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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Conselho Deliberativo da Fiocruz publica carta em apoio ao CNPq

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"O Conselho Deliberativo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vem manifestar seu apoio ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) diante da grave crise orçamentária e financeira vivida pelo órgão. A Fiocruz defende a necessidade de dotação de recursos e infraestrutura adequados ao cumprimento da missão do CNPq de fomentar a ciência, tecnologia e inovação e atuar na formulação de suas políticas, contribuindo para o avanço das fronteiras do conhecimento, o desenvolvimento sustentável e a soberania nacional.

Conforme deliberação da 16ª Conferência Nacional de Saúde, a política nacional de saúde deve priorizar a ciência, tecnologia e inovação como base essencial para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e de um projeto nacional de desenvolvimento comprometido com a soberania nacional, autonomia tecnológica, com direitos sociais e sustentabilidade ambiental.

Como instituição científica e tecnológica voltada para a produção de conhecimentos e soluções em saúde pública, a Fiocruz é testemunha do papel primordial exercido pelo CNPq no apoio à pesquisa, ao desenvolvimento tecnológico e à inovação. São inúmeros os projetos desenvolvidos pela Fundação com suporte do CNPq, seja por meio de transferência de recursos diretos ou pelo financiamento de bolsas para estudantes e pesquisadores, que contribuem para o SUS e para a promoção de melhorias nas condições de vida e saúde da população brasileira.

Dentre os exemplos estão as pesquisas realizadas no enfrentamento da emergência sanitária representada pela síndrome congênita associada ao vírus zika, o desenvolvimento tecnológico de kits para diagnóstico diferencial pra Zika, Dengue e Chikungunya, e estudos realizados no campo da biodiversidade e saúde que permitem o rastreamento de casos de febre amarela e outras arboviroses. Todos esses representam avanços recentes obtidos pela Fiocruz com alto impacto para a sociedade e que contaram com central apoio do Conselho, prova contundente de sua relevância para o país.

A Fundação conta também com diversos programas responsáveis pela formação de jovens talentos na ciência e pelo desenvolvimento de conhecimento e tecnologias em favor da saúde do povo brasileiro, garantidos por meio parcerias com o CNPq: o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic), o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Pibit) e o Programa de Pesquisador Visitante. Ainda no campo do ensino, 40 programas de pós-graduação stricto sensu desta instituição, voltados para a formação de mestres e doutores nas diversas áreas das ciências biomédicas, pesquisa clínica, saúde coletiva e desenvolvimento tecnológico, dependem, em boa medida, dos recursos transferidos pelo CNPq. Centenas de estudantes poderão, portanto, não ter mais condições de estudar, caso esta grave crise financeira do CNPq não for revertida.

Diante dos riscos decorrentes para os projetos de pesquisa e ensino da Fiocruz, e entendendo que ciência, tecnologia e inovação devem ser considerados componentes estruturantes e estratégicos para a retomada de crescimento de um país justo, soberano, sustentável e voltado para as necessidades da sociedade, o Conselho Deliberativo se soma às diversas entidades científicas pela defesa da manutenção do CNPq e pela reversão de sua atual crise financeira."





Autor: Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
Fonte: Fiocruz
Sítio Online da Publicação: Fiocruz
Data: 16/08/2019
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/noticia/conselho-deliberativo-da-fiocruz-publica-carta-em-apoio-ao-cnpq

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Pesquisadores financiados pelo CNPq podem ficar sem bolsas a partir de outubro, diz presidente



João Luiz Filgueiras, presidente do CNPq desde 1º de fevereiro, afirma que o orçamento de 2019 definido na LOA só garante o pagamento de bolsas de pesquisa até setembro — Foto: Marcelo Gondim/CNPq



O orçamento confirmado para 2019 do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) só garante dinheiro para pagar as bolsas de pesquisa até setembro, afirmou em entrevista ao G1 João Luiz Filgueiras de Azevedo, presidente do órgão. Ele explica que, além de a verba para este ano ter sofrido redução em comparação com o ano anterior, parte do dinheiro para 2019 foi usada para o pagamento das bolsas referentes a dezembro de 2018.


Azevedo estima que o CNPq necessite de cerca de R$ 300 milhões para conseguir fechar as contas de 2019, considerando tanto a redução orçamentária quanto os cerca de R$ 80 milhões do orçamento deste ano que foram usados para pagar contas do ano anterior.



"Nesse momento, é correta a afirmação. [O orçamento] paga integralmente as bolsas até setembro. De outubro em diante certamente não paga tudo, provavelmente paga muito pouco", disse o presidente do CNPq.




O problema, porém, pode ser ainda pior, já que, na sexta-feira (29), o governo federal anunciou um contingenciamento de R$ 2,13 bilhões no Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).


A pasta foi a sétima que mais perdeu recursos com o anúncio:
O bloqueio no Orçamento por área
(em R$ bilhões)
em R$ bilhões5,835,835,15,14,34,33,763,762,982,982,132,131,051,050,8370,8370,5990,5990,2220,2220,1470,1470,0770,077EducaçãoDefesaInfraestruturaMinas e EnergiaEconomiaDesenvolvimento regionalCiência e TecnologiaEmendas individuaisCidadaniaEmendas de bancadaJustiça e SegurançaAgriculturaSaúdeRelações exterioresTurismoMeio AmbientePresidênciaAdvocacia GeralDireitos HumanosCGU01234567

Fonte: "Diário Oficial da União"


Alertas desde 2018



Desde a discussão da lei orçamentária anual, no segundo semestre de 2018, o valor abaixo do esperado para 2019 já acendia sinais de alertas. Mas, segundo o atual presidente, os diferentes cenários possíveis caso o dinheiro das bolsas de fato termine antes do fim do ano ainda não estão sendo levantados.


