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quarta-feira, 2 de novembro de 2022

Uerj e Motim promovem oficina de arte

O Programa de Pós-Graduação em Artes da Uerj (PPGArtes) e o grupo Mito, Rito e Cartografias Feministas nas Artes (Motim) realizam, no dia 1º de novembro, a oficina “Práticas do Zanzar: um estudo metodológico sobre formação em arte através da realização de jogos psicogeográficos e topofílicos”. A atividade é vinculada à pesquisa de doutorado “Ofélia à deriva: uma prática artístico-pedagógica que zanza” e ocorrerá no Instituto de Artes, localizado no 11º andar do campus Maracanã, das 10h às 18h.



A oficina será ministrada pela artista, pesquisadora e professora Gabriela Tarouco Tavares, que desenvolveu a tese sob orientação da professora Luciana Lyra.

A pesquisa de Gabriela tem como principais referências o movimento de vanguarda Internacional Situacionista e artistas que se propõem a caminhar como ação estética. A tese apresenta um estudo sobre a natureza do caminhar como metodologia de ensino-aprendizagem.

Uma das ações em desenvolvimento é a elaboração de jogos que se concretizam no caminhar, no zanzar pela cidade. Para isso, são desenvolvidos estudos de ações de artistas em diferentes expressões artísticas, bem como experiências vivenciadas em cursos livres e de criações próprias.

A oficina tem como objetivo experimentar o impacto dos jogos psicogeográficos nos participantes; promover a experiência da metodologia psicogeográfica e topofílica; cartografar as diferentes ambiências psíquicas provocadas pelas derivas; criar uma conversação entre os inscritos e a cidade, por meio de práticas não cotidianas e a contribuição dos/as participantes para fundamentar a noção em articulação na tese “pedagogia do zanzar”.

As inscrições podem ser feitas por meio de formulário on-line. Haverá emissão de certificado de participação. Mais informações no perfil do Motim no Instagram.






Autor: uerj
Fonte: uerj
Sítio Online da Publicação: uerj
Data: 01/11/2022
Publicação Original: https://www.uerj.br/agenda/24049/

terça-feira, 18 de outubro de 2022

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia na Uerj

Na edição de 2022, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) discute o tema “Bicentenário da Independência: 200 anos de ciência, tecnologia e inovação no Brasil”. A Uerj oferece uma programação especial, que ocorrerá de 19 a 28 de outubro.

A SNCT na Uerj é uma ação conjunta da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense (FEBF), Faculdade de Formação de Professores (FFP), do Instituto de Matemática e Estatística (IME) e das escolas parceiras de educação básica.



As escolas abrangidas nesta edição estão localizadas em Cabo Frio – Colégio Municipal Rui Barbosa; Duque de Caxias – Colégio Estadual Lia Márcia Gonçalves Panaro; Magé – Colégio Estadual Joaquim Leitão; e na cidade do Rio de Janeiro, incluindo o Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira (CAp-Uerj), o Colégio Pedro II (campus Tijuca) e o Colégio Estadual Ruy Barbosa.

A participação do CAp será marcada pela VI Feira de Ciências e Tecnologia. As ações integradas contemplam projetos apresentados pelos estudantes da educação básica, mesas-redondas e oficinas didáticas. Confira a programação no CAp-Uerj.

O Instituto de Matemática e Estatística oferecerá minicursos, palestras, mesas-redondas, maratona de programação, maratona de matemática e exposição, entre outras atividades, no Campus Maracanã. Inscreva-se na XV Semana do IME.

As produções científicas e tecnológicas da FEBF serão exibidas de 24 a 27 de outubro, na unidade em Duque de Caxias. Para saber mais sobre a programação e as inscrições, acesse SNCT na FEBF.

Já na FFP, as contribuições do curso de Licenciatura em Matemática estão marcadas para os dias 26 e 27 de outubro, na sede em São Gonçalo. Para se inscrever e conferir a programação, acesse IV SNCT da Matemática – FFP/Uerj.






Autor: uerj
Fonte: uerj
Sítio Online da Publicação: uerj
Data: 18/10/2022
Publicação Original: https://www.uerj.br/agenda/23720/

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

Antropólogas da UERJ lançam livro com coletânea de artigos sobre Educação e Favela

Os confrontos armados são um dos problemas que mais afetam o ensino no Rio de Janeiro. Apenas no município, 1/3 das mais de 1.500 escolas estão localizadas em áreas consideradas de risco, segundo dados da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro. Relatório divulgado pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) mostra que 1.154 escolas da rede de ensino municipal foram afetadas por tiroteios em 2019. O impacto da violência naquele ano mudou a rotina de 74% das unidades escolares da rede municipal devido a operações e tiroteios, deixando 450 mil estudantes sem aula.

Para agravar a situação, a pandemia de Covid-19 em 2020 provocou o crescimento da evasão escolar. Gestores da educação pública no Rio de Janeiro estimam que só na capital, 25 mil alunos abandonaram as escolas do município no último bimestre de 2021. Na rede estadual, cerca de 80 mil estudantes podem ter desistido dos estudos. A Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro apurou que 11% do total de alunos matriculados tiveram menos de 75% de frequência nas atividades presenciais ou a distância. A falta de condições, como as limitações impostas pelo confinamento, a incapacidade de acesso a computadores e celulares, ou até mesmo à rede de conexão com a internet aumentaram o distanciamento dos alunos das escolas.

O livro "Educação e favela: refletindo sobre antigos e novos desafios" é uma coletânea de artigos, resultado do "Seminário Educação e Favela", que reuniu cerca de 300 pessoas na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), em setembro 2019, realizado pelo Núcleo de Pesquisa Educação e Cidade (Nupec/Edu), em parceria com o Núcleo de Estudos sobre Periferias (NEsPE/FEBF), o Laboratório de Etnografia Metropolitana da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LeMetro/IFCS-UFRJ) e o Instituto Nacional de Estudos Comparados em Administração Institucional de Conflitos da Universidade Federal Fluminense (INCT-InEAC/UFF).
 

Capa do livro, que reúne coletânea de artigos apresentados no seminário homônimo realizado na Uerj

Assim como o evento que o originou, a obra, lançada pela Consequência Editora, com recursos do Programa de Apoio à Editoração, da FAPERJ, problematiza algumas questões contemporâneas relevantes acerca da relação entre educação e favela, tendo como horizonte as condições históricas, sociais e urbanas da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Para tanto, reúne dez capítulos estruturados em torno de dois eixos temáticos: "Desigualdades urbanas e desigualdades escolares: o caso das favelas do Rio de Janeiro" e "Os impactos da violência armada sobre as escolas públicas". Entre os autores, pesquisadores de diversas instituições e distintas formações – como antropologia, sociologia, história, pedagogia –, além de professores da rede pública de ensino (municipal e estadual), configurando uma grande variedade de abordagens e análises sobre diferentes temáticas e desafios que envolvem o complexo universo da educação e as favelas.

A antropóloga Leticia de Luna Freire, organizadora da obra junto com a também antropóloga Neiva Vieira da Cunha, conta que entre os cinco primeiros capítulos da primeira parte estão o artigo de Marcelo Burgos, professor e pesquisador do Departamento de Ciências Sociais e coordenador do Curso de Especialização em Sociologia Política e Cultura da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Seu estudo focaliza os impactos da segregação socioespacial sobre o trabalho escolar e o pouco preparo das escolas para lidar com estudantes e famílias moradores de favelas. A remoção de favelas é tema de dois outros artigos dessa primeira parte do livro. Anna Cecília Costa da Silva, professora de Geografia da rede municipal do Rio de Janeiro e de Duque de Caxias e mestre em educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Comunicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (PPGECC/FEBF-UERJ) apresenta os resultados da sua pesquisa com alunos de uma escola pública de Duque de Caxias que vivenciaram a remoção da favela vizinha Teixeira Mendes. E a própria Letícia de Luna assina outro artigo acerca dos resultados de oficinas realizadas com crianças e jovens da favela Metrô Mangueira, removida para dar lugar à ampliação do Complexo Esportivo do Maracanã, por ocasião da Copa do Mundo de 2014.

A segunda parte da coletânea reúne outros cinco capítulos com foco em um tema que, segundo os autores, se torna cada vez mais incontornável e urgente: os múltiplos impactos da violência armada sobre as escolas públicas. Esse tema é o foco do artigo assinado por Edson Diniz, oriundo de uma das favelas que compõem o Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Formado em história pela Uerj e doutor em Educação Brasileira pela PUC-Rio, Diniz foi professor da rede pública e privada durante 20 anos, fundou a Redes de Desenvolvimento da Maré e criou o Núcleo de Memória e Identidade dos Moradores da Maré. Em seu artigo, ele fala das relações entre escolas públicas-famílias nos territórios populares e o papel da escola pública em territórios vulneráveis.

Já o estudo do professor adjunto do Departamento de Sociologia do Instituto de Ciências Sociais da Uerj Eduardo Ribeiro aborda o impacto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) sobre a educação pública, enquanto os pesquisadores Mario Brum, professor do Departamento de História da Uerj, e Rosana Muniz, pedagoga e professora da rede municipal de ensino do Rio, analisam o impacto de tiroteios frequentes sobre o cotidiano de uma escola pública no Complexo do Chapadão. A violência como tema do cotidiano de escolas públicas e a marginalização também é tema do estudo do antropólogo Marcos Veríssimo em uma escola pública de São Gonçalo.
 

