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quinta-feira, 13 de junho de 2019

2018 Leste da República Democrática do Congo




Em 1º de agosto de 2018, o Ministério da Saúde da República Democrática do Congo relatou um surto da doença causada pelo vírus Ebola na província de Kivu do Norte, ícone ícone externo. O surto continua com intensidade moderada no leste da RDC. Casos confirmados e prováveis ​​foram relatados em vinte e duas zonas de saúde nas províncias de Kivu do Norte e Ituri (Alimbongo, Beni, Biena, Butembo, Kalunguta, Katwa, Kayina, Lubero, Mabalako, Mangurujipa, Maserka, Musienene, Mutwanga, Oicha, e as zonas de Vuhovi em Kivu do Norte, bem como as zonas de Bunia, Komanda, Mandima, Nyakunde, Rwampara e Tchomia em Ituri). A área fica a cerca de 780 milhas da província de Equateur, onde um surto de Ebola foi relatado em maio de 2018. Embora as espécies de ebolavírus associadas ao surto atual sejam as mesmas que causaram o surto anterior (Zaire ebolavirus), as diferenças genéticas entre os vírus sugerem os dois surtos não estão ligados.

Este é o 10º surto de Ebola na República Democrática do Congo desde que o vírus foi descoberto em 1976 na República Democrática do Congo.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) estão ajudando o governo da RDC, países vizinhos da área de surto e parceiros locais e internacionais como a Organização Mundial da Saúde (OMS) a coordenar atividades e fornecer orientação técnica relacionada à vigilância, testes laboratoriais e rastreamento de contato, controle de infecção, triagem de saúde nas fronteiras, gerenciamento de dados, comunicação de risco e educação em saúde, vacinação e logística.



Autor: CDC GOV
Fonte: CDC GOV
Sítio Online da Publicação: CDC GOV
Data: 3/06/2019
Publicação Original: https://www.cdc.gov/vhf/ebola/outbreaks/drc/east-drc-map.html

terça-feira, 12 de março de 2019

Ebola no Congo: uma rápida revisão e o cenário atual




O Ebola é um filovírus causador de doenças negligenciadas, relacionadas à febre hemorrágica, disfunção de múltiplos órgãos e altas taxas de mortalidade (70%, de acordo com a OMS) e que ocorrem principalmente no continente africano.

O diagnóstico pode ser realizado por ensaio imunoenzimático, PCR ou microscopia eletrônica. O tratamento é de suporte, embora existam drogas experimentais e que são utilizadas atualmente. É recomendado isolamento rigoroso.

O contágio está relacionado ao contato com secreções e, embora não possua alta infectividade, pode estar relacionada a epidemias, sobretudo em locais em que culturalmente haja um maior contato com os mortos, em rituais de despedida. As mulheres são mais afetadas, pois tradicionalmente têm um mais contato com os mortos e também com os doentes.

Até 26 de fevereiro de 2019 foram 879 casos da doença (814 confirmados e 65 prováveis), incluindo 553 mortes (taxa de letalidade 63%), sendo 57% dos casos em mulheres e 30% em menores de 18 anos. Os casos foram relatados em sete zonas de saúde na província de Kivu do Norte (Beni, Butembo, Kalunguta, Mabalako Masereka, Musienene e Oicha) e a Zona de Saúde Mandima na Província de Ituri.

Há uma vacina, porém tal profilaxia é muito prejudicada devido às condições locais, inclusive pela violência atrelada a conflitos de milícias. De acordo com a OMS, a imunização foi utilizada em pesquisas envolvendo mais de 16 mil voluntários na África, Europa e nos Estados Unidos, e se mostrou segura, apresentando resultados muito eficazes na proteção contra a doença.

Nenhum caso da doença foi registrado entre as cerca de seis mil pessoas que receberam o imunizante na Guiné em 2016, contra os 23 casos em pessoas não vacinadas. A vacina, rVSV-ZEBOV, tem eficácia de 100% nos dez dias posteriores à administração de uma dose por injeção intramuscular em uma pessoa não infectada, mas em contato com doentes.

