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quarta-feira, 11 de maio de 2022

Campanha contra gripe: 25% dos brasileiros que fazem parte dos grupos prioritários estão vacinados



- Foto: Myke Sena/MS

Após um mês do início da campanha nacional de vacinação contra a gripe, cerca de 25% do total de pessoas que devem ser vacinadas nas duas etapas da campanha receberam o imunizante, segundo informações enviadas pelas gestões municipais e estaduais ao Ministério da Saúde até essa quarta-feira (4). A meta é atingir, pelo menos, 90% de cobertura vacinal.

Simultaneamente à campanha contra a gripe, acontece, também, a campanha nacional de vacinação contra o Sarampo. Até agora, 11,6% do público entre 6 meses e menores de 5 anos tomaram a vacina tríplice viral, ou seja, cerca de 1,7 milhão de crianças. A campanha, para esse público, começou no último sábado (30).

De acordo com o Ministério da Saúde, o público infantil, composto pelas crianças com idade entre seis meses e menores de 5 anos de idade, deve tomar uma dose dos dois imunizantes. Não há necessidade de cumprir intervalo para a aplicação das vacinas contra o Sarampo e Influenza. Dessa forma, as duas vacinas poderão ser administradas no mesmo dia.

A segunda etapa da campanha nacional começou nesta segunda-feira (02) e vai até o dia 03 de junho em todo o País. Cabe ressaltar que idosos e trabalhadores de saúde que não se vacinaram na primeira etapa da mobilização serão atendidos na segunda fase.

Confira os grupos da 2ª etapa:

2ª etapa - de 02/05 a 03/06Crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias) - sarampo e gripe;
Gestantes e puérperas;
Povos indígenas;
Professores;
Pessoas com comorbidades;
Pessoas com deficiência permanente;
Forças de segurança e salvamento e Forças Armadas;
Caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso;
Trabalhadores portuários;
Funcionários do sistema prisional;
Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas;
População privada de liberdade.

Vacinação de crianças

Para crianças de seis meses a menores de 5 anos, que já receberam ao menos uma dose da vacina Influenza ao longo da vida em anos anteriores, deve se considerar o esquema vacinal com a apenas uma dose em 2022. Já para as crianças que serão vacinadas pela primeira vez, a orientação é agendar a segunda dose da vacina contra gripe para 30 dias após a primeira dose.

Marco Guimarães
Ministério da Saúde
Categoria
Saúde e Vigilância Sanitária




Autor: Marco Guimarães
Fonte: Ministério da Saúde
Sítio Online da Publicação: Ministério da Saúde
Data: 05/05/2022
Publicação Original: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/maio/campanha-contra-gripe-25-dos-brasileiros-que-fazem-parte-dos-grupos-prioritarios-estao-vacinados

sexta-feira, 16 de abril de 2021

Saúde destina R$ 247 milhões em ações para gestantes e puérperas




OMinistério da Saúde destinou R$ 247 milhões aos estados e municípios para incentivar ações que assegurem o acesso de qualidade de gestantes e puérperas aos pontos da Rede de Atenção à Saúde no pré-natal. A portaria que libera os recursos traz uma série de recomendações para o atendimento e isolamento social de mulheres grávidas, além da destinação de verba específica para o pré-natal odontológico.

O investimento contribuirá para fortalecer a identificação precoce, o monitoramento de gestantes e puérperas com síndrome gripal, síndrome respiratória aguda grave, com suspeita ou confirmação de covid-19. A qualificação das ações em todos os pontos da rede de atenção à saúde, no contexto da pandemia de coronavírus, inclui o suporte ao distanciamento social daquelas que não possuam condições para realização de isolamento domiciliar e a qualificação das ações de atenção ao pré-natal odontológico realizadas na Atenção Primária à Saúde (APS).

Para o secretário da Atenção Primária à Saúde (Saps) do ministério, Raphael Parente, a destinação dos recursos reforça o compromisso da pasta com a qualificação da atenção e cuidado da população obstétrica, além de contribuir com a redução da mortalidade materno-infantil no contexto da pandemia.

“Por isso reforçamos, com crédito substancial, o apoio aos estados e municípios, onde efetivamente a atenção à saúde da gestante e puérpera acontece. Essa ação destina-se a potencializar o atendimento pré-natal durante a pandemia, que não deve ser interrompido, e garantir que toda gestante seja testada no final da gestação, como recomenda o manual de recomendações para a assistência à gestante e à puérpera frente à pandemia de covid-19”, enfatizou.