Azevedo explicou que o CNPq conta com o apoio do ministro Marcos Pontes, para tentar reverter o problema:



"O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações e Comunicações está plenamente consciente disso, sabe do problema e, mais do que isso, está trabalhando para tentar reverter. Então não é um problema do qual o CNPq está desesperado atrás, não estamos sozinhos. Nosso ministro está na luta." - João Luiz Filgueiras de Azevedo, presidente do CNPq




Azevedo diz, porém, que ainda não recebeu notícias do MCTIC sobre como a pasta vai repassar o contingenciamento anunciado pelo governo federal.


Quedas consecutivas do orçamento


Dados do CNPq mostram que esse é pelo menos o terceiro ano consecutivo de queda na verba destinada ao pagamento de bolsas. De 2018 para 2019, nas demais áreas, como gastos de administração e de fomento à pesquisa, houve um aumento no orçamento. Porém, o orçamento global do CNPq teve uma perda em valores absolutos de R$ 142,6 milhões, considerando os valores do orçamento do ano passado corrigidos pela inflação acumulada até janeiro deste ano.


"Estou cautelosamente otimista de que a gente vai conseguir reverter a situação, porque existe um empenho grande do nosso ministro. Mas concordo que em breve a gente vai ter que começar a ver o cenário do que a gente faz se chegar nessa situação", resumiu Azevedo.
Orçamento do CNPq para bolsas de pesquisa*
Evolução do orçamento definido pela LOA em valores corrigidos pela inflação
1.150.559.928,661.150.559.928,661.087.753.862,751.087.753.862,75998.114.548,14998.114.548,14784.787.619784.787.61920162017201820190250M500M750M1.000M1.250M
Fonte: CNPq (*os valores não consideram o orçamento total do CNPq e foram corrigidos pelo IPCA acumulado até janeiro de 2019)


Quase 80 mil bolsistas


O G1 teve acesso a números do CNPq relativos a fevereiro deste ano, quando o conselho registrou 79.749 bolsistas – o número flutua conforme novos bolsistas são incorporados, ou antigos bolsistas concluem suas pesquisas. Metade deles recebem bolsas de iniciação científica ou tecnológica, que têm valores entre R$ 100 e R$ 400. Considerando o número de bolsistas nesses programas e o valor das bolsas, o CNPq gastou cerca de R$ 13 milhões com 40.383 bolsas naquele mês.


O segundo maior grupo em número de bolsistas é o da pós-graduação (mestrado e doutorado no Brasil). No total, 8.708 mestrandos recebem R$ 1.500, e 8.215 doutorados têm bolsa de R$ 2.200 por mês. Em fevereiro, o CNPq repassou cerca de R$ 31 milhões a esses 16.293 pesquisadores.


Outros 15.232 pesquisadores recebem bolsas de produtividade e recebem entre R$ 1.100 e R$ 1.500 por mês.


Os demais bolsistas são das modalidades de pós-doutorado, bolsas tecnológicas ou de extensão, apoio técnico à pesquisa, programa de capacitação institucional e outras bolsas, como atração de jovens talentos e desenvolvimento tecnológico.


Há ainda 868 bolsistas do CNPq desenvolvendo pesquisas no exterior, mas o valor varia de acordo com o país de destino.
Número de bolsistas do CNPq
Quantidade de pesquisadores por modalidade de bolsa de pesquisa
Iniciação científica: 40.838Pós-graduação: 16.923Produtividade: 15.232Pós-doutorado: 1.222Tecnológicas: 2.871Exterior: 868Outras: 1.795
Fonte: CNPq (valores referentes a fevereiro de 2019)


Valores defasados



Nem todas as modalidades têm valores definidos de forma detalhada no site do CNPq e, em alguns casos, o valor varia de acordo com subgrupos. As modalidades detalhadas, como as de iniciação científica, pós-graduação, produtividade, pós-doutorado e tecnológicas, somaram 77.106 bolsistas em fevereiro. No caso dos bolsistas de produtividade e de alguns tipos de pós-doutorado e bolsas tecnológicas, os valores pagos variam.


Um cálculo que considera que cada um deles recebeu apenas o valor mínimo estabelecido mostra que o CNPq gastou em fevereiro pelo menos R$ 68,8 milhões para manter essas pesquisas.


Mesmo assim, esses valores estão defasados há anos. Um levantamento feito pela Associação Nacional de Pós-Graduandos mostra que o último reajuste nas bolsas de mestrado e de doutrado aconteceu em 2013.


Desde então, a inflação acumulada chegou a 42,6% até fevereiro de 2019, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Caso fossem reajustadas de acordo com o índice, as bolsas de mestrado chegariam a R$ 2.139,77 e as de doutorado, a R$ 3.138,33.


