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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

A Economia Circular no Ministério do Meio Ambiente


A Economia Circular no Ministério do Meio Ambiente, artigo de João Amato Neto
É urgente que o Ministério do Meio ambiente e Mudanças Climáticas, na gestão da ministra Marina Silva, coloque em prática, por meio de orientações claras e iniciativas concretas, ações de desenvolvimento sustentável voltadas à economia verde e circular.

Mais uma vez, a função do MMA deve ser a de ajudar a posicionar o Brasil como protagonista da economia verde e digital, fomentando tecnologias e projetos e orientando ações e planos de investimentos alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

A pasta precisará dar uma sinalização clara às empresas na forma de estímulos, sanções e programas para que elas (re)orientem as práticas de produção de bens e serviços e sejam aderentes aos requisitos da economia verde/circular e às práticas de produção de ciclo fechado (reciclagem, reutilização, redução no consumo de matérias-primas virgens e de água, remanufatura, etc.).


No longo prazo, todas estas ações só surtirão efeitos positivos (geração de externalidades positivas), se estiverem apoiadas em um robusto sistema de ensino, pesquisa, desenvolvimento e inovação.As estratégias empresariais precisarão adotar as melhores práticas, especialmente no setor da indústria manufatureira, em termos de projetos de produto (ecodesign, concepção do produto do berço ao berço), processos baseados nos princípios da produção mais limpa e instalações industriais fundamentadas na lógica da simbiose industrial (ecoparques).

No setor rural, estímulos aos projetos e sistemas de produção que integrem a floresta, a lavoura e a pecuária deverão ser o mote de um novo ciclo de atividades, ao mesmo tempo em que se coíba de maneira incisiva ações de desmatamento e ocupação ilegal do território.

Do ponto de vista financeiro, há uma grande expectativa para que o mercado de crédito de carbono seja intensamente estimulado. Trata-se, em síntese, de fazer valer as diretrizes do arcabouço regulatório nesta área, principalmente a Lei da Política Nacional dos Resíduos Sólidos (no meio urbano/industrial) e o Código Florestal (no setor agropecuário).

Ao ministério cabe alinhar as políticas e as estratégias dos agentes da sociedade brasileira, incluindo os vários níveis da federação, os produtores e consumidores e formular diretrizes gerais para criar uma atmosfera favorável às atitudes sustentáveis na produção, distribuição e consumo, além de estimular investimentos de impacto socioambiental.

Finalmente, é preciso mobilizar a população para a agenda ambiental, pois os cidadãos precisam também ser orientados, educados, preparados para os padrões de consumo consciente.

João Amato Neto, presidente da Fundação Vanzolini e professor Titular Sênior (Titular) do Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (POLI-USP).


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in EcoDebate, ISSN 2446-9394





Autor: ecodebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 13/02/2023
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2023/02/13/a-economia-circular-no-ministerio-do-meio-ambiente/

segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Pesquisa propõe definição unificada de Economia Circular

Pesquisa propõe definição unificada de Economia Circular

Paula Guatimosim



O esquema responde às perguntas como, onde, o quê nas esferas macro, meso e micro,
e junta os por quês na esfera final colorida aliando meio ambiente, sociedade e economia.


“Economia Circular é um sistema econômico que visa zero desperdício e poluição em todo o ciclo de vida dos materiais, da extração do meio ambiente, passando pela transformação industrial, até chegar os consumidores finais, aplicando-se a todos os ecossistemas envolvidos. Ao término de sua vida útil, os materiais retornam a um processo industrial ou, no caso de um resíduo orgânico tratado, de volta ao meio ambiente com segurança, como em um ciclo natural de regeneração. Cria valor nos níveis macro, meso e micro e explora ao máximo o conceito de sustentabilidade. As fontes de energia usadas nos diversos processos são limpas e renováveis. O uso e consumo de recursos são eficientes. Órgãos governamentais e consumidores responsáveis ​​desempenham um papel ativo no processo, garantindo a operação correta do sistema a longo prazo”.

Esta é uma definição unificada, consensuada entre estudiosos da Economia Circular (EC), obtida por meio de pesquisa coordenada pelo administrador de empresas Gustavo Nobre, doutor em Administração pelo Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração (Coppead) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Sua tese original, que busca mostrar como a Tecnologia da Informação (TI) pode contribuir com a economia circular, deparou com um entrave inicial: o grande volume de definições para Economia Circular.

