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terça-feira, 7 de junho de 2022

Ministério da Saúde prorroga Campanha Nacional de Vacinação contra Gripe e Sarampo



- Foto: Myke Sena/MS

Os públicos prioritários da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe e Sarampo podem procurar os postos de vacinação de todo Brasil até o dia 24 de junho. A prorrogação da campanha, divulgada nesta quinta-feira (2) pelo Ministério da Saúde, tem o objetivo de aumentar as coberturas vacinais para as duas doenças.

A partir do dia 25 de junho, estados e municípios poderão ampliar a campanha contra a gripe para toda a população a partir de 6 meses, enquanto durarem os estoques da vacina Influenza. O Ministério da Saúde já distribuiu quase 80 milhões de doses para todo país.

Já a imunização contra o sarampo faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e os imunizantes estão disponíveis durante todo o ano. A campanha de vacinação começou no dia 4 de abril.
Reforço da vacinação

Mais de 77 milhões de brasileiros estão nos grupos prioritários para a vacinação contra a gripe. Até agora, a cobertura vacinal chegou a 44%. O Ministério da Saúde reforça a importância da vacinação para evitar os casos graves da doença, principalmente durante os meses mais frios do ano.
Quem pode se vacinar contra gripe

• Idosos acima de 60 anos;
• Trabalhadores da saúde;
• Crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias);
• Gestantes e puérperas;
• Povos indígenas;
• Professores;
• Pessoas com comorbidades;
• Pessoas com deficiência permanente;
• Forças de segurança e salvamento e Forças Armadas;
• Caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso;
• Trabalhadores portuários;
• Funcionários do sistema prisional;
• Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas;
• População privada de liberdade.
Público-alvo da campanha contra o sarampo

• Trabalhadores da saúde;
• Crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias);

Ministério da Saúde
Categoria
Saúde e Vigilância Sanitária









Autor: gov
Fonte: Ministério da Saúde
Sítio Online da Publicação: Ministério da Saúde
Data: 02/06/2022
Publicação Original: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/junho/ministerio-da-saude-prorroga-campanha-nacional-de-vacinacao-contra-gripe-e-sarampo

sexta-feira, 20 de maio de 2022

A gripe é uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório.

 

A gripe é uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório. Ela é provocada pelo vírus da influenza e tem grande potencial de transmissão. O vírus se propaga facilmente, levando a casos leves, mas, também, a casos graves, que aumentam as taxas de hospitalização e provocam a morte de pessoas mais vulneráveis à doença.

A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir a gripe e proteger as pessoas com maior risco de desenvolver complicações. A vacina é segura, evita casos graves e óbitos por gripe.

O sarampo é uma doença viral aguda altamente transmissível que pode apresentar complicações, principalmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade.

Para evitar surtos da doença, a campanha de vacinação em 2022 será focada em crianças de seis meses a menores de 5 anos de idade e trabalhadores da saúde.






Autor: Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Sítio Online da Publicação: Ministério da Saúde
Data: 20/05/2022
Publicação Original: https://www.gov.br/saude/pt-br/campanhas-da-saude/2022/vacinacao-contra-gripe-e-sarampo



quarta-feira, 11 de maio de 2022

Campanha contra gripe: 25% dos brasileiros que fazem parte dos grupos prioritários estão vacinados



- Foto: Myke Sena/MS

Após um mês do início da campanha nacional de vacinação contra a gripe, cerca de 25% do total de pessoas que devem ser vacinadas nas duas etapas da campanha receberam o imunizante, segundo informações enviadas pelas gestões municipais e estaduais ao Ministério da Saúde até essa quarta-feira (4). A meta é atingir, pelo menos, 90% de cobertura vacinal.

Simultaneamente à campanha contra a gripe, acontece, também, a campanha nacional de vacinação contra o Sarampo. Até agora, 11,6% do público entre 6 meses e menores de 5 anos tomaram a vacina tríplice viral, ou seja, cerca de 1,7 milhão de crianças. A campanha, para esse público, começou no último sábado (30).

De acordo com o Ministério da Saúde, o público infantil, composto pelas crianças com idade entre seis meses e menores de 5 anos de idade, deve tomar uma dose dos dois imunizantes. Não há necessidade de cumprir intervalo para a aplicação das vacinas contra o Sarampo e Influenza. Dessa forma, as duas vacinas poderão ser administradas no mesmo dia.

A segunda etapa da campanha nacional começou nesta segunda-feira (02) e vai até o dia 03 de junho em todo o País. Cabe ressaltar que idosos e trabalhadores de saúde que não se vacinaram na primeira etapa da mobilização serão atendidos na segunda fase.

Confira os grupos da 2ª etapa:

2ª etapa - de 02/05 a 03/06Crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias) - sarampo e gripe;
Gestantes e puérperas;
Povos indígenas;
Professores;
Pessoas com comorbidades;
Pessoas com deficiência permanente;
Forças de segurança e salvamento e Forças Armadas;
Caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso;
Trabalhadores portuários;
Funcionários do sistema prisional;
Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas;
População privada de liberdade.

Vacinação de crianças

Para crianças de seis meses a menores de 5 anos, que já receberam ao menos uma dose da vacina Influenza ao longo da vida em anos anteriores, deve se considerar o esquema vacinal com a apenas uma dose em 2022. Já para as crianças que serão vacinadas pela primeira vez, a orientação é agendar a segunda dose da vacina contra gripe para 30 dias após a primeira dose.

Marco Guimarães
Ministério da Saúde
Categoria
Saúde e Vigilância Sanitária




Autor: Marco Guimarães
Fonte: Ministério da Saúde
Sítio Online da Publicação: Ministério da Saúde
Data: 05/05/2022
Publicação Original: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/maio/campanha-contra-gripe-25-dos-brasileiros-que-fazem-parte-dos-grupos-prioritarios-estao-vacinados

terça-feira, 19 de abril de 2022

Vacinação contra Gripe e Sarampo

A gripe é uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório. Ela é provocada pelo vírus da influenza e tem grande potencial de transmissão. O vírus se propaga facilmente, levando a casos leves, mas, também, a casos graves, que aumentam as taxas de hospitalização e provocam a morte de pessoas mais vulneráveis à doença.

A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir a gripe e proteger as pessoas com maior risco de desenvolver complicações. A vacina é segura, evita casos graves e óbitos por gripe.


O sarampo é uma doença viral aguda altamente transmissível que pode apresentar complicações, principalmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade.

Para evitar surtos da doença, a campanha de vacinação em 2022 será focada em crianças de seis meses a menores de 5 anos de idade e trabalhadores da saúde.




Autor: Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Sítio Online da Publicação: Ministério da Saúde
Publicação Original: https://www.gov.br/saude/pt-br/campanhas-da-saude/2022/vacinacao-contra-gripe-e-sarampo

quarta-feira, 9 de março de 2022

CDC relata sexto óbito pediátrico relacionado à gripe

Em 25 de fevereiro de 2022, outro óbito infantil associado à gripe foi relatado aos Centers for Disease Control and Prevention (CDC), totalizando o sexto relacionado à gripe nesta temporada.

