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terça-feira, 21 de junho de 2022

Dia Mundial do Albatroz alerta para as consequências das mudanças climáticas para a sobrevivência das aves



Data deste ano chama atenção para duas espécies do Hemisfério Norte: albatroz-de-laysan e albatroz-de-pés-negros

Símbolo de coragem e resiliência frente aos desafios da vida em alto-mar, a albatroz-de-laysan Wisdom é a ave mais longeva de que se tem registros dentre os albatrozes. Com idade estimada em 70 anos, ela sobreviveu a tsunamis, décadas de interação com a pesca e lixo plástico, e agora lida com uma ameaça crescente: as mudanças climáticas, que colocam em risco seu santuário de reprodução e seu alimento. A espécie de Wisdom é um dos destaques do Dia Mundial do Albatroz de 2022, criado pelo Acordo Internacional para a Conservação de Albatrozes e Petréis (ACAP) para chamar atenção aos perigos enfrentados por esse grupo de aves, um dos mais ameaçados do mundo em relação às ameaças originadas pelas mudanças climáticas.

Com participação ativa nos comitês, ações de pesquisas e reuniões do ACAP, o Projeto Albatroz, patrocinado pela Petrobras, une forças com o órgão internacional, governo e outras entidades brasileiras mais uma vez para chamar atenção da sociedade, cientistas e demais públicos para os fatores que colocam em xeque a sobrevivência dessas aves em declínio populacional.

Nos anos anteriores, o Dia Mundial do Albatroz já abordou temas como o desenvolvimento de pescarias compatíveis com a conservação das aves oceânicas e a erradicação de espécies invasoras (que degradam o habitat e predam as aves).

Espécies em destaque

As aves escolhidas para estampar a campanha deste ano são duas das três únicas espécies de albatroz que se reproduzem no Oceano Pacífico Norte: o albatroz-de-pés-negros (Phoebastria nigripes) e o albatroz-de-laysan (Phoebastria immutabilis). As duas espécies são consideradas quase ameaçadas de extinção pela Lista Vermelha da IUCN e têm suas colônias reprodutivas localizadas em atóis próximos às ilhas havaianas do noroeste dos EUA.

Esses atóis - e as aves marinhas que vivem neles - vivem sob o risco crescente do aumento do nível do mar e do número e gravidade de tempestades que resultam em inundações, ambos considerados uma consequência direta das mudanças climáticas. As inundações de tempestades já fizeram pelo menos uma pequena ilha desaparecer no mar, perdendo locais de reprodução para vários milhares de casais de albatrozes; em outras partes da cadeia de ilhas, como no Atol Midway, tempestades causaram inundações de ninhos de albatrozes e perda de filhotes perto da costa.

No Hemisfério Sul, onde temos mais de 20 espécies de albatrozes e petréis, o aumento das temperaturas também causa prejuízos. Um exemplo disso é que pesquisas recentes no Atlântico Sul que sugerem que o aquecimento dos mares está aumentando as taxas de ‘divórcio’ entre casais de albatrozes-de-sobrancelha-negra (Thalassarche melanophris), que se alimentam em águas brasileiras.

Desafio global

Como tem se provado nas pesquisas e ações do ACAP nos últimos anos, os esforços de conservação devem ser globais - visto que albatrozes e petréis têm o potencial de dar a volta ao mundo todos os anos em busca de alimento e temperaturas favoráveis.

Tatiana Neves, fundadora e coordenadora geral do Projeto Albatroz tem, desde 2019, o cargo de vice-presidente do comitê assessor do ACAP e participa ativamente das discussões internacionais sobre o tema. Segundo ela, é necessário sensibilizar as pessoas e os atores públicos sobre a urgência de ações para impedir o agravamento das mudanças climáticas não apenas para proteger albatrozes e petréis, mas a biodiversidade marinha como um todo.

“Todos os ecossistemas estão interconectados. Portanto, proteger o oceano e as demais áreas do planeta das mudanças climáticas, contribui também para a conservação de aves, plantas, peixes, mamíferos, microorganismos e outros seres vivos. Na Década do Oceano, isso se torna ainda mais importante”, afirma.

Para Andrei L. Roos, Analista Ambiental do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (CEMAVE/ICMBio) e atual coordenador do Plano de Ação Nacional para a Conservação de Albatrozes e Petréis (Planacap), embora as espécies-alvo deste ano vivam no Hemisfério Norte, é preciso lembrar que as mudanças climáticas também impactam as aves da porção Sul: “principalmente no que diz respeito às alterações nos ecossistemas e na disponibilidade de alimento para as espécies que frequentam a nossa costa. Por isso, temos que chamar a atenção da sociedade para participar da conservação desse grupo de aves”.