Nobre iniciou sua pesquisa junto a cerca de 300 especialistas em Economia Circular de vários países, com a solicitação: “Usando suas próprias palavras, descreva o que você entende por Economia Circular” e selecionou os 44 conceitos mais robustos de pesquisadores experientes, todos PhDs no tema. Ao contrário do jornalista, que em suas primeiras lições aprende a fazer o lead (ou lide, em português), respondendo às perguntas o quê, quem, quando, onde, como e por que, no campo da pesquisa essas perguntas devem ser respondidas separadamente, para que o conceito seja mais preciso. “Uma coisa é o que é, outra é como faço, outra é por que devo fazer”, esclarece o pesquisador.

Apoiado em seus estudos por meio do Programa Bolsa Doutorado Nota 10 da FAPERJ, o que Gustavo Nobre percebeu foi que muitos entrevistados tinham definições diferentes sobre o tema. Diante dessa surpresa, decidiu primeiro estabelecer uma definição consensual. Parte de sua tese, o artigo com o conceito consolidado foi publicado no The Journal of Cleaner Production, especializado em produção limpa e sustentável, da editora Elsevier, com o nome “The quest for a circular economy final definition:

A scientific perspective” (https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0959652621021910).


Gustavo Nobre espera frear o uso indevido do conceito por empresas


Ao longo dos seus estudos Nobre descobriu, por exemplo, que apenas um autor - Julian Kirchherr – já identificara, em 2017, mais de 100 definições diferentes para EC. De acordo com o pesquisador, esse assunto está cada vez mais valorizado por organizações e seus clientes finais, que procuram saber detalhes da produção daquilo que consomem. Para o pesquisador, a falta de uma definição concreta para o termo dificulta a verificação e a auditoria das organizações. “Vimos também que, devido à variedade de definições e pressões do mercado, empresas que não se enquadrariam no conceito vêm se apropriando do termo economia circular, criando sua própria definição, adaptando o conceito a ela, em vez de se enquadrarem ao conceito”, explica. Essa prática muito comum foi cunhada como greenwashing (lavagem verde) e significa a apropriação injustificada e divulgação de virtudes ambientalistas por parte de organizações, inclusive em seus relatórios anuais de sustentabilidade. “Para que uma empresa pratique a economia circular, o conceito deve fazer parte do DNA da organização. Não basta uma boa ação ou campanha pontual para se enquadrar no amplo conceito de EC”, lembra o pesquisador. O framework 9R, por exemplo (Recusar, Repensar, Reduzir, Reutilizar, Reparar, Renovar, Remanufaturar, Ressignificar, Reciclar e Recuperar) é apenas um componente de “como” se chegar a EC, dentre outros disponíveis, incluindo as tecnologias da Indústria 4.0.

Nobre espera que sua pesquisa forneça recursos para que as organizações de padrões e certificadoras estabeleçam políticas e regulamentações formais de economia circular, estabelecendo parâmetros, metas e desenvolvimento de Indicadores-chave de Desempenho (ou Key Performance Indicators – KPIs - em inglês), para avaliações e auditorias. Entre as certificadoras que podem se beneficiar da pesquisa estão a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e a International Organization for Standardization (ISO) que, em 2018, instituiu comitê técnico com foco na normatização da Economia Circular. A parte final de sua tese, que mapeou como as tecnologias da Indústria 4.0 podem ajudar as organizações na adoção da Economia Circular, será apresentada no Encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração (EnANPAD), segundo maior congresso de administração do mundo, que este ano será realizado em outubro.




Autor: Paula Guatimosim
Fonte: FAPERJ
Sítio Online da Publicação: FAPERJ
Data: 12/08/2021
Publicação Original: http://www.faperj.br/?id=4284.2.0

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Economia circular e a transformação de produtos em serviços


Imagem: Euronews


Economia circular e a transformação de produtos em serviços, artigo de Marcelo Souza

É inegável que desde 2010, quando o professor Klaus Schwab cunhou o termo quarta revolução industrial em Hanover na Alemanha, não se tinha ideia dos impactos que essa grande transformação, sem dúvida a maior dos últimos 200 anos, iria gerar em nossa sociedade.

A então conhecida indústria 4.0 que hoje cotidianamente ouvimos dizer, mudou fortemente a maneira como conduzimos nossas vidas, é quase impensável imaginar o mundo antes de 2010 sem a facilidade e conveniências das plataformas, onde praticamente tudo está a um clique de distância.