Influenza em crianças

O óbito foi relatado na segunda semana de fevereiro pelo Flu View, o relatório de vigilância do CDC. Esta morte foi associada ao vírus influenza A, porém não foi realizada subtipagem.

 A maioria dos vírus influenza detectados são do subtipo H3N2. O CDC estima que houve, pelo menos, 2,4 milhões de doenças gripais nesta temporada, com 23.000 hospitalizações.


Durante uma única semana de fevereiro, laboratórios clínicos dos Estados Unidos testaram 43.078 amostras e 4,2% foram positivas para o vírus influenza. A gripe A é responsável por 98% dos tipos de amostras positivas, enquanto a gripe B é responsável pelos 2% restantes.

Influenza: importância da vacinação em tempos de pandemia

As consultas ambulatoriais devido a doenças respiratórias permaneceram estáveis em todo território americano em comparação com a primeira semana de fevereiro. Todavia, o número de internações hospitalares aumentou nas últimas três semanas.

Vale lembrar que a Academia Americana de Pediatria (AAP) recomenda que todas as crianças com mais de seis meses de vida sejam vacinadas a cada ano.





Autor: Larissa Pires Marquite da Silva
Fonte: PEBMED
Sítio Online da Publicação: PEBMED
Data: 09/03/2022
Publicação Original: https://pebmed.com.br/cdc-relata-sexto-obito-pediatrico-relacionado-a-gripe/

terça-feira, 5 de maio de 2020

Segunda fase: 10 milhões do público-alvo ainda não se vacinou contra gripe

A terceira fase da campanha terá início no dia 11 de maio e será dividida em duas etapas. Entre os públicos prioritários estão crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e mães no pós-parto (até 45 dias)


A segunda fase da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe encerra no dia 8 de maio em todo o país, e apenas 36% (5,6 milhões) do público prioritário foi vacinado nesta etapa, faltando ainda cerca de 10 milhões de pessoas. O Ministério da Saúde alerta que a população deve ir até um posto de saúde para receber a vacina contra gripe, independente da pandemia da COVID-19. Os estados e municípios estão preparados para oferecer a vacina de forma segura aos grupos prioritários.


A meta é vacinar 90% de todos os públicos previstos para as três fases da campanha. A segunda fase da vacinação é direcionada aos povos indígenas, caminhoneiros, motoristas e cobradores de transportes coletivos, trabalhadores portuários, membros das forças de segurança e salvamento; pessoas com doenças crônicas e outras condições clínicas especiais; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas; população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.


Motoristas e cobradores, caminhoneiros e portuários devem buscar a vacinação, independente do seu estado ou município de residência, em qualquer serviço público de vacinação, fixo ou móvel, pois transitam em todo o país. Recomenda-se a apresentação de algum documento comprobatório, como carteira de trabalho, o contracheque com documento de identidade, a carteira de sócio (a) dos sindicatos de transportes, carteira de habilitação (categorias C, D ou E), registro no Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO) ou declarações dos serviços onde atuam.


Até o momento, os profissionais de transporte coletivo (motoristas e cobradores), caminhoneiros e portuários registraram a menor procura na segunda fase da campanha. Foram 467 mil doses aplicadas, sendo que a estimativa é vacinar 2,6 milhões desses profissionais.


O registro e monitoramento das doses aplicadas no sistema de informação é de grande importância. Até o momento, cinco municípios dos estados de Rondônia, Amazonas e Pará ainda não registraram nenhuma dose aplicada no sistema de Informação.


As pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, devem apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do SUS deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receber a vacina, sem a necessidade de apresentação de prescrição médica.
TERCEIRA FASE DA CAMPANHA


A terceira fase da campanha terá início no dia 11 de maio e será dividida em duas etapas. A primeira ocorre no período de 11 a 17 de maio com foco nas pessoas com deficiência; crianças de 6 meses a menores de 6 anos; gestantes; mães no pós-parto até 45 dias. A segunda etapa ocorre entre 18 de maio a 5 de junho e estão incluídos os professores das escolas públicas e privadas e os adultos de 55 a 59 anos de idade.


A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe segue até o dia 5 de junho e a meta é vacinar, pelo menos, 90% de cada um desses grupos.

CONHEÇA AS FASES E OS PÚBLICOS PRIORITÁRIOS DA CAMPANHA

Fases da Campanha
Público-alvo
1ª fase (a partir de 23 de março)
- Idosos com 60 anos ou mais de idade
- Trabalhadores da saúde
2ª fase (a partir de 16 abril)
- Membros das forças de segurança e salvamento
- Pessoas com doenças crônicas ou condições clínicas especiais
- Caminhoneiros, profissionais de transporte coletivo (motoristas e cobradores) e portuários
- Povos indígenas
- Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas
- População privada de liberdade
- Funcionários do sistema prisional
3ª fase (de 11 de maio a 5 de junho)
- Pessoas com deficiência
- Professores
- Crianças de 6 meses a menores de 6 anos
- Gestantes
- Mães no pós-parto até 45 dias
- Pessoas de 55 anos a 59 anos de idade

DOSES ENVIADAS


Todos os estados estão abastecidos para continuação da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. Para isso, o Ministério da Saúde investiu R$ 1,1 bilhão na aquisição de 79 milhões de doses da vacina para as três fases. Mais de 64 milhões de doses já foram enviadas às Unidades Federadas para atender o público-alvo das duas primeiras fases, totalizando 41,5 milhões de pessoas.


Toda semana, o Ministério da Saúde envia novas remessas de lotes da vacina aos estados, conforme entrega do Instituto Butantan, que antecipou em um mês sua produção, para que o país iniciasse a vacinação da população contra a gripe. Os estados são responsáveis por fazer a distribuição aos municípios.
CASOS DE INFLUENZA NO BRASIL


O Ministério da Saúde mantém a vigilância da influenza no Brasil por meio da vigilância sentinela de Síndrome Gripal (SG) e de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em pacientes hospitalizados. São 200 unidades distribuídas em todas as regiões geográficas do país e tem como objetivo principal identificar os vírus respiratórios circulantes, permitir o monitoramento da demanda de atendimento dos casos hospitalizados e óbitos.


Em 2020, até o dia 18 de abril, foram registrados 1.696 casos de SRAG hospitalizados por influenza (gripe) em todo o país, com 163 mortes. Do total de casos que já tiveram a subtipagem identificada, 468 foram casos de influenza A (H1N1), com 66 óbitos; 45 casos e 10 óbitos por influenza A (H3N2), 263 de influenza A não subtipado, com 43 mortes; e 399 casos e 44 óbitos por influenza B.

Por Jéssica Cerilo, da Agência SaúdeAtendimento à imprensa(61) 3315- 3580 / 2745


Autor: Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Sítio Online da Publicação: Ministério da Saúde
Data: 05/05/2020
Publicação Original: 
https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/46842-segunda-fase-10-milhoes-do-publico-alvo-ainda-nao-se-vacinou

terça-feira, 18 de junho de 2019

Tratamento de gripe

Se você ficar doente com gripe, medicamentos antivirais podem ser uma opção de tratamento.

Verifique com seu médico imediatamente se você está com alto risco de complicações graves da gripe e você tem sintomas de gripe. As pessoas com alto risco de complicações da gripe incluem crianças pequenas, adultos com 65 anos ou mais, mulheres grávidas e pessoas com certas condições médicas, como asma, diabetes e doenças cardíacas.

