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terça-feira, 22 de junho de 2021

Dia Mundial do Albatroz chama atenção para o desenvolvimento de pescarias compatíveis com a conservação das aves oceânicas


Data celebrada globalmente conta com o apoio do Projeto Albatroz na América do Sul. Duas espécies estão no foco das ações deste ano: Albatroz-de-Tristão e Albatroz-de-Galápagos

O Dia Mundial do Albatroz foi criado por representantes do Acordo para a Conservação de Albatrozes e Petréis (ACAP) em 2019 com o objetivo de chamar a atenção para a crise da conservação desse grupo de aves. O Acordo, que conta com a participação da coordenadora geral do Projeto Albatroz, patrocinado pela Petrobras, elegeu “Garantindo pescarias compatíveis com a conservação dos albatrozes” como tema da campanha deste ano, a fim de sensibilizar o público sobre as melhores práticas para conservar albatrozes ao redor do mundo.

O grande número de albatrozes e petréis mortos incidentalmente pela pesca, que gira em torno de 40 mil todos os anos, foi a principal força motriz para a criação do ACAP há duas décadas e abordar este problema de conservação continua a ser uma parte importante do trabalho do Acordo. Por isso, todos os anos, a campanha do Dia Mundial do Albatroz dá destaque a espécies ameaçadas de extinção. Na edição de 2021, são homenageadas duas espécies criticamente ameaçadas, de acordo com a classificação da Lista Vermelha da IUCN: o Albatroz-de-Tristão (Diomedea dabbenena) e o Albatroz-de-Galápagos (Phoebastria irrorata).

Espécies em perigo

As duas espécies são consideradas endêmicas, ou seja, se reproduzem em uma única região no planeta. O Albatroz-de-Tristão faz seus ninhos na Ilha Gough, território britânico isolado em meio ao Oceano Atlântico e se alimenta nas águas brasileiras, uruguaias e argentinas. Já o Albatroz-de-Galápagos é a única das 22 espécies a se reproduzir em uma região de clima tropical, que é a Ilha Espanhola, no Arquipélago de Galápagos.

Além dos perigos da interação com várias modalidades de pesca, os albatrozes e petréis também são ameaçados pela poluição dos oceanos com plásticos e outros resíduos, mudanças climáticas, redução de disponibilidade de alimento, intervenção humana nos locais de reprodução e invasão de roedores nas ilhas onde cuidam de seus filhotes.

Para a coordenadora geral do Projeto Albatroz e vice-presidente do comitê assessor do ACAP, Tatiana Neves, essas duas espécies representam a urgência da conservação dos albatrozes ao redor do mundo. “Os desafios que encontramos na proteção dessas duas espécies endêmicas são apenas um exemplo. Conservar mais de 20 espécies com particularidades, localidades e ameaças diferentes requer um enorme esforço global, que é possível somente por meio da colaboração de todos os países membros do ACAP”.

Mais de uma dezena de espécies de albatroz se alimentam nas águas brasileiras e, para protegê-las, o Projeto Albatroz realiza um trabalho de educação ambiental com os pescadores, para que conheçam o albatroz e aprendam a utilizar medidas práticas para mitigar a captura desses animais, atuando como parceiros da instituição em alto-mar.

O ACAP e o Projeto Albatroz estão trabalhando conteúdos exclusivos em suas redes sociais para ajudar a aumentar a consciência do público sobre a crise de conservação enfrentada pelos albatrozes e petréis ao redor do mundo, além de ressaltar o esforço global de cientistas e instituições para aproximar espécie das pessoas e sensibilizá-las sobre sobre sua importância. Acompanhe no @projetoalbatroz.

Sobre o ACAP
O Acordo para a Conservação de Albatrozes e Petréis (ACAP) reúne 13 países cujos mares territoriais são utilizados por albatrozes e petréis para a alimentação, migração ou reprodução, principalmente na porção meridional do planeta. Atualmente, também são signatários do acordo: Argentina, Austrália, África do Sul, Chile, Espanha, Equador, França, Nova Zelândia, Noruega, Peru, Reino Unido e Uruguai.

O ACAP tem o intuito de coordenar os esforços dos países envolvidos e estabelecer metas para a conservação destas aves. Em 2008, o Governo Federal ratificou a adesão do Brasil ao acordo. A entrada do país no ACAP é estratégica devido à alta incidência de capturas em nosso mar territorial. Estima-se que até 4 mil albatrozes e petréis morram incidentalmente todos os anos fisgadas pelos anzóis das pescarias de espinhel somente no Brasil.

O Acordo estabelece diretrizes multilaterais para proteger estas aves ao redor do mundo. Em linhas gerais, ele propõe a troca de dados e resultados de pesquisas sobre a ocorrência de albatrozes e petréis nos países participantes, a criação de planos de ajuda mútua entre as nações, além de recomendar práticas e usos de medidas que visem diminuir a captura incidental de aves marinhas.

Saiba mais sobre o ACAP no site: https://acap.aq/

Projeto Albatroz

Reduzir a captura incidental de albatrozes e petréis é a principal missão do Projeto Albatroz, que tem o patrocínio da Petrobras. O Projeto é coordenado pelo Instituto Albatroz - Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) que trabalha em parceria com o Poder Público, empresas pesqueiras e pescadores.

A principal linha de ação do Projeto, nascido no ano de 1990, em Santos (SP), é o desenvolvimento de pesquisas para subsidiar Políticas Públicas e a promoção de ações de Educação Ambiental junto aos pescadores, jovens e às escolas. O resultado deste esforço tem se traduzido na formulação de medidas que protegem as aves, na sensibilização da sociedade quanto à importância da existência dos albatrozes e petréis para o equilíbrio do meio ambiente marinho e no apoio dos pescadores ao uso de medidas para reduzir a captura dessas aves no Brasil.

