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terça-feira, 18 de junho de 2019

Previna a gripe sazonal

A melhor maneira de prevenir a gripe sazonal é vacinar-se todos os anos. Esta página tem recursos para ajudar a responder suas perguntas sobre a vacina contra a gripe.

Se você é um profissional de saúde, consulte Recursos sazonais de vacinação contra influenza para profissionais de saúde.






Autor: CDC
Fonte: CDC
Sítio Online da Publicação: CDC
Data: 05/06/2019
Publicação Original: https://www.cdc.gov/flu/prevent/index.html

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Idoso pode se vacinar contra o sarampo? Quem já teve deve tomar a vacina? Especialistas respondem dúvidas


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A doença pode ser transmitida por contato com secreções expelidas ao tossir, espirrar, falar ou pelo ar, estando no mesmo ambiente que uma pessoa infectada

Neste mês, o Ministério da Saúde alerta para que se redobre a atenção contrao sarampo por causa do fim da Copa do Mundo na Rússia e a volta de brasileiros que viajaram para assistir aos jogos, uma vez que a Europa teve 400% de aumento dos casos da doença em 2018 em comparação com o ano passado.

No mundo todo, o número de casos registrados aumentou em 30% no ano passado. Foram 173.330, 41 mil a mais do que em 2016. Destes, 775 casos foram na região das Américas.

Segundo o informe do Ministério da Saúde, é necessário ter atenção com sintomas para indivíduos "com história de viagem ao exterior nos últimos 30 dias ou que tenha tido contato, no mesmo período, com alguém que viajou ao exterior".

Essa orientação, na realidade, é anterior à Copa do Mundo e diz respeito à preocupação com os casos importados de sarampo, uma vez que os casos autóctones, em que a doença é contraída com circulação do vírus dentro do país, não ocorriam desde 2000.

Devem ser vacinadas todas as pessoas – com exceção de gestantes e pessoas com imunidade afetada – entre os 12 meses de vida e os 49 anos que nunca tenham se vacinado contra o sarampo ou que não sabem se foram ou não imunizadas.


Quanto aos casos suspeitos, o ministério pede atenção para os seguintes sintomas: febre, conjuntivite, manchas vermelhas na pele, tosse e coriza. Nos quatro dias após o início dos sintomas, essas pessoas devem ser isoladas para evitar contaminar as pessoas ao redor.

"Casos suspeitos devem ser imediatamente notificados às autoridades de saúde, pois é possível tomar medidas para evitar a disseminação da doença para as pessoas que convivem com o doente", explica o infectologista Bruno Oliveira, médico do Hospital Materno Infantil de Brasília.

A BBC News Brasil ouviu autoridades sobre transmissão do vírus do sarampo e imunização, e responde às principais dúvidas sobre o assunto.
O Brasil está com surto de sarampo?

Sim, segundo documento emitido em março pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

O surto no Brasil, por enquanto, se concentra nos Estados Amazonas e Roraima, mas o vírus já começou a se espalhar para outras regiões: no Rio de Janeiro, 2 casos já foram confirmados e outros 14 são investigados. Sete casos já foram confirmados no Rio Grande do Sul, além de 2 casos no Mato Grosso e 1 em São Paulo. No total, são 995 casos de sarampo registrados no Brasil entre 1º de janeiro e 23 de maio, sendo 475 confirmados, com 3 mortes.

O sarampo era considerado erradicado nas Américas desde 2016, segundo certificado emitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Como prevenir o sarampo?

Existem medidas de prevenção contra o sarampo, mas a imunização por meio das vacinas é a única medida eficaz contra o sarampo. Por isso, o Ministério da Saúde busca vacinar 95% da população de 6 meses a 49 anos.

Além das vacinas, as pessoas podem adotar demais medidas, como: higienizar as mãos com água e sabão antes das refeições, antes de tocar os olhos, a boca e o nariz, assim como após tossir, espirrar, ir ao banheiro ou cumprimentar pessoas. Ao tossir e espirrar, deve-se proteger a boca e o nariz com lenços descartáveis e nunca espirrar nas mãos; caso não tenha um lenço descartável, recomenda-se espirrar no antebraço, próximo ao cotovelo. Evitar aglomerações e manter os ambientes ventilados são outras medidas de prevenção contra a transmissão do sarampo.

