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terça-feira, 30 de agosto de 2022

Ministério da Saúde ativa Sala de Situação para combate do sarampo no País



- Foto: Erasmo Salomão/MS

Diante da circulação do sarampo no Brasil, o Ministério da Saúde ativou, nessa segunda-feira (8), a Sala de Situação para monitoramento da situação epidemiológica do País. Atualmente, os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Amapá registram surto da doença.

A ação tem como objetivo definir e implementar estratégias para a interrupção da circulação do vírus do sarampo e eliminar a doença do território nacional, levando em consideração as atividades propostas no Plano de Ação para interrupção da Circulação do Vírus do Sarampo de 2022.

A Sala, coordenada pela Coordenação-Geral do Programa Nacional de Imunizações (PNI), é composta por membros da Coordenação-Geral de Laboratórios de Saúde Pública (CGLAB), Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), Secretaria de Atenção Primária à Saúde (APPS), Coordenação-Geral do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) e Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES).

A equipe irá realizar parcerias com gestores estaduais e municipais, com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), Assessoria Especial de Assuntos Internacionais (AISA) e contará com o apoio e parceria da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A vacinação contra a doença também é prioridade do Ministério da Saúde. Nessa segunda-feira (8), a Pasta lançou a Campanha de Multivacinação de 2022. Mais de 40 mil postos de vacinação em todo Brasil estão abertos para a atualização da carteirinha com as 18 vacinas disponíveis para crianças e adolescentes menores de 15 anos. A dose da tríplice viral, que protege contra o sarampo, faz parte desses imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação. O principal objetivo é aumentar as coberturas vacinais.

Ministério da Saúde
Categoria
Saúde e Vigilância Sanitária




Autor: gov

terça-feira, 7 de junho de 2022

Ministério da Saúde prorroga Campanha Nacional de Vacinação contra Gripe e Sarampo



- Foto: Myke Sena/MS

Os públicos prioritários da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe e Sarampo podem procurar os postos de vacinação de todo Brasil até o dia 24 de junho. A prorrogação da campanha, divulgada nesta quinta-feira (2) pelo Ministério da Saúde, tem o objetivo de aumentar as coberturas vacinais para as duas doenças.

A partir do dia 25 de junho, estados e municípios poderão ampliar a campanha contra a gripe para toda a população a partir de 6 meses, enquanto durarem os estoques da vacina Influenza. O Ministério da Saúde já distribuiu quase 80 milhões de doses para todo país.

Já a imunização contra o sarampo faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e os imunizantes estão disponíveis durante todo o ano. A campanha de vacinação começou no dia 4 de abril.
Reforço da vacinação

Mais de 77 milhões de brasileiros estão nos grupos prioritários para a vacinação contra a gripe. Até agora, a cobertura vacinal chegou a 44%. O Ministério da Saúde reforça a importância da vacinação para evitar os casos graves da doença, principalmente durante os meses mais frios do ano.
Quem pode se vacinar contra gripe

• Idosos acima de 60 anos;
• Trabalhadores da saúde;
• Crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias);
• Gestantes e puérperas;
• Povos indígenas;
• Professores;
• Pessoas com comorbidades;
• Pessoas com deficiência permanente;
• Forças de segurança e salvamento e Forças Armadas;
• Caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso;
• Trabalhadores portuários;
• Funcionários do sistema prisional;
• Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas;
• População privada de liberdade.
Público-alvo da campanha contra o sarampo

• Trabalhadores da saúde;
• Crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias);

Ministério da Saúde
Categoria
Saúde e Vigilância Sanitária









Autor: gov
Fonte: Ministério da Saúde
Sítio Online da Publicação: Ministério da Saúde
Data: 02/06/2022
Publicação Original: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/junho/ministerio-da-saude-prorroga-campanha-nacional-de-vacinacao-contra-gripe-e-sarampo

sexta-feira, 20 de maio de 2022

A gripe é uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório.

 

A gripe é uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório. Ela é provocada pelo vírus da influenza e tem grande potencial de transmissão. O vírus se propaga facilmente, levando a casos leves, mas, também, a casos graves, que aumentam as taxas de hospitalização e provocam a morte de pessoas mais vulneráveis à doença.

A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir a gripe e proteger as pessoas com maior risco de desenvolver complicações. A vacina é segura, evita casos graves e óbitos por gripe.

O sarampo é uma doença viral aguda altamente transmissível que pode apresentar complicações, principalmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade.

Para evitar surtos da doença, a campanha de vacinação em 2022 será focada em crianças de seis meses a menores de 5 anos de idade e trabalhadores da saúde.






Autor: Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Sítio Online da Publicação: Ministério da Saúde
Data: 20/05/2022
Publicação Original: https://www.gov.br/saude/pt-br/campanhas-da-saude/2022/vacinacao-contra-gripe-e-sarampo



terça-feira, 19 de abril de 2022

Vacinação contra Gripe e Sarampo

A gripe é uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório. Ela é provocada pelo vírus da influenza e tem grande potencial de transmissão. O vírus se propaga facilmente, levando a casos leves, mas, também, a casos graves, que aumentam as taxas de hospitalização e provocam a morte de pessoas mais vulneráveis à doença.

A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir a gripe e proteger as pessoas com maior risco de desenvolver complicações. A vacina é segura, evita casos graves e óbitos por gripe.


O sarampo é uma doença viral aguda altamente transmissível que pode apresentar complicações, principalmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade.

Para evitar surtos da doença, a campanha de vacinação em 2022 será focada em crianças de seis meses a menores de 5 anos de idade e trabalhadores da saúde.




Autor: Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Sítio Online da Publicação: Ministério da Saúde
Publicação Original: https://www.gov.br/saude/pt-br/campanhas-da-saude/2022/vacinacao-contra-gripe-e-sarampo

quarta-feira, 6 de abril de 2022

Ministério da Saúde dá início à Campanha de Vacinação contra a Influenza e Sarampo nesta segunda (04)



- Foto: Myke Sena/MS

Com um público-alvo composto por 76,5 milhões de brasileiros, o Ministério da Saúde iniciou nesta segunda-feira (4) a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza e Sarampo. Com o dia “D” marcado para 30 de abril, a vacinação acontece em duas etapas e os primeiros a serem vacinados serão os idosos acima de 60 anos e trabalhadores de saúde.

A primeira etapa acontece entre os dias 4 de abril e 2 de maio, quando os mais de 45 mil pontos de vacinação espalhados por todo o Brasil receberão o primeiro público-alvo da Campanha. Vale destacar que os trabalhadores da saúde devem receber uma dose de vacina contra a Influenza e, também, atualizar a caderneta caso não tenham tomado o imunizante contra o Sarampo.

Já a segunda etapa será realizada entre 2 de maio e 3 de junho, atendendo a crianças com idade entre 6 meses e menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias). Gestantes e puérperas, povos indígenas, professores da rede ensino pública e privada, pessoas com comorbidades e outros públicos também devem se vacinar na segunda etapa.

Durante a cerimônia de lançamento, que aconteceu na Unidade Básica de Saúde 13, em Brasília (DF), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, destacou que a campanha será um sucesso e ressaltou a cultura de vacinação dos brasileiros.

“Os três pressupostos para o sucesso das campanhas de vacinação são absolutamente atendidos no Brasil: nós temos vacinas, nós temos uma capacidade sem precedentes de aplicar essas vacinas, graças aos vacinadores que estão nas mais de 38 mil salas de vacinação do Brasil. E outro ponto é a conscientização da nossa população, que busca as salas de vacina”, disse o ministro.

De acordo com o Ministério da Saúde, o público infantil, composto pelas crianças com idade entre 6 meses e menores de 5 anos de idade, deve tomar uma dose dos dois imunizantes. Não há necessidade de cumprir intervalo para a aplicação das vacinas contra o Sarampo e Influenza. Dessa forma, as duas vacinas poderão ser administradas no mesmo dia.

A agente comunitária de saúde, Mireila Gomes de Oliveira, de 40 anos, convidou os colegas de profissão. “Eu, com profissional da saúde, queria aproveitar e pedir para todos os colegas, agentes comunitários, técnicos de enfermagem, enfermeiros, médicos, seja qualquer pessoa que trabalha na área da saúde: venham tomar a vacina para cuidarmos primeiro de nós e depois dos nossos pacientes lá fora”, alertou.

O objetivo da campanha é prevenir o surgimento de complicações decorrentes das doenças, evitando novos óbitos e possível pressão sobre o sistema de saúde. Ao todo, o Governo Federal enviou mais de 80 milhões de doses do imunizante da gripe aos estados e ao Distrito Federal para que a vacinação aconteça.

Confira quando cada etapa será realizada e quais públicos serão atendidos:

1ª etapa - de 04/04 a 02/05
idosos com 60 anos ou mais;
trabalhadores da saúde;

2ª etapa - de 02/05 a 03/06
Crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias);
Gestantes e puérperas;
Povos indígenas;
Professores;
Comorbidades;
Pessoas com deficiência permanente;
Forças de segurança e salvamento e Forças Armadas;
Caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso;
Trabalhadores portuários;
Funcionários do sistema prisional;
Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas;
População privada de liberdade.

Vacina trivalente

A vacina Influenza trivalente utilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é produzida pelo Instituto Butantan. A formulação é constantemente atualizada para que a dose seja efetiva na proteção contra as novas cepas do vírus. A vacina será eficaz contra as cepas H1N1, H3N2 e tipo B.

Vacinação de crianças

No caso das crianças de seis meses a menores de 5 anos que já receberam ao menos uma dose da vacina Influenza ao longo da vida em anos anteriores, deve se considerar o esquema vacinal com a apenas uma dose em 2022. Já para as crianças que serão vacinadas pela primeira vez, a orientação é agendar a segunda dose da vacina contra gripe para 30 dias após a primeira dose.

Em caso de dúvidas, acesse o Informe Técnico sobre a 24ª Campanha de Vacinação contra a Influenza.





Autor: Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Sítio Online da Publicação: Ministério da Saúde
Data: 04/04/2022
Publicação Original: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/abril/ministerio-da-saude-da-inicio-a-campanha-de-vacinacao-contra-a-influenza-e-sarampo-nesta-segunda-04

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Sarampo: perguntas e respostas para enfermeiros.



