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sexta-feira, 3 de abril de 2020

Brasil e EUA estreitam parcerias na área da saúde

Ministério da Saúde e embaixada americana debateram ações para o enfrentamento da Covid-19, como produção de insumos e equipamentos, além de esforços no desenvolvimento da vacina

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, se reuniu nesta quinta-feira (2/04), com o embaixador dos Estados Unidos da América (EUA) no Brasil, Todd C. Chapman, para tratar de parcerias na área da saúde entre os países no enfrentamento da pandemia da Covid-19. O objetivo é unir esforços na área de produção de insumos e equipamentos.



Participaram do encontro o embaixador e ministro de Estado das Relações Exteriores, Ernesto Araújo; o embaixador e secretário Geral do Ministério das Relações Exteriores, Otávio Brandelli; representante do Departamento de Saúde e Serviços Humanos da Embaixada dos EUA no Brasil, Amy Dubois; e o conselheiro de Meio Ambiente, Ciências, Tecnologia e Saúde da Embaixada dos EUA no Brasil, Pablo Valdez.

Durante a reunião, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta disse que o Brasil está aberto para conversar sobre novas parcerias em saúde na área de tecnologia, assistência, produção de insumos e materiais, como fabricação nacional de equipamentos de proteção.

Todd lembrou que os dois países já possuem parcerias em saúde para o combate de outras epidemias, como a do vírus zika. “Empresas americanas estão interessadas em investir na produção de uma vacina para o coronavírus”, comentou o embaixador Chapman. O ministro da Saúde se mostrou aberto à parceria.

Outro ponto foi a questão da produção de máscaras N95, específicas para uso de profissionais da saúde. O ministro da Saúde ressaltou a capacidade brasileira na produção desses insumos, dependendo da matéria prima de outros países para produção. O embaixador americano vai analisar a viabilidade de intermediar o acesso do material para um eventual abastecimento dos países das Américas do Norte, Central e do Sul.

“Temos aqui no Brasil uma indústria que conseguiria fazer 1,5 milhão de máscaras N95 por mês, mas precisamos da matéria prima. Além disso, fábricas que podem produzir 8 mil respiradores por mês, que antes produziam de 300 a 400 equipamentos”, pontou o ministro da Saúde durante o encontro. O embaixador completou que “alianças são usadas para combater ameaças de fora, como o vírus”, em referência à pandemia que está atingindo o Brasil e o mundo.
Por Bruno Cassiano, da Agência Saúde
Atendimento à imprensa
(61) 3315-3580 / 2745 / 2351

Autor: Bruno Cassiano
Fonte: Agência Saúde
Sítio Online da Publicação: Ministerio da Saúde
Data: 02/04/2020
Publicação Original: https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/46649-brasil-e-eua-estreitam-parcerias-na-area-da-saude

sexta-feira, 8 de março de 2019

A mudança climática e o crescimento da população projetam escassez de água em partes dos EUA muito antes do final do século

Mesmo os esforços para usar a água de maneira mais eficiente nos setores municipais e industriais não serão suficientes para evitar escassez, dizem os autores do novo estudo. Os resultados sugerem que as reduções no uso da água na agricultura provavelmente desempenharão o papel mais importante na limitação da escassez futura de água.

Por Lauren Lipuma*


O Lago Shasta, o maior lago artificial na Califórnia, estava com 36% de capacidade quando esta foto foi tirada em janeiro de 2014. Um novo estudo mostra que a mudança climática e o crescimento da população estão preparando a escassez de água em partes dos EUA muito antes do fim do o século.
Crédito: USGS / Angela Smith.


O novo estudo [Adaptation to future water shortages in the United States caused by population growth and climate change] faz parte de uma avaliação maior de 10 anos do Serviço Florestal dos EUA sobre recursos renováveis, incluindo madeira, forragem de pastagens, vida selvagem e água.

