbita da Lua. Nesse processo, sua órbita vai sendo paulatinamente alargada, de modo que o ponto mais distante dela, chamado de apogeu, entre na região de influência gravitacional da Lua.


Nesse momento a sonda é capturada pela gravidade da Lua e o processo se inverte, sua órbita vai ser encolhida aos poucos. Se tudo correr bem, a inserção em órbita lunar acontece no final de agosto e o pouso da Vikram carregando o Pragyan está programado para o dia 7 de setembro.




Autor: G1 Saúde
Fonte: G1 Saúde
Sítio Online da Publicação: G1 Saúde
Data: 26/07/2019
Publicação Original: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/blog/cassio-barbosa/post/2019/07/26/partiu-lua-conheca-os-detalhes-sobre-a-missao-indiana-chandrayaan-2.ghtml

SP atingiu 23% da meta de vacinação contra sarampo entre jovens de 15 a 29 anos

A cidade de São Paulo atingiu 23% da meta de vacinação contra sarampo entre os jovens de 15 a 29 anos. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, de 10 de junho até esta quinta-feira (25), foram aplicadas 720 mil doses da vacina.


A capital está em campanha especial para pessoas com idade de 15 a 29 anos desde o dia 10 de junho, após a explosão de casos confirmados da doença.


Nesta segunda-feira (22), a prefeitura já havia anunciado uma mudança na orientação para o público-alvo. Antes, quem já tinha tomado as duas doses da vacina não precisava se vacinar de novo. Agora, todos que estão na faixa etária de 15 a 29 anos devem ser vacinados.



Vacinação contra o sarampo — Foto: Reprodução/ TV Globo

Prefeitura amplia vacinação


A Prefeitura de São Paulo anunciou nesta quinta-feira (25) que decidiu ampliar o público-alvo da atual campanha de vacinação contra sarampo também para bebês com idade entre seis meses e um ano.


Desde o dia 7 de junho, os registros de sarampo dispararam 850% no estado de São Paulo, passando de 51 para 484 até o último balanço divulgado na sexta-feira (19) pela Secretaria Estadual de Saúde. A grande maioria dos casos foi confirmada na capital – 363 –, e o número preocupa por já ser o maior registrado em mais de 20 anos.


Também foi realizada uma parceria com o governo do estado para que avacina também seja aplicada nas escolas públicas na volta às aulas. Empresas privadas, faculdades e condomínios que solicitarem o serviço também receberão profissionais da saúde.


Onde se vacinar?



A vacina é aplicada durante todo o ano nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A vacinação tem ocorrido a partir das 7h ou 8h e se estende até as 18h ou 19h, dependendo da unidade. Veja a lista completa dos locais.


Por conta da campanha, postos volantes também estão sendo montados em áreas de grande circulação como shoppings e terminais de transporte público. Veja a lista de postos nas estações de Metrô, CPTM, EMTU e estradas.



Quem deve se vacinar na campanha?



Jovens de 15 a 29 anos: todos devem ser vacinados independentemente de terem tomado a vacina anteriormente;
Crianças entre seis meses e um ano de idade


Durante a campanha, não é necessária apresentação do cartão SUS e documentos.


Quem está fora público-alvo, mas deve se vacinar?


Crianças com 1 ano: devem tomar a 1ª dose regular;
Crianças de 15 meses: devem tomar a 2ª dose regular;
População de 1 a 14 anos: deve ter tomado duas doses de vacina. Quem não tem certeza se já tomou as duas doses deve tomar uma dose extra.
Adultos de 30 a 59 anos: deve ter tomado pelo menos uma dose.


VEJA 15 PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE SARAMPO



Entenda o que é sarampo, quais os sintomas, como é o tratamento e quem deve se vacinar — Foto: Infografia: Karina Almeida/G1


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A capital baiana deve predomínio de sol e chuvas isoladas nesta sexta-feira (26).



