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quarta-feira, 11 de março de 2020

Deslizamentos, enchentes, mortes e o apartheid urbano, artigo de Álvaro Rodrigues dos Santos


Foto: Manu Dias, GOVBA/EBC

Por mais que os urbanistas e todos os profissionais que se dedicam à questões urbanas se empenhem em humanizar de alguma forma nossas cidades, essas, inexoravelmente, insistem em reproduzir fisicamente as enormes diferenças sociais e de tratamento entre seus habitantes, a desumana desigualdade social herdada e solertemente reproduzida desde os tempos coloniais.

Rebelando-se a qualquer tentativa de algum planejamento que confronte essa perversa lógica, as cidades vão assim espontaneamente se compondo de áreas nobres que abrigam as classes mais privilegiadas, de áreas urbanisticamente consolidadas em serviços de infraestrutura que abrigam suas classes médias e de favelas e áreas periféricas carentes de todas infraestruturas e benefícios naturais de uma urbe, onde amontoam-se e abrigam-se os deserdados da vida.

A grande verdade é que a população mais pobre, compelida a buscar soluções de moradia compatíveis com seus reduzidos orçamentos, tem sido compulsoriamente obrigada a decidir-se jogando com seis variáveis, isoladas ou concomitantes: grandes distâncias do centro urbano, periculosidade, insalubridade, irregularidade fundiária, desconforto ambiental e precariedade construtiva.

São assim ocupados em encostas íngremes e margens de córregos terrenos que por sua alta instabilidade geológica natural não deveriam nunca ser urbanizados, ou são ocupadas áreas com risco natural médio ou baixo, passíveis de receber ocupação urbana, mas isso feito com tal inadequação construtiva que, mesmo nessas condições naturais mais favoráveis, são geradas situações de alto risco geotécnico.

Importante ter em conta que ponto de vista técnico o Brasil conta hoje com conhecimentos científicos e tecnológicos de primeira linha no que diz respeito a fenômenos de ordem geológica, geotécnica e hidrológica, com um substancial número de profissionais da área pública e privada perfeitamente habilitados a atuar no setor, com farto e qualificado material bibliográfico sobre questões técnicas e gerenciais pertinentes, envolvendo manuais, relatórios, livros, artigos técnicos, etc. e, mais importante, com inúmeros levantamentos e mapeamentos já executados e disponibilizados na maioria dos municípios brasileiros mais susceptíveis aos fenômenos de risco considerados. Entretanto, todo esse suporte colocado à disposição das autoridades públicas federais, estaduais e municipais mostra-se extremamente subutilizado, considerando as medidas práticas e efetivas que dele teriam que naturalmente decorrer. Isso porque as decisões públicas são filtradas por uma abordagem orçamentária onde a população mais pobre não é, desde há muito, incluída entre as prioridades estabelecidas. Por decorrência, as áreas de risco, em vez de se reduzirem, continuam se multiplicando, e as tragédias, como seria de se esperar, repetem-se e se potencializam.

O mesmo acontece quanto à concepção e implementação programas habitacionais mais ousados e resolutivos que conseguissem oferecer à população de baixa renda, moradias próprias, seguras e dignas na mesma faixa de preços em que ela somente encontra nas situações de risco referidas.

Em conclusão, como diria nosso grande Guimarães Rosa, “uma coisa é por ideias arranjadas… outra é lidar com um país de pessoas de carne e sangue, de mil e tantas misérias; de sorte que carece de se escolher”.