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A partir dos 6 meses, os bebês podem tomar a primeira dose da vacina contra o sarampo
Sarampo mata?

De acordo com Oliveira, sim. "O sarampo pode se apresentar de forma extremamente grave, principalmente no que diz respeito aos sistemas respiratório e nervoso central, podendo causar a morte."

O sarampo é uma doença infecciosa grave, extremamente contagiosa, que pode afetar qualquer pessoa, de qualquer idade, que não tenha anticorpos contra a doença.

Entre as várias complicações que o vírus pode causar estão a pneumonia e as alterações neurológicas, como convulsões, confusão mental, alucinações, fraqueza e perda de sensibilidade. Essas complicações costumam ser mais severas em crianças desnutridas e menores de um ano de idade.

A doença também pode deixar sequelas graves para o resto da vida. "As mais comuns são as neurológicas e podem ocorrer durante a doença ou até vários anos após a infecção", informa o médico infectologista.
Qual o nome da vacina a tomar contra sarampo?

São duas as vacinas contra sarampo: a tríplice viral, que também protege contra os vírus da rubéola e da caxumba, e a tetravalente viral, que inclui a imunização contra um quarto vírus, a varicela, conhecida como catapora.
Onde posso encontrar a vacina?

Tanto a vacina tríplice viral como a tetravalente viral estão disponíveis o ano todo nas Unidades Básicas de Saúde, de graça e para toda a população. Também há a possibilidade de tomar essas vacinas em clínicas particulares, mas não de maneira gratuita. Tanto na rede privada como no SUS, os componentes das vacinas contra o sarampo são os mesmos.

Posso pegar sarampo por meio da vacinação?

A pesquisadora da FioCruz explica que as vacinas contra sarampo são feitas a partir do vírus enfraquecido e, por isso, o risco do vacinado ser infectado pela vacinação não passa de 2%.

"Esta hipótese de contrair o sarampo na vacinação é pouco provável, pois os estudos com a vacina mostraram soroconversão (produção de anticorpos) de 98% a 100% dos vacinados", afirma Noronha.

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A medida mais eficaz contra o sarampo é a vacinação; grávidas e pessoas com imunidade baixa não podem se vacinar
Grávidas podem tomar vacina contra sarampo?

Não. "Gestantes não devem receber a vacina e há indicação de se evitar a gravidez por pelo menos 28 dias após a vacinação porque ocorre o risco teórico de efeitos maléficos para o feto, apesar desse risco nunca ter sido provado na prática", afirma o médico Oliveira. A dica para as gestantes que nunca tomaram as vacinas contra o sarampo é se vacinarem no pós-parto, para proteger o recém-nascido indiretamente, por meio da amamentação, e evitarem contrair o vírus.
Bebês podem tomar vacina contra sarampo?

Sim, mas somente os bebês a partir dos seis meses de vida podem ser vacinados contra o sarampo.
Tomei uma dose na infância. Estou protegido?

Não. "Quem não tomou duas doses a partir dos 12 meses de vida não está adequadamente protegido, ainda está com algum nível de suscetibilidade. Em caso de dúvidas se está ou não totalmente protegido, o melhor é revacinar-se", afirma a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai.
Todos podem se vacinar?

Não. Dois grupos não devem tomar a vacina tríplice viral sem prescrição médica: grávidas, conforme explicado acima, e pessoas com a imunidade baixa.

"A vacina contra o sarampo não é recomendada para indivíduos com o sistema imunológico comprometido por alguma doença ou medicamento, que podem desenvolver o sarampo a partir do vírus vacinal, uma vez que a vacina é elaborada a partir de vírus enfraquecidos", completa Ballalai.
Qual a idade correta para tomar vacina?

A tríplice viral deve ser tomada aos 12 meses de vida. Já a tetravalente viral deve ser tomada aos 15 meses.

"Pelo Programa Nacional de Imunizações, os adultos até os 29 anos de idade deverão receber duas doses com a vacina tríplice viral. Pessoas de 30 a 49 anos de idade devem receber uma dose", explica a epidemiologista Tatiana Noronha, pesquisadora da unidade Bio-Manguinhos, da FioCruz, uma das produtoras da vacina tríplice viral.
É proibido em alguma idade tomar vacina para sarampo?

Sim, recém-nascidos e bebês abaixo dos seis meses de vida não devem tomar nenhuma das vacinas contra o vírus.

