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terça-feira, 4 de abril de 2023

Fiocruz Paraná participa de estudo para avaliar a efetividade do autoteste em série de Covid-19



O Instituto Carlos Chagas (Fiocruz Paraná) e o Program for Appropriate Technology in Health (PATH) estão realizando um estudo de viabilidade para entender o impacto do autoteste de Covid-19 entre indivíduos que tiveram contato com um caso da doença, em Curitiba, cidade reconhecida como a primeira a implementar o autoteste de HIV no país. O mesmo estudo está sendo realizado concomitantemente em Porto Velho, Rondônia, no Centro de Pesquisa em Medicina Tropical (Cepem).

“Nossa experiência com o autoteste de HIV em Curitiba é que as pessoas preferem a autonomia para cuidar de si mesmas. Este estudo é uma oportunidade de considerar o impacto no acesso, à medida que os testes se deslocam da clínica para as casas das pessoas”, observa Alexandre Costa, pesquisador do ICC que coordena o estudo em Curitiba.

O estudo, financiado pela UNITAID, terá duração de três meses e pretende avaliar a eficácia do rastreio de contatos na identificação precoce de casos de Covid-19 por meio da realização de autotestes em série em Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Pronto Atendimento (UPA) que tratam pacientes infectados com a doença em ambos os municípios. O estudo também visa explorar as barreiras e oportunidades que podem impactar o acesso e a adesão ao autoteste, bem como gerar evidências e recursos que apoiem a sua implementação no sistema de saúde.

Desde o início de novembro, os casos de Covid-19 no Brasil tornaram a aumentar, especialmente devido ao aparecimento de novas variantes. Em razão desse aumento, a Organização Panamericana de Saúde demonstrou preocupação com as medidas sanitárias e a redução drástica dos testes de diagnóstico de Covid-19, que podem dificultar o monitoramento do vírus e mascarar como ele está se espalhando e evoluindo.

“Nossa hipótese é que o rastreamento de contatos facilitado por autotestagem em série é capaz de identificar mais casos positivos de COVID-19 entre os contatos próximos expostos a um caso da doença”, explica Costa.

De acordo com as Nações Unidas, o acesso aos autotestes aumenta a equidade em saúde nos países, fornecendo uma opção de teste adicional com potencial para atingir indivíduos que não teriam acesso ou hesitariam em fazê-los. Desde janeiro, a distribuição e o uso de autotestes de Covid-19 no Brasil estão autorizados pela Anvisa, com preços que variam de 20 a 80 reais.

* Com informações da Assessoria de Comunicação Global Health Strategies





Autor: ICC/Fiocruz Paraná
Fonte: Fiocruz
Sítio Online da Publicação: Fiocruz
Data: 04/04/2023
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/noticia/fiocruz-parana-participa-de-estudo-para-avaliar-efetividade-do-autoteste-em-serie-de-covid

40 CURSOS ONLINE E GRATUITOS SÃO LANÇADOS PELA FIOCRUZ


CURSOS GRATUITOS NA FIOCRUZ. (REPRODUÇÃO/LEONARDO OLIVEIRA)

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Os cursos online oferecidos pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) são uma excelente oportunidade de aprendizado para estudantes e profissionais de diversas áreas. Pensando nisso, a instituição abriu mais de 40 cursos para estudantes de todo país. A facilidade de acesso ao conteúdo, a possibilidade de obter certificados sem sair de casa e a variedade de tópicos abordados são grandes vantagens desses cursos.

Além disso, a gratuidade das formações e a sua focagem em temas específicos tornam a participação nesses cursos ainda mais atrativa. Mesmo que a maioria das aulas seja voltada para profissionais da saúde, qualquer pessoa pode realizar a sua inscrição e aprender sobre novos assuntos.

Participar desses cursos pode contribuir para o aprimoramento do currículo e para a demonstração de preparo no mercado de trabalho. Por isso, é uma excelente oportunidade para quem busca aperfeiçoamento profissional ou quer se aprofundar em temas relacionados à saúde.

Os alunos que se inscrevem nos cursos oferecidos pela Fiocruz têm acesso a um suporte de alta qualidade através do Campus Virtual. Essa plataforma oferece uma ampla variedade de aulas de diferentes níveis de conhecimento, que vão desde as formações livres até os cursos de pós-graduação.
Plataforma da Fiocruz oferece inúmeras vantagens

Com uma plataforma de ensino à distância tão completa, os alunos têm a possibilidade de aprender novas habilidades e aprimorar seu conhecimento sem precisar sair de casa. A Fiocruz oferece uma experiência de aprendizagem online de alta qualidade, que certamente será muito útil para quem quer crescer na carreira e se destacar no mercado de trabalho.
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Além disso, o Campus Virtual da Fiocruz oferece outras categorias de cursos, como especialização, aprimoramento e cursos técnicos. Isso permite que os alunos possam escolher o curso que melhor se adequa às suas necessidades e objetivos profissionais.




Autor: Igor Vieira
Fonte: canalconsultapublica
Sítio Online da Publicação: canalconsultapublica
Data: 04/04/2023
Publicação Original: https://canalconsultapublica.com.br/2023/04/01/noticias/40-cursos-online-e-gratuitos-sao-lancados-pela-fiocruz/

quinta-feira, 23 de março de 2023

Revista Poli: atraso do Censo e suas consequências são tema de nova edição


Com mais de dois anos de atraso, em breve, os dados oficiais do Censo Demográfico serão finalmente divulgados. Na reportagem de capa, especialistas comentam as consequências desse longo período de espera e abordam as informações oferecidas pelo principal levantamento socioeconômico do país, além de debaterem como a redução de perguntas desse último levantamento pode impactar na formulação de políticas públicas.

Na editoria “Educação”, a Poli traz uma matéria sobre os 20 anos da Lei 10.639, que estabelece a obrigatoriedade das disciplinas de História e Cultura Afro-brasileira no currículo escolar brasileiro, trazendo à luz debates sobre a importância de uma educação antirracista e inclusiva. Entrevistados apontam caminhos e destacam a importância dos docentes nesse processo.

Na entrevista desta edição, a pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), Angélica Baptista Silva, comenta a Lei 14.510/2022, que inclui a telessaúde na Lei Orgânica do Sistema Único de Saúde (SUS). Ela fala sobre as diferenças de abordagem no âmbito público e privado e aponta os desafios para a recém-criada Secretaria de Saúde Digital. Apesar da previsão definitiva em lei ter ocorrido no final de 2022, a telessaúde já era regulamentada por portarias e pela resolução de conselhos profissionais diante da Covid-19. No novo governo, os programas ligados a essa modalidade de atendimento ficaram a cargo da nova secretaria.

A retomada de conselhos e o fortalecimento da participação social nos primeiros meses do governo Lula também são abordados na 88ª edição da revista. Na reportagem, integrantes de conselhos fazem um balanço dos últimos anos, refletem sobre os limites desses espaços de diálogo e debatem sobre os desafios que permanecem.

Em “Trabalho e Saúde”, a publicação aborda os recentes alertas globais que têm chamado a atenção para a saúde mental nos ambientes de trabalho e como – apesar dos crescentes debates acerca do tema – esse ainda é um assunto delicado e envolto de estigmas. Especialistas falam das principais causas de sofrimento psíquico em espaços laborais e sobre formas de prevenção de transtornos mentais, especialmente após o isolamento social decorrente da pandemia de Covid-19.

Por fim, a editoria “Dicionário” explica o verbete “Agroecossistema”, suas possibilidades agroecológicas, o papel da participação popular e do conhecimento tradicional, as tecnologias sociais envolvidas no manejo da terra e os riscos de apropriações de “discursos ambientais” pelo agronegócio.





Autor: Talita Rodrigues (EPSJV/Fiocruz)
Fonte: Fiocruz
Sítio Online da Publicação: Fiocruz
Data: 23/03/2023
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/noticia/revista-poli-atraso-do-censo-e-suas-consequencias-sao-tema-de-nova-edicao

Fiocruz oferece 44 cursos gratuitos online; confira lista

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) oferece mais de 40 cursos gratuitos em diferentes categorias e modalidades. As capacitações são 100% online.

As qualificações abordam temas como educação e gestão em saúde; comunicação, doenças transmisíveis, doenças ocasionadas por vírus respiratórios emergentes, entre outros. Os cursos são uma ótima oportunidade para incrementar o currículo.




Créditos: Divulgação


Os cursos são livres, gratuitos e têm início imediato. O público alvo da maioria das capacitações é profissionais da área da saúde, no entanto, qualquer pessoa pode se inscrever e participar.

Porém, na maioria dos cursos, o certificado de conclusão é fornecido somente para o público interno, ou seja, para os trabalhadores da Fiocruz devidamente matriculados e que realizarem todas as atividades de aprendizagem propostas.
Lista de cursos gratuitos da Fiocruz

TRANSFORMAÇÃO DIGITAL – 1º OFERTA
INTRODUÇÃO À INTEGRIDADE DE DADOS – 1º OFERTA
ENFRENTAMENTO AO ESTIGMA E DISCRIMINAÇÃO DE POPULAÇÕES EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE NOS SERVIÇOS DE SAÚDE
OS DESAFIOS DA LIDERANÇA – CURSO 2: FERRAMENTAS PARA GESTÃO DE PESSOAS – 1º OFERTA
PERCURSO COMUNICAÇÃO – 1º OFERTA
ENFRENTAMENTO DA COVID-19 NO CONTEXTO DOS POVOS INDÍGENAS – 1º OFERTA
OS DESAFIOS DA LIDERANÇA – CURSO 1: ENTENDENDO O COMPORTAMENTO
ORGANIZACIONAL. – 1º OFERTA
INTRODUÇÃO À DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA (MOOC) – 1º OFERTA
COVID-19 MANEJO DA INFECÇÃO CAUSADA PELO NOVO CORONAVÍRUS – 2ª EDIÇÃO – 2º OFERTA
PLATAFORMA CHA PARA EDUCADORES – 1º OFERTA
TREINAMENTO DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE PARA APLICAÇÃO DE TESTE RÁPIDO DE
COVID-19 – 1º OFERTAUTILIZAÇÃO DOS TESTES RÁPIDOS NO DIAGNÓSTICO DA INFECÇÃO PELO HIV, DA SÍFILIS E DAS HEPATITES B E C – 1º OFERTA
AUTOCUIDADO EM SAÚDE E A LITERACIA PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE E A PREVENÇÃO DE DOENÇAS CRÔNICAS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE (APS) – 1º OFERTA
INICIAÇÃO EM CIÊNCIA EM ANIMAIS DE LABORATÓRIO – 1º OFERTA
CURSO VIRTUAL EM PRÁTICAS EM BIOSSEGURANÇA NÍVEL 3 (NB3) – 1º OFERTA
ENSINO REMOTO – CAMINHOS E CONEXÕES – 1º OFERTA
INTRODUÇÃO À GESTÃO DA INOVAÇÃO EM MEDICAMENTOS DA BIODIVERSIDADE – 1º OFERTA
CURSO ONLINE DE BOAS PRÁTICAS CLÍNICAS – 2º EDIÇÃO
INFODENGUE E INFOGRIPE: VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DE DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS – 1º OFERTA
TREINAMENTO EM LABORATÓRIO DE NÍVEL DE BIOSSEGURANÇA 3 (NB3) – EDIÇÃO 1/2023
BIOSSEGURANÇA – 2º OFERTA
ACESSO ABERTO – 1º OFERTA
DADOS ABERTOS – 1º OFERTA
EDUCAÇÃO ABERTA – 1º OFERTA
O QUE É CIÊNCIA ABERTA? – 1º OFERTA
PANORAMA HISTÓRICO DA CIÊNCIA ABERTA – 1º OFERTA
PROPRIEDADE INTELECTUAL APLICADA À CIÊNCIA ABERTA – 1º OFERTA
DIREITO DE ACESSO À INFORMAÇÃO E PROTEÇÃO DE DADOS PESSOAIS – 1º OFERTA
EPIDEMIOLOGIA EM SAÚDE PÚBLICA – 2023 / 2024
CONHECIMENTO E PRÁTICAS AGROECOLÓGICOS NA PROMOÇÃO DE TERRITÓRIOS SAUDÁVEIS E SUSTENTÁVEIS – 1º OFERTA
GERENCIAMENTO DE RISCOS EM AMBIENTES DE SAÚDE
CONHECIMENTO E PRÁTICAS AGROECOLÓGICOS NA PROMOÇÃO DE TERRITÓRIOS SAUDÁVEIS E SUSTENTÁVEIS – 1º OFERTA
INICIATIVA HOSPITAL AMIGO DA CRIANÇA – 2023
CURSO CONSELHEIROS MUNICIPAIS DE SAÚDE
GERENCIAMENTO E LOGÍSTICA DA CADEIA DE SUPRIMENTOS PARA UNIDADES DE SAÚDE – 2023
DIREITOS HUMANOS, GÊNERO E SEXUALIDADE – 2023
ESPECIALIZAÇÃO TÉCNICA DE NÍVEL MÉDIO EM MAMOGRAFIA
FORMAÇÃO PEDAGÓGICA PARA DOCÊNCIA EM EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
CONTROLE DA QUALIDADE DE SANEANTES COM ABORDAGEM NOS ENSAIOS QUÍMICOS E FÍSICO-QUÍMICOS. – 1º OFERTA – 2023
TÓPICOS AVANÇADOS EM SAÚDE DIGITAL – 1º OFERTA
BIOLOGIA PARASITÁRIA – 2023
MEDICINA TROPICAL – 2023
UTILIZAÇÃO DO GERENCIADOR BIBLIOGRÁFICO MENDELEY – 1ª OFERTA/2023XVI CURSO DE BIOSSEGURANÇA LABORATORIAL E COLEÇÕES CIENTÍFICAS – MÓDULO DE BOAS PRÁTICAS LABORATORIAIS- 2023 – 1º OFERTA

