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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Restos humanos e ossos de animais da Era do Gelo são encontrados em caverna do México





Restos mortais de humanos que viveram na Era do Gelo são encontrados em caverna no México

Arqueólogos que exploram a maior caverna inundada do mundo, localizada no México, descobriram restos humanos de no mínimo 9 mil anos de idade e ossos de animais que habitavam a Terra durante a última Era do Gelo.


Um grupo de mergulhadores recentemente conectou duas cavernas submarinas no leste do México e revelou o que se acredita ser a maior caverna inundada do planeta, uma descoberta que pode ajudar a lançar uma nova luz sobre a antiga civilização maia.


A península de Yucatán está repleta de relíquias monumentais do povo maia, cujas cidades contavam com uma rede extensa de escoadouros ligados a águas subterrâneas, conhecidos como cenotes.


Pesquisadores dizem ter encontrado 248 cenotes no sistema de cavernas de 347 quilômetros conhecido como Sac Actun, próximo do balneário de Tulum. Dos 200 sítios arqueológicos que localizaram ali, cerca de 140 são maias.




Mergulhadores exploram sistema de cavernas submarinas de Sac Actun, no México (Foto: Herbert Mayrl/Projeto Grande Aquífero Maia (GAM))


Alguns cenotes adquiriram um significado religioso particular para os maias, cujos descendentes continuam a habitar a região.


Além dos restos humanos, eles também encontraram ossos de bichos-preguiça gigantes, elefantes antigos e ursos extintos do período Pleistoceno, disse o Ministério da Cultura mexicano em um comunicado.


A descoberta da caverna abalou o mundo da arqueologia.


"Acho que é impressionante. Sem dúvida é o maior sítio arqueológico submarino do mundo", disse Guillermo de Anda, pesquisador do Instituto Nacional de Antropologia e História do México (Inah).



De Anda também é diretor do Grande Aquífero Maia (GAM), um projeto dedicado ao estudo e à preservação das águas subterrâneas da península de Yucatán.


De acordo com o Inah, o nível das águas subiu 100 metros no final da Era do Gelo, inundando o sistema de cavernas e criando as "condições ideais para a preservação dos restos da megafauna extinta do Pleistoceno".


A época geológica deste período, a Era do Gelo mais recente, começou 2,6 milhões de anos atrás e terminou há cerca de 11.700 anos.



Autor: G1 Globo Saúde
Fonte: G1 Globo Saúde
Sítio Online da Publicação: G1 Globo Saúde
Data de Publicação: 20/02/2018
Publicação Original: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/restos-humanos-e-ossos-de-animais-da-era-do-gelo-sao-encontrados-em-caverna-do-mexico.ghtml

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

BIOTECNOLOGIA X TESTES EM ANIMAIS

Pesquisadores mineiros, coordenados por Carlos Delfín Chavez Olortegui, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), apoiados pela FAPEMIG, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), estão utilizando a biotecnologia na produção de imunobiológicos aplicados ao tratamento e prevenção de acidentes por animais peçonhentos.

A pesquisa consiste em criar uma metodologia in vitro que utiliza cultura de células para verificar atividades tóxicas do veneno da jararaca e avaliar sua neutralização por antiveneno, por meio da abordagem animal free. "O que fazemos é, ao invés de utilizar camundongos e injetar o veneno e o antiveneno no roedor, realizamos o mesmo procedimento em células cultivadas em laboratório. Se a reação apresentar resultado positivo e a célula mantiver suas funções normais, então o processo de neutralização do veneno pelo antiveneno foi efetivo; assim, esta etapa na produção do antídoto de uso terapêutico está encerrada e podemos ir para a próxima fase, a de fabricação do produto final", esclarece Olortergui. Na prática, a metodologia desenvolvida permitirá que cerca de 72 mil roedores sejam poupados. "Isto apenas levando em consideração 1 ano de produção em uma única instituição, dividida em oito ciclos de imunização e com 180 cavalos de suporte, representando vantagens tanto éticas, quanto econômicas para a cadeia científica. ", complementa.