O que é?

O Sarampo consiste em uma doença viral aguda, altamente contagiosa, causada pelo vírus da família Paramyxoviridae.
Como é transmitido?

Contato direto ou por secreções do trato respiratório da pessoa infectada (partículas virais/ aerossóis). O período de transmissão varia de quatro dias antes a quatro dias após o início do exantema.
Quais os sintomas?
Primeiros dias: febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e fotofobia;
Exantema maculopapular, que se inicia na região retroauricular;
Manchas de Koplik: manchas esbranquiçadas na mucosa oral, que geralmente antecedem ao exantema.
Quais são as complicações?
Infecções Respiratórias;
Otites;
Doenças Diarreicas;
Meningite;
Outras doenças neurológicas.
O que preciso investigar na anamnese?

O enfermeiro deve coletar o histórico da doença, com enfoque nos seguintes pontos:
Início e manifestação dos sinais e sintomas;
Contato direto com algum caso de sarampo;
Situação Vacinal (de acordo com a idade);
Gestação (adolescentes), devido ao risco de aborto espontâneo no 1º trimestre;
Pontos Gerais: Presença de outras comorbidades, imunossupressão, uso de medicamentos, alergias medicamentosas, peso, etc
O que devo examinar na pessoa com Sarampo?
Verificar Sinais Vitais: Atentar para presença de febre e taquicardia, principalmente;
Inspeção da mucosa ocular: Atentar para sinais de conjuntivite (hiperemia, secreção ocular, edema palpebral);
Inspeção da cavidade oral: Atentar para presença de manchas de koplik;
Inspeção da Pele: Observar presença, local e características de exantema.

Como é feito o diagnóstico médico?

O diagnóstico é clínico e laboratorial, a partir da identificação de anticorpos IgM no sangue, na fase aguda.
Qual é o tratamento?

Não há tratamento específico. Administração de medicações antitérmicos, hidratação e suporte nutricional. Deve ser realizado suplementação de vitamina A imediatamente após o diagnóstico para prevenção de casos graves e fatais. Dose:
Crianças < seis meses: 50.000 unidades, em aerossol, dois dias seguidos;
Crianças entre seis e 12 meses de idade: 100.000 unidades, em aerossol, dois dias seguidos;
Crianças maiores de 12 meses de idade: 200.000 unidades, em aerossol ou cápsula, dois dias seguidos.

Qual é o esquema vacinal para crianças?

A vacinação contra o Sarampo é feita aos 12 meses de vida com a 1ª dose da vacina Tríplice Viral, que protege contra o Sarampo, a Caxumba e a Rubéola. Aos 15 meses de vida é feita 2ª dose da vacina Tetra viral, que protege contra Sarampo, Caxumba, Rubéola e Catapora.

Por conta dos surtos de Sarampo em alguns estados brasileiros, o Ministério da Saúde preconiza uma dose da vacina em crianças entre 6 meses a 1 ano. Esta dose é considerada uma dose extra, sendo necessária vacinação aos 12 e as 15 meses de vida da criança.
Qual é o esquema vacinal para adultos?
Adultos com idade até 29 anos: é necessário que tenha duas doses na vida. Ou seja, caso não tenha nenhuma dose ou não tenha como comprovar a vacinação, deve-se administrar duas doses. Se tiver uma dose, deve-se completar o esquema com mais uma dose; e se tiver duas doses comprovadas, não deve ser vacinado.
Adultos com idade entre 20 a 59 anos: deve ter uma dose da vacina na vida.
Adultos com 60 anos ou mais: não precisam ser vacinados.
Grávidas: não podem receber a vacina.
Quais são os principais cuidados de enfermagem?
Realizar medidas farmacológicas e não farmacológicas para o manejo da febre.
Promover ingesta adequada de líquidos e nutrientes, bem como repouso.
Manter técnica de isolamento de contato e isolamento por aerossóis durante hospitalização.
Orientar o responsável quanto à promoção de um ambiente arejado na residência, restrição de visitas que nunca tiverem a doença, principalmente, pessoas imunocomprometidas e gestantes. Crianças infectadas não devem frequentar a escola ou creche, durante nove dias após o início dos sintomas.
Orientar aspectos relacionados a imunização, faixa etária, esquema vacinal, possíveis reações adversas, etc.
Devo realizar notificação?

Sim. Deve realizar notificação compulsória de todo caso suspeito ou confirmado de sarampo dentro das primeiras 24 horas. Deve ser comunicado à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e à Secretaria Estadual de Saúde (SES).


Autor: Nathalia Schuengue
Fonte: PebMed
Sítio Online da Publicação: PebMed
Data: 05/09/2019
Publicação Original: https://pebmed.com.br/sarampo-perguntas-e-respostas-para-enfermeiros/

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Sarampo: o que é, causas, sintomas, tratamento, diagnóstico e prevenção

O que é sarampo?

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmitida pela fala, tosse e espirro, e extremamente contagiosa, mas que pode ser prevenida pela vacina. Pode ser contraída por pessoas de qualquer idade. As complicações infecciosas contribuem para a gravidade da doença, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade. Em algumas partes do mundo, a doença é uma das principais causas de morbimortalidade entre crianças menores de 5 anos de idade.

O comportamento endêmico do sarampo varia, de um local para outro, e depende basicamente da relação entre o grau de imunidade e a suscetibilidade da população, além da circulação do vírus na área. O agente envolvido na causa da doença é o Vírus do Sarampo, que pertence ao gênero Morbillivirus, da família Paramyxoviridae.

Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo. Atualmente, o país enfrenta dois surtos de sarampo, em Roraima e Amazonas. Além disso, alguns casos isolados e relacionados à importação foram identificados em São Paulo, Rio Grande do Sul, Rondônia e Rio de Janeiro.


IMPORTANTE: O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral grave, transmissível e extremamente contagiosa. A viremia, causada pela infecção, provoca uma vasculite generalizada, responsável pelo aparecimento das diversas manifestações clínicas, inclusive pelas perdas consideráveis de eletrólitos e proteínas, gerando o quadro espoliante característico da infecção. As complicações infecciosas contribuem para a gravidade do Sarampo, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade.


Situação epidemiológica do sarampo


Certificado de eliminação do sarampo


Informes sobre a situação dos casos de sarampo no Brasil


Cobertura vacinal do sarampo no Brasil


Quais são os sintomas do sarampo?



O sarampo caracteriza-se principalmente por febre alta, acima de 38,5°C, exantema maculopapular generalizado, tosse, coriza, conjuntivite e manchas de Koplik (pequenos pontos brancos que aparecem na mucosa bucal, antecedendo ao exantema).

Principais sinais e sintomas do sarampo:
Febre alta, acima de 38,5°C;
Dor de cabeça;
Manchas vermelhas, que surgem primeiro no rosto e atrás das orelhas, e, em seguida, se espalham pelo corpo
Tosse;
Coriza;
Conjuntivite;
Manchas brancas que aparecem na mucosa bucal conhecida como sinal de koplik, que antecede de 1 a 2 dias antes do aparecimento das manchas vermelhas

As manifestações clínicas do sarampo são divididas em três períodos:

Sintomas do sarampo por período

Período de infecção: dura cerca de sete dias, onde surge a febre, acompanhada de tosse seca, coriza, conjuntivite e fotofobia. Do 2° ao 4° dia desse período, surgem as manchas vermelhas, quando se acentuam os sintomas iniciais. O paciente apresenta prostração e lesões características de sarampo: irritação na pele com manchas vermelhas, iniciando atrás da orelha (região retroauricular).

Remissão: caracteriza-se pela diminuição dos sintomas, com declínio da febre. A erupção na pele torna-se escurecida e, em alguns casos, surge descamação fina, lembrando farinha, daí o nome de furfurácea.

Período toxêmico: o sarampo é uma doença que compromete a resistência do hospedeiro, facilitando a ocorrência de superinfecção viral ou bacteriana. Por isso, são frequentes as complicações, principalmente nas crianças até os dois anos de idade, em especial as desnutridas e adultos jovens.

A ocorrência de febre, por mais de três dias, após o aparecimento das erupções na pele, é um sinal de alerta, podendo indicar o aparecimento de complicações, sendo as mais simples: infecções respiratórias; otites; doenças diarreicas e neurológicas.


Quais são as complicações do sarampo?

As complicações mais comuns do sarampo são:
infecções respiratórias;
otites;
doenças diarreicas;
doenças neurológicas.

É durante o período exantemático que, geralmente, se instalam as complicações sistêmicas, embora a encefalite possa aparecer após o 20º dia.

As complicações do sarampo podem deixar sequelas, tais como: diminuição da capacidade mental, cegueira, surdez e retardo do crescimento. O agravamento da doença pode levar à morte de crianças e adultos.
IMPORTANTE: A ocorrência de febre, por mais de três dias, após o aparecimento do exantema, é um sinal de alerta, podendo indicar o aparecimento de complicações.


Como é feito o diagnóstico do sarampo?

O diagnóstico do sarampo é realizado mediante detecção de anticorpos IgM no sangue, na fase aguda da doença, desde os primeiros dias até 4 semanas após o aparecimento do exantema. Os anticorpos específicos da classe IgG podem, eventualmente, aparecer na fase aguda da doença e costumam ser detectados muitos anos após a infecção.

Para detecção de anticorpos, são utilizadas as seguintes técnicas:
Ensaio imunoenzimático (ELSIA), para dosagem de IgM e IgG – utilizado pela rede laboratorial de saúde pública no Brasil;
Inibição de hemoaglutinação (HI), para dosagem de anticorpos totais;
Imunofluorescência, para dosagem de IgM e IgG; e

Todos os testes têm sensibilidade e especificidade entre 85 e 98%.

É imprescindível assegurar a coleta de amostras de sangue de casos suspeitos, sempre que possível no primeiro atendimento.

Amostras coletadas entre o 1º e o 2º dia do aparecimento do exantema são consideradas amostras oportunas (S1). As coletadas após o 28º dia são consideradas tardias, mas mesmo assim, devem ser enviadas ao laboratório.