Quando usado para tratamento, os medicamentos antivirais podem reduzir os sintomas e encurtar o tempo de doença em 1 ou 2 dias. Eles também podem prevenir complicações graves da gripe, como pneumonia. Para pessoas com alto risco de complicações graves da gripe, o tratamento com medicamentos antivirais pode significar a diferença entre doenças mais leves ou mais graves, possivelmente resultando em internação hospitalar. O CDC recomenda tratamento imediato para pessoas que têm infecção por influenza ou suspeita de infecção por influenza e que estão em alto risco de complicações graves da gripe.

O que você precisa saber
Saiba o que fazer se você estiver doente e quais medidas você deve tomar para proteger os outros.

O que são drogas antivirais
Medicamentos de prescrição chamados “drogas antivirais” podem ser usados ​​para tratar a doença da gripe.

O que fazer se você ficar doente?
Fique em casa e evite contato com outras pessoas, exceto para receber atendimento médico.

Cuidar de alguém doente
Encontre dicas para cuidar de outras pessoas que estão doentes com a doença da gripe.

Resultado de imagem para GRIPE


Autor: CDC
Fonte: CDC
Sítio Online da Publicação: CDC
Data: 18/06/2019 
Publicação Original: https://www.cdc.gov/flu/treatment/index.html

Sintomas e Diagnóstico da Gripe

Influenza (também conhecida como "gripe") é uma doença respiratória contagiosa causada por vírus da gripe. Pode causar uma doença ligeira a grave e, por vezes, pode levar à morte. Esta página fornece recursos sobre sintomas de gripe, complicações e diagnóstico.

Sintomas de gripe e complicações
Os vírus da gripe podem causar uma doença leve a grave. Aprenda sintomas e complicações comuns.

Diagnóstico
Vários testes estão disponíveis para detectar vírus da gripe.

A diferença entre o frio e a gripe
A gripe e o resfriado comum são doenças respiratórias, mas são causadas por vírus diferentes.

Sinais e sintomas comuns de gripe
Os sinais e sintomas da gripe geralmente aparecem de repente. As pessoas que estão doentes com gripe frequentemente sentem alguns ou todos esses sintomas:

Febre * ou sensação de febre / calafrios
Tosse
Dor de garganta
Nariz escorrendo ou entupido
Dores musculares ou corporais
Dores de cabeça
Fadiga (cansaço)
Algumas pessoas podem ter vômitos e diarréia, embora isso seja mais comum em crianças do que em adultos.
* É importante notar que nem todos com gripe têm febre.

sick woman in bed man checking temperature on thermometer

Autor: CDC
Fonte: CDC
Sítio Online da Publicação: CDC
Data: 18/06/2019 
Publicação Original: https://www.cdc.gov/flu/symptoms/index.html

quarta-feira, 15 de maio de 2019

99 brasileiros morreram por gripe em 2019, aponta novo boletim do ministério


Vacinação contra a gripe acontece até o dia 31 de maio — Foto: Daniel Castellano/SMCS



Até o último dia 27 de abril, 99 brasileiros morreram devido à Síndrome Respiratória Aguda Grave por influenza, a gripe, em todo o país. Ao todo, 535 pessoas precisaram ser hospitalizadas. As informações são do novo boletim divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira (9).


Entre as mortes da doença, 90% (88 pessoas) apresentavam fatores de risco, como idosos, portadores de doenças crônicas, crianças, gestantes, indígenas e puérperas. Todos esses grupos têm direito à vacina contra a gripe e fazem parte do público-alvo da Campanha Nacional de Vacinação, que ocorre nas unidades de saúde até dia 31 de maio.



O vírus A (H1N1) é o mais recorrente e também é o que mais mata: foi responsável por 254 casos e por 89 vítimas. Além dele, foram identificados 54 casos de influenza A (H3N2), 38 de influenza A não subtipado, e 62 de influenza B. Os outros 127 registros não tiveram subtipo identificado.
Mortes por influenza no Brasil
10 estados com o maior número de registros
Número de mortes353511117777665544333322AmazonasParanáSão PauloParáEspírito SantoTocantinsRio Grande do NorteCearáRondôniaAcre0510152025303540

Amazonas
Estados 35

Fonte: Ministério da Saúde


Campanha Nacional


A vacina contra a gripe de 2019 está disponível para 59,5 milhões de brasileiros. A escolha do público-alvo é determinada de acordo com recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS).


O último balanço da cobertura vacinal contra a doença, divulgado em 7 de maio, apontou que 45,3% haviam se vacinado. As puérperas são o grupo com maior adesão: 64,3% receberam a dose. Apenas 10,9% dos profissionais das forças de segurança e salvamento estão protegidos, menor índice entre os incluídos no público-alvo.




Autor: G1 Saúde
Fonte: G1 Saúde
Sítio Online da Publicação: G1 Saúde
Data: 09/05/2019
Publicação Original: https://g1.globo.com/bemestar/noticia/2019/05/09/99-brasileiros-morreram-por-gripe-em-2019-aponta-novo-boletim-do-ministerio.ghtml

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Campanha nacional de vacinação contra gripe começa em 10 de abril



Campanha de vacinação — Foto: Secom/Divulgação


A campanha nacional de vacinação contra a gripe começa na próxima quarta-feira (10). O governo federal ainda não divulgou a quantidade de doses e as metas, e diz que esses dados serão apresentados no lançamento da iniciativa.


Segundo dados do Ministério da Saúde, até março deste ano já foram notificados 232 casos de influenza e a morte de 50 pessoas no país.


A circulação maior do vírus se encontra no Amazonas, onde foi preciso antecipar a vacinação para o dia 20 de março. Dados do ministério apontam que o estado registrou 113 casos de contaminados por influenza e 31 mortes no estado.


Contaminados por influenza

UF CASOS ÓBITOS
Rondônia 3 3
Amazonas 113 31
Pará 7 3
Tocantins 2 1
Ceará 4 0
Pernambuco 8 0
Alagoas 2 2
Sergipe 2 0
Bahia 1 0
Minas Gerais 9 0
Rio de Janeiro 2 0
São Paulo 49 2
Paraná 11 5
Santa Catarina 5 1
Rio Grande do Sul 7 1
Mato Grosso do Sul 1 1
Mato Grosso 1 0
Goiás 1 0
Distrito Federal 4 0
Brasil 232 50

Fonte: Ministério da Saúde


Quem pode vacinar no dia D


Gestantes e puérperas (mulher que deu à luz há bem pouco tempo);
crianças de um a menores de seis anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias);
trabalhadores de saúde;
povos indígenas;
idosos;
professores de escolas públicas e privadas;
pessoas com morbidades e outras condições clínicas especiais;
adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas;
funcionários do sistema prisional e pessoas privadas de liberdade.


Campanha de 2018



Em 2018, foram registrados 6.678 casos de influenza em todo o país, com 1.370 óbitos. Segundo o Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade por influenza no Brasil está em 0,66 por 100 mil habitantes.



