Mostrando postagens com marcador fumar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fumar. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 1 de junho de 2022

Pare de fumar: tabagismo pode provocar câncer, tuberculose, doenças respiratórias, impotência e infertilidade



Reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença crônica causada pela dependência à nicotina, o tabagismo é um problema mundial de saúde pública que está relacionado ao surgimento de pelo menos 50 doenças como diabetes, hipertensão, AVC, infarto, doenças respiratórias, câncer, tuberculose, impotência e infertilidade. Nesta terça-feira (31), no Dia Mundial Sem Tabaco, o Ministério da Saúde reforça a importância de parar de fumar.

Para tratar as doenças e incapacitações provocadas pelo tabagismo, o Brasil precisa desembolsar anualmente cerca de R$ 125 bilhões. No mundo todo, são registradas aproximadamente 8 milhões de mortes precoces por ano em decorrência do tabaco. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), instituto federal vinculado ao Ministério da Saúde responsável pelo Programa Nacional de Controle do Tabagismo, o tabaco causa a maior parte de todos os cânceres de pulmão no país e é um fator de risco significativo para AVC e ataques cardíacos.

Os produtos de tabaco que não produzem fumaça também estão associados ao desenvolvimento de câncer de cabeça, pescoço, esôfago e pâncreas, assim como muitas outras patologias buco-dentais. Além disso, a fumaça também pode matar: os fumantes passivos, ou seja, aquelas pessoas que não fumam, mas que convivem com pessoas que fazem uso do tabaco, podem desenvolver várias doenças, principalmente nos ambientes domiciliar e de trabalho. No mundo, mais de 1,2 milhão de pessoas morrem em decorrência do fumo passivo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), são oferecidos tratamentos integrais e gratuitos às pessoas que desejam parar de fumar por meio de medicamentos como adesivos, pastilhas, gomas de mascar (terapia de reposição de nicotina) e bupropiona, além do acompanhamento médico necessário para cada caso. Basta procurar atendimento em uma das mais de 48 mil Unidades Básicas de Saúde distribuídas em todo o Brasil, que fornecerão informações sobre locais e horários de tratamento em cada região.
Programa Nacional de Controle do Tabagismo

O Programa Nacional de Controle do Tabagismo tem como objetivo reduzir a prevalência de fumantes e, por consequência, a morbimortalidade relacionada ao consumo do tabaco e seus derivados no Brasil. As iniciativas sempre são focadas na prevenção à iniciação do tabagismo, principalmente entre adolescentes e jovens; promoção da cessação do ato de fumar; e proteção da população da exposição à fumaça do tabaco, com foco na redução do dano individual, social e ambiental do tabaco e seus derivados.

Além disso, a política é responsável por articular e integrar a rede de tratamento do tabagismo no Sistema Único de Saúde (SUS), as campanhas e outras ações educativas sobre prevenção e cessação do tabagismo e a promoção de ambientes livres de fumo.
Dia Mundial Sem Tabaco

O Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado anualmente em 31 de maio desde 1987, foi criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo. No Brasil, o INCA é o órgão responsável pela divulgação e elaboração do material técnico para subsidiar as comemorações em níveis federal, estadual e municipal.
Mais de 100 motivos para parar de fumar

A OMS listou mais de 100 razões para parar de fumar como forma de mobilizar, motivar, sensibilizar e encorajar os tabagistas a deixarem de fumar. A lista foi organizada por tema e traz vários elementos que reforçam e motivam a cessação do tabagismo, como esses:

=> Quando você usa produtos de tabaco e nicotina, coloca em risco a saúde de seus amigos e familiares - não apenas a sua.
=> Fumar cigarros eletrônicos perto de crianças compromete a saúde e a segurança delas.
=> O uso de tabaco traz consequências sociais negativas.
=> Fumar reduz sua fertilidade.
=> Todas as formas de tabaco são letais.
=> Produtos de tabaco aquecidos são prejudiciais à saúde.
=> Os cigarros eletrônicos são prejudiciais à saúde e não são seguros.
=> O uso de tabaco, principalmente o fumo, tira o fôlego.
=> Tabaco causa mais de 20 tipos de câncer.
=> Os fumantes têm maior probabilidade de perder a visão e a audição.
=> O uso de tabaco e nicotina prejudica seu bebê.
Após parar de fumar, os benefícios aparecem rápido, como:

=> Após 20 minutos, a pressão sanguínea e a pulsação voltam ao normal.
=> Após 2 horas, não há mais nicotina circulando no sangue.
=> Após 8 horas, o nível de oxigênio no sangue se normaliza.
=> Após 12 a 24 horas, os pulmões já funcionam melhor.
=> Após 2 dias, o olfato já percebe melhor os cheiros e o paladar já degusta melhor a comida.
=> Após 3 semanas, a respiração se torna mais fácil e a circulação melhora.
=> Após 1 ano, o risco de morte por infarto do miocárdio é reduzido à metade.
=> Após 10 anos, o risco de sofrer infarto será igual ao das pessoas que nunca fumaram.

