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terça-feira, 31 de agosto de 2021

XIII Simpósio de Enfermagem em Terapia Intensiva da UERJ – online e gratuito. Inscreva-se!





O Programa de Enfermagem em Terapia Intensiva, Especialização Lato Sensu na Modalidade Residência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, realiza o XIII Simpósio de Enfermagem em Terapia Intensiva. O evento, intitulado “Ventilação mecânica e suas interfaces com o Trabalho de Enfermagem”, será gratuito e ocorrerá nos dias 01 e 02 de setembro de 2021, às 15h, por via remota. Para participar, a inscrição deve ser feita através do link: https://www.even3.com.br/simpti2021/



sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Enfermagem é tema da revista Ciência & Saúde Coletiva

Sistemas de Saúde e Enfermagem: contexto nacional e internacional é o tema da revista Ciência & Saúde Coletiva de janeiro de 2020. As pesquisadoras da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), Maria Helena Machado e Mônica Carvalho de Mesquita Werner Wermelinger, entre outros pesquisadores, assinam o editorial da edição. O destaque dos artigos são os desafios e a importância da profissão no SUS, formação e gestão da educação, mercado de trabalho e relações de trabalho, sistemas de saúde e práticas da enfermagem no mundo.

Os autores do editorial consideram que a acelerada evolução no mundo do trabalho presenciou, ao final do século XX, o nascer de uma nova ordem, traduzida em rápidas e constantes mudanças na sociedade e no trabalho, a adoção de diferentes práticas de produção, comercialização e consumo de bens e serviços, maior competição e interdependência entre os sujeitos, instituições e nações. “Tais mudanças, influenciaram os sistemas de saúde e as profissões pelo determinismo tecnológico e a aquisição de novas práticas e saberes demandadas pelo mercado de trabalho, sobretudo, pela inversão epidemiológica e da pirâmide etária.”

Segundo os autores, no campo das relações de trabalho ocorrem severas repercussões no ofício das profissões: mudam a estrutura de poder, das instituições e se instala um novo modus operandis. Nesse contexto, afirmam que a saúde e seus trabalhadores vêm experimentando transformações no seu arquétipo. “Além dos ajustes oriundos das mudanças tecnológicas, esse cenário tem provocado mudanças na definição do que seja uma profissão e sua utilidade social”. A enfermagem como profissão nuclear da saúde tem vivenciado esse fenômeno no cotidiano do trabalho, impondo mudanças no seu arquétipo e no construto sociológico de sua essencialidade na prestação da assistência e do cuidado à população.

Para os pesquisadores, o Brasil, com um sistema de saúde baseado nos princípios da universalidade, da integralidade e da equidade, busca fortalecer e garantir o acesso da população às ações e serviços de saúde. Este cenário de transformações sociais, econômicas, políticas, geográficas e culturais, em que as profissões se fortalecem ou deixam transparecer suas fragilidades, reforça a relevância e o caráter estratégico de pesquisas que visem identificar e acompanhar os processos sociológicos gestados no seu interior.

Nesse complexo panorama sócio-político-econômico, a Fiocruz, em parceria com o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), realizou a pesquisa Perfil da Enfermagem no Brasil. O estudo teve por objetivo analisar e construir o seu perfil, visando conhecer sua dinâmica, condições de trabalho, emprego e formação, desde seus aspectos econômicos, sociais, até os aspectos éticos e políticos da corporação. De acordo com os pesquisadores, os resultados comprovam, por exemplo, forte desgaste dos trabalhadores, adoecimento, baixos salários e saturação do mercado de trabalho.

No artigo Sistema de Saúde e Trabalho: desafios para a enfermagem no Brasil, os autores debatem a importância da profissão para o Sistema Único de Saúde, considerando que ela está presente em todas as estruturas organizacionais de saúde, nas 27 unidades da Federação e em todos os municípios do país, essencial, portanto, para a prestação de uma assistência de qualidade. Apesar disso, a profissão enfrenta muitos desafios, quer no campo da formação e do mercado de trabalho, que necessitam ser enfrentados, visando a valorização desses profissionais que apesar de todas as dificuldades a que estão submetidos, são comprometidos com a saúde da população brasileira.