Os testes de IgM com resultado reagente ou inconclusivo, independentemente da suspeita, deve ser notificado imediatamente para a continuidade da investigação e coleta da segunda amostra de sangue (S2), que é obrigatória para a classificação final dos casos. Ela deverá ser realizada entre 20 e 25 dias após a data da primeira coleta.
Os casos suspeitos estão sujeitos a dúvidas diagnósticas, devido a:
Dificuldade em reconhecer o sarampo entre outras doenças exantemáticas com quadro clínico semelhante, com possibilidade de se apresentarem reações cruzadas relacionadas ao diagnóstico laboratorial;
Aparecimento de resultados laboratoriais falso – positivos; e
Casos com história vacinal fora do período previsto para evento adverso.

Também é necessária a coleta de espécimes clínicos para a identificação viral, a fim de se conhecer o genótipo do vírus, diferenciar um caso autóctone de um caso importado e diferencial o vírus selvagem do vacinal. O vírus do sarampo pode ser identificado na urina, nas secreções nasofaringes, no sangue, no líquor ou em tecidos do corpo pela técnica de reação em cadeia da polimerase (PCR).

As amostras dos espécimes clínicos devem ser coletadas até o 5º dia a partir do início do exantema – preferencialmente, nos três primeiros dias. Em casos esporádicos, o período de coleta pode se estender, aproveitando a oportunidade de coleta das amostras para identificação viral.

A conduta para classificar um caso suspeito de sarampo, a partir da interpretação do resultado dos exames sorológicos, tem relação direta com o período quando a amostra foi coletada (oportuna ou tardia).
IMPORTANTE: O diagnóstico diferencial do Sarampo deve ser realizado para as doenças exantemáticas febris agudas. Dentre essas, destacam-se as seguintes: Rubéola, Exantema Súbito (Roséola Infantum), dengue, Enteroviroses, Eritema Infeccioso (Parvovírus B19) e Ricketioses.


Como o sarampo é transmitido?

A transmissão do sarampo ocorre de forma direta, por meio de secreções expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Por isso, é elevado o poder de contágio da doença. A transmissão ocorre de quatro a seis dias antes e até quatro dias após o aparecimento do exantema. O período de maior transmissibilidade ocorre dois dias antes e dois dias após o início do exantema. O vírus vacinal não é transmissível.

O sarampo afeta, igualmente, ambos os sexos. A incidência, a evolução clínica e a letalidade são influenciadas pelas condições socioeconômicas, nutricionais, imunitárias e àquelas que favorecem a aglomeração em lugares públicos e em pequenas residências.




Como é feito o tratamento do sarampo?

Não existe tratamento específico para o sarampo. É recomendável a administração da vitamina A em crianças acometidas pela doença, a fim de reduzir a ocorrência de casos graves e fatais. O tratamento profilático com antibiótico é contraindicado.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda administrar a vitamina A, em todas as crianças, no mesmo dia do diagnóstico do Sarampo, nas seguintes dosagens:


Crianças menores de seis meses de idade - 50.000 Unidades Internacionais (U.I.): uma dose, em aerossol, no dia do diagnóstico; e outra dose no dia seguinte.


Crianças entre seis e 12 meses de idade - 100.000 U.I: uma dose, em aerossol, no dia do diagnóstico; e outra dose no dia seguinte.


Crianças maiores de 12 meses de idade - 200.000 U.I.: uma dose, em aerossol ou cápsula, no dia do diagnóstico; e outra dose no dia seguinte.

Para os casos sem complicação manter a hidratação, o suporte nutricional e diminuir a hipertermia. Muitas crianças necessitam de quatro a oito semanas, para recuperar o estado nutricional que apresentavam antes do sarampo. As complicações como diarreia, pneumonia e otite média, devem ser tratadas de acordo com normas e procedimentos estabelecidos pelo Ministério da Saúde.


Como prevenir o sarampo?

A vacinação é a única maneira de prevenir a doença. O esquema vacinal vigente é de duas doses de vacina com componente sarampo para pessoas de 12 meses até 29 anos de idade, sendo uma dose da vacina tríplice viral aos 12 meses de idade e uma doses da vacina tetra viral aos 15 meses de idade, até 29 anos o indivíduo deverá ter duas doses. Uma dose da vacina tríplice viral também está indicada para pessoas de 30 a 49 anos de idade.

As vacinas estão disponíveis nas mais de 36 mil salas de vacinação do país de acordo com as indicações do Calendário Nacional de Vacinação.

Acesse nossa página temática especializada em vacinação
Esquema vacinal do sarampo

Crianças de 12 meses a menores de 5 anos de idade: uma dose aos 12 meses (tríplice viral) e outra aos 15 meses de idade (tetra viral).

Crianças de 5 anos a 9 anos de idade que perderam a oportunidade de serem vacinadas anteriormente:duas doses da vacina tríplice

Adolescentes e adultos até 49 anos:
Pessoas de 10 a 29 anos - duas doses das vacina tríplice
Pessoas de 30 a 49 anos - uma dose da vacina tríplice viral

Quem comprovar a vacinação contra o sarampo conforme preconizado para sua faixa etária, não precisa receber a vacina novamente.
IMPORTANTE: Quem já tomou duas doses durante a vida, da tríplice ou da tetra, não precisa mais receber a vacina.
Quem NÃO deve receber a vacina contra o sarampo?
Casos suspeitos de sarampo.
Gestantes - devem esperar para serem vacinadas após o parto. Caso esteja planejando engravidar, assegure-se que você está protegida. Um exame de sangue pode dizer se você já está imune à doença. Se não estiver, deve ser vacinada um mês, antes da gravidez. Espere pelo menos quatro semanas antes de engravidar.
Menores de 6 meses de idade.
Imunocomprometidos.
Adulto que não lembra se tomou a vacina, pode vacinar de novo? Há riscos?

Se não há comprovação de vacinação nas faixas indicadas, há necessidade de adultos receberem a vacina. Não há risco para a saúde. A caderneta de vacinação é um documento pessoal muito importante e deve ser guardada por toda a vida. A criança, o adolescente e o adulto até 29 anos de idade devem receber 2 doses. Se houve vacinação de 12 e 15 meses, não precisa receber outras doses. Mas, se recebeu só uma dose, tem que atualizar a situação vacinal, seja na fase adolescente ou adulta. Para quem tem 30 a 49 anos de idade e não tomou nenhuma dose da vacina, deve buscar os postos para receber uma dose única.
Pais que não sabem ou não lembram se deram vacina para crianças, podem vaciná-las?

Se não há comprovação de vacinação nas faixas indicadas, devem ser vacinados. A criança sem confirmação de qualquer dose deve receber duas doses, com intervalo mínimo de um mês. Não há risco para a saúde. A caderneta de vacinação é um documento pessoal muito importante e deve ser guardada por toda a vida.


Viajantes e o sarampo

Após a introdução da vacinação contra o sarampo, a incidência da doença reduziu drasticamente, no entanto epidemias podem ocorrer a cada 2 ou 3 anos nos países onde a cobertura vacinal é baixa, como é o caso de alguns países da Europa, África e Ásia.

Neste sentido, reforça-se que viajantes com destinos internacionais procurem um posto de saúde pelo menos quinze dias antes da viagem, para serem avaliados e vacinados, caso necessário, conforme as indicações do Calendário Nacional de Vacinação.

Profissionais da área de turismo, profissionais dos portos, aeroportos e fronteiras, aeroviários, taxistas, funcionários de hotéis e outros profissionais que atuam diretamente com turistas devem estar com a situação vacinal atualizada conforme as indicações do Calendário Nacional de Vacinação.

Turistas estrangeiros que tenham como destino o Brasil, recomenda-se que sejam vacinados contra o sarampo conforme o Calendário de Vacinação do seu país de origem antes da viagem.

Acesse nossa página especializada em Saúde do Viajante


Profissionais de saúde - sarampo

Mesmo com a ocorrência de surtos de sarampo em alguns estados brasileiros, até o momento não existe evidência da transmissão autóctone e sustentada do vírus do sarampo no Brasil, ou seja, até o momento nenhum surto estadual ultrapassou o período de 12 meses, contundo o genótipo identificado é o D8 o mesmo que está circulando em outros países, inclusive na Venezuela e na região europeia.

É importante a sensibilidade dos profissionais de saúde em detectar oportunamente um caso suspeito de sarampo, bem como executar todas as ações de controle relacionado ao caso. A população deve estar em alerta para os sinais e sintomas (abaixo) que atende a definição de caso e procurar imediatamente o serviço de saúde.
Definição de um caso suspeito de sarampo e fluxo de ações a partir desse caso

Caso suspeito de sarampo: pessoa com febre e manchas avermelhadas, acompanhado de tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite, independente da idade e situação vacinal ou todo Indivíduo suspeito com história de viagem ao exterior nos últimos 30 dias, ou de contato, no mesmo período, com alguém que viajou ao exterior.
Fluxo de ações para caso suspeito de sarampo





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Publicações sobre o sarampo
Portaria Nº- 204, de 17 de fevereiro de 2016.
Nota informativa N° 10 de 2017- CGDT/DEVIT/SVS/MS
Plano de Contingência para Resposta às Emergências em Saúde Pública: Sarampo
Portaria nº 8 de 20 de março de 2018
Nota informativa Nº 57/2018-CGDT/DEVIT/SVS/MS
Portaria MS N° 1.533, de 18 de agosto de 2016 (Calendário Nacional de Vacinação)
Nota informativa Nº 384/2016 Atualiza o calendário Nacional de Vacinação para o ano de 2017


Mitos sobre o sarampo

Abaixo estão listados os principais mitos envolvendo o sarampo. Não compartilhe Fake News!

1 - Vacinas causam autismo?

Um estudo apresentado em 1998, que levantou preocupações sobre uma possível relação entre a vacina contra o sarampo, a caxumba e a rubéola e o autismo, foi posteriormente considerado seriamente falho e o artigo foi retirado pela revista que o publicou. Infelizmente, sua publicação desencadeou um pânico que levou à queda das coberturas de vacinação e subsequentes surtos dessas doenças.

2 - Uma melhor higiene e saneamento farão as doenças desaparecerem – vacinas não são necessárias.