Veja 5 fatos sobre a campanha de vacinação contra a gripe
G1 Ciência e Saúde




Veja 5 fatos sobre a campanha de vacinação contra a gripe




Autor: G1 Saúde
Fonte: G1 Saúde
Sítio Online da Publicação: G1 Saúde
Data: 04/04/2019
Publicação Original: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2019/04/04/campanha-nacional-de-vacinacao-contra-gripe-comeca-em-10-de-abril.ghtml

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

A gripe que não tem fim

DRAUZIO VARELLA 
O vírus H1N1 causador da gripe atual anda à espreita da humanidade há mais de 90 anos.

Estamos vivendo uma era de pandemias que se iniciou em 1918, com a gripe espanhola. Naquele ano, surgiu um novo vírus—mais tarde classificado como H1N1 — com seus oito genes arranjados num formato que o sistema imunológico humano desconhecia. Pagamos caro o desconhecimento: 40 a 50 milhões de casos fatais.

É quase certo que esse vírus tenha se originado nas aves e migrado para a espécie humana, quando o acaso agrupou seus oito genes num arranjo tal que a estrutura resultante adquiriu a capacidade de transmitir-se de uma pessoa para outra.

À medida que a gripe espanhola se disseminava pelo mundo, trabalhadores rurais transmitiram o vírus para os porcos. Desde então, os H1N1 das gripes suína e humana têm sofrido mutações, arranjos e rearranjos de seus genes, que lhes permitiram sobreviver aos ataques do sistema imunológico de seus hospedeiros, sejam eles porcos ou seres humanos.

Como na natureza o vírus influenza A não infecta apenas porcos e homens, mas principalmente as aves, as possibilidades de novas mutações e de arranjos genéticos se ampliam de maneira descomunal, em virtude das dimensões do reservatório mundial representado pelas aves domésticas e selvagens.

Acostumados a atacar as mucosas que revestem o trato digestivo de milhares de espécies de aves, algumas das quais infectadas ao mesmo tempo por diferentes vírus influenza que trocam fragmentos genéticos uns com os outros, é inevitável que surjam partículas virais com habilidade para sobreviver em hospedeiros de outras espécies.

Em 1947, a vacina contra a gripe sazonal daquele ano não protegeu contra a doença. A ausência de atividade ocorreu porque o H1N1 que se disseminou depois da Segunda Guerra, apresentava variações em sua estrutura molecular que o tornavam muito diverso dos que circularam antes da guerra.

Como por encanto, o influenza A (H1N1) desapareceu do reservatório humano, em 1957. Foi desalojado por um vírus resultante da recombinação de cinco genes do mesmo H1N1 da linhagem de 1918, com outros três genes de origem aviária. As partículas virais resultantes, batizadas de H2N2, provocaram a pandemia de gripe asiática, causadora de cerca de 1,5 milhão de mortes.

Em 1968, novas combinações genéticas deram origem ao H3N2, responsável pela terceira pandemia do século 20: a gripe Hong Kong, que provocou perto de um milhão de óbitos.

O H1N1 ressurgiu das cinzas apenas em novembro de 1977, causando epidemias de gripe de pouca gravidade na antiga União Soviética, em Hong Kong e no nordeste da China. Do ponto de vista genético, esse vírus guardava relação íntima com o H1N1 responsável por gripes sazonais em 1950.

Os virologistas admitem que essa reemergência aconteceu graças à liberação acidental de uma amostra do vírus H1N1 isolado na Escandinávia em 1950, e armazenado em laboratório.

Está demonstrado que vírus influenza A (H1N1) circulam entre porcos norte-americanos desde os anos 1930, mas não haviam sido isolados em suínos europeus até 1976, quando desembarcou na Itália um carregamento de porcos americanos.

Em seguida, patos selvagens introduziram entre os porcos europeus um novo vírus H1N1. Em 1979, apenas três anos depois da importação, a nova cepa de origem aviária se tornou predominante na Europa. Acontecimentos semelhantes ocorreram na China.

Em 1998, foi identificado pela primeira vez em porcos norte-americanos um novo H1N1, com genes resultantes de um triplo arranjo genético: cinco fragmentos de seus genes vinham da gripe suína norte-americana clássica, dois da gripe das aves e um da gripe humana.

Entre 2005 e 2009, sugiram pelo menos 11 casos de gripe causada por esse vírus; quase todos entre pessoas que entraram em contato direto com porcos.

Em abril de 2009, no final da estação de gripe sazonal do hemisfério norte, apareceram os primeiros casos da pandemia de H1N1 que agora chega no Brasil. O agente é resultante de um rearranjo que envolveu seis genes do vírus suíno de 1998 (formado pelo triplo arranjo genético porcos, aves e humanos), e dois genes de um vírus suíno originado na Eurásia.

É a quarta geração de descendentes do vírus que causou a gripe espanhola. Felizmente, muito menos agressivo do que seus ancestrais.

Sobre o autor: Drauzio Varella

Drauzio Varella é médico cancerologista e escritor. Foi um dos pioneiros no tratamento da aids no Brasil. Entre seus livros de maior sucesso estão Estação Carandiru, Por um Fio e O Médico Doente.


Autor: Drauzio Varella
Fonte: Drauzio Varella UOL
Sítio Online da Publicação: UOL
Publicação Original: https://drauziovarella.uol.com.br/drauzio/artigos/a-gripe-que-nao-tem-fim-2/

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Devo me vacinar todo ano contra a gripe? Veja respostas para essa e outras dúvidas sobre a imunização


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Apesar de não haver um surto do vírus, em 2018 os casos de influenza já são mais que o dobro em comparação ao mesmo período no ano passado

É possível pegar gripe da própria vacina contra a gripe? Quem tomou a vacina no ano passado precisa se vacinar de novo?

Essas dúvidas continuam circulando após o Ministério da Saúde ter concluído sua campanha de vacinação sem atingir as metas: havia a expectativa de vacinar 54 milhões de brasileiros, mas 6,8 milhões deles não se imunizaram, sendo as gestantes e as crianças com até seis anos os grupos que ficaram menos protegidos.

O problema é que os casos de influenza neste ano já são mais que o dobro em comparação a 2017: de janeiro a junho de 2018, foram registrados 3.558 casos, com 608 mortes, segundo o ministério.

Das mortes registradas neste ano, a maioria é de idosos, seguidos por pessoas com doenças cardiovasculares e diabéticos. Ou seja, em 74% das mortes em decorrência do vírus influenza, os infectados tinham, pelo menos, um fator de risco.

Ainda há vacinas disponíveis em parte dos postos de saúde e na rede privada. Para ajudar quem ainda tem dúvidas sobre a vacinação, a BBC News Brasil ouviu autoridades no tema e responde às principais questões sobre o assunto.
Quem tem prioridade?

O Ministério da Saúde disponibiliza doses da vacina no SUS para os grupos prioritários, que têm fator de risco associado caso adoeçam. Fazem parte desses grupos: crianças de seis meses a cinco anos; adultos a partir dos 60 anos; portadores de doenças crônicas pulmonares, cardíacas ou metabólicas e com alterações de imunidade; gestantes; indígenas; profissionais de saúde; e professores.

Em 2018, desde o encerramento da campanha, crianças de 5 a 9 anos e adultos entre 50 e 59 anos que procurarem os postos de saúde com doses em estoque terão prioridade para se vacinar.