Geól. Álvaro Rodrigues dos Santos (santosalvaro@uol.com.br)


Ex-Diretor de Planejamento e Gestão do IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas


Autor dos livros “Geologia de Engenharia: Conceitos, Método e Prática”, “A Grande Barreira da Serra do Mar”, “Diálogos Geológicos”, “Cubatão”, “Enchentes e Deslizamentos: Causas e Soluções”, “Manual Básico para elaboração e uso da Carta Geotécnica”, “Cidades e Geologia”

Consultor em Geologia de Engenharia e Geotecnia
Articulista da revista eletrônica EcoDebate


in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 11/03/2020




Autor: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 11/03/2020
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2020/03/11/deslizamentos-enchentes-mortes-e-o-apartheid-urbano-artigo-de-alvaro-rodrigues-dos-santos/

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Poluição do ar e poeira fina são responsáveis por mais de quatro milhões de mortes a cada ano

Poluição do ar leva a doenças cardiovasculares

Universität Mainz*


Poeira fina da indústria, tráfego rodoviário e aéreo e agricultura polui o ar e leva a doenças cardiovasculares. Foto / ©: Peter Pulkowski, Centro Médico da Universidade de Mainz

Quase 60 por cento das mortes ocorrem como resultado de doenças cardiovasculares. Cientistas ao redor do professor Thomas Münzel, diretor de cardiologia I do Departamento de Cardiologia do Centro Médico de Johannes Gutenberg University Mainz (JGU), revisaram os mecanismos responsáveis pelos danos vasculares causados pela poluição do ar junto com cientistas do Reino Unido e dos Estados Unidos. Suas descobertas foram publicadas na última edição do European Heart Journal, o periódico de cardiologia mais reconhecido do mundo.

A grande porcentagem de mortes por doenças cardiovasculares levou um grupo internacional de especialistas da Alemanha, Inglaterra e EUA a analisar os efeitos negativos da poluição do ar na função vascular em um artigo de revisão. Questões-chave de pesquisa concentraram-se em componentes da poluição do ar (material particulado, ozônio, dióxido de nitrogênio, monóxido de carbono e dióxido de enxofre) que são particularmente prejudiciais ao sistema cardiovascular e aos mecanismos que danificam os vasos.

“Este relatório na última edição do European Heart Journal é outra importante contribuição do nosso Grupo de Trabalho sobre Meio Ambiente e Doenças Cardiovasculares. Em resumo, pode-se dizer que, em relação ao efeito danoso vascular da poluição do ar, o material particulado desempenha um papel proeminente “, comentou o professor Thomas Münzel.

” Estamos especialmente preocupados com a poeira ultrafina. Essas partículas têm o tamanho de um vírus. Quando a matéria ultrafina é inalada, ela entra imediatamente na corrente sanguínea através dos pulmões, é absorvida pelos vasos e causa inflamação local. Em última análise, isso causa mais aterosclerose (calcificação vascular) e, portanto, leva a mais doenças cardiovasculares, como infarto do miocárdio, infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca e arritmias cardíacas. De particular interesse é o fato de que, com relação às emissões de diesel”

Outros participantes do grupo de especialistas incluem o mundialmente renomado pesquisador de partículas Professor Sanjay Rajagopalan do Centro Médico UH Cleveland, o pesquisador vascular e cardiologista Professor John Deanfield do Instituto de Ciências Cardiovasculares da University College London, Professor Andreas Daiber, Chefe de Molecular Cardiologia no Centro Médico da Universidade de Mainz e Professor Jos Lelieveld do Instituto Max Planck de Química (MPIC) em Mainz.

“As partículas finas de poeira são quimicamente formadas principalmente na atmosfera pelas emissões do tráfego, indústria e agricultura. Para alcançar concentrações baixas e inofensivas, as emissões de todas essas fontes precisam ser reduzidas”, comentou o professor Jos Lelieveld.

“No futuro, trabalharemos intensivamente com o Instituto Max Planck de Química para investigar as causas das doenças cardiovasculares causadas pela poluição do ar, especialmente em combinação com o ruído (de vôo)”, acrescentou o professor Thomas Münzel.

Referência:

T. Münzel et al., Effects of gaseous and solid constituents of air pollution on endothelial function, European Heart Journal, 14 August 2018,
DOI:10.1093/eurheartj/ehy481 https://doi.org/10.1093/eurheartj/ehy481



* Tradução e edição de Henrrique Cortez, EcoDebate.

