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segunda-feira, 30 de julho de 2018

Conhecimento sobre a vacinação contra o HPV em estudantes de medicina no Rio de Janeiro


Assunto de tamanho interesse da ginecologia, atual, de abrangência médica, econômica e mundial, o papiloma vírus humano (HPV) é um vírus de DNA extremamente prevalente em todo o mundo (SILVAet al., 2012; RODRIGUES et al., 2014). Atualmente existem mais de 200 tipos identificados, dos quais cerca de 45 acometem a área anogenital e são divididos principalmente em dois grandes grupos, o de baixo (6 e 11) e o de alto risco oncogênico (16 e 18) (ANGUIANO et al., 2013). Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), destacam que mais de 630 milhões de homens e mulheres (1:10 pessoas) estão infectados por este vírus no mundo (BAKOGIANNI , 2010). 



O estudo, tratamento e prevenção do HPV é de vultosa importância, pois o mesmo é identificado em mais de 99% dos carcinomas do colo uterino e além disso, a infecção está também potencialmente associada carcinomas de outros territórios anatômicos como orofaringe, ânus, pênis e região vaginal (GIULIANO et al., 2011). O câncer cervical corresponde a aproximadamente 10% de todos os casos de câncer em mulheres no mundo e é a segunda causa mais comum de morte por neoplasia, depois do câncer de mama.



Atualmente é um importante problema de saúde pública, em especial nos países menos desenvolvidos como no Brasil onde ocorrem cerca de 20.000 novos casos e 4.000 mortes por ano (FREGNANI et al., 2013; COELHO et al., 2015). O principal elemento para desenvolvimento de lesões precursoras e do câncer do colo do útero é a infecção pelo HPV e dentre os fatores de risco considerados para infecção pelo vírus e possível evolução neoplásica estão principalmente a idade, maior prevalência entre adolescentes e adultas jovens, início precoce de vida sexual, múltiplos parceiros sexuais e presença outras doenças sexualmente transmissíveis.



Desde a década de 1940, a colpocitologia oncótica ou exame de Papanicolau constitui o método de triagem e prevenção para as lesões precursoras do câncer do colo uterino. Exame este sensível, seguro, barato e de especificidade relativamente boa (GIULIANO et al., 2011). Além dos exames preventivos, a vacinação contra o HPV tem ganhado espaço como ferramenta na prevenção, sendo a possibilidade de redução do câncer de colo uterino com a utilização da vacina profilática contra o HPV uma grande perspectiva médica mundial (GIRALDO et al., 2008). Em 2006, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil (ANVISA) regulamentou a comercialização da vacina quadrivalente recombinante contra o Papilomavírus Humano (6, 11, 16 e 18). Mais recentemente também foi aprovada a vacina bivalente contra HPV16 e HPV18, considerados os dois tipos mais comuns nos cânceres cervicais; ambas são semelhantes e apresentam alta eficácia (LINHARES e VILLA, 2006).



Muitos estudos apontam com entusiasmo o papel das vacinas profiláticas na redução do câncer de colo uterino, sugerindo a incorporação desta nova tecnologia ao serviço público de saúde (MEDEIROS, 2009). Uma das principais barreiras à informação sobre a detecção precoce e prevenção da infecção por HPV são a disponibilidade, precisão das informações dadas e incentivo dos profissionais de saúde para a prática dos exames de prevenção e vacinação por parte da população (COSTA et al., 2017). A estratégia requer um aumento das ações para fortalecer programas através de um pacote de serviços integrados: informação e educação em saúde; rastreamento e tratamento pré-câncer; tratamento para câncer cervical invasivo e cuidados paliativos; além de decisões políticas baseadas em evidência sobre como se introduzir a vacina contra o vírus HPV (GIRALDO et al., 2008). 






Autor: Gilda Maria Sales Barbosa, Daniel Pereira Barbosa, Elizabeth Zaroni Megale, Eduarda Karenn Ferreira da Silva, Elaine Alves dos Santos e Cassio do Nascimento Florêncio
Fonte: SUSTINERE
Sítio Online da Publicação: e-publicacoes UERJ
Data de Publicação: Janeiro a Junho de 2018
Publicação Original: http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/sustinere/article/view/33130/25717

Análise de Emissões Aeronáuticas: Estudo de caso em um aeroporto da cidade do Rio de Janeiro

A poluição atmosférica, conceituada como a ocorrência de gases e materiais particulados em níveis superiores aos naturalmente encontrados, é uma circunstância gerada e incrementada pela ação antrópica ao longo dos séculos. Segundo Gaffney e Marley (2009), desde que o homem descobriu e começou a manipular o fogo para se aquecer e alimentar, ele teve que lidar com os subprodutos originados da combustão, incluindo dióxido de carbono, vapor d’agua, e uma diversidade de gases traço e aerossóis, que provocam inúmeros impactos na qualidade do ar, no clima e na saúde humana. Recentemente, Guxens et al. (2018) estudaram a poluição atmosférica e sua relação com mudanças no desenvolvimento cerebral e cognitivo em crianças.