“O novo estudo não apenas fornece uma estimativa do futuro suprimento e demanda de água, mas também analisa o que podemos fazer para diminuir a escassez projetada”, disse Thomas Brown, da Estação de Pesquisa Rocky Mountain, no Colorado, e principal autor do estudo. .

Para fazer isso, os pesquisadores usaram uma variedade de modelos climáticos globais para analisar cenários climáticos futuros e como eles provavelmente afetarão o suprimento e a demanda de água. Eles também consideraram o crescimento populacional.

No lado da oferta de água, os autores usaram um modelo de rendimento de água para estimar a quantidade de água que se tornaria disponível para uso em todo o país e modelaram como essa água seria fornecida para uso in-stream e off-stream ou armazenada em reservatórios. para uso futuro.

O novo estudo constata que a mudança climática e o crescimento populacional provavelmente apresentam sérios desafios em algumas regiões dos EUA, notadamente nas Grandes Planícies Central e meridional, no sudoeste e nos estados centrais das Montanhas Rochosas, e na Califórnia, e também em algumas áreas do Sul e Centro Oeste.

O cerne da nova análise é uma comparação do suprimento futuro de água versus a demanda estimada de água em diferentes setores consumidores de água, como indústria e agricultura.

O estudo constata que as reduções contínuas nas taxas de uso de água per capita são prováveis na maioria dos setores de uso da água, mas serão insuficientes para evitar a escassez iminente de água devido aos efeitos combinados do crescimento populacional e da mudança climática.

Os autores do estudo analisaram uma variedade de estratégias adaptativas para aliviar a escassez de água projetada, como aumentar a capacidade de armazenamento do reservatório, bombear mais água dos aquíferos subterrâneos e desviar mais água dos córregos e rios. Aumentar o tamanho dos reservatórios não parece promissor para evitar a escassez de água, especialmente em partes dos EUA que devem se tornar mais secas à medida que a mudança climática avança.

“Onde a água é o fator limitante, é improvável que a ampliação do reservatório armazene mais água”, disse Brown.

Novas reduções nas reservas de água subterrânea e maiores desvios dos fluxos in-stream poderiam ajudar a aliviar a escassez futura em muitas áreas, mas acarretariam sérios custos sociais e ambientais. Se esses custos forem evitados, melhorias na eficiência da irrigação precisarão se tornar uma alta prioridade, e transferências adicionais de água da agricultura para outros setores provavelmente serão essenciais, dizem os autores do estudo.

Brown adverte que as pessoas não devem ler muito no relatório sobre seus suprimentos de água locais. O novo estudo modela grandes bacias hidrográficas e não observa o que acontecerá em uma cidade ou município.


Referência:

Brown, T. C., Mahat, V., & Ramirez, J. A. (2019). Adaptation to future water shortages in the United States caused by population growth and climate change. Earth’s Future, 7. https://doi.org/10.1029/2018EF001091

Fonte: American Geophysical Union



* Tradução e edição de Henrique Cortez, EcoDebate.

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 08/03/2019




Autor: Henrique Cortez
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 08/03/2019
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2019/03/08/a-mudanca-climatica-e-o-crescimento-da-populacao-projetam-escassez-de-agua-em-partes-dos-eua-muito-antes-do-final-do-seculo/

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Vacina da gripe disponível no Brasil protege contra vírus H3N2, que provocou epidemia nos EUA



Enfermeiro vacina mulher contra gripe em posto de saúde no Distrito Federal (Foto: André Borges/Divulgação)


A vacina da gripe disponível no Brasil nessa temporada contém proteção contra versão do H3N2, vírus que circulou com força no hemisfério norte em janeiro desse ano. Por lá, essa forma do vírus puxou o número de infectados pelo influenza para 47 mil, o dobro do registrado em 2017. Em laboratórios da rede privada, o imunizante já está disponível a um preço médio de R$ 130.


Na rede pública, o Ministério da Saúde informa que a campanha nacional destinada aos mais vulneráveis deve começar na segunda quinzena de abril.


