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segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Fundação lança dois editais específicos para a Uezo

A Fundação divulgou nesta quinta-feira, 25 de outubro, o lançamento de dois editais destinados exclusivamente ao Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (Uezo), localizado no bairro de Campo Grande, um importante polo industrial do município do Rio de Janeiro. São eles: Programa de Incentivo Docente à Produção Científica e Tecnológica da UEZO - PROTEC UEZO – 2018 e Programa de Incentivo Discente à Produção Científica e Tecnológica da UEZO - PRODIC UEZO – 2018.

No Programa de Incentivo Docente à Produção Científica e Tecnológica da UEZO - PROTEC UEZO 2018, o objetivo é valorizar a produção científica, tecnológica e inovação, mediante a concessão de bolsas auxílio para os docentes da Uezo. As bolsas destinam-se a apoiar docentes de reconhecida liderança em sua área, com vínculo empregatício exclusivamente com a Uezo, visando incentivar a produção científica e tecnológica na instituição. Serão disponibilizadas 30 vagas. A bolsa terá duração de 12 meses, podendo ser prorrogada até duas vezes por igual período. Para concorrer, será preciso submeter propostas até o dia 23 de novembro.

Os discentes da Uezo poderão concorrer no Programa de Incentivo Discente à Produção Científica e Tecnológica da UEZO - PRODIC UEZO 2018. Esse programa visa contribuir para a formação dos graduandos da Uezo, incentivando as vocações científicas, tecnológicas e de inovação dos mesmos, através do pagamento de bolsas para a participação desses alunos em projetos de iniciação científica e tecnológica, sob a orientação de docentes pesquisadores da instituição. Serão oferecidas 30 vagas para o programa, sendo que 20 vagas para iniciação científica e 10 vagas para iniciação tecnológica. A bolsa terá duração de 12 meses, podendo ser renovada por igual período. Para concorrer, será preciso submeter propostas até o dia 23 de novembro.

A Uezo teve origem em 2005, como um curso técnico da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) do Rio de Janeiro, para atender demandas das empresas sediadas na Zona Oeste da cidade. Em 2009, por meio da Lei Estadual 5.380, o curso ganhou um projeto mais amplo, transformando-se em centro universitário. A meta da instituição é o de formar profissionais com nível superior para atender à demanda do parque industrial fluminense, integrando, por meio da pesquisa aplicada, o trabalho acadêmico à inovação tecnológica. Ao todo, a Uezo oferece cursos de graduação, incluindo os de tecnólogo, e os cursos de mestrado profissional em Ciência e Tecnologia de Materiais e o de Ciência e Tecnologia Ambiental, criados a partir das demandas para o desenvolvimento da Zona Oeste. Dentre os cursos de tecnólogos, que possuem duração de três anos, estão os de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Tecnologia em Biotecnologia, Tecnologia em Processos Metalúrgicos, Tecnologia em Polímeros, Tecnologia em Construção Naval e Tecnologia em Produção de Fármacos. Os cursos de graduação plena, com duração de quatro anos, incluem os de Ciência da Computação, Ciências Biológicas, Farmácia e Engenharia de Produção.

Confira a íntegra dos editais:

Programa de Incentivo Docente à Produção Científica e Tecnológica da UEZO - PROTEC UEZO – 2018

Programa de Incentivo Discente à Produção Científica e Tecnológica da UEZO - PRODIC UEZO – 2018







Autor: Faperj
Fonte: Faperj
Sítio Online da Publicação: Faperj
Data: 25/10/2018
Publicação Original: http://www.faperj.br/?id=3650.2.0

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

FAPERJ divulga o resultado dos programas Cientista e Jovem Cientista do Nosso Estado 2018

Reconhecendo o alto nível das propostas, a Diretoria Científica da FAPERJ divulgou nesta quinta-feira, 13 de setembro, o resultado dos programas Cientista do Nosso Estado – CNE (Edital Nº 03/2018) e Jovem Cientista do Nosso Estado – JCNE (Edital Nº 04/2018) – 2018. No CNE, foram concedidas 169 bolsas, de um total de 467 solicitações. Já no programa JCNE, foram concedidas 111 bolsas, de um total de 474 solicitações. Ao todo, 28 instituições de ensino e pesquisa sediadas no estado do Rio de Janeiro foram beneficiadas.