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 27/08/2018




Autor: Henrrique Cortez
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 27/08/2018
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2018/08/27/poluicao-do-ar-e-poeira-fina-sao-responsaveis-por-mais-de-quatro-milhoes-de-mortes-a-cada-ano/

quarta-feira, 9 de maio de 2018

República Democrática do Congo declara nova epidemia do ebola e confirma 17 mortes




Pessoas passam por outdoor com alerta sobre o ebola na cidade de Freetown, em Serra Leoa (Foto: AP Photo/Aurelie Marrier d'Unienville)

A República Democrática do Congo "enfrenta uma nova epidemia de ebola", que já matou 17 pessoas na província de Equateur, no noroeste do país, informou nesta terça-feira (8) o Ministério da Saúde.

"Vinte e um casos de febre com sinais hemorrágicos e 17 mortes", uma taxa de letalidade de 80%, foram notificados ao Ministério da Saúde em 3 de maio, indicou o comunicado, referindo-se a "uma emergência de saúde pública internacional".

"O plano de resposta adotado pelo Ministério da Saúde foi aprovado pelo governo", indicou um relatório do Conselho de Ministros.

"Desde a notificação dos casos em 3 de maio, nenhuma nova morte foi relatada", aponta o comunicado do ministério, sem especificar a data de início da epidemia.

Uma equipe do Ministério da Saúde, apoiada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelos Médicos Sem Fronteiras, visitou a cidade de Bikoro, epicentro da epidemia.

"Nossa maior prioridade é ir a Bikoro para trabalhar com o governo da República Democrática do Congo e parceiros para reduzir a perda de vidas e sofrimento associados a este novo surto de ebola", indicou o Dr. Peter Salama, diretor-geral adjunto da OMS em um comunicado.

A epidemia na República Democrática do Congo é o nono surto de Ebola no país desde a descoberta deste vírus em seu solo, em 1976.

A doença foi detectada em uma área de floresta equatorial, na fronteira com o Congo-Brazzaville, e localizada a cerca de 600 km a noroeste de Kinshasa.

"Cinco amostras de casos suspeitos foram enviados para análise no Instituto Nacional de Pesquisas Biológicas (INRB) de Kinshasa em 6 de maio. Dois deram positivos", afirmou o ministério em seu comunicado.

A última epidemia de ebola na República Democrática do Congoremonta a 2017. Rapidamente controlada, matou oficialmente quatro pessoas.

Uma terrível epidemia atingiu a África Ocidental entre o final de 2013 e 2016, causando mais de 11,3 mil mortes em cerca de 29 mil casos, mais de 99% na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa.



Autor: G1 Globo
Fonte: G1 Globo
Sítio Online da Publicação: G1 Globo
Data de Publicação: 08/05/2018
Publicação Original: https://g1.globo.com/bemestar/ebola/noticia/republica-democratica-do-congo-declara-nova-epidemia-por-ebola-e-confirma-17-mortos.ghtml

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Brasil tem mais de 330 mortes por febre amarela, diz ministério



Vacina da febre amarela está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) (Foto: Reuters)


O Ministério da Saúde divulgou nesta quinta-feira (12) os novos dados sobre as infecções de febre amarela no Brasil. Foram confirmados 1.127 casos da doença, sendo que 331 pessoas morreram desde julho de 2017.


Ao todo, foram 5.052 notificações – pessoas com suspeita da doença. Além dos casos confirmados, 2.806 foram descartados e mais 1.119 permanecem em investigação.