Geralmente, as vacinas contra o influenza são disponibilizadas no Brasil entre abril e maio para proteção em junho, período em que o vírus da gripe começa a circular com mais força. Os vírus utilizados para a confecção da vacina são atualizados anualmente e, esse ano, a vacina brasileira ganhou essa nova forma do H3N2 que ajudou a provocar a epidemia mais grave registrada nos EUA nos últimos 13 anos.


No hemisfério norte, a vacina acabou por não ser atualizada em tempo e, por isso, o vírus acabou fazendo mais vítimas, explica o infectologista e pediatra Renato Kfouri. "Normalmente, há um pareamento entre o vírus circulante e a vacina, mas isso acabou não acontecendo no hemisfério norte e houve um aumento expressivo no número de casos", diz Kfouri.



"Por aqui, a vacina brasileira já vai conter a forma do vírus que circulou no hemisfério norte, mas ainda precisamos ver se vai haver esse pareamento entre a vacina e a forma circulante", explica o especialista.




O médico detalha que os vírus influenza conseguem sofrer pequenas mutações que, embora não tão diferentes do ponto de vista morfológico, são suficientes para "enganar" o sistema imunológico e provocar infecções mais graves.



"Essa forma que circulou nos EUA foi mais virulenta, o que significa dizer que foi mais agressiva que as demais", aponta Kfouri.





O H3N2 já fez 10 vítimas no Brasil em 2018 -- não há confirmação, no entanto, se os óbitos ocorreram por essa forma circulante nos Estados Unidos. Segundo o Ministério da Saúde, o país registrou 228 casos de influenza e 28 óbitos. Do total, 57 casos e 10 óbitos foram por H3N2. Em relação ao vírus H1N1, foram registrados 84 casos e 8 óbitos.


Ainda foram registrados 50 casos e 6 óbitos foram por influenza B. A pasta informa que os outros 37 casos e 4 óbitos foram provocados por influenza A sem subtipo definido. Em 2017 (ano todo), foram registrados 2.691 casos e 498 óbitos por influenza.





EUA têm 47 mil casos de gripe no início de inverno, o dobro de 2017


Vacina da gripe no Brasil em 2018


Na rede privada, laboratórios já estão oferecendo a vacina com os novos vírus recomendados para essa temporada.


Em laboratórios do Grupo Dasa, que administra redes no Brasil inteiro, as vacinas tri e tetravalente estão sendo oferecidas a um preço que varia entre 90 e 160 reais. Em farmácias em São Paulo, a vacina trivalente é oferecida a um preço médio de R$ 130.


A Agência Nacional de Saúde Suplementar informa que os planos de saúde não estão obrigados a oferecer e cobrir a vacina contra a gripe. Segundo a ANS, todo o programa de imunizações fica a cargo do Ministério da Saúde.



Já o Ministério da Saúde informa que a campanha nacional contra o vírus será definida nos próximos dias, mas deve ocorrer ainda esse mês. A vacina é oferecida gratuitamente pelo governo para pessoas que podem desenvolver reações mais graves ao vírus.



Crianças de 6 meses a 5 anos de idade;
Gestantes; puérperas, isto é, mães que deram à luz há menos de 45 dias;
Idosos;
Profissionais de saúde, professores da rede pública ou privada, portadores de doenças crônicas, povos indígenas e pessoas privadas de liberdade.




Como o imunizante consegue induzir o sistema imunológico com um vírus morto, não há risco de reações graves e a vacina é indicada para pessoas com problemas de imunidade, diz Kfouri. Ele explica que, embora a vacina na campanha nacional seja destinada aos mais vulneráveis, a indicação é que todos que puderem procurem o imunizante.



Doutora Ana Responde: Gripe 2018: devemos nos vacinar?