Segundo Azevedo, para este ano não é possível reajustar os valores das bolsas de pesquisa, já que o orçamento, segundo ele, "está posto", ou seja, já foi sugerido pelo Executivo e debatido pelo Legislativo durante o ano passado.


2011
● DOUTORADO: 1.800

Fonte: Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG)




Autor: Ana Carolina Moreno
Fonte: G1 Saúde
Sítio Online da Publicação: G1 Saúde
Data: 03/04/2019
Publicação Original: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2019/04/03/pesquisadores-financiados-pelo-cnpq-podem-ficar-sem-bolsas-a-partir-de-outubro-diz-presidente.ghtml

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Colaborações em pesquisa com o Reino Unido serão apoiadas

Colaborações em pesquisa com o Reino Unido serão apoiadas



FAPESP, CONFAP, CNPq e instituições britânicas lançam chamada para financiar vinda de cientistas britânicos ao Estado de São Paulo (foto: FAPESP)

A FAPESP anuncia uma nova oportunidade para estimular a colaboração científica entre pesquisadores do Estado de São Paulo e do Reino Unido.

Os termos estão definidos em chamada de propostas lançada em conjunto com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP) e outras 15 fundações de amparo à pesquisa estaduais (FAPs), no Brasil, o Fundo Newton, a Academy of Medical Sciences, a British Academy, a Royal Academy of Engineering e a Royal Society, no Reino Unido.

O Fundo Newton é uma iniciativa no governo britânico que visa promover o desenvolvimento social e econômico dos países parceiros, por meio de pesquisa, ciência e tecnologia. Os investimentos terão contrapartida dos parceiros nesses países, sendo a FAPESP uma das parceiras do Newton Fund no Brasil.

A FAPESP, CNPq e outras FAPs cobrirão os custos relacionados à vinda de pesquisadores vinculados a instituições do Reino Unido ao Estado de São Paulo e demais regiões do Brasil. As academias britânicas, por sua vez, selecionarão pesquisadores brasileiros para ir ao Reino Unido.

A FAPESP selecionará propostas de pesquisadores de instituições de ensino superior e de pesquisa no Estado de São Paulo que queiram trazer pesquisadores do Reino Unido em duas modalidades: Pesquisador Visitante e Jovem Pesquisador.

A apresentação das propostas será feita exclusivamente por meio do SAGe pelo pesquisador responsável.

A data final para submissão de propostas à FAPESP é 25 de março de 2019.

Instruções específicas a pesquisadores do Estado de São Paulo podem ser encontradas em www.fapesp.br/12208.

As instruções para apresentação de propostas na modalidade Pesquisador Visitante estão publicadas (em inglês) em: www.fapesp.br/en/12205.

As instruções para apresentação de propostas na modalidade Jovem Pesquisador estão publicadas (em inglês) em: www.fapesp.br/en/12206.

A chamada de propostas geral do CONFAP está disponível (em inglês) em: www.fapesp.br/en/12207.





Autor: FAPESP
Fonte: FAPESP
Sítio Online da Publicação: FAPESP
Data: 14/01/2019
Publicação Original: http://www.fapesp.br/12287

sexta-feira, 9 de março de 2018

Notas – Semana de 8 a 14 de março de 2018

Fórum do Confap discute políticas de fomento à pesquisa em Florianópolis
Com a presença de gestores, pesquisadores e empreendedores, foi aberto oficialmente, na noite da última quarta-feira, dia 7 de março, o Fórum do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), em Florianópolis. A solenidade, realizada na sede da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), foi marcada pela assinatura de atos referentes ao fomento à ciência, tecnologia e inovação em Santa Catarina. A cerimônia contou com a participação do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, do governador de Santa Catarina, Eduardo Pinho Moreira, e da presidente do Confap e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), Maria Zaira Turchi, entre outras autoridades. Durante a solenidade de abertura, o governo assinou convênio para a promoção e fortalecimento do ecossistema de inovação e do Centro de Inovação de Itajaí e lançou edital de chamamento público para o credenciamento de plataformas de armazenamento em nuvem interessadas na cessão de imagens de câmeras de segurança à Secretaria de Estado da Segurança Pública de Santa Catarina. Também foram premiados os participantes do Sinapse da Inovação que obtiveram a melhor pontuação na Bolsa de Valoração de Ideias (BVI). Após o ato, foi assinado o Termo de Ratificação do Acordo CNPq-Fapesc para a concessão de bolsas em nível de graduação e mestrado para os executores técnicos de cada um dos mais de 100 projetos contemplados na chamada pública do Sinapse da Inovação. Foi assinado, ainda, o termo que visa a inserção de bolsistas qualificados em empresas geradas no âmbito do Sinapse. As atividade do Fórum do Confap serão realizadas até esta sexta-feira, 9 de março, com extensa programação de discussões sobre o fomento à pesquisa científica, tecnológica e de inovação. Estão reunidos em Santa Catarina presidentes e representantes das 26 Fundações de Amparo à Pesquisa dos Estados brasileiros, além de agências nacionais e internacionais, parceiras do Confap. A realização do evento é da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).