Com a exceção acima, caso não tenha sido imunizada na idade correta, qualquer pessoa poderá tomar a tríplice viral, não há limite de idade, apesar do alerta do Ministério da Saúde ser até os 49 anos. A explicação para o limite anunciado pelo ministério é que pessoas com 50 anos ou mais já podem ter entrado em contato com o vírus e, por isso, estarem imunes ao sarampo.

"Uma dose poderá ser recomendada aos idosos, mas fica a critério médico, levando-se em consideração o histórico do paciente", explica Noronha.
Já tive sarampo. Preciso me vacinar?

Pega-se o sarampo apenas uma vez na vida: quem já foi infectado pelo vírus, nunca mais terá a doença.

"A infecção por sarampo gera proteção para a vida inteira", explica Ballalai. "Mas, antes de tomar a decisão de não se vacinar, é preciso ter certeza absoluta de que teve sarampo, porque outras doenças têm sintomas bastante parecidos. Mais uma vez: em caso de dúvida, o melhor é se vacinar, uma vez que não há qualquer risco de sobrecarga no organismo", alerta a especialista.
A vacina tem efeitos colaterais?

Segundo Ballalai, os efeitos colaterais são raros, mas podem acontecer entre cinco a 21 dias após a vacinação, principalmente na dose da vacina tríplice viral.

"A vacinação pode causar sintomas leves semelhantes ao da doença: febre alta com cinco dias de duração em 5% a 15% dos vacinados; manchas vermelhas no corpo com cerca de dois dias de duração em 5% dos vacinados; gânglios inchados já foram observados em menos de 1% dos vacinados; dor de cabeça, irritabilidade, febre baixa, lacrimejamento e vermelhidão dos olhos também ocorreram em até 4% dos vacinados", destaca a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, lembrando que reações locais, como ardência, vermelhidão, dor e nódulos também podem ocorrer por ser uma vacina injetável.

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Febre, conjuntivite, manchas vermelhas na pele, tosse e coriza são alguns dos sintomas do sarampo
Como se transmite o sarampo?

A transmissão do vírus do sarampo pode ocorrer de duas maneiras: direta, de pessoa a pessoa, entrando em contato com secreções expelidas ao tossir, espirrar, falar; e indireta, por meio do ar: como o vírus pode ficar muito tempo suspenso no ar, não é preciso entrar em contato direto com o doente, basta estar no mesmo ambiente que ele para ser infectado.
Existe tratamento para o sarampo?

Segundo Oliveira, não há tratamento especifico contra o vírus do sarampo. "Há apenas tratamento de suporte para as sequelas que a doença pode deixar", afirma.

O médico explica que os doentes devem ficar em repouso, ter uma alimentação balanceada, ingerir muito líquido e evitar aglomerações e ambientes fechados para não infectar outras pessoas.
Por que o sarampo voltou?

Porque o vírus ainda circula em grande quantidade em várias regiões da Europa e da América, e voltou a circular no Brasil com as migrações e as viagens internacionais. Ou seja, voltamos a importar o vírus.

Além de voltar a circular no Brasil, o vírus se aproveitou na baixa imunização dos brasileiros, que deixaram de se vacinar e vacinar seus filhos nos últimos anos.

Segundo dados do Ministério da Saúde, a cobertura vacinal no Brasil da tríplice viral chegou aos 100% de 2004 a 2011, mas começou a decair desde então.

Segundo dados do Datasus analisados pela BBC News Brasil, a segunda dose da vacina contra o sarampo não bate a meta de vacinação, de 95%, desde 2012. Em 2016, apenas 76,74% das crianças com 15 meses de vida foram imunizadas.
Por que algumas pessoas pararam de tomar vacina?

Em entrevista à BBC News Brasil, a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde Carla Domingues garantiu que não há explicação clara para a diminuição da cobertura vacinal da tríplice viral nos últimos anos no Brasil, uma vez que não houve redução da oferta ou desabastecimento da vacina no país.

Para a coordenadora, a explicação pode estar em um possível esquecimento das pessoas sobre algumas doenças, antes frequentes no país, mas hoje controladas e menos visíveis.

"A população de adultos de hoje precisa lembrar que sarampo e poliomielite matam. E se não matarem, deixarão sequelas graves para o resto da vida, como a paralisia infantil, a surdez, a cegueira, problemas neurológicos, etc.", afirmou Domingues.