Casos confirmados de febre amarela

Estado Nº de casos Nº de mortes
Distrito Federal 1 1
Espírito Santo 6 1
Rio de Janeiro 187 63
São Paulo 453 134
Minas Gerais 480 152
TOTAL 1127 331

Fonte: Ministério da Saúde


De julho até a mesma semana epidemiológica de abril entre os anos de 2016/2017, foram 712 casos de febre amarela. Ou seja: no período entre 2017/2018 ocorreu uma alta de 58% nas infecções no país.


O número de confirmações por febre amarela diminuiu em relação a 27 de março. Segundo o Ministério, isso se deve à constante revisão e investigação de óbitos e casos.



Vacina no SUS



O governo anunciou em março deste ano a ampliação da vacina da febre amarela para todo o Brasil. A medida foi tomada após o segundo ano de alta no número de casos da doença e com a maior proximidade do vírus nas zonas urbanas.


O programa de vacinação chegará agora a alguns estados do Nordeste e parte do Sul e Sudeste que não faziam parte das áreas de recomendação. A ampliação irá ocorrer de forma gradual até abril de 2019, de acordo com cronograma previsto pelo governo. São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia manterão a campanha com base nas doses fracionadas.




Autor: G1 Globo
Fonte: G1 Globo
Sítio Online da Publicação: G1 Globo
Data de Publicação: 12/04/2018
Publicação Original: https://g1.globo.com/bemestar/febre-amarela/noticia/brasil-tem-mais-de-330-mortes-por-febre-amarela-diz-ministerio.ghtml

quinta-feira, 15 de março de 2018

Febre amarela: chega a 300 o número de mortes confirmadas desde julho




Morador de Valinhos (SP) toma vacina contra a febre amarela (Foto: Reprodução/EPTV)


O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (14) que 300 pessoas morreram devido à febre amarela no Brasil de 1º de julho de 2017 até esta quarta-feira (13). Desde o ínico da contabilização desses dados, foram recebidas 3.483 suspeitas da doença, sendo que 920 casos foram confirmados. Outros 769 permanecem em investigação.
Crescimento dos casos da doença em 2018
Gráfico feito de acordo com a divulgação dos boletins epidemiológicos
Número de registrosCasos confirmados9/116/124/130/17/216/220/228/26/314/302004006008001000
Fonte: Ministério da Saúde


Desde o último boletim epidemiológico da doença, divulgado há menos de uma semana, novos 74 casos e 40 mortes foram confirmados em todo o país pelos órgãos de saúde.


Minas Gerais continua o estado mais afetado pela doença, com 415 casos e 130 mortes. São Paulo ocupa o segundo lugar, com 376 pessoas afetadas e 120 óbitos.


Estados com casos confirmados de febre amarela
ESTADONº DE CASOSMORTES
Minas Gerais415130
São Paulo376120
Rio de Janeiro12349
Espírito Santo5-
Distrito Federal11
Em comparação com o mesmo período do ciclo anterior, de julho de 2016 até a mesma semana de março de 2017, há uma alta de 50,8%. O ministério informou que embora em números absolutos a doença apresente um acrescimo nos casos – de 610 casos confirmados para 920, a incidência por 100 mil habitantes foi menor.

"Esse fato pode ser explicado pela ocorrência mais recentemente da febre amarela em áreas com maior contingente populacional (população sob risco), uma vez que foram afetadas as regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. Por outro lado, o número de municípios com casos humanos confirmados foi maior no período mais recente quando comparado com o anterior", diz o texto do Ministério.


Autor: G1 Globo
Fonte: G1 Globo
Sítio Online da Publicação: G1 Globo
Data de Publicação: 14/03/2018
Publicação Original: https://g1.globo.com/bemestar/febre-amarela/noticia/febre-amarela-chega-a-300-o-numero-de-mortes-confirmadas-desde-julho.ghtml

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Brasil tem 98 mortes devido à febre amarela desde julho, diz ministério





Febre amarela silvestre é transmitida principalmente por mosquitos silvestres dos gêneros Haemagogus e Sabethes (Foto: Josué Damacena/IOC/Fiocruz)

O Ministério da Saúde divulgou um novo balanço dos casos e mortes por febre amarela no Brasil nesta quarta-feira (7). São 353 casos confirmados da doença, sendo que 98 pessoas morreram devido à infecção no período de 1º de julho de 2017 a 6 de fevereiro de 2018.