Neiva Vieira da Cunha (esq.) e Leticia de Luna Freire autografam o livro que avalia os impactos da segregação socioespacial sobre o trabalho escolar

Os pesquisadores concluem que as diversas questões e abordagens reunidas no livro denotam a impossibilidade de dissociação entre favela e educação de temas como segregação socioespacial, moradia, remoção, racismo, estigma e segurança pública, entre outros. O objetivo da coletânea, ressaltam, não é reforçar estereótipos ou dogmas historicamente construídos, mas identificar as resistências e reconhecer as potencialidades de atores e grupos sociais que compõem este universo e contribuir para a formulação de políticas públicas ancoradas nos princípios de justiça e igualdade.

Para avaliar os efeitos da pandemia sobre a educação, Leticia de Luna Freire, como coordenadora do Núcleo de Pesquisa Educação e Cidade (NUPEC/EDU-UERJ) e seus colegas Marcelo Burgos (PUC-Rio) e Mônica Peregrino (UniRio), promoveram em 2020, em plena pandemia, o Ciclo de Debates "Escola municipal, eleições e pandemia". A suspensão das aulas e a dificuldade de muitos alunos em acompanhar o ensino remoto agravou o já frágil vínculo dos alunos, aumentando a evasão escolar. Eles concluem que o impacto da pandemia será longo, que as mudanças impostas pela pandemia em um mundo dominado pelas novas tecnologias de comunicação tendem a repercutir em dimensões muito fundamentais da vida contemporânea, como o aumento do home office. Os pesquisadores também estão certos de que em meio a esse cenário de muitas dúvidas é preciso conciliar a defesa da escola como agência fundamental para as sociedades e para as democracias em especial. Para eles, a reabertura das escolas e a retomada das aulas exige todo um esforço de construção de consensos, desde sobre o que é efetivamente fundamental da rotina escolar e que precisa ser preservado, mas também sobre uma geração e, no limite, na sociedade como um todo.

O documento lembra que o direito à educação pública e a universalidade do acesso à educação básica no Brasil são conquistas relativamente recentes, garantidas apenas a partir da Constituição de 1988. As conclusões dos debates foram organizadas em dois grandes eixos. O primeiro trata da qualidade e intensidade do vínculo escolar, o segundo interpela a organização institucional do sistema escolar, mais especificamente suas formas de organização a partir da compreensão da escola como instituição social, entre outras. No entanto, os pesquisadores consideram que um dos impactos mais importantes da pandemia sobre a educação escolar é a oportunidade para que se revisite convicções e práticas já cristalizadas sobre o trabalho escolar, fazendo com que a questão do vínculo e da organização institucional sejam indissociáveis do debate público. Acesse os dados da edição aqui.





Autor: Paula Guatimosim
Fonte: faperj
Sítio Online da Publicação: faperj
Data: 22/09/2022
Publicação Original: https://www.faperj.br/?id=185.7.7#topo

sexta-feira, 18 de março de 2022

Uerj consolida atividades da Cátedra Sérgio Vieira de Mello para acolhimento aos refugiados

O recente assassinato do congolês Moïse Kabagambe no Rio de Janeiro, espancado aos 24 anos até a morte no dia 24 de janeiro deste ano, em um quiosque na Barra da Tijuca, após uma discussão em que exigia o pagamento por diárias atrasadas do seu trabalho, mobilizou a comunidade internacional. O crime traz à tona a importância de se pensar e propor soluções para a questão dos refugiados, diante de reações de xenofobia e violência. No meio acadêmico fluminense, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) foi a primeira instituição de ensino superior estadual a aderir, em 2017, à Cátedra Sérgio Vieira de Mello, um convênio firmado entre a Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur/ONU) e universidades brasileiras, que visa promover o ensino, pesquisa e extensão acadêmica voltados à população em condição de refúgio.



Visita da representante da Acnur/ONU à Uerj: engajamento da comunidade acadêmica para prestar assistência a vítimas de deslocamento forçado (Foto: Divulgação/Uerj)


A Cátedra é uma homenagem ao diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello, morto no Iraque em 2004, vítima de um atentado a bomba contra a sede local da ONU, e que dedicou grande parte da sua carreira profissional nas Nações Unidas ao trabalho com refugiados, como funcionário da Acnur. No Brasil, são mais de 30 cátedras, implantadas em diversas universidades. “Trata-se de uma parceria que passa a ser um braço acadêmico importante de ensino, pesquisa e extensão para a população migrante e refugiada no Rio, cidade que é o segundo destino dos refugiados que chegam ao Brasil, depois de São Paulo. Na capital fluminense, a Uerj foi a primeira universidade a construir sua cátedra, seguida pela PUC, pela UFF e pela Casa de Rui Barbosa”, contextualizou a coordenadora do programa na Uerj, Erica Sarmiento, que recebe apoio da FAPERJ por meio do programa Cientista do Nosso Estado.



Eduardo Faerstein e Erica Sarmiento: Cátedra Sérgio Vieira de Mello mobiliza cerca de 60 docentes de diferentes institutos da Uerj (Divulgação)

Professora de História da América na universidade, ela também coordena o Laboratório de Estudos de Imigração (Labimi), onde desenvolve projetos com refugiados, como aquele intitulado “Acolher e integrar pelas vozes dos protagonistas: memórias e histórias de vida de imigrantes e refugiados na Uerj”. Uma das vagas abertas no âmbito deste projeto, em parceria com a Cáritas-RJ, foi especificamente criada para uma pessoa refugiada com formação em Jornalismo e diploma revalidado no Brasil, e foi preenchida recentemente com louvor pela jornalista venezuelana Elvimar Yamarthee, permitindo sua inserção no mercado de trabalho brasileiro dentro da sua área de formação acadêmica de origem, na Venezuela. “O objetivo da Cátedra na Uerj é que a pessoa refugiada seja protagonista, e não apenas um objeto de estudo acadêmico”, disse.

A Cátedra Sérgio Vieira de Mello na Uerj envolve a colaboração de mais de 60 docentes e alunos de vários institutos, como Medicina Social, Serviço Social, Faculdade de Formação de Professores da Baixada Fluminense, Faculdade de Formação de Professores, Psicologia, Filosofia e Ciências Humanas, Letras e Educação (as duas últimas desenvolvem um bem-sucedido projeto de ensino da Língua Portuguesa para refugiados, também em parceria com a Cáritas-RJ), entre outros.

Segundo dados do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), órgão colegiado vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Brasil recebeu, no ano de 2020, cerca de 43 mil pessoas reconhecidas como refugiadas. Esse número representa mais de sete vezes daquele registrado no início de dezembro de 2019, ​quando havia cerca de 6 mil pessoas em situação de refúgio no Brasil, e é formado na maior parte por venezuelanos (88%). “Na cidade do Rio de Janeiro, há também um grande contingente de refugiados de origem congolesa e angolana”, citou Faerstein. Segundo a Associação Brasileira de Congoleses no RJ, há cerca de 4,7 mil refugiados congoleses vivendo atualmente na capital fluminense. Porém, segundo o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), ligado ao Ministério da Justiça, entre 2011 e 2020 o RJ tenha só 1.050 congoleses reconhecidos, o que indica uma lacuna na produção de dados oficiais sobre o tema.Outro exemplo da abrangência dessa iniciativa na Uerj é o trabalho desenvolvido no Instituto de Medicina Social pelo professor Eduardo Faerstein, médico sanitarista e epidemiólogo. Ele vem desenvolvendo diversas atividades e projetos apoiados pela FAPERJ, também por meio do programa Cientista do Nosso Estado. “Incluimos na pós-graduação em Saúde Coletiva do IMS o tema da saúde dos refugiados e migrantes forçados em geral. Nossas pesquisas incluem a análise dos registros de refugiados disponibilizados pela Cáritas-RJ, estudo da qualidade de vida e saúde de venezuelanos residentes no Brasil, e, em parceria com a Fiocruz, outro estudo, em andamento, sobre as condições de saúde das gestantes venezuelanas em Roraima”, citou. “Também participamos de diversas campanhas, congressos e seminários voltados a essa questão”, completou.

Na última sexta-feira, 11 de março, o governador Cláudio Castro (PL) sancionou a lei prevendo que o Rio de Janeiro produza e divulgue anualmente um dossiê detalhando a situação de refugiados no estado. O texto foi publicado numa edição extra do Diário Oficial e segue para regulamentação. Vale destacar que a articulação política que resultou na elaboração do projeto desta lei surgiu a partir da mobilização da Cátedra Sérgio Vieira de Mello da Uerj. “Um grande desafio que temos no Brasil para a formulação de políticas públicas voltadas para os refugiados é a falta de dados confiáveis, produzidos por órgãos oficiais sobre a situação exata deles no Brasil. Esperamos que essa lei ajude a aperfeiçoar políticas públicas de acolhimento e assistência formuladas para essas pessoas, a maioria em situação de vulnerabilidade social”, justificou o médico sanitarista.




Autor: Débora Motta
Fonte: FAPERJ
Sítio Online da Publicação: FAPERJ
Data: 17/03/2022
Publicação Original: https://www.faperj.br/?id=64.7.3

terça-feira, 31 de agosto de 2021

XIII Simpósio de Enfermagem em Terapia Intensiva da UERJ – online e gratuito. Inscreva-se!





O Programa de Enfermagem em Terapia Intensiva, Especialização Lato Sensu na Modalidade Residência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, realiza o XIII Simpósio de Enfermagem em Terapia Intensiva. O evento, intitulado “Ventilação mecânica e suas interfaces com o Trabalho de Enfermagem”, será gratuito e ocorrerá nos dias 01 e 02 de setembro de 2021, às 15h, por via remota. Para participar, a inscrição deve ser feita através do link: https://www.even3.com.br/simpti2021/



terça-feira, 6 de julho de 2021

Ciência na palma da mão: FFP desenvolve aplicativo para monitoramento de ecossistemas aquáticos

Diretoria de Comunicação da UERJ



A educação é fundamental para o pleno exercício da cidadania. Um grupo de docentes da Faculdade de Formação de Professores (FFP) da Uerj colocou em prática esse conceito e desenvolveu, por meio do projeto “A Inteligência Artificial te mostra um Rio de Possibilidades”, uma plataforma capaz de potencializar a relação da Universidade com a comunidade. É o aplicativo VigIA, que une Inteligência Artificial, interatividade e consciência cidadã para auxiliar o mapeamento e a preservação de ecossistemas aquáticos, com ênfase no estudo dos peixes.

