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sexta-feira, 16 de abril de 2021

Afeganistão, Albânia, Tonga, México... brasileiros podem viajar sem restrições para somente oito países



CRÉDITO,GETTY IMAGES
Legenda da foto,

De acordo com levantamento do Skyscanner, 114 países têm fortes restrições à entrada de brasileiros


Com a situação da pandemia se agravando cada vez mais no Brasil — a média móvel atual é de 3 mil mortes por dia — cada vez mais países aumentam as restrições à entrada de brasileiros.


O mais recente a aumentar restrições foi a França, que anunciou na terça (13) que suspenderá todos os voos entre os dois países sem data para retomada.


"Percebemos que a situação está piorando e decidimos suspender todos os voos até novo aviso", afirmou o primeiro-ministro francês, Jean Castex.


Apenas oito países possuem restrições leves ou nenhuma restrição à entrada de brasileiros no momento: México, Afeganistão, República Centro Africana, Albânia, Costa Rica, Nauru e Tonga.


Outros 217 países têm restrições à entrada de pessoas vindas do Brasil, segundo um levantamento do site de viagens Skyscanner. Destes, 114 países têm fortes restrições — incluindo os destinos mais procurados por brasileiros em 2019, como Estados Unidos, Argentina, Chile, França, Reino Unido e Itália.


Entenda as restrições e autorizações.

Para onde o brasileiro pode viajar na pandemia?


Afeganistão, República Centro Africana, Albânia, Costa Rica, Nauru e Tonga não exigem quarentena para a chegada de pessoas que vieram do Brasil, mas exames médicos ou outras pequenas exigências podem ser necessárias.


A Costa Rica, por exemplo, exige que quem chega do Brasil e não é cidadão da Costa Rica tenha um seguro viagem com cobertura de custos para tratamento e acomodação em caso de contaminação com coronavírus.


O México no momento não exige exames ou quarentena - mas isso pode mudar, já que o país tem tido um aumento vertiginoso de casos e é atualmente o terceiro com mais mortes por covid, atrás apenas dos EUA e do Brasil.



CRÉDITO,REUTERS/BENOIT TESSIER
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'Percebemos que a situação está piorando e decidimos suspender todos os voos até novo aviso' afirmou o primeiro-ministro francês, Jean Castex, sobre restrições a viagens do Brasil


Na República Centro Africana, segundo informações do governo, passageiros podem estar sujeitos a exames médicos na chegada.


Para entrar em Nauru, é preciso que os brasileiros tenham um teste negativo de covid-19 e tenham passado os últimos 14 dias na Austrália. Isso só é possível, no entanto, para quem já estava no país, porque a Austrália é um dos países cujas fronteiras estão fechadas.


O Afeganistão, a Albânia, a Macedônia do Norte e o Reino de Tonga não possuem restrições.

Restrições moderadas


Alguns países possuem restrições mais moderadas à entrada de passageiros vindos do Brasil, como exigência de resultados negativos em exames de covid-19. É o caso das ilhas Maldivas, da África do Sul, de Montenegro e do Egito.


Já a Tailândia exige visto e quarentena. Cuba permite a entrada, mas os passageiros podem estar sujeitos a exigência de exame na chegada e ao pagamento de uma taxa sanitária.

Para onde o brasileiro não pode viajar na pandemia?



CRÉDITO,EPA/JUAN IGNACIO RONCORONI
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Aeroporto em Buenos Aires; Argentina, um dos lugares mais visitados por brasileiros em 2019, é um dos países adotando regras rígidas para a entrada de brasileiros


Brasileiros ou pessoas vindas do Brasil enfrentam restrições fortes ou moderadas para viajar para a maioria dos países do mundo, incluindo para os nossos vizinhos na América do Sul.


Os voos diretos do Brasil estão suspensos para a Colômbia, a Venezuela, o Peru, o Suriname e a Argentina. Chile e Uruguai não suspenderam voos do Brasil, mas apenas cidadãos locais ou seus parentes próximos podem entrar.


Já Bolívia, Paraguai e Equador não proibiram a entrada, mas exigem restrições moderadas, como exames negativos de coronavírus e quarentena na chegada.