Chamada conjunta vai financiar projetos voltados para a saúde materno-infantil no Brasil
A Fundação Bill & Melinda Gates, o Ministério da Saúde e o Conselho Nacional para Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e as Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs), lançam uma chamada conjunta exclusiva para inovadores brasileiros na área “Ciência de dados para melhorar a saúde materno-infantil no Brasil”. Até o dia 2 de maio, podem se inscrever projetos que utilizem análises de bancos de dados e modelagens (big data, data science); foquem em desafios relacionados à saúde das mulheres e ao desenvolvimento de crianças no Brasil; ajudem a orientar políticas públicas e a gerar impactos sociais positivos. Cada ideia inovadora pode ser premiada com cerca de cem mil dólares. Esta chamada é parte da iniciativa criada pela Fundação Gates em 2010 e denominada Integração do Conhecimento em Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento Saudáveis (da sigla em inglês HBGDki). O principal objetivo deste programa é utilizar ferramentas de ciência de dados para desenvolver um sólido entendimento dos fatores de risco que contribuem para desfechos inadequados em partos prematuros, crescimento infantil incerto e desenvolvimento neurocognitivo comprometido. Por meio do Grand Challenges Explorations Brasil, os parceiros citados acima compartilham do objetivo de apostar e investir na crescente experiência do Brasil em ciência de dados, epidemiologia e em saúde pública para enfrentar os principais problemas em saúde materno-infantil de nosso tempo. Mais informações: https://gcgh.grandchallenges.org/sites/default/files/Dicas_para_Candidatos.pdf e https://gcgh.grandchallenges.org/sites/default/files/GCE_Brazil_Data_Science_Call_RFP-Portuguese.pdf

Professores da PUC-Rio são nomeados fellows de sociedades de pesquisa internacionais
A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro teve recentemente dois professores, que pertencem ao quadro do Centro Técnico Científico (CTC/PUC-Rio), reconhecidos como fellows de sociedades internacionais de pesquisa. O professor Guillermo Solórzano-Naranjo, do Departamento de Engenharia Química e de Materiais do CTC/PUC-Rio, acaba de ser nomeado Fellow da Microscopy Society of America (MSA), uma das mais prestigiadas sociedades científicas do mundo. É a primeira vez que um acadêmico da América Latina conquista este título, destinado somente a membros seniores da organização que tenham contribuído significativamente com os avanços científicos na área da microscopia. A Sociedade destaca a excelência de Solórzano na aplicação da microscopia para resolver problemas associados com os materiais e pelo serviço prestado como embaixador para cooperação internacional através da microscopia, em escala mundial. Há 42 anos como docente da PUC-Rio, o professor também é o único latino-americano membro do conselho da Federação Internacional de Sociedades de Microscopia, que integra 68 países, além de ter sido presidente do 17º Congresso Internacional de Microscopia, realizado pela primeira vez no Brasil em 2010. O certificado da MSA será entregue ao professor em uma cerimônia especial, no dia 6 de agosto de 2018, nos Estados Unidos. Já o professor Lorenzo J. Díaz Casado, do Departamento de Matemática do CTC/PUC-Rio, acaba de ser eleito fellow da TWAS, The World Academy of Sciences, na área de Ciências Matemáticas. A TWAS é uma reconhecida associação que promove a ciência nos países em desenvolvimento. A trajetória profissional de Díaz, sua contribuição científica, seus estudos na área de Sistemas Dinâmicos e sua colaboração para a promoção da ciência no Brasil foram preponderantes para mais este reconhecimento. Entre os 55 eleitos este ano, outros cinco brasileiros foram contemplados com este título, dado anualmente a cientistas de dez diferentes categorias, indicados e eleitos por membros da TWAS. Díaz é o segundo professor do CTC/PUC-Rio a ser eleito fellow: em 2008, o professor Carlos Lucena, do Departamento de Informática do CTC, foi o primeiro a ser contemplado com o título. Espanhol radicado há mais de 30 no Brasil, Lorenzo Díaz dá aula na PUC-Rio desde 1994, aonde hoje é professor titular. Sua formação inclui doutorado pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa). Ele faz parte da elite acadêmica do País como bolsista 1A de produtividade em pesquisa do CNPq, é membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e é Cientista de Nosso Estado, da FAPERJ, tendo recebido em 2016 a Ordem Nacional do Mérito Científico do Brasil. Até março deste ano, exerce a função de coordenador da área de Matemática, Probabilidade e Estatística da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Mais informações: http://www.ctc.puc-rio.br

