sábado, 14 de outubro de 2023

FAPESP reajusta valor de Auxílio Pesquisador Visitante


Manutenção mensal teve aumento em cerca de 12% e estará vigente a partir de 1º novembro deste ano para as três categorias, equivalentes a professores titulares, associados e doutores.

O Conselho Superior da FAPESP aprovou um reajuste no valor da manutenção mensal de pesquisadores visitantes. Esse tipo de Auxílio permite a permanência de pesquisadores de instituições de pesquisa do exterior ou de outros estados do Brasil em uma instituição de pesquisa no estado de São Paulo, por um período contínuo e não superior a um ano.

Os novos valores são válidos a partir de 1º de novembro de 2023, com percentual de reajuste de aproximadamente 12% para as três categorias, equivalentes a professores titulares, associados e doutores.
O reajuste vale para novas propostas de Auxílio Pesquisador Visitante, incluindo processos em contratação, e para Auxílios já vigentes, que terão as manutenções mensais a partir do mês de novembro creditadas com os novos valores.

A tabela com os valores está disponível em www.fapesp.br/1092 e as normas da modalidade Auxílio Pesquisador Visitante podem ser consultadas em www.fapesp.br/auxilios/visitante.




Autor: FAPESP 
Fonte: FAPESP
Sítio Online da Publicação: FAPESP
Data: 14/10/2023

FAPESP anuncia nova chamada com o European Research Council


A FAPESP anuncia uma nova chamada de propostas organizada em parceria com o Conselho Europeu de Pesquisa (ERC), em articulação com o Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap). Esta é a sexta participação da FAPESP em chamadas organizadas no contexto da colaboração entre ERC e Confap.

A chamada selecionará colaborações de pesquisadores do estado de São Paulo com pesquisadores já apoiados por subsídios do ERC. A Agência Executiva do ERC (ERCEA) fornecerá uma lista de pesquisadores principais financiados pelo ERC interessados em receber brasileiros nas suas equipes de pesquisa.

Caberá ao pesquisador do estado de São Paulo contatar o pesquisador principal do projeto financiado pelo ERC para verificar a possibilidade de se juntar à equipe de pesquisa, bem como definir conjuntamente um plano de trabalho e condições relacionadas.

Para serem elegíveis à possiblidade de financiamento por parte da FAPESP, candidatos vinculados a instituições de ensino e/ou pesquisa no estado de São Paulo devem atender aos critérios de elegibilidade e demais normas da modalidade Bolsa de Pesquisa no Exterior (BPE), que apoia a realização de atividades de pesquisa em instituição no exterior por até 12 meses consecutivos.

Tendo estabelecido as condições do estágio de pesquisa, o pesquisador do estado de São Paulo deve enviar sua proposta ao Confap e também à FAPESP.

Propostas serão recebidas até 7 de dezembro de 2023.

A chamada está publicada em: fapesp.br/16364.


Autor: FAPESP 
Fonte: FAPESP
Sítio Online da Publicação: FAPESP
Data: 14/10/2023


sexta-feira, 13 de outubro de 2023

Alimentos orgânicos: confira 5 mitos e verdade sobre eles


alimentação mais natural à perda de peso, o que não necessariamente é verdade. O que leva ao emagrecimento é o déficit calórico, e os alimentos orgânicos, por mais saudáveis que sejam, têm as mesmas calorias que os inorgânicos. O caminho é optar por uma dieta balanceada, com a supervisão de uma nutricionista.

Orgânicos não precisam ser lavados?

Mito. Por mais que não sejam produzidos com agrotóxicos, os alimentos orgânicos estão expostos a potenciais sujeiras e microrganismos patogênicos desde a colheita até o transporte. Portanto, devem ser higienizados propriamente para garantir a saudabilidade no consumo.

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/alimentos-organicos-confira-5-mitos-e-verdade-sobre-eles,44c095203ab8263fed20cb21bd7b6134j9trl521.html?utm_source=clipboard

Autor: terra 
Fonte: terra
Sítio Online da Publicação: terra
Data: 13/10/2023
Publicação Original: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/alimentos-organicos-confira-5-mitos-e-verdade-sobre-eles,44c095203ab8263fed20cb21bd7b6134j9trl521.html

quinta-feira, 12 de outubro de 2023

Guia de saúde mental da OMS


Na véspera do Dia Mundial da Saúde Mental, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o gabinete do alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) lançaram esta segunda-feira, dia 9 de outubro, um guia de orientações que visa apoiar os países na transformação dos serviços de saúde mental. A Secretária de Estado da Promoção da Saúde, Margarida Tavares, que participou por videoconferência no encontro de Genebra, reafirmou o compromisso de Portugal nesta área.

A Secretária de Estado defendeu que a saúde mental deve ser entendida como um direito humano universal e que todos os Estados devem estar juntos neste desígnio. “A saúde mental não é uma questão isolada. Negligenciar a saúde mental perpetua desigualdades e dificulta o progresso social”, alertou.