Cursos no Campus Virtual Fiocruz

Na plataforma Campus Virtual Fiocruz também é possível encontrar cursos em EaD que vão dos livres a pós-graduação, passando pelos técnicos, de aperfeiçoamento, qualificação, entre outros.

O conteúdo é elaborado por unidades, parceiros e pela Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação (Vpeic/Fiocruz), abrangendo diferentes áreas do conhecimento e temas. Conheça aqui os cursos da Fiocruz com inscrições abertas.




Autor: Redação
Fonte: catracalivre
Sítio Online da Publicação: catracalivre
Data: 20/03/2023
Publicação Original: https://catracalivre.com.br/educacao/fiocruz-cursos-gatuitos-ead/

terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

Ministra da Igualdade Racial realiza aula inaugural da Ensp/Fiocruz

A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) realizará, no dia 16 de março, a aula inaugural de 2023, que tem como tema O legado das mulheres negras. Este ano, a aula será ministrada por Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial, uma das fundadoras do Instituto Marielle Franco. Pesquisadora do Departamento de Endemias Samuel Pessoa da Ensp/Fiocruz, Marly Marques da Cruz será a moderadora do evento. A aula será no auditório da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), no campus Manguinhos da Fiocruz, no Rio de Janeiro, às 14h. Haverá transmissão ao vivo pelo canal da Ensp/Fiocruz no YouTube e tradução para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).



Vice-diretora de Ensino da Ensp/Fiocruz, Enirtes Caetano afirma que a presença da ministra Anielle Franco na aula inaugural marca valores de uma agenda institucional que deverá avançar na luta antirracista, pela equidade de gênero, por acessibilidade e diversidade. Como exemplo, a Escola adotou a Política de Cotas Raciais em todos os seus cursos e destacou em seus objetivos estratégicos ações de acompanhamento e apoio aos discentes cotistas como forma de lhes garantir a conclusão do estudos com êxito.

"Anielle Franco tem sua trajetória alinhada às questões de raça e gênero no Brasil e seus desdobramentos. Nossa ministra destaca a necessidade de um trabalho colaborativo entre todos os ministérios a fim de que políticas públicas sejam capazes de impulsionar a construção das bases da igualdade racial. Nossa instituição está comprometida com a construção do Brasil do futuro e com a necessidade de estabelecermos pontes que aproximem realidades que expõem e superem as profundas iniquidades sociais brasileiras. Anielle está comprometida com a ampliação e aprofundamento do debate sobre desigualdade e a diversidade étnico-racial e de gênero. E este é um dos nossos compromissos institucionais", explica.

Novo ano letivo, novos desafios

Enirtes Caetano diz ainda que este novo ano letivo começa com uma série de desafios de reconstrução. “A Educação na Ensp conforma extensa rede colaborativa e mantém seu compromisso com um saber e pensar éticos, com qualidade e aliados aos princípios do [Sistema Único de Saúde] SUS”, destaca a vice-diretora. Além disso, ela lembra das adaptações das atividades nos momentos mais agudos da crise sanitária da Covid-19 e reafirma a missão da Escola: “No auge da pandemia, todos os cursos e programas da Escola se adaptaram e flexibilizaram a modalidade de oferta para preservar vidas. A adoção do ensino remoto emergencial foi necessária e sua reversão na Ensp tem se dado de forma gradativa e planejada desde o segundo semestre de 2021”.

Ainda de acordo com a vice-diretora de Ensino, os bons resultados obtidos pelos cursos Lato sensu e de Qualificação Profissional da Escola, assim como os da avaliação quadrienal do Stricto sensu, refletem a excelência do corpo docente e discente. “Mantemos e respeitamos a unidade na diversidade de temas e abordagens que configuram o campo da Saúde Pública e da Saúde Coletiva, combinando tradição, inserção e ousadia”, conclui Enirtes Caetano.






Autor: Informe Ensp
Fonte: fiocruz
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data: 24/02/2023
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/noticia/ministra-da-igualdade-racial-realiza-aula-inaugural-da-ensp/fiocruz

Prazo Prorrogado - Especial 30 anos: originais podem ser enviados até 31 de março

Atendendo a pedidos, o prazo da chamada comemorativa dos 30 anos da Editora Fiocruz foi prorrogado para 31 de março.


Serão selecionados pelo comitê editorial até cinco manuscritos a serem publicados no decorrer de 2023, com selo indicativo do aniversário da Editora.


Os critérios para seleção pautam-se na qualidade, originalidade e inovações temáticas, didáticas, teóricas ou metodológicas dos textos.

Serão considerados manuscritos de um a três autores, brasileiros ou estrangeiros, que abordem temas em saúde pública/saúde coletiva, ciências biológicas e biomédicas, pesquisa clínica em saúde, e ciências sociais e humanas em saúde. Para o selo, não serão analisadas coletâneas de textos e/ou livros organizados.

Veja mais informações aqui.





Autor: Luiza Trindade/Editora Fiocruz
Fonte: fiocruz
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data: 27/02/2023
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/noticia/prazo-prorrogado-especial-30-anos-originais-podem-ser-enviados-ate-31-de-marco

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

Editora Fiocruz comemora 30 anos com abertura de submissão de originais

Dando início às comemorações de seus 30 anos, a Editora Fiocruz recebe até 1º de março manuscritos acadêmicos e autorais em seus variados temas de atuação.



Os originais podem ser apresentados por pesquisadores e professores brasileiros ou estrangeiros. Serão selecionados pelo comitê indicado pelo Conselho Editorial até cinco manuscritos, a serem publicados no decorrer de 2023, com o selo indicativo desta chamada.

Os critérios para seleção pautam-se na qualidade e originalidade e nas inovações temáticas, didáticas, teóricas ou metodológicas dos textos.

Para efeito desta chamada, serão considerados manuscritos de um a três autores que abordem temas em saúde pública/saúde coletiva, ciências biológicas e biomédicas, pesquisa clínica em saúde, e ciências sociais e humanas em saúde. Coletâneas de textos ou livros organizados não serão analisados.

Veja mais informações sobre esta chamada na página da Editora Fiocruz.





Autor: Luiza Trindade (Editora Fiocruz)
Fonte: Fiocruz
Sítio Online da Publicação: Fiocruz
Data: 23/02/2023
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/noticia/editora-fiocruz-comemora-30-anos-com-abertura-de-submissao-de-originais-0

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

Fiocruz será coanfitriã de conferência internacional sobre ciência, tecnologia e inovação

A Fiocruz vai sediar, de 13 a 15 de fevereiro, no Rio de Janeiro, a reunião anual da Comunidade Global de Tecnologia Sustentável e Inovação (G-Stic), que pela primeira vez será realizada nas Américas. Nomes como os do diretor-geral da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, do diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), Qu Dongyu (ambos online), e da ministra da Saúde, Nísia Trindade Lima (presencialmente), vão se reunir na ExpoMag para discutir o tema Por um futuro equitativo e sustentável: soluções tecnológicas inovadoras para uma melhor recuperação pós-pandemia. E como a Fundação é a principal coanfitriã, a saúde ganhará um grande destaque na G-Stic Rio.



“A Fiocruz, como principal organizadora desta edição, reforça sua participação em âmbito global na discussão de tecnologias e inovações sustentáveis, com uma visão de destaque para a saúde”, explicou o presidente interino da Fundação, Mario Moreira. Para ele, a realização da conferência no continente confere uma ênfase especial à questão das desigualdades globais e regionais em ciência, tecnologia e inovação (CT&I). “Essa tem se revelado uma das fragilidades da capacidade internacional de articulação de resposta e preparação para emergências sanitárias. Equidade e sustentabilidade apresentam-se, nesse aspecto, como outros elementos definidores dessa capacidade”, acrescentou.

A lista de participantes reúne outros nomes de peso, como Macharia Kamau, diplomata queniano que foi o enviado especial da ONU para Implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) a serem alcançados até 2030; Amandeep Singh Gill, enviado especial do secretário-geral da ONU para Tecnologia; e Maria Van Kerkhove, líder técnica da OMS para Covid-19. A lista segue com a ativista indígena Samela Sateré Mawé e a princesa belga Marie-Esmeralda, presidente do Fundo Leopoldo III para a Conservação da Natureza, entre outros. A Fiocruz participa ainda com integrantes como o próprio Moreira; o vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde, Marco Krieger; e o diretor do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), Mauricio Zuma.

“O mundo está diante de um grande desafio: a reconstrução pós-pandemia em bases sustentáveis, respeitando a equidade e a inclusão. E para fazer frente a esse processo, o grande referencial é a Agenda 2030, com os ODS”, explicou o coordenador da Estratégia Fiocruz para a Agenda 2030 (EFA 2030) e à frente da organização da G-Stic Rio, Paulo Gadelha. A conferência lida justamente com essa questão: pensar em como garantir tecnologias eficazes e sustentáveis visando os ODS. Gadelha lembrou que, apesar da proximidade de 2030, a grande maioria desses objetivos está longe de ser cumprida. “O desafio que temos é como CT&I podem modificar esse cenário, quebrar assimetrias, garantir o acesso às tecnologias, em processos inclusivos. A pandemia nos deu exemplos disso, como nas vacinas contra Covid-19, que foram produzidas rapidamente, mas que ficaram inacessíveis à maioria da população”.