Doses de vacinas contra a gripe no Brasil (Foto: Reprodução/ EPTV)


Vírus definidos pela OMS



Todos os anos, a Organização Mundial de Saúde define quais tipos de vírus as vacinas contra a gripe devem conter a partir dos vírus mais circulantes no ano anterior. No hemisfério Sul, ficou definido que a vacina trivalente (com três vírus) deve conter:


- um vírus similar ao vírus influenza A/Michigan/45/2015 (H1N1)pdm09;



- um vírus similar ao vírus influenza A/Singapore/INFIMH-16-0019/2016 (H3N2);


- um vírus similar ao vírus influenza B/Phuket/3073/2013.


Já as vacinas quadrivalentes, podem conter também o influenza B da forma Brisbane/60/2008.



"Há uns 9 anos mais ou menos, não era comum ter a circulação simultânea de dois tipos de influenza B. Essa situação mudou e, por isso, começaram a surgir as vacinas com quatro subtipos do vírus", diz Kfouri.




Ilustração representa vírus influenza (Foto: Centers for Disease Control and Prevention/Divulgação)



Entenda os tipos de influenza e mutações



O infectologista Renato Kfouri explica que o vírus influenza é dividido em tipos, subtipos e linhagens. Todas essas variações correspondem a diferenças encontradas no material genético do vírus.


Primeiro, em relação ao tipo, o influenza é dividido em A, B e C. O vírus A e B são os que infectam seres humanos; já o tipo C, não é incluído em vacinas e não tem relevância para a saúde pública até o momento.


Já essas formas H3N2, H1N1, dentre outras, referem-se aos subtipos do influenza A. As letras H e N referem-se a proteínas encontradas na superfície do vírus, respectivamente, neuraminidase e hemaglutinina.


Os números, por sua vez, são referentes a maneira como essa proteína é apresentada, como uma haste mais longa, por exemplo.


Já o influenza B é dividido em duas linhagens, que passaram a circular simultaneamente nos últimos anos.



Autor: Monique Oliveira
Fonte: G1 Globo
Sítio Online da Publicação: G1 Globo
Data de Publicação: 09/04/2018
Publicação Original: https://g1.globo.com/bemestar/noticia/vacina-da-gripe-disponivel-no-brasil-protege-contra-virus-que-provocou-epidemia-nos-eua.ghtml

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

ESTUDO PUBLICADO NA SCIENTOMETRICS MOSTRA MAIOR ATUAÇÃO DE PESQUISADORES DE PAÍSES DIFERENTES

O número de colaborações internacionais triplicou nos últimos quinze anos, revela uma análise de mais de 10 milhões de papéis rastreados pela Web of Science. O estudo, publicado em Scientometrics em novembro de 2017, descobriu que 21,3% (418,866 artigos) da produção científica total em 2015, apresentou co-autores internacionais, em comparação com 10,7% (136.483 documentos) em 2000. As conexões também passaram de 174 em 2000, para 200 em 2015. A pesquisa realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) teve nota publicada no site da Nature Index

De acordo com a nota, o co-autor do estudo Eduardo Motta Albuquerque, economista da UFMG, acredita que o crescimento das colaborações globais é uma tendência muito positiva. Segundo ele, muitos dos maiores problemas do mundo são de escala global e exigem cooperação internacional. Além de Albuquerque a pesquisa contou com Marcia Rapini, Leandro Silva e Leonardo Ribeiro como co-autores.

Os Estados Unidos lideram o caminho. Pesquisadores dos EUA formaram quase 300 mil conexões com pesquisadores em 202 países para co-autor de publicações em 2015, seguido pela Inglaterra e Alemanha. Três universidades inglesas - Universidade de Oxford, Universidade de Cambridge e University College London - estavam entre as cinco instituições com as conexões mais internacionais.

A China, o segundo maior produtor de artigos, apareceu em quarto lugar na lista de nações colaborativas internacionais, com mais de 100.000 conexões em artigos com 173 países.O Nature Index apresenta uma imagem semelhante. O maior número de trabalhos com co-autores internacionais foi produzido por pesquisadores dos EUA, seguido por Alemanha e Reino Unido.