As doenças que podem ser prevenidas por vacinas retornarão caso os programas de imunização sejam interrompidos. Uma melhor higiene, lavagem das mãos e uso de água limpa ajudam a proteger as pessoas de doenças infecciosas. Entretanto, muitas dessas infecções podem se espalhar, independente de quão limpos estamos. Se as pessoas não forem vacinadas, doenças que se tornaram raras, como a poliomielite e o sarampo, reaparecerão rapidamente.

3 - As vacinas têm vários efeitos colaterais prejudiciais e de longo prazo que ainda são desconhecidos. A vacinação pode ser até fatal.

As vacinas são muito seguras. A maioria das reações são geralmente pequenas e temporárias, como um braço dolorido ou uma febre ligeira. Eventos graves de saúde são extremamente raros e cuidadosamente monitorados e investigados. É muito mais provável que uma pessoa adoeça gravemente por uma enfermidade evitável pela vacina do que pela própria vacina. A poliomielite, por exemplo, pode causar paralisia; o sarampo pode causar encefalite e cegueira; e algumas doenças preveníveis por meio da vacinação podem até resultar em morte. Embora qualquer lesão grave ou morte causada por vacinas seja muito relevante, os benefícios da imunização superam em muito o risco, considerando que muitas outras lesões e mortes ocorreriam sem ela.

4 - A vacina combinada contra a difteria, tétano e coqueluche e a vacina contra a poliomielite causam a síndrome da morte súbita infantil.

Não há relação causal entre a administração de vacinas e a síndrome da morte súbita infantil (SMSI), também conhecida como síndrome da morte súbita do lactente. No entanto, essas vacinas são administradas em um momento em que os bebês podem sofrer com essa síndrome. Em outras palavras, as mortes por SMSI são coincidentes à vacinação e teriam ocorrido mesmo se nenhuma vacina tivesse sido aplicada. É importante lembrar que essas quatro doenças são fatais e que os bebês não vacinados contra elas estão em sério risco de morte ou incapacidade grave.

5 - As doenças evitáveis por vacinas estão quase erradicadas em meu país, por isso não há razão para me vacinar.

Embora as doenças evitáveis por vacinação tenham se tornado raras em muitos países, os agentes infecciosos que as causam continuam a circular em algumas partes do mundo. Em um mundo altamente interligado, esses agentes podem atravessar fronteiras geográficas e infectar qualquer pessoa que não esteja protegida. Desde 2005, por exemplo, na Europa Ocidental ocorrem focos de sarampo em populações não vacinadas (Áustria, Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Espanha, Suíça e Reino Unido). Dessa forma, as duas principais razões para a vacinação são proteger a nós mesmos e também as pessoas que estão à nossa volta. Programas de vacinação bem-sucedidos, assim como as sociedades bem-sucedidas, dependem da cooperação de cada indivíduo para assegurar o bem de todos. Não devemos apenas confiar nas pessoas ao nosso redor para impedir a propagação da doença; nós também devemos fazer tudo o que pudermos.

6 - Doenças infantis evitáveis por vacinas são apenas infelizes fatos da vida.

As doenças evitáveis por vacinas não têm que ser "fatos da vida". Enfermidades como sarampo, caxumba e rubéola são graves e podem levar a complicações graves em crianças e adultos, incluindo pneumonia, encefalite, cegueira, diarreia, infecções de ouvido, síndrome da rubéola congênita (caso uma mulher seja infectada com rubéola no início da gravidez) e, por fim, à morte. Todas essas doenças e o sofrimento que elas causam podem ser prevenidos com vacinas. O fato de não vacinar as crianças faz com que elas fiquem desnecessariamente vulneráveis.

7 - Aplicar mais de uma vacina ao mesmo tempo em uma criança pode aumentar o risco de eventos adversos prejudiciais, que podem sobrecarregar seu sistema imunológico.

Evidências científicas mostram que aplicar várias vacinas ao mesmo tempo não causa aumento de eventos adversos sobre o sistema imunológico das crianças. Elas são expostas a centenas de substâncias estranhas, que desencadeiam uma resposta imune todos os dias. O simples ato de comer introduz novos antígenos no corpo e numerosas bactérias vivem na boca e no nariz. Uma criança é exposta a muito mais antígenos de um resfriado comum ou dor de garganta do que de vacinas. As principais vantagens de aplicar várias vacinas ao mesmo tempo são: menos visitas ao posto de saúde ou hospital, o que economiza tempo e dinheiro; e uma maior probabilidade de que o calendário vacinal seja completado. Além disso, quando é possível ter uma vacinação combinada – como para sarampo, caxumba e rubéola – menos injeções são aplicadas.

8 - As vacinas contêm mercúrio, que é perigoso.

O tiomersal é um composto orgânico, que contém mercúrio, adicionado a algumas vacinas como conservante. É o conservante mais utilizado para vacinas que são fornecidas em frascos multidose. Não existe evidência que sugira que a quantidade de tiomersal utilizada nas vacinas represente um risco para a saúde.




Autor: Saúde GOV
Fonte: Saúde GOV
Sítio Online da Publicação: Saúde GOV
Data: 31/07/2019
Publicação Original: http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/sarampo

sexta-feira, 26 de julho de 2019

SP atingiu 23% da meta de vacinação contra sarampo entre jovens de 15 a 29 anos

A cidade de São Paulo atingiu 23% da meta de vacinação contra sarampo entre os jovens de 15 a 29 anos. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, de 10 de junho até esta quinta-feira (25), foram aplicadas 720 mil doses da vacina.


A capital está em campanha especial para pessoas com idade de 15 a 29 anos desde o dia 10 de junho, após a explosão de casos confirmados da doença.


Nesta segunda-feira (22), a prefeitura já havia anunciado uma mudança na orientação para o público-alvo. Antes, quem já tinha tomado as duas doses da vacina não precisava se vacinar de novo. Agora, todos que estão na faixa etária de 15 a 29 anos devem ser vacinados.



Vacinação contra o sarampo — Foto: Reprodução/ TV Globo

Prefeitura amplia vacinação


A Prefeitura de São Paulo anunciou nesta quinta-feira (25) que decidiu ampliar o público-alvo da atual campanha de vacinação contra sarampo também para bebês com idade entre seis meses e um ano.


Desde o dia 7 de junho, os registros de sarampo dispararam 850% no estado de São Paulo, passando de 51 para 484 até o último balanço divulgado na sexta-feira (19) pela Secretaria Estadual de Saúde. A grande maioria dos casos foi confirmada na capital – 363 –, e o número preocupa por já ser o maior registrado em mais de 20 anos.


Também foi realizada uma parceria com o governo do estado para que avacina também seja aplicada nas escolas públicas na volta às aulas. Empresas privadas, faculdades e condomínios que solicitarem o serviço também receberão profissionais da saúde.


Onde se vacinar?



A vacina é aplicada durante todo o ano nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A vacinação tem ocorrido a partir das 7h ou 8h e se estende até as 18h ou 19h, dependendo da unidade. Veja a lista completa dos locais.


Por conta da campanha, postos volantes também estão sendo montados em áreas de grande circulação como shoppings e terminais de transporte público. Veja a lista de postos nas estações de Metrô, CPTM, EMTU e estradas.



Quem deve se vacinar na campanha?



Jovens de 15 a 29 anos: todos devem ser vacinados independentemente de terem tomado a vacina anteriormente;
Crianças entre seis meses e um ano de idade


Durante a campanha, não é necessária apresentação do cartão SUS e documentos.


Quem está fora público-alvo, mas deve se vacinar?


Crianças com 1 ano: devem tomar a 1ª dose regular;
Crianças de 15 meses: devem tomar a 2ª dose regular;
População de 1 a 14 anos: deve ter tomado duas doses de vacina. Quem não tem certeza se já tomou as duas doses deve tomar uma dose extra.
Adultos de 30 a 59 anos: deve ter tomado pelo menos uma dose.


VEJA 15 PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE SARAMPO



Entenda o que é sarampo, quais os sintomas, como é o tratamento e quem deve se vacinar — Foto: Infografia: Karina Almeida/G1


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Autor: G1 Saúde
Fonte: G1 Saúde
Sítio Online da Publicação: G1 Saúde
Data: 25/07/2019
Publicação Original: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/07/25/sp-atingiu-23percent-da-meta-de-vacinacao-contra-sarampo-entre-jovens-de-15-a-29-anos.ghtml

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Os sintomas do sarampo, doença que pode matar e voltou a assustar no Brasil

Direito de imagemGETTY IMAGESImage captionO sarampo pode gerar complicações graves especialmente em crianças

Apesar de existir uma vacina segura e barata contra a doença, o sarampo ainda causa mais de 100 mil mortes por ano no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, a doença havia sido completamente erradicada em 2016, mas voltou com força em 2018 graças à diminuição da cobertura de vacinação.

Em 2018, foram mais de 10 mil casos de sarampo confirmados no país todo, de acordo com o Ministério da Saúde. E neste ano, até 5 de junho, o Brasil registrou 123 casos.

Quem é vacinado está imunizado e não corre o risco de contrair a doença. "Basta não estar imunizado e você tem risco de se contaminar", afirma a médica Lessandra Michelin, coordenadora do Comitê de Imunização da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Mas há um grupo grande de pessoas que não podem receber a vacina por causa de eventuais riscos à saúde. Entre eles, crianças menores de um ano, pessoas com o sistema imunológico comprometido, grávidas e idosos que não foram vacinados antes e pessoas com alguns tipos de alergia.


O sarampo é uma doença grave e altamente contagiosa causada por um vírus. Ele é transmitido da mesma forma que o vírus da gripe, de pessoa para pessoa, através do contato direto e pelo ar. O vírus pode ficar no ar ou em superfícies por horas.

Segundo a Organização Pan Americana de Saúde (Opas), os sintomas mais comuns são tosse persistente, febre, corrimento no nariz, irritação nos olhos e mal-estar extremo. Logo depois do surgimento desses sintomas iniciais, também costumam aparecer manchas avermelhadas na pele do rosto, que progridem para as pernas, e manchas brancas dentro da bochecha. Também podem ocorrer febre, conjuntivite, convulsões e perda do apetite.