A forma como compramos, nos movimentamos, nos entretemos e até nos relacionamos estão acessíveis em nosso bolso. Uber, Netflix, Amazon, Airbnb, Tinder, Facebook, Instagram, Linkedin e Whatsapp são alguns dos exemplos de novos negócios que surgiram e que em pouco tempo já fazem parte da rotina de bilhões de pessoas. A quarta revolução industrial nos brindou com empresas exponenciais, que com pouco capital e produtos não necessariamente de sua propriedade ou autoria, crescem de forma inimaginável.

Com tantas transformações é natural que mudanças ocorram nos mais diversos setores e muitas vezes, somos “arrastados” nessa enxurrada de mudanças. Não percebemos alguns detalhes, como por exemplo, a escalada da economia circular que vem ganhando cada vez mais relevância no mundo dos negócios e já faz parte da agenda do Fórum Econômico Mundial e dos CEO’s de grandes organizações.

Ainda que seja um vetor resultante de outras escolas de pensamentos, assim como a terminologia quarta revolução industrial é relativamente nova, o conceito economia circular também é. Sua caracterização vem da junção do Pensamento em Ciclos e/ou Economia de Performance, criado pelo arquiteto Suíço Walter R. Stahel durante a década de 70, com o conhecido conceito “do berço ao berço” que propõe que o produto deve ser pensado desde de sua concepção até seu descarte correto.

Em seguida, emerge o a Ecologia Industrial, ainda durante a década de 70, com forte presença no Japão, introduzindo a simbiose industrial, e alguns anos mais tarde, em 1994, John T. Lyle apresentaria o conceito do Designer Regenerativo, pautado no equilíbrio entre eficiência e resiliência, colaboração e competição, diversidade e coerência observando a necessidade do todo.

Mais recentemente no início do século XXI, a bióloga Janine Benyus, em uma abordagem tecnicista inspirada na natureza, introduz a Biomimétrica que reúne biologia, engenharia, design e planejamento de negócios na busca da mimetização, ou seja, copiar os processos bioquímicos observados na natureza para a gestão de fluxos de energias e materiais.
É relevante ter em mente que falar sobre a Economia Circular muito frequentemente relaciona-se ao meio ambiente e preservação do planeta, contudo, o que está na cesta da economia circular é muito maior, na verdade é uma terminologia que está cada vez mais próxima à estratégia empresarial.

Debruçando-se sobre dados apresentados pela Universidade de Berkeley, é possível observar que a porcentagem da utilização real de um automóvel, em média, são apenas 4%, nos demais 96% o veículo está estacionado. Estratificando esses 4% temos: 0,5% equivale ao tempo preso em congestionamentos, 0,8% buscando vagas para estacionar e, por fim, somente 2,6% corresponde a utilização útil. Além disso, da capacidade total de 5 pessoas por veículo, a média de utilização é de apenas 1,5 pessoa por viagem, e as estatísticas ficam ainda mais impressionantes quando vemos que uma família americana disponibiliza aproximadamente 20% da renda familiar na compra de um carro.

Diante destes números, tem-se o seguinte questionamento: Todos nós precisamos ter um veículo ou a gestão desses ativos é algo estratégico? Quando se transforma um produto em serviço, como por exemplo automóveis, podemos explorar o case da Uber, que conseguiu se beneficiar com a ineficiência dos dados apresentados acima, somados à mão de obra abundante de motoristas, ou seja, utilizar estoques sem ter que comprá-los.

Para implementar modelos de negócio como este, é preciso mudar o mindset e passar a ver produtos como serviços e potenciais ativos, assim, é possível se beneficiar muito mais do valor que ele pode oferecer. Existem três principais maneiras de transformar produtos em serviços:

Serviço orientado para produto: O produto muda de propriedade, mas vem com serviços relacionados, como manutenção e reparos.

Serviço orientado para o uso: O que é vendido é o uso do produto, não sua propriedade, o que inclui o aluguel por parte de uma empresa ou entre membros de uma mesma sociedade.

Serviço orientado para o resultado: Os fabricantes mantêm a propriedade do produto e comercializam os resultados. Um exemplo é vender documentos impressos em vez de impressoras e tinta, iluminação ao invés de lâmpadas.

A quarta revolução industrial forneceu ferramentas que alavancaram a implementação dos conceitos da economia circular como nunca, criando uma gama imensa de possibilidades de novos negócios.