Inicialmente capitaneado pelo instituto de tecnologia belga Vito, que mantém peso significativo no evento, a G-Stic reúne um conjunto de instituições com representações em todas as regiões do mundo. A entrada do Brasil em 2018, por meio da Fiocruz, deu uma relevância ainda maior para o tema da saúde, o que fica claro na programação de fevereiro.

“Um dos ativos únicos da G-STIC é sua perspectiva multissetorial e orientada para o futuro em CT&I. A G-Stic analisa clusters de tecnologia e identifica soluções que contribuem substancialmente para alcançar os princípios da Agenda 2030 e os ODS. Ela reúne partes interessadas de organizações multilaterais, governos, indústria, atores privados, sociedade civil e academia”, disse Dirk Fransaer, diretor-geral da VITO. “Em sintonia com essa abordagem, a G-Stic Rio reconhece os princípios de solidariedade e ‘trabalho conjunto’ do relatório do secretário-geral da ONU Nossa Agenda Comum como fundamentais para acelerar a implementação dos ODS. A CT&I têm o potencial de catalisar o envolvimento da comunidade nesse processo. A próxima edição do G-STIC no Rio de Janeiro trará esse conceito de integração, solidariedade e multilateralismo entre setores, partes interessadas e países em um interesse comum”, acrescentou.

Sessão especial sobre vacinas

As sessões do evento se dividem em seis temas: Saúde, Educação, Água, Energia, Clima e Oceanos. Em Saúde, Bio-Manguinhos está organizando mesas sobre vacinas e imunização. O painel Desafios e Perspectivas para a produção local, nos dias 14 e 15, será dividido em quatro sessões que trarão especialistas como James Fitzgerald, diretor do Departamento de Sistemas e Serviços de Saúde da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas); Lieve Fransen, consultora sênior do Centro Europeu de Políticas em Saúde; Carla Vizzotti, ministra da Saúde da Argentina; e Tiago Rocca, vice-presidente do Conselho de Membros de Fabricantes de Vacinas para Países em Desenvolvimento (DCVMN); além de representantes de instituições internacionais de renome na área como Wellcome, CEPI e Medicines Patent Pool, OXFAM e MSF, entre outros.

Essa agenda tem como objetivo discutir fatores críticos de sucesso para produção local de vacinas em países em desenvolvimento, endereçando os desafios e perspectivas em relação a demanda e fornecimento, financiamento e perspectiva global em relação à propriedade intelectual e acesso. As discussões envolverão os desafios sistemáticos de pesquisa & desenvolvimento e produção local de vacinas, abrangendo: desafios de saúde tendo em conta o cenário epidemiológico, doenças emergentes e reemergentes, experiências de financiamento da inovação e prontidão para respostas a emergências, os desafios de desenvolvimento de capacidades e financiamento da produção local, e equidade e acesso para assegurar a vacina e a vacinação para todos.

Também participarão do evento de Bio-Manguinhos Ethel Maciel, secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) do Ministério da Saúde; Hugo Gomes da Silva, líder médico Global para Vacinas da Astrazeneca; Júlia Spinardi, diretora sênior da Pfizer para Assuntos Médicos e Científicos; e Cristiano Pereira, de Desenvolvimentos de Negócios do Butantan; além de integrantes da Fiocruz, como o assessor sênior científico Akira Homma, Mario Moreira, Mauricio Zuma, Rosane Cuber e Sotiris Missailidis.

A conferência

Esta é a sexta edição da G-Stic. Considerada a maior conferência global de ciência, tecnologia e inovação para aceleração da Agenda 2030, ela ocorria na Bélgica desde seu início, em 2017. Para aumentar a sua capilaridade, passou a ser realizada em outros países, acontecendo em 2022 durante a Expo Dubai. A Fiocruz, que participa como coanfitriã desde 2018, sugeriu então que a edição de 2023 ocorresse no Brasil.

A G-Stic é organizada em conjunto pela Vito (organização belga de pesquisa, tecnologia e desenvolvimento sustentável) e sete outros institutos de pesquisa sem fins lucrativos: Fiocruz, CSIR (Conselho de Pesquisa Científica e Industrial, África do Sul), Giec (Instituto de Conversão de Energia de Guangzhou, China), Gist (Instituto de Ciência e Tecnologia de Gwangju, Coreia do Sul), Nacetem (Centro Nacional de Gestão de Tecnologia, Nigéria), Teri (Instituto de Energia e Recursos, Índia) e SDSN (Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas).

No Brasil a G-Stic Rio conta com o patrocínio master da Petrobras, Pfizer e Fiotec e com o patrocínio das empresas Aegea, IBMP, Instituto Helda Gerdau, Klabin, Sanofi, GSK, Enel, Engie, The Rockefeller Foundation, RaiaDrogasil e Firjan, além do apoio do Instituto Clima e Sociedade.

Credenciamento

O evento ocorrerá de 13 a 15 de fevereiro no Expo MAG (Rua Beatriz Larragoiti Lucas - Cidade Nova, Rio de Janeiro), em quatro auditórios e também será transmitido online. Jornalistas podem se credenciar online.

A área destinada a cinegrafistas e fotógrafos ficará a uma distância de 25 metros do palco do auditório principal (Auditório Manguinhos). A programação pode ser conferida no site da G-Stic Rio. Mais informações podem ser obtidas pelo email ccs@fiocruz.br.






Autor: Cristina Azevedo
Fonte: Agência Fiocruz de Notícias
Sítio Online da Publicação: Fiocruz
Data: 07/02/2023
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/noticia/fiocruz-sera-coanfitria-de-conferencia-internacional-sobre-ct-i

terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

Fiocruz recebe estudantes para o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência

Para marcar o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, a Fiocruz, por meio do Programa Fiocruz Mulheres e Meninas na Ciência, promove, de 8 a 10 de fevereiro, o evento Imersão no Verão, com a participação de 100 alunas do ensino médio de escolas públicas do Estado do Rio de Janeiro, que serão recebidas por profissionais em seus laboratórios e espaços de pesquisa. Para estimular o interesse e promover a inserção de jovens nas áreas de pesquisas ligadas à saúde pública, as jovens vivenciarão o cotidiano da Fundação. Ao todo, 291 estudantes de 30 municípios do estado se inscreveram para participar, interessadas em conhecer um pouco mais sobre como se faz ciência na instituição.


As atividades ocorrerão em todas as unidades técnico-científicas da Fiocruz no Rio de Janeiro. O encerramento será realizado no dia 10, sexta-feira, às 9h, com uma grande roda de conversas entre alunas e pesquisadoras para um bate-papo e trocas de experiências. Transmitido pelo canal da VideoSaúde da Fiocruz no YouTube, o evento vai contar com a participação de pesquisadoras da Fundação de todo o país.

O evento é promovido pelo Programa Fiocruz Mulheres e Meninas na Ciência, da Coordenação de Divulgação Científica, vinculada à Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC) da Fiocruz. E está em consonância como as políticas afirmativas para educação da instituição, orientadas pela busca por uma sociedade mais justa, equânime e inclusiva.

Para Letícia Meirelles, moradora de Manguinhos e participante do evento Meninas Negras na Ciência, coordenado pela pesquisadora Hilda Gomes, e parte da programação do Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência em 2020, o Programa abriu diversas portas para a sua trajetória estudantil. “O projeto foi de suma importância na minha vida. Tive a oportunidade de conhecer laboratórios, cientistas negras, periféricas que fizeram toda a diferença, que me inspiraram e encorajaram a seguir carreira científica. No final do ano, eu vou prestar vestibular para medicina, na UERJ, e a Fiocruz me possibilitou viver esse momento”, afirmou.

A coordenadora do Programa Fiocruz Mulheres e Meninas na Ciência, Cristina Araripe, destaca a importância do evento deste ano, que volta a ser presencial, após dois anos no formato virtual, em função da pandemia. "Estamos, finalmente, retornando às atividades presenciais plenas e, com isso, muito animadas e otimistas em relação ao Imersão no Verão 2023.Abriremos as portas da Fiocruz durante três dias para receber 100 jovens estudantes do ensino médio nos nossos espaços de pesquisa".

Cristina ressalta a participação das unidades e de diversas áreas da instituição para o sucesso do evento. “Além dos laboratórios, das unidades de saúde, dos ambulatórios e das unidades de produção de vacinas, imunológicos e medicamentos, mobilizamos equipes inteiras das áreas de gestão, comunicação e informação para nos apoiarem com a organização de ações educativas voltadas para o incentivo ao diálogo. É muito importante para a nossa instituição essa aproximação com a educação básica, em especial, com a juventude que tem curiosidade e interesse em conhecer mais a ciência que fazemos”, destacou.

“O fazer científico é uma das atividades que mais demandam preparação por parte daqueles que querem se dedicar à pesquisa. E começar cedo, ainda na educação básica, é algo muito promissor. Queremos despertar interesse nas jovens e assim contribuir para escolhas profissionais que as aproximem da ciência”, concluiu.

A data do Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência – 11 de fevereiro – foi instituída em 2015 pela ONU, e desde 2019 integra o calendário Fiocruz. Sob a liderança da Unesco e da ONU Mulheres, a efeméride é celebrada em diversos países, com a colaboração de instituições e parceiros da sociedade civil. Com o objetivo de dar visibilidade ao papel e às contribuições das mulheres na ciência e tecnologia, a data busca reafirmar e fortalecer a participação de jovens no âmbito científico.

Programação
8 de fevereiro
8h30 – Credenciamento e boas-vindas no Centro de Recepção do Museu da Vida/Casa de Oswaldo Cruz (próximo à portaria principal)
10h – Visita aos espaços históricos e ao Museu da Vida
13h – Atividades nos espaços de pesquisas e laboratórios
16h – Encerramento

9 de fevereiro
8h30 – Centro de Recepção do Museu da Vida/Casa de Oswaldo Cruz (próximo à portaria principal)
9h – Atividades nos espaços de pesquisas e laboratórios
16h – Encerramento

10 de fevereiro
8h30 – Centro de Recepção do Museu da Vida/Casa de Oswaldo Cruz (próximo à portaria principal)
9h – Roda de conversas: Diversidade de Vozes - Tenda Luís Fernando Ferreira na Escola Politécnica de Saúde Pública Joaquim Venâncio (próximo à portaria da Rua Leopoldo Bulhões
13h30 – Encerramento

Mais informações sobre o evento Imersão no Verão podem ser obtidas na página do Programa Fiocruz Mulheres e Meninas na Ciência.





Autor: Simone Kabarite (Programa Fiocruz Mulheres e Meninas na Ciência)
Fonte: Fiocruz
Sítio Online da Publicação: Fiocruz
Data: 06/02/2023
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/noticia/fiocruz-recebe-alunas-para-o-dia-internacional-das-mulheres-e-meninas-na-ciencia

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

Reciis lança chamada pública para o dossiê Saúde Digital

Com a pandemia de covid-19 e o estabelecimento de políticas e ações voltadas às tecnologias da informação e da comunicação, houve um aumento significativo no uso, desenvolvimento e implementação das estratégias sobre saúde digital no Brasil. Longe de ser um assunto restrito às prateleiras acadêmicas, os efeitos nos processos socioeconômicos e os agentes envolvidos no desenvolvimento dessas ações aproximam-se cada vez mais das rotinas da população e ganham espaço em discussões políticas de projetos como a Agenda 2030.

A fim de refletir sobre os aspectos que interferem no acesso à interconectividade e no uso das tecnologias da informação e da comunicação para a saúde, a Reciis está com chamada pública para envio de trabalhos (em português, inglês, espanhol e francês) para o dossiê Saúde Digital. O prazo de submissão vai até o dia 10 de abril de 2023 e a publicação está prevista para julho/setembro deste ano.