Atlas adota sistema desenvolvido pela Coppe/UFRJ
Um sistema de filtragem online de elétrons desenvolvido por pesquisadores da Coppe/UFRJ – o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia é a unidade da Universidade Federal do Rio de Janeiro – resolveu um problema que ameaçava inviabilizar financeiramente futuras pesquisas realizadas no Atlas, experimento de detecção de partículas instalado no Cern, o laboratório que investiga a origem do universo. A solução acabou sendo desenvolvida por um grupo de cientistas, sob a coordenação do professor do Programa de Engenharia Elétrica da Coppe, José Manoel de Seixas, que coordena a equipe brasileira no Atlas. Denominado Neuralringer, o sistema foi escolhido como referência para ser utilizado pelo Atlas. Ele possibilitará novas descobertas com menor custo financeiro para o Cern, que no momento está ampliando o número de choques entre prótons para aumentar os eventos físicos, essenciais à investigação e descoberta de possíveis novas partículas. Os pesquisadores do Cern querem aumentar o número de eventos por colisão de 25 para 200, até 2024, o que aumentaria exponencialmente o volume de dados de interesse científico gerados. Criado dentro do conceito de redes neurais, o Neuralringer permite encontrar as "agulhas" (eventos físicos de interesse) neste "palheiro" que não para de crescer. De acordo com o professor de Engenharia Elétrica da Coppe, José Manoel de Seixas, coordenador da equipe brasileira no Atlas, a expectativa é que o número de eventos por colisões salte para 88 já em 2018. No último mês de dezembro, um projeto de pesquisa visando o aperfeiçoamento do algoritmo do Neuralringer foi aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pelo Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil (COFECUB). O edital prevê o intercâmbio de pesquisadores da Coppe, da Université Paris VI (Pierre e Marie Curie) e da Université Clermont-Ferrand (Blaise Pascal), com duração de quatro anos (de 2018 a 2021). A parceria entre a Coppe e o Cern começou há três décadas, com a participação de alguns de seus pesquisadores no desenvolvimento de circuitos analógicos e digitais para o calorímetro Spacal. Em 1988, um grupo formado por professores da Coppe visitou pela primeira vez as instalações do Cern, na Suíça. A partir de então ficou estabelecida à parceria mantida até hoje com vários projetos comuns. Mais informações: http://www.coppe.ufrj.br/pt-br/planeta-coppe-noticias/noticias/atlas-adota-sistema-desenvolvido-pela-coppe

Selo Fiocruz Vídeo abre seleção de projetos audiovisuais em saúde
Estão abertas as inscrições, até o dia 4 de junho, para o terceiro edital do Selo Fiocruz Vídeo, que selecionará projetos audiovisuais originais e inéditos sobre temas de interesse da saúde pública. O concurso de apoio à produção de obras audiovisuais é promovido pela Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fundação Oswaldo Cruz (VPEIC/Fiocruz) e pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), por meio da VideoSaúde Distribuidora. Em sua terceira edição, o edital irá selecionar seis documentários e uma animação, que podem receber apoio financeiro entre R$ 85 mil a R$ 220 mil. As inscrições são gratuitas e abertas a empresas produtoras de qualquer região do Brasil. Para concorrer, os realizadores deverão enviar, além da documentação da empresa, um projeto técnico contendo justificativa, plano de direção, roteiro, público prioritário, orçamento detalhado, currículo ou portfólio do diretor e da empresa e cronograma. Não serão aceitos projetos que já tenham iniciado qualquer etapa de produção. O objetivo do edital é fomentar filmes que ampliem o acesso do público em geral ao conhecimento e debates sobre as principais questões do campo da saúde pública brasileira. Além disso, a VideoSaúde espera ampliar sua oferta de títulos que possam ser exibidos em atividades de formação e promoção da saúde. As obras selecionadas pelo edital do Selo Fiocruz Vídeo posteriormente também estarão presentes em repositórios institucionais de acesso aberto e ganham distribuição em formato físico, pela Editora Fiocruz. Dentre os temas privilegiados por esta edição estão: atenção primária em saúde e Estratégia Saúde da Família, determinação social da saúde, doenças negligenciadas, transmissíveis e não transmissíveis, gravidez na adolescência e amamentação, história da saúde pública e das ciências, saúde do trabalhador, saúde e ambiente, saúde mental, saúde nas prisões, vigilância em saúde e violência e saúde. Na escolha dos projetos será avaliada a relevância do tema abordado para as políticas públicas de saúde. De acordo com o edital do Concurso de Apoio à Produção de Obras Audiovisuais, a análise e avaliação das propostas, coordenada pelo Conselho Curador do Selo Fiocruz Vídeo, levará em consideração critérios como criatividade artística, comunicabilidade, currículo do diretor e do produtor, compatibilidade da obra proposta com o cronograma e a previsão orçamentária e viabilidade de execução da proposta. Além disso, também está entre as obrigações dos proponentes assegurar a correção das informações científicas, médicas e de saúde pública, de descrições de doenças, de ações preventivas de saúde, de tratamentos médicos, de direitos dos pacientes e usuários dos serviços de saúde, de boas práticas de laboratório, de biossegurança ou quaisquer outras informações relevantes ao público. Por isso, uma das exigências do edital é o acompanhamento de um consultor científico. O edital se encontra publicado no site da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec) e da VideoSaúde Distribuidora. De acordo com o regulamento, o prazo para submissão dos projetos e entrega das fichas de inscrição devidamente preenchidas é de 90 dias a partir de sua publicação, com previsão de finalização do processo no início do segundo semestre. Mais informações: https://www.icict.fiocruz.br/sites/www.icict.fiocruz.br/files/Instrumento%20Convocat%C3%B3rio_005_2018-%20Selec%C3%A3o%20P%C3%BAblica%20por%20concurso%20%20selo%20Fiocruz%20V%C3%ADdeo.pdf