Mapeando a formação do enfermeiro no Brasil: desafios para atuação em cenários complexos e globalizados é um artigo que discorre sobre a formação profissional, implicações da expansão das instituições de ensino superior e a distribuição dessas no Brasil. Considera os resultados da pesquisa Perfil da Enfermagem no Brasil, realizada com 35.916 profissionais em 2013. A análise que caracteriza a trajetória da graduação em enfermagem neste artigo estrutura-se em três dimensões: a expansão da formação do enfermeiro na graduação e pós-graduação; o boom de escolas de enfermagem e a relação público x privado; e a distribuição territorial do profissional. O crescimento de instituições de ensino em enfermagem implica em uma formação exponencial, com predomínio de escolas privadas na graduação e na pós-graduação. Os cursos buscam alinhar-se às mudanças na saúde e sociedade, mas urge equalizar as assimetrias territoriais entre as instituições formadoras na graduação e pós-graduação, a superconcentração e vazios assistenciais decorrentes da insuficiência de enfermeiros por habitantes, bem como qualificar o enfermeiro para o exercício profissional ante as transformações globais.

A formação do técnico em enfermagem: perfil de qualificação, artigo que explora três aspectos relevantes da formação profissional a partir dos resultados encontrados na pesquisa Perfil da Enfermagem no Brasil: o nível de escolaridade/qualificação; a distribuição geográfica e a participação governamental na consolidação do quadro atual. Trata-se de um estudo analítico baseado na interpretação de indicadores definidos pelo Coeficiente de Assimetria de Pearson. O estudo utiliza o banco de dados gerado pela pesquisa, além de dados do MEC/Inep e do IBGE. Os resultados alcançados estabelecem relações entre as características de formação, distribuição de A&TE em todos os estados brasileiros com o fenômeno da superqualificação, além de evidenciar um aparente descolamento da rede federal de educação com a real demanda por técnicos de enfermagem no país.

Em Mercado de trabalho e processos regulatórios – a Enfermagem no Brasil, os autores fazem uma análise do mercado de trabalho dos profissionais partir dos dados obtidos através da pesquisa Perfil da Enfermagem no Brasi, evidenciando que uma parcela significativa desses trabalhadores, a maioria auxiliares e técnicos de enfermagem, vivem em condições precárias de sobrevivência, com precarização, multiempregos e a insegurança no ambiente de trabalho cada vez mais frequentes, o que os impede de exercerem com dignidade suas atividades laborais. Analisa também o processo de regulação da enfermagem, tendo como referencial a sociologia das profissões a partir da criação do Sistema Conselho Federal/Conselhos Regionais de Enfermagem na década de 1970, quando a categoria passou a ter autonomia da autorregulação, sendo que na atualidade, a profissão demonstra possuir um marco legal robusto e altamente regulador, considerando o quantitativo de resoluções emitidas pelo Cofen que impactam o exercício profissional. O artigo aponta como sendo essencial que o Estado desenvolva e aprimore as políticas de gestão do trabalho e de regulação, de modo a contribuir para a superação dos problemas enfrentados pela Enfermagem.

O artigo Ética organizacional em ambientes de saúde teve como objetivo reforçar a importância da ética organizacional para as organizações de saúde. Como primeiro passo, distingue-se a ética organizacional de outras áreas da ética aplicada as quais são mobilizadas por questões éticas relacionadas à saúde. Em seguida, são apresentados os objetos de estudo e de intervenção que a caracterizam. Finalmente, o artigo enfoca alguns elementos centrais de uma abordagem ética organizacional particularmente rica e relevante.

Acesse a edição!




Autor: Ciência & Saúde Coletiva
Fonte: Fiocruz
Sítio Online da Publicação: Fiocruz
Data: 24/01/2020
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/noticia/enfermagem-e-tema-da-revista-ciencia-saude-coletiva

terça-feira, 13 de agosto de 2019

SMS de Porto Alegre implanta protocolos de Enfermagem para a Saúde da Criança, da Mulher e para infecções sexualmente transmissíveis




A implantação dos novos protocolos de Enfermagem visam ampliar o acesso dos cidadãos aos serviços de Atenção Primária à Saúde. Os Protocolos de Enfermagem na Saúde da Criança, para a Saúde da Mulher (rastreamento de neoplasias como cânceres de mama, colo de útero e intestino) e para infecções sexualmente transmissíveis começaram a vigorar este ano. A iniciativa faz parte da reformulação do Protocolo Geral de Enfermagem – em vigor desde 2002 no município – que se tornou defasado diante da realidade dos serviços de saúde. Os documentos passaram pela aprovação do Conselho Regional de Enfermagem (Coren-RS).