Direito de imagemGETTY IMAGESImage captionÉ importante ficar atento ao calendário de vacinação infantil

"Doenças respiratórias, como resfriados, não tem como sintomas irritação nos olhos e manchas na pele e na boca. Então a presença desses sintomas, em conjunto com a tosse, a coriza ou a febre deve ser um sinal de alerta", explica Michelin.

Nesse caso, diz a infectologista, é extremamente importante procurar um médico.

Casos graves de sarampo sem tratamento podem ter consequências que afetam a pessoa para o resto da vida – desde cegueira e perda auditiva a danos cerebrais permanentes, diz a Opas.

"O risco da doença levar a complicações de saúde - e até mesmo à morte - é maior em crianças pequenas, mas eu já vi acontecer com pessoas em diversas situações", diz ela.

O sarampo ainda é uma grande causa de mortalidade infantil em muitos países de baixa renda, apesar de se acreditar que a vacina evitou mais de 20 milhões de mortes entre 2000 e 2017


Sintomas
Tosse persistente
Corrimento no nariz
Irritação nos olhos
Mal-estar
Febre
Conjuntivite
Convulsões
Perda do apetite
Manchas avermelhadas na pele do rosto
Manchas brancas dentro da bochecha

Embora a doença não tenha um tratamento específico - como antivirais que combatam especificamente vírus do sarampo - o acompanhamento médico, a ingestão de líquidos e o controle da febre são importantes para evitar complicações.

Entre essas complicações podem estar meningite e pneumonia, por isso o acompanhamento médico para monitorar o avanço da doença é importante, explica Michelin.
Calendário de vacinação

Para evitar a doença, é importante seguir o calendário de vacinação em crianças disponibilizado pelo Ministério da Saúde.

A vacina contra sarampo faz parte da tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola), cuja primeira dose deve ser tomada aos 12 meses de idade. A segunda dose deve ser tomada entre os 12 e 19 anos. Aos 15 meses, deve ser tomada a vacina tetra viral (contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela), em dose única. As vacinas estão disponíveis de graça no Sistema Único de Saúde (SUS).

Se você não sabe se já tomou a vacina porque não tem o registro de sua vacinação na infância, deve se vacinar mesmo assim - uma dose adicional não gera nenhum tipo de risco para a saúde, explica Michelin.

Direito de imagemGETTY IMAGESImage captionCrianças são ainda mais vulneráveis ao sarampo e a vacina é a melhor forma de prevenção contra a doença

A vacina é contraindicada para mulheres grávidas, pessoas que receberam transplante ou que estejam com o sistema imunológico deprimido. Pessoas acima de 60 anos devem consultar um médico.

Pessoas que sofrem de alergias devem procurar um médico ou serviço de saúde para saber se podem ou não tomar a vacina. "A maioria das alergias - a antibióticos, certos tipos de comida - não tem nada a ver com a vacina", diz Michelin.
Porque a cobertura de vacinação caiu?

A partir dos anos 1980, quando a vacina contra sarampo se tornou amplamente usada, o número de casos caiu significativamente no mundo – alguns países conseguiram até erradicá-lo. O Brasil ganhou o certificado em 2016, para perdê-lo dois anos depois.

Antes da ampla utilização da vacina, grandes epidemias de sarampo aconteciam de tempos em tempos. No Brasil, por exemplo, houve mais de 129 mil casos de sarampo notificados em 1986.

Nos anos 1970, havia cerca de 2,6 milhões de morte por sarampo no mundo a cada ano.



Nos últimos anos, a doença tem voltado a se espalhar pelo mundo, sem chegar, no entanto, aos níveis históricos. Houve um aumento de 31% nos casos em 2017 na comparação com o ano anterior, levando a cerca de 110 mil mortes no mundo todo.

De acordo com o Unicef (braço da ONU para a infância), 98 países registraram um aumento de casos de sarampo em 2018, com quase três quartos disso ocorrendo em 10 países.

Os novos surtos de sarampo ocorrem em locais onde a cobertura da vacinação tem caído, ou seja, onde não houve o chamado efeito de "imunização de rebanho", em que o alto número de vacinados impede que a doença alcance os não vacinados.

Os motivos da queda na vacinação variam muito de um lugar para o outro.

Direito de imagemGETTY IMAGESImage captionManchas avermelhadas na pele são um dos sintomas mais comuns do sarampo

O movimento antivacinação influenciou muitas pessoas em partes dos Estados Unidos e da Europa. Apesar de abundantes evidências científicas a favor da vacinação, os chamados antivaxxers acreditam que vacinas são desnecessárias ou prejudiciais.

No Brasil e em países em desenvolvimento, esse movimento ainda é muito pequeno e tudo indica que a diminuição da cobertura de vacinação resultou de uma conjunção de fatores.

De acordo com dados do Datasus, coberturas vacinais com doses de reforço estão muito abaixo da meta esperada para todas as vacinas do Calendário Nacional de Imunização. No caso da tríplice viral, a segunda dose da vacina não bate a meta de vacinação, de 95%, desde 2012.

Segundo o Unicef, não há evidências suficientes para apontar um único culpado, mas as hipóteses apontam para o desfinanciamento do SUS - por causa da PEC do Teto dos Gastos -, que gerou uma diminuição nas campanhas de conscientização e diminui a disponibilidade de vacinas em algumas regiãos.


"Pode ter a ver também com mudanças sociais, culturais e econômicas no mundo, como as dificuldades das famílias em imunizarem as crianças em horário comercial", disse a chefe da área de Saúde e HIV do Unicef no Brasil, Cristina Albuquerque, à BBC News em fevereiro.




Autor: BBC News Brasil
Fonte: BBC News Brasil
Sítio Online da Publicação: BBC News Brasil
Data: 08/07/2019
Publicação Original: https://www.bbc.com/portuguese/geral-48890410

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Sarampo: certifique-se de que seu filho seja totalmente imunizado




O sarampo é uma doença altamente contagiosa. Pode ser sério para crianças pequenas. Proteja seu filho certificando-se de que ele esteja em dia com a vacina contra o sarampo, inclusive antes de viajar para o exterior.

As crianças precisam de 2 doses de vacina contra sarampo

Você pode proteger seu filho contra o sarampo com uma vacina combinada que oferece proteção contra três doenças: sarampo, caxumba e rubéola (MMR). A vacina MMR provou ser muito segura e eficaz. O CDC recomenda que as crianças recebam uma dose em cada uma das seguintes idades:


12 a 15 meses
4 a 6 anos
Infográfico: Proteja seu filho do sarampo
Ver maior / equivalente a texto


Certifique-se de que você está protegido antes de viagens internacionais
Antes de qualquer viagem internacional


Bebês de 6 a 11 meses de idade precisam de 1 dose de vacina contra sarampo *
Crianças com 12 meses ou mais precisam de 2 doses separadas por pelo menos 28 dias
Adolescentes e adultos que não têm evidência de imunidade ** contra o sarampo devem receber 2 doses separadas por pelo menos 28 dias
Antes de partir para a sua viagem, consulte os avisos de viagem do CDC sobre o sarampo.


* Os bebês que recebem uma dose da vacina MMR antes de seu primeiro aniversário devem receber mais duas doses de acordo com o esquema recomendado rotineiramente (uma dose entre 12 e 15 meses e outra com 4 a 6 anos ou pelo menos 28 dias depois) ).



** Evidência aceitável de imunidade contra o sarampo inclui pelo menos um dos seguintes: documentação escrita de vacinação adequada, evidência laboratorial de imunidade, confirmação laboratorial de sarampo ou parto nos Estados Unidos antes de 1957.



O sarampo pode ser grave

O sarampo é uma doença muito contagiosa causada por um vírus. Ele se espalha para os outros através da tosse e espirros. É tão contagiante que, se uma pessoa o tiver, até 90% das pessoas ao seu redor também serão infectadas se não estiverem protegidas.


O sarampo começa com febre alta. Logo depois, causa tosse, coriza e olhos vermelhos. Em seguida, uma erupção de pequenas manchas vermelhas irrompe. Começa na cabeça e se espalha para o resto do corpo. O sarampo pode ser sério. Pode levar a pneumonia, encefalite (inchaço do cérebro) e morte.


Mãe, segurando, filha, e, filho, mãos, em, aeroporto

Viajar para o exterior? Proteja seu filho do sarampo com a vacina MMR.


Sarampo nos EUA

Casos de sarampo e surtos foram relatados nos EUA em 2019. Consulte Casos de Sarampo e Surtos para obter detalhes.


As pessoas nos Estados Unidos ainda contraem sarampo, mas isso não é muito comum. Isso porque a maioria das pessoas neste país está protegida contra o sarampo por meio da vacinação. No entanto, o sarampo ainda é comum em outras partes do mundo. Todos os anos, pessoas não vacinadas contraem sarampo enquanto estão no exterior, trazem a doença para os Estados Unidos e a distribuem para outras pessoas.





O sarampo pode se espalhar rapidamente em comunidades onde as pessoas não são vacinadas. Qualquer pessoa que não esteja protegida contra o sarampo, incluindo crianças muito jovens para serem vacinadas, corre o risco de ser infectada. É por isso que é tão importante estar em dia com as vacinas, inclusive antes de viajar para o exterior.


Recursos adicionais para pais e provedores de cuidados infantis

Veja os recursos para pais e outras pessoas que cuidam de crianças, incluindo provedores de cuidados infantis.


Pagando por vacina contra sarampo

A maioria dos planos de seguro de saúde cobre o custo das vacinas. Mas você pode querer verificar com seu provedor de seguro de saúde antes de ir ao médico. Aprenda a pagar por vacinas.


Se você não tem seguro ou se seu seguro não cobre vacinas para seu filho, o Programa Vacinas para Crianças pode ajudar. Este programa ajuda as famílias de crianças elegíveis que, de outra forma, não teriam acesso a vacinas. Para descobrir se seu filho é elegível, visite o site do VFC ou pergunte ao médico do seu filho. Você também pode entrar em contato com o coordenador estadual do VFC.



Para ver se a vacina do seu filho está vencida
Verifique o histórico de vacinação do seu filho
Contacte o seu prestador de cuidados de saúde ou
Visite o agendador de imunização para recém-nascidos a crianças de 6 anos de idade.

Faça o teste

Faça o teste do sarampo para testar seu conhecimento. Também disponível como um aplicativo para dispositivos móveis.