Autor: G1 Saúde
Fonte: G1 Saúde
Sítio Online da Publicação: G1 Saúde
Data: 25/07/2019
Publicação Original: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/07/25/sp-atingiu-23percent-da-meta-de-vacinacao-contra-sarampo-entre-jovens-de-15-a-29-anos.ghtml

Initial findings from the Human Microbiome Project sparked ‘hundreds of subsequent studies’

The Human Microbiome Project (HMP) is an initiative developed by the National Institutes of Health to characterize the human microbiome in both healthy adults and in those with specific conditions. Such information enables precision medicine, which tailors management strategies on an individual patient basis according to the precise genetic variability and environment of each person.

A new article published in the journal Nature describes how three long-term HMP studies provide comprehensive tracking of the changes that occur in the human microbiome in response to disease. The new information will provide a valuable resource for personalized medicine, say researchers.



The HMP is now in phase 2; studying human and microbiome interactions and how the biological properties of both change over time. The latest research analyzed host and microbiome characteristics during pregnancy and pre-term birth, inflammatory bowel disease, and the onset of type 2 diabetes.


The first phase of the HMP revolutionized our understanding of the healthy human microbiome and gave us clues to its role in a few human diseases.

Dr. James M. Anderson, HMP

Analysis of the vaginal microbiome and the host immune system in more than 1,500 women during the course of pregnancy identified specific microbe and inflammatory biomarkers predictive of pre-term birth.

Investigation of interactions between the human host and gut microbes in 132 participants with and without inflammatory bowel disease (IBD) identified microbial responses to both IBD flares and remission.

People with IBD were found to have drastically lower levels of a previously unclassified group of bacteria than people without IBD. The cycle of IBD episodes was also associated with a much more unstable gut microbiome than seen in people without IBD.

A third study followed the dynamic interplay of the host with gut and nasal microbiomes in the development of type 2 diabetes. Having followed 106 participants for nearly four years, extensive differences between insulin-resistant and insulin-sensitive participants were identified in the molecular pathway changes occurring during respiratory infections.

The three studies, each with a different health outcome focus, all illustrated the intimate interplay between microbial and host biological properties, providing a framework for future studies of the role of the microbiome in health and disease.

The latest data have already expanded our understanding of how humans and microbes interact and the resulting consequences for our health.


The tools and data generated by the first phase of the HMP were used in hundreds of subsequent studies by other researchers, which greatly advanced human microbiome research. With the more complex HMP datasets now available, the potential for a similar burst of innovation exists.”

Dr. Lita Proctor, Director, HMP
Sources:


Loréns-Rico V, Raes J. (2019). Tracking humans and microbes. Nature. 569:632-633. doi: 10.1038/d41586-019-01591-y

National Institutes of Health press release. The Human Microbiome Project expands the toolbox for studying host and microbiome interactions. 29 May 2019. nih.gov.




Autor: News-medical
Fonte: News-medical
Sítio Online da Publicação: News-medical
Data: 30/05/2019
Publicação Original: https://www.news-medical.net/news/20190530/Initial-findings-from-the-Human-Microbiome-Project-spark-hundreds-of-subsequent-studies.aspx

E-cigarettes contaminated with dangerous microbial toxins

E-cigarettes contaminated with dangerous microbial toxins


The authors warn that the findings indicate that “some popular [e-cigarette] brands and flavors may be contaminated with microbial toxins.”

The toxins identified were endotoxin − a potent toxic molecule found on the membranes of Gram-negative bacteria − and glucan, a polysaccharide that helps to form the cell walls of most species of fungi.

Tobacco smoke from traditional tobacco cigarettes also contains endotoxins and glucans that that contaminate the products at some point during the manufacturing process. Exposure to such toxins is associated with respiratory health problems such as asthma, reduced lung function, and lung inflammation. Furthermore, studies conducted over many decades have demonstrated chronic lung impairment in populations exposed to airborne biological contaminants.

Yet, according to the authors of the current study, no studies have ever explored whether these common microbial agents could also be present in e-cigarette products.