Acompanhe aqui o artigo na íntegra, publicado no site da Nature Index.


Autor: Téo Scalioni
Fonte: fapemig
Sítio Online da Publicação: fapemig
Data de Publicação: 24/01/2018
Publicação Original: http://www.fapemig.br/visualizacao-de-noticias/ler/1231/estudo-publicado-na-scientometrics-mostra-maior-atuacao-de-pesquisadores-de-paises-diferentes

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Por que o governo dos EUA decidiu liberar experimentos com vírus mortais




Turistas chineses usam máscaras para se proteger do vírus da Mers na Coreia do Sul; pesquisadores poderão pesquisar como o vírus provoca síndrome respiratória (Foto: Reuters/Kim Hong-Ji)



O governo dos EUA decidiu suspender uma regra em vigor havia três anos que proibia experimentos em laboratório com vírus mortais.


O argumento é que os benefícios potenciais superam os riscos. Pesquisadores poderão, assim, manipular vírus como influenza, Sars (causador da síndrome respiratória aguda grave, que atingiu a Ásia) e Mers (síndrome respiratória do Oriente Médio).


A proibição a esse tipo de experimento havia sido imposta após violações de segurança em instituições federais americanas em testes envolvendo o antraz (doença causada por uma bactéria) e a gripe aviária.


Agora, um comitê científico terá que revisar e dar o sinal verde para cada projeto de pesquisa.


Só será permitido iniciar os experimentos se o comitê determinar que não há outra forma mais segura de conduzir a pesquisa e que os potenciais benefícios justificam o correr o perigo.




Prós e contras




Os mais críticos dizem que a decisão não elimina os riscos de uma pandemia acidental. Do outro lado, os que apoiam a medida argumentam que muitos Estados dos EUA não estão preparados para um surto de um vírus mortal, e que as pesquisas podem ajudar na prevenção.



"Acredito que a natureza é bioterrorista, e nós precisamos fazer de tudo para estar um passo adiante", afirma Samuel Stanley, presidente do Conselho Nacional de Ciência para Biossegurança, que estabeleceu diretrizes para as novas regras.




"Pesquisas básicas com esses agentes feita por laboratórios já mostraram que é possível fazer isso com segurança."


O veto havia sido imposto em 2014, depois de lapsos de segurança terem sido identificados.


Em junho daquele ano, por exemplo, 75 funcionários dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês) receberam tratamentos por causa da suspeita de terem sido expostos a bactérias de antraz.


No mês seguinte, frascos do vírus da varíola foram encontrados em uma caixa de papelão em um centro de pesquisa em Washington.



Há ainda a preocupação de que a pesquisa com patógenos transmissíveis, como vírus, fungos e protozoários, possa ser usada para a criação de vírus mutantes.


O Instituto Nacional de Saúde (NIH, na sigla em inglês) dos EUA diz que, com a introdução de novas diretrizes, chegou o momento de suspender a proibição do financiamento dessas pesquisas.




O que dizem as regras




Para conduzir pesquisas com vírus mortais, é preciso demonstrar que o estudo é "eticamente justificável".


Laboratórios e instituições interessadas devem também demonstrar capacidade e compromisso de conduzir os experimentos com segurança e de responder de forma rápida a qualquer acidente, de forma a mitigar potenciais riscos.


Segundo Francis Collins, diretor do NIH (sigla em inglês do Instituto Nacional de Saúde), o objetivo é implementar "um rigoroso processo, para termos a segurança de que estamos fazendo (as pesquisas) da forma correta".


A decisão de acabar com o veto agradou vários cientistas. Para eles, as iniciativas federais e estaduais para reagir a uma possível pandemia tinham piorado - entre as principais razões, dizem, estariam os cortes no financiamento.


No entanto, há quem discorde.


Marc Lipsitch, epidemiologista da Universidade Harvard, disse à publicação científica Nature que esse tipo de experimento "não fez quase nada no sentido de melhorar a nossa preparação para pandemias, mas cria o risco de uma pandemia acidental".


