quarta-feira, 26 de junho de 2024

Fiocruz e Echoenergia firmam contrato para fornecimento de energia renovável



Dez unidades da Fundação, em cinco estados mais o Distrito Federal, serão abastecidas com energia elétrica proveniente das usinas da Echoenergia (foto: Peter Ilicciev)

 

"Adotaremos energia 100% renovável, com fonte rastreável, em dez unidades da nossa instituição. Trata-se de um caminho irreversível na busca de uma matriz energética condizente com nossa preocupação com o meio ambiente. Além de promovermos uma gestão ambientalmente mais responsável, esta iniciativa proporcionará uma economia superior a 60 milhões de reais anuais o que significa mais recursos para nossas atividades finalísticas”, destaca o presidente da Fiocruz, Mario Moreira. Além da economia gerada pelo fornecimento aproximado de 320 GWh de energia renovável até dezembro de 2025, 48 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2) deixarão de ser emitidos por ano ao meio ambiente.

A iniciativa se tornou uma estratégia planejada da instituição para economizar na fatura de energia elétrica dos seus campi, de maneira simples e sustentável. Além disso, o uso de energia renovável está alinhado diretamente aos compromissos institucionais da Fundação perante a sociedade e ao meio ambiente, e aos objetivos de desenvolvimento sustentável da Agenda 2030 e do plano de logística sustentável do Governo Federal. O contrato inclui ainda a emissão de certificados I-RECs para garantir a rastreabilidade renovável de todo o volume de energia da Fiocruz durante a vigência do contrato.

"Este projeto é um marco inovador por diversas razões, mas principalmente na demonstração que a Administração Pública tem rompido paradigmas adotando soluções modernas e eficientes. Energia 100% renovável, rastreável e com resultados econômicos expressivos, uma potente expressão de uso racional do recurso público", ressalta a coordenadora-geral de infraestrutura da Fiocruz, Ana Beatriz Alves Cuzzatti. "Esta ação simboliza uma nova era para a nossa instituição, onde a eficiência energética, a inovação e a responsabilidade ambiental caminham lado a lado”.

A transição demonstra ainda o compromisso da Fundação com a inovação e a adaptação às mudanças do mercado. "Estamos entusiasmados com esse passo significativo em direção a um futuro mais sustentável e eficiente em termos energéticos. Garantimos uma fonte de energia mais confiável e econômica para nossas operações, mas também reafirmando nosso compromisso com a redução das emissões de carbono e a proteção do meio ambiente”, ressalta o coordenador do projeto na Fiocruz, Bruno Amorim. 

Mercado Livre de Energia 

O Mercado Livre de Energia é um ambiente que permite que clientes negociem diretamente a compra da sua energia com geradores e permaneçam com a distribuidora local, como prestadora do serviço de distribuição e entrega física da energia. Uma das principais vantagens é a redução de custos, que pode chegar até 40% da conta de energia elétrica além dos impactos diretos relacionados à sustentabilidade que cada vez mais é relevante para todas as empresas brasileiras.



Autor: Fiocruz 
Fonte: Fiocruz 
Sítio Online da Publicação: Fiocruz 
Data: 25/06/2024

sexta-feira, 21 de junho de 2024

Pesquisadores refugiados contribuem para o desenvolvimento da C&T fluminense


capacidade de se tornar influente e reconhecido no mundo.


As aplicações bioativas do resíduo da filetagem de peixes, especialmente, a pele de tilápias, foi alvo de estudo do bolsista e refugiado sírio Siraj Salman Mohammad (Foto: Divulgação)
"Fiquei muito surpreso e fortemente impressionado ao saber que o Brasil já está desenvolvendo tecnologias de bioimpressão originais e únicas para a produção de alimentos cultivados em escala industrial. É uma revolução na agricultura", disse o pesquisador russo. A sua pesquisa é na área de bioimpressão 3D de cartilagem humana. Com o grupo do Inmetro, Mironov já produziu três artigos científicos. E espera, em breve, apresentar mais dois. Um dos artigos publicados é sobre o uso de blocos de construção de órgãos em bioimpressão e um dos que ainda será publicado trata da bioimpressão in situ de cartilagem usando esferoides de tecido (condrosferas) como blocos de construção. "Estamos ainda escrevendo uma revisão conjunta sobre o uso de osteo esferoides como blocos de construção para engenharia de tecido ósseo. Nosso conceito original de usar esferoides de tecido como blocos de construção tornou-se popular e, com isso, eu e a professora Leandra Baptista fomos convidados para atuar como editores da edição especial do 'International Journal of Bioprinting'".