Autor: SNS PORTUGAL 
Fonte: SNS PORTUGAL 
Sítio Online da Publicação: SNS PORTUGAL 
Data: 12/10/2023

quarta-feira, 11 de outubro de 2023

Mortalidade por câncer colorretal na América Latina cresce 20,5% em trinta anos

mortalidade por câncer colorretal está crescendo na América Latina. Publicado na revista científica Plos One, um estudo realizado por pesquisadores da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), do Instituto Nacional do Câncer (Inca) e da Universidade da Califórnia San Diego mostrou que, entre 1990 e 2019, a alta foi de 20,5%. Na maioria dos países da região, incluindo o Brasil, a tendência é de aumento. O crescimento da mortalidade por câncer colorretal na América Latina vai no sentido oposto da tendência global, que tem sido de queda da taxa, resultado influenciado pelos países de alta renda. 

Além de descrever tendências na mortalidade pela doença na América Latina, a pesquisa relacionou os dados ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos países. O aumento da mortalidade na região, a mais desigual do planeta, foi observado de forma heterogênea. A pesquisa confirmou que existe uma ligação entre as tendências de mortalidade por câncer colorretal e o desenvolvimento socioeconômico dos países latinoamericanos. No entanto, essa relação não é linear. 

Países com baixo IDH possuem menor mortalidade por câncer colorretal. Os fatores que influenciam essa relação são, principalmente, o subdiagnóstico e o menor acesso a fatores de risco conhecidos, como o consumo de alimentos ultraprocessados e carne vermelha. Já os países de desenvolvimento médio possuem, por um lado, acesso tardio ao diagnóstico e dificuldades com o tratamento em tempo oportuno, o que reduz a sobrevida dos pacientes. Além disso, esses países possuem maior exposição aos fatores de risco, como é o caso do Brasil. Ao contrário, os países de alto desenvolvimento diagnosticam a doença precocemente e a população tem uma tendência a padrões alimentares mais saudáveis.

“É interessante observar que a desigualdade entre os países é tão gritante, que há alguns, como o Uruguai e a Argentina caminhando para um declínio da mortalidade por câncer colorretal. Apesar de ter um alto consumo de carne vermelha, eles conseguem diagnosticar e tratar num tempo oportuno, evitando mortes. Já países da América Central possuem um cenário diferente: a alimentação tem menos risco, mas há subdiagnóstico e pouco acesso a tratamento”, exemplificou um dos autores, Raphael Guimarães, do Departamento de Ciências Sociais da Ensp/Fiocruz.

O pesquisador afirmou que é uma tendência mundial, nas áreas que estudam câncer, compreender cada vez mais para os chamados efeitos contextuais, principalmente os socioeconômicos. “As pesquisas sobre câncer têm buscado olhar para além dos fatores biológicos, já bastante conhecidos. Atualmente, há muitos esforços nesse sentido”, explicou. 

Há uma pesquisa nos mesmos moldes sendo desenvolvida no Brasil, contou Raphael Guimarães. “Escolhemos analisar a América Latina justamente pela característica da desigualdade que há entre os países que a compõem. Essa realidade da região como um bloco é semelhante com o que o Brasil tem internamente. Por isso, estamos com outra pesquisa em andamento para replicar o estudo. Preliminarmente, podemos afirmar que há a mesma associação com os fatores socioeconômicos, o mesmo paradoxo entre IDH e mortalidade por câncer colorretal”, antecipa.

A taxa de mortalidade ajustada por idade foi extraída do estudo Global Burden of Disease (GBD) de 22 países, sub-regiões e grupos de países latino-americanos previamente classificados pelo estudo GBD devido ao Índice Sociodemográfico (SDI) no período analisado. Os pesquisadores aplicaram modelo de regressão à taxa de mortalidade segmentada para analisar a tendência temporal.

Nas conclusões da pesquisa, os autores recomendam a realização de estudos que avaliem os contextos sociais e económicos dos países para uma avaliação robusta e prestação de serviços preventivos, diagnósticos e curativos para reduzir a mortalidade por cancro na América Latina. 

Autor: Fiocruz 
Fonte: Fiocruz
Sítio Online da Publicação: Fiocruz
Data: 10/10/2023

InfoGripe alerta para o aumento da Covid-19 no Centro-Sul

A Fiocruz divulga, nesta quarta-feira (11/10), o novo boletim InfoGripe. A análise aponta manutenção de sinal de crescimento do número de novos casos semanais de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) associados à Covid-19, especialmente nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul. Referente à Semana Epidemiológica (SE) 40, de 1° a 7 de outubro, a pesquisa tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 9 de outubro.



Os estados que apresentam aumento nas internações por Covid-19 e requerem mais atenção são Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Distrito Federal. Em relação às capitais, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo indicam crescimento em decorrência da Covid-19.

A última atualização do InfoGripe destacou que o estado do Amazonas apresentava indício sugerindo aumento da doença, mas isso não se confirmou. "Talvez tenha sido apenas uma oscilação natural ao longo das semanas, como é o caso do restante dos estados das regiões Norte e Nordeste. Mas é importante manter atenção nas próximas semanas para verificar se há uma manutenção desse ritmo ou se apresentará aumento", observa p coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes. 