Autor: Lais Modelli
Fonte: BBC News Brasil
Sítio Online da Publicação: BBC News Brasil
Data de Publicação: 17/07/2018
Publicação Original: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-44857772

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Devo me vacinar todo ano contra a gripe? Veja respostas para essa e outras dúvidas sobre a imunização


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Apesar de não haver um surto do vírus, em 2018 os casos de influenza já são mais que o dobro em comparação ao mesmo período no ano passado

É possível pegar gripe da própria vacina contra a gripe? Quem tomou a vacina no ano passado precisa se vacinar de novo?

Essas dúvidas continuam circulando após o Ministério da Saúde ter concluído sua campanha de vacinação sem atingir as metas: havia a expectativa de vacinar 54 milhões de brasileiros, mas 6,8 milhões deles não se imunizaram, sendo as gestantes e as crianças com até seis anos os grupos que ficaram menos protegidos.

O problema é que os casos de influenza neste ano já são mais que o dobro em comparação a 2017: de janeiro a junho de 2018, foram registrados 3.558 casos, com 608 mortes, segundo o ministério.

Das mortes registradas neste ano, a maioria é de idosos, seguidos por pessoas com doenças cardiovasculares e diabéticos. Ou seja, em 74% das mortes em decorrência do vírus influenza, os infectados tinham, pelo menos, um fator de risco.

Ainda há vacinas disponíveis em parte dos postos de saúde e na rede privada. Para ajudar quem ainda tem dúvidas sobre a vacinação, a BBC News Brasil ouviu autoridades no tema e responde às principais questões sobre o assunto.
Quem tem prioridade?

O Ministério da Saúde disponibiliza doses da vacina no SUS para os grupos prioritários, que têm fator de risco associado caso adoeçam. Fazem parte desses grupos: crianças de seis meses a cinco anos; adultos a partir dos 60 anos; portadores de doenças crônicas pulmonares, cardíacas ou metabólicas e com alterações de imunidade; gestantes; indígenas; profissionais de saúde; e professores.

Em 2018, desde o encerramento da campanha, crianças de 5 a 9 anos e adultos entre 50 e 59 anos que procurarem os postos de saúde com doses em estoque terão prioridade para se vacinar.


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Image captionVírus influenza se divide em várias famílias
Devo tomar vacina todos os anos?

Para estar protegido sempre, é preciso se imunizar anualmente. Dois motivos explicam isso: a duração da imunização da vacina – de 10 a 12 meses – e as mutações do vírus influenza.

"A vacina é feita com os vírus que mais circularam no ano anterior. Quem avalia quais vírus são esses é a Organização Mundial da Saúde, que repassa essa informação aos laboratórios produtores da vacina. Por isso, a composição muda de um ano para outro, sendo necessário se vacinar todo ano", explica a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues.
Todos podem se vacinar?

Quase toda a população pode tomar a vacina.

"Ela só não é recomendada para crianças com menos de seis meses de idade, pessoas com alergia grave a ovo e pessoas com história de reação grave anterior à vacina", alerta o médico e professor da Faculdade de Medicina da USP João Renato Rebello Pinho.

A vacina não é recomendada em alérgicos a ovo porque a sua produção é realizada em ovos embrionados de galinha e a dose pode conter resquícios das substâncias alergênicas.

"Há muita polêmica no meio científico se esses traços (de ovos) são ou não capazes de causar alergia, mas o procedimento correto é conversar com o médico, pois alergias devem ser analisadas caso a caso", indica a pesquisadora do Instituto Butantan Soraia Attie Calil Jorge.

Além de alérgicos a ovos, também há um alerta vermelho a pessoas imunossuprimidas, ou seja, aquelas que têm o sistema imunológico com baixa atividade.

"Pacientes que tomam imunossupressores ou que tenham alguma doença que ocasione a imunossupressão, como a aids, também devem consultar um médico para orientar se devem ou não tomar a vacina contra a gripe", completa Jorge.


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Pesquisadora nega que vacina contra a gripe esteja associada a ataques epiléticos, sequelas físicas e morte
Posso morrer da vacina da gripe?

Não. Domingues aponta que é comum circularem durante a campanha boatos de que a vacina pode estar associada a ataques epiléticos, sequelas físicas e até morte.