Os recursos serão transferidos de modo automático e em parcela única do Fundo Nacional de Saúde (FNS) aos Fundos Municipais e Distrital de Saúde, dispensando-se a publicação de portaria de adesão. “Com esse valor, damos condições para que as prefeituras consigam identificar gestantes que precisem de apoio para isolamento e fiquem acomodadas em hotéis, assim como reforçamos o orçamento da saúde para garantir que não falte leitos de terapia intensiva para as gestantes e puérperas”, destacou o diretor do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas do MS, Antônio Braga Neto.

O ministério traçou uma série de diretrizes para os gestores de saúde nos estados e municípios. Dentre elas, seguir as recomendações do MS quanto à vacinação na gravidez e puerpério; divulgar a evolução mais grave da doença diante das novas variantes do vírus; incentivar o isolamento vertical de grávidas; promover treinamento das equipes, dentre outras.

O secretário destacou a importância da vacinação de gestantes e mulheres que acabaram de dar à luz que tenham algum fator de risco associado à covid-19. "Estamos em contato com o Programa Nacional de Vacinação (PNI) e, se for o caso, aumentarmos a recomendação de imunização para todas. Estamos avaliando com muito cuidado, afinal, estamos falando de duas vidas", reforçou Parente.

Para monitoramento das ações, o ente beneficiário deverá comprovar a aplicação dos recursos financeiros recebidos por meio do Relatório Anual de Gestão (RAG).


Clique aqui e acesse a apresentação da coletiva


Ministério da Saúde
Categoria
Saúde e Vigilância Sanitária




Autor: Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Sítio Online da Publicação: Ministério da Saúde
Data: 16/04/2021
Publicação Original: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/ms-destina-r-247-milhoes-em-acoes-estrategicas-de-apoio-a-gestacao-pre-natal-e-puerperio

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Vigilância Sanitária identifica surtos de toxoplasmose em restaurantes de São Paulo

toxoplasmose

A Vigilância Sanitária identificou três surtos, com um total de 45 casos de toxoplasmose na cidade de São Paulo desde março. De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, os casos foram causados pela transmissão de alimentos contaminados em restaurantes e buffets, em bairros de diferentes regiões da cidade.
Surto de toxoplasmose em São Paulo

Os surtos foram detectados após a identificação de casos individuais de toxoplasmose e denúncias à Ouvidoria do Sistema Único de Saúde (SUS). As pessoas que contraíram toxoplasmose chegaram a ficar até 16 dias internadas.
Boa parte das pessoas foi diagnosticada com dengue e somente após a realização de uma série de exames foi diagnosticada a presença do protozoário responsável pela toxoplasmose.

Uma paciente chegou a fazer um exame de coleta de medula após a suspeita de meningite e precisou de uma microcirurgia para cicatrizar o local do procedimento antes de ser corretamente diagnosticada.

Os casos de toxoplasmose na capital paulista passaram a ser monitorados em depois que a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) recomendou a notificação de casos agudos. Por isso, não é possível comparar os números da doença registrados neste ano com períodos anteriores.
Como diagnosticar corretamente a toxoplasmose?

A doença é causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, encontrado nas fezes de gatos, que pode se hospedar em humanos e outros animais. O período de incubação ocorre de 10 a 23 dias, caso a fonte causadora tenha sido a ingestão de alimentos; e de cinco a 20 dias, após ingestão de oocistos de fezes de gatos.

“As pessoas podem ser contaminadas pela ingestão de água ou alimentos mal lavados, mal cozidos ou ingeridos crus, geralmente carnes”, diz o clínico geral e infectologista Paulo Olzon, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Uma informação importante é que nem todas as pessoas que contraem a enfermidade apresentam sintomas. E, quando eles aparecem, em geral é na forma de síndrome de mononucleose, fazendo diagnóstico diferencial com os de outras doenças, como a dengue, a gripe, a mononucleose infecciosa, o citomegalovírus e até a AIDS na fase aguda.

“Normalmente, a toxoplasmose é uma doença que costuma ocorrer de forma isolada, não é comum encontramos surtos com várias pessoas contaminadas porque a maior parte entre em contato com o agente infeccioso e não apresenta nenhum ou poucos sintomas. Apenas uma pequena porcentagem apresenta quadro de febre e adenomegalia”, explica Paulo Olzon.

Em estágio mais avançado, como a toxoplasmose ocular, a doença pode causar redução da acuidade visual, visão turva, hiperemia ocular e, às vezes, lacrimejamento. De modo geral, esse último sintoma não é grave. Mas pode causar complicações sérias em pacientes com sistema imunológico enfraquecido, como aqueles que têm AIDS, câncer, pacientes transplantados ou que fazem uso de medicamentos imunossupressores, além de mulheres grávidas e bebês recém-nascidos.