Contemplado em 2020 em chamada pública do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o aplicativo foi desenvolvido como uma plataforma gamificada (que utiliza técnicas de jogos), onde os usuários compartilham fotos dos ambientes aquáticos de suas regiões e preenchem um questionário simples, com as informações colhidas empiricamente. Após o envio, os dados são avaliados pela comissão formada por professores e alunos da FFP, que validam a postagem no app.

A ciência na palma da mão e o trabalho coletivo representam a essência do VigIA. Assim, é possível integrar alunos e professores da educação básica na produção científica, conscientizando sobre a necessidade de preservação dos rios, riachos e lagos, principais fontes de água doce.

Ambiente de game

A plataforma foi construída com elementos de jogos para gerar interação e engajamento. Durante a utilização do app, o usuário é incentivado a explorar, fotografar e aprender com o processo. De forma bem intuitiva, o aplicativo permite registrar as ocorrências, com fotos e preenchimento das informações do ambiente em questão. Feito isso, os dados são avaliados, aprovados e ficam disponíveis para acesso, como em uma rede social.

Um dos elementos mais marcantes na plataforma é a obtenção de pontos pelo usuário ao registrar ocorrências, que caracteriza o formato gamificado. A pontuação gera um ranking e um saudável ambiente competitivo, em que o maior prêmio é mesmo a produção científica colaborativa. Para tornar a participação ainda mais interessante, futuramente serão adicionadas medalhas e conquistas.

Segundo a professora Hellen Beiral, que coordena o projeto, os dados coletados servirão de base para o desenvolvimento de pesquisas e possíveis parcerias com órgãos como o Ibama e o ICMBio, além de representantes das áreas de proteção ambiental. “Temos interesse em entrar em contato com prefeituras dessas regiões e outros órgãos competentes. A ideia principal é divulgar as nossas pesquisas, os dados que estamos colhendo e os relatórios elaborados, para que o usuário tenha isso em tempo real”.

O projeto conta com a parceria da GF Corp, empresa que desenvolve tecnologia de engajamento na educação e ficou responsável pelo banco de dados da plataforma. Futuramente, as informações reunidas ficarão disponíveis no aplicativo e no site.

Água, início de tudo

Os professores envolvidos na iniciativa identificaram que suas diferentes áreas de atuação possuíam algo em comum: a água. Esse recorte baseou a elaboração do projeto pela convergência das especialidades de cada pesquisador, como bioquímica, biologia marinha, microbiologia, zoologia, divulgação científica e estudos de peixes de água doce. Assim, surgiu a proposta de realizar duas contrapartidas, um evento na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de 2020 e o desenvolvimento do aplicativo VigIA, agora em 2021.

A princípio, a coleta de informações seria feita pelos pesquisadores, com a participação dos estudantes da educação básica na alimentação do banco de dados e no próprio desenvolvimento do aplicativo. Entretanto, o agravamento da pandemia e a necessidade de distanciamento social inviabilizaram esse formato. “A saída foi criar o aplicativo a partir de um sistema em que a pessoa fotografa o ecossistema aquático e responde algumas perguntas. E aí entra em cena o georreferenciamento, registrando precisamente onde a foto foi tirada”, explica a coordenadora.

Hellen Beiral destaca também os problemas ligados aos ecossistemas aquáticos que motivaram a criação do aplicativo VigIA. “Os rios estão extremamente ameaçados, não só no nosso estado, mas também em Minas Gerais e São Paulo, principalmente por conta da industrialização, da construção civil, entre outras questões socioeconômicas. O principal impacto que buscamos é conscientizar a população sobre a importância da preservação da água doce dos nossos rios”.

O aplicativo já está disponível para download em aparelhos Android pela Play Store ou pode ser acessado diretamente pelo navegador de internet. Para mais informações sobre o projeto, visite o site www.iariodepossibilidades.com.

Confira também a live de lançamento do VigIA no YouTube, com a presença dos biólogos da FFP que idealizaram o aplicativo. O trabalho em equipe contou com a colaboração de: Fábio Araújo, Rosana Souza-Lima, Ricardo Santori, Jean Miranda, Maíra Moraes Pereira, além de Hellen Beiral. O programador Márcio Filho foi responsável pelo desenvolvimento do sistema.





Autor: Diretoria de Comunicação da UERJ
Fonte: UERJ
Sítio Online da Publicação: UERJ
Data: 23/06/2021
Publicação Original: https://www.uerj.br/noticia/ciencia-na-palma-da-mao-ffp-desenvolve-aplicativo-para-monitoramento-de-ecossistemas-aquaticos/

terça-feira, 18 de maio de 2021

Projetos da Uerj para incentivar reaproveitamento de lixo e atividade física entre estudantes são aprovados em editais

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) foi bem-sucedida, recentemente, em dois editais da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). O projeto “Fatores determinantes da prática de atividade física nos deslocamentos diários entre escolares – Uma abordagem intersetorial e multidisciplinar no enfrentamento da inatividade física e da obesidade” foi aprovado na sétima edição do edital Pesquisa para o SUS – Gestão Compartilhada em Saúde (PPSUS). Já o estudo “Conectando Ciência, Inovação e Inteligência Artificial: construção de um modelo de cidade inteligente mitigador de impactos ambientais através da compostagem de resíduos orgânicos” foi escolhido no edital Apoio a Redes Temáticas de Inteligência Artificial.

Atividade física no dia a dia

O primeiro trabalho tem como objetivo avaliar, por meio de modelos ecológicos, a relação entre os fatores determinantes das escolhas de transporte e os níveis de atividade física e indicadores de saúde de crianças, adolescentes e seus familiares – com ênfase no uso de modais ativos, como caminhadas e bicicletas. Lançando mão de uma abordagem inovadora e multidisciplinar, o estudo conta com a colaboração de pesquisadores de diversos campos do conhecimento, vinculados a instituições como Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Universidade de Otago, na Nova Zelândia, e Centro Universitário de Volta Redonda, além de organizações como a União de Ciclistas do Brasil, ACT Promoção da Saúde e Bike Anjo, com o apoio das secretarias municipais de Volta Redonda.

Segundo o professor Ricardo Brandão, coordenador do Laboratório de Vida Ativa, do Programa de Pós-Graduação em Ciências do Exercício e do Esporte da Uerj, a verba conquistada será fundamental para aquisição de equipamentos indispensáveis à coleta de dados e de softwares para análises de geoprocessamento. Além disso, os recursos também permitirão deslocamentos, criação de website, identidade visual, entre outras demandas.

“Acredito que poderemos prestar várias contribuições à sociedade. Primeiramente, por se tratar de um projeto intersetorial e transversal a muitas temáticas de extrema importância, como Educação, Mobilidade Urbana, Saúde e Meio Ambiente. Ao colocar estas agendas juntas, nosso estudo pode colaborar para a construção de cidades mais sustentáveis, resilientes e, acima de tudo, com maior qualidade de vida. Estamos felizes com a seleção do nosso projeto no edital, considerando seu caráter ligado à saúde pública, que neste momento precisa ser valorizada. Viva o SUS e viva a ciência brasileira!”, comemora Brandão.

Solução para o lixo orgânico

Desenvolver um modelo de negócio voltado para o aproveitamento do lixo em casas e escolas. Este é o desafio proposto pelo projeto “Conectando Ciência, Inovação e Inteligência Artificial: construção de um modelo de cidade inteligente mitigador de impactos ambientais através da compostagem de resíduos orgânicos. Desta forma, seria possível gerar renda e oportunidades de trabalho, além de reduzir os impactos ambientais causados pela geração de resíduos sólidos urbanos.

O trabalho conta com a participação de atores representativos, com perfis diversos e complementares, como as universidades Federal Fluminense (UFF) e Veiga de Almeida (UVA), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e as empresas VM9, Organokits e Reciclotron, além da Prefeitura
Municipal de Nova Friburgo.



Pátio de compostagem em Nova Friburgo

Para o professor Anderson Namen, responsável pela pesquisa no Instituto Politécnico do Rio de Janeiro (IPRJ), os recursos disponibilizados pela Faperj vão contribuir para a concessão de bolsas aos alunos de mestrado e de iniciação científica, além de apoiar empresas que participam do projeto, seja no desenvolvimento de soluções na área de computação, ou no próprio processo de compostagem. “Essa verba permite a aquisição de equipamentos que vão auxiliar nas análises químicas dos nutrientes do composto gerado, além de apoiar publicação de patente, registro de software, entre outras necessidades”, explica Namen.

O modelo inovador do projeto ajuda na redução da quantidade de lixo orgânico que é direcionado aos aterros sanitários. Os benefícios não são somente ambientais, mas também econômicos e sociais, criando oportunidades para geração de trabalho e renda, com potencial de replicação no estado do Rio de Janeiro, qualquer região no Brasil e no mundo. “É preciso pensar nos resíduos, pois podemos criar valor com eles. Com a ajuda da inteligência artificial e as ferramentas de apoio existentes, podemos fazer com que os resíduos orgânicos sejam bem aproveitados e que haja conscientização sobre o descarte do lixo”, finaliza o professor.