"Não há nenhum registro de que tenha ocorrido qualquer um desses casos em pessoas que tenham se imunizado contra a gripe. E, mais uma vez, vale o argumento: é uma vacina muito segura por ser feita a partir de vírus inativado", afirma a coordenadora do Ministério da Saúde.
Há efeitos colaterais à vacina?

A pesquisadora do Instituto Butantan explica que é possível observar dor no local da aplicação da injeção e uma leve irritação cutânea.

"Em casos mais raros, febre baixa já foi relatada. Mas em qualquer um desses casos, não é preciso se preocupar. A pessoa deve apenas estar atenta para não confundir os sintomas com alguma outra doença já pré-existente no organismo", orienta Jorge.
'Fiquei gripado por causa da vacina': mito ou verdade?

Domingues explica que diversos mitos circulam no Brasil durante a campanha de vacinação. O principal deles a ser rebatido, para a coordenadora, é o de que se contrai gripe depois de se vacinar.

"A vacina é feita com vírus inativado, ou seja, vírus morto. Por isso, não é possível adquirir gripe a partir da vacinação. Isso é boato", afirma.

Mas há explicações para esse mito existir: segundo Pinho, a vacina contra a gripe não protege de um simples resfriado.

"Existem, pelo menos, 20 agentes diferentes que podem causar resfriados, cuja sintomatologia é muito parecida com um quadro de gripe. Alguém pode tomar a vacina e, coincidentemente, ter um quadro muito semelhante à gripe, mas o que ela está, na realidade, é apenas resfriada", esclarece Pinho.


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Apesar de existir um grupo prioritário, quase toda a população pode tomar vacina contra a gripe

Outra explicação para que pessoas fiquem com sintomas da gripe mesmo depois de vacinadas está na própria composição da vacina, que muda ano a ano.

"A vacina é produzida a partir dos vírus que estão mais propensos a aparecer durante o período de vacinação. Logo, uma pessoa pode se infectar com algum vírus Influenza que não está contido na vacina daquele ano. Aí sim, ficará gripado mesmo estando vacinado", explica Jorge.
Gripes podem ficar mais fortes em anos diferentes?

Segundo Jorge, sim.

"Como o vírus da gripe sofre modificações ano a ano, apesar de ser sempre o vírus Influenza a causar a gripe, nem sempre é o mesmo tipo de vírus. Eles podem sofrer alterações que tornem os sintomas de uma pessoa infectada mais fortes nas diferentes estações", explica a pesquisadora.
Não pertenço aos grupos de risco. Por que me vacinar?

"É importante que todos os brasileiros – salvo as exceções – tomem a vacina, pois o vírus se dissipa pelo ar, o que o torna altamente contagioso. Assim, se todos se previnem, teremos menos vírus circulante, pois eles terão menos hospedeiros para se dissipar", explica Jorge.

"Não há no SUS doses para toda a população do Brasil", explica Domingues. "Mas há vacina suficiente para atender a todos os grupos recomendados pelo Ministério da Saúde", diz a coordenadora.
O vírus H1N1 em 2018

O vírus da família Influenza que mais circula em um ano pode ser diferente do vírus de maior circulação no ano anterior.

"Isso acontece porque o vírus Influenza não possui um único tipo. Além disso, ele sofre mutações e o que temos, na verdade, é uma população de vírus Influenza circulando todos os anos", explica Jorge.

Em 2017, o vírus com maior circulação foi o H3N2. Já em 2018, o H1N1 é o principal responsável pela contaminação de gripe: 66% dos casos neste ano foram em decorrência dele.

Segundo o Ministério da Saúde, todos os tipos do vírus Influenza são preocupantes e igualmente letais.

Domingues garante que, apesar das 608 mortes já confirmadas, não está ocorrendo um surto de H1N1 neste ano, mas é necessário que a população se vacine para evitar que isso aconteça.

"O vírus está entre nós e pode infectar qualquer um que não estiver imunizado, em especial as crianças abaixo dos 5 anos, gestantes e idosos", afirma.
De onde vem a influenza?

A palavra influenza, de origem italiana, era utilizada nos séculos 18 e 19 para descrever diversas doenças. Com a pandemia de Gripe Espanhola, a palavra se espalhou pelo mundo e passou a ser usada para descrever o vírus causador da gripe. Diferentemente de um resfriado, os quadros gripais podem evoluir para casos muito graves de saúde.