*Marcelo Souza é CEO da Indústria Fox, pioneira em indústrias de reciclagem, refurbished de eletrônicos e plataformas digitais da economia circular



in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 08/01/2021




Autor: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 08/01/21
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2021/01/08/economia-circular-e-a-transformacao-de-produtos-em-servicos/

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Economia circular pode ajudar países a combater mudanças climáticas, diz relatório divulgado no Fórum Econômico Mundial

Economia Circular – Um relatório da Circle Economy, grupo apoiado pela ONU Meio Ambiente, aponta que apenas 9% da economia global é circular, o que significa que o planeta reutiliza menos de 10% das 92,8 bilhões de toneladas de minerais, combustíveis fósseis, metais e biomassa usados todos os anos em processos produtivos.

Divulgado na terça-feira (22) no Fórum Econômico Mundial, em Davos, o documento destaca o potencial do reaproveitamento e da reciclagem para combater as mudanças climáticas e cumprir o Acordo de Paris.




Aterro sanitário em Danbury, Connecticut. Foto: ONU/Evan Schneider

Um relatório da Circle Economy, grupo apoiado pela ONU Meio Ambiente, aponta que apenas 9% da economia global é circular, o que significa que o planeta reutiliza menos de 10% das 92,8 bilhões de toneladas de minerais, combustíveis fósseis, metais e biomassa usados todos os anos em processos produtivos.

Divulgado na terça-feira (22) no Fórum Econômico Mundial, em Davos, o documento destaca o potencial do reaproveitamento e da reciclagem para combater as mudanças climáticas e cumprir o Acordo de Paris.

Uma economia circular é um sistema regenerador, onde o consumo de recursos e os resíduos, as emissões e a perda de energia são minimizados pela desaceleração e pelo encurtamento de ciclos de produção. Esse modelo pode ser alcançado por práticas de manutenção, reparo, reutilização, remanufatura, reciclagem, design de longa duração e reformas.

A pesquisa ressalta as vastas oportunidades para reduzir as emissões de gases do efeito estufa por meio da aplicação de princípios circulares — sobretudo o reuso, a remanufatura e a reciclagem — em setores-chave, como o de construção. A análise, porém, aponta que a maioria dos governos pouco considera medidas de economia circular em suas políticas voltadas para o Acordo de Paris e a meta de conter o aquecimento global, o máximo possível, a 1,5 ºC.

As mudanças climáticas e o uso de materiais estão estreitamente ligados. A Circle Economy calcula que 62% das emissões de gases do efeito estufa (excluindo-se as emissões geradas pelo uso da terra e pela silvicultura) são liberadas na atmosfera durante a extração, processamento e fabricação de bens para atender às necessidades da sociedade. Apenas 38% das emissões são dispersas na entrega e no uso dos produtos e serviços.

A utilização global de materiais está crescendo. Ela mais do que triplicou desde 1970 e poderia dobrar novamente até 2050 sem ações para conter o fenômeno, de acordo com o Painel Internacional de Recursos da ONU.

“Um mundo (mais quente em) 1,5 ºC só pode ser um mundo circular. A reciclagem, uma maior eficiência de recursos e modelos de negócios circulares oferecem uma enorme janela para reduzir emissões. Uma abordagem sistemática para a aplicação dessas estratégias viraria a balança na batalha contra o aquecimento global”, afirma o CEO da Circle Economy, Harald Friedl.

“As estratégias para as mudanças climáticas dos governos focaram em energia renovável, em eficiência energética e em evitar o desmatamento, mas elas ignoraram o vasto potencial da economia circular. Eles deveriam reprojetar as cadeias de suprimentos lá atrás, nos poços, campos, minas e pedreiras, onde está a origem dos nossos recursos, de modo que nós consumamos menos matérias-primas. Isso não apenas reduzirá emissões, como também impulsionará o crescimento, tornando as economias mais eficientes.”

O relatório chama governos a agir para migrar de uma economia linear à base do paradigma “extrair-transformar-descartar” para uma economia circular que maximiza o uso dos recursos existentes. Esse sistema mais sustentável também reduz a dependência de novas matérias-primas e minimiza os resíduos. A publicação defende que a inovação para estender o tempo de vida dos recursos existentes é capaz de diminuir emissões e também de reduzir a desigualdade social e fomentar um crescimento de baixo carbono.

Acesse o relatório na íntegra clicando aqui.



in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 25/01/2019




Autor: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 25/01/2019
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2019/01/25/economia-circular-pode-ajudar-paises-a-combater-mudancas-climaticas-diz-relatorio-divulgado-no-forum-economico-mundial/