Ele saudou, porém, o nível extra de controle agora necessário para os casos a serem autorizados.




Autor: BBC
Fonte: G1 Globo
Sítio Online da Publicação: G1 Globo
Data de Publicação: 21/12/2017
Publicação Original: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/por-que-o-governo-dos-eua-decidiu-liberar-experimentos-com-virus-mortais.ghtml

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

EUA vão conter venda de produtos homeopáticos





Medicamentos homeopáticos podem conter substâncias potencialmente tóxicas para o organismo, como a planta Belladona (Foto: Eskimokettu/Pixabay/Creative Commons CC0)



Os Estados Unidos vão barrar alguns produtos homeopáticos que são vendidos como medicamentos.


Serão retirados do mercado os produtos indicados para condições graves. Também aqueles que contêm ingredientes potencialmente nocivos serão barrados.


O país, no entanto, ainda estuda quais produtos exatamente serão retirados de circulação.


Segundo o FDA (Food And Drug Administration, órgão que regula medicamentos nos Estados Unidos), alguns desses compostos são comercializados para uma série de condições (do resfriado ao câncer) sem testes que comprovem sua eficácia.


"Em muitos casos, as pessoas estão depositando sua confiança e dinheiro em terapias que podem trazer pouco ou nenhum benefício na luta contra doenças graves", descreve a nota do FDA.


Sobre a homeopatia

A homeopatia é uma prática médica alternativa desenvolvida no final de 1700, com base em dois princípios fundamentais: que uma substância que causa sintomas em uma pessoa saudável pode ser usada de forma diluída para tratar a doença; e que, quanto mais diluída a substância, mais potente ela é.

Fonte: FDA (Food And Drug Administration)


"Nós respeitamos as pessoas que desejam utilizar tratamentos alternativos, mas temos a responsabilidade de proteger o público", continua a nota.


Produtos com indicação pediátrica também estarão na mira do FDA, como os derivados da planta "belladona", que contém elementos tóxicos para o organismo.


Produtos com a planta são indicados para doenças reumáticas. Ela também é usada no Parkinson, na asma e como calmante.




Um dos princípios da homeopatia é que a diluição do causador da doença pode curá-la (Foto: Reprodução/EPTV)



Segundo o FDA, os produtos homeopáticos são preparados a partir de uma variedade de fontes, incluindo plantas, minerais, produtos químicos e excreções e secreções humanas e de animais.


Esses produtos são normalmente vendidos em farmácias, lojas de varejo e on-line. O mercado desses medicamentos rendeu US$ 3 bilhões na última década, informa o FDA.


Na esteira do crescimento desse mercado, foi nos últimos anos também que o órgão passou a detectar um número crescente de produtos que podem trazer riscos à saúde -- e, por isso, uma regulamentação mais forte se faz necessária, diz a agência.




Autor: G1 Globo
Fonte: G1 Globo
Sítio Online da Publicação: G1 Globo
Data de Publicação: 19/12/2017
Publicação Original: https://g1.globo.com/bemestar/noticia/eua-vao-conter-venda-de-produtos-homeopaticos.ghtml

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Indústria do açúcar dos EUA ocultou evidências dos efeitos da sacarose na saúde há quase 50 anos

Um grupo de comércio da indústria açucareira dos EUA parece ter retirado um estudo que estava produzindo evidências de animais que ligavam a sacarose a doenças cardiovasculares há quase 50 anos.

Por Henrique Cortez, EcoDebate, com informações da PLOS

Os pesquisadores Cristin Kearns, Dorie Apollonio e Stanton Glantz, da Universidade da Califórnia em San Francisco, analisaram os documentos internos da indústria açucareira e descobriram que a Sugar Research Foundation (SRF) financiou pesquisa animal para avaliar os efeitos da sacarose sobre a saúde cardiovascular. Quando a evidência pareceu indicar que a sacarose pode estar associada a doença cardíaca e câncer de bexiga, a fundação encerrou o projeto sem publicar os resultados.