O estudo mostrou que concentrações de poluentes atmosféricos, mesmo dentro dos limites considerados seguros a saúde humana causaram alterações cerebrais. Gavinier e Nascimento (2014) avaliaram a associação entre poluentes atmosféricos e hospitalizações por acidente vascular encefálico (AVE) em indivíduos com idade igual ou superior a 50 anos, sendo possível especificar associação entre dióxido de nitrogênio e internações por AVE.



Barbosa et al. (2015) investigaram a associação da poluição atmosférica em relação aos atendimentos pediátricos de emergência a portadores de anemia falciforme onde constataram entre outros, que dióxido de nitrogênio e monóxido de carbono estiveram associados a um incremento de 19% e 16,5% respectivamente, nos atendimentos totais. Até o final da idade moderna, onde se deram os primeiros movimentos industriais, o homem contribuiu pouco a pouco com o aumento do nível de poluentes na atmosfera e consequentemente agravando os problemas de saúde das populações. Todavia, com o advento da Segunda Revolução Industrial, ocorrida entre a segunda metade do século XIX e a primeira metade do XX, os níveis de emissões de poluentes atmosféricos foram incrementados, devido ao desenvolvimento de motores a combustão interna e externa, visto que, tais equipamentos operam pelo uso de combustíveis fósseis.



Em consonância, surgiram os primeiros projetos de aeronaves, que após anos de aprimoramento, possibilitaram a realização do transporte de pessoas e cargas por vias aéreas, de forma mais rápida e segura, principalmente, com o desfecho da segunda guerra mundial, que de acordo com Fajer (2009), em sua tese “Sistemas de investigação dos acidentes aeronáuticos da aviação geral – uma análise comparativa”, tal fato, fez com que parte da indústria aeronáutica passasse a se dedicar à aviação civil. Além da rapidez e segurança, os transportadores aéreos, à época, requeriam da indústria, aeronaves com maiores capacidade de transporte, tecnologia e autonomia de voo.



Como solução a estas requisições, a indústria desenvolveu e produziu aeronaves com novas tecnologias de navegação, motores e aerodinâmica mais eficiente (FAJER apud CROUCH, 2008). Os motores aeronáuticos encontram-se incluídos na categoria de motores térmicos, por utilizarem como combustíveis, substâncias derivadas da destilação do petróleo, conhecidos como Gasolina de Aviação (AVGAS) e Querosene de Aviação (JET A-1). Além disto, devem possuir qualidades que envolvem a segurança contínua do funcionamento, ausência de vibrações, facilidade de manutenção, necessitam ser duráveis, econômicos e termicamente eficientes (HOMA, 2006).



Autor: Rafael Vaz Fernandes Moreira, Simone Lorena Quiterio de Souza e Sergio Machado Corrêa
Fonte: SUSTINERE
Sítio Online da Publicação: e-publicacoes UERJ
Data de Publicação: Janeiro a Junho de 2018
Publicação Original: http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/sustinere/article/view/33346/25716

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Revista Sustinere lança Twitter, estamos nas redes sociais agora.

A Revista SUSTINERE (SUST) estreia sua conta no Twitter. Presente em diversas redes sociais, tem por objetivo a publicação de contribuições nacionais e internacionais acadêmicas, técnicas e científicas que articulem temas interdisciplinares e transdisciplinares relativos à Saúde e Educação em suas interfaces com a sociedade, a ciência, o meio ambiente e a tecnologia. São aceitos artigos em português, inglês e espanhol.

Com uma fanpage no Facebook, uma conta no Twitter e incorpora o Instagram à sua estratégia digital com o objetivo de ampliar sua interação com os telespectadores. 




A Revista possui periodicidade semestral (Julho e Dezembro) e recebe artigos para avaliação durante todo o período, (fluxo contínuo). 

As contribuições são publicadas após aprovação por pelo menos dois Avaliadores apontados pelos Editores da Revista e especialistas da área.

O novo número da revista SUSTINERE já encontra-se à disposição no endereço : http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/sustinere/issue/current
O cadastro em nossa Revista é feito pelo link: http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/sustinere/user/register

Solicitamos que ao fazerem o cadastro na pagina (Autores e Leitores), não esqueçam de inserir informações importantes como :

1. Titulação
2. Áreas de interesse (para aqueles que queiram ser avaliadores de artigos)

Estas informações serão utilizadas na busca feita pelo sistema interno da revista para a seleção de avaliadores (duplo-cego).
Comunicamos também que a partir da edição de Dez/16, estamos solicitando a taxa de submissão no valor de R$ 15,00.
Esperamos que a leitura seja agradável e nos colocamos a disposição para outros esclarecimentos. 
Caso o site da Revista esteja fora do ar, solicitamos que envie seu material via e-mail da Revista.
Agradecemos a divulgação da Revista SUSTINERE
A Revista SUSTINERE (ISSN 2359-0424), nas Classificações de Periódicos do Quadriênio 2013-2016, recebeu as seguintes qualificações:
Avaliação WebQualis, Classificação de Periódicos do Quadriêncio 2013-2016

Dados coletados na Plataforma Sucupira em 18/04/2018.


Atenciosamente,
Esp. Priscila Gomes
Editor Assistente- SUSTINERE