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Image captionVírus influenza se divide em várias famílias
Devo tomar vacina todos os anos?

Para estar protegido sempre, é preciso se imunizar anualmente. Dois motivos explicam isso: a duração da imunização da vacina – de 10 a 12 meses – e as mutações do vírus influenza.

"A vacina é feita com os vírus que mais circularam no ano anterior. Quem avalia quais vírus são esses é a Organização Mundial da Saúde, que repassa essa informação aos laboratórios produtores da vacina. Por isso, a composição muda de um ano para outro, sendo necessário se vacinar todo ano", explica a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues.
Todos podem se vacinar?

Quase toda a população pode tomar a vacina.

"Ela só não é recomendada para crianças com menos de seis meses de idade, pessoas com alergia grave a ovo e pessoas com história de reação grave anterior à vacina", alerta o médico e professor da Faculdade de Medicina da USP João Renato Rebello Pinho.

A vacina não é recomendada em alérgicos a ovo porque a sua produção é realizada em ovos embrionados de galinha e a dose pode conter resquícios das substâncias alergênicas.

"Há muita polêmica no meio científico se esses traços (de ovos) são ou não capazes de causar alergia, mas o procedimento correto é conversar com o médico, pois alergias devem ser analisadas caso a caso", indica a pesquisadora do Instituto Butantan Soraia Attie Calil Jorge.

Além de alérgicos a ovos, também há um alerta vermelho a pessoas imunossuprimidas, ou seja, aquelas que têm o sistema imunológico com baixa atividade.

"Pacientes que tomam imunossupressores ou que tenham alguma doença que ocasione a imunossupressão, como a aids, também devem consultar um médico para orientar se devem ou não tomar a vacina contra a gripe", completa Jorge.


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Pesquisadora nega que vacina contra a gripe esteja associada a ataques epiléticos, sequelas físicas e morte
Posso morrer da vacina da gripe?

Não. Domingues aponta que é comum circularem durante a campanha boatos de que a vacina pode estar associada a ataques epiléticos, sequelas físicas e até morte.

"Não há nenhum registro de que tenha ocorrido qualquer um desses casos em pessoas que tenham se imunizado contra a gripe. E, mais uma vez, vale o argumento: é uma vacina muito segura por ser feita a partir de vírus inativado", afirma a coordenadora do Ministério da Saúde.
Há efeitos colaterais à vacina?

A pesquisadora do Instituto Butantan explica que é possível observar dor no local da aplicação da injeção e uma leve irritação cutânea.

"Em casos mais raros, febre baixa já foi relatada. Mas em qualquer um desses casos, não é preciso se preocupar. A pessoa deve apenas estar atenta para não confundir os sintomas com alguma outra doença já pré-existente no organismo", orienta Jorge.
'Fiquei gripado por causa da vacina': mito ou verdade?

Domingues explica que diversos mitos circulam no Brasil durante a campanha de vacinação. O principal deles a ser rebatido, para a coordenadora, é o de que se contrai gripe depois de se vacinar.

"A vacina é feita com vírus inativado, ou seja, vírus morto. Por isso, não é possível adquirir gripe a partir da vacinação. Isso é boato", afirma.

Mas há explicações para esse mito existir: segundo Pinho, a vacina contra a gripe não protege de um simples resfriado.

"Existem, pelo menos, 20 agentes diferentes que podem causar resfriados, cuja sintomatologia é muito parecida com um quadro de gripe. Alguém pode tomar a vacina e, coincidentemente, ter um quadro muito semelhante à gripe, mas o que ela está, na realidade, é apenas resfriada", esclarece Pinho.


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Apesar de existir um grupo prioritário, quase toda a população pode tomar vacina contra a gripe

Outra explicação para que pessoas fiquem com sintomas da gripe mesmo depois de vacinadas está na própria composição da vacina, que muda ano a ano.

"A vacina é produzida a partir dos vírus que estão mais propensos a aparecer durante o período de vacinação. Logo, uma pessoa pode se infectar com algum vírus Influenza que não está contido na vacina daquele ano. Aí sim, ficará gripado mesmo estando vacinado", explica Jorge.
Gripes podem ficar mais fortes em anos diferentes?

Segundo Jorge, sim.

"Como o vírus da gripe sofre modificações ano a ano, apesar de ser sempre o vírus Influenza a causar a gripe, nem sempre é o mesmo tipo de vírus. Eles podem sofrer alterações que tornem os sintomas de uma pessoa infectada mais fortes nas diferentes estações", explica a pesquisadora.
Não pertenço aos grupos de risco. Por que me vacinar?

"É importante que todos os brasileiros – salvo as exceções – tomem a vacina, pois o vírus se dissipa pelo ar, o que o torna altamente contagioso. Assim, se todos se previnem, teremos menos vírus circulante, pois eles terão menos hospedeiros para se dissipar", explica Jorge.

"Não há no SUS doses para toda a população do Brasil", explica Domingues. "Mas há vacina suficiente para atender a todos os grupos recomendados pelo Ministério da Saúde", diz a coordenadora.
O vírus H1N1 em 2018

O vírus da família Influenza que mais circula em um ano pode ser diferente do vírus de maior circulação no ano anterior.

"Isso acontece porque o vírus Influenza não possui um único tipo. Além disso, ele sofre mutações e o que temos, na verdade, é uma população de vírus Influenza circulando todos os anos", explica Jorge.

Em 2017, o vírus com maior circulação foi o H3N2. Já em 2018, o H1N1 é o principal responsável pela contaminação de gripe: 66% dos casos neste ano foram em decorrência dele.

Segundo o Ministério da Saúde, todos os tipos do vírus Influenza são preocupantes e igualmente letais.

Domingues garante que, apesar das 608 mortes já confirmadas, não está ocorrendo um surto de H1N1 neste ano, mas é necessário que a população se vacine para evitar que isso aconteça.

"O vírus está entre nós e pode infectar qualquer um que não estiver imunizado, em especial as crianças abaixo dos 5 anos, gestantes e idosos", afirma.
De onde vem a influenza?

A palavra influenza, de origem italiana, era utilizada nos séculos 18 e 19 para descrever diversas doenças. Com a pandemia de Gripe Espanhola, a palavra se espalhou pelo mundo e passou a ser usada para descrever o vírus causador da gripe. Diferentemente de um resfriado, os quadros gripais podem evoluir para casos muito graves de saúde.

Foi o que aconteceu há 100 anos, com a Gripe Espanhola. Iniciada nos Estados Unidos, essa gripe logo se espalhou para outros países e, nos primeiros meses de transmissão, seu vírus matou mais pessoas que os conflitos da Primeira Guerra Mundial.

Entre 1918 e 1920, pelo menos 50 milhões de pessoas morreram de Gripe Espanhola. Graças às vacinas desenvolvidas na época e as campanhas para imunizar a população, ela foi contida no mundo.

Por ser um vírus capaz de muitas mutações, o causador da Gripe Espanhola já não é mais o mesmo dos dias atuais. Apesar disso, o vírus da gripe, independente da época, é propenso a causar epidemias.

Graças à inserção das vacinas na saúde pública no início do século 20, a circulação de um vírus nunca mais atingiu o nível de pandemia visto em 1918.