Atualmente, o Projeto mantém bases nas cidades de Santos (SP), Itajaí e Florianópolis (SC), Itaipava (ES), Rio Grande (RS) e Cabo Frio (RJ).

Mais informações: www.projetoalbatroz.org.br





Autor: Ascom Faperj
Fonte: Faperj
Sítio Online da Publicação: Faperj
Data: 21/06/2021
Publicação Original: http://www.projetoalbatroz.org.br/

terça-feira, 25 de maio de 2021

Coletivo Jovem Albatroz está com inscrições abertas para curso inspirado na Década do Oceano




No total, são 20 vagas para integrar o coletivo e participar do curso sobre cultura oceânica. Podem se inscrever jovens de todo o Brasil.

Até o dia 1º de junho (terça-feira), jovens de todo o Brasil poderão se inscrever para a seleção do Coletivo Jovem Albatroz (CJA), iniciativa de educação ambiental e protagonismo juvenil do Projeto Albatroz, patrocinado pela Petrobras. No total, há 20 vagas abertas para integrar as atividades do grupo e participar do curso gratuito “Década do Oceano: a juventude na transformação da sociedade”. Pela primeira vez, o curso acontecerá de forma remota e contará com a participação de pessoas de todas as regiões do país (confira o edital completo neste link).

Estamos na Década do Oceano, criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para sensibilizar a população global sobre a importância do oceano e mobilizar atores públicos, privados e da sociedade civil organizada em ações que favoreçam a saúde e a sustentabilidade dos mares e sua biodiversidade. De acordo com a responsável pelo Coletivo, Thaís Lopes, o curso propõe uma reflexão sobre a importância do oceano para a vida na terra e o papel das juventudes para sua conservação.

“Até 2030, a ideia é que todos possam aprender mais sobre o oceano, suas particularidades, riquezas e como protegê-lo, propagando, também, a cultura oceânica. No curso deste ano, vamos propor reflexões sobre o papel do oceano e nosso relacionamento com ele, utilizando a arte como fio condutor e contando com a participação de pesquisadores do Projeto Albatroz e de outras instituições para enriquecer esta jornada”, explica.

Os encontros do Coletivo Jovem Albatroz serão semanais, entre os meses de junho e setembro, às quintas-feiras, das 19h às 21h, em conferências virtuais na plataforma Zoom. As aulas contarão com apoio pedagógico da plataforma Google Classroom.

Pré-requisitos
Para participar da seleção, é necessário ter entre 18 e 29 anos e se interessar por processos artísticos, trabalhos colaborativos e conservação marinha. Não é preciso estar matriculado no ensino superior para se inscrever. No CJA, todos podem contribuir com seus conhecimentos e experiências para a criação de atividades para a conservação de ambientes marinhos e costeiros.

Os interessados devem enviar uma carta de interesse com apresentação pessoal, justificativa do interesse no curso, disponibilidade de tempo e acesso à internet, comprovante de residência e número de telefone para o e-mail tlopes@projetoalbatroz.org.br. O assunto do e-mail deve conter “PROPOSTA EDITAL 2021 – CURSO DÉCADA DO OCEANO”.

Seleção

As inscrições recebidas serão analisadas pelos responsáveis do Coletivo Jovem Albatroz e, no dia 8 de junho, os jovens selecionados serão contatados por telefone para que possam comparecer à atividade inaugural do curso.

A atividade inaugural do novo curso do CJA será realizada através de uma live no dia 10 de junho, às 19 horas, no Instagram do Projeto Albatroz. Os encontros seguintes acontecerão por meio de conferências virtuais na plataforma Zoom.

Últimas turmas do Coletivo Jovem Albatroz

Criado em 2015, o Coletivo Jovem Albatroz é um espaço de formação de jovens de 18 a 29 anos da região da Baixada Santista, para que possam se tornar lideranças na conservação marinha e costeira. Neste processo educador, os jovens são protagonistas, propondo e realizando projetos de intervenção para a transformação da realidade. Os integrantes do Coletivo realizam diversos cursos, oficinas e visitas técnicas; participam ativamente de reuniões de órgãos colegiados para criação de políticas públicas; e marcam presença em eventos ligados à Juventude e Meio Ambiente, apresentando suas experiências.

Mais de 80 jovens já foram envolvidos nas ações e cursos do CJA, que abrangeram temas como: políticas públicas, educação ambiental, captação de recursos para projetos ambientais, educomunicação e produção audiovisual.


Projeto Albatroz

Reduzir a captura incidental de albatrozes e petréis é a principal missão do Projeto Albatroz, que tem o patrocínio da Petrobras. O Projeto é coordenado pelo Instituto Albatroz - Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) que trabalha em parceria com o Poder Público, empresas pesqueiras e pescadores.

A principal linha de ação do Projeto, nascido no ano de 1990, em Santos (SP), é o desenvolvimento de pesquisas para subsidiar Políticas Públicas e a promoção de ações de Educação Ambiental junto aos pescadores, jovens e às escolas. O resultado deste esforço tem se traduzido na formulação de medidas que protegem as aves, na sensibilização da sociedade quanto à importância da existência dos albatrozes e petréis para o equilíbrio do meio ambiente marinho e no apoio dos pescadores ao uso de medidas para reduzir a captura dessas aves no Brasil.

Atualmente, o Projeto mantém bases nas cidades de Santos (SP), Itajaí e Florianópolis (SC), Itaipava (ES), Rio Grande (RS) e Cabo Frio (RJ).

Mais informações: www.projetoalbatroz.org.br





Autor: Albatroz 
Fonte: Albatroz 
Sítio Online da Publicação: Albatroz 
Data: 21/05/2021
Publicação Original: www.projetoalbatroz.org.br