Nos Estados Unidos, a entrada de pessoas que estiveram no Brasil nos últimos 14 dias em geral não é permitida.


Mas há exceções, como cidadãos americanos, residentes permanentes do país, pais de americanos menores de 21 anos, cônjuges de americanos, passageiros com vistos especiais e pessoas a convite do governo dos EUA. Nesses casos, são exigidos resultados negativos para exames de covid-19.


No Reino Unido, as regras são parecidas. Pessoas que vieram ou estiveram no Brasil nos últimos 10 dias não têm a entrada permitida, a não ser que sejam cidadãos britânicos, irlandeses ou tenham residência permanente no Reino Unido. Nesses casos, é necessária uma quarentena de 10 dias e exames negativos para coronavírus


Para todos os 27 países da União Europeia — incluindo destinos favoritos de brasileiros como Portugal, Espanha, França, Itália e Alemanha — a entrada de brasileiros não é permitida.


Exceções são feitas para brasileiros que tenham dupla nacionalidade europeia ou que sejam residentes legais nesses países.


Passageiros em trânsito e aqueles que estão viajando com finalidade de estudar também têm a entrada liberada.


O mesmo se aplica a "profissionais de saúde e de atendimento a idosos e pesquisadores de saúde". Também estão isentos de veto "passageiros que viajem por motivos familiares imperativos" e "trabalhadores altamente qualificados de países terceiros, se o seu trabalho for necessário do ponto de vista econômico e não puder ser adiado nem executado no estrangeiro".


Países como Japão, Austrália e Índia também não autorizam a entrada de brasileiros ou pessoas vindas do Brasil, a não ser que sejam cidadãos nacionais ou residentes permanentes. Nesses casos são exigidos vistos e quarentena.


Na China, mesmo estrangeiros com vistos permanentes podem ter a entrada barrada.




Autor: BBC News Brasil
Fonte: BBC News Brasil
Sítio Online da Publicação: BBC News Brasil
Data: 15/04/2021
Publicação Original: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-56754365


quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Restos humanos e ossos de animais da Era do Gelo são encontrados em caverna do México





Restos mortais de humanos que viveram na Era do Gelo são encontrados em caverna no México

Arqueólogos que exploram a maior caverna inundada do mundo, localizada no México, descobriram restos humanos de no mínimo 9 mil anos de idade e ossos de animais que habitavam a Terra durante a última Era do Gelo.


Um grupo de mergulhadores recentemente conectou duas cavernas submarinas no leste do México e revelou o que se acredita ser a maior caverna inundada do planeta, uma descoberta que pode ajudar a lançar uma nova luz sobre a antiga civilização maia.


A península de Yucatán está repleta de relíquias monumentais do povo maia, cujas cidades contavam com uma rede extensa de escoadouros ligados a águas subterrâneas, conhecidos como cenotes.


Pesquisadores dizem ter encontrado 248 cenotes no sistema de cavernas de 347 quilômetros conhecido como Sac Actun, próximo do balneário de Tulum. Dos 200 sítios arqueológicos que localizaram ali, cerca de 140 são maias.




Mergulhadores exploram sistema de cavernas submarinas de Sac Actun, no México (Foto: Herbert Mayrl/Projeto Grande Aquífero Maia (GAM))


Alguns cenotes adquiriram um significado religioso particular para os maias, cujos descendentes continuam a habitar a região.


Além dos restos humanos, eles também encontraram ossos de bichos-preguiça gigantes, elefantes antigos e ursos extintos do período Pleistoceno, disse o Ministério da Cultura mexicano em um comunicado.


A descoberta da caverna abalou o mundo da arqueologia.


"Acho que é impressionante. Sem dúvida é o maior sítio arqueológico submarino do mundo", disse Guillermo de Anda, pesquisador do Instituto Nacional de Antropologia e História do México (Inah).



De Anda também é diretor do Grande Aquífero Maia (GAM), um projeto dedicado ao estudo e à preservação das águas subterrâneas da península de Yucatán.