É a Ciência Tecnologia e Inovação (CT&I) de Minas Gerais sendo utilizada como alternativa para substituir alguns métodos experimentais usados ao determinar as atividades tóxicas de venenos e que já são realizados em outras regiões. "Os métodos de controle de qualidade de produtos biológicos que usam um grande número de animais está se tornando inaceitável em muitos países, devido a uma rápida evolução de legislações que proíbem procedimentos que conduzem à dor e sofrimento dos animais. ", pontua. A linha de pesquisa desenvolvida pela UFMG segue modelos internacionais já praticados, nos quais a premissa dos 3Rs já é uma constante, com diversos exemplos de estudos internacionais já em execução.

Ainda, de acordo com Olortegui, o próximo passo é uma parceria entre os pesquisadores e a Fundação Ezequiel Dias (Funed). O objetivo é que a autarquia insira essa metodologia no escopo de seus trabalhos, uma vez que ela é referência no que tange ao desenvolvimento de produtos e processos envolvendo toxinas e sorológicos. "Ao contemplar a prática, almejamos que a Funed seja exemplo e potencialize no Estado a viabilidade da utilização dos métodos alternativos em algumas etapas durante a produção dos antivenenos. "Que o país reconheça a tendência internacional e acompanhe o progresso da Ciência, preservando a vida", enfatiza.

O Cenário de testes em animais no Brasil

O Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA), reconhece 17 métodos alternativos de testes em animais. A maioria deles envolvem pesquisas relacionadas à produção de cosméticos que possuem potencial de substituição imediata, sem a utilização de animais. De acordo com Olortegui, vários meios e métodos já estão disponíveis para serem utilizados. "O emprego da engenharia genética e tecidos celulares artificiais podem suprir testes que verificam alergias, dor e irritabilidade, por exemplo ", esclarece. Testes in vitro e modelos computacionais, cujos resultados são mais precisos, também são outras opções.

Todavia é sabido que, no universo de CT&I, algumas pesquisas, em especial quando chegam nas fases finais, necessitam da utilização de animais. Entretanto, são nas fases iniciais que os testes convencionais em animais, além de mais dolorosos, utilizam uma maior quantidade de bichos e podem ser evitados utilizando técnicas alternativas. Por isso, a prática de meios alternativos, como a desenvolvida por Olortegui, faz-se essencial dentro de um contexto em que o reconhecimento por essa prática já é real, inclusive com editais lançados pelo CNPq com caráter específico para tal.

E o País avança nesse sentido, é que a partir de 2019, conforme o prazo estipulado na RN nº 18, a mais abrangente em relação às recomendações sobre a utilização de métodos alternativos, o Brasil não poderá mais utilizar animais em quaisquer experimentos científicos, e não somente para testes de cosméticos. Diante disto, experiências com os bichinhos na produção de cosméticos já foram proibidas em vários Estados do Brasil, com exceção de Minas Gerais.


Autor: Tatiana Nepomuceno
Fonte: Fapemig
Sítio Online da Publicação: Fapemig
Data de Publicação: 21/01/2018
Publicação Original: http://www.fapemig.br/visualizacao-de-noticias/ler/1229/biotecnologia-x-testes-em-animais

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Parar de usar antibióticos em animais saudáveis ajuda a evitar a propagação da resistência antibiótica



A falta de antibióticos efetivos é uma ameaça de segurança tão séria como um surto de doença súbita e mortal

A OMS – Organização Mundial da Saúde está recomendando que os agricultores e a indústria alimentar parem de usar antibióticos rotineiramente para promover o crescimento e prevenir doenças em animais saudáveis.

As novas recomendações da OMS visam ajudar a preservar a eficácia dos antibióticos, que são importantes para a medicina humana, reduzindo seu uso desnecessário em animais. Em alguns países, aproximadamente 80% do consumo total de antibióticos relevantes é aplicado no setor animal, em grande parte para promoção do crescimento dos animais saudáveis.

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Diretrizes da OMS sobre o uso de antimicrobianos em animais
O uso excessivo e indevido de antibióticos em animais e seres humanos está contribuindo para a crescente resistência aos medicamentos que matam as infecções bacterianas. Alguns tipos de bactérias que causam infecções graves em humanos já desenvolveram resistência à maioria ou a todos os tratamentos disponíveis, e há poucas opções promissoras no pipeline de pesquisa.