Foi o que aconteceu há 100 anos, com a Gripe Espanhola. Iniciada nos Estados Unidos, essa gripe logo se espalhou para outros países e, nos primeiros meses de transmissão, seu vírus matou mais pessoas que os conflitos da Primeira Guerra Mundial.

Entre 1918 e 1920, pelo menos 50 milhões de pessoas morreram de Gripe Espanhola. Graças às vacinas desenvolvidas na época e as campanhas para imunizar a população, ela foi contida no mundo.

Por ser um vírus capaz de muitas mutações, o causador da Gripe Espanhola já não é mais o mesmo dos dias atuais. Apesar disso, o vírus da gripe, independente da época, é propenso a causar epidemias.

Graças à inserção das vacinas na saúde pública no início do século 20, a circulação de um vírus nunca mais atingiu o nível de pandemia visto em 1918.

"Mas não basta a existência das vacinas, a população precisa se imunizar", alerta Domingues.



Autor: Lais Modelli
Fonte: BBC News Brasil a Samara
Sítio Online da Publicação: BBC News Brasil
Data de Publicação: 04/07/2018
Publicação Original: https://www.bbc.com/portuguese/geral-44651588

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Brasil tem 98 mortes devido à febre amarela desde julho, diz ministério





Febre amarela silvestre é transmitida principalmente por mosquitos silvestres dos gêneros Haemagogus e Sabethes (Foto: Josué Damacena/IOC/Fiocruz)

O Ministério da Saúde divulgou um novo balanço dos casos e mortes por febre amarela no Brasil nesta quarta-feira (7). São 353 casos confirmados da doença, sendo que 98 pessoas morreram devido à infecção no período de 1º de julho de 2017 a 6 de fevereiro de 2018.

Até a última semana, o balanço era de 81 mortes e 213 casos. No mesmo período do ano passado, foram confirmados 509 casos e 159 mortes, informou o Ministério.


Casos e mortes por febre amarela de 1º de julho a 6 de fevereiro

Casos confirmados Mortes
2016/2017 509 159
2017/2018 353 98

Fonte: Ministério da Saúde


Segundo o boletim atual, foram notificados 1.286 casos suspeitos até 6 de fevereiro deste ano, sendo que 510 foram descartados e 423 permanecem em investigação.


Os dois estados mais afetados são São Paulo e Minas Gerais, com 161 e 157 casos confirmados, respectivamente. O Rio de Janeiro detectou 34 infecções por febre amarela, seguido do Distrito Federal, com apenas uma pessoa.
Crescimento dos casos da doença em 2018
Gráfico feito de acordo com a divulgação dos boletins epidemiológicos
Número de registrosCasos confirmados9/116/124/130/17/20100200300400
Fonte: Ministério da Saúde


Há uma queda 30,6% no número de casos confirmados em relação ao mesmo período do ano passado. Mesmo assim, a alta nas infecções causa preocupação devido à proximidade das pessoas afetadas com grandes cidades, como Rio e São Paulo.


Não há casos de febre amarela urbana no país desde 1942. Nesta segunda-feira (5), o G1 noticiou o primeiro caso autóctone da doença em São Bernardo do Campo. O Ministério da Saúde disse que está investigando o caso para ver qual foi o vetor da infecção – mosquito Aedes, Haemagogus ou Sabethes – e qual o histórico do paciente.




Entenda como ocorre a infecção e quais são os sintomas da febre amarela (Foto: Alexandre Mauro/Editoria de Arte G1)

Sintomas da infecção

As primeiras manifestações da febre amarela são inespecíficas (já que podem ser confundidas com outras doenças). As pessoas atingidas podem apresentar, no entanto, febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias, mas a maioria das pessoas melhora após esse período, de acordo com informações da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).


Já a forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso.


A doença é transmitida quando um mosquito pica um humano ou macaco infectado e, depois, com o vírus em seu organismo, volta a picar uma pessoa ou animal.





Veja se você deve se vacinar agora contra a febre amarela (Foto: Inforgrafia: Roberta Jaworski/G1)
Autor: G1 Globo
Fonte: G1 Globo
Sítio Online da Publicação: G1 Globo
Data de Publicação: 07/02/2017
Publicação Original: https://g1.globo.com/bemestar/noticia/brasil-tem-98-mortes-devido-a-febre-amarela-desde-julho-diz-ministerio.ghtml