Ciclo de palestras no INT debate novos da semente de açaí
O Instituto Nacional de Tecnologia (INT) convida para o ciclo de palestras Terças Tecnológicas, que trará em sua próxima edição, no dia 27 de março, o tema “Semente de açaí: Biotecnologia para geração de energia e novos produtos”. O evento terá início às 14h30, no Auditório Fonseca Costa. Na ocasião, a palestrante será a bioquímica Ayla Sant'Ana da Silva, tecnologista da área de Catálise e Processos Químicos do Instituto Nacional de Tecnologia (INT). Ela vai apresentar os resultados da sua pesquisa sobre a semente de açaí, rica em antioxidantes e em oligossacarídeos, e que pode ser fonte para produtos de alto valor para as indústrias de cosméticos, alimentos e até para a geração de energia em regiões remotas do Brasil. A descoberta dessas propriedades rendeu à pesquisadora a escolha do seu projeto para receber apoio do Instituto Serrapilheira, em seu primeiro edital de fomento à pesquisa. Para se inscrever no ciclo de palestras, é preciso encaminhar o nome completo para o email: eventos@int.gov.br. A palestra será gratuita e com direito a certificado de participação. O INT fica na Av. Venezuela, 82, na Praça Mauá, Centro. Mais informações: http://www.int.gov.br

Inscrições abertas para o 2º Simpósio de Química e das Engenharias Química e de Materiais do CTC/PUC-Rio
Com o sucesso da primeira edição, em 2017, o Diretório Acadêmico de Química e das Engenharias Química e de Nanotecnologia e Materiais (DAQEQ) do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio) promove de 12 a 16 de março a segunda edição do Simpósio de Química e das Engenharias Química e de Materiais (SQM). Serão cinco dias com palestras, minicursos, workshops, networking, mesa-redonda e visitas técnicas. Palestrantes da Brasken, White Martins, Piraquê, Merck, Ambev, Conselho Regional de Química e a Federação Nacional do Estudantes de Engenharia Química (FENEEQ) já estão confirmados no evento. As inscrições podem ser feitas no link https://goo.gl/T1Gj6n e custam R$ 5 (cinco reais) e mais um quilo de alimento não perecível. Para conferir a programação, basta acessar http://daqeqpucrio.wixsite.com/daqeq/sqm




Autor: FAPERJ
Fonte: FAPERJ
Sítio Online da Publicação: FAPERJ
Data de Publicação: 08/03/2018
Publicação Original: http://www.faperj.br/?id=3535.2.7

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Pesquisadora da Fiocruz PE é indicada para o Conselho Deliberativo do CNPq



A pesquisadora da Fiocruz Pernambuco Celina Turchi foi indicada, na lista tríplice da área de Ciências Biológicas e da Saúde, para integrar o Conselho Deliberativo (CD) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A escolha do representante, entre os nomes indicados, será feita pelo Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Gilberto Kassab.

As indicações resultam da consulta feita às associações científicas afiliadas à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O processo, que ocorreu em duas etapas, contou com a participação de 77 entidades e foi concluído na última quinta-feira (08/02). O procedimento para a composição das listas de representantes da comunidade científica para o CD/CNPq foi estabelecido pelas sociedades científicas em 1999.

O Conselho Deliberativo, que representa a maior instância de poder decisório do CNPq, é composto pelo presidente da instituição, pelo secretário-executivo do MCTIC e por representantes da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), das comunidades científica, tecnológica e empresarial e dos servidores do CNPq. O Conselho Deliberativo deve formular propostas para o desenvolvimento científico e tecnológico do país, apreciar a programação orçamentária e definir critérios orientadores das ações da entidade, aprovar as normas de funcionamento dos colegiados, a composição dos comitês de assessoramento e o relatório anual de atividades.

Para o diretor da Fiocruz PE e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), Sinval Brandão Filho, a indicação da Dra. Celina Turchi, que coordenou o primeiro estudo que demonstrou a associação entre o vírus zika e os casos de microcefalia em recém-nascidos, é mais do que justa e representa um importante impacto político para a comunidade de pesquisadores em medicina tropical e saúde pública e para a SBMT: “Foi uma grande satisfação para nós da SBMT indicarmos os nomes dos colegas Celina Maria Turchi Martelli, Mitermeyer Galvão dos Reis e Carlos Henrique Nery Costa, três renomados cientistas de reconhecida competência em suas áreas de atuação”, acrescenta.

De acordo com o Termo de Compromisso assinado pela pesquisadora Celina Turchi, o representante do Conselho Deliberativo do CNPq deverá informar à SBPC e ao Fórum das Associações Científicas Afiliadas as questões importantes e polêmicas que serão deliberadas e levar em conta as eventuais manifestações destas entidades sobre elas.

Sobre Celina Turchi

Pesquisadora visitante no Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz PE) e bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq PQ-1C, com projetos em arboviroses. É médica, com carreira acadêmica iniciada na Universidade Federal de Goiás (1986-2011). Tem mestrado em Epidemiologia na London School of Hygiene and Tropical Medicine e PhD em Saúde Pública na Universidade de São Paulo. É membro titular do Comitê de Assessoramento Saúde Coletiva e Nutrição do CNPq e membro do Instituto de Avaliação de Tecnologia em Saúde (IATS) e do ZikaPLAN Consortium. Coordena o Microcephaly Epidemic Research Group (MERG), grupo de pesquisa coordenado pela Fiocruz PE, que tem por objetivo investigar fatores biológicos, epidemiológicos e sociais relacionados à síndrome congênita de zika.