Autor: CDC GOV
Fonte: CDC GOV
Sítio Online da Publicação: CDC GOV
Data:13/06/2019
Publicação Original: https://www.cdc.gov/features/measles/index.html

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Os casos de sarampo nos EUA nos primeiros cinco meses de 2019 ultrapassam o total de casos por ano nos últimos 25 anos


Resultado de imagem para sarampo

Hoje, o CDC está relatando 971 casos de sarampo nos Estados Unidos até agora em 2019. Esse é o maior número de casos relatados nos EUA desde 1994, quando 963 casos foram registrados durante o ano inteiro.


O CDC continua a trabalhar com departamentos de saúde estaduais e locais afetados para controlar os surtos em andamento.


“O sarampo é evitável e a maneira de acabar com esse surto é garantir que todas as crianças e adultos que podem se vacinar sejam vacinados. Mais uma vez, quero tranquilizar os pais de que as vacinas são seguras, elas não causam autismo. O maior perigo é a doença que a vacinação impede ”, disse o diretor do CDC, Dr. Robert Redfield, MD.“ Sua decisão de vacinar protegerá a saúde de sua família e o bem-estar de sua comunidade. O CDC continuará trabalhando com profissionais de saúde pública em todo o país para acabar com esse surto ”.


Surtos em Nova York e no condado de Rockland, em Nova York, continuaram por quase 8 meses. Se esses surtos continuarem durante o verão e o outono, os Estados Unidos poderão perder o status de eliminação do sarampo. Essa perda seria um grande golpe para a nação e eliminaria o árduo trabalho feito por todos os níveis de saúde pública. O objetivo de eliminação do sarampo, anunciado pela primeira vez em 1966 e realizado em 2000, foi uma tarefa monumental. Antes do uso disseminado da vacina contra o sarampo, cerca de 3 a 4 milhões de pessoas contraiam sarampo a cada ano nos Estados Unidos, junto com cerca de 400 a 500 mortes e 48.000 hospitalizações.

Fomos capazes de eliminar o sarampo nos Estados Unidos por duas razões principais:


Disponibilidade e uso generalizado de uma vacina segura e altamente eficaz contra o sarampo, e
Infraestrutura de saúde pública forte para detectar e conter sarampo

O CDC incentiva os pais com perguntas sobre a vacina contra o sarampo a consultar o pediatra de seu filho, que conhece as crianças e a comunidade, e quer ajudar os pais a entender melhor como as vacinas podem proteger seus filhos. Preocupações baseadas em desinformação sobre a segurança e eficácia da vacina, bem como a gravidade da doença, podem levar os pais a adiar ou recusar vacinas.


Todos os pais querem ter certeza de que seus filhos estão saudáveis ​​e estão interessados ​​em informações para protegê-los. Temos que trabalhar para garantir que as informações que estão recebendo para tomar decisões de saúde para seus filhos sejam precisas e confiáveis.


Todos os 6 meses ou mais devem ser protegidos contra o sarampo antes de viajar internacionalmente. Os bebês de 6 a 11 meses precisam de uma dose da vacina contra o sarampo antes de viajar. Todos com 12 meses ou mais precisam de duas doses. Os viajantes internacionais que não tiverem certeza do estado de vacinação devem consultar seu médico antes de viajar. Informações podem ser encontradas em http://www.cdc.gov/travel.



Autor: CDC investigation
Fonte: CDC investigation
Sítio Online da Publicação: CDC investigation
Data: 30/05/2019
Publicação Original: https://www.cdc.gov/media/releases/2019/p0530-us-measles-2019.html

sexta-feira, 12 de abril de 2019

O ressurgimento do sarampo: uma doença evitável

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou, em comunicado de imprensa publicado em novembro de 2018, que os casos de sarampo estavam aumentando no mundo, e suas previsões apontavam para o fato de que os casos da doença quase dobraram em um ano. O Brasil não está fora desse surto de sarampo e faz parte dos países com essa virada de 2017 até hoje. Em 2018, o país teve 10.326 casos confirmados da doença, e, somente no mês de fevereiro de 2019, registrou 28 casos. Números da OMS indicam que, em 2017, a doença provocou um estimado de 110.000 mortes no mundo.

Vacina é a opção

Segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), o sarampo era uma doença em vias de alcançar a sua erradicação mundial em 2010. No entanto, o fato de que, na atualidade, os desafios para a eliminação da doença viral em algumas regiões do mundo sejam maiores, coloca o sarampo novamente em foco, tornando-se necessário reforçar a abrangência da vacinação, única estratégia que garante a prevenção.

O pediatra do Instituto Nacional de Saúde da Mulher da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) Márcio Nehab defende a necessidade da vacinação e afirma que as pessoas que não se vacinam estão colocando em risco aqueles que não podem se vacinar. “O sarampo é uma doença grave, com risco de complicações e morte, sendo a doença com maior transmissibilidade conhecida. Uma pessoa em ambiente fechado pode transmitir para todos os presentes não imunes. Além disso, menores de 6 meses, pessoas com problemas de imunidade, grávidas e pacientes com câncer não podem tomar a vacina, e se tiverem contato com alguém doente podem morrer ou ter sequelas”, ressalta.

O aumento do sarampo no mundo não pode ser associado só a uma causa, estando a sua propagação vinculada a muitas razões. A baixa mundial na cobertura de vacinação, a disseminação de mentiras sobre a vacina na Europa e no Estados Unidos (EUA) e o colapso do setor saúde na Venezuela são peças que se combinaram para o ressurgimento da doença. Mesmo o movimento antivacina sendo uma das causas mais reportadas na Europa e nos EUA, no Brasil, Nehab acredita que “o mais provável é que a baixa cobertura vacinal esteja deixando um mar de susceptíveis, e esses podem contrair a doença”.



Esquema vacinal

Segundo Nehab, para ser considerado protegido, todo indivíduo dever ter tomado duas doses na vida, com intervalo mínimo de um mês, aplicadas a partir dos 12 meses de idade. 'Os postos de saúde disponibilizam gratuitamente, durante o ano todo, imunizações contra a doença, pelo que é necessário conhecer os esquemas de doses conforme o perfil da pessoa e procurar se vacinar". A seguir, o pediatra explica o esquema:

“Para crianças, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomendam como rotina duas doses: uma aos 12 meses e a segunda quando a criança tiver entre 1 ano e 3 meses, junto com a vacina contra a varicela, podendo ser usadas as vacinas separadas (SCR e varicela) ou a combinada (tetraviral: SCR-V). Crianças mais velhas, adolescentes e adultos não vacinados ou sem comprovação de doses aplicadas devem tomar duas doses com intervalo de um mês. Também podem se vacinar, de forma gratuita, pessoas de até 29 anos, tomando duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias, e entre 30 e 49 anos, tomando apenas uma dose. Indivíduos com história prévia de sarampo, caxumba e rubéola são considerados imunizados contra as doenças, mas é preciso ter certeza do diagnóstico. Na dúvida, recomenda-se a vacinação. Indivíduos que não lembram se já foram vacinados podem tomar a vacina sem problemas”.

Estratégia

A atual estratégia da OMS para mudar a situação se concentra no aumento dos esforços para elevar a cobertura de vacinação e alcançar mais de 95% das crianças protegidas em todos lugares. Bem como fortalecer a vigilância epidemiológica, caso contrário, os países vão enfrentar uma luta constante contra um surto após o outro.

No Brasil, no dia 19/3, ao confirmar um novo caso de sarampo endêmico no Pará, que gera a perda da certificação de país livre da doença, o Ministério da Saúde (MS) comunicou que desenvolve um pacote de novas ações para intensificar as campanhas e reverter a baixa das taxas de imunização. O MS informou também que prevê encaminhar medidas de prevenção ao Congresso Nacional, que incluem mobilizar creches e escolas para assegurar a tomada da vacina contra o sarampo e salientar aos pais sobre a responsabilidade de atualizar a caderneta de vacinação dos filhos, além de reforçar o monitoramento da vacinação, através dos programas de integração de renda e das normativas para os trabalhadores de saúde. Ao mesmo tempo, especialistas do órgão trabalham para identificar o padrão de circulação do vírus e, assim, determinar as áreas mais vulneráveis. Com isso, o Brasil iniciará o plano para retomar o título dentro dos próximos 12 meses.

Autismo: o grande mito sobre a vacina

Apesar de ser uma doença facilmente evitável através da vacinação, ainda na atualidade existe certa complacência nas pessoas em relação à disseminação de falsidades sobre a vacina contra o sarampo. Um dos maiores mitos propagados é que essa imunização pode provocar autismo, sendo que, como compartilhado por Nehab, o maior estudo já feito comprova o contrário. Publicada no último mês de março, na revista Annals of Internal Medicine, a pesquisa mostra que, curiosamente, a vacina foi ainda associada a um risco ligeiramente menor de autismo em meninas e em crianças nascidas de 1999 a 2001. Portanto, em relação ao sarampo, no cenário atual de surtos, é muito importante evitar a propagação de rumores e histórias da vacinação, pois não existe comprovação científica da associação da vacina com outras doenças ou transtornos.

Veja no site do IFF mais informação sobre o sarampo: sintomas, transmissão, prevenção, tratamento


Fontes consultadas: Organização Mundial da Saúde | Organização Pan-americana de Saúde | Ministério da Saúde | Fiocruz | Live Sience | Annals of Internal Medicine |




Autor: Mayra Malavé
Fonte: IFF/Fiocruz
Sítio Online da Publicação: Fiocruz
Data: 111/04/2019
Publicação Original: https://portal.fiocruz.br/noticia/o-ressurgimento-do-sarampo-uma-doenca-evitavel

    quarta-feira, 10 de abril de 2019

    Nova York declara emergência devido a surto de sarampo



    Homem passa perto de escola judaica no Brooklyn, em Nova York. — Foto: Shannon Stapleton/Reuters


    Um surto de sarampo no Brooklyn, principalmente entre crianças judias ortodoxas, fez com que a cidade de Nova York declarasse uma emergência de saúde pública nesta terça-feira (9), exigindo que moradores não vacinados das áreas afetadas tomem a vacina ou paguem multas.