Verba liberada pela Faperj

A sétima edição do edital Pesquisa para o SUS – Gestão Compartilhada em Saúde contemplou 23 das 52 propostas recebidas pela Faperj e o Ministério da Saúde, destinando cerca de R$ 6,125 milhões.

No edital Apoio a Redes Temáticas de Inteligência Artificial, foram previstas três redes, divididas nos seguintes temas: “Energias renováveis, Impacto agroambiental e mudanças Climáticas”, “Imageamento, cidades inteligentes e gestão pública de saúde” e “Energia e educação virtual”. O valor total aprovado foi de R$ 10 milhões, distribuídos entre auxílios e concessão de bolsas de pesquisa.




Autor: uerj
Fonte: uerj
Sítio Online da Publicação: uerj
Data: 06/05/2021
Publicação Original: https://www.uerj.br/noticia/projetos-da-uerj-para-incentivar-reaproveitamento-de-lixo-e-atividade-fisica-entre-estudantes-sao-aprovados-em-editais/

quarta-feira, 31 de março de 2021

Editora da Uerj lança e-book gratuito para o ensino da Engenharia sob uma visão humanista

A Editora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (EdUerj) acaba de disponibilizar, de forma gratuita, o e-book “Humanidades, ciências sociais e cidadania em Engenharia: uma introdução à Engenharia com um olhar transdisciplinar”. O livro, que aborda a disciplina sob uma visão humanista, dialogando com as ciências humanas e sociais, é indicado para ser utilizado por professores de matérias como Engenharia na Sociedade, Introdução à Engenharia e Aspectos Humanos na Engenharia, colaborando para a formação do engenheiro-cidadão.



Para o autor José Carlos Vilar Amigo, professor da Faculdade de Engenharia da Uerj, a obra atende à necessidade existente hoje, nos cursos da área, de ampliação do caráter multidisciplinar. “O trabalho foi elaborado com o intuito de suprir uma lacuna, já identificada pelo MEC e a qual eu ratifico, que é a falta de componentes humanistas na formação dos engenheiros, que lhes permitam uma atuação com sensibilidade social e humana”, afirma.


José Carlos Vilar Amigo, autor da obra

Abordando temas como Gestão, Ética, Direito, Liderança, Cidadania, História e Filosofia, o livro consegue provocar reflexões importantes e contribuir para o desenvolvimento pessoal e profissional, incitando o senso crítico e reflexivo, assim como despertando uma visão holística da Engenharia. Além disso, ajuda no aperfeiçoamento das chamadas soft skills – competências como liderança, planejamento, gestão estratégica e aprendizado autônomo.

Na opinião de Amigo, a obra é relevante pois ajuda na reflexão sobre o exercício da carreira. “São abordados temas como a discussão filosófica do valor social da profissão, a importância de se ter uma atitude ética no desempenho das atividades, de se respeitar as normas que, democraticamente, regem a ação social e profissional e o reconhecimento do esforço histórico que a humanidade fez, na conquista dos direitos de cidadania. A ideia é inspirar o aluno a refletir e agir, não como o cidadão que conquista o direito de se dizer engenheiro, mas como o engenheiro que percebe a responsabilidade de cidadão advinda da conquista da sua formação”, ressalta o autor.

Para fazer o download gratuito, acesse o site da EdUerj.



Autor: Diretoria de Comunicação da UERJ
Fonte: UERJ
Sítio Online da Publicação: UERJ
Data: 30/03/2021
Publicação Original: https://www.uerj.br/noticia/editora-da-uerj-lanca-e-book-gratuito-para-o-ensino-da-engenharia-sob-visao-humanista/

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Pesquisadores da Uerj avaliam a diversidade de espécies das Amphipoda na costa fluminense






Desenho do Atlantiphoxus wajapi, nova espécie descrita que vive em águas profundas das costas do RJ e SP (Imagem: reprodução)


Presentes em ambientes marinhos e de água doce, os Amphipoda (no latim, ou “anfípodes”, na forma aportuguesada) são classificados, na Biologia, como uma ordem que abrange mais de 10 mil espécies descritas de crustáceos, todas sem carapaça e com o corpo lateralmente comprimido. Um exemplo mais popular é o pulgão-da-praia (Talitrus saltator), pequeno animal comum nas praias mais preservadas do Oceano Atlântico, que costuma pular e se esconder na areia. Para conhecer melhor e ajudar a preservar essas espécies, um projeto desenvolvido na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) propõe estudar a diversidade de Amphipoda ao longo da costa do estado do Rio de Janeiro. O estudo é coordenado pelo biólogo zoólogo André Senna, bolsista do programa Jovem Cientista do Nosso Estado, da FAPERJ, desde 2019, e professor da Faculdade de Formação de Professores da Uerj.

“O objetivo do projeto é investigar a biodiversidade dos Amphipoda na costa fluminense, a partir de parâmetros da taxonomia e morfológicos, e com o uso integrado de ferramentas moleculares”, explicou Senna, que coordena o Laboratório de Carcinologia e atua como curador da Coleção de Crustacea da Uerj, onde ministra disciplinas nas áreas de Zoologia de Invertebrados, Fisiologia de Invertebrados e Zoogeografia. “É muito importante identificar essa biodiversidade, porque não tem como preservar aquilo que não se conhece. Hoje, com a poluição no mar, muitas espécies são extintas sem nem termos conhecimento que elas existiram”, justificou.

O trabalho de campo, quando são realizadas expedições para coletar espécies na natureza, é uma peça fundamental no estudo. Para isso, o pesquisador costuma visitar sistematicamente locais como a Região dos Lagos (Búzios, Cabo Frio, Arraial do Cabo, as ilhas Maricás, que ficam na frente de Itaipuaçu), a praia de Itaipu, em Niterói, e, no Rio, o arquipélago das Cagarras, a praia da Urca e as Ilhas Tijucas (situado na altura da Barra), além da Baía da Ilha Grande, no sul do estado. “Faz parte do projeto realizar a coleta do material e, assim, partir para a análise e registro de espécies novas. Interessante é que existem espécies iguais em diferentes locais, e às vezes elas estão distribuídas no Brasil inteiro”, contextualizou. E foi além: “Será que uma população de Amphipoda que vive ao redor das Ilhas Cagarras, por exemplo, é da mesma espécie que tem dentro da baía de Guanabara? Se é a mesma espécie, será que existe algum fluxo gênico entre elas, isto é, se ocorrem ou ocorreram cruzamentos entre esses indivíduos? Essas são algumas questões que trabalhamos nos nossos estudos.”





André Senna e alunas após coleta de Amphipoda, no Ceads, centro de estudos da Uerj na Ilha Grande (Foto: Divulgação)


Entre as novas espécies dessa ordem descritas por Senna e pesquisadores da Uerj estão a Hyalella montana, encontrada no Parque Municipal de Itatiaia, na água doce. Ela foi a primeira espécie de Hyalella identificada a mais de 2.200 metros de altitude no Brasil, conforme artigo publicado pelo grupo, em 2017, na revista Zootaxa, intitulado A new species of Hyalella (Crustacea: Amphipoda: Hyalellidae) from Itatiaia National Park, Brazil: an epigean freshwater amphipod with troglobiotic traits at 2,200 meters of altitude, assinado por Stella Rodrigues, André Senna, Adriana Quadra e Alessandra de Pádua Bueno.

Outra espécie descrita nesse contexto foi a Atlantiphoxus wajapi, um Amphipoda que vive em águas profundas, entre 224 e 500 metros de profundidade, no litoral dos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. A descoberta resultou na publicação, em 2020, de um artigo na revista científica espanhola Scientia Marina, de autoria de Luiz Andrade e André Senna, intitulado Atlantiphoxus wajapi n. gen., n. sp. (Crustacea: Amphipoda: Phoxocephalidae), a new deep-sea amphipod from the southwestern Atlantic.

Uma característica que acentua a necessidade de preservação ambiental dos Amphipoda é o seu modo de reprodução. Pertencentes à superordem Peracarida, elas se reproduzem a partir de um desenvolvimento direto, ou seja, não apresentam estágios larvais. Os seus ovos ficam agrupados em uma bolsa no ventre das fêmeas, como os cangurus, até atingirem a idade de um jovem, totalmente formado. Isso quer dizer que se uma fêmea morre, provavelmente muitos dos seus descendentes também. “Seus ovos são encubados em um ‘marsúpio’ ventral formado por lamelas chamadas oostegitos, onde ficam os juvenis até alcançarem tamanho suficiente para a independência. Por isso, muitas espécies de anfípodes apresentam uma dispersão mais limitada e, consequentemente, diversas famílias têm altos níveis de endemismo, ou seja, elas concentram seu ciclo de vida apenas naquela região, o que as torna mais suscetíveis, caso sejam extintas ali”, detalhou o biólogo.

O pesquisador destaca que os Amphipoda podem ser considerados um “termômetro” natural para medir o nível de preservação ambiental de determinado ecossistema. “A costa brasileira é gigantesca, com uma grande variação latitudinal. Nela, ocorre uma mudança muito grande entre os ambientes naturais. Mesmo na costa fluminense, há uma composição diferente da biodiversidade entre a parte mais ao Norte, a Região dos Lagos, e a Baía da Ilha Grande, ao Sul, cada uma delas com espécies endêmicas, somente encontradas ali. Precisamos estudar esse grande laboratório natural e entender melhor as suas particularidades, para elaborar estratégias eficazes de conservação do meio ambiente”, concluiu.