Prêmios: The 2017 TIME 100 (EUA); “Faz a Diferença”, jornal O Globo 2017 (Rio de Janeiro); Cidadã Pernambucana, Assembleia Legislativa de Pernambuco, 2017; Medalha “Anhanguera” de Goiás, 2017; Nature’s 10, 2016; Prêmio Péter Murányi 2018.

Com informações da SBMT
Autor: Solange Argenta
Fonte: Fiocruz Pernambuco
Sítio Online da Publicação: 
Fiocruz
Data de Publicação: 16/02/2018
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/pt-br/content/pesquisadora-da-fiocruz-pe-e-indicada-para-o-conselho-deliberativo-do-cnpq

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Finalistas do Prêmio Péter Murányi são selecionados
















Três trabalhos foram indicados pela FAPESP, CNPq e Fiocruz. Os vencedores receberão prêmios de até R$ 200 mil e serão anunciados em 8 de fevereiro.

Os três trabalhos finalistas da 17ª edição do Prêmio Péter Murányi foram indicados por representantes da FAPESP, CNPq e Fiocruz. Com foco em Saúde, os trabalhos concorrerão a premiação total de R$ 250 mil, distribuídos entre o primeiro colocado (R$ 200 mil), o segundo (R$ 30 mil) e o terceiro (R$ 20 mil).

O júri escolherá entre os três trabalhos, cujos temas têm como ponto em comum o cuidado com o bem-estar das próximas gerações. Dentre os três trabalhos selecionados para a votação final, um deles foi indicado pela FAPESP e é de autoria da professora Luisa Lina Villa, da Faculdade de Medicina da USP, que foi responsável pela comprovação da eficácia da vacina contra o papilomavírus humano (HPV), um dos principais causadores do câncer de colo de útero. A vacina está em aplicação no sistema público e privado brasileiro, fazendo parte, inclusive, do calendário nacional de vacinação.

Outro finalista é o trabalho coordenado pela médica e pesquisadora Celina Turchi, indicado pela Fiocruz. O estudo mostra a associação entre a ocorrência de microcefalia em crianças cujas mães foram contaminadas pelo vírus Zika durante a gestação.

O terceiro finalista refere-se à importância da amamentação e aos impactos que essa prática tem na redução da mortalidade infantil, diminuição de infecções e melhora no desenvolvimento cognitivo das crianças, em países de alta renda, assim como nos menos desenvolvidos. O projeto, indicado pelo CNPq, é de autoria do professor e médico Cesar Victora.

O estudo vitorioso será indicado por um júri composto por representantes de entidades nacionais e internacionais ligadas à área da saúde, representantes de universidades federais, estaduais e privadas, personalidades de renome e membros da sociedade.

O vencedor será anunciado no dia 8 de fevereiro de 2018 e a cerimônia de entrega das premiações ocorrerá em abril.

O Prêmio Péter Murányi é realizado anualmente pela Fundação Péter Murányi, com temas que se alternam a cada edição: Saúde, Ciência & Tecnologia, Alimentação e Educação. Os temas são revisitados a cada quatro anos. Para a edição de 2018, a fundação recebeu 225 trabalhos, vindos de toda a América Latina.

A premiação conta com o apoio das seguintes entidades: Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp), Academia Brasileira de Ciências (ABC), Associação dos Cônsules no Brasil (Aconbras) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Mais informações: www.fundacaopetermuranyi.org.br.

Autor: Agência FAPESP
Fonte: FAPESP
Sítio Online da Publicação: FAPESP
Data de Publicação: 01/02/2018
Publicação Original: http://agencia.fapesp.br/finalistas_do_premio_peter_muranyi_sao_selecionados__/27073/

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

BIOTECNOLOGIA X TESTES EM ANIMAIS

Pesquisadores mineiros, coordenados por Carlos Delfín Chavez Olortegui, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), apoiados pela FAPEMIG, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), estão utilizando a biotecnologia na produção de imunobiológicos aplicados ao tratamento e prevenção de acidentes por animais peçonhentos.

A pesquisa consiste em criar uma metodologia in vitro que utiliza cultura de células para verificar atividades tóxicas do veneno da jararaca e avaliar sua neutralização por antiveneno, por meio da abordagem animal free. "O que fazemos é, ao invés de utilizar camundongos e injetar o veneno e o antiveneno no roedor, realizamos o mesmo procedimento em células cultivadas em laboratório. Se a reação apresentar resultado positivo e a célula mantiver suas funções normais, então o processo de neutralização do veneno pelo antiveneno foi efetivo; assim, esta etapa na produção do antídoto de uso terapêutico está encerrada e podemos ir para a próxima fase, a de fabricação do produto final", esclarece Olortergui. Na prática, a metodologia desenvolvida permitirá que cerca de 72 mil roedores sejam poupados. "Isto apenas levando em consideração 1 ano de produção em uma única instituição, dividida em oito ciclos de imunização e com 180 cavalos de suporte, representando vantagens tanto éticas, quanto econômicas para a cadeia científica. ", complementa.

É a Ciência Tecnologia e Inovação (CT&I) de Minas Gerais sendo utilizada como alternativa para substituir alguns métodos experimentais usados ao determinar as atividades tóxicas de venenos e que já são realizados em outras regiões. "Os métodos de controle de qualidade de produtos biológicos que usam um grande número de animais está se tornando inaceitável em muitos países, devido a uma rápida evolução de legislações que proíbem procedimentos que conduzem à dor e sofrimento dos animais. ", pontua. A linha de pesquisa desenvolvida pela UFMG segue modelos internacionais já praticados, nos quais a premissa dos 3Rs já é uma constante, com diversos exemplos de estudos internacionais já em execução.