    Sarampo: Como uma doença evitável retornou do passado



    O maior surto do vírus, antes praticamente erradicado, na cidade desde 1991, está basicamente contido na comunidade judaica ortodoxa do bairro de Williamsburg, com 285 casos confirmados desde outubro, disse o prefeito Bill de Blasio em coletiva de imprensa. O número representa um salto acentuado dos apenas dois casos registrados em todo o ano de 2017.


    “Esse é o epicentro de um surto de sarampo que é muito, muito preocupante e que precisa ser enfrentado imediatamente”, disse de Blasio. O prefeito foi acompanhado por autoridades de saúde da cidade que criticaram o que chamaram de “desinformação” espalhada por críticos das vacinas.


    O vírus do sarampo é altamente contagioso e pode levar a sérias consequências e à morte. Embora nenhuma morte tenha sido confirmada até agora, 21 pessoas foram hospitalizadas, com cinco na unidade de terapia intensiva, segundo autoridades. Todos os casos confirmados, com exceção de 39, afetaram crianças.


    O surto faz parte de um reaparecimento mais amplo do vírus nos Estados Unidos, com 465 casos registrados em 19 Estados até agora neste ano, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA.


    Em 2000, os Estados Unidos declararam que o sarampo havia sido eliminado do país devido à ampla vacinação, o que significa que não estava mais constantemente presente. Entretanto, as taxas de vacinação têm caído nos últimos anos, de acordo com especialistas em doenças infecciosas.


    O surto no Brooklyn tem sido associado a uma criança não vacinada que foi infectada durante visita a Israel, que também está enfrentando uma epidemia da doença, de acordo com o Departamento de Saúde da Cidade de Nova York.


    Autoridades disseram que irão impor multas de até mil dólares àqueles que não tomaram a vacina tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola) e não podem fornecer outra evidência de imunidade, como já terem tido sarampo.


    Essa é a primeira vez na história recente em que a cidade de Nova York ordena vacinações obrigatórias, de acordo com autoridades de saúde.




    Autor: Jonathan Allen e Gina Cherelus, Reuters
    Fonte: G1 Saúde
    Sítio Online da Publicação: G1 Saúde
    Data: 09/04/2019
    Publicação Original: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2019/04/09/nova-york-declara-emergencia-devido-a-surto-de-sarampo.ghtml

    segunda-feira, 8 de abril de 2019

    Sarampo: Como uma doença evitável retornou do passado



    Vacina contra sarampo — Foto: Abecassis/Secom



    O sarampo é uma das doenças mais contagiosas do mundo, mas até pouco tempo atrás o número de casos vinha caindo. O que levou aos recentes surtos da doença?


    A região de Rockland County, no Estado de Nova York, Estados Unidos, declarou estado de emergência na semana passada depois de um sério ressurgimento do vírus, que pode ser evitado.


    E isso está longe de ser um caso isolado. Os EUA devem ter, neste ano, o maior número de casos desde 2000, quando a doença havia sido oficialmente eliminada.


    Outros países, como México, França e Madagascar, tiveram surtos parecidos em comunidades com falhas na imunização.


    Na maioria dos casos, o sarampo é uma doença com baixa gravidade, mas ele também pode levar a complicações que oferecem risco de vida, como pneumonia, meningite e inflamação cerebral.


    Mesmo que ainda esteja muito abaixo de níveis históricos, a doença tem tido um aumento nos últimos anos. Os casos registrados subiram 31% em 2017 em relação ao ano anterior, levando a cerca de 110 mil mortes no mundo todo.


    De acordo com a Unicef (braço da ONU para a infância), 98 países registraram um aumento de casos de sarampo em 2018, com quase três quartos disso ocorrendo em 10 países.



    Europa foi a região que mais registrou casos de sarampo, de acordo com a OMS — Foto: BBC/Divulgação




    O que está acontecendo com as vacinações?




    Programas de vacinação bem sucedidos garantiram que o sarampo se tornasse raro em muitos lugares.


    Quando a vacina contra sarampo se tornou amplamente usada nos anos 1980, o número de casos caiu significativamente, levando alguns países a declarar que ele tinha sido erradicado.


    Antes disso, grandes epidemias de sarampo aconteciam de tempos em tempos.


    Por exemplo, em 1967, um ano antes da vacina ser introduzida na Inglaterra e no País de Gales, houve quase meio milhão de casos e 99 mortes nos dois países. Em 1997, esse número havia caído para o número mais baixo já registrado: 56 casos e nenhuma morte.


    Infográfico da análise de casos de sarampo — Foto: BBC/Divulgação


    Então o que é responsável pelos alarmantes crescimentos recentes?


    A meta de 95% de vacinação cria "imunização de rebanho" em uma comunidade, o que previne que essa doença altamente contagiosa se espalhe.


    Todos os surtos de sarampo ocorreram em áreas onde não há imunização suficiente (para criar esse efeito), mas os motivos variam de um lugar para o outro.


    O movimento antivacinação influenciou muitas pessoas em partes dos EUA e da Europa.


    Apesar de abundantes evidências científicas em favor da vacinação, os chamados "antivaxxers" acreditam que vacinas são desnecessárias ou prejudiciais.


    Eles às vezes adotam teorias da conspiração sobre a "grande indústria farmacêutica" e desconfiam do governo.


    Infográfico sobre casos de sarampo no EUA — Foto: BBC/Divulgação


    No Reino Unido, um rumor sobre a segurança da vacina tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola) depois de uma pesquisa que hoje já está desacreditada, teve um grande impacto por um tempo.


    Em 2004, a cobertura da primeira dose da vacina tríplice viral caiu para 80% na Inglaterra e 78% no País de Gales.


    Duas décadas depois, a cobertura aumentou, com 90% das crianças de dois anos do Reino Unido recebendo a vacina em 2017 e 2018.


    Mas muitos adolescentes e jovens adultos que não receberam a vacina quando crianças estão agora pegando sarampo.


    Também podemos ver futuros surtos de rubéola nessa faixa etária, o que se torna especialmente preocupante quando eles atingem idade reprodutiva.


    Normalmente uma doença pouco grave, a rubéola pode ser catastrófica se contraída nos estágios iniciais da gravidez, causando sérios problemas cardíacos, de aprendizagem, de visão, e de audição no feto.




    Além dos anti-vaxxers




    Em outros países, os motivos para a queda nos índices de vacinação são muito diferentes.


    Na Ucrânica, por exemplo, a confiança do público na vacinação foi fortemente abalada em 2008 depois da morte de um adolescente depois de se vacinar contra sarampo. Apesar da morte não ter sido causada pela vacina, o episódio levou o governo a interromper a campanha de vacinação.


    Em 2016, quando a situação piorou graças à crise política, corrupção no serviço de saúde e falta de vacinas, a Ucrânica teve um dos índices de vacinação contra sarampo mais baixos do mundo, com apenas uma em cada três crianças de seis anos protegida com duas doses de vacina.



    Análise de casos de sarampo de 2008 até 2018 — Foto: BB/Divulgação


    Hoje, apesar de 90% das crianças de seis anos estarem protegidas, a quantidade de jovens desprotegidos permitiu que o sarampo voltasse.


    O país se tornou um criadouro do sarampo, com 54 mil casos em 2018, comparado com cerca de 5 mil no ano anterior.


    Os níveis de imunização também caíram em países onde o sistema de saúde entrou em colapso, como no Iêmen, que está no meio de uma guerra civil, e na Venezuela, que está lidando com uma série crise econômica.


    Isso pode ter efeitos colaterais em outros países também, como no Brasil, que recebeu imigração em massa da Venezuela.




    O que é sarampo




    - Sarampo é uma doença causada por um vírus altamente contagioso, transmitido nas gotículas espalhadas por tosses, espirros ou por contato direto


    - O vírus pode ficar no ar ou em superfícies por horas


    - O sarampo normalmente começa com febre, mal-estar, irritação nos olhos e tosse, seguidos por um aumento na temperatura do corpo e manchas vermelhas na pele


    - Em sua forma mais suave, o sarampo faz as crianças se sentirem muito mal, com recuperação em sete ou dez dias – mas é comum que haja complicações como infecções no ouvido, convulsões, diarreia, pneumonia e inflamação no cérebro


    - A doença é mais grave nos muitos jovens, em adultos e em pessoas com problemas no sistema imunológico


    - O sarampo ainda é uma grande causa de mortalidade infantil em muitos países de baixa renda, apesar de se acreditar que a vacina evitou mais de 20 milhões de mortes entre 2000 e 2017




    Como os países estão respondendo a esses surtos?




    Alguns países caminham para tornar a vacinação obrigatória e muitos tornaram as exigências existências mais rígidas.


    A Itália e a França ampliaram as exigências existentes com multas e proibindo crianças não vacinadas de frequentarem a escola. E a Alemanha está atualmente fazendo uma discussão sobre tornar a vacina contra sarampo obrigatória.


    Na região de Rockland County, em Nova York, crianças não vacinadas foram proibidas de frequentar locais públicos por 30 dias. Mas é difícil imaginar como isso pode ser eficientemente fiscalizado, e há pouca evidência de que a vacinação obrigatória seja sempre a melhor abordagem.


    Quem estiver determinado a não vacinar vai encontrar uma forma de burlar o sistema, por exemplo, educando os filhos em casa ou pagando uma multa.


    Enquanto isso, pais que estão em dúvida podem se tornar mais resistentes se sentiram que não estão tendo o direito de escolher. Uma solução melhor talvez seja a oportunidade de ter uma conversa com um profissional de saúde que dê uma resposta às suas preocupações.


    Enquanto isso, checar a vacinação ao admitir crianças na creche e na escola serviria como um lembrete aos pais e reforçaria a importância da vacina.


    Já que a maior parte da falta de imunização resulta da dificuldade de acessar serviços (de saúde), serviços customizados de imunização também podem ser úteis.


    Por exemplo, uma resposta inovadora para um surto de sarampo no bairro de Hackney, em Londres, foi o "ônibus pintadinho" – uma unidade de imunização móvel que fazia tours pelo bairro, parando em pracinhas e estacionamentos de supermercado. O ônibus vacinou quase mil crianças cujos pais simplesmente precisavam de acesso mais fácil a serviços de imunização.


