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quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Novos casos de Covid dobram na África do Sul em um dia



Mulher é submetida a teste de Covid no Lenasia South Hospital, perto de Joanesburgo, na África do Sul, na quarta-feira (1º) — Foto: AP Photo/ Shiraaz Mohamed

Os novos casos de Covid-19 na África do Sul praticamente dobraram em um dia, relataram as autoridades nesta quarta-feira (1º), sinalizando um aumento dramático no país onde os cientistas detectaram a variante ômicron na semana passada.

Os novos casos confirmados aumentaram para 8.561 na quarta-feira, contra 4.373 no dia anterior, de acordo com estatísticas oficiais.

Cientistas na África do Sul disseram que estão se preparando para um rápido aumento nos casos de Covid após a descoberta da nova variante ômicron.

“Há uma possibilidade de que realmente veremos uma séria duplicação ou triplicação dos casos à medida que avançamos ou conforme a semana se desenrola”, disse o Dr. Nicksy Gumede-Moeletsi, virologista regional da Organização Mundial de Saúde, â agência Associated Press.

“Existe a possibilidade de vermos um grande aumento no número de casos identificados na África do Sul”, acrescentou.

A África do Sul viu um período de baixa transmissão no início de novembro, com uma média de cerca de 200 novos casos por dia em 7 dias, mas em meados de novembro os novos casos começaram a aumentar rapidamente.

Os novos casos relatados na quarta-feira representam uma taxa de positividade de 16,5% dos casos testados, ante uma taxa de 1% no início de novembro.

O aumento anterior da África do Sul, impulsionado pela variante delta, em junho e julho, viu novos casos diários atingirem um pico de mais de 20 mil. Com uma população de 60 milhões de pessoas, a África do Sul registrou mais de 2,9 milhões de casos de Covid, e quase 90 mil mortes.

É muito cedo para ter certeza de que a variante ômicron é responsável pelo aumento dos casos, mas é muito possível, dizem os especialistas. Os testes de PCR padrão podem sugerir que um caso positivo é causado por ômicron, mas apenas um sequenciamento genético completo pode confirmá-lo.




Primeira imagem da variante ômicron revela mais que o dobro de mutações que a delta

Laboratórios na África do Sul e Botswana estão fazendo sequenciamento genômico urgente para estudar casos de ômicron, a fim de ver se a variante é significativamente mais transmissível, causa casos mais graves de Covid ou se foge da proteção da vacinação, disse Gumede-Moeletsi.

As hospitalizações por Covid também estão aumentando na África do Sul, mas não como a taxa dramática de novos casos.

A variante ômicron foi detectada em cinco das nove províncias da África do Sul e foi responsável por 74% dos genomas do vírus sequenciados em novembro, anunciou o Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis do país na quarta-feira.

A primeira detecção da variante na África do Sul pode ter sido em 8 de novembro na província de Gauteng, de acordo com dados divulgados pelo instituto. Segundo ele, até o final de outubro, a variante delta respondia pela maioria dos genomas sequenciados no país, mas em novembro a variante ômicron a ultrapassou.








Autor: Por Associated Press
Fonte: G1 Saúde
Sítio Online da Publicação: pebmed
Data: 01/12/2021
Publicação Original: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2021/12/01/novos-casos-de-covid-dobram-na-africa-do-sul-em-um-dia.ghtml

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Conselho Federal de Medicina adota novo Código de Ética em resposta a avanços tecnológicos e científicos



Os diretores do CFM explicaram aos jornalistas o processo de atualização dos princípios éticos da Medicina — Foto: Conselho Federal de Medicina (CFM)


Um novo conjunto de normas passa a orientar a atividade profissional dos médicos no Brasil, inclusive nas suas relações com os pacientes. O Conselho Federal de Medicina (CFM) atualizou o seu Código de Ética Médica. Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (23), em Brasília, os diretores da organização comentaram as principais novidades.


Entre elas, está a preservação do sigilo profissional na relação entre médico e paciente. De acordo com o CFM, a atualização do código era necessária justamente por causa dos novos contextos na relação dos médicos com a sociedade, especialmente em meio a avanços tecnológicos e científicos.



“No nosso Código de Ética Médica, estes valores estão presentes: dignidade, privacidade, imagem, intimidade e honra”, disse José Eduardo de Siqueira, membro da Comissão Nacional de revisão do documento.