A iniciativa visa a atualizar as práticas de enfermagem, conforme os últimos avanços disponíveis na literatura científica. Sobretudo, a reformulação atende às normas do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), que exige protocolos municipais ou institucionais que validem algumas práticas dos enfermeiros, como a prescrição de medicamentos e solicitação de exames, por exemplo.

O processo de elaboração, validação e implantação do Protocolo é coordenado pelo Instituto Municipal de Saúde da Família (IMESF), fundação pública de direito privado responsável pela contratação dos profissionais celetistas que atuam na saúde da família em Porto Alegre. O Instituto trabalha em cogestão com a Secretaria Municipal de Saúde.

Saúde da Criança
O Protocolo de Enfermagem na Saúde da Criança traz orientações quanto a condutas que os enfermeiros devem seguir nas consultas de enfermagem, tanto por demanda espontânea quanto programada. A coordenadora da unidade de saúde Santa Tereza, localizada na periferia de Porto Alegre, Jéssica de Lima, conta que os enfermeiros representam o primeiro contato dos cidadãos com a Atenção Primária à Saúde. “O usuário de saúde, quando vem no serviço, muitas vezes está à procura de um profissional médico. Mas, na Atenção Primária, o profissional que ele vai encontrar vai ser o enfermeiro, o agente comunitário de saúde e, posteriormente, o médico. Grande parte das demandas imediatas das unidades, quem atende são os enfermeiros. Por exemplo, febre, diarreia, problemas de pele, muitas destas ocorrências são atendidas pelos enfermeiros”, comenta a enfermeira especializada em saúde da família.
Segundo Jéssica, há casos em que os usuários precisam retornar para a sala de espera, ou agendar uma consulta médica, para obter a prescrição do medicamento ou a solicitação de exame, o que sobrecarrega o serviço e atrasa a resolução do problema. Ao definir as situações em que os enfermeiros poderão tomar iniciativas, como a prescrição de antibióticos, o novo Protocolo vai oferecer um respaldo legal e ético para a atuação dos profissionais. “Vamos ter mais segurança, e os usuários também. O objetivo é melhorar as práticas de cuidado e as práticas humanizadas. Com a implantação do Protocolo, a gente pretende respaldar o profissional de enfermagem, para que consiga trabalhar de forma segura e para que transmita essa segurança ao usuário”, ressalta Jéssica.
Um dos resultados esperados com a implantação do novo Protocolo é o aumento no acesso aos serviços de saúde.


Autor: Portal da Inovação na Gestão do SUS
Fonte: Portal da Inovação na Gestão do SUS
Sítio Online da Publicação: Apsredes 
Data: 23/07/2019 
Publicação Original: https://apsredes.org/porto-alegre-implanta-protocolos-de-enfermagem-para-a-saude-da-crianca-da-mulher-e-para-infeccoes-sexualmente-transmissiveis/

sexta-feira, 8 de março de 2019

Conheça 7 mulheres que fizeram história na Medicina e Enfermagem



Neste dia 8 de março comemoramos o Dia Internacional da Mulher, criada para conscientizar para a igualdade entre os gêneros. Aproveitamos esta data especial para resgatar as 7 personalidades femininas que ajudaram a moldar o cenário atual da medicina ou da enfermagem. Confira:
7. Elizabeth Blackwell

Elizabeth Blackwell nasceu em 1821, na Inglaterra. Ela desafiou a sociedade do fim dos século XIX ao ser a primeira mulher a ingressar em uma faculdade de Medicina. Em 1847, após ser recusada 12 vezes pela universidade Geneva Medical College, conseguiu ser admitida na instituição de ensino e, em 1849, entrou para a História ao ser a primeira médica do mundo.
6. Gerty Cori

Gerty Cori nasceu em Praga, na República Tcheca, em 1896. Radicada nos Estados Unidos, Cori foi a primeira mulher a receber o prêmio Nobel de Medicina, em 1947, por causa de seus estudos e descobertas que ampliaram o entendimento sobre diabetes.