Ainda, de acordo com Olortegui, o próximo passo é uma parceria entre os pesquisadores e a Fundação Ezequiel Dias (Funed). O objetivo é que a autarquia insira essa metodologia no escopo de seus trabalhos, uma vez que ela é referência no que tange ao desenvolvimento de produtos e processos envolvendo toxinas e sorológicos. "Ao contemplar a prática, almejamos que a Funed seja exemplo e potencialize no Estado a viabilidade da utilização dos métodos alternativos em algumas etapas durante a produção dos antivenenos. "Que o país reconheça a tendência internacional e acompanhe o progresso da Ciência, preservando a vida", enfatiza.

O Cenário de testes em animais no Brasil

O Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA), reconhece 17 métodos alternativos de testes em animais. A maioria deles envolvem pesquisas relacionadas à produção de cosméticos que possuem potencial de substituição imediata, sem a utilização de animais. De acordo com Olortegui, vários meios e métodos já estão disponíveis para serem utilizados. "O emprego da engenharia genética e tecidos celulares artificiais podem suprir testes que verificam alergias, dor e irritabilidade, por exemplo ", esclarece. Testes in vitro e modelos computacionais, cujos resultados são mais precisos, também são outras opções.

Todavia é sabido que, no universo de CT&I, algumas pesquisas, em especial quando chegam nas fases finais, necessitam da utilização de animais. Entretanto, são nas fases iniciais que os testes convencionais em animais, além de mais dolorosos, utilizam uma maior quantidade de bichos e podem ser evitados utilizando técnicas alternativas. Por isso, a prática de meios alternativos, como a desenvolvida por Olortegui, faz-se essencial dentro de um contexto em que o reconhecimento por essa prática já é real, inclusive com editais lançados pelo CNPq com caráter específico para tal.

E o País avança nesse sentido, é que a partir de 2019, conforme o prazo estipulado na RN nº 18, a mais abrangente em relação às recomendações sobre a utilização de métodos alternativos, o Brasil não poderá mais utilizar animais em quaisquer experimentos científicos, e não somente para testes de cosméticos. Diante disto, experiências com os bichinhos na produção de cosméticos já foram proibidas em vários Estados do Brasil, com exceção de Minas Gerais.


Autor: Tatiana Nepomuceno
Fonte: Fapemig
Sítio Online da Publicação: Fapemig
Data de Publicação: 21/01/2018
Publicação Original: http://www.fapemig.br/visualizacao-de-noticias/ler/1229/biotecnologia-x-testes-em-animais

ABERTA CHAMADA FAMELAB BRASIL 2018

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, por intermédio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Mtcic/CNPq), o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o Museu do Amanhã e o Conselho Britânico divulgam a Chamada do FameLab Brasil 2018. O objetivo da proposta é identificar e apoiar estudantes no âmbito da competição internacional do FameLab de comunicação científica.

A intenção da chamada é promover a aproximação entre cientistas e público em geral, por meio da contextualização e abordagem de temas científicos do dia a dia da sociedade. Também visa incentivar o desenvolvimento de competências de comunicação, em especial, a habilidade oral. Poderão se inscrever Bolsistas de Mestrado (stricto sensu), Doutorado, Doutorado Direto e Pós-Doutorado, com bolsa vigente até o dia 30 de junho de 2018 ou data posterior, nas áreas de Ciências da Vida ou Ciências Exatas, Tecnológicas e Engenharias e que sejam fluentes em Português e Inglês.

Estão aptos a participar os bolsistas das seguintes agências: Fundações de Amparo à Pesquisa dos Estados da Bahia (Fapesb), Espírito Santo (Fapes), Goiás (Fapeg), Maranhão (Fapema), Minas Gerais (FAPEMIG), Paraná (Fundação Araucária), Santa Catarina (Fapesc), São Paulo (Fapesp) e Sergipe (Fapitec), além de bolsistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) de qualquer estado. Também podem participar estudantes do mesmo nível e áreas, não-bolsistas, de qualquer unidade da Federação, a serem financiados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

O concurso FameLab (www.cheltenhamfestivals.com/science/famelab/) foi lançado em 2005 pelo Festival de Ciência de Cheltenham, na Inglaterra, e está presente em 32 países. Consiste na realização de uma apresentação oral sobre um tópico de ciência e/ou tecnologia, com a duração máxima de três (3) minutos, sem recurso de PowerPoint ou outro dispositivo eletrônico de apresentação, e com uso limitado de materiais de apoio portáteis. O concurso é organizado pelo British Council.

Obs: As bolsas da FAPEMIG são apenas nas modalidades Bolsa de Mestrado (BMS) e Doutorado (BDS) das áreas citadas acima.

Confira aqui a chamada completa do FameLAb.




Autor: Téo Scalioni
Fonte: Fapemig
Sítio Online da Publicação: Fapemig
Data de Publicação: 21/01/2018
Publicação Original: http://www.fapemig.br/visualizacao-de-noticias/ler/1230/aberta-chamada-famelab-brasil-2018