Acute and chronic respiratory effects



Now, Professor of Environmental Genetics, David Christiani, and colleagues have tested 75 popular products from ten leading e-cigarette brands, including 37 single-use cartridges (also called “cigalikes”) and 38 e-liquids (which are used to refill cartridges). All products were purchased online, with the exception of products from one brand, which was bought at a convenience store on the university’s campus.

The products were divided into four different flavors, which included tobacco, menthol, fruit, and other. All products were then tested for the presence of endotoxin and glucan.

As reported today in the journal Environmental Health Perspectives, the researchers found that 17 (23%) of the products contained detectable levels of endotoxin and that 61 (81%) contained traces of glucan.

Further analysis showed that, on average, the cartridges contained 3.2 times more glucan than the refillable e-liquid samples.

On average glucan levels were ten times higher in the tobacco and menthol-flavored products, compared with in the fruit-flavored samples, while endotoxin concentrations were found to be significantly higher in the fruit-flavored products.

Airborne Gram-negative bacterial endotoxin and fungal-derived glucans have been shown to cause acute and chronic respiratory effects in occupational and environmental settings. Finding these toxins in e-cigarette products adds to the growing concerns about the potential for adverse respiratory effects in users."

Contamination can occur at any stage in the manufacturing process

The authors suggest that the raw materials used to produce ‘fruity’ flavors are a potential source of microbial contamination.

They also note that contamination could be introduced at any stage during the manufacture of the e-cigarette ingredients or in the production of the finished e-cigarette products themselves. One potential source, for example, is the cotton wicks used in the cartridges, since both endotoxins and glucans are known to contaminate cotton fibers.

The use of e-cigarettes has gradually been in creasing over recent years, particularly among high-school age and middle-school age pupils. Estimates suggest that last year, more than three million high school students used the products, a significant increase on the 220,000 students estimated to have used the products in 2011.

Mi-Sun Lee says the new findings should be considered when developing regulatory policies for e-cigarettes:

In addition to inhaling harmful chemicals, e-cig users could also be exposed to biological contaminants like endotoxin and glucan."
Mi-Sun Lee, Lead Author

Further research is needed


Lee and colleagues note that there are limitations to the study. For example, the team did not test the concertation of toxins that are aerosolized and passed on to the user.

Furthermore, the team only screened for toxins in first-generation devices and not more recently developed products such as tanks, pods or pens. Pods, especially, are known to deliver a higher concentration of nicotine per puff, compared with first-generation devices, yet scientists do not know how this may impact on the degree of exposure to toxins.

Many scientists believe that exposure to environmental toxins is significantly less among people who vape than among those who smoke traditional cigarettes, but that this does not necessarily mean that e-cigarettes products are not damaging to health at all.

Should the government ban e-cigarettes?


Currently, there is no scientific evidence that can conclusively support the hypothesis that the levels of endotoxin and glucan found in e-cigarette products is enough to raise public health concerns.

However, given that exposure to high enough levels of airborne endotoxin does appear to harm the lungs and that the toxins are thought to contribute to the damage that cigarette smoking has on respiratory health, the authors think that further study is needed.

Future research will look at how often the toxins are present in e-cigarette flavors and whether exposure to them through vaping poses and significant health risk, since there may be strategies that could be used to minimize the risk of contamination.



Autor: News-medical
Fonte: News-medical
Sítio Online da Publicação: News-medical
Data: 25/07/2019
Publicação Original: https://www.news-medical.net/news/20190424/E-cigarettes-contaminated-with-dangerous-microbial-toxins.aspx

Streamline your bacterial growth assays





Autor: BMG LABTECH
Fonte: BMG LABTECH
Sítio Online da Publicação: BMG LABTECH
Data: 26/07/2019
Publicação Original: https://www.bmglabtech.com/fileadmin/06_Support/Download_Documents/Brochures/Microbiology-Brochure-2019.pdf?utm_source=News%20Medical&utm_medium=email&utm_campaign=News%20Medical%20Microbiology%20Brochure