"Mas não basta a existência das vacinas, a população precisa se imunizar", alerta Domingues.



Autor: Lais Modelli
Fonte: BBC News Brasil a Samara
Sítio Online da Publicação: BBC News Brasil
Data de Publicação: 04/07/2018
Publicação Original: https://www.bbc.com/portuguese/geral-44651588

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Vacina contra gripe estará disponível no sábado

População poderá se vacinar em todos os postos de vacinação do país durante o Dia D de mobilização contra a gripe
 
Neste sábado (12), os postos de vacinação de todo o país estarão abertos para a vacinar a população-alvo contra a gripe. As pessoas que fazem parte do grupo prioritário devem procurar as unidades mais próximas para receber a vacina gratuitamente. O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, participa do Dia D de mobilização contra a influenza, em Brasília (DF). Até o dia 9 de maio, 13,6 milhões de pessoas foram vacinadas no Brasil. Esse total considera o público estimado de pessoas privadas de liberdade – o que inclui adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas, funcionários do sistema prisional e pessoas com comorbidades. 
A expectativa do Ministério da Saúde é vacinar 54,4 milhões de pessoas até o final da campanha, dia 1º de junho. Dessas, 43 milhões são idosos a partir de 60 anos, crianças de seis meses a menores de cinco anos, trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto). Até esta quarta-feira (9), 26,7% dessa população receberam a vacina contra a gripe - ou 11,6 milhões de pessoas.
A vacina contra gripe é segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença, internações ou, até mesmo, óbitos. Ela protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, de acordo com determinação da OMS, (A/H1N1; A/H3N2 e influenza B). Neste ano, apenas a cepa da influenza A (H1N1) não foi alterada: A/Michigan/45/2015 (H1N1)pdm09; A/Singapore/INFIMH-16-0019/2016 (H3N2); e B/Phuket/3073/2013.A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.
Neste ano, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza tem como padrinho o ex-jogador de futebol Pelé, que vai convocar todos os públicos a se protergerem da gripe. Com o slogan “Entre para o time da saúde. Vacine-se contra a gripe e fique protegido”, o Rei do Futebol convoca o grupo prioritário a proteger contra a gripe. A campanha publicitária será exibida em TV aberta, rádio, nos meios impresso (jornais e revistas), mídia exterior (busdoor, placas em ruas e avenidas, abrigo de ônibus, metrô), no meio online (internet e com ações nas redes sociais). 

CASOS DE GRIPE NO BRASIL

Neste ano, até 5 de maio, foram registrados 1.005 casos de influenza em todo o país, com 158 óbitos. Do total, 597 casos e 99 óbitos foram por H1N1. Em relação ao vírus H3N2, foram registrados 208 casos e 30 óbitos. Ainda foram registrados 112 casos e 13 óbitos foram por influenza B e os outros 88 casos e 15 óbitos por influenza A não subtipado. 

TRATAMENTO DA GRIPE

O uso do antiviral fosfato de oseltamivir é indicado para os casos de síndrome respiratória aguda grave e casos de síndrome gripal com condições ou fatores de risco para complicações, de acordo com o Protocolo de Tratamento de Influenza 2017, do Ministério da Saúde. No caso de pacientes com síndrome gripal, sem condições ou fatores de risco para complicações, a prescrição do fosfato de oseltamivir deve ser considerada por avaliação clínica. O tratamento deve ser realizado, preferencialmente, nas primeiras 48h após o início dos sintomas.
Todos os estados estão abastecidos com o medicamento e devem disponibilizá-lo de forma estratégica em suas unidades de saúde. Desde o início deste ano, foram enviados 8,1 milhões de unidades do medicamento oseltamivir aos estados, que estão devidamente abastecidos.
Número de pessoas vacinadas contra a gripe por Unidade da Federação, até 09/05/2018

Autor: Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Sítio Online da Publicação: Ministério da Saúde
Data de Publicação: 10/05/2018
Publicação Original: http://portalms.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/43222-vacina-contra-gripe-estara-disponivel-no-sabado

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Vacina da gripe disponível no Brasil protege contra vírus H3N2, que provocou epidemia nos EUA



Enfermeiro vacina mulher contra gripe em posto de saúde no Distrito Federal (Foto: André Borges/Divulgação)


A vacina da gripe disponível no Brasil nessa temporada contém proteção contra versão do H3N2, vírus que circulou com força no hemisfério norte em janeiro desse ano. Por lá, essa forma do vírus puxou o número de infectados pelo influenza para 47 mil, o dobro do registrado em 2017. Em laboratórios da rede privada, o imunizante já está disponível a um preço médio de R$ 130.


Na rede pública, o Ministério da Saúde informa que a campanha nacional destinada aos mais vulneráveis deve começar na segunda quinzena de abril.


Geralmente, as vacinas contra o influenza são disponibilizadas no Brasil entre abril e maio para proteção em junho, período em que o vírus da gripe começa a circular com mais força. Os vírus utilizados para a confecção da vacina são atualizados anualmente e, esse ano, a vacina brasileira ganhou essa nova forma do H3N2 que ajudou a provocar a epidemia mais grave registrada nos EUA nos últimos 13 anos.


No hemisfério norte, a vacina acabou por não ser atualizada em tempo e, por isso, o vírus acabou fazendo mais vítimas, explica o infectologista e pediatra Renato Kfouri. "Normalmente, há um pareamento entre o vírus circulante e a vacina, mas isso acabou não acontecendo no hemisfério norte e houve um aumento expressivo no número de casos", diz Kfouri.



"Por aqui, a vacina brasileira já vai conter a forma do vírus que circulou no hemisfério norte, mas ainda precisamos ver se vai haver esse pareamento entre a vacina e a forma circulante", explica o especialista.




O médico detalha que os vírus influenza conseguem sofrer pequenas mutações que, embora não tão diferentes do ponto de vista morfológico, são suficientes para "enganar" o sistema imunológico e provocar infecções mais graves.



"Essa forma que circulou nos EUA foi mais virulenta, o que significa dizer que foi mais agressiva que as demais", aponta Kfouri.





O H3N2 já fez 10 vítimas no Brasil em 2018 -- não há confirmação, no entanto, se os óbitos ocorreram por essa forma circulante nos Estados Unidos. Segundo o Ministério da Saúde, o país registrou 228 casos de influenza e 28 óbitos. Do total, 57 casos e 10 óbitos foram por H3N2. Em relação ao vírus H1N1, foram registrados 84 casos e 8 óbitos.


Ainda foram registrados 50 casos e 6 óbitos foram por influenza B. A pasta informa que os outros 37 casos e 4 óbitos foram provocados por influenza A sem subtipo definido. Em 2017 (ano todo), foram registrados 2.691 casos e 498 óbitos por influenza.





EUA têm 47 mil casos de gripe no início de inverno, o dobro de 2017


Vacina da gripe no Brasil em 2018


Na rede privada, laboratórios já estão oferecendo a vacina com os novos vírus recomendados para essa temporada.


Em laboratórios do Grupo Dasa, que administra redes no Brasil inteiro, as vacinas tri e tetravalente estão sendo oferecidas a um preço que varia entre 90 e 160 reais. Em farmácias em São Paulo, a vacina trivalente é oferecida a um preço médio de R$ 130.