Cientistas sírios – As aplicações bioativas do resíduo da filetagem de peixes, especialmente, a pele de tilápias, foi alvo de estudo do bolsista sírio Siraj Salman Mohammad. Orientado pelo professor José Lucena Barbosa Júnior, da UFRRJ, ele analisa os efeitos antimicrobiano e anti-inflamatórios in vitro e in vivo. "O produto obtido apresentou 130% do efeito anti-inflamatório do medicamento disponível. Ou seja, 30% acima do produto comercial. Isso tudo a partir de um resíduo", ressalta Lucena. 

Mohammad destaca a multidisciplinaridade do estudo, que reúne áreas como biologia, tecnologia, química e alimentos. E Lucena complementa que o trabalho foi realizado em parceria com uma empresa de venda de tilápias em Mangaratiba, município a 85 quilômetros da capital na região Sul Fluminense, e que já está expandindo as aplicações para um shot – bebida em dose única, funcional e bioativa. Siraj Mohammad se diz extremamente satisfeito com a oportunidade que a bolsa lhe trouxe e a cooperação entre os cientistas brasileiros. "Junto com a equipe, conseguimos vários resultados bem interessantes e continuo com os experimentos para testes de cicatrização de queimaduras em animais de laboratório, usando os peptídeos biológicos, oriundos da pele da tilápia", esclarece.


Autor: FAPERJ 
Fonte: FAPERJ 
Sítio Online da Publicação: FAPERJ 
Data: 20/06/2024
Publicação Original: https://www.faperj.br/?id=572.7.3

FAPERJ participa do 64º Fórum Nacional do Confap, em Vitória


Aragão anunciou ainda que, em 2024, haverá nova edição do programa Centelha, com orçamento estimado de R$ 124 milhões. O Centelha é uma iniciativa promovida pelo MCTI e pela Finep, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Confap e a Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi), e executado nos estados por meio das FAPs, para incentivar novas empresas de base tecnológica. “Contamos com mais essa parceria das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa, para este e outros programas”, completou.

O presidente do Confap, Odir Dellagostin, destacou a importância do fórum como lugar de debates estratégicos. “Esse encontro nos fortalece. As FAPs e o seu conjunto, por meio do Confap, são um importante pilar para o fomento à C,T&I em nosso País. Em 2023, foram quase R$ 4 bilhões investidos pelas FAPs. No ano da pandemia, 2020, foram R$ 2,77 bilhões, montante fundamental para a sobrevivência do Sistema Nacional de C,T&I nesse período”, apontou Dellagostin, que também ocupa a presidência da Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio Grande do Sul (Fapergs). “Na modalidade de Auxílio à Pesquisa, que envolve a compra de insumos e equipamentos, as FAPs contribuíram, em 2023, com mais do que o CNPq e a Capes (a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Elas investiram um total de R$ 2,18 bilhões, dos quase R$ 4 bilhões totais”, detalhou.

O diretor da Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes), Rodrigo Varejão, avaliou o evento como uma oportunidade para expandir as redes de contatos dos pesquisadores e empreendedores capixabas. “O Fórum tem papel fundamental para calibrar as ações do Governo Federal. Para que suas ações cheguem à ponta, na forma de editais e de ações concretas para a população dos estados, é preciso estabelecer diálogo e parcerias com as FAPs. Por outro lado, nós, capixabas, precisamos expandir nossas parcerias e internacionalizar nossos projetos, e contamos com o apoio do Confap nesse sentido”, refletiu Varejão, lembrando que a Fapes está completando 20 anos de existência.


Autor: FAPERJ 
Fonte: FAPERJ 
Sítio Online da Publicação: FAPERJ 
Data: 20/06/2024
Publicação Original: https://www.faperj.br/?id=574.7.6