“Esses projetos respondem a demandas históricas do território e reforçam temas que vêm ganhando destaque no debate público, como moradia digna, justiça socioambiental e saúde coletiva”, afirma o coordenador do Escritório Técnico Diálogos Sociotécnicos em Saúde Urbana do Campus Fiocruz Mata Atlântica (CFMA), Marcos Fonseca. Por meio da Fiocruz Mata Atlântica, vinculada à Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS/Fiocruz), foram assinados termos de fomento decorrentes dos editais de Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social (ATHIS) do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ).

A cerimônia de assinatura foi realizada na sede do CAU/RJ e reuniu representantes das instituições envolvidas. Participaram o presidente do CAU/RJ, Sydnei Menezes; a arquiteta e urbanista Claudia Pires, companheira do arquiteto e urbanista homenageado nos editais Demetre Anastassakis (in memoriam); a presidente da ONG Soluções Urbanas, Mariana Estevão; e o coordenador do Escritório Técnico Diálogos Sociotécnicos em Saúde Urbana (VPAAPS/Fiocruz), Marcos Fonseca.
A parceria entre a Fiocruz Mata Atlântica e a ONG Soluções Urbanas nesta nova etapa articula trajetórias consolidadas e complementares no campo da assessória técnica e da habitação saudável. Enquanto a Fiocruz acumula mais de 16 anos de atuação contínua no território voltados à promoção da saúde, integrando dimensões urbanas, ambientais e sociais, a Soluções Urbanas aporta uma experiência de mais de duas décadas em assistência técnica para habitação de interesse social, com destaque para o desenvolvimento do projeto Arquiteto de Família e a realização de melhorias habitacionais em contextos de vulnerabilidade, baseadas em metodologias participativas, autoconstrução assistida e formação de moradores e profissionais.
Entre as ações previstas nos projetos está a substituição de coberturas de amianto em moradias do território. O material, amplamente utilizado no passado, é reconhecido por seus riscos à saúde. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), não há nível seguro de exposição ao amianto, que pode causar doenças graves, incluindo diferentes tipos de câncer.
“Trata-se de uma abordagem integrada, que enfrenta de forma simultânea desafios como a precariedade habitacional, os impactos da moradia sobre a saúde pública e a presença de materiais nocivos, como o amianto, ainda encontrado em diversas comunidades brasileiras”, destaca Fonseca.
Para o presidente do CAU/RJ, Sydnei Menezes, “quando o CAU fomenta parcerias, como essa com a Fiocruz, está cumprindo seu papel político institucional de colaborar efetivamente na busca de soluções para as problemáticas urbanas, ambientais e sociais. São modelos que podem alcançar políticas públicas a serem implementadas pelos governos locais. E sendo exitosa, podendo ser aplicada em todo território nacional através dos municípios respondendo à precariedade das moradias”.
Menezes ainda reforça que as condições sanitárias das moradias, como falta de banheiro, esgotamento sanitário, ventilação, luz solar, entre outras implicam diretamente na saúde da população e precisam de ações para enfrentamento dessa vulnerabilidade social.
Autor: fiocruz
Fonte: fiocruz
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data: 23/04/2024
Publicação Original: https://fiocruz.br/noticia/2026/04/fiocruz-lidera-projetos-de-habitacao-saudavel-na-colonia-juliano-moreira
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data: 23/04/2024
Publicação Original: https://fiocruz.br/noticia/2026/04/fiocruz-lidera-projetos-de-habitacao-saudavel-na-colonia-juliano-moreira
Nenhum comentário:
Postar um comentário