Cientista do Nosso Estado

Os 169 contemplados com as bolsas do programa CNE são, em sua maioria, da Universidade Federal do Rio Janeiro (UFRJ), que teve 73 propostas aprovadas; seguida pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), com 23; pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com 18; Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com 16; e Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), com 10. A Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf) teve cinco projetos aprovados, seguida pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), com quatro; pela Universidade Estácio de Sá (Unesa), com três; pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Instituto de Pesquisas do Jardim Botânico de Rio de Janeiro (IPJBRJ), Instituto Militar de Engenharia (IME) e Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) – todos com duas propostas aprovadas, cada; e pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), Centro Nacional de Pesquisa de Agrobiologia (Embrapa Agro), Universidade Salgado de Oliveira (Universo), Instituto Nacional de Cardiologia (INC), Instituto D´or de Pesquisa e Ensino, Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet) e Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM) – todos com uma proposta aprovada, cada.

Dentre as grandes áreas do conhecimento contempladas com bolsas CNE, a distribuição se deu da seguinte forma: Ciências Biológicas (54); Ciências Exatas e da Terra (29); Engenharias (27); Ciências Humanas (23); Ciências da Saúde (16); Ciências Agrárias (11); Ciências Sociais Aplicadas (6); e Linguística, Letras e Artes (3).

Jovem Cientista do Nosso Estado

Já entre os 111 contemplados com as bolsas do programa JCNE, o maior número de beneficiados teve origem na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com 27, seguido pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), com 22, e pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com 21. Também compõem a lista de contemplados a Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), com 13 projetos contemplados; a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), com seis; a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com cinco; a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), com três; o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ), com dois projetos, cada; e a Centro Universitário Augusto Motta (Unisuam), a Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Centro Nacional de Pesquisa de Agrobiologia (Embrapa Agro), a Universidade do Grande Rio (Unigranrio), a Universidade Católica de Petrópolis (UCP),a Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ), o Instituto Nacional de Metrologia Qualidade e Tecnologia (Inmetro), a Universidade Veiga de Almeida (UVA) e o Observatório Nacional (ON) – todos com um projeto selecionado, cada.

A distribuição entre as grandes áreas do conhecimento contempladas com bolsas JCNE se deu na seguinte ordem: Ciências Biológicas (24); Ciências Exatas e da Terra (23); Ciências Humanas (19); Ciências da Saúde (16); Engenharias (12); Ciências Agrárias e Ciências Sociais Aplicadas (empatados com 6, cada); Linguística, Letras e Artes (3); e Outros (2).

Os programas CNE e JCNE destinam-se a apoiar, por meio de concorrência, projetos coordenados por pesquisadores de reconhecida liderança em sua área, com vínculo empregatício em instituições de ensino e pesquisa sediadas no estado do Rio de Janeiro. “O julgamento destes dois editais mostrou que há um grande número de cientistas já estabelecidos e jovens em nosso estado e, por isso, a decisão final foi, muitas vezes, difícil. Por esta razão, a FAPERJ optou por reservar um pequeno número de bolsas, em cada edital, para possíveis recursos”, explicou a diretora Científica da Fundação, Eliete Bouskela. “A Diretoria Científica parabeniza todos os cientistas que concorreram e espera que cada um continue trabalhando e produzindo cientificamente”, acrescentou.

As propostas selecionadas receberão recursos mensais por 36 meses, visando prover apoio para o desenvolvimento de seus projetos de pesquisa. Os candidatos dos projetos aprovados deverão aguardar comunicação da Fundação, por correio eletrônico, para retirarem seus termos de outorga na FAPERJ.

Os pedidos de recurso para os editais Jovem Cientista do Nosso Estado 2018 e Cientistas do Nosso Estado 2018 deverão ser encaminhados para os e-mails jcne2018@faperj.br e cne2018@faperj.br respectivamente.