Autor: Débora Motta
Fonte: FAPERJ
Sítio Online da Publicação: FAPERJ
Data: 22/01/21
Publicação Original: http://www.faperj.br/?id=4150.2.1

terça-feira, 30 de junho de 2020

Uerj desenvolve aparelho que detecta carga de coronavírus no ambiente


O protótipo da Uerj custou R$ 200, enquanto um modelo similar importado custa R$ 4 mil Foto: UERJ/Divulgação

Cientistas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) desenvolveram um aparelho de baixo custo que mapeia a carga viral do novo coronavírus (Covid-19) no ambiente. Batizado de Coronatrack, o dispositivo individual portátil foi criado pelas equipes do Laboratório de Radioecologia e Mudanças Globais (Laramg), do Departamento de Biofísica e Biometria da Uerj.

De acordo com a Uerj, o protótipo custou R$ 200, enquanto um modelo similar importado sai a R$ 4 mil. O pesquisador do Laramg Heitor Evangelista, que também é professor de Biofísica, disse que o aparelho vai possibilitar que o usuário monitore a carga viral nos locais por onde costuma circular.


“Ele tem uma mini bomba de ar, que você coloca numa caixinha presa no seu cinto. É ligado em uma mangueira que vai presa na sua gola, crachá ou bolso. Nessa extremidade, o sistema captura o vírus, quando eu ligo a bomba ele vai aspirar o ar em volta de você. Ele vai concentrando o vírus e no fim do expediente aquele material com o vírus acumulado é levado ao laboratório para ser analisado”, explicou.

De acordo com o professor, o sistema é parecido com o utilizado em mineração, para monitorar partículas de poeira no ar. “A gente fez umas modificações nesse equipamento para ser mais eficiente para o vírus. O vírus está ligado às partículas no ar, ele não fica livre, ele se agrega às partículas que já estavam no ar e você inala tudo junto.”

A proposta do projeto, segundo Evangelista, é mapear a concentração de vírus na cidade, por meio de amostras de locais e trajetos. “Esse sistema tem um GPS, então ele coloca o trajeto georreferenciado, aí eu vou medir aquele filtro e vou saber a carga viral daquele trajeto. Se tiver 200 aparelhinhos desses, a gente consegue mapear o Rio de Janeiro, e com isso a gente pode saber em que áreas a gente tem uma maior carga viral no ar do que outros lugares e, com isso, ver se precisa monitorar mais ali, fazer mais medidas.”

Subnotificação

Segundo o professor, o aparelho pode ser utilizado também para contornar o problema da subnotificação de casos do novo coronavírus, dando aos cientistas e autoridades mais noção sobre os locais onde a doença pode ter uma maior incidência.

“A subnotificação se dá porque você não consegue medir individualmente as pessoas. Com esse sistema, ao invés de medir individualmente as pessoas, você monitora uma área. Isso pode dar uma luz maior sobre essa questão”, disse Evangelista.

O professor Evangelista destaca também a possibilidade de monitorar a carga viral em ambientes fechados públicos e privados. “Esse equipamento pode ser usado em qualquer circunstância onde tem um trabalhador ou um usuário num ambiente em que circulam várias pessoas. Uma loja, uma academia, se reabrir um cinema, uma escola, qualquer lugar. Tudo isso pode ser feito porque ele é portátil e individual”.

O Coronatrack se mostrou eficiente nos primeiros testes e a equipe está trabalhando no desenvolvimento do produto para fabricação mais ampla e registro de patente. O protótipo está sendo testado no Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe), da Uerj. A análise da carga viral acumulada no aparelho é feita no Laboratório de Histocompatibilidade e Criopreservação (HLA) da Uerj.

Segundo o professor, a equipe busca apoio do poder público ou da iniciativa privada para desenvolver o Coronatrack em larga escala.





Autor: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
Sítio Online da Publicação: Agência Brasil
Data: 29/06/2020
Publicação Original: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/2020/06/29/uerj-desenvolve-aparelho-que-detecta-carga-de-coronavirus-no-ambiente

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Última etapa da Jornada Jovens Talentos é realizada na Uerj

O campus Maracanã da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) recebeu nesta terça-feira, dia 10 de dezembro, a última etapa da 20ª edição do programa Jovens Talentos Para a Ciência. Uma parceria da FAPERJ com a Fundação Centro de Ciências e Educação Superior à Distância do Estado do RJ (Cecierj), o programa, de Pré-Iniciação Científica, soma hoje 870 bolsistas, em 50 cidades do estado do Rio de Janeiro, e mantém colaboração com 53 instituições de pesquisa. Este ano, o programa, dividido em três etapas, passou anteriormente pelas cidades de Macaé e Pinheiral, e recebeu um total de 250 trabalhos de 469 alunos e 190 orientadores.

Na mesa de abertura, o coordenador do programa, Jorge Belizário, falou da necessidade de sonhar e persistir. “Eu desejo e cobro que daqui a alguns anos vocês estejam aqui comigo, incentivando novos jovens talentos. E para isso é preciso sonhos, criatividade e determinação”, disse. Em seguida, a vice-presidente Científica do Cecierj, Mônica Dahmouche, destacou as duas décadas do programa e saudou os estudantes, orientadores e instituições envolvidas. “Os alunos são a alma desse projeto e estou energizada com o entusiasmo que vocês têm demonstrado com os trabalhos desenvolvidos. Não podemos deixar de parabenizar, igualmente, os orientadores, que desempenham papel importante para levar adiante esse projeto, e a equipe organizadora, por tornar tudo isso possível ao longo de 20 anos, o que não é algo simples”, disse Monica.

O programa destina-se à concessão de bolsas de pré-iniciação científica para estudantes do Ensino Médio público que tenham interesse e potencial para atuar em atividades de pesquisa em ciência e tecnologia. Ele visa estimular a formação científica e identificar vocações, contribuindo para a difusão do conhecimento, desmistificando a ciência e articulando pesquisa e ensino. As atividades são desenvolvidas nos laboratórios das instituições científicas conveniadas, sob a orientação de pesquisadores. Alguns egressos do programa são hoje mestres e doutores – e dois destes últimos orientam atualmente alunos que participam da iniciativa.

O coordenador do projeto na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Antonio Henrique de Moraes Neto, pesquisador do Laboratório de Inovações em Terapias, Ensino e Bioprodutos, relembrou sua trajetória na Fundação ao longo de mais de 30 anos. “Quando entrei na Fiocruz, há 33 anos, meus colegas e eu estávamos cheios de sonhos e de vontade de mudar o mundo. Também tínhamos várias questões: como fazer, quem seguir? Dúvidas que também devem passar pela cabeça de vocês. Esses momentos partilhados de pesquisa, de curiosidade, de foco, trazem muita experiência não só para a vida acadêmica como para a vida de vocês. Tudo isso constrói uma pessoa, constrói mentes, constrói atitudes”, contou.

Interessada por saber como as coisas funcionam e no estilo “faça você mesmo”, a estudante de Ensino Médio do Colégio Pedro II Gabriela Alcântara está envolvida em projeto de robótica educacional. “Eu tinha um interesse grande pela eletrônica, mas depois que entrei no projeto acabei me apaixonando por robótica. Um amigo entrou para o Jovens Talentos quando já demonstrava interesse pela área de diplomacia, do que ele ainda gosta. Mas a chance de participar do programa lhe deu a oportunidade de adquirir outros conhecimentos, ter contato com outra área”, conta. Gabriela e o amigo desenvolvem robôs para que executem trajetos de forma autônoma e que possam ser utilizados em resgastes em áreas de risco.

Já Julia Aranha, 17 anos, estudante do terceiro ano do curso técnico em edificações do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ), está apaixonada por sua pesquisa sobre educação financeira. Além da pesquisa bibliográfica, a pesquisa tem um aspecto prático de elaboração de um curso da qual ela também é professora. “A primeira aula foi sobre juros compostos e simples, que não faz parte da base curricular. A partir daí, nós entramos na matemática financeira, em sistemas de amortizações, que é quando você vai fazer o financiamento de um imóvel. Uma coisa que a gente conseguiu derrubar em parte, é o mito de que apenas a poupança é um investimento seguro”, entusiasma-se.


Os coordenadores do programa, Jorge Belizário e Vera Medeiros, celebram com equipe do Museu Nacional que ficou entre premiadas na categoria Ciências Humanas (Foto: William Alves Júnior)

A estudante Ana Beatriz Adão, 16, foi convencida pela mãe a se inscrever no curso técnico em Meio Ambiente da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) em Saquarema. “Minha mãe veio com essa ideia de me inscrever no curso técnico em meio ambiente e eu fiquei meio receosa. Mas depois eu comecei a gostar e hoje eu não me vejo fazendo outra coisa”, conta. Agora, ela explica sobre a necessidade de melhorar as condições do aterro de Bacaxá, em sua cidade. “Queremos calcular o potencial energético do aterro de Bacaxá, mas por enquanto não obtivemos autorização da prefeitura para entrar no aterro e trabalhamos com estimativas. O projeto também visa mostrar os problemas que o aterro tem, porque é um aterro controlado e não sanitário, como seria o ideal. O controlado não tem impermeabilização do solo, não utiliza o biogás de forma correta, deveria ter um centro de reciclagem e aqui não tem nada disso. O centro de reciclagem está desativado”, fala, mostrando desembaraço e conhecimento sobre o assunto.