O diagnóstico baseia-se na associação das manifestações clínicas com a confirmação por meio de estudos sorológicos. Se confirmado o diagnóstico após a realização dos exames, o médico deve avaliar se o tratamento específico para a doença é necessário. Confira no Whitebook como manejar o paciente.




Autor: Úrsula Neves
Fonte: PebMed
Sítio Online da Publicação: PebMed
Data: 21/05/2019
Publicação Original: https://pebmed.com.br/vigilancia-sanitaria-identifica-surtos-de-toxoplasmose-em-restaurantes-de-sao-paulo/

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Governo investiga suspeita de febre amarela em mais 2 macacos encontrados mortos em SP


Após a morte de um macaco por febre amarela silvestre, o governo de São Paulo investiga se mais dois macacos encontrados mortos no Parque Horto Florestal, na Zona Norte da capital paulista, estavam com a doença. A suspeita foi divulgada pelo secretário estadual de Saúde, David Uip, nesta segunda-feira (23).

Macaco foi encontrado morto em Horto Florestal (Foto: Reprodução/TV Globo)
Ao todo, foram encontrados cinco macacos mortos na região do Horto nos últimos dias. Um já teve a contaminação constatada e dois ainda estão sob análise. Dos outros dois restantes só foram encontradas as carcaças, o que impossibilita a realização de exames.
O Parque Horto Florestal e o Parque da Cantareira, também na Zona Norte, foram fechados na manhã do sábado (21), após a descoberta da morte dos animais. Segundo Uip, não há previsão de reabertura. Eles permanecerão interditados até o governo achar que o local é "seguro" para a população. "Não é necessário pânico. Nós temos tudo sob controle", ressaltou o secretário.
Uip disse que já conversou com ministro da Saúde, Ricardo Barros, para caso seja necessário reforçar o estoque de vacina contra a febre amarela. O Estado de São Paulo já possui 1,5 milhão de doses, de acordo com a Secretaria de Saúde. O acerto com o governo federal teria sido feito, então, apenas por precaução.
Governo estadual e prefeitura iniciaram uma campanha mais intensa de vacinação no sábado. Desde então, quase 5 mil pessoas já foram vacinadas. A ideia, segundo o secretário Uip, é realizar um milhão de imunizações. O foco será nos bairros de Tremembé, Casa Verde e Vila Nova Cachoerinha, que são vizinhos ao Horto.
A vacinação será focada nos arredores porque o mosquito transmissor não tem muita autonomia de voo. "Quem deve ser vacinado são as pessoas que moram a 500 metros do Horto. Essa população de fronteira", disse Regiane de Paula, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica. Segundo ela, por precaução, a campanha pode ser estendida para um raio de 1 km no futuro: "Temos doses para isso".
Este ano, no estado, já foram constatados 22 casos de febre amarela silvestre. Dez pessoas morreram – nenhuma na capital. O último óbito ocorreu em Itatiba, no interior, na semana passada. 

A morte

O macaco foi encontrado morto no dia 9 de outubro. Apesar de serem hospedeiros do vírus, os animais não são transmissores da doença para humanos. Os transmissores são duas espécies de mosquitos silvestres: Haemagogus e Sabethes. Técnicos da Vigilância Sanitária estão evitando criadouros do transmissor da febre amarela e fazendo uma varredura nos parques para coletar amostras dos mosquitos. 

Vacinação

A vacinação teve início neste sábado em um posto volante que passou a funcionar na associação do bairro, localizada na rua Tomé Afonso de Moura, 345. A região também teve outros dois pontos de imunização neste sábado: na UBS e AMA Jardim Peri e UBS Horto Florestal. O governo afirmou que outros dois locais de vacinação contra a febre amarela seriam abertos na Zona Norte: Vila Dionísia, na Rua Chen Ferraz Falcão número 50, e na UBS Mariquinha Sciascia, na Rua Doutor José Vicente, no número 39. O atendimento em todas as unidades é das 8h às 17h.

“Não há motivos para pânico. Nós temos vacina para vacinar toda essa população em torno do Horto Florestal durante todo o mês. Não tem o menor problema", disse Regiane de Paula, diretora do Centro de Vigilância epidemiológica.

A vacina é contraindicada para bebês menores de nove meses, gestantes, mulheres que estão amamentando; idosos com mais de 60 anos; pacientes com câncer; pessoas imunodeprimidas; e pessoas com alergia grave à proteína do ovo. Nesses casos, o ministério recomenda que um médico avalie se é mesmo necessário tomar a vacina.

Autora: G1 Globo
Fonte: G1 Globo
Sítio Online da Publicação: G1 Globo
Data de Publicação: 23/10/2017