A Agência Nacional de Saúde Suplementar informa que os planos de saúde não estão obrigados a oferecer e cobrir a vacina contra a gripe. Segundo a ANS, todo o programa de imunizações fica a cargo do Ministério da Saúde.



Já o Ministério da Saúde informa que a campanha nacional contra o vírus será definida nos próximos dias, mas deve ocorrer ainda esse mês. A vacina é oferecida gratuitamente pelo governo para pessoas que podem desenvolver reações mais graves ao vírus.



Crianças de 6 meses a 5 anos de idade;
Gestantes; puérperas, isto é, mães que deram à luz há menos de 45 dias;
Idosos;
Profissionais de saúde, professores da rede pública ou privada, portadores de doenças crônicas, povos indígenas e pessoas privadas de liberdade.




Como o imunizante consegue induzir o sistema imunológico com um vírus morto, não há risco de reações graves e a vacina é indicada para pessoas com problemas de imunidade, diz Kfouri. Ele explica que, embora a vacina na campanha nacional seja destinada aos mais vulneráveis, a indicação é que todos que puderem procurem o imunizante.



Doutora Ana Responde: Gripe 2018: devemos nos vacinar?




Doses de vacinas contra a gripe no Brasil (Foto: Reprodução/ EPTV)


Vírus definidos pela OMS



Todos os anos, a Organização Mundial de Saúde define quais tipos de vírus as vacinas contra a gripe devem conter a partir dos vírus mais circulantes no ano anterior. No hemisfério Sul, ficou definido que a vacina trivalente (com três vírus) deve conter:


- um vírus similar ao vírus influenza A/Michigan/45/2015 (H1N1)pdm09;



- um vírus similar ao vírus influenza A/Singapore/INFIMH-16-0019/2016 (H3N2);


- um vírus similar ao vírus influenza B/Phuket/3073/2013.


Já as vacinas quadrivalentes, podem conter também o influenza B da forma Brisbane/60/2008.



"Há uns 9 anos mais ou menos, não era comum ter a circulação simultânea de dois tipos de influenza B. Essa situação mudou e, por isso, começaram a surgir as vacinas com quatro subtipos do vírus", diz Kfouri.




Ilustração representa vírus influenza (Foto: Centers for Disease Control and Prevention/Divulgação)



Entenda os tipos de influenza e mutações



O infectologista Renato Kfouri explica que o vírus influenza é dividido em tipos, subtipos e linhagens. Todas essas variações correspondem a diferenças encontradas no material genético do vírus.


Primeiro, em relação ao tipo, o influenza é dividido em A, B e C. O vírus A e B são os que infectam seres humanos; já o tipo C, não é incluído em vacinas e não tem relevância para a saúde pública até o momento.


Já essas formas H3N2, H1N1, dentre outras, referem-se aos subtipos do influenza A. As letras H e N referem-se a proteínas encontradas na superfície do vírus, respectivamente, neuraminidase e hemaglutinina.


Os números, por sua vez, são referentes a maneira como essa proteína é apresentada, como uma haste mais longa, por exemplo.


Já o influenza B é dividido em duas linhagens, que passaram a circular simultaneamente nos últimos anos.



Autor: Monique Oliveira
Fonte: G1 Globo
Sítio Online da Publicação: G1 Globo
Data de Publicação: 09/04/2018
Publicação Original: https://g1.globo.com/bemestar/noticia/vacina-da-gripe-disponivel-no-brasil-protege-contra-virus-que-provocou-epidemia-nos-eua.ghtml

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Vacinação contra a gripe é adiada; fornecedor das doses diz que não há contrato com ministério





Doses de vacinas contra a gripe; processo de produção leva seis meses (Foto: Reprodução/ EPTV)

A campanha de vacinação contra a gripe, que seria realizada a partir de 16 de abril, foi adiada em dez dias em diversos municípios brasileiros - que alegam demora na entrega das doses - e começará agora por volta do dia 26. Embora os municípios estejam adiando a data da campanha, o Ministério da Saúde afirma que não há prazo fechado para o início da vacinação, que ainda será anunciada. No ano passado, a vacinação contra a gripe começou no dia 17 de abril.

No caso da imunização contra o influenza, a data da campanha é particularmente importante porque boa parte da população-alvo deve estar imunizada durante os períodos de maior pico de transmissão do influenza -- que se dá no inverno.

Sem falar diretamente sobre o atraso, o ministério disse em nota que a data de vacinação é adaptada conforme a produção e entrega dos lotes de vacina. A pasta disse ainda que o imunizante leva seis meses para ficar pronto e que a fabricação depende também da informação sobre as cepas do vírus que estão circulando com mais frequência no Hemisfério Sul, que devem ser atualizadas pela Organização Mundial da Saúde.

Sob posse da informação das cepas, os laboratórios começam a produção das vacinas.

O Instituto Butantan, no entanto, diz que está pronto para entregar as doses, mas não há um contrato fechado com o Ministério da Saúde. A entidade informa que produziu 5 milhões de doses com antecedência com a verba do ano passado -- e que a expectativa era entregar 60 milhões de doses até o final de maio, data prevista para o fim da campanha nacional.

Sobre a produção das cepas, o Instituto Butantan afirma que essa informação é atualizada todos os anos pela Organização Mundial da Saúde e que, assim que a OMS divulga a informação, o instituto já começa a produção das vacinas.

Apesar de não fechar a data, o Ministério da Saúde informa que a campanha será realizada entre os meses de abril e maio em todo o país. "Assim, a população ficará prevenida em tempo, evitando casos gravese mortes pela doença".

A pasta disse ainda que há um trâmite administrativo e jurídico para a compra de vacinas.


Sobre a produção da vacina


A vacina da gripe é alvo de campanha nacional todos os anos. Segundo o Instituto Butantan, o processo de fabricação das doses ocorre desde setembro, quando são divulgada as cepas pela OMS. A multiplicação dos vírus é feita dentro do ovo; por isso, quem tem alergia não pode usar o imunizante. Por dia, 321.984 ovos chegam à instituição.


No total, segundo o instituto, 500 funcionários estão envolvidos no processo de produção do imunizante. A campanha tem por alvo grupos prioritários -- e não é data gratuitamente para toda a população.


Veja quem recebe a vacina pelo SUS



Crianças de 6 meses a 5 anos;
Gestantes;
Puérperas (mulheres que estão no período de até 45 dias após o parto);
Idosos;
Profissionais da saúde;
Povos indígenas;
Pessoas privadas de liberdade;
Portadores de doenças crônicas e outras doenças que comprometam a imunidade;
Professores de escolas públicas ou privadas.


Autor: Monique Oliveira, G1
Fonte: G1 Globo
Sítio Online da Publicação: G1 Globo
Data de Publicação: 03/04/2018
Publicação Original: https://g1.globo.com/bemestar/noticia/vacinacao-contra-a-gripe-e-adiada-fornecedor-das-doses-diz-que-nao-ha-contrato-com-ministerio.ghtml

segunda-feira, 12 de março de 2018

Um século da gripe espanhola: luta contra a doença continua e mundo tem pelo menos 3 milhões de casos graves por ano






Vírus da gripe coletado de sobreviventes em 1918 (Foto: CDC/BSIP/AFP/Arquivo)

Há 100 anos tinha início a grande epidemia de gripe espanhola que deixou ao menos 50 milhões de mortos. Um século depois, a guerra contra o vírus da gripe continua e a perspectiva de uma nova pandemia parece inevitável.