Três tratamentos experimentais também estão sendo usados: mAb114 (13 pessoas), Remdesivir (7 pessoas) e Zmapp (4 pessoas). Vinte e quatro pessoas haviam recebido o tratamento, até dia 04 de setembro de 2018.



Autor: Diego Blanco
Fonte: PebMed
Sítio Online da Publicação: PebMed
Data: 12/03/2019
Publicação Original: https://pebmed.com.br/ebola-no-congo-uma-rapida-revisao-e-o-cenario-atual/

sexta-feira, 11 de maio de 2018

OMS diz que se prepara para o 'pior cenário possível' após casos de ebola no Congo




Agentes de saúde trabalham para o controle do ebola no Congo; novos casos preocupam OMS (Foto: Media Coulibaly/Reuters)


Após declarar fim do surto de ebola em julho de 2017, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta sexta-feira (11) em entrevista coletiva que o risco de propagação do vírus na República Democrática do Congo (RDC) é elevado e que se prepara paro "o pior cenário possível". A informação é da agência France Presse.


"Estamos muito preocupados e nos preparamos para todos os cenários, incluindo o pior cenário possível", declarou o diretor do programa de resposta de emergências da OMS, Peter Salama, em uma entrevista coletiva em Genebra.


A OMS registrou 32 casos ebola, incluindo 18 mortes, no país entre 4 de abril e 9 de maio. O último surto de ebola foi em 2017 e deixou quatro mortos. Há algum tempo, no entanto, a África vem sofrendo com o avanço do vírus.


A epidemia mais importante ocorreu no oeste da África entre 2013 e 2016 e deixou 11,3 mil mortos de um total de 29 mil casos, em sua grande maioria na Guiné, Libéria e Serra Leoa.



Ebola: entenda a doença (Foto: Betta Jaworski/G1)


Ebola é transmitido por líquidos corporais


A febre hemorrágica do ebola, que apareceu pela primeira vez em 1976 no que então era Zaire (agora RDC), procede de um vírus que se transmite por contato físico com os líquidos corporais infectados.


O consumo de carne de animais silvestres também é um fator de contágio. A epidemia mais importante ocorreu no oeste da África entre 2013 e 2016 e deixou 11,3 mil mortos de um total de 29 mil casos, em sua grande maioria na Guiné, Libéria e Serra Leoa.



Autor: G1 Globo
Fonte: G1 Globo
Sítio Online da Publicação: G1 Globo
Data de Publicação: 11/05/2018
Publicação Original: https://g1.globo.com/bemestar/noticia/oms-diz-que-se-prepara-para-o-pior-cenario-possivel-apos-casos-de-ebola-no-congo.ghtml

quarta-feira, 9 de maio de 2018

República Democrática do Congo declara nova epidemia do ebola e confirma 17 mortes




Pessoas passam por outdoor com alerta sobre o ebola na cidade de Freetown, em Serra Leoa (Foto: AP Photo/Aurelie Marrier d'Unienville)

A República Democrática do Congo "enfrenta uma nova epidemia de ebola", que já matou 17 pessoas na província de Equateur, no noroeste do país, informou nesta terça-feira (8) o Ministério da Saúde.

"Vinte e um casos de febre com sinais hemorrágicos e 17 mortes", uma taxa de letalidade de 80%, foram notificados ao Ministério da Saúde em 3 de maio, indicou o comunicado, referindo-se a "uma emergência de saúde pública internacional".

"O plano de resposta adotado pelo Ministério da Saúde foi aprovado pelo governo", indicou um relatório do Conselho de Ministros.

"Desde a notificação dos casos em 3 de maio, nenhuma nova morte foi relatada", aponta o comunicado do ministério, sem especificar a data de início da epidemia.

Uma equipe do Ministério da Saúde, apoiada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelos Médicos Sem Fronteiras, visitou a cidade de Bikoro, epicentro da epidemia.

"Nossa maior prioridade é ir a Bikoro para trabalhar com o governo da República Democrática do Congo e parceiros para reduzir a perda de vidas e sofrimento associados a este novo surto de ebola", indicou o Dr. Peter Salama, diretor-geral adjunto da OMS em um comunicado.