O texto menciona, por exemplo, o respeito à autonomia do paciente, especialmente em casos terminais. O artigo 41 diz: "Nos casos de doença incurável e terminal, deve o médico oferecer todos os cuidados paliativos disponíveis sem empreender ações diagnósticas ou terapêuticas inúteis ou obstinadas, levando sempre em consideração a vontade expressa do paciente ou, na sua impossibilidade, a de seu representante legal."


Outra novidade é a obrigação da elaboração de um "sumário de alta", que precisa ser entregue ao paciente quando for solicitado. Trata-se de um documento que resume a situação do paciente e deve ajudar numa eventual transição ou continuidade de tratamentos. Também melhora a comunicação entre médicos de diferentes áreas.



Respeito ao médico



O código também orienta o respeito ao médico com deficiência ou doença crônica, assegurando-lhe o direito de exercer suas atividades profissionais nos limites de sua capacidade, e cita situações em que os médicos possam recusar atendimentos, como em locais com condições precárias, que os exponham a riscos, assim como os pacientes.


O texto toca, ainda, no tema das novas tecnologias na área de saúde. Ficou definido que o uso das mídias sociais pelos médicos será regulado por meio de resoluções específicas, o que valerá também para a oferta de serviços médicos à distância, mediados por tecnologia.


No âmbito das pesquisas em medicina, continua proibido o uso de placebos quando houver métodos de tratamento eficazes.


O documento é, na verdade, uma versão atualizada de um conjunto de princípios que estabelece os limites, os compromissos e os direitos assumidos pelos médicos no exercício da profissão. Levou quase três anos para ser reelaborado e entra em vigência no dia 30 de abril.


Segundo o CFM, o trabalho teve a participação de toda a categoria médica, através de entidades ou por manifestação pessoal dos médicos.




Autor: G1 Saúde
Fonte: G1 Saúde
Sítio Online da Publicação: G1 Saúde
Data: 23/04/2019
Publicação Original: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2019/04/23/conselho-federal-de-medicina-adota-novo-codigo-de-etica-em-resposta-a-avancos-tecnologicos-e-cientificos.ghtml

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Nova York declara emergência devido a surto de sarampo



Homem passa perto de escola judaica no Brooklyn, em Nova York. — Foto: Shannon Stapleton/Reuters


Um surto de sarampo no Brooklyn, principalmente entre crianças judias ortodoxas, fez com que a cidade de Nova York declarasse uma emergência de saúde pública nesta terça-feira (9), exigindo que moradores não vacinados das áreas afetadas tomem a vacina ou paguem multas.


Sarampo: Como uma doença evitável retornou do passado



O maior surto do vírus, antes praticamente erradicado, na cidade desde 1991, está basicamente contido na comunidade judaica ortodoxa do bairro de Williamsburg, com 285 casos confirmados desde outubro, disse o prefeito Bill de Blasio em coletiva de imprensa. O número representa um salto acentuado dos apenas dois casos registrados em todo o ano de 2017.


“Esse é o epicentro de um surto de sarampo que é muito, muito preocupante e que precisa ser enfrentado imediatamente”, disse de Blasio. O prefeito foi acompanhado por autoridades de saúde da cidade que criticaram o que chamaram de “desinformação” espalhada por críticos das vacinas.


O vírus do sarampo é altamente contagioso e pode levar a sérias consequências e à morte. Embora nenhuma morte tenha sido confirmada até agora, 21 pessoas foram hospitalizadas, com cinco na unidade de terapia intensiva, segundo autoridades. Todos os casos confirmados, com exceção de 39, afetaram crianças.


O surto faz parte de um reaparecimento mais amplo do vírus nos Estados Unidos, com 465 casos registrados em 19 Estados até agora neste ano, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA.


Em 2000, os Estados Unidos declararam que o sarampo havia sido eliminado do país devido à ampla vacinação, o que significa que não estava mais constantemente presente. Entretanto, as taxas de vacinação têm caído nos últimos anos, de acordo com especialistas em doenças infecciosas.


O surto no Brooklyn tem sido associado a uma criança não vacinada que foi infectada durante visita a Israel, que também está enfrentando uma epidemia da doença, de acordo com o Departamento de Saúde da Cidade de Nova York.