Até a última semana, o balanço era de 81 mortes e 213 casos. No mesmo período do ano passado, foram confirmados 509 casos e 159 mortes, informou o Ministério.


Casos e mortes por febre amarela de 1º de julho a 6 de fevereiro

Casos confirmados Mortes
2016/2017 509 159
2017/2018 353 98

Fonte: Ministério da Saúde


Segundo o boletim atual, foram notificados 1.286 casos suspeitos até 6 de fevereiro deste ano, sendo que 510 foram descartados e 423 permanecem em investigação.


Os dois estados mais afetados são São Paulo e Minas Gerais, com 161 e 157 casos confirmados, respectivamente. O Rio de Janeiro detectou 34 infecções por febre amarela, seguido do Distrito Federal, com apenas uma pessoa.
Crescimento dos casos da doença em 2018
Gráfico feito de acordo com a divulgação dos boletins epidemiológicos
Número de registrosCasos confirmados9/116/124/130/17/20100200300400
Fonte: Ministério da Saúde


Há uma queda 30,6% no número de casos confirmados em relação ao mesmo período do ano passado. Mesmo assim, a alta nas infecções causa preocupação devido à proximidade das pessoas afetadas com grandes cidades, como Rio e São Paulo.


Não há casos de febre amarela urbana no país desde 1942. Nesta segunda-feira (5), o G1 noticiou o primeiro caso autóctone da doença em São Bernardo do Campo. O Ministério da Saúde disse que está investigando o caso para ver qual foi o vetor da infecção – mosquito Aedes, Haemagogus ou Sabethes – e qual o histórico do paciente.




Entenda como ocorre a infecção e quais são os sintomas da febre amarela (Foto: Alexandre Mauro/Editoria de Arte G1)

Sintomas da infecção

As primeiras manifestações da febre amarela são inespecíficas (já que podem ser confundidas com outras doenças). As pessoas atingidas podem apresentar, no entanto, febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias, mas a maioria das pessoas melhora após esse período, de acordo com informações da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).


Já a forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso.


A doença é transmitida quando um mosquito pica um humano ou macaco infectado e, depois, com o vírus em seu organismo, volta a picar uma pessoa ou animal.





Veja se você deve se vacinar agora contra a febre amarela (Foto: Inforgrafia: Roberta Jaworski/G1)
Autor: G1 Globo
Fonte: G1 Globo
Sítio Online da Publicação: G1 Globo
Data de Publicação: 07/02/2017
Publicação Original: https://g1.globo.com/bemestar/noticia/brasil-tem-98-mortes-devido-a-febre-amarela-desde-julho-diz-ministerio.ghtml

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Mortes por sarampo tem queda substancial, mas doença ainda mata 90 mil por ano



Foram poupadas as vidas de 1,3 milhões de pessoas por conta da vacinação contra a doença, diz relatório da OMS

Em 2016, cerca de 90.000 pessoas morreram de sarampo – uma queda de 84% se relacionadas às 550.000 mortes ocorridas em 2000, de acordo com novo relatório divulgado em outubro de 2017. Isso marca a primeira vez que as mortes globais por sarampo ficaram abaixo de 100.000 por ano.

Três pacientes morrem a cada cinco minutos por causas evitáveis

Lesão por pressão pode levar até à internação prolongada, sepse e mortalidade

6 metas internacionais de segurança do paciente

“Poupar uma média de 1,3 milhões de vidas por ano através da vacina contra o sarampo é uma conquista incrível e faz com que um mundo livre de sarampo pareça possível”, diz o Dr. Robert Linkins, da Iniciativa contra o Sarampo e Rubéola (MR&I) e Chefe da Divisão de Controle de Doenças Aceleradas e Doenças Preveníveis à Vacina nos Centros de Controle e Prevenção de Doenças. A MR&I é uma parceria formada em 2001entre a Cruz Vermelha Americana, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, a Fundação das Nações Unidas, a UNICEF e a OMS.