De acordo com os editores convidados, apesar de seu potencial, a saúde digital ainda se apresenta como um grande desafio. Um dos riscos está no grande paradoxo que se impõe quando o potencial de ampliar o acesso à saúde se depara com a divisão digital, fazendo com que os indivíduos que poderiam ser os maiores beneficiados sejam os que têm menos condições de utilizá-la, tornando-os mais vulneráveis em um cenário de infodemia e desinformação.

Consciente da necessidade de fomentar a discussão sobre os inúmeros impactos que este tema traz, tanto para o campo da Comunicação, Informação e Saúde, quando para a vida cotidiana da população, a Reciis lança a chamada pública de artigos originais que se articulem aos seguintes eixos:

• Definição/Conceito de Saúde Digital;
• Direitos humanos, direitos digitais, ética, privacidade, proteção de dados pessoais;
• Determinantes sociais de saúde, justiça cognitiva, literacia digital;
• Ciência de dados e Inteligência Artificial na saúde;
• Saúde móvel, telessaúde, infraestrutura, conectividade e redes;
• Saúde pública digital: vigilância em saúde, sistemas de informação, planejamento e gestão;
• Comunicação de dados, infodemia, desinformação;
• Economia na saúde digital: conflitos e articulações entre setores público e privado.

Sobre os editores convidados

Raquel De Boni é pesquisadora titular em Saúde Pública no Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fiocruz (Icict/Fiocruz) e professora permanente do Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia em Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz). Com experiência em Saúde Mental e Ciências do Comportamento, atua na pesquisa de temas como uso de álcool, lifestyle e Saúde Digital.

Matheus Z. Falcão é pesquisador do Centro de Pesquisas em Direito Sanitário (CEPEDISA) do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Direito Sanitário (NAP-DISA/USP). Bacharel e mestre em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, atualmente realiza doutorado em Direitos Humanos com tese na área de Saúde Global. Desenvolve pesquisas sobre temas como direito sanitário, sistemas de saúde e Saúde Global.

Rodrigo Murtinho é diretor do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Icict/Fiocruz), professor do Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde (PPGICS/Icict) e pesquisador do Laboratório de Comunicação e Saúde (Laces/Icict), no qual desenvolve pesquisas sobre Políticas Públicas de Comunicação e Saúde e Direitos Humanos, Comunicação e Saúde. Atualmente, coordena o projeto Proteção de dados pessoais nos serviços de saúde digital, o Portal Porto Livre e a Coleção Memória Viva/Edições Livres.

Normas e preparação de artigo

A Reciis é um periódico interdisciplinar trimestral de acesso aberto, revisado por pares e sem ônus para o autor. Recebe textos em fluxo contínuo e a partir de chamadas públicas para dossiês temáticos. Publica textos inéditos de interesse para as áreas de comunicação, informação e saúde; em português, inglês ou espanhol.

Ao submeter o trabalho, é necessário preencher a categoria Dossiê Gestão da informação e da comunicação em saúde.

Outras informações na seção Notícia no site da Reciis. As normas do periódico podem ser consultadas na seção Preparação do artigo.

No caso de dúvidas, escreva para o e-mail: reciis@icict.fiocruz.br

Acompanhe a Reciis pelo Facebook (ReciisIcictFiocruz), pelo perfil do Instagram (@reciis_fiocruz) e pelo podcast Revozes.

A Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde (Reciis) é editada pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Icict/Fiocruz).





Autor: Lea Camila (Reciis/Icict/Fiocruz)
Fonte: fiocruz
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data: 01/02/2023
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/noticia/reciis-lanca-chamada-publica-para-o-dossie-saude-digital

quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz abre vagas em 32 cursos totalmente online, nesta segunda-feira

 Fiocruz, vagas, cursos

Foto: Reprodução portal.fiocruz
A Fiocruz está oferecendo 32 vagas em cursos de especialização a distância (EAD). Garanta agora a sua vaga!
Vagas em curso de especialização gratuito a distância (EAD) estão sendo ofertadas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Os cursos online contemplam 32 vagas em diversas áreas de conhecimento, confira!
Sobre a Fundação Oswaldo Cruz

Inaugurada originalmente para fabricar soros e vacinas contra a peste bubônica, a instituição experimentou, desde então, uma intensa trajetória, que se confunde com o próprio desenvolvimento da saúde pública no país.

Pelas mãos do bacteriologista Oswaldo Cruz, o Instituto foi responsável pela reforma sanitária que erradicou a epidemia de peste bubônica e a febre amarela da cidade. E logo ultrapassou os limites do Rio de Janeiro, com expedições científicas que desbravaram as lonjuras do país. O Instituto também foi peça chave para a criação do Departamento Nacional de Saúde Pública, em 1920.





Autor: Roberta Souza
Fonte: clickpetroleoegas
Sítio Online da Publicação: clickpetroleoegas
Data: 23/01/2023
Publicação Original: https://clickpetroleoegas.com.br/fundacao-oswaldo-cruz-a-fiocruz-abre-vagas-em-32-cursos-totalmente-online-nesta-segunda-feira/

quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Pesquisas na Fiocruz avaliam mosquitos silvestres como vetores de arbovírus causadores de doenças


Shayenne Olsson Freitas Silva, que defendeu sua tese de doutorado no dia 12 de dezembro, investiga a circulação de Flavivírus em áreas de Mata Atlântica (Fotos: Arquivo pessoal)

Mosquitos silvestres podem ser importantes vetores potenciais de agentes etiológicos que causam doenças em humanos e primatas não humanos (macacos). Por isso, o estudo da relação entre insetos e o ambiente em que vivem (bioecologia) auxilia na compreensão da circulação de diversos arbovírus na natureza. Nesse contexto, a pesquisa visa analisar a diversidade de mosquitos e detectar a circulação do vírus da Febre Amarela em fragmentos de Mata Atlântica do estado do Rio de Janeiro, tendo como foco as principais espécies com capacidades vetoras dos gêneros Haemagogus e Sabethes. Através das informações obtidas, pretende-se fornecer benefícios diretos para a Saúde Pública, não só nas áreas estudadas, mas para o Brasil de maneira geral.

Pesquisador do Laboratório de Diptera, do Instituto Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Jeronimo Augusto Fonseca Alencar se dedica aos estudos de mosquitos silvestres transmissores de diversos arbovírus. Ao longo dos últimos anos, ele e seu grupo de pesquisa vêm promovendo a expansão e a continuidade do conhecimento em práticas de taxonomia, biologia, ecologia de mosquitos vetores de agentes etiológicos.

Nos últimos anos, a equipe do Laboratório de Diptera vem recebendo diversos apoios da FAPERJ, como os programas de Iniciação Científica, Mestrado Nota 10, Pós-Doutorado Nota 10, Treinamento e Capacitação Técnica, Jovem Cientista do Nosso Estado e Cientista do Nosso Estado. “A Fundação nos proporcionou a cobertura adequada para atingirmos os importantes resultados constatados nessas pesquisas, muitas delas publicadas em artigos científicos de revistas credenciadas pelos principais indexadores, contribuindo na formação de recursos humanos dentro das áreas de competência da pesquisa básica e aplicada”, ressalta Alencar. O pesquisador explica que os projetos apoiados pela FAPERJ têm a finalidade de estudar vários aspectos da biologia das espécies de mosquitos em áreas que ocorreram surtos de febre amarela silvestre nos fragmentos de Mata Atlântica.

Um dos projetos de destaque no Laboratório Diptera está sendo conduzido por Shayenne Olsson Freitas Silva, que defendeu sua tese de doutorado no último dia 12 de dezembro, intitulada “Taxocenose de Haemagogus (Diptera: Culicidae) e investigação da circulação de Flavivírus em áreas de Mata Atlântica no Estado do Rio de Janeiro, Brasil”. O estudo que gerou cinco artigos sobre o tema considera que as arboviroses como a febre amarela, zika, dengue, e chikungunya são um importante problema de saúde pública, tornando fundamental as pesquisas envolvendo mosquitos vetores destes arbovírus, como os dos gêneros Haemagogus e Aedes. Por isso, a pesquisa busca conhecer aspectos da biologia e da ecologia de espécies de importância médica, com ênfase no gênero Haemagogus, além de realizar uma investigação de Flavivírus circulantes em remanescentes de Floresta Atlântica no estado do Rio de Janeiro.

Entre os fragmentos de Mata Atlântica estudados estão a Área de Proteção Ambiental (APA) da Bacia do Rio São João, que abrange os municípios de Silva Jardim, Rio das Ostras, Rio Bonito, Casimiro de Abreu, Cachoeiras de Macacu, Cabo Frio e Araruama; a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Gaviões, em Silva Jardim; o fragmento de Mata Atlântica conhecido como Figueira Branca e o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, que abrange os municípios de Teresópolis, Petrópolis, Magé e Guapimirim. As coletas foram realizadas entre 2018 e 2021 e as análises avaliaram índices ecológicos, influência dos fatores climáticos na abundância de culicídeos e pesquisa de arbovírus através da extração de RNA viral. Foram encontradas espécies de mosquitos transmissores de arbovírus em todos os remanescentes de Mata Atlântica analisados, com influência significativa da sazonalidade no número de ovos em todas as áreas de coleta.


Cecília Ferreira de Mello: contemplada com bolsa de Pós-doc Nota 10 pela FAPERJ, ela estuda as populações de mosquitos associadas às plantas aquáticas para a detecção de Alphavírus

Cecília Ferreira de Mello, também aluna do Laboratório Diptera, apoiada pela FAPERJ por meio do programa Pós-Doutorado Nota 10, vem investigando outro grupo de mosquitos silvestres. Sua pesquisa, intitulada “Bioecologia e Detecção de Alphavírus na tribo Mansoniini em remanescentes de Mata Atlântica do Estado do Rio de Janeiro” vem estudando as populações de mosquitos associadas às plantas aquáticas (macrófitas) para a detecção de Alphavírus. Responsáveis por diversos tipos de encefalites e síndromes febris com dor articular, Alphavírus provocam doenças tanto em humanos - como a chikungunya – quanto em diversos animais – como a encefalite equina.

Anteriormente contemplado por duas vezes no edital da FAPERJ Jovem Cientista do Nosso Estado, Jeronimo Augusto Fonseca Alencar acaba de ser selecionado para receber bolsa de Cientista do Nosso Estado, da Fundação. Uma de suas pesquisas vem investigando a bioecologia das espécies de mosquitos vetores do vírus da Febre Amarela silvestre (transmitida pelas espécies de mosquitos Haemagogus e Sabethes) em áreas de translocação do mico-leão-dourado, no município de Silva Jardim.

Caso de sucesso de conservação no Brasil, a preservação desse primata conseguiu elevar em 10 vezes a população de 200 animais existentes nos anos 1970. A comunidade, que chegou a 3.700 indivíduos em 2014, foi severamente impactada pelo surto de febre amarela em 2016, que eliminou um grande número de primatas. Hoje estima-se que graças ao esforço constante de conservação, a população dessa espécie, endêmica nesse segmento de Mata Atlântica do estado do Rio de Janeiro, seja de 2.500 animais.


Jeronimo Alencar: para o especialista em Entomologia Médica, não se deve atribuir aos macacos a culpa pelos surtos de febre amarela

Após cerca de 80 anos sem registros da doença, o Rio de Janeiro enfrentou, entre 2016 e 2019, um surto febre amarela que infectou 289 pessoas e levou 93 a óbito. Os casos de febre amarela notificados são do tipo silvestre da doença, afetando pessoas que contraíram o vírus em áreas de mata ou em suas proximidades. Os mosquitos transmissores do vírus da febre amarela silvestre vivem na copa das árvores, mesmo local habitado pelos macacos, que por isso passam a ser seu alvo preferencial. Segundo o Ministério da Saúde, os casos de infecção em área urbana não ocorrem no País desde 1942.