Autoridades disseram que irão impor multas de até mil dólares àqueles que não tomaram a vacina tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola) e não podem fornecer outra evidência de imunidade, como já terem tido sarampo.


Essa é a primeira vez na história recente em que a cidade de Nova York ordena vacinações obrigatórias, de acordo com autoridades de saúde.




Autor: Jonathan Allen e Gina Cherelus, Reuters
Fonte: G1 Saúde
Sítio Online da Publicação: G1 Saúde
Data: 09/04/2019
Publicação Original: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2019/04/09/nova-york-declara-emergencia-devido-a-surto-de-sarampo.ghtml

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Pesquisadores financiados pelo CNPq podem ficar sem bolsas a partir de outubro, diz presidente



João Luiz Filgueiras, presidente do CNPq desde 1º de fevereiro, afirma que o orçamento de 2019 definido na LOA só garante o pagamento de bolsas de pesquisa até setembro — Foto: Marcelo Gondim/CNPq



O orçamento confirmado para 2019 do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) só garante dinheiro para pagar as bolsas de pesquisa até setembro, afirmou em entrevista ao G1 João Luiz Filgueiras de Azevedo, presidente do órgão. Ele explica que, além de a verba para este ano ter sofrido redução em comparação com o ano anterior, parte do dinheiro para 2019 foi usada para o pagamento das bolsas referentes a dezembro de 2018.


Azevedo estima que o CNPq necessite de cerca de R$ 300 milhões para conseguir fechar as contas de 2019, considerando tanto a redução orçamentária quanto os cerca de R$ 80 milhões do orçamento deste ano que foram usados para pagar contas do ano anterior.



"Nesse momento, é correta a afirmação. [O orçamento] paga integralmente as bolsas até setembro. De outubro em diante certamente não paga tudo, provavelmente paga muito pouco", disse o presidente do CNPq.




O problema, porém, pode ser ainda pior, já que, na sexta-feira (29), o governo federal anunciou um contingenciamento de R$ 2,13 bilhões no Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).


A pasta foi a sétima que mais perdeu recursos com o anúncio:
O bloqueio no Orçamento por área
(em R$ bilhões)
em R$ bilhões5,835,835,15,14,34,33,763,762,982,982,132,131,051,050,8370,8370,5990,5990,2220,2220,1470,1470,0770,077EducaçãoDefesaInfraestruturaMinas e EnergiaEconomiaDesenvolvimento regionalCiência e TecnologiaEmendas individuaisCidadaniaEmendas de bancadaJustiça e SegurançaAgriculturaSaúdeRelações exterioresTurismoMeio AmbientePresidênciaAdvocacia GeralDireitos HumanosCGU01234567

Fonte: "Diário Oficial da União"


Alertas desde 2018



Desde a discussão da lei orçamentária anual, no segundo semestre de 2018, o valor abaixo do esperado para 2019 já acendia sinais de alertas. Mas, segundo o atual presidente, os diferentes cenários possíveis caso o dinheiro das bolsas de fato termine antes do fim do ano ainda não estão sendo levantados.


Azevedo explicou que o CNPq conta com o apoio do ministro Marcos Pontes, para tentar reverter o problema:



"O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações e Comunicações está plenamente consciente disso, sabe do problema e, mais do que isso, está trabalhando para tentar reverter. Então não é um problema do qual o CNPq está desesperado atrás, não estamos sozinhos. Nosso ministro está na luta." - João Luiz Filgueiras de Azevedo, presidente do CNPq




Azevedo diz, porém, que ainda não recebeu notícias do MCTIC sobre como a pasta vai repassar o contingenciamento anunciado pelo governo federal.


Quedas consecutivas do orçamento


Dados do CNPq mostram que esse é pelo menos o terceiro ano consecutivo de queda na verba destinada ao pagamento de bolsas. De 2018 para 2019, nas demais áreas, como gastos de administração e de fomento à pesquisa, houve um aumento no orçamento. Porém, o orçamento global do CNPq teve uma perda em valores absolutos de R$ 142,6 milhões, considerando os valores do orçamento do ano passado corrigidos pela inflação acumulada até janeiro deste ano.