Sobre o ACAP

O Acordo para a Conservação de Albatrozes e Petréis (ACAP) reúne 13 países cujos mares territoriais são utilizados por albatrozes e petréis para a alimentação, migração ou reprodução, principalmente na porção meridional do planeta. Atualmente, são signatários do acordo: Brasil, Argentina, Austrália, África do Sul, Chile, Espanha, Equador, França, Nova Zelândia, Noruega, Peru, Reino Unido e Uruguai.

O ACAP tem o intuito de coordenar os esforços dos países envolvidos e estabelecer metas para a conservação destas aves. Em 2008, o Governo Federal ratificou a adesão do Brasil ao acordo. A entrada do país no ACAP é estratégica devido à alta incidência de capturas em nosso mar territorial. Estima-se que até 4 mil albatrozes e petréis morram incidentalmente todos os anos fisgados pelos anzóis das pescarias de espinhel somente no Brasil.

O Acordo estabelece diretrizes multilaterais para proteger estas aves ao redor do mundo. Em linhas gerais, ele propõe a troca de dados e resultados de pesquisas sobre a ocorrência de albatrozes e petréis nos países participantes, a criação de planos de ajuda mútua entre as nações, além de recomendar práticas e usos de medidas que visem diminuir a captura incidental de aves marinhas.

Saiba mais sobre o ACAP no site: https://acap.aq/

Projeto Albatroz

Reduzir a captura incidental de albatrozes e petréis é a principal missão do Projeto Albatroz, que tem o patrocínio da Petrobras. O Projeto é coordenado pelo Instituto Albatroz - Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) que trabalha em parceria com o Poder Público, empresas pesqueiras e pescadores.

A principal linha de ação do Projeto, nascido no ano de 1990, em Santos (SP), é o desenvolvimento de pesquisas para subsidiar Políticas Públicas e a promoção de ações de Educação Ambiental junto aos pescadores, jovens e às escolas. O resultado deste esforço tem se traduzido na formulação de medidas que protegem as aves, na sensibilização da sociedade quanto à importância da existência dos albatrozes e petréis para o equilíbrio do meio ambiente marinho e no apoio dos pescadores ao uso de medidas para reduzir a captura dessas aves no Brasil.

Atualmente, o Projeto mantém bases nas cidades de Santos (SP), Itajaí e Florianópolis (SC), Itaipava (ES), Rio Grande (RS), Cabo Frio (RJ) e Natal (RN).

Mais informações: www.projetoalbatroz.org.br










Autor: Projeto Albatrozes
Fonte: Projeto Albatrozes
Sítio Online da Publicação: Projeto Albatrozes
Data: 21/06/2022
Publicação Original: http://www.projetoalbatroz.org.br/

terça-feira, 22 de junho de 2021

Dia Mundial do Albatroz chama atenção para o desenvolvimento de pescarias compatíveis com a conservação das aves oceânicas


Data celebrada globalmente conta com o apoio do Projeto Albatroz na América do Sul. Duas espécies estão no foco das ações deste ano: Albatroz-de-Tristão e Albatroz-de-Galápagos

O Dia Mundial do Albatroz foi criado por representantes do Acordo para a Conservação de Albatrozes e Petréis (ACAP) em 2019 com o objetivo de chamar a atenção para a crise da conservação desse grupo de aves. O Acordo, que conta com a participação da coordenadora geral do Projeto Albatroz, patrocinado pela Petrobras, elegeu “Garantindo pescarias compatíveis com a conservação dos albatrozes” como tema da campanha deste ano, a fim de sensibilizar o público sobre as melhores práticas para conservar albatrozes ao redor do mundo.

O grande número de albatrozes e petréis mortos incidentalmente pela pesca, que gira em torno de 40 mil todos os anos, foi a principal força motriz para a criação do ACAP há duas décadas e abordar este problema de conservação continua a ser uma parte importante do trabalho do Acordo. Por isso, todos os anos, a campanha do Dia Mundial do Albatroz dá destaque a espécies ameaçadas de extinção. Na edição de 2021, são homenageadas duas espécies criticamente ameaçadas, de acordo com a classificação da Lista Vermelha da IUCN: o Albatroz-de-Tristão (Diomedea dabbenena) e o Albatroz-de-Galápagos (Phoebastria irrorata).