Graduado em Ciências Biológicas e Especialista em Entomologia Médica pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/FIOCRUZ) e Doutorado em Ciências Biológicas (Zoologia) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Jeronimo Alencar explica que o estado do Rio de Janeiro não é uma região endêmica da Febre Amarela, no entanto, é importante estudar a bioecologia dos mosquitos vetores. Ele também ressalta a importância de não se atribuir aos macacos a “culpa” pelos surtos da doença, pois, segundo ele, o animal não transmite o vírus febre amarela, assim como os seres humanos, e também são infectados pelo vírus através da picada dos mosquitos vetores.







Autor: Paula Guatimosim
Fonte: faperj
Sítio Online da Publicação: faperj
Data: 22/12/2022
Publicação Original: https://www.faperj.br/?id=248.7.5

quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

Fiocruz e MS lançam curso online e gratuito sobre autocuidado e literacia para a saúde

Como você cuida da sua saúde, e o que faz para mantê-la em níveis saudáveis? Como você avalia, compreende e aplica as informações sobre saúde que recebe ao longo da vida? Essas são questões tratadas no campo da literacia para a saúde e o autocuidado que, a partir de agora, podem ser aprendidas na nova formação, gratuita e online, do Campus Virtual Fiocruz. Com foco em profissionais de saúde, o curso Autocuidado em Saúde e a Literacia para a promoção da saúde e a prevenção de doenças crônicas na Atenção Primária à Saúde já está com inscrições abertas!

Inscreva-se já!





A formação, que aborda modelos, estratégias e possibilidades de intervenções para a promoção do autocuidado, busca qualificar profissionais de nível médio e superior, especialmente os que atuam na atenção primária à saúde, mas é aberto a todos os interessados na temática. Ela é dividida em cinco módulos, carga horária de 60 horas e é autoinstrucional, ou seja, não conta com tutoria e pode ser cursado conforme a necessidade do participante. O curso certifica os participantes mediante avaliação dos conhecimentos adquiridos .

A formação surgiu de uma demanda do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), e foi desenvolvida por pesquisadores do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), em parceria com o grupo de estudos e pesquisa Promoção em comunicação, educação e Literacia para a Saúde no Brasil (ProLiSaBr), vinculado ao Instituto de Educação, Letras, Artes, Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM); e está sob a coordenação-geral da médica sanitarista Ana Luiza Pavão, pesquisadora do Laboratório de Informações em Saúde (Lis/Icict/Fiocruz) e docente colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde (PPGICS/Icict), além da coordenação adjunta de Rosane Aparecida de Sousa, da UFTM.

Foram desenvolvidos especialmente para este curso cinco guias, que estão disponíveis como material de apoio à formação: um sobre autocuidado e literacia e outros quatro voltados para o manejo de doenças específicas, como hipertensão, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal crônica e diabetes tipo 2. O curso disponibiliza ainda oito vídeos relativos às características das referidas doenças e suas formas de prevenção e controle, videoaulas e outros recursos educativos.

A literacia para a saúde e o autocuidado

Ana Luiza explicou que o conceito de literacia para a saúde (LS) versa sobre o conhecimento, as motivações e as competências dos indivíduos para acessar, compreender, avaliar e aplicar informações sobre saúde, a fim de fazer julgamentos e tomar decisões na vida cotidiana relacionadas aos cuidados de saúde, à prevenção de doenças e à promoção da saúde para manter ou melhorar sua qualidade de vida ao longo dos anos. Ela detalhou que a LS vem do termo em inglês health literacy, e que existem outras traduções utilizadas para o conceito, como literacia em saúde, letramento em saúde e até mesmo alfabetização em saúde.

Para Ana Luiza, quanto maior o nível de literacia para a saúde — conceito que está intimamente relacionado ao autocuidado —, melhores serão os desfechos em saúde daquele indivíduo. "O curso tem foco em profissionais da Atenção Primária, pois quando falamos de promoção e prevenção à saúde, nos referimos principalmente a esse nível de atuação, apesar de não ser exclusivo para a APS, sendo essa comprovadamente a abordagem mais eficaz", detalhou Ana Luiza.

Ela comentou ainda que o curso estimula o profissional a se questionar, a pensar, durante a assistência cotidiana do trabalho, sobre o que podem fazer para promover a saúde naquele indivíduo atendido. A ideia é fomentar uma visão focada na saúde e não na doença e suas complicações. "Ao termos uma visão positiva sobre o cuidado, buscamos novas estratégias para melhorar a saúde, com foco na qualidade de vida, bem-estar, saúde mental, e outros aspectos que influenciam fortemente o dia a dia das pessoas.

A proposta deste curso é trazer uma série de conceitos e reflexões a respeito do autocuidado em saúde e da literacia para a saúde, incluindo também a questão da comunicação em saúde, e a importância da literacia digital em saúde — que é a influência da internet e da capacidade das pessoas de obterem e manejarem informações de saúde provenientes da internet —, além dos fundamentos da promoção da saúde, e da Política Nacional de Promoção da Saúde do Ministério da Saúde.

Conheça a estrutura do curso Autocuidado em Saúde e a Literacia para a promoção da saúde e a prevenção de doenças crônicas na Atenção Primária à Saúde (APS):
 

Módulo 1 - A PROMOÇÃO DA SAÚDE, A SALUTOGÊNESE E A LITERACIA PARA A SAÚDE (LS)Aula 1 - Promoção da saúde: um conceito em construção
Aula 2 - Reflexões sobre a salutogênese no contexto da Atenção Primária à Saúde
Aula 3 - Literacia para a Saúde: concepção e perspectivas para promover saúde

Módulo 2 - CUIDADO, AUTOCUIDADO E A LITERACIA PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE E A PREVENÇÃO DE DOENÇAS NA APSAula 1 - Promoção da saúde e prevenção de doenças: aspectos conceituais, políticas e ações na APS
Aula 2 - O cuidado e o autocuidado no contexto da promoção da saúde e prevenção de doenças
Aula 3 - O cuidado e o autocuidado na APS: espaço para a ampliação dos níveis de LS

Módulo 3 - INTERVENÇÕES PARA EQUIPES E SISTEMAS DE SAÚDE NAS PRÁTICAS DE LSAula 1 - A Literacia para a Saúde no cotidiano da Atenção Primária à Saúde
Aula 2 - Boas práticas de LS em contextos específicos e nos ciclos da vida
Aula 3 - A educação em saúde e a educação popular em saúde como estratégias para a assistência à saúde na APS

Módulo 4 - FERRAMENTAS NO COTIDIANO DO TRABALHO DAS EQUIPES DA APSAula 1 - A comunicação em saúde e estratégias para melhoria na APS
Aula 2 - As mídias e a tecnologia de informação em saúde
Aula 3 - A Literacia Digital em Saúde como competência para promover saúde na APS

Módulo 5 - AUTOCUIDADO EM SAÚDE NA APS: AÇÕES PARA PROMOÇÃO DA SAÚDE E QUALIDADE DE VIDAAula 1 - Autocuidado no âmbito pessoal
Aula 2 - Autocuidado no âmbito profissional
Aula 3 - Relacionamentos e qualidade de vida





Autor: Isabela Schincario
Fonte: fiocruz
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data: 27/12/2022
Publicação Original: https://campusvirtual.fiocruz.br/portal/?q=noticia/67834

terça-feira, 20 de dezembro de 2022

Fiocruz disponibiliza banco de dados sobre plantas medicinais

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) disponibiliza mais um benefício para a comunidade científica e a sociedade. Trata-se do banco de dados que reúne as informações bibliográficas disponíveis sobre plantas medicinais a partir do conhecimento tradicional. A plataforma resulta de um estudo realizado pelo herbário Coleção Botânica de Plantas Medicinais (CBPM), do Centro de Inovação em Biodiversidade e Saúde da unidade (Cibs), com o apoio da Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB/Fiocruz).


Integrante do banco de dados, o camapú é uma planta medicinal com propriedades para diferentes aplicações, inclusive antibiótico (foto: Acervo CBPM)

A iniciativa tem como objetivo valorizar o conhecimento popular e a pesquisa etnobotânica a fim de estimular a repartição de benefícios com comunidades provedoras. Além disso, visa também a subsidiar pesquisas voltadas para a comprovação dos usos populares de plantas medicinais e estimular o desenvolvimento de produtos e políticas de saúde que priorizem a biodiversidade brasileira.


O projeto foi idealizado pelo biólogo Marcelo Galvão, curador adjunto da CBPM/Fiocruz. O levantamento bibliográfico foi realizado pelo técnico do CBPM/Fiocruz, Marco Antonio Filho. O site foi desenvolvido pelo analista computacional da VPPCB/Fiocruz, Carlos Henrique da Silva. Galvão explica que a nova ferramenta pode ser útil para profissionais que trabalham com produtos naturais e buscam novas espécies para estudar ou precisam comprovar tradicionalidade de uso para notificar produtos à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Este banco pode subsidiar pesquisas na área farmacêutica de produtos naturais, auxiliar registros de produtos tradicionais fitoterápicos na Anvisa, fomentar questões de repartição de benefícios junto ao [Conselho de Gestão do Patrimônio Genético] CGEN, além de outros benefícios”, destaca.

O Brasil possui aproximadamente 40 mil espécies vegetais conhecidas, inúmeras dessas plantas são consideradas medicinais por povos originários e diversas comunidades tradicionais. No entanto, as listas oficiais de plantas medicinais possuem um número muito inferior ao já registrado por estudos etnobotânicos. Desta forma, o trabalho realizado pela instituição é contínuo, ou seja, à medida que uma nova espécie entre no acervo da CBPM, o levantamento bibliográfico sobre ela será incluído no banco, além da atualização das espécies já catalogadas.

O banco também é voltado para indústrias, provedores do conhecimento popular, gestores públicos que busquem ampliar listas oficiais de plantas medicinais no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), seguindo a Política e Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, e a população em geral.

Ao todo, o acervo atual conta com 300 espécies. Para consultar, basta acessar a página da Coleção de Botânica de Plantas Medicinais. As buscas podem ser feitas por família botânica, nome popular ou científico.






Autor: Alexandre Matos
Fonte: Farmanguinhos/Fiocruz
Sítio Online da Publicação: Fiocruz
Data: 14/12/2022
Publicação Original: https://agencia.fiocruz.br/fiocruz-disponibiliza-banco-de-dados-sobre-plantas-medicinais

terça-feira, 26 de abril de 2022

Após 113 anos, Doença de Chagas ainda é motivo de preocupação

Nesta quinta-feira, dia 14 de abril, é comemorado o Dia Mundial da Doença de Chagas, instituído em 2020 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para aumentar a conscientização sobre a doença. Mas após 113 anos de sua descoberta pelo médico, sanitarista e infectologista Carlos Chagas, pouco há para comemorar. Considerada uma doença negligenciada, causada por um protozoário parasita e endêmica em 21 países da América do Sul, afetando em especial as populações de baixa renda, a doença de Chagas ainda carece de investimentos em pesquisa e foco das indústrias farmacêuticas, para o seu controle e a produção de medicamentos.