Desde 2000, cerca de 5,5 bilhões de doses de vacinas contra o sarampo foram fornecidas às crianças através de serviços de vacinação de rotina e campanhas de vacinação em massa, preservando 20,4 milhões de vidas estimadas.

“Vimos uma queda substancial nas mortes por sarampo por mais de duas décadas, mas agora devemos nos esforçar para zerar os casos de sarampo”, diz o Dr. Jean-Marie Okwo-Bele, diretor do Departamento de Imunização, Vacinas e Produtos Biológicos da OMS. “A eliminação do sarampo só será alcançada se as vacinas chegarem a cada criança, em todos os lugares”.

O mundo ainda está longe de atingir os objetivos regionais de eliminação do sarampo. A cobertura com a primeira das duas doses necessárias de vacina contra o sarampo ficou paralisada em aproximadamente 85% desde 2009, muito abaixo da cobertura de 95% necessária para parar as infecções por sarampo, e a cobertura com a segunda dose, apesar dos recentes aumentos, foi de apenas 64% em 2016.

Muitas crianças – 20,8 milhões – ainda não têm acesso à primeira dose de vacina contra o sarampo. Mais de metade dessas crianças não vacinadas vivem em seis países: Nigéria (3,3 milhões), Índia (2,9 milhões), Paquistão (2,0 milhões), Indonésia (1,2 milhões), Etiópia (0,9 milhões) e República Democrática do Congo (0,7 milhão). Uma vez que o sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, grandes surtos continuam a ocorrer nestes e outros países da Europa e América do Norte, colocando as crianças em risco de complicações graves para a saúde, como pneumonia, diarreia, encefalite, cegueira e morte.

“Esta queda notável nas mortes por sarampo é resultado de anos de trabalho árduo por parte dos profissionais de saúde, governos e agências de desenvolvimento para vacinar milhões de crianças nos países mais pobres do mundo”, disse o Dr. Seth Berkley, CEO da Gavi, Vaccine Alliance, um dos maiores apoiantes mundiais dos programas de vacinação contra o sarampo. “No entanto, não podemos nos dar ao luxo de ser complacentes. Muitas crianças ainda não estão recebendo as vacinas que salvam vidas. Para atingir essas crianças e nos estabelecer em um caminho realista para a eliminação do sarampo, precisamos melhorar a imunização de rotina apoiada por sistemas de saúde fortes”.




Autora: segurancadopaciente
Fonte: segurancadopaciente
Sítio Online da Publicação: segurancadopaciente
Data de Publicação: 30/11/2017
Publicação Original: https://www.segurancadopaciente.com.br/seguranca-e-gestao/mortes-por-sarampo-tem-queda-substancial-mas-doenca-ainda-mata-90-mil-por-ano/?utm_source=IBSP+Newsletter&utm_campaign=efcb86f8b0-EMAIL_CAMPAIGN_2017_12_01&utm_medium=email&utm_term=0_cf1fdfc664-efcb86f8b0-141552645

Checklist simples reduz em 22% as mortes após cirurgia, sugere novo estudo norte-americano



Os checklists de segurança não são um pedaço de papel que protegem magicamente os pacientes, mas ferramentas para ajudar a mudar a prática diária e criar uma cultura de segurança do paciente

Alguns hospitais na Carolina do Sul, nos Estados Unidos, participaram de um programa voluntário para implementar o Checklist de Cirurgia Segura, da OMS – Organização Mundial de Saúde. O resultado foi surpreendente: apresentaram uma redução de 22% nas mortes pós-cirúrgicas. O estudo, publicado na edição de agosto de 2017 da Annals of Surgery, é um dos primeiros a mostrar o verdadeiro impacto do checklist de cirurgia segura em grande escala.