A epidemia na República Democrática do Congo é o nono surto de Ebola no país desde a descoberta deste vírus em seu solo, em 1976.

A doença foi detectada em uma área de floresta equatorial, na fronteira com o Congo-Brazzaville, e localizada a cerca de 600 km a noroeste de Kinshasa.

"Cinco amostras de casos suspeitos foram enviados para análise no Instituto Nacional de Pesquisas Biológicas (INRB) de Kinshasa em 6 de maio. Dois deram positivos", afirmou o ministério em seu comunicado.

A última epidemia de ebola na República Democrática do Congoremonta a 2017. Rapidamente controlada, matou oficialmente quatro pessoas.

Uma terrível epidemia atingiu a África Ocidental entre o final de 2013 e 2016, causando mais de 11,3 mil mortes em cerca de 29 mil casos, mais de 99% na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa.



Autor: G1 Globo
Fonte: G1 Globo
Sítio Online da Publicação: G1 Globo
Data de Publicação: 08/05/2018
Publicação Original: https://g1.globo.com/bemestar/ebola/noticia/republica-democratica-do-congo-declara-nova-epidemia-por-ebola-e-confirma-17-mortos.ghtml

Entenda o ebola, vírus de nova epidemia na República Democrática do Congo




Imagem do vírus ebola observado em um microscópio eletrônico (Foto: Frederick Murphy/CDC via AP)

O Ministério da Saúde da República Democrática do Congo anunciou nesta terça-feira (8) uma nova epidemia da doença. Foram 21 casos de febre hemorrágica e 17 mortes. Oficialmente, a doença já havia atingido quatro pessoas em 2017.



Ebola: entenda a doença (Foto: Betta Jaworski/G1)

O que é o ebola?


Causador da febre hemorrágica, o vírus é um dos mais mortais que existem. Ele mata até 90% dos infectados e ainda não há vacina nem medicamento disponível para uso na população.


Qual é o período de incubação? E quais os sintomas?


Após um período de incubação, que pode demorar até 3 semanas, os sintomas começam: febre, dores pelo corpo, cansaço, fraqueza, dores de cabeça e de garganta, diarreia e vômitos. O quadro em geral se agrava com a ocorrência de hemorragias, que levam à falência orgânica e morte. Isso tudo em alguns dias.


Há grupos de risco? Como é o contagio?


Este vírus mortal pode acometer qualquer pessoa. Não há grupos de risco. A contaminação se dá pelo contato direto com sangue, saliva ou secreções de quem estiver contaminado. Por isso, médicos e profissionais de saúde devem tomar muito cuidado, pois ficam altamente expostos à infecção.


Quando ele foi detectado no mundo?


Ele foi registrado nos primeiros seres humanos em 1976, em Yambuku, uma aldeia na República Democrática do Congo, às margens do Rio Ebola. Desde então, mais de 20 surtos da doenças ocorreram em países da África Central e Ocidental.


O Brasil já teve algum caso de ebola?


Não. Existe o registro de um caso suspeito em novembro de 2015, mas exames descartaram a possibilidade de o paciente ter a doença.


Tem tratamento? Tem vacina?


Não há um tratamento específico. Um medicamento já foi experimentalmente utilizado, mas ainda sem comprovação científica confirmada. E também não há vacina.


Por isso, autoridades mundiais tomam todas as medidas sanitárias apropriadas para tentar isolar o trânsito de pessoas em regiões onde há epidemia do vírus.


Posso viajar para a República Democrática do Congo?


O Itamaraty recomenda que sejam evitadas viagens não-essenciais ao país. Essa recomendação leva em consideração o contexto de infraestrutura, segurança e saúde, devido às doenças.



Autor: G1 Globo
Fonte: G1 Globo
Sítio Online da Publicação: G1 Globo
Data de Publicação: 08/05/2018
Publicação Original: https://g1.globo.com/bemestar/ebola/noticia/entenda-o-ebola-virus-de-nova-epidemia-na-republica-democratica-do-congo.ghtml