Outras informações podem ser consultadas na Coordenação de Controle do Tabagismo na sua Secretaria Estadual de Saúde, por telefone, ou no Disque Saúde 136.

Gustavo Frasão
Ministério da Saúde
Categoria
Saúde e Vigilância Sanitária





Autor: Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Sítio Online da Publicação: Ministério da Saúde
Data: 31/05/2022
Publicação Original: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/maio/pare-de-fumar-tabagismo-pode-provocar-cancer-tuberculose-doencas-respiratorias-impotencia-e-infertilidade

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Brasil reduz em 38% o hábito de fumar em 14 anos

Fumar cigarro custa US$ 2,3 milhões ao longo da vida, diz estudo ...

A maioria da população não tem o tabagismo como hábito de vida. Dados inéditos do estudo Vigitel mostram que, em 2019, 9,8% da população entrevistada declarou que ainda é fumante

O número de brasileiros que mantém o hábito de fumar caiu 38% no período de 13 anos. É o que aponta dados inéditos do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel). Em 2019, 9,8% dos brasileiros afirmaram ter o hábito de fumar, enquanto que, em 2006, ano da primeira edição da pesquisa, esse índice era de 15,6%. A queda reforça a tendência nacional já observada nos anos anteriores. Por outro lado, o Vigitel 2019, divulgado na última semana pelo Ministério da Saúde, mostrou que o consumo abusivo de álcool apresentou alta.

A prevalência de fumantes é menor nas faixas extremas de idade: entre adultos com 18 a 24 anos (7,9%) e adultos com 65 anos e mais (7,8%). A prevalência do hábito de fumar diminui com o aumento da escolaridade, sendo de 6,7% entre aqueles com 12 anos e mais de escolaridade.


Já o consumo abusivo de álcool apresentou alta: em 2006 era de 15,7%, passando para 18,8%, em 2019. É considerado consumo abusivo a ingestão de 5 doses para homens e 4 doses para mulheres em uma única ocasião nos últimos 30 dias anteriores à data da pesquisa.

No ano passado, o consumo de álcool foi maior entre as mulheres mais jovens (23,0% na faixa de 18 a 24 anos) e menor entre as mais velhas (2,1% em adultos com 65 anos ou mais); mulheres mais escolarizadas apresentam a maior prevalência: 18,0% para aquelas que possuem 12 anos ou mais de escolaridade e 5,6% para aquelas com até 8 anos de estudo.

O Vigitel é uma pesquisa telefônica realizada com maiores de 18 anos, nas 26 capitais e no Distrito Federal, sobre diversos assuntos relacionados à saúde. O objetivo é conhecer a situação de saúde da população para orientar ações e programas que reduzam a ocorrência e a gravidade de doenças, melhorando a saúde da população.
Consequências do tabagismo

O tabagismo é a principal causa de câncer de pulmão, sendo responsável por mais de dois terços das mortes por essa doença no mundo. No Brasil, esse tipo de câncer é o segundo mais frequente. Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, mostram que 27.833 pessoas foram a óbito em 2017 devido a essa causa. Entretanto, as consequências dos cigarros não são apenas essas.

O número de mortes e internações é maior quando se considera que o tabagismo causa outras doenças. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), em 2015, as mortes com relação direta ao uso do tabaco foram: doenças cardíacas (34.999); doença pulmonar obstrutiva crônica – DPOC (31.120); outros cânceres (26.651); câncer de pulmão (23.762); tabagismo passivo (17.972); pneumonia (10.900) e por acidente vascular cerebral – AVC (10.812).

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza tratamento gratuito para dependentes da nicotina. Para saber mais, ligue para o telefone 136 e descubra em qual posto de saúde ou hospital de seu município esse auxílio está disponível.
Metodologia da pesquisa

No ano de 2019, foram realizadas 52.443 entrevistas com adultos residentes nas capitais e no Distrito Federal, com duração média de, aproximadamente, 12 minutos, variando entre 4 e 58 minutos. Foram avaliados os indicadores de hipertensão arterial e diabetes, excesso de peso e obesidade, consumo abusivo de álcool, fumantes, consumo alimentar e atividade física.

Foram entrevistadas pessoas com 18 anos ou mais, residentes em domicílios com, pelo menos, uma linha de telefone fixo. Anualmente, estima-se um número amostral mínimo de duas mil entrevistas telefônicas para cada capital e o Distrito Federal e foram realizadas entre os meses de janeiro e dezembro de 2019.


Da Agência Saúde, com informações do Nucom SVS
Atendimento à imprensa
(61) 3315- 3580 / 2745

Autor: Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Sítio Online da Publicação: Ministério da Saúde
Data: 27/04/2020
Publicação Original: 
https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/46785-brasil-reduz-em-38-o-habito-de-fumar-em-14-anos