    Não é suficiente esperar que os pais vão até os serviços de saúde.


    Ter uma abordagem proativa e oferecer esse tipo de programa de vacina facilmente acessível pode ajudar a evitar futuros surtos.


    Já que a queda global nos índices de vacinação tem origem principalmente em questões práticas e logísticas, muitas vezes é mais importante ter tudo em ordem para ter um programa de vacinação bem sucedido.


    Isso significa ter vacina suficiente para todo mundo, através de um serviço bem organizado, fácil de acessar, e reforçado por esforços do governo para aumentar a confiança da população na vacinação.




    Autor: Ascom Faperj
    Fonte: Faperj
    Sítio Online da Publicação: Faperj
    Data: 05/04/2019
    Publicação Original: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2019/04/08/sarampo-como-uma-doenca-evitavel-retornou-do-passado.ghtml

    segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

    Sarampo volta a ameaçar com onda de 'hesitação' em relação à vacina, alerta OMS

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    Complicações relacionadas ao sarampo podem causar cegueira, pneumonia e infecção e inchaço do cérebro

    O mundo está vendo um ressurgimento do sarampo, com muitos países experimentando um "severo e prolongado" surto no ano passado, segundo um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os dados mostram um aumento de incidência em praticamente todas as regiões do mundo, com 30% mais casos em 2017 do que em 2016.

    Por trás desse aumento, segundo os especialistas, estão o colapso dos sistemas de saúde e o aumento de notícias falsas sobre a vacina - que pode salvar milhões de vidas.

    O sarampo é uma doença altamente contagiosa que, quando em casos graves, pode levar a complicações como cegueira, pneumonia e infecção e inchaço do cérebro.

    O relatório, publicado pela OMS e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (agência do departamento de saúde dos Estados Unidos), avaliou os números de sarampo nos últimos 17 anos.

    De acordo com o texto, 2017 foi o primeiro ano nesse intervalo em que houve um aumento substancial no total de casos, com 110 mil mortes relacionadas ao sarampo. A preocupação é que a tendência de alta se mantenha em 2018, já que houve um número muito grande de casos no verão europeu.

    Américas, Europa e os países do Mediterrâneo Oriental foram as regiões com maior aumento. O Pacífico Ocidental foi a única região que viu um declínio no volume de casos.

    Um grande número de infecções foi visto na Venezuela, onde o sistema de saúde colapsou após crises políticas e econômicas. Anteriormente, o país havia erradicado a doença.

    Há uma preocupação de que, à medida que mais pessoas se movimentam entre países nessa região, a doença continue a se espalhar.

    No Reino Unido, que havia sido declarado como zona livre de sarampo pela OMS no ano passado, também viu o surgimento de pequenos surtos em 2018. Isso levou a médica Sally Davies, a principal conselheira em assuntos relacionados à saúde do governo britânico - com o cargo de Chief Medical Officer - a declarar que aqueles que acreditam nos "mitos" espalhados pelos movimentos anti-vacina estariam "completamente errados".

    A especialista recomendou que os pais ignorassem as informações falsas que circulavam nas redes sociais e imunizassem os filhos.

    Martin Friede, médico da OMS, falou à BBC que era preocupante que, em muitos países europeus, os pais não estivessem vacinando seus filhos. "Na Europa, talvez nós estejamos vendo uma hesitação em relação à vacinação se tornar um problema mais sério que em outros lugares".
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    Em 2017 houve um aumento de 30% no número de casos de sarampo

    "Em alguns grupos, isso é motivado por crenças religiosas. Mas, em outros, é fruto da difusão de uma preocupação sem sentido com a segurança das vacinas."

    Segundo Friede, as redes sociais têm uma parcela de culpa pela disseminação de informações falsas - assim, acrescenta, seria preciso encontrar formas de conter o avanço das notícias inverídicas para atacar o problema.

    "Os países industrializados não podem ser complacentes e esquecer que a doença pode ressurgir como uma tempestade. Não é preciso haver muitas crianças não vacinadas para que isso ocorra. E, se ocorrer, não se trata apenas de erupções na pele. Pode causar cegueira e problemas no cérebro."

    O relatório estima que, desde 2000, a vacina contra sarampo que é dada em crianças pode ter salvo mais de 21 milhões de vidas.

    "Sem esforços urgentes para aumentar a cobertura da vacinação e identificar populações com níveis inaceitáveis de crianças não imunizadas ou pouco imunizadas, nós podemos perder décadas de progresso na proteção de crianças e comunidades contra uma doença devastadora, mas que pode facilmente ser prevenida", diz a médica Soumya Swaminathan, da OMS.

    No Brasil, a imunização contra a doença faz parte do Calendário Nacional de Vacinação, sendo oferecida gratuitamente nos postos de saúde. De acordo com o calendário, a criança deve tomar a primeira vacina aos 12 meses (tríplice viral, que previne contra sarampo, caxumba e rubéola) e uma segunda dose aos 15 meses (tetraviral, que previne contra sarampo, rubéola, caxumba e catapora).




    Autor: Smitha Mundasad
    Fonte: BBC BRASIL NEWS
    Sítio Online da Publicação: BBC BRASIL NEWS
    Data: 30/11/2018
    Publicação Original: https://www.bbc.com/portuguese/geral-46394112

    quinta-feira, 23 de agosto de 2018

    Sarampo à europeia

    DRAUZIO VARELLA 


    O sarampo se espalha pela Europa, enquanto nas Américas a transmissão foi interrompida em 2002 e o número de casos diminui na África e na Ásia.
    A doença é transmitida com facilidade através do contato pessoal. Em abril de 2009, um operário búlgaro que trabalhava na construção civil em Hamburgo, na Alemanha, voltou para casa no distrito de Razgrad, no nordeste da Bulgária. O vírus do sarampo que viajava com ele provocou 24 mil casos da doença e 24 mortes entre seus conterrâneos.

    O sequenciamento dos genes virais mostrou que, da Bulgária, o vírus retornou para a Alemanha e se disseminou pela Turquia, Grécia, Macedônia e outros países do velho continente.

    Esse tipo de rastreamento epidemiológico faz parte do esforço europeu para eliminar o sarampo, tarefa possível através da vacinação, como provaram mesmo os países mais pobres das Américas, dez anos atrás.


    A impressão de que o sarampo faz parte das doenças benignas da infância é equivocada. Antes da vacina, as complicações provocavam a morte de mais de 2 milhões de crianças por ano.

    Para os serviços de saúde da Europa, tem sido vergonhosa a incapacidade de eliminar uma enfermidade para a qual existe vacina desde 1963. O projeto de atingir tal objetivo até 2010 foi adiado para 2015, prazo que os epidemiologistas consideram fora da realidade.

    Nos últimos três anos, os europeus viram o número de doentes quadruplicar. No ano passado, foram mais de 15 mil apenas na França. Nesse período surgiram cerca de 37 mil casos novos no continente, 30 mil dos quais na União Europeia, que reúne os países mais ricos do bloco.

    Os especialistas temem que o pior esteja por vir, como consequência das aglomerações humanas durante o Campeonato Europeu de Futebol, que acontece na Polônia e Ucrânia, e as Olimpíadas de Londres, daqui a um mês.


    A tendência europeia vem na contracorrente. No ano de 2010, ocorreram 68 casos no Brasil; todos eram viajantes ou pessoas que tiveram contato com eles. Nos Estados Unidos, foram 222, todos trazidos de fora.

    Na África, a mortalidade caiu de 337 mil para 50 mil, nos últimos dez anos. No mesmo período, os óbitos na Índia diminuíram de 88 mil para 66 mil, número que corresponde à metade da mortalidade global.

    A impressão de que o sarampo faz parte das doenças benignas da infância é equivocada. Antes da vacina, as complicações provocavam a morte de mais de 2 milhões de crianças por ano, porque o vírus causa depressão imunológica, fragilidade que predispõe a complicações bacterianas e virais.

    A vacinação reduziu as dimensões dessa tragédia mundial: em 2010, o número de mortes havia caído para 139 mil.

    A epidemia que se alastra pela Europa é particularmente chocante, porque ocorre numa região em que a maioria dos países conta com serviços de saúde que servem de exemplo para os mais pobres. Como explicar?

    Para proteger uma população contra o sarampo, pelo menos 95% das pessoas devem ser vacinadas, número que os europeus sempre tiveram dificuldade para atingir porque, à medida que a enfermidade se tornou mais rara, muitos passaram a subestimar o risco de contraí-la e a superestimar as complicações da vacina (que são mínimas), fenômeno que se repete sempre que uma doença transmissível se torna menos prevalente.

    Alguns pais esquecem ou não encontram tempo para vacinar seus filhos, em postos de saúde que geralmente funcionam apenas no horário comercial.

    Anos atrás, um gastroenterologista inglês, chamado Andrew Wakefield, alegou que a vacina tríplice contra sarampo, caxumba e rubéola estaria associada a casos de autismo. A divulgação dessa hipótese absurda assustou muitas famílias. Quando ficou demonstrado que ela se baseava em dados fraudulentos, o estrago já estava feito.

    Com argumentos de ordem filosófica, certas comunidades antroposóficas, grupos religiosos e ativistas antivacinas (sim, eles existem) convencem seus membros a jamais vacinar os filhos. Por incrível que pareça, algumas dessas seitas têm número significativo de seguidores nos diversos países europeus.

    Finalmente, os sistemas de saúde sempre encontraram obstáculos para atingir comunidades que vivem à margem da sociedade, como a dos ciganos, por exemplo.

    O fracasso dos europeus no combate ao sarampo reforça a posição do Ministério da Saúde que defende a necessidade de continuarmos vacinando as crianças brasileiras, mesmo que não surjam casos na vizinhança.

    Sobre o autor: Drauzio Varella

    Drauzio Varella é médico cancerologista e escritor. Foi um dos pioneiros no tratamento da aids no Brasil. Entre seus livros de maior sucesso estão Estação Carandiru, Por um Fio e O Médico Doente.


    Autor: Drauzio Varella
    Fonte: Drauzio Varella UOL
    Sítio Online da Publicação: UOL
    Publicação Original: https://drauziovarella.uol.com.br/drauzio/artigos/sarampo-a-europeia-2/