A boa notícia é que está para ser implementado o projeto “Integra Chagas Brasil”, uma parceria da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do Ministério da Saúde, que propiciará o acesso à detecção e tratamento da doença de Chagas no âmbito da atenção primária à saúde no Brasil. Nesse contexto, serão aplicadas diferentes estratégias de diagnóstico, incluindo o uso da biologia molecular para detectar a forma congênita da doença, a fim de monitorar o tratamento das mães infectadas e seus bebês. O projeto, que prevê a validação do primeiro kit de diagnóstico molecular da doença, produzido com insumos 100% nacionais, abrangerá seis municípios representativos das macrorregiões endêmicas brasileiras nos estados de Goiás, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Pará.

Causada pelo protozoário parasita Trypanosoma cruzi, que é transmitido pelas fezes de insetos do gênero Triatoma, popularmente conhecido como barbeiro, a enfermidade ainda atinge milhões de brasileiros. Apesar de não haver dados sistemáticos relativos à prevalência da doença, em estudos recentes publicados no II Consenso Brasileiro em Doença de Chagas, em 2015, as estimativas de prevalência variaram de 1,0 a 2,4% da população, o equivalente a 1,9 a 4,6 milhões de pessoas infectadas por T. cruzi. A OMS estima entre 6 a 7 milhões o número de pessoas infectadas em todo o mundo, a maioria na América Latina.

De acordo com a chefe do Laboratório de Biologia Molecular e Doenças Endêmicas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Constança Felicia De Paoli de Carvalho Britto, uma das pioneiras no diagnóstico molecular da infecção, por muito tempo a doença ficou restrita à América Latina, mas, progressivamente, a partir dos anos 2000, avançou para outros continentes, devido, principalmente, à mobilidade de pessoas infectadas, como resultado do intenso processo de migração internacional. Com uma vida inteira dedicada ao estudo da enfermidade, a bióloga, em parceria com outros pesquisadores, participa de ensaios clínicos nacionais e internacionais.

“Ainda hoje a doença de Chagas é uma preocupação, pois está entre as quatro principais causas de mortalidade entre as doenças infecciosas e parasitárias, dentre as quais também figuram malária, leishmaniose e esquistossomose”, explica Constança. Segundo ela, mais de 80% dos infectados não têm acesso ao diagnóstico e, por estarem assintomáticos, também não procuram tratamento. E quando o assunto é tratamento há outro gargalo, pois o único medicamento disponível no País foi desenvolvido na década de 1970. Tal droga se mostra muito eficaz na fase aguda da doença, mas não na fase crônica tardia, que é a realidade da maioria dos doentes, infectada há muitos anos, quando é observado um percentual de cura de aproximadamente 20% dos casos tratados.

A pesquisadora, que conta com bolsa do programa Cientista do Nosso Estado, da FAPERJ para a condução de seus estudos, explica que é comum o paciente abandonar o tratamento, que chega a durar noventa dias, devido aos graves efeitos colaterais da droga. Sem tratamento precoce, muitos desenvolvem lesões no coração e insuficiência cardíaca. De acordo com a pesquisadora, entre a população infectada no Brasil, cerca de 70% dos casos são assintomáticos e 30% sintomáticos, principalmente com lesões no coração em vários estágios de gravidade. Além disso, dois fatores podem agravar ainda mais a doença cardíaca: a persistência do parasita e a exacerbação de resposta imune inflamatória no sítio da lesão, além do status de imunossupressão de pacientes transplantados e coinfectados T. cruzi/HIV. Mas, segundo Constança, em todos os casos é recomendado o tratamento, com exceção daqueles pacientes com a forma mais severa da doença cardíaca.
 

A imagem reproduz o ciclo de vida do barbeiro, cujas fezes transmitem o protozoário parasita Trypanosoma cruzi (Ilustração: Fiocruz)

A transmissão pelo Trypanosoma cruzi pelas fezes do barbeiro após uma picada já não é mais tão comum. A pesquisadora diz que a transmissão vertical, ou infecção congênita, passada da mãe para o filho, é a que predomina hoje, nos países não endêmicos. Outra possibilidade de transmissão é a decorrente do transplante de órgãos de pessoas infectadas. Casos de reativação do protozoário ocorreram recentemente na Argentina, revela a bióloga. Bastante oportunista, o Trypanosoma cruzi também se aproveita dos imunossuprimidos, como os pacientes com HIV.

Por outro lado, a ocorrência de casos e surtos por transmissão oral, principalmente na Amazônia Legal, vem ganhando importância epidemiológica no Brasil. A transmissão oral acendeu a luz de alerta para este tipo de infecção aguda, decorrente do consumo de alimentos infectados. Assimilado mais rapidamente, caindo diretamente no trato digestivo, o protozoário provoca sintomas mais graves e difíceis de serem associados à doença quando esta é resultante da via clássica de transmissão do parasita. O açaí, fruto típico do Pará e outros estados da região Norte, que virou uma febre de consumo em todo o País, foi um dos primeiros a ser identificado com a presença do Trypanosoma cruzi . Paralelamente, pesquisadores encontraram o DNA do protozoário não viável, no açaí processado, vendido nos supermercados de grandes capitais. Pesquisadores alertaram os produtores quanto à necessidade de cuidados durante coleta, transporte e armazenamento do fruto. “Não havia quadros fatais na Amazônia, mas hoje eles são relevantes”, esclarece Constança. Ela relembra ainda que em 2005 houve a identificação do Trypanosoma cruzi na cana-de-açúcar utilizada para fazer caldo, que contaminou e levou a óbito turistas em Florianópolis. Um caso mais recente de infecção oral ocorreu durante um encontro de um grupo de religiosos em Pernambuco, com pessoas infectadas após o almoço comunitário.

A bióloga diz que o controle do vetor, iniciado em 1983, foi bastante efetivo na redução da transmissão do parasita pela espécie de triatomíneo de maior importância epidemiológica no País. Posteriormente, entre as décadas de 1991 e 2000, outros países do Cone Sul também se engajaram na campanha para reduzir o Triatoma infestans. Entretanto, há ainda outras 151 espécies de triatomíneos, das quais 65 com potencialidade para transmitir o parasito, que atualmente começam a ocupar os nichos da população primária especialmente nas áreas rurais próximas às florestas, esclarece Constança. “O Trypanosoma cruzi tem uma variedade genética enorme e hoje as pesquisas vêm tentando descobrir a relação entre as diferentes linhagens genéticas do parasita e as diferentes formas clínicas da doença”, conta a pesquisadora.


A doença de Chagas ainda está entre as quatro principais causas de mortalidade entre as doenças infecciosas e parasitárias, esclarece Constança Britto

Desde o doutorado, em 1995, Constança vem estudando um teste de PCR (“polymerase chain reaction” ou reação em cadeia da polimerase) para identificação da infecção pelo T. cruzi, especialmente no paciente crônico, quando a parasitemia é escassa e intermitente e o diagnóstico, nessa fase, é essencialmente pela detecção de anticorpos contra o parasita. Devido às limitações do teste de sorologia, a OMS recomenda que sejam realizados ao menos dois testes sorológicos com princípios distintos, e no caso de resultados conflitantes ou inconclusivos, o teste PCR pode ser aplicado em laboratórios de referência, como ferramenta diagnóstica complementar. Além do papel relevante do uso da PCR durante o monitoramento de tratamento, quando um resultado de PCR é positivo, sinaliza falha terapêutica.

Não menos importante, o subprojeto de Constança é o desenvolvimento do primeiro kit de diagnóstico molecular do Brasil, em parceria com o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) da Fiocruz e do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP). O Kit NAT (Nucleic Acid Test) Chagas, que já passou pela Prova de Conceito e demais testes necessários, teve seu pedido de registro encaminhado à Anvisa em setembro de 2021. Há um mês, foi para o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) da Fiocruz para validação e posterior distribuição para o Sistema Único de Saúde (SUS). A pesquisadora destaca que o maior mérito do kit, que finalmente vai chegar até a população mais vulnerável, é o fato de usar insumos totalmente nacionais, fornecidos pelo IBMP, e obter resultados até melhores ou superiores ao uso de insumos importados. “Estou muito feliz porque dediquei toda a minha vida ao estudo da Doença de Chagas e de seu agente etiológico e agora vejo um resultado concreto que possa contribuir efetivamente para a saúde da população”, comemora a bióloga.





Autor: Paula Guatimosim
Fonte: faperj
Sítio Online da Publicação: faperj
Data: 19/04/2022
Publicação Original: https://www.faperj.br/?id=82.7.5

sábado, 27 de novembro de 2021

Fiocruz e instituições portuguesas debatem saúde global em diferentes perspectivas

Após quase dois anos vivendo com a emergência sanitária instaurada pela Covid-19, sabemos que somente uma abordagem interdisciplinar, social e econômica pode apresentar respostas e apontar caminhos. Nessa perspectiva de interação, a partir de redes em diferentes dimensões - pesquisa, produção, gestão e, principalmente, educação - a Fiocruz fortalece sua parceria com instituições portuguesas com a realização do Seminário Internacional Pandemia ou Sindemia - Uma abordagem crítica para a saúde pública. O encontro, marcado para os dias 29 e 30 de novembro, será transmitido pelo canal da Fiocruz no Youtube e acontecerá de maneira híbrida em Portugal.

Essas reflexões e diálogos, sobre o ponto de vista da saúde global no contexto das pandemias e sindemias, serão feitas entre Brasil e Portugal envolvendo o Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa, a Universidade de Aveiro, a Universidade de Coimbra, pelo país lusitano, e o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), o Instituto Oswaldo Cruz (IOC), o Instituto de Ciência e Tecnologia em Biomodelos (ICTB/Fiocruz) pela Fiocruz, com o apoio do Programa Institucional de Internacionalização (PrInt), ligado à Coordenação-Geral de Educação, da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (CGE/VPEIC).

Tais debates pretendem compartilhar as expertises adquiridas ao longo dos anos nesse processo compartilhado de construção e aprendizado, mas, sobretudo, buscam fortalecer a dimensão internacional da educação e da pesquisa na Fiocruz. A coordenadora-geral de Educação da Fiocruz, Cristina Guilam, falou sobre as expectativas desse encontro e exaltou as parcerias já consolidadas com Portugal. Segundo ela, "esta será uma grande oportunidade de darmos visibilidade às cooperações de sucesso com Coimbra e Nova Lisboa, como o doutorado internacional em cotutela - Direitos humanos, Saúde Global e políticas da vida -, a consolidação de grupos de pesquisa, de disciplinas internacionais e produções conjuntas; bem como de firmar novas parcerias com a universidade de Aveiro, por exemplo".