Quanto aos casos gerais de SRAG no país, detectou-se sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) e de estabilidade na de curto prazo (últimas três semanas). Já para os vírus da influenza A e para o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), o cenário é de estabilidade ou queda na maioria dos estados brasileiros. O quadro de rinovírus também apresenta desaceleração em boa parte do país.

Mesmo com o crescimento mais restrito aos estados do Centro-Sul do país, o pesquisador reforça o apelo à população para manter a vacinação da Covid-19 em dia. “Mantemos a nossa convocação para a vacinação. É fundamental que a população esteja vacinada de acordo com as doses especificadas para cada faixa etária”, afirma Gomes.

Estados e capitais

Nesta atualização, sete estados apresentaram sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo: Acre, Goiás, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Sergipe e São Paulo. Em Pernambuco, o crescimento se concentra nas crianças.

No Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo, o destaque se observa nas faixas etárias da população adulta, com ênfase nos casos de Covid-19, assim como no Distrito Federal, onde também há aumento nas ocorrências em idosos.

Goiás apresenta um ligeiro aumento nos positivos para a Covid-19 na população a partir de 65 anos. No Amazonas, como dito anteriormente, o sinal apresentado na outra atualização não se manteve, sugerindo tratar-se de oscilação, apenas; situação que se repete também no Acre e em Sergipe.

Em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo observa-se um aumento principalmente nas faixas etárias avançadas. Contudo, a capital carioca aponta para uma desaceleração no crescimento.

Já em Aracaju, o foco está nas crianças e pré-adolescentes. Curitiba e Goiânia apresentam sinais compatíveis com oscilação.

Resultados positivos de vírus respiratórios e óbitos

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos como resultado positivo para vírus respiratórios foi de: influenza A (1,4%), influenza B (0,5%), vírus sincicial respiratório (8,8%) e Sars-CoV-2/Covid-19 (50,4%).

Entre os óbitos, a presença desses mesmos vírus entre os positivos foi de: influenza A (1,6%), influenza B (1,6%), vírus sincicial respiratório (1,6%), e Sars-CoV-2/Covid-19 (84,7%).

Referente ao ano epidemiológico 2023, já foram notificados 144.429 casos de SRAG, sendo 55.988 (38,8%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 72.909 (50,5%) negativos, e ao menos 7.895 (5,5%) aguardando resultado laboratorial. Dados de positividade para semanas recentes estão sujeitos a grandes alterações em atualizações seguintes por conta do fluxo de notificação de casos e inserção do resultado laboratorial associado.

Dentre os casos positivos do ano corrente, 8,2% são influenza A; 4,3% são influenza B; 37,1% são VSR; e 30,9% Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 1,4% para influenza A; 0,5% para influenza B; 8,8% para VSR; e 50,4% para Sars-CoV-2 (Covid-19).



Autor: Fiocruz 
Fonte: Fiocruz
Sítio Online da Publicação: Fiocruz
Data: 10/10/2023

terça-feira, 10 de outubro de 2023

O apagão de professores no ensino básico é destaque em Pesquisa FAPESP


 A crise nos programas de licenciatura brasileiros é tema da reportagem de capa de Pesquisa FAPESP em outubro. O texto traz dados de um levantamento conduzido no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) que evidenciam o quadro de apagão de professores na educação básica, decorrente da falta de interesse dos jovens em seguir carreira no magistério. Para reverter esse cenário, pesquisadores defendem a urgência da criação de políticas de valorização da carreira docente e a adoção de reformulações curriculares.

Outro tema em destaque na edição é o crescimento de 13,5% das mortes no trânsito na última década. Dados de um relatório divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indicam que excesso de velocidade, consumo de bebidas alcoólicas e distrações ao volante, especialmente o uso de celulares, são alguns dos principais fatores de risco, que têm afetado de forma mais intensa homens e usuários de motocicletas. Para ampliar a segurança viária no país, especialistas defendem investimentos combinados tanto em infraestrutura de vias e mecanismos de fiscalização, como também na criação de campanhas para educar a população em relação ao cumprimento de leis e a adoção de comportamentos adequados no trânsito.

Na seção “Entrevista”, o casal de meteorologistas Pedro Leite da Silva Dias e Maria Assunção Faus da Silva Dias falam sobre a trajetória acadêmica em comum – a maior parte desenvolvida na Universidade de São Paulo (USP) – e comentam o cenário das mudanças climáticas.

A edição traz ainda informações sobre a circulação do vírus da febre amarela no Centro-Sul do país; a onipresença de microplásticos no litoral brasileiro; e uma orquídea que desenvolveu estratégias inusitadas para atrair moscas polinizadoras.

Esses e outros conteúdos podem ser acessados gratuitamente em: https://mailchi.mp/fapesp/cade-o-professor.

Autor: Pesquisa FAPESP 
Fonte: Pesquisa FAPESP9
Sítio Online da Publicação: Faperj
Data: 09/10/2023