Confira a lista de contemplados no programa Cientista do Nosso Estado (CNE) – 2018

Confira a lista dos contemplados no programa Jovem Cientista do Nosso Estado (JCNE) – 2018




Autor: FAPERJ
Fonte: FAPERJ
Sítio Online da Publicação: FAPERJ
Data: 13/09/2018
Publicação Original: http://www.faperj.br/?id=3628.2.4

terça-feira, 17 de abril de 2018

Cientistas desenvolvem por acaso enzima devoradora de plástico



Mais de 8 milhões de plásitcos são descartados todos os anos nos oceanos (Foto: H. Hach/Pixabay)

Cientistas britânicos e americanos produziram acidentalmente uma enzima devoradora de plástico que poderia, eventualmente, ajudar a resolver o problema crescente da poluição gerada por este material, revelou um estudo publicado na segunda-feira (16), do qual participaram pesquisadores da Unicamp.

Mais de oito milhões de toneladas de plásticos são descartadas nos oceanos do mundo todos os anos e há uma preocupação crescente com as consequências contaminantes deste produto derivado do petróleo para a saúde humana e o meio ambiente.

Apesar dos esforços de reciclagem, a maior parte dos plásticos permanece por centenas de anos no meio ambiente, e por isso cientistas buscam melhores formas de eliminá-lo.

Pesquisadores da Universidade de Portsmouth e do Laboratório de Energias Renováveis do Departamento de Energia dos Estados Unidos decidiram se concentrar em uma bactéria encontrada na natureza, descoberta no Japão há alguns anos.

Cientistas japoneses acreditam que a bactéria tenha evoluído recentemente em um centro de reciclagem de rejeitos, uma vez que o plástico não existia até os anos 1940.

Conhecida como Ideonella sakaiensis, ela parece se alimentar exclusivamente de um tipo de plástico conhecido como polietileno tereftalato (PET), usado amplamente em garrafas plásticas.


Uma mutação útil


O objetivo dos cientistas era compreender o funcionamento de uma destas enzimas - denominada PETase ao compreender sua estrutura.



"Mas eles acabaram dando um passo à frente e desenvolveram acidentalmente uma enzima ainda mais eficiente em decompor plásticos PET", destacou o estudo, publicado no periódico científico americano Proceedings of the National Academy of Sciences.



Usando um raio-X superpotente, eles conseguiram produzir um modelo tridimensional em altíssima resolução da enzima.

Empregando a modelagem de computador, cientistas da Unicamp e da Universidade da Flórida descobriram que a PETase era similar a outra enzima, a cutinase, encontrada em fungos e bactérias.

Uma parte da PETase, no entanto, era um pouco diferente e cientistas supuseram que esta era a parte que permitia a degradação do plástico.

Eles, então, submeteram à mutação o local ativo da PETase para fazê-la se parecer mais com a cutinase e descobriram de forma inesperada que a enzima mutante era mais eficiente do que a PETase natural em decompor o PET.



Plásticos ficam por centenas de anos no ambiente sem desintegrar (Foto: Andrew Martin/Pixabay)

Os pesquisadores afirmam estar trabalhando agora em melhorias desta enzima, na esperança de eventualmente permitir seu uso industrial na decomposição de plásticos.

"A sorte frequentemente desempenha um papel significativo na pesquisa científica de base, e nossa descoberta não é uma exceção", afirmou um dos autores do estudo, John McGeehan, professor da escola de Ciências Biológicas de Portsmouth.


"Embora o aperfeiçoamento seja modesto, esta descoberta inesperada sugere que há espaço para mais melhorias destas enzimas, aproximando-nos de uma solução de reciclagem para a crescente montanha de plásticos descartados", acrescentou.


Autor: G1 Globo
Fonte: G1 Globo
Sítio Online da Publicação: G1 Globo
Data de Publicação: 16/04/2018
Publicação Original: https://g1.globo.com/natureza/noticia/cientistas-desenvolvem-por-acaso-enzima-devoradora-de-plastico.ghtml