Confira abaixo a lista dos premiados desta edição:

Ciências Biológicas

1º Lugar Ciências Biológicas (2 trabalhos empatados)

A - Trabalho: Branqueamento de corais da Praia da Tartaruga, Armação dos Búzios, RJ
Bolsista: Luiz Felipe do Nascimento Lira
Orientador: Amilcar Brum Barbosa
Instituição: ETE Heber Muniz Vignoli (FAETEC Saquarema)

B - Trabalho: Prevalência de parasitoses intestinais no âmbito do Programa Saúde na Escola em São Gonçalo, RJ.
Bolsista: Gabrielle Cristine D'Elia da Conceição
Orientador: Antonio Henrique Almeida de Moraes Neto
Instituição: Fiocruz

2º Lugar Ciências Biológicas
Trabalho: Análise polínica em espécies da família Vitaceae
Bolsista: Gabriel Henrique Cardoso Paulo
Orientador: Vania Gonçalves Lourenço Esteves
Instituição: Museu Nacional

3º Lugar Ciências Biológicas
Trabalho: Levantamento dos moluscos terrestres da Serra do Palmital, Saquarema, RJ
Bolsistas: Talita Peregrino de Amorim; Victória Vieira de Alvarenga
Orientador: Amilcar Brum Barbosa
Instituição: ETE Heber Muniz Vignoli (Faetec Saquarema)

Ciências Exatas

1º Lugar Ciências Exatas
Trabalho: Explorando a matemática em jogos etnomatemáticos.
Bolsista: Ana Carla Machado Alves
Orientador: Wellington Tatagiba de Carvalho
Instituição: CEFET Maracanã

2º Lugar Ciências Exatas
Trabalho: Introdução à Educação Financeira no Ensino Médio
Bolsista: Julia do Carmo Aranha
Orientador: Wellington Tatagiba de Carvalho
Instituição: CEFET Maracanã

3º Lugar Ciências Exatas
Trabalho: O Papel do Origami
Bolsistas: Marcos Estevam Silva; Pollyana Granado Martins Pereira
Orientador: Viviane Gomes Lagdem Tatagiba
Instituição: IFF Maricá

Ciências Humanas

1º Lugar Ciências Humanas (2 trabalhos empatados)

A - Trabalho: Vulnerabilidade social na Baixada Fluminense: mapeando desigualdades e construindo indicadores
Bolsista: João Pedro Batista do Nascimento
Orientador: Viviane Espírito Santo Rodrigues
Instituição: IFRJ Nilópolis

B - Trabalho: Acessibilidade Científico Cultural com e para Surdos em Museus, Espaços Culturais e Educacionais
Bolsistas: Matheus Araújo de Lima; Raissa Neumann do Nascimento Coimbra; Davi Pinto Santos; Douglas da Silva Filadelfo
Orientador: Stella Savelli/Vanessa Pinheiro
Instituição: INES

2º Lugar Ciências Humanas
Trabalho: A Caixa Misteriosa do Museu Nacional
Bolsistas: Caio Felipe Mendes; Lorrany Apóstolo Dias da Costa; Juliane Lopes de Oliveira; Isabela Mendes Fischdick; Julia Moura da Silva
Orientador: Fernanda de Lima Souza
Instituição: Museu Nacional

3º Lugar Ciências Humanas
Trabalho: Distopia e Crise Social
Bolsistas: Yasmin Souza Costa; Victoria Ferreira de Souza Pizza
Orientador: Alessandro Garcia da Silva
Instituição: IFF Maricá



Autor: Ascom Faperj
Fonte: FAPERJ
Sítio Online da Publicação: FAPERJ
Data: 27/12/2019
Publicação Original: http://www.faperj.br/?id=3896.2.2

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Uerj recebe o 35º Encontro Nacional de Pró-reitores de Pós-graduação e Pesquisa



Mesa de abertura do 35º Enprop, na Uerj: o encontro reuniu cerca de 250 representantes de diversas instituições de ensino e pesquisa do País no campus Maracanã (Fotos: Nádia Mathias)


Com o objetivo de discutir estratégias para a pós-graduação e a pesquisa brasileiras, representantes de universidades e gestores de diversas agências de fomento de todo o País se reuniram ao longo desta semana, entre os dias 11 e 14 de novembro, no 35º Encontro Nacional de Pró-reitores de Pós-graduação e Pesquisa (Enprop), realizado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Nessa edição, o tema do evento foi “Planejamento Estratégico e Avaliação Multidimensional”, que norteou o debate não apenas sobre a nova forma de avaliação para os programas de pós-graduação, mas também sobre como as pró-reitorias devem estar inseridas no planejamento das instituições.


“O tema do encontro, planejamento estratégico, trata de uma das coisas que o País precisa melhorar. Temos, por exemplo, um problema quando não absorvemos os mestres e doutores que formamos no mercado de trabalho brasileiro, e não temos um planejamento claro do que oferecer a esses jovens pós-graduandos, quando formados. Que esse encontro traga novas ideias e que convençamos as autoridades que investir em Ciência, Tecnologia e Inovação não é gasto, é investimento”, disse a diretora Científica da FAPERJ, Eliete Bouskela, que representou o presidente da Fundação, Jerson Lima Silva, na mesa de abertura do encontro, realizada na terça-feira, dia 11, no Teatro Odylo Costa.


Na ocasião, o reitor da Uerj, Ruy Garcia Marques, destacou o movimento de resistência da universidade nos últimos anos, diante da crise financeira. “Apesar das dificuldades da crise, que se agravou em 2015 e 2016 e atingiu também a FAPERJ, que sofreu contingenciamento nos seus recursos para investimentos à pesquisa, a Uerj resistiu com galhardia e continua se sobressaindo nos indicadores acadêmicos. Neste ano de 2019, a Capes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior], o CMPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico] e a Finep [Financiadora de Estudos e Projetos] sofrem contingenciamento. Esperamos que a pós-graduação brasileira resista e supere mais essa crise”, destacou.


A deputada federal Margarida Salomão, ainda na mesa de abertura, ressaltou o papel da Frente Parlamentar Mista em Defesa das universidades federais, que coordena, para integralizar o orçamento de 2019 para os órgãos da Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T&I). “Está nesse momento em tramitação na Câmara a Emenda Constitucional Nº 24, que permite excluir do teto de gastos os recursos gerados pelas universidades e instituições federais de ensino. Outra preocupação que devemos ter é uma Proposta de Emenda Constitucional que começou a tramitar na semana passada, a PEC da Desvinculação dos Fundos (187/2019), que dispõe sobre a eliminação de todos os fundos temáticos, incluindo o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT)”, disse. “Temos que defender a Ciência e a Tecnologia como uma política de Estado, que requer investimentos contínuos, e que não possa trepidar com mudanças de governos”, completou.




A partir da esq.: o pró-reitor da Federal de Pelotas, Flávio Demarco; o presidente da FAPERJ, Jerson Lima Silva; e o sub-reitor Egberto Moura

O sub-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa da Uerj, Egberto Gaspar de Moura, lembrou que o Enprop é uma oportunidade de discutir os diversos desafios sociais que se apresentam, que incluem mudanças além dos desafios econômicos. “Estamos em um cenário de instabilidade pela escassez de recursos, pelas mudanças políticas, sociais, culturais e ambientais, e que ocorrem não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. Nesse contexto, precisamos preparar adequadamente os quadros da pós-graduação brasileira para esses grandes dilemas da humanidade”, ponderou.


Por sua vez, o presidente do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Graduação (Foprop), Márcio de Castro Silva Filho, lembrou a história do Fórum, que completa 34 anos em 2019. “Desde a época da criação do Foprop, o perfil da pós-graduação brasileira mudou muito. Há cerca de 30 anos, mais de 30% dos doutores brasileiros eram formados no exterior. Hoje, o Foprop cresceu e mais de 250 instituições participam dele, um reconhecimento do protagonismo desse fórum ao longo da sua história”, concluiu. Também participaram da mesa de abertura do 35º Enprop o presidente da Capes, Anderson Ribeiro Correia, o presidente do CNPq, João Filgueiras Azevedo, e o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ildeu de Castro Moreira.


Reflexões sobre o papel das agências estaduais de fomento e a Comunicação Científica


Na manhã de quinta-feira, 14 de novembro, o 35º Enprop apresentou, dessa vez no Auditório 91 da Uerj, duas mesas-redondas, com os seguintes temas: “Fundações de Amparo à Pesquisa” e “Comunicação Científica”. Dando início aos trabalhos, o presidente da FAPERJ, Jerson Lima Silva, traçou um panorama do trabalho desenvolvido pela Fundação no estado do Rio de Janeiro e destacou a importância da atuação das outras Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) nos estados brasileiros, especialmente no contexto de contingenciamento do orçamento das agências federais de fomento à C,T&I.

“Meu papel hoje é discutir a importância das FAPs para o desenvolvimento estadual. Temos que lembrar que os investimentos em pesquisa pública geram um retorno certo para a sociedade, da ordem de três a dez vezes do valor investido inicialmente, e que o estado do Rio de Janeiro tem vocação para a pesquisa e concentra quatro universidades que figuram entre as 20 melhores do País: a UFRJ [Universidade Federal do Rio de Janeiro], a Uerj, a PUC [Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro] e a UFF [Universidade Federal Fluminense]”, disse Lima Silva.



A partir da esq.: o neurocientista Stevens Rehen; o jornalista Herton Escobar; e o sub-reitor da Uerj, Egberto Gaspar de Moura

Um ponto abordado durante o debate foi a desigualdade da capacidade de investimentos dentro do sistema estadual de fomento à pesquisa. “As diferenças regionais entre as FAPs, de estados com realidades diferentes e orçamentos diversos, é um gargalo que deve ser superado. Podemos pensar em ações conjuntas entre as FAPs, que somem esforços em temas de pesquisa complementares e estratégicos, e que certamente trarão impactos regionais”, afirmou.


Na segunda mesa-redonda da manhã, o neurocientista Stevens Rehen, da UFRJ e do Instituto D’Or, e o jornalista Herton Escobar, responsável pelo Jornal da USP, discutiram estratégias para divulgar a produção científica à sociedade em geral, na chamada Comunicação Científica. “Os cientistas continuam sendo herméticos e se comunicando mais com seus pares do que com a sociedade, falando para si mesmos. É preciso debater com a sociedade questões que passam pela terraplanismo e pela vacinação. Cientistas que comunicam ciência ajudam a preencher esse vazio informacional, mesmo que não assumam o papel crítico e independente do jornalismo”, disse Rehen.



