quarta-feira, 13 de maio de 2026

Fiocruz deposita patente de dispositivo inovador de coleta não invasiva e indolor de pele


A Fiocruz deu mais um passo no fortalecimento da inovação em saúde ao realizar o depósito, junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), de um novo pedido de patente voltado à coleta de amostras cutâneas. Intitulada Dispositivo de coleta e armazenamento de pele, sistema e método de coleta e armazenamento de pele, a tecnologia propõe uma alternativa eficiente, padronizada e não invasiva para obtenção de biomarcadores relevantes. O projeto foi desenvolvido no contexto do projeto NAPI Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (Napi) Proteômica da Fundação Araucária.

O dispositivo desenvolvido permite a coleta de material da superfície da pele com potencial para análise de proteínas, DNA e RNA, ampliando as possibilidades de aplicação em diferentes técnicas laboratoriais. A inovação pode contribuir diretamente para o diagnóstico de doenças dermatológicas, reduzindo a necessidade de procedimentos invasivos e aumentando a precisão das análises.

De acordo com o pesquisador da Fiocruz Paraná Paulo Carvalho, o depósito do pedido de patente marca um avanço importante no desenvolvimento de soluções tecnológicas aplicadas à saúde. “Trata-se de uma ferramenta que pode facilitar significativamente o acesso a biomarcadores cutâneos, com impacto direto na qualidade e na agilidade dos diagnósticos”, destaca.

A invenção foi desenvolvida no contexto do doutorado de Amanda Camillo no Programa de Pós-Graduação em Biociências e Biotecnologia (PPGBB) da Fiocruz Paraná, juntamente com os pesquisadores Marlon Dias e Paulo Carvalho, que ressaltam o potencial de aplicação da tecnologia. “Buscamos desenvolver uma solução que, além de eficiente, fosse clinicamente aplicável, reduzindo a necessidade de procedimentos invasivos e ampliando a possibilidade de monitoramento de biomarcadores cutâneos em diferentes contextos, desde pesquisa até potencial uso diagnóstico”, explica.

A Assessoria de Novos Negócios e Inovação (Anni) acompanhou o projeto desde as etapas iniciais, oferecendo suporte no processo de proteção intelectual. Para a analista Fabricia Pimenta, a iniciativa reflete o amadurecimento da cultura de inovação na instituição. “O depósito desse pedido de patente demonstra o potencial da Fiocruz Paraná em gerar tecnologias com impacto real para a sociedade. Nosso papel é garantir que essas soluções sejam protegidas e tenham caminho para chegar à população”, afirmou.

Após o protocolo no INPI, o pedido de patente passa por etapas de exame formal e técnico. Somente após a verificação de critérios como novidade, atividade inventiva e aplicação industrial é que a patente pode ser concedida. Com mais este depósito, a Fiocruz reforça sua atuação estratégica no desenvolvimento científico e tecnológico, consolidando seu compromisso com a geração de soluções inovadoras que contribuam para a melhoria da saúde pública e da qualidade de vida da população.




Autor: Fiocruz
Fonte: Fiocruz
Sítio Online da Publicação: Fiocruz
Data: 13/05/2026

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