Em uma análise anterior dos documentos, Kearns e Glantz descobriram que a SRF havia financiado secretamente um artigo de revisão de 1967 que minimizava evidências que vincularam o consumo de sacarose com a doença cardíaca coronária. Essa revisão financiada pela SRF observou que os micróbios intestinais podem explicar por que os ratos alimentados com açúcar apresentaram níveis mais altos de colesterol do que os que alimentaram amido, mas descartaram a relevância dos estudos em animais para a compreensão da doença humana.

No novo artigo na PLOS Biology , a equipe informa que no ano seguinte, SRF (que mudou seu nome em 1968 para a International Sugar Research Foundation, ou ISRF) lançou um estudo de ratos chamado Projeto 259 para medir os efeitos nutricionais da organismos [bacterianos] no trato intestinal “quando a sacarose foi consumida, em comparação com o amido.

A pesquisa financiada pelo ISRF em ratos na W.R.F. Pover of the University of Birmingham sugeriu que as bactérias intestinais ajudam a mediar os efeitos cardiovasculares adversos do açúcar. Pover também relatou achados que podem indicar um risco aumentado de câncer de bexiga. “Esta descoberta incidental do Projeto 259 demonstrou à ISRF que a sacarose versus o consumo de amido causou diferentes efeitos metabólicos”, argumenta Kearns e seus colegas “, e sugeriu que a sacarose, ao estimular a beta-glucuronidase urinária, pode ter um papel na patogênese do câncer de bexiga.”

A ISRF descreveu a descoberta em um documento interno de setembro de 1969 como “uma das primeiras demonstrações de uma diferença biológica entre ratas alimentadas com sacarose e amido”. Mas logo após o ISRF ter conhecido esses resultados – e pouco antes de o projeto de pesquisa estar completo – o grupo encerrou o financiamento para o projeto e não foram encontradas descobertas do trabalho.

Na década de 1960, os cientistas discordaram sobre se o açúcar poderia elevar os triglicerídeos em relação ao amido, e o Projeto 259 teria reforçado o caso que poderia, argumentam os autores. Além disso, encerrar o Projeto 259 fez eco dos esforços anteriores da SRF para minimizar o papel do açúcar nas doenças cardiovasculares.

Os resultados sugerem que o debate atual sobre os efeitos relativos do açúcar versus amido pode ser enraizado em mais de 60 anos de manipulação industrial da ciência. No ano passado, a Sugar Association criticou um estudo em ratos, sugerindo uma ligação entre o açúcar e o aumento do crescimento e metástase do tumor, afirmando que “nenhuma ligação credível entre açúcares ingeridos e câncer foi estabelecida”.

A análise de Kearns e seus colegas dos documentos da indústria, ao contrário, sugere que a indústria conhecia a pesquisa animal sugerindo essa ligação e parou o financiamento para proteger seus interesses comerciais meio século atrás.

“O tipo de manipulação da pesquisa é semelhante ao que a indústria do tabaco faz”, de acordo com o co-autor Stanton Glantz. “Esse tipo de comportamento questiona os estudos financiados pela indústria do açúcar como fonte confiável de informações para a elaboração de políticas públicas”.

“Nosso estudo contribui para um corpo mais vasto de literatura documentando a manipulação da indústria na ciência”, escrevem os pesquisadores no documento. “Com base na interpretação dos resultados preliminares da ISRF, o aumento do financiamento do Projeto 259 teria sido desfavorável aos interesses comerciais da indústria açucareira”. A SRF cortou o financiamento antes que isso acontecesse.




