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quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Emissões globais de gases de efeito estufa aumentam em 2017, diz relatório da ONU

As emissões de gases de efeito estufa aumentaram no ano passado, depois de três anos de estabilização, segundo relatório das Nações Unidas divulgado ontem (27) em Paris.


O estudo mostra que as emissões globais atingiram níveis históricos de 53,5 gigatoneladas de gás carbônico equivalente. Os cientistas alertam que, se persistir a tendência atual, até o fim do século, a temperatura global poderá subir pelo menos 3º Celsius (º C).

Fonte: Scripps Institution of Oceanography, UC San Diego



Diante do crescimento das emissões globais de gás carbônico equivalente em 2017, o relatório projeta que os países devem triplicar os esforços para alcançar a meta de manter o aquecimento global até 2030 abaixo de 2º C ou quintuplicar as ações para limitar o aumento da temperatura abaixo de 1,5° C, conforme prevê o Acordo de Paris. Apenas 57 países, que representam 60% das emissões globais, estão no caminho para atingir a meta em 2030, informa o documento da ONU.

O resultado apresentado nesta terça-feira pelo Programa das Nações Unidas pelo Meio Ambiente (UN Environment) leva em consideração as medidas e intenções que os mais de 190 países-membros da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima apresentaram voluntariamente nas chamadas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), como resultado do Acordo de Paris, firmado em 2015.

No acordo, cada nação estabeleceu um compromisso diferente de redução das emissões de carbono com metodologias variadas de acordo com sua realidade. No caso do Brasil, a meta ratificada pelo governo, prevê que até 2025 as emissões de gases de efeito estufa sejam reduzidas a 37% em relação a 2005, ano em que o país emitiu aproximadamente 2,1 bilhões de toneladas de gás carbônico (CO2). Para 2030, a meta é que a redução seja de 43%.

Ao lado de China e Japão, o Brasil é citado no relatório como um dos três países integrantes do G-20 que, seguindo as políticas adotadas atualmente, podem atingir as metas estabelecidas nacionalmente para 2030. A busca da redução do desmatamento ilegal é uma das principais medidas brasileiras para alcançar a meta.

A poucos dias do início da 24ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, que será realizada de 2 a 14 de dezembro, em Katowice, Polônia, o relatório da ONU aponta ainda que a lacuna para atingir a meta de mitigação das mudanças climáticas pode ser reduzida com revisão das ações no setor privado e aproveitamento máximo do potencial de inovação e financiamento sustentável.

A organização também conclama representantes de cidades, estados, empresas, investidores, instituições de educação e organizações da sociedade civil para se comprometer com ações climáticas significativas. O relatório também sugere que os governos adotem políticas fiscais de subsídio a alternativas de baixa emissão de carbono e que sobretaxem o uso de combustíveis fósseis para estimular investimentos no setor de energia e reduzir as emissões de carbono.



Por Débora Brito, da Agência Brasil, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 28/11/2018




Autor: Débora Brito
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 28/11/2018
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2018/11/28/emissoes-globais-de-gases-de-efeito-estufa-aumentam-em-2017-diz-relatorio-da-onu/

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Análise de Emissões Aeronáuticas: Estudo de caso em um aeroporto da cidade do Rio de Janeiro

A poluição atmosférica, conceituada como a ocorrência de gases e materiais particulados em níveis superiores aos naturalmente encontrados, é uma circunstância gerada e incrementada pela ação antrópica ao longo dos séculos. Segundo Gaffney e Marley (2009), desde que o homem descobriu e começou a manipular o fogo para se aquecer e alimentar, ele teve que lidar com os subprodutos originados da combustão, incluindo dióxido de carbono, vapor d’agua, e uma diversidade de gases traço e aerossóis, que provocam inúmeros impactos na qualidade do ar, no clima e na saúde humana. Recentemente, Guxens et al. (2018) estudaram a poluição atmosférica e sua relação com mudanças no desenvolvimento cerebral e cognitivo em crianças.


O estudo mostrou que concentrações de poluentes atmosféricos, mesmo dentro dos limites considerados seguros a saúde humana causaram alterações cerebrais. Gavinier e Nascimento (2014) avaliaram a associação entre poluentes atmosféricos e hospitalizações por acidente vascular encefálico (AVE) em indivíduos com idade igual ou superior a 50 anos, sendo possível especificar associação entre dióxido de nitrogênio e internações por AVE.



Barbosa et al. (2015) investigaram a associação da poluição atmosférica em relação aos atendimentos pediátricos de emergência a portadores de anemia falciforme onde constataram entre outros, que dióxido de nitrogênio e monóxido de carbono estiveram associados a um incremento de 19% e 16,5% respectivamente, nos atendimentos totais. Até o final da idade moderna, onde se deram os primeiros movimentos industriais, o homem contribuiu pouco a pouco com o aumento do nível de poluentes na atmosfera e consequentemente agravando os problemas de saúde das populações. Todavia, com o advento da Segunda Revolução Industrial, ocorrida entre a segunda metade do século XIX e a primeira metade do XX, os níveis de emissões de poluentes atmosféricos foram incrementados, devido ao desenvolvimento de motores a combustão interna e externa, visto que, tais equipamentos operam pelo uso de combustíveis fósseis.



Em consonância, surgiram os primeiros projetos de aeronaves, que após anos de aprimoramento, possibilitaram a realização do transporte de pessoas e cargas por vias aéreas, de forma mais rápida e segura, principalmente, com o desfecho da segunda guerra mundial, que de acordo com Fajer (2009), em sua tese “Sistemas de investigação dos acidentes aeronáuticos da aviação geral – uma análise comparativa”, tal fato, fez com que parte da indústria aeronáutica passasse a se dedicar à aviação civil. Além da rapidez e segurança, os transportadores aéreos, à época, requeriam da indústria, aeronaves com maiores capacidade de transporte, tecnologia e autonomia de voo.



Como solução a estas requisições, a indústria desenvolveu e produziu aeronaves com novas tecnologias de navegação, motores e aerodinâmica mais eficiente (FAJER apud CROUCH, 2008). Os motores aeronáuticos encontram-se incluídos na categoria de motores térmicos, por utilizarem como combustíveis, substâncias derivadas da destilação do petróleo, conhecidos como Gasolina de Aviação (AVGAS) e Querosene de Aviação (JET A-1). Além disto, devem possuir qualidades que envolvem a segurança contínua do funcionamento, ausência de vibrações, facilidade de manutenção, necessitam ser duráveis, econômicos e termicamente eficientes (HOMA, 2006).



Autor: Rafael Vaz Fernandes Moreira, Simone Lorena Quiterio de Souza e Sergio Machado Corrêa
Fonte: SUSTINERE
Sítio Online da Publicação: e-publicacoes UERJ
Data de Publicação: Janeiro a Junho de 2018
Publicação Original: http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/sustinere/article/view/33346/25716

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Emissões globais de dióxido de carbono (CO2) aumentaram novamente após um hiato de três anos

University of Exeter*

As emissões globais de dióxido de carbono da queima de combustíveis fósseis aumentaram novamente após um hiato de três anos, de acordo com novas figuras do Global Carbon Project (GCP).


Figura: Tendências nas emissões de CO2 e nas concentrações atmosféricas de CO2, in Nature Climate Change.



A projeção alarmante para 2017 é revelada em um novo relatório do GCP – co-autor de muitos dos principais cientistas climáticos do mundo, incluindo os Professores Pierre Friedlingstein, Stephen Sitch, Richard Betts e Andrew Watson da Universidade de Exeter – publicados hoje.

O relatório revela que as emissões globais de todas as atividades humanas chegarão a 41 bilhões de toneladas em 2017, após um aumento de 2% previsto na queima de combustíveis fósseis.

Os números apontam para a China como a principal causa do crescimento renovado das emissões fósseis – com um crescimento projetado de 3,5%. Espera-se que as emissões de CO2 diminuam 0,4% nos EUA e 0,2% na UE, menores declínios do que na década anterior.

Aumentos no uso de carvão na China e nos EUA são esperados este ano, revertendo suas reduções desde 2013.

Anteriormente, esperava que as emissões em breve atingissem seu pico após três anos estáveis, de modo que a nova projeção para 2017 é uma mensagem indesejada para os decisores políticos e delegados na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 23) em Bonn, que acontece nesta semana.

O relatório de alto perfil é publicado simultaneamente nas revistas Nature Climate Change , Earth System Science Data Discussions e Environmental Research Letters.

Outras principais conclusões do relatório são que as emissões de CO2 diminuíram na presença de atividade econômica crescente em 22 países, representando 20% das emissões globais. A energia renovável também aumentou rapidamente em 14% ao ano nos últimos cinco anos – embora de uma base muito baixa.

O pesquisador principal, Prof. Corinne Le Quéré, diretor do Centro Tyndall para Pesquisa sobre Mudanças Climáticas na UEA, disse: “Com as emissões globais de CO2 de atividades humanas estimadas em 41 bilhões de toneladas para 2017, o tempo está se esgotando em nossa capacidade de manter o aquecimento bem abaixo de 2ºC muito menos 1,5ºC.

“Este ano, vimos como as mudanças climáticas podem amplificar os impactos dos furacões com chuvas mais intensas, níveis mais altos do mar e condições oceânicas mais quentes favorecendo tempestades mais poderosas. Esta é uma janela para o futuro. Precisamos alcançar um pico nas emissões globais em nos próximos anos e reduzir as emissões rapidamente depois para enfrentar as mudanças climáticas e limitar seus impactos “.


Referência:

Towards real-time verification of CO2 emissions
Journal: Nature Climate Change (2017)
DOI: doi:10.1038/s41558-017-0013-9
https://www.nature.com/articles/s41558-017-0013-9



* Tradução e edição de Henrique Cortez, EcoDebate.

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 14/11/2017




Autora: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data de Publicação: 14/11/2017
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2017/11/14/emissoes-globais-de-dioxido-de-carbono-co2-aumentaram-novamente-apos-um-hiato-de-tres-anos/