Autor: FAPERJ
Fonte: FAPERJ
Sítio Online da Publicação: FAPERJ
Data: 14/11/2019
Publicação Original: http://www.faperj.br/?id=3877.2.5

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Uerj recebe o 35º Encontro Nacional de Pró-reitores de Pós-graduação e Pesquisa

Com o objetivo de discutir estratégias para a pós-graduação e a pesquisa brasileiras, representantes de universidades e gestores de diversas agências de fomento de todo o País se reuniram ao longo desta semana, entre os dias 11 e 14 de novembro, no 35º Encontro Nacional de Pró-reitores de Pós-graduação e Pesquisa (Enprop), realizado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Nessa edição, o tema do evento foi “Planejamento Estratégico e Avaliação Multidimensional”, que norteou o debate não apenas sobre a nova forma de avaliação para os programas de pós-graduação, mas também sobre como as pró-reitorias devem estar inseridas no planejamento das instituições.

“O tema do encontro, planejamento estratégico, trata de uma das coisas que o País precisa melhorar. Temos, por exemplo, um problema quando não absorvemos os mestres e doutores que formamos no mercado de trabalho brasileiro, e não temos um planejamento claro do que oferecer a esses jovens pós-graduandos, quando formados. Que esse encontro traga novas ideias e que convençamos as autoridades que investir em Ciência, Tecnologia e Inovação não é gasto, é investimento”, disse a diretora Científica da FAPERJ, Eliete Bouskela, que representou o presidente da Fundação, Jerson Lima Silva, na mesa de abertura do encontro, realizada na terça-feira, dia 11, no Teatro Odylo Costa.

Na ocasião, o reitor da Uerj, Ruy Garcia Marques, destacou o movimento de resistência da universidade nos últimos anos, diante da crise financeira. “Apesar das dificuldades da crise, que se agravou em 2015 e 2016 e atingiu também a FAPERJ, que sofreu contingenciamento nos seus recursos para investimentos à pesquisa, a Uerj resistiu com galhardia e continua se sobressaindo nos indicadores acadêmicos. Neste ano de 2019, a Capes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior], o CMPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico] e a Finep [Financiadora de Estudos e Projetos] sofrem contingenciamento. Esperamos que a pós-graduação brasileira resista e supere mais essa crise”, destacou.

A deputada federal Margarida Salomão, ainda na mesa de abertura, ressaltou o papel da Frente Parlamentar Mista em Defesa das universidades federais, que coordena, para integralizar o orçamento de 2019 para os órgãos da Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T&I). “Está nesse momento em tramitação na Câmara a Emenda Constitucional Nº 24, que permite excluir do teto de gastos os recursos gerados pelas universidades e instituições federais de ensino. Outra preocupação que devemos ter é uma Proposta de Emenda Constitucional que começou a tramitar na semana passada, a PEC da Desvinculação dos Fundos (187/2019), que dispõe sobre a eliminação de todos os fundos temáticos, incluindo o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT)”, disse. “Temos que defender a Ciência e a Tecnologia como uma política de Estado, que requer investimentos contínuos, e que não possa trepidar com mudanças de governos”, completou.


A partir da esq.: o pró-reitor da Federal de Pelotas, Flávio Demarco; o presidente da FAPERJ, Jerson Lima Silva; e o sub-reitor Egberto Moura


O sub-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa da Uerj, Egberto Gaspar de Moura, lembrou que o Enprop é uma oportunidade de discutir os diversos desafios sociais que se apresentam, que incluem mudanças além dos desafios econômicos. “Estamos em um cenário de instabilidade pela escassez de recursos, pelas mudanças políticas, sociais, culturais e ambientais, e que ocorrem não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. Nesse contexto, precisamos preparar adequadamente os quadros da pós-graduação brasileira para esses grandes dilemas da humanidade”, ponderou.

Por sua vez, o presidente do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Graduação (Foprop), Márcio de Castro Silva Filho, lembrou a história do Fórum, que completa 34 anos em 2019. “Desde a época da criação do Foprop, o perfil da pós-graduação brasileira mudou muito. Há cerca de 30 anos, mais de 30% dos doutores brasileiros eram formados no exterior. Hoje, o Foprop cresceu e mais de 250 instituições participam dele, um reconhecimento do protagonismo desse fórum ao longo da sua história”, concluiu. Também participaram da mesa de abertura do 35º Enprop o presidente da Capes, Anderson Ribeiro Correia, o presidente do CNPq, João Filgueiras Azevedo, e o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ildeu de Castro Moreira.

Reflexões sobre o papel das agências estaduais de fomento e a Comunicação Científica

Na manhã de quinta-feira, 14 de novembro, o 35º Enprop apresentou, dessa vez no Auditório 91 da Uerj, duas mesas-redondas, com os seguintes temas: “Fundações de Amparo à Pesquisa” e “Comunicação Científica”. Dando início aos trabalhos, o presidente da FAPERJ, Jerson Lima Silva, traçou um panorama do trabalho desenvolvido pela Fundação no estado do Rio de Janeiro e destacou a importância da atuação das outras Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) nos estados brasileiros, especialmente no contexto de contingenciamento do orçamento das agências federais de fomento à C,T&I.

“Meu papel hoje é discutir a importância das FAPs para o desenvolvimento estadual. Temos que lembrar que os investimentos em pesquisa pública geram um retorno certo para a sociedade, da ordem de três a dez vezes do valor investido inicialmente, e que o estado do Rio de Janeiro tem vocação para a pesquisa e concentra quatro universidades que figuram entre as 20 melhores do País: a UFRJ [Universidade Federal do Rio de Janeiro], a Uerj, a PUC [Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro] e a UFF [Universidade Federal Fluminense]”, disse Lima Silva. 
 

A partir da esq.: o neurocientista Stevens Rehen; o jornalista Herton Escobar; e o sub-reitor da Uerj, Egberto Gaspar de Moura


Um ponto abordado durante o debate foi a desigualdade da capacidade de investimentos dentro do sistema estadual de fomento à pesquisa. “As diferenças regionais entre as FAPs, de estados com realidades diferentes e orçamentos diversos, é um gargalo que deve ser superado. Podemos pensar em ações conjuntas entre as FAPs, que somem esforços em temas de pesquisa complementares e estratégicos, e que certamente trarão impactos regionais”, afirmou.

Na segunda mesa-redonda da manhã, o neurocientista Stevens Rehen, da UFRJ e do Instituto D’Or, e o jornalista Herton Escobar, responsável pelo Jornal da USP, discutiram estratégias para divulgar a produção científica à sociedade em geral, na chamada Comunicação Científica. “Os cientistas continuam sendo herméticos e se comunicando mais com seus pares do que com a sociedade, falando para si mesmos. É preciso debater com a sociedade questões que passam pela terraplanismo e pela vacinação. Cientistas que comunicam ciência ajudam a preencher esse vazio informacional, mesmo que não assumam o papel crítico e independente do jornalismo”, disse Rehen.

Escobar destacou que a Comunicação Científica deve ser uma preocupação maior entre os pesquisadores, principalmente diante das mudanças estruturais no processo de produção de notícias. “Se por um lado há a redução dos recursos de fomento à Ciência atualmente, por outro o jornalismo cientifico especializado também está sofrendo com cortes de profissionais nas redações, cada vez mais enxutas diante da crise do jornal impresso. A cobertura jornalística de Ciência e Tecnologia é a primeira a ser prejudicada nesse cenário e cria-se um vácuo de comunicação, que dá espaço na sociedade para a desinformação e para argumentos simplórios, como o terraplanismo”, completou.



Autor: Débora Motta
Fonte: FAPERJ
Sítio Online da Publicação: FAPERJ
Data: 14/11/2019
Publicação Original: http://www.faperj.br/?id=3877.2.5

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Editora da Uerj inaugura livraria própria no campus Maracanã


A partir da esq., Georgina Muniz, Jerson Lima Silva, Ruy Marques, Leonardo Rodrigues e Maria Isabel Souza (Fotos: Lécio A. Ramos)


Às vésperas de completar 25 anos de existência, a Editora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (EdUERJ) inaugurou na manhã desta terça-feira, 8 de janeiro, uma livraria própria, em um espaço localizado no andar térreo do Pavilhão Reitor João Lyra, no campus Maracanã da universidade. Destinada a comercializar obras acadêmicas, a livraria apresenta um catálogo que reúne livros editados pela EdUerj – muitos, publicados com recursos da FAPERJ, por meio do programa Auxílio à Editoração (APQ 3) – e livros de diversas outras editoras universitárias nacionais.

“É uma grande satisfação termos a presença de representantes da Secti [Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação] e da FAPERJ já na primeira semana dessa nova gestão estadual, na inauguração desse espaço tão importante, da Livraria EdUERJ. Espero que possamos estar juntos em muitos outros eventos que fortaleçam a Uerj e o estado do Rio de Janeiro”, disse o reitor da Uerj, Ruy Garcia Marques. “No próximo mês de maio a EdUERJ completa 25 anos, e a inauguração da livraria é uma bela forma de dar início aos festejos desse jubileu de prata. Além do espaço para a venda de livros, em breve também teremos uma área para a venda de artigos de papelaria e de artigos com a marca Uerj”, completou o reitor, que aproveitou a oportunidade para destacar a volta à normalidade do calendário acadêmico da Uerj, que sofreu atrasos pela paralisação das aulas, especialmente nos anos de 2016 e 2017.