Confira a programação e participe:

Dia 29/11 - 10h (horário de Brasília)
Tema: Uma interação epidêmica sinérgica nos níveis individual, social, econômico e ambiental, criando uma sindemia - O conhecimento tradicional, por si só, fornece uma resposta aos desafios globais da saúde?
Apresentações:
Saúde planetária: sindemia, ecosisitemas, negócios e saúde
Sindemia, uma saúde e um planeta

Dia 30/11 - 10h (horário de Brasília)
Tema: A saúde humana e os animais, as plantas e seu ambiente social e abiótico coevoluíram juntos, e seus destinos são interdependentes - Considerando a eco complexidade multidimensional dos dados e tecnologia da informação e o paradigma da Saúde Única, juntos, eles são suficientes para uma solução sindêmica (inteligência pandêmica global)?
Apresentações:
Atuação de Portugal no combate à pandemia por coronavírus Sars-CoV-2 Covid-19
Conquistas e desafios da Fiocruz, e do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) frente à sindemia de Febre Viral Trombonista (Covid-19)




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Autor: Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz)
Fonte: Fiocruz
Sítio Online da Publicação: Fiocruz
Data: 26/11/2021
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/noticia/fiocruz-e-instituicoes-portuguesas-debatem-saude-global-em-diferentes-perspectivas

segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Entrevista: Margareth Dalcolmo, médica pneumologista da Fiocruz



Débora Motta

Margareth Dalcolmo: a médica pneumologista destaca que a necessidade de cuidados de proteção individual e coletivos deve permanecer pelos próximos dois anos (Foto: Virginia Fuchs/Fiocruz)

A médica pneumologista e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Margareth Dalcolmo foi eleita neste sábado, 31 de julho, "Personalidade 2020" pelo Prêmio Faz Diferença, organizado pelo jornal O Globo. Aos 66 anos, a cientista se notabilizou por sua destacada atuação desde o início da pandemia causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), tornando-se uma das porta-vozes da Ciência, com orientações e informações confiáveis para a população. Ligada à Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz), ela já havia sido agraciada em maio com o Prêmio Nise da Silveira. Margareth possui graduação em Medicina pela Santa Casa de Misericórdia de Vitória, Residência Médica em Pneumologia, especialização em Pneumologia Sanitária pela Fiocruz; e doutorado em Medicina (Pneumologia) pela Escola Paulista de Medicina, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

A médica integrou a Comissão Ciência RJ no Combate à Covid-19” (ComCiênciaRJCOVID), criada em maio de 2020 por iniciativa da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) para colaborar com estratégias e táticas para o enfrentamento da pandemia da Covid-19 e que foi liderada pelo presidente da FAPERJ, Jerson Lima Silva. A cientista tem experiência na área de doenças respiratórias, tendo conduzido e participado de protocolos de pesquisa clínica e tratamento da tuberculose e outras micobacterioses. Foi ainda criadora e coordenadora do ambulatório do Centro de Referência Professor Hélio Fraga, da Fiocruz, instituição nacional de referência do Sistema Único de Saúde (SUS) para tuberculose e outras pneumopatias, que dirigiu de 2009 a 2012. Em entrevista concedida por telefone ao Boletim FAPERJ, ela avalia os desafios impostos pela pandemia à comunidade científica e à sociedade, a chegada da variante Delta, reafirma sua vocação como pesquisadora e fala do reconhecimento pelo Prêmio Faz Diferença.

BOLETIM FAPERJ – Como você recebeu a notícia da indicação ao Prêmio Faz Diferença do Globo?

Margareth Dalcolmo – Recebi com surpresa e emoção essa notícia, e com genuíno senso de dever porque é o reconhecimento de grandes jornalistas, da opinião pública. Tenho sempre tentado informar com a verdade, traduzindo informações científicas complexas em uma linguagem que todos possam compreender. Fiquei muito sensibilizada. Há colegas de muito mais valor do que eu. O Prêmio será entregue no dia 25 de agosto, em cerimônia presencial.

Quais são as perspectivas diante da chegada da nova variante Delta, do coronavírus, no Brasil?

Ela tem uma grande chance de se tornar uma variante dominante pela sua alta capacidade de transmissão, bastante superior às cepas originais, sobretudo a de Wuhan, na China. No Brasil, a exemplo do que vem ocorrendo em outros locais, ela deve se tornar dominante. No entanto, todas as vacinas até o momento mostram efetividade para as novas variantes. É esperado que uma vacina, diante de nova variante, pode perder biologicamente um pouco da sua capacidade protetora, mas os estudos feitos até agora mostram que são efetivas. A questão é que precisamos ter uma adesão às vacinas bastante maior e acelerar nosso ritmo de vacinação. Hoje temos menos de 20% da população brasileira, apenas, completamente imunizada. Isso nos preocupa, pois para termos ação efetiva e diminuir a hospitalização precisaríamos ter uma cobertura de vacinação bastante superior, com pelo menos 70, 80% dos brasileiros imunizados.

Na sua avaliação, como a comunidade científica brasileira tem lidado com os desafios impostos pela pandemia causada pelo novo coronavírus?

A comunidade científica brasileira mostrou uma capacidade de resposta extraordinária diante da pandemia do novo coronavírus, mesmo com a perda de cérebros preciosos, dos cientistas que deixaram o Brasil nesse período. Aqueles que ficaram demonstraram grande capacidade de trabalho, com publicações e colaborações científicas internacionais. Nessa pandemia ficou evidente a grande capacidade do ser humano de produzir, na Ciência, com descobertas, redescobertas e decepções. Entre as descobertas, estão as vacinas. A concepção de uma plataforma vacinal pode levar até 14, 15 anos, e hoje já temos em pouco tempo mais de dez vacinas aprovadas no mundo. Entre as redescobertas, eu elencaria a utilização da corticoterapia para tratar a Covid, com fármacos de efeito anti-inflamatório, que já eram utilizados nas síndromes respiratórias agudas graves. O uso de corticóides, sobretudo a dexametasona, se mostrou de grande valia na Covid-19. Outra redescoberta, positiva, foi a utilização de anticoagulantes. E entre as decepções estão o reposicionamento de fármacos como a cloroquina, a ivermectina e nitazoxanida, que não mostraram ação comprovada contra a Covid, nem para casos leves nem para impedir o agravamento da doença, e se revelaram como uma quimera.

Qual a importância de políticas de investimentos contínuos em Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T&I) nesse cenário?

Mais do que nunca, nesse momento de pandemia houve a participação robusta da sociedade científica e nos ressentimos bastante da falta de reconhecimento da importância da pesquisa brasileira e da presença de políticas de investimentos contínuos em C,T&I. Nesse sentido, o papel dos órgãos de fomento e das Fundações estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs), como a FAPERJ, se torna cada vez mais evidente no Brasil. Isso precisa ser muito reconhecido e valorizado.

Daqui a alguns anos, quando você recordar a sua experiência profissional na linha de frente durante a pandemia, como será essa lembrança?

Foi uma vivência muito intensa porque comecei a tratar os pacientes desde o início da pandemia e vivi a experiência de ficar doente, o medo e a angústia. Essa experiência me aproximou do luto, indelével, com as perdas todas que tivemos. Todo mundo perdeu alguém conhecido nessa pandemia. Acredito que a Covid-19 ainda vai viver entre nós durante um bom tempo, e temos que estar preparados. Em primeiro lugar, temos que estar preparados para as próximas epidemias. Esta não será a última epidemia das nossas vidas. Comportamentos de proteção individual e coletiva, como o uso de máscaras, serão necessários pelo menos pelos próximos dois anos.





Autor: Débora Motta
Fonte: FAPERJ
Sítio Online da Publicação: FAPERJ
Data: 05/08/2021
Publicação Original: http://www.faperj.br/?id=4279.2.0

quinta-feira, 20 de maio de 2021

Fiocruz lança livro sobre biodiversidade para crianças

Eu, o Bicho-Pau

Elaborada por Jane Costa e Lucas Torres, do Laboratório de Biodiversidade Entomológica, a obra incentiva o estudo da biodiversidade e o respeito pelas mais diversas criaturas da natureza através da história de uma criança que encontra um misterioso inseto com formato de graveto.

Para acessar, clique aqui.



As Borboletas, o Besouro e a Fada da Biodiversidade

Elaborada por Jane Costa e Lucas Torres, do Laboratório de Biodiversidade Entomológica, a publicação enaltece as diferenças entre as várias espécies de insetos, com o objetivo de mostrar a importância da diversidade e chamar atenção para a riqueza presente nesse grupo de animais.

Para acessar, clique aqui.



O complexo Triatoma brasiliensis: atualizações sobre o principal vetor da doença de Chagas no Nordeste do Brasil

Elaborada por Carolina Dale, Letícia Paschoaletto e Jane Costa, do Laboratório de Biodiversidade Entomológica, a publicação apresenta as espécies de triatomíneos transmissoras da doença de Chagas no Nordeste do Brasil de forma acessível para profissionais que atuam em serviços de saúde, professores e estudantes.

Para acessar, clique aqui.


Enriquecimento Ambiental – qual a melhor forma de utilização do enriquecimento ambiental para camundongos em biotério?

A publicação reúne avanços no conhecimento de técnicas e abordagens que oferecem melhorias no bem-estar de animais utilizados em pesquisas científicas.

Para acessar, clique aqui.







Insetos Bibliófagos - Identificação, prevenção e controle

O material apresenta de forma clara e objetiva os insetos responsáveis por danos, muitas vezes irreparáveis, ao patrimônio impresso. A obra tem como autores Jane Costa e Márcio Felix, pesquisadores do Laboratório de Biodiversidade Entomológica do IOC.

Para acessar, clique aqui.


Livro referente ao centenário do Instituto Oswaldo Cruz (1900-2000)

A obra publicada por ocasião do centenário do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), no ano 2000, ganhou versão digital a partir de uma parceria com o Laboratório de Digitalização de Obras Raras (Multimeios / Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde - Icict/Fiocruz). A obra tem como editores José Rodrigues Coura, Luiz Fernando Ferreira e Wladimir Lobato Paraense. Além de um conteúdo sobre a estrutura do IOC na época, a obra traz reproduções de textos raros, redigidos por alguns dos fundadores do Instituto.

Para acessar, clique aqui.


Coletânea sobre bactérias do gênero Bacillus

As bactérias do gênero Bacillus, que ocupam posição de destaque no campo da pesquisa, agora são o foco de uma ampla Coletânea que traz referências úteis para o trabalho com estes microrganismos em laboratório. A “Coletânea de Procedimentos Técnicos e Metodologias Empregadas para o Estudo de Bacillus e Gêneros Esporulados Aeróbios” apresenta um conjunto de informações que vão desde noções básicas de bacteriologia até o cultivo deste grupo bacteriano.

O livro está disponível gratuitamente online (clique aqui).



Espécies de Maruins do Brasil

De autoria das pesquisadoras Maria Clara Alves Santarém e Maria Luiza Felippe-Bauer, do Laboratório de Díptera do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), a publicação apresenta um breve histórico dos estudos sobre os Maruins. Conhecidos como mosquitos pólvora, estes insetos podem ser encontrados em todas as regiões do país. O material contém uma tabela com o número de espécies encontradas na Região Neotropical, Brasil e Região Amazônica Brasileira e uma lista atualizada sobre os vetores reportados no Brasil organizada entre os 27 estados do país em ordem alfabética.

A obra possui conteúdo bilíngue (português e inglês). Acesse gratuitamente (clique aqui).


Saúde e Cultura: diversidades terapêuticas e religiosas

Discutir sobre as expressões das diversas práticas culturais, religiosas e comunitárias, relacionadas aos cuidados em saúde é a proposta da publicação. Dividido em dois capítulos, que abordam as ‘Culturas afro-brasileiras e saúde’ e a ‘Saúde indígena e uso terapêutico da Ayahuasca’, o livro reúne dez artigos assinados por 11 especialistas de diversas universidades brasileiras.

Clique aqui e acesse gratuitamente (clique aqui).




Estudo da vulnerabilidade socioambiental da população dos municípios baianos inseridos na bacia hidrográfica do Rio São Francisco no bioma caatinga, aos impactos das mudanças climáticas

Utilizando a metodologia desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o trabalho apresenta indicadores de vulnerabilidade de 84 municípios da Bahia diante de diferentes cenários previstos para as mudanças climáticas.

O relatório está disponível gratuitamente online (clique aqui).






Mapa da vulnerabilidade da população dos municípios do estado do Rio de Janeiro frente às mudanças climáticas

A publicação apresenta a metodologia desenvolvida para sintetizar, em uma única medida, aspectos socioambientais e de saúde humana sensíveis às variações climáticas, associados a cenários futuros de mudança global do clima para a população dos municípios do Estado do Rio de Janeiro.

O relatório está disponível gratuitamente online (clique aqui).