Diretrizes globais da OMS para prevenção de infecção de sítio cirúrgico
Recomendações no Pré-operatório
Recomendações no Pré e Intra-operatório
Recomendações no Pós-operatório

O estudo comparou as taxas de mortalidade pós-operatória após a cirurgia, utilizando as guias de alta de 2008 a 2013, ligadas às estatísticas estatais da Carolina do Sul, estratificando os hospitais com base na conclusão do programa da lista de verificação. As mudanças na mortalidade 30 dias após a cirurgia foram comparadas entre os hospitais, utilizando a análise de diferenças.

“Os checklists de segurança não são um pedaço de papel que protegem magicamente os pacientes, mas uma ferramenta para ajudar a mudar a prática diária e criar uma cultura na qual falar é permitido e incentivado para criar um ambiente em que se compartilha a informação com todos os membros da equipe”, disse Alex Haynes, autor principal do estudo, que é professor assistente de cirurgia na Harvard Medical School e diretor associado de cirurgia segura na Ariadne Labs, ao Washington Post.

Como foi o estudo
Todos os hospitais da Carolina do Sul foram convidados a participar de um esforço voluntário para implementar as 12 etapas, do programa de Cirurgia Segura. O South Carolina Hospital Association, a Harvard T.H. A Chan School of Public Health e a Ariadne Labs personalizaram o checklist com configurações locais para realizar testes em pequena escala.

Cerca de 40% do total de pacientes que passaram por uma cirurgia do estado da Carolina do Sul foram contabilizados no estudo, pois passaram por um procedimento cirúrgico em um dos 14 hospitais que completaram o programa.

Após a etapa inicial, os pesquisadores compararam a mortalidade pós-operatória de até 30 dias entre os hospitais que usaram o checklist e o restante dos hospitais do estado. O relatório incluiu procedimentos cirúrgicos de hospitalização de várias especialidades, tais como cirurgia neurológica, cardíaca e ortopédica.

Os pesquisadores descobriram que as taxas de mortalidade pós-cirurgia nos hospitais que completaram o programa foi de 3,38 por cento em 2010, antes da implementação do programa de checklist de cirurgia segura. Essa porcentagem caiu para 2,84% em 2013, após a implementação do programa da lista de verificação. Nos 44 outros hospitais do estado, a taxa de mortalidade foi de 3,5% em 2010 e de 3,71% em 2013, o que se traduz em uma diferença de 22% nas taxas de mortalidade entre os hospitais.

Conclusão
Os hospitais da Carolina do Sul que completaram o programa de melhoria da qualidade cirúrgica com base no checklist tiveram uma redução nas mortes após a cirurgia durante os três primeiros anos em comparação com outros hospitais do estado.

“Isso pode indicar que a implementação efetiva em larga escala de uma lista de verificação de segurança cirúrgica baseada em equipe é viável”, afirma a conclusão do estudo.

Checklist de Cirurgia Segura da OMS
A lista de verificação da OMS tem 19 itens e incentiva as equipes cirúrgicas a discutir o plano cirúrgico, os riscos e as preocupações. Confira aqui.




Autora: segurancadopaciente
Fonte: segurancadopaciente
Sítio Online da Publicação: segurancadopaciente
Data de Publicação: 01/12/2017
Publicação Original: https://www.segurancadopaciente.com.br/seguranca-e-gestao/checklist-simples-reduz-em-22-as-mortes-apos-cirurgia-sugere-novo-estudo-norte-americano/?utm_source=IBSP+Newsletter&utm_campaign=efcb86f8b0-EMAIL_CAMPAIGN_2017_12_01&utm_medium=email&utm_term=0_cf1fdfc664-efcb86f8b0-141552645