Em uma manhã de março de 1918, um soldado no Kansas (centro dos Estados Unidos) foi admitido na enfermaria com febre, dores musculares e dor de garganta, sintomas da gripe.


Em poucos meses, um terço da população mundial foi afetada pela epidemia que resultou ser mais mortífera que a Primeira Guerra Mundial, na qual morreram quase 10 milhões de militares e nove milhões de civis.


A magnitude deste flagelo não foi, felizmente, igualada por outras epidemias, mas em algum momento uma nova pandemia afetará o mundo, cada vez mais globalizado, afirmam os especialistas.




Ilustração em propaganda francesa faz alegoria sobre a doença (Foto: Costa/Leemage/AFP/Arquivo)


A questão é saber quando. A gripe é uma infecção viral aguda que se propaga facilmente de uma pessoa a outra.


Os principais sintomas são febre alta, tosse, dores e mal-estar na garganta. Na maioria dos casos é leve, mas há pacientes que experimentam consequências graves.


Embora não haja uma pandemia, em um ano normal se atribui às epidemias de gripe entre 3 e 5 milhões de casos graves e entre 290 mil e 650 mil mortos em todo o mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).



Entre os custos médicos, as faltas e outras consequências, a fatura é exorbitante.


Mas, por que um vírus tão comum segue sendo uma ameaça, enquanto a varíola, por exemplo, foi erradicada?


A resposta é porque este vírus é um ás da metamorfose.



"Os vírus da gripe têm uma capacidade de mutação enorme, já que para sobreviver são obrigados a mudar em mutações aleatórias", explicou Vincent Enouf, do Instituto Pasteur de Paris.




Há quatro tipos de vírus da gripe: A, B, C e D (este último afeta principalmente o gado). As epidemias sazonais são provocadas pelos vírus A e B.


Os primeiros se dividem em vários subgrupos, entre eles o H1N1 e o H3N2, que circulam atualmente entre os humanos. Os vírus do tipo B se dividem em duas cepas principais: Yamagata e Victoria.


Cada um pode ser divido em diferentes cepas, e cada uma delas necessita sua própria vacina.




Profissinal da saúde na Espanha prepata vacina contra o H1N1 (Foto: Cesar Manso/AFP/Arquivo)


Em busca da vacina universal


O cenário mais catastrófico seria a aparição de novos vírus transmitidos entre humanos a partir de mutações que combinem agentes que afetem pessoas com patógenos dos animais.


Desde a gripe espanhola, houve três pandemias que se desenvolveram desta forma: a gripe asiática de 1957, a de Hong Kong de 1968 e a A (H1N1) de 2009.



E os vírus contam com reservas naturais ilimitadas, já que circulam constantemente em populações de aves.



"Nós, a população humana, vamos estar continuamente expostos à gripe e a novas cepas de vírus, a cada ano, a cada década e sem dúvida assim será sempre", prevê o especialista em vírus David Evans, que trabalha na Universidade Saint Andrews na Escócia.




A consequência é que vai haver outra pandemia.



"Sua periculosidade e o número de mortos que deixará dependerá da natureza exata que tenha o vírus", indica Wendy Barclay, especialista em gripe do Imperial College, uma universidade com sede em Londres.




Embora, diferentemente de 1918, tenhamos antibióticos para tratar as infecções bacterianas que aproveitam o ataque do vírus da gripe, como são as bronquites e as pneumonias, que são uma causa importante de mortalidade, não se deve cantar vitória.



"Os danos poderiam ser igualmente muito significativos", advertiu Barclay.




Então, haverá algum dia uma forma de ganhar a guerra contra a gripe?

Vírus da gripe espanhola de 1918 (Foto: CDC/Phanie/AFP/Arquivo)


Este é um sonho da comunidade científica, contar com uma arma definitiva, uma vacina universal que possa ser eficaz sem importar qual cepa do vírus ataque.


Mas hoje, isso é ficção científica.


Atualmente há muitas vacinas em estudo, mas "não se sabe se uma ou outra vai ser concluída com êxito", destacou o virologista Jonathan Ball, da Universidade de Nottingham.


"O vírus da gripe é, sem dúvida, um dos mais estudados e dos mais controlados", disse Evans.


"Mas o que aprendemos é que é muito difícil de controlar".


Autor: France Presse
Fonte: G1 Globo
Sítio Online da Publicação: G1 Globo
Data de Publicação: 11/03/2018
Publicação Original: https://g1.globo.com/bemestar/noticia/um-seculo-da-gripe-espanhola-luta-contra-a-doenca-continua-e-mundo-tem-pelo-menos-3-milhoes-de-casos-graves-por-ano.ghtml

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Nova cepa de vírus da gripe aviária tem potencial para pandemias, diz pesquisa

Cientistas demonstraram que uma nova cepa do vírus da gripe aviária, o H7N9, identificada pela primeira vez em 2013 na China, é capaz de se replicar eficientemente nos pulmões de animais e são transmitidos facilmente através de gotículas respiratórias emitidas durante um espirro, por exemplo.


Os achados, segundo os pesquisadores, também indicam que o H7N9 está mais próximo de adquirir adaptações para ser transmitido entre humanos e, por isso, têm potencial pandêmico. Também são necessárias poucas cópias do vírus para que as infecções ocorram. Os achados foram publicados na revista "Cell Host & Microbe" na quinta-feira (19). Desde a primeira identificaçao do vírus, em 2013, um total de 1562 casos foram confirmados. Cerca de 40% das pessoas confirmadas com a infecção do vírus H7N9 da Ásia morreram. A maioria das infecções humanas com vírus H7N9 ocorreram após a exposição a aves e a maioria dos pacientes apresentou doença respiratória grave, como pneumonia.
"Até agora, não foi documentada transmissão sustentada de vírus H7N9 ou H5N1 entre seres humanos. No entanto, uma maior adaptação desses vírus a humanos pode resultar em vírus transmissíveis com potencial pandêmico", diz Yoshihiro Kawaoka, principal autor do estudo e pesquisador da Universidade de Tóquio e Universidade de Wisconsin-Madison (EUA). Kawaoka e sua equipe avaliaram a capacidade de replicação, patogenicidade e transmissibilidade da cepa H7N9 isolada em casos fatais em humanos. Eles demonstraram que o vírus se replicou de forma eficiente em células humanas, de camundongos, de furões e de primatas não-humanos. Eles viram também que a quantidade necessária de vírus para iniciar as infecções é pequena, o que aumenta o seu poder de transmissão. "O fato de que os animais expostos a gotas respiratórias sucumbiram às infecções sugere um aumento substancial na patogenicidade dos vírus H7N9 em mamíferos", pontua o pesquisador. Kawaoka e sua equipe também avaliaram a eficácia de medicamentos anti-influenza. Eles descobriram que os medicamentos apresentaram eficácia limitada contra esses vírus nos modelos animais.