De acordo com o Inah, o nível das águas subiu 100 metros no final da Era do Gelo, inundando o sistema de cavernas e criando as "condições ideais para a preservação dos restos da megafauna extinta do Pleistoceno".


A época geológica deste período, a Era do Gelo mais recente, começou 2,6 milhões de anos atrás e terminou há cerca de 11.700 anos.



Autor: G1 Globo Saúde
Fonte: G1 Globo Saúde
Sítio Online da Publicação: G1 Globo Saúde
Data de Publicação: 20/02/2018
Publicação Original: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/restos-humanos-e-ossos-de-animais-da-era-do-gelo-sao-encontrados-em-caverna-do-mexico.ghtml

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Capacitação para o diagnóstico molecular do vírus influenza

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) trouxe ao país cerca de 25 especialistas das Américas, incluindo Bolívia, Costa Rica, Guatemala, Haiti e República Dominicana, para um curso internacional sobre diagnóstico molecular do vírus influenza. A capacitação realizada em parceria com o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), aconteceu entre os dias 6 e 10 de novembro. O Laboratório de Vírus Respiratório e do Sarampo do IOC/Fiocruz foi anfitrião da iniciativa.

Por meio do diagnóstico laboratorial, os profissionais que integram o Sistema Global de Vigilância e Resposta à Influenza da Organização Mundial da Saúde (OMS) identificam tipos e subtipos de vírus influenza em circulação e estabelecem relações com os padrões regionais e mundiais. A ação faz parte da rotina de vigilância do vírus, que inclui o monitoramento de cepas com potencial pandêmico e serve de instrumento para a formulação anual da vacina que será disponibilizada para a população. “O curso promoveu uma atualização sobre o panorama da influenza no mundo, com destaque para a situação atual dos diferentes países das Américas. Além da troca de informações, discutimos os protocolos da metodologia de diagnóstico molecular e realizamos, na prática, todo esse processo em laboratório”, destacou Fernando Motta, pesquisador do Laboratório de Vírus Respiratório e do Sarampo, que integra a rede de vigilância da OMS e atua como referência nacional junto ao Ministério da Saúde.

As atividades práticas foram acompanhadas por especialistas do CDC e coordenadas por pesquisadores do IOC/Fiocruz, do Chile e do México. “O treinamento permite que esses três países possam ajudar outros no suporte técnico de influenza, tanto para a realização de testes de detecção e diagnóstico do vírus, como nas ações de vigilância. O que fizemos ao longo do curso foi ‘treinar os treinadores’ a partir dos protocolos preconizados pelo CDC”, explicou Stephen Lindstrom, chefe da equipe de Desenvolvimento de Diagnóstico do Departamento de Virologia, Vigilância e Diagnóstico do CDC. “Os profissionais dos centros nacionais de influenza saem do treinamento com maior proficiência para a realização dos procedimentos de rotina de diagnóstico. O monitoramento do vírus influenza acontece por meio de um trabalho conjunto, o que ressalta a importância de treinamentos que fortalecem a rede”, complementou Juliana Leite, consultora internacional especialista em laboratórios da Opas.

O microbiologista Hebleen Brenes Porras, do Instituto Costarricense de Pesquisa e Educação em Nutrição e Saúde (Inciensa), atua na realização de testes de laboratório do vírus influenza no país. “Durante um procedimento laboratorial podem surgir perguntas que ninguém consegue responder. Um curso como este permite esclarecer inúmeras dúvidas, além de estimular a troca de experiências com outros pesquisadores e promover o contato com especialistas de diferentes regiões”, ressaltou Hebleen. Para o pesquisador Ito Journel, do Laboratório Nacional de Saúde Pública do Haiti, o curso permitiu renovar os conhecimentos sobre o assunto. “É a primeira vez que participo de um curso como este. O conhecimento adquirido poderá ajudar a implementar novas tecnologias em vigilância no laboratório onde atuo”, ressaltou.




Autora: Lucas Rocha
Fonte: IOC/Fiocruz
Sítio Online da Publicação: Fiocruz
Data de Publicação: 17/11/2017
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/pt-br/content/capacitacao-para-o-diagnostico-molecular-do-virus-influenza