Atlas Iconográfico dos Triatomíneos do Brasil

O material conta com ilustrações e informações sobre a morfologia dos insetos, tamanho, habitat, ciclo de vida, além de mapas sobre a diversidade e distribuição geográfica das 66 espécies de barbeiros registradas até o momento.

O Atlas está disponível gratuitamente online (clique aqui).




 

South American Trematodes Parasites of Amphibians and Reptiles

A publicação lista 215 micro-organismos da classe Trematoda descritos na América do Sul, encontrados em anfíbios e répteis da região. Além de informações sobre características morfológicas, local e ano da descrição do parasito, o livro apresenta 207 figuras.

Clique aqui e acesse a versão completa em PDF .

 

 

 

Série em Biologia Celular e Molecular do Curso de Férias do IOC -- Volume 'Métodos Experimentais no Estudo de Proteínas'

Inspirada no Curso de Férias do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), a Série em 'Biologia Celular e Molecular' apresenta seu primeiro volume: 'Métodos Experimentais no Estudo de Proteínas'. A obra aborda técnicas de medidas básicas de proteínas e ensaios de atividade enzimática até a purificação de proteínas e análise proteômica. O material tem 83 páginas, divididas em cinco capítulos: Introdução à bioquímica de proteínas, Enzimologia: ensaios enzimáticos, Métodos de purificação de proteínas, Eletroforese unidimensional e Introdução à proteômica.

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Guia de Triatomíneos da Bahia

 A publicação propõe o lema “Conhecer para prevenir” a fim de ampliar e divulgar o conhecimento sobre as espécies de triatomíneos predominantes no Estado, além de orientar as ações de vigilância dos vetores da doença e auxiliar na formação e capacitação de recursos humanos na região. Contribui ainda com informações sobre a taxonomia, a biologia e a morfologia das espécies, representando um marco para a entomologia médica do país

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Manual de Capacitação na Detecção de Trypanosoma cruzi para Microscopistas de Malária e Laboratoristas da Rede Pública

A publicação tem como objetivo colaborar na capacitação de profissionais que atuam no diagnóstico da doença de Chagas. O módulo I apresenta o curso e abordada temas como: ‘Doença de Chagas e seu agente etiológico’, ‘Diagnóstico laboratorial – Uma abordagem geral’, ‘Conduta com o indivíduo infectado e notificação’, ‘Caracterização do T. cruzi’. No módulo II, teórico e prático, estão incluídos os itens ‘Diagnóstico Parasitológico do Trypanosoma cruzi’ e aulas teóricas e práticas são expostas. O módulo III finaliza o manual com conteúdo teórico e prático, definindo a ‘Identificação, biologia de triatomíneos e métodos de coleta’.

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Uma Escola para a Ciência e a Saúde - 111 Anos de Ensino no Instituto Oswaldo Cruz

Desde suas origens, em 1900, o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) tem como foco a tríade pesquisa-ensino-produção. O compromisso, que inspira as gerações de pesquisadores que se sucederam no Instituto, faz com que o IOC sustente até hoje um importante papel na formação e aperfeiçoamento de pessoas. O livro ‘Uma escola para a Ciência e a Saúde - 111 anos de Ensino no Instituto Oswaldo Cruz’, resgata esta trajetória e busca perspectivas para o futuro.

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Conceitos e Métodos para a Formação de Profissionais em Laboratórios de Saúde

A coleção Conceitos e Métodos para a Formação de Profissionais em Laboratórios de Saúde tem como objetivo integrar conhecimentos teóricos e práticos, proporcionando ao aluno informações que possibilitem a reflexão sobre seu papel como transformador dos processos e atividades de ensino, pesquisa e desenvolvimento tecnológico, além de servir para professores, como norteadores da definição curricular de seus cursos.

Volume 1: Biossegurança e boas práticas laboratoriais, Conceitos e técnicas básicas aplicadas em laboratório, Microscopia da luz, Animais de laboratório e Fundamentos em química experimental. Acesse a versão completa em PDF

Volume 2: Biologia Celular e ultraestrutura, histologia, técnicas citológicas e cultivo celular. Acesse a versão completa em PDF

Volume 4: Imunologia, Virologia, Bacteriologia e Micologia. Acesse a versão completa em PDF   


Adolpho Lutz e a Coleção Helmintológica do Instituto Oswaldo Cruz

O livro apresenta, em edição bilíngue, a coleção de helmintos iniciada pelo cientista no princípio do século XX. A contribuição de Lutz ao descrever as diferentes espécies de parasitos que havia no Brasil abriu o campo para os cientistas que o sucederam, tornando nossa fauna helmintológica alvo de enfoque internacional. O livro contém o histórico da coleção, dados biográficos do pesquisador, além de uma listagem do acervo helmintológico sistematizado.

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Adrelírio José Rios Gonçalves e a infectologia no Brasil - Uma coletânea de publicações (1966-2000)

A publicação traz uma coletânea de relatos publicados do pesquisador, médico e professor Adrelírio Rios Gonçalves sobre casos clínicos e estudos de séries de casos de doenças infecciosas e parasitárias, além de temas gerais correlatos, produzidos entre 1966 e 2000. Os capítulos contam com introduções de especialistas que homenageiam o conhecimento, a liderança e o caráter do pesquisador. O prefácio é do tropicalista José Rodrigues Coura, e o material foi organizado pelos pesquisadores Elba R. Sampaio de Lemos, Glaura M.Florim Terra, Jacqueline Anita Menezes e José Carlos Pessoa de Mello.

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Atlas de Morfologia e Morfogênese do Vírus da Dengue

Esta é a versão digital do Atlas de Morfologia e Morfogênese do Vírus da Dengue, publicado pelo Instituto Oswaldo Cruz. A publicação em inglês descreve a morfologia do ciclo de vida do vírus da dengue por meio de 115 imagens acompanhadas de textos explicativos. A morfogênese da replicação do vírus é descrita e discutida pela autora e chefe do Laboratório de Morfologia e Morfogênese Viral, Monika Barth. A versão disponível para download foi compactada, por isso as imagens não têm resolução para impressão. Interessados em obter exemplares impressos podem solicitar pelo email barth@ioc.fiocruz.br.

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A virologia no Estado do Rio de Janeiro – uma visão global

O livro A virologia no Estado do Rio de Janeiro – uma visão global apresenta uma perspectiva global e histórica desse campo de pesquisa no Estado, desde seus primeiros fatos registrados até as epidemias modernas. A publicação, elaborada pelos pesquisadores Hermann Schatzmayr, do Instituto Oswaldo Cruz, e Maulori Cabral, da UFRJ, descreve a atuação de instituições do Estado que realizam pesquisa, desenvolvimento tecnológico e produção de fármacos e outros produtos para tratamento e controle de viroses. A obra aborda as viroses humanas, como a febre aftosa, além de registrar a criação da Sociedade Brasileira de Virologia.

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Biossegurança de OGMs Vol.1 - Biossegurança de OGMs: uma visão integrada

Fruto de projeto aprovado pelo CNPq através do edital 026/2007, o livro aborda os procedimentos que devem ser utilizados para se trabalhar legalmente com organismos geneticamente modificados. A coletânea de textos apresentada foi elaborada pelos pelos autores Marco Antônio da Costa e Maria de Fátima Barrozo da Costa a partir das experiências, vivências e reflexões de 35 autores envolvidos de alguma forma com o tema “biossegurança”, e tem como foco a biossegurança de OGMs.

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Biossegurança de OGMs Vol.2 - Organismos Geneticamente Modificados - Como trabalhar legalmente?

Produto gerado e financiado pelo projeto do CNPq
Capacitação em Biossegurança de OGM (edital 026/2007), em parceria com a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio/Fiocruz. Autoria da pesquisadora do Laboratório de Taxonomia, Bioquímica e Bioprospecção de Fungos, Cíntia Borba, e de Maria Castro, ambas membros da Comissão Interna de Biossegurança do IOC.  

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Os vetores e as doenças no Tocantins

Cartilha educativo-sanitária – Os vetores e as doenças no Tocantins é um dossiê sobre os principais vetores de doenças presentes no Tocantins. Resultado de cinco projetos ambientais realizados pelo instituto durante a construção da Usina Hidrelétrica de Peixe Angical, localizada no Rio Tocantins, a publicação tem como objetivo orientar a população e os profissionais de saúde da região para importantes questões ligadas à saúde pública, servir de base para estimular o interesse científico dos jovens da região e orientar turistas em visita ao estado.

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Roedores silvestres do Brasil

Escrito por Paulo S. D'Andrea, Cibele R. Bonvicinio e João Alves de Oliveira, o Guia dos Roedores do Brasil possibilita a identificação preliminar dos animais no campo, com base em caracteres morfológicos externos como tamanho e forma do corpo, cor e tipo de pelagem.

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Vigilância e Controle de Moluscos de Importância Epidemiológica

 Livro Vigilância e controle de moluscos
Livro Vigilância e controle de moluscos

O livro Vigilância e controle de moluscos de importância epidemiológica: diretrizes técnicas, do Programa de Vigilância e Controle da Esquistossomose da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério, é um guia para orientação de agentes sanitários em todo o país. Entre os organizadores da obra estão os pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz Silvana Thiengo, do Laboratório de Malacologia, e Otávio Pieri, do Laboratório de Ecoepidemiologia e Controle da Esquistossomose e Geohelmintoses. O livro esclarece que o mecanismo de transmissão da Esquistossomose é extremamente complexo e depende dos fatores condicionantes inerentes a cada localidade.  Acesse a versão em PDF.

  


Cadernos de Estudos Avançados

Série de publicações do Instituto Oswaldo Cruz, os Cadernos de Estudos Avançados constituem um canal de expressão para o debate político e o pensamento independente entre a comunidade científica. Em edições temáticas, reúne artigos nacionais e estrangeiros, contribuindo para a divulgação da ciência.

Volume 2 nº1
volume1 nº2
Volume 1 nº1
Volume 3


 

 

 I Simpósio Nacional de Coleções Científicas

Resultado do I Simpósio Nacional de Coleções Científicas, a publicação reúne trabalhos apresentados nas palestras e mesas-redondas do evento comemorativo dos 105 anos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), realizado em maio de 2005.

I Simpósio Nacional de Coleções Científicas

 

 

 

 

 

I Encontro do IOC

A publicação reúne propostas e síntese das soluções discutidas no I Encontro do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), realizado em abril de 2005, organizadas por temas: Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico, Ensino, Serviços de Referência, Coleções Científicas, Biossegurança, Equipamentos, Administração e Recursos Humanos.

I Encontro



 

 

Catálogo da Área de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Epidemiologia, Vigilância e Diagnóstico em Saúde do IOC

O documento visa divulgar as atividades e produtos resultantes dos projetos de pesquisa desenvolvidos pelos pesquisadores do IOC que integram esta Área de Pesquisa. As informações apresentadas nesta edição do catálogo são resultantes das pesquisas e atividades desenvolvidas durante os anos 2007 e 2008.

Acesse a versão em PDF  


 

 

Atlas Iconográfico dos Triatomíneos do Brasil (vetores da doença de Chagas)

Desenvolvido pelo Laboratório Nacional e Internacional de Referência em Taxonomia de Triatomíneos do IOC, o material apresenta um quadro geral da diversidade e distribuição geográfica dos triatomíneos registrados até o momento no Brasil, incluindo imagens das espécies, tamanho, desenvolvimento, diagnoses, mapas, informações sobre habitat e ciclo de vida, além de uma chave dicotômica para todas as espécies.

Acesse a versão em PDF  



Autor: fiocruz
Fonte: fiocruz
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Publicação Original: http://www.fiocruz.br/ioc/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=122\