"Estou cautelosamente otimista de que a gente vai conseguir reverter a situação, porque existe um empenho grande do nosso ministro. Mas concordo que em breve a gente vai ter que começar a ver o cenário do que a gente faz se chegar nessa situação", resumiu Azevedo.
Orçamento do CNPq para bolsas de pesquisa*
Evolução do orçamento definido pela LOA em valores corrigidos pela inflação
1.150.559.928,661.150.559.928,661.087.753.862,751.087.753.862,75998.114.548,14998.114.548,14784.787.619784.787.61920162017201820190250M500M750M1.000M1.250M
Fonte: CNPq (*os valores não consideram o orçamento total do CNPq e foram corrigidos pelo IPCA acumulado até janeiro de 2019)


Quase 80 mil bolsistas


O G1 teve acesso a números do CNPq relativos a fevereiro deste ano, quando o conselho registrou 79.749 bolsistas – o número flutua conforme novos bolsistas são incorporados, ou antigos bolsistas concluem suas pesquisas. Metade deles recebem bolsas de iniciação científica ou tecnológica, que têm valores entre R$ 100 e R$ 400. Considerando o número de bolsistas nesses programas e o valor das bolsas, o CNPq gastou cerca de R$ 13 milhões com 40.383 bolsas naquele mês.


O segundo maior grupo em número de bolsistas é o da pós-graduação (mestrado e doutorado no Brasil). No total, 8.708 mestrandos recebem R$ 1.500, e 8.215 doutorados têm bolsa de R$ 2.200 por mês. Em fevereiro, o CNPq repassou cerca de R$ 31 milhões a esses 16.293 pesquisadores.


Outros 15.232 pesquisadores recebem bolsas de produtividade e recebem entre R$ 1.100 e R$ 1.500 por mês.


Os demais bolsistas são das modalidades de pós-doutorado, bolsas tecnológicas ou de extensão, apoio técnico à pesquisa, programa de capacitação institucional e outras bolsas, como atração de jovens talentos e desenvolvimento tecnológico.


Há ainda 868 bolsistas do CNPq desenvolvendo pesquisas no exterior, mas o valor varia de acordo com o país de destino.
Número de bolsistas do CNPq
Quantidade de pesquisadores por modalidade de bolsa de pesquisa
Iniciação científica: 40.838Pós-graduação: 16.923Produtividade: 15.232Pós-doutorado: 1.222Tecnológicas: 2.871Exterior: 868Outras: 1.795
Fonte: CNPq (valores referentes a fevereiro de 2019)


Valores defasados



Nem todas as modalidades têm valores definidos de forma detalhada no site do CNPq e, em alguns casos, o valor varia de acordo com subgrupos. As modalidades detalhadas, como as de iniciação científica, pós-graduação, produtividade, pós-doutorado e tecnológicas, somaram 77.106 bolsistas em fevereiro. No caso dos bolsistas de produtividade e de alguns tipos de pós-doutorado e bolsas tecnológicas, os valores pagos variam.


Um cálculo que considera que cada um deles recebeu apenas o valor mínimo estabelecido mostra que o CNPq gastou em fevereiro pelo menos R$ 68,8 milhões para manter essas pesquisas.


Mesmo assim, esses valores estão defasados há anos. Um levantamento feito pela Associação Nacional de Pós-Graduandos mostra que o último reajuste nas bolsas de mestrado e de doutrado aconteceu em 2013.


Desde então, a inflação acumulada chegou a 42,6% até fevereiro de 2019, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Caso fossem reajustadas de acordo com o índice, as bolsas de mestrado chegariam a R$ 2.139,77 e as de doutorado, a R$ 3.138,33.


Segundo Azevedo, para este ano não é possível reajustar os valores das bolsas de pesquisa, já que o orçamento, segundo ele, "está posto", ou seja, já foi sugerido pelo Executivo e debatido pelo Legislativo durante o ano passado.


2011
● DOUTORADO: 1.800

Fonte: Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG)




Autor: Ana Carolina Moreno
Fonte: G1 Saúde
Sítio Online da Publicação: G1 Saúde
Data: 03/04/2019
Publicação Original: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2019/04/03/pesquisadores-financiados-pelo-cnpq-podem-ficar-sem-bolsas-a-partir-de-outubro-diz-presidente.ghtml