Desenho experimental para o Projeto 259 e resultados relatados ao ISRF. (A) O Projeto 259 foi conduzido usando ratos “livres de germe” que foram criados em isoladores para limitar sua exposição a bactérias. O estudo principal descobriu que os ratos alimentados com uma dieta com alto teor de açúcar apresentaram uma diminuição acentuada altamente significativa nos triglicerídeos no sangue, em comparação com os controles. (B) O investigador principal do Projeto 259, WFR Pover, disse à ISRF que, se os mesmos ratos apresentassem um nível elevado de triglicerídeos depois de serem expostos a bactérias e alimentados com a mesma dieta com alto teor de açúcar, “o papel das bactérias na determinação dos níveis de triglicerídeos será comprovado conclusivamente [em ratos] “[ 33]. O ISRF encerrou o financiamento para as experiências antes de serem concluídas. Um estudo preliminar inicial realizado antes do experimento principal descobriu que os ratos alimentados com uma dieta com alto teor de açúcar tinham menos inibidor de beta-glucuronidase na urina do que os ratos alimentados com uma dieta PRM básica com alto teor de amido. A beta-glucuronidase é uma enzima, e os níveis elevados de urina eram associados a câncer de bexiga na década de 1960. Imagem do mouse vector icon credit : Rvector / Shutterstock . com . ISRF, International Sugar Research Foundation. https://doi.org/10.1371/journal.pbio.2003460.g001




PLOS Biology: http://journals.plos.org/plosbiology/article?id=10.1371/journal.pbio.2003460


Referência:

Kearns CE, Apollonio D, Glantz SA (2017) Sugar industry sponsorship of germ-free rodent studies linking sucrose to hyperlipidemia and cancer: An historical analysis of internal documents. PLoS Biol 15 (11): e2003460. https://doi.org/10.1371/journal.pbio.2003460



in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 22/11/2017




Autora: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data de Publicação: 22/11/2017
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2017/11/22/industria-do-acucar-dos-eua-ocultou-evidencias-dos-efeitos-da-sacarose-na-saude-ha-quase-50-anos/

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Em 2030, a TI como conhecemos acabará, prevê executivo da CA


Para Otto Berkes, vice-presidente-executivo e diretor de tecnologia da empresa norte-americana, as tecnologias atuais serão virtualmente irreconhecíveis





As mudanças tecnológicas e a velocidade com que elas acontecem têm gerado uma série de previsões para o futuro. Mas talvez a mais certeira delas é que, definitivamente, a TI nunca mais será a mesma. Na visão de Otto Berkes, vice-presidente-executivo e diretor de tecnologia da CA Technologies, em 2030, a TI como conhecemos hoje acabará ou será “virtualmente irreconhecível”. Nesse contexto, o papel do CIO também mudará, afirmou ele. Para o executivo, esse líder será mais um orquestrador, do que dono da TI.

Nesse mercado em evolução, alertou o executivo em apresentação no segundo dia do CA World, evento anual da empresa em Las Vegas (EUA), é preciso estar preparado para as novas disrupções tecnológicas, como a inteligência artificial (AI) e a internet das coisas (IoT).

Dessa forma, acredita ele, é preciso construir o futuro a partir de hoje. “A tecnologia é um ecossistema entre pessoas e máquinas. Como, então, tomar decisões olhando para dez anos a partir de agora? A partir da Moderna Fábrica de Software”, revelou.
Software sob os holofotes

O conceito de Moderna Fábrica de Software, criado pela empresa, gira em torno de que o software está no centro de todas as companhias, em todos os setores, e o negócio moderno precisa estar pronto para desenvolver, corrigir e atualizar sua plataforma de software e viabilizar a transformação digital.

Na Moderna Fábrica de Software, explicou o executivo, imperam agilidade, automação inteligente, geração de insights por meio de dados e segurança de ponta a ponta. Ayman Sayed, presidente e diretor de Produtos da CA Technologies, contou que, hoje, o portfólio da CA endereça essas questões e é composto por ferramentas e tecnologias que injetam análise e aprendizado de máquina nos investimentos tecnológicos atuais dos clientes.

“A era dos sistemas inteligentes está apