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quarta-feira, 15 de maio de 2019

99 brasileiros morreram por gripe em 2019, aponta novo boletim do ministério


Vacinação contra a gripe acontece até o dia 31 de maio — Foto: Daniel Castellano/SMCS



Até o último dia 27 de abril, 99 brasileiros morreram devido à Síndrome Respiratória Aguda Grave por influenza, a gripe, em todo o país. Ao todo, 535 pessoas precisaram ser hospitalizadas. As informações são do novo boletim divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira (9).


Entre as mortes da doença, 90% (88 pessoas) apresentavam fatores de risco, como idosos, portadores de doenças crônicas, crianças, gestantes, indígenas e puérperas. Todos esses grupos têm direito à vacina contra a gripe e fazem parte do público-alvo da Campanha Nacional de Vacinação, que ocorre nas unidades de saúde até dia 31 de maio.



O vírus A (H1N1) é o mais recorrente e também é o que mais mata: foi responsável por 254 casos e por 89 vítimas. Além dele, foram identificados 54 casos de influenza A (H3N2), 38 de influenza A não subtipado, e 62 de influenza B. Os outros 127 registros não tiveram subtipo identificado.
Mortes por influenza no Brasil
10 estados com o maior número de registros
Número de mortes353511117777665544333322AmazonasParanáSão PauloParáEspírito SantoTocantinsRio Grande do NorteCearáRondôniaAcre0510152025303540

Amazonas
Estados 35

Fonte: Ministério da Saúde


Campanha Nacional


A vacina contra a gripe de 2019 está disponível para 59,5 milhões de brasileiros. A escolha do público-alvo é determinada de acordo com recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS).


O último balanço da cobertura vacinal contra a doença, divulgado em 7 de maio, apontou que 45,3% haviam se vacinado. As puérperas são o grupo com maior adesão: 64,3% receberam a dose. Apenas 10,9% dos profissionais das forças de segurança e salvamento estão protegidos, menor índice entre os incluídos no público-alvo.




Autor: G1 Saúde
Fonte: G1 Saúde
Sítio Online da Publicação: G1 Saúde
Data: 09/05/2019
Publicação Original: https://g1.globo.com/bemestar/noticia/2019/05/09/99-brasileiros-morreram-por-gripe-em-2019-aponta-novo-boletim-do-ministerio.ghtml

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Em 2018, 118 macacos morreram no estado do Rio de Janeiro; Em 52% dos casos, os primatas foram mortos por espancamento ou envenenamento


Até o final da manhã de ontem (24), 118 macacos mortos este ano no estado do Rio de Janeiro foram levados para necrópsia no Instituto de Diagnóstico, Vigilância, Fiscalização Sanitária e Medicina Veterinária Jorge Vaitsman, na zona norte da capital fluminense.
Em 52% dos casos, os primatas foram mortos por espancamento ou envenenamento, informou a subsecretária de Vigilância, Fiscalização Sanitária e Controle de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde, Márcia Rolim.
Em janeiro do ano passado, o instituto recebeu 14 corpos de macacos. Somente na manhã desta quarta-feira, o órgão responsável pela necrópsia dos primatas recebeu para análise 14 animais. Em 2017, foram mais de 600 macacos mortos encaminhados para o Jorge Vaitsman.
“Quero sensibilizar a população sobre a violência contra essa espécie. Nunca vi um massacre desses. A população ainda não entendeu que não é o macaco que transmite o vírus da febre amarela para o homem e está agredindo os animais”, disse Márcia.
Os macacos também são vítimas da doença. O vírus é transmitido pela picada de mosquitos silvestres.
A subsecretária informou que o instituto está recebendo macacos com traumatismo craniano, vísceras rompidas ou envenenados por chumbinho, veneno usado contra ratos. São sagüis, bugios, macaco-prego e até mico-leão-dourado, espécie ameaçada de extinção.
“As pessoas que estão agredindo os macacos estão facilitando a entrada do vírus no município do Rio que não tem caso de febre amarela. Porque eu perco o monitoramento dessas espécies pois eles representam um alerta para as autoridades de que o vírus está presente naquela área. O macaco é considerado um sentinela. A partir do momento em que eu começo a dizimar essas espécies, eu perco essa referência”, afirmou Márcia.
Ela lembra que matar os primatas é passível de punição por ser considerado crime ambiental com pena de seis meses a um ano de detenção mais multa.
“Quero fazer esse alerta à sociedade que ela deve reforçar a proteção aos primatas e evitar maus-tratos e violência. Não vamos controlar a febre amarela matando macacos. Este não é o caminho”, completou a subsecretária.

Por Ana Cristina Campos, da Agência Brasil, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 25/01/2018

Autor: Ana Cristina Campos
Fonte: Agência Brasil
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data de Publicação: 25/01/2018
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2018/01/25/em-2018-118-macacos-morreram-no-estado-do-rio-de-janeiro-em-52-dos-casos-os-primatas-foram-mortos-por-espancamento-ou-envenenamento/