Durante a inauguração da Livraria da EdUerj, o novo secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Leonardo Rodrigues, parabenizou a Uerj e afirmou que pretende expandir essa iniciativa para outras instituições vinculadas à Secretaria. “É importante difundir a informação que temos todo esse acervo na Uerj. Estamos conversando sobre a ideia de também inaugurarmos uma livraria universitária na Faetec [Fundação de Apoio à Escola Técnica], porque o conhecimento é o que temos de mais valioso. Na nossa visão, quanto mais investimento na área de formação cultural e desenvolvimento cientifico, melhor. Essa é uma iniciativa a ser copiada”, disse.

Na sua primeira participação em um evento público como presidente da FAPERJ, Jerson Lima Silva reafirmou o compromisso de manter um olhar atento às necessidades de fomento das universidades estaduais. “Certamente, a Uerj é a nossa menina dos olhos. Teremos um ano de muito trabalho, e espero contar com todos, pois precisamos de muitas mãos e muitos cérebros nessa missão”, disse. Ele também destacou a importância da inauguração da Livraria da EdUerj. “A inauguração da Livraria da EdUerj é bastante simbólica, pois estamos em um momento de crise no mercado editorial. O espaço será uma forma de dar visibilidade a publicações de qualidade, já que muitas delas passaram pelos critérios de seleção para receberem o apoio dado pelo programa de editoração da FAPERJ, e será um reforço nas áreas da divulgação científica e educação”, afirmou.


Coordenador da EdUerj, Gláucio Marafon destacou que a livraria será um espaço importante para valorizar a produção acadêmica


O coordenador da EdUerj, Gláucio Marafon, falou sobre o perfil da Livraria da EdUERJ. “A abertura da livraria da EdUERJ é uma forma de valorizar a produção acadêmica universitária. Antes, a EdUerj não tinha um espaço físico para expor as suas obras, só tinha um catálogo virtual. A Uerj passou por um momento muito difícil de crise e a abertura desse espaço é um movimento de resistência. O espaço vai incentivar a produção de autores da universidade e vai sediar eventos culturais mensais e lançamentos de livros”, resumiu Marafon. “Mais da metade das obras presentes no acervo da livraria é de publicações que foram editadas com apoio da FAPERJ, pelo programa APQ 3”, ressaltou.

A gerente comercial da EdUERJ, Renate Schele, falou sobre o acervo da EdUERJ, que já conta com um catálogo próprio com cerca de 600 obras acadêmicas e científicas publicadas. “Temos quase 200 editoras universitárias espalhadas pelo País e a nossa ideia é trabalhar com a venda de obras publicadas por todas elas. Hoje, temos em nosso acervo, para a venda, livros de quatro editoras universitárias: a Editora da Universidade Federal Fluminense (EdUFF), a Editora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Editora da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí)”, explicou. O local vai funcionar de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h.

Estiveram também presentes à cerimônia a subsecretária de Ensino Superior, Pesquisa e Inovação da Secti, Maria Isabel de Castro; a vice-reitora da Uerj, Maria Georgina Muniz Washington; a sub-reitora de Graduação da universidade, Tânia Maria de Castro Carvalho Netto; a diretora Científica da FAPERJ, Eliete Bouskela; o sub-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa, Egberto Gaspar de Moura; o prefeito dos campi da Uerj, Geraldo Luiz Ferreira Cerqueira; além do chefe de gabinete da reitoria, Roberto Dória, e de outros gestores, representantes acadêmicos, professores, técnicos administrativos e estudantes.





Autor: Débora Motta
Fonte: FAPERJ
Sítio Online da Publicação: FAPERJ
Data: 10/01/2019
Publicação Original: http://www.faperj.br/?id=3686.2.1

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

A PARTIR DO DIA 03 DE DEZEMBRO VÃO ABRIR VAGAS PARA A Universidade da Terceira Idade UNATI/UERJ

Endereço: Rua São Francisco Xavier, 524 - 100 andar - Bloco F- Maracanã
Rio de Janeiro - Cep: 20550-013
Fones: 2334.0053/ 2334.0131/ 2334.0168/ 2334.0604
Atendimento da Secretaria:Das 9 às 15h
E-mail: marcao.unati.uerj@gmail.com
www.unati.uerj.br
facebook/unatiuerj
twitter/unatiuerj

CRITÉRIOS PARA INSCRIÇÃO E MATRÍCULA

- Mínimo de 60 anos completos ou a completar até MARÇO de 2019;
- CPF;
- identidade original;
- comprovante de residência original;
- nome e telefone de um contato pessoal; 
  OBS.: o contato pessoal não pode morar na mesma residência que o aluno.

PROCEDIMENTO

• DA INSCRIÇÃO
O aluno só poderá inscrever-se em 03 (três) oficinas/cursos. Poderá ainda participar das atividades de curta duração abertas a todos, tais como workshops, palestras, solenidades e festas.

Obs.: O aluno poderá frequentar apenas uma atividade de LÍNGUA ESTRANGEIRA no ano.

Por orientação médica, os alunos que desejarem inscrever-se em algumas das atividades físicas abaixo relacionadas, só poderão cursar uma  atividade por dia e ainda, só poderão frequentar as aulas com a apresentação de atestado médico ao professor no primeiro dia de aula, declarando estar apto a realizar aquela atividade física.



INSCRIÇÃO:
ATENÇÃO: HAVERÁ DUAS MODALIDADES DE INSCRIÇÕES: (sorteioe ordem de chegada)
POR SORTEIO: para os cursos muito procurados (abaixo relacionados).
Horário: distribuição de senhas das 9h às 10h e o sorteio às 10h15min. 
Local: Verificar calendário de matrícula em anexo.
Obs.: Não há necessidade dos candidatos chegarem antes do horário.

1.Educação Para Saúde
Alimentação e Nutrição na Terceira Idade
Gerontopsicomotricidade
Oficina de Saúde Natural
Profilaxia e Auxílio no Tratamento da Incontinência Urinária e outros problemas da Saúde da Mulher
Voz Percepção e Oratória

2.Arte e Cultura
Café Literário da Biblioteca Ambulante
Cine Debate
Dança Circular
Dança de Salão
Dança Sênior – Grupo de Apresentação
Dança Sênior – Iniciantes
Oficina Dançando a Vida na Bela Idade
Mulheres Ciganas suas Trovas e Poesias
Teoria e Prática de Instrumentos Musicais
Viagens Musicais


3.Conhecimentos Gerais e Línguas Estrangeiras
Academia da Vida
Alemão (extracurricular)
Ciência não tem Idade
Curso de Canção Francesa
Dinâmica Motivacional
Elaboração, Interpretação e Publicação de Textos e Mensagens para Utilização em Mídias Sociais
Espanhol (extracurricular)
Francês (extracurricular)
História e Cultura
Inquisição e Mentalidades: Portugal e Brasil Colônia
Inglês (extracurricular)
Italiano
Alfabetização: Leitura e Escrita na Terceira idade
Língua Hebraica (alfabetização) e Cultura Judaica
O Prazer de Ler e Escrever na Terceira Idade
Rio de Janeiro: biografias e alegria

4.Conhecimentos Específicos Sobre Terceira Idade
A Moradia e a Cidade na Vida do Idoso
Amizades dos Idosos na Família e na Sociedade
Assessoria aos Idosos nas Questões de Participação Social e Direitos Sociais
Fazendo Arte Entre Psicologia e a Música
Oficina da Memória
Reflexões sobre Envelhecimento Humano

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Revista Sustinere lança Twitter, estamos nas redes sociais agora.

A Revista SUSTINERE (SUST) estreia sua conta no Twitter. Presente em diversas redes sociais, tem por objetivo a publicação de contribuições nacionais e internacionais acadêmicas, técnicas e científicas que articulem temas interdisciplinares e transdisciplinares relativos à Saúde e Educação em suas interfaces com a sociedade, a ciência, o meio ambiente e a tecnologia. São aceitos artigos em português, inglês e espanhol.

Com uma fanpage no Facebook, uma conta no Twitter e incorpora o Instagram à sua estratégia digital com o objetivo de ampliar sua interação com os telespectadores. 




A Revista possui periodicidade semestral (Julho e Dezembro) e recebe artigos para avaliação durante todo o período, (fluxo contínuo). 

As contribuições são publicadas após aprovação por pelo menos dois Avaliadores apontados pelos Editores da Revista e especialistas da área.

O novo número da revista SUSTINERE já encontra-se à disposição no endereço : http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/sustinere/issue/current
O cadastro em nossa Revista é feito pelo link: http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/sustinere/user/register

Solicitamos que ao fazerem o cadastro na pagina (Autores e Leitores), não esqueçam de inserir informações importantes como :

1. Titulação
2. Áreas de interesse (para aqueles que queiram ser avaliadores de artigos)

Estas informações serão utilizadas na busca feita pelo sistema interno da revista para a seleção de avaliadores (duplo-cego).
Comunicamos também que a partir da edição de Dez/16, estamos solicitando a taxa de submissão no valor de R$ 15,00.
Esperamos que a leitura seja agradável e nos colocamos a disposição para outros esclarecimentos. 
Caso o site da Revista esteja fora do ar, solicitamos que envie seu material via e-mail da Revista.
Agradecemos a divulgação da Revista SUSTINERE
A Revista SUSTINERE (ISSN 2359-0424), nas Classificações de Periódicos do Quadriênio 2013-2016, recebeu as seguintes qualificações:
Avaliação WebQualis, Classificação de Periódicos do Quadriêncio 2013-2016

Dados coletados na Plataforma Sucupira em 18/04/2018.


Atenciosamente,
Esp. Priscila Gomes
Editor Assistente- SUSTINERE