5. Rita Lobato Velho Lopes

No Brasil, as mulheres também fizeram História no mundo da Saúde. Rita Lobato nasceu no Rio Grande do Sul em 1866. Apesar do preconceito, Lobato se tornou a primeira médica brasileira, em 1887, ao defender a tese “Paralelo entre os métodos preconizados na operação cesariana”.
4. Gertrude Elion

Gertrude Elion foi uma bioquímica americana que ganhou um Prêmio Nobel de Medicina em 1988 por desenvolver medicamentos cruciais para o tratamento da leucemia. No decorrer do seu trabalho, Elion descobriu importantes princípios da quimioterapia.
3. Françoise Barré-Sinoussi

Françoise Barré-Sinoussi é uma virologista francesa que descobriu a existência do HIV. Em 1983, Barré-Sinoussi publicou na revista Science a descrição completa do vírus da imunodeficiência adquirida quando, até então, a doença ainda não havia se tornado uma epidemia. O reconhecimento chegou em 2008 com o Prêmio Nobel de Medicina.
2. Ana Néri

Anna Justina Ferreira Néri nasceu na Bahia em 1814. Considerada a pioneira da enfermagem no Brasil, Nery prestou assistência na Guerra do Paraguai, em 1865, sendo considerada a primeira enfermeira do país. Em 1923, a primeira escola de enfermagem do Brasil recebeu o nome de Ana Néri.
1- Florence Nightingale

Florence Nightingale nasceu na Itália em 1820 e se radicou na Inglaterra. Nightingale chamou atenção ao servir na Guerra da Crimeia, que ocorreu entre 1853 e 1856 n sul da Rússia, onde atendeu os soldados feridos durante a batalha. Em 1859, ela fundou a primeira Escola de Enfermagem, no hospital Saint Thomas, em Londres.



Autor: Roberto Caligari
Fonte: PedMed
Sítio Online da Publicação: PedMed
Data: 08/02/2019
Publicação Original: https://pebmed.com.br/conheca-7-mulheres-que-fizeram-historia-na-medicina-e-enfermagem/

segunda-feira, 4 de junho de 2018

SEGURANÇA DO PACIENTE: A EXCELÊNCIA NA QUALIDADE SOB A ÓTICA DA ENFERMAGEM.

A segurança do paciente é um dos componentes críticos da qualidade do cuidado em saúde. Como as organizações de saúde estão em processo contínuo de aprimoramento, existe o reconhecimento de que é importante estabelecer uma cultura de segurança e, para isso, é imprescindível o entendimento de valores, crenças e normas. O objetivo deste estudo foi descrever e conhecer o processo de segurança do paciente no que tange a qualidade da assistência em saúde.

A metodologia utilizada foi uma pesquisa de revisão bibliográfica em base de dados, realizada em janeiro de 2015, em periódicos, por meio da consulta de bases de dados eletrônicas, artigos na íntegra e resumos disponíveis. Dessa forma, foram os artigos encontrados nas bases de dados de 2010 á 2014 em língua portuguesa, inglesa e espanhola e após leitura e seleção, totalizaram 20 artigos e resumos para análise. Muito tem-se apontado de situações que colocam em risco à saúde do paciente.

Quedas, queimaduras, úlcera de pressão, trauma em algum procedimento, infecção hospitalar e principalmente os erros de medicações podem ser apontados como fatores que colocam em risco a vida do paciente. Logo, a assistência à saúde está cada vez mais complexa, fragmentada e não segura.

O compromisso e o empenho de profissionais individuais são atitudes imprescindíveis. Além disso, as instituições de saúde necessitam despender esforços para superar a cultura tradicional da culpa e castigo, e incentivar uma cultura do relato e do aprendizado com os erros.

Por isso, é necessário que haja um ambiente de cooperação mútua entre as lideranças administrativas, médicas e para que possam, juntas, superar as dificuldade e limitações e criar condições para que haja uma segurança adequada ao paciente.


Autor: DÉBORA DOS SANTOS FLEGELER CÔCO
Fonte: CCIH MED
Sítio Online da Publicação: CCIH MED
Data de Publicação: 23/04/2018
Publicação Original: http://www.ccih.med.br/seguranca-do-paciente-a-excelencia-na-qualidade-sob-a-otica-da-enfermagem/