“A falta de antibióticos efetivos é uma ameaça de segurança tão séria como um surto de doença súbita e mortal”, diz o Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. “A ação forte e sustentada em todos os setores é vital se quisermos reverter a maré da resistência antimicrobiana e manter o mundo seguro”.

Uma revisão sistemática publicada na The Lancet Planetary Health descobriu que as intervenções que restringem o uso de antibióticos em animais fontes de alimento reduziram as bactérias resistentes a antibióticos nestes animais em até 39%. Esta pesquisa informou diretamente o desenvolvimento das novas diretrizes da OMS.

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Redução do uso em animais fontes de alimento

Com isso, a Organização Mundial da Saúde recomenda fortemente a redução geral no uso de todas as classes de antibióticos em animais fontes de alimento, incluindo a restrição completa desses antibióticos para promoção do crescimento e prevenção de doenças sem diagnóstico. Animais saudáveis só devem receber antibióticos para prevenir doenças se tiverem sido diagnosticados em outros animais na mesma população.

Quando possível, animais doentes devem ser testados para determinar o antibiótico mais eficaz e prudente para tratar sua infecção específica. Os antibióticos utilizados em animais devem ser selecionados entre aqueles que a OMS classificou como “menos importante” para a saúde humana e não daqueles classificados como “de importância crítica e de máxima prioridade”. Estes antibióticos são muitas vezes a última linha de tratamentos para curar infecções bacterianas graves em seres humanos.

“A evidência científica demonstra que o uso excessivo de antibióticos em animais pode contribuir para o aparecimento de resistência aos antibióticos”, diz o Dr. Kazuaki Miyagishima, diretor do Departamento de Segurança Alimentar e Zoonoses da OMS. “O volume de antibióticos utilizados em animais continua aumentando em todo o mundo, impulsionado por uma crescente demanda por alimentos de origem animal, muitas vezes produzidos através de criação intensiva”.

Muitos países já tomaram medidas para reduzir o uso de antibióticos em animais fontes de alimento. Por exemplo, desde 2006, a União Europeia proibiu o uso de antibióticos para a promoção do crescimento. Os consumidores também estão impulsionando a demanda de carne aumentada sem o uso rotineiro de antibióticos, com algumas grandes cadeias alimentares adotando políticas “sem antibióticos” para seus suprimentos de carne.

Opções alternativas para o uso de antibióticos para a prevenção de doenças em animais incluem melhorar a higiene, melhor uso da vacinação e mudanças na habitação de animais e nas práticas de criação.
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Usar antibiótico com sabedoria combate a crescente resistência medicamentosa

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

OMS recomenda que produtores e a indústria de alimentos parem de dar antibióticos a animais saudáveis

Objetivo é evitar a propagação de resistência antimicrobiana; chefe da agência alertou que “falta de antibióticos eficazes é ameaça tão grave quanto surto súbito e mortal de uma doença”; em alguns países, cerca de 80% do consumo total de antibióticos importantes para a saúde é no setor animal.





Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, está recomendando que produtores e a indústria de alimentos parem de usar antibióticos de forma rotineira em animais saudáveis para estimular crescimento e evitar doenças.

O objetivo das novas recomendações da agência da ONU, divulgadas nesta terça-feira, é ajudar a preservar a eficácia dos antibióticos que são importantes para a medicina humana reduzindo seu uso desnecessário em animais.

Humanos e animais

Em alguns países, cerca de 80% do consumo total de antibióticos importantes para a saúde é no setor animal, principalmente para promover o crescimento de animais saudáveis.

Segundo a OMS, o uso excessivo e indevido de antibióticos em animais e humanos está contribuindo para a ameaça crescente da resistência antimicrobiana.

Resistência a antibióticos

A agência alertou que alguns tipos de bactérias que causam infecções graves em humanos já desenvolveram resistência a quase todos os tratamentos disponíveis e há “muito poucas opções promissoras” sendo pesquisadas.

O chefe da OMS, Tedros Ghebreyesus, alertou que a “falta de antibióticos eficazes é uma ameaça tão grave quanto um surto súbito e mortal de uma doença”.

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 09/11/2017

Autora: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data de Publicação: 09/11/2017
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2017/11/09/oms-recomenda-que-produtores-e-industria-de-alimentos-parem-de-dar-antibioticos-animais-saudaveis/