Espécies em perigo

As duas espécies são consideradas endêmicas, ou seja, se reproduzem em uma única região no planeta. O Albatroz-de-Tristão faz seus ninhos na Ilha Gough, território britânico isolado em meio ao Oceano Atlântico e se alimenta nas águas brasileiras, uruguaias e argentinas. Já o Albatroz-de-Galápagos é a única das 22 espécies a se reproduzir em uma região de clima tropical, que é a Ilha Espanhola, no Arquipélago de Galápagos.

Além dos perigos da interação com várias modalidades de pesca, os albatrozes e petréis também são ameaçados pela poluição dos oceanos com plásticos e outros resíduos, mudanças climáticas, redução de disponibilidade de alimento, intervenção humana nos locais de reprodução e invasão de roedores nas ilhas onde cuidam de seus filhotes.

Para a coordenadora geral do Projeto Albatroz e vice-presidente do comitê assessor do ACAP, Tatiana Neves, essas duas espécies representam a urgência da conservação dos albatrozes ao redor do mundo. “Os desafios que encontramos na proteção dessas duas espécies endêmicas são apenas um exemplo. Conservar mais de 20 espécies com particularidades, localidades e ameaças diferentes requer um enorme esforço global, que é possível somente por meio da colaboração de todos os países membros do ACAP”.

Mais de uma dezena de espécies de albatroz se alimentam nas águas brasileiras e, para protegê-las, o Projeto Albatroz realiza um trabalho de educação ambiental com os pescadores, para que conheçam o albatroz e aprendam a utilizar medidas práticas para mitigar a captura desses animais, atuando como parceiros da instituição em alto-mar.

O ACAP e o Projeto Albatroz estão trabalhando conteúdos exclusivos em suas redes sociais para ajudar a aumentar a consciência do público sobre a crise de conservação enfrentada pelos albatrozes e petréis ao redor do mundo, além de ressaltar o esforço global de cientistas e instituições para aproximar espécie das pessoas e sensibilizá-las sobre sobre sua importância. Acompanhe no @projetoalbatroz.

Sobre o ACAP
O Acordo para a Conservação de Albatrozes e Petréis (ACAP) reúne 13 países cujos mares territoriais são utilizados por albatrozes e petréis para a alimentação, migração ou reprodução, principalmente na porção meridional do planeta. Atualmente, também são signatários do acordo: Argentina, Austrália, África do Sul, Chile, Espanha, Equador, França, Nova Zelândia, Noruega, Peru, Reino Unido e Uruguai.

O ACAP tem o intuito de coordenar os esforços dos países envolvidos e estabelecer metas para a conservação destas aves. Em 2008, o Governo Federal ratificou a adesão do Brasil ao acordo. A entrada do país no ACAP é estratégica devido à alta incidência de capturas em nosso mar territorial. Estima-se que até 4 mil albatrozes e petréis morram incidentalmente todos os anos fisgadas pelos anzóis das pescarias de espinhel somente no Brasil.

O Acordo estabelece diretrizes multilaterais para proteger estas aves ao redor do mundo. Em linhas gerais, ele propõe a troca de dados e resultados de pesquisas sobre a ocorrência de albatrozes e petréis nos países participantes, a criação de planos de ajuda mútua entre as nações, além de recomendar práticas e usos de medidas que visem diminuir a captura incidental de aves marinhas.

Saiba mais sobre o ACAP no site: https://acap.aq/

Projeto Albatroz

Reduzir a captura incidental de albatrozes e petréis é a principal missão do Projeto Albatroz, que tem o patrocínio da Petrobras. O Projeto é coordenado pelo Instituto Albatroz - Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) que trabalha em parceria com o Poder Público, empresas pesqueiras e pescadores.

A principal linha de ação do Projeto, nascido no ano de 1990, em Santos (SP), é o desenvolvimento de pesquisas para subsidiar Políticas Públicas e a promoção de ações de Educação Ambiental junto aos pescadores, jovens e às escolas. O resultado deste esforço tem se traduzido na formulação de medidas que protegem as aves, na sensibilização da sociedade quanto à importância da existência dos albatrozes e petréis para o equilíbrio do meio ambiente marinho e no apoio dos pescadores ao uso de medidas para reduzir a captura dessas aves no Brasil.

Atualmente, o Projeto mantém bases nas cidades de Santos (SP), Itajaí e Florianópolis (SC), Itaipava (ES), Rio Grande (RS) e Cabo Frio (RJ).

Mais informações: www.projetoalbatroz.org.br





Autor: Ascom Faperj
Fonte: Faperj
Sítio Online da Publicação: Faperj
Data: 21/06/2021
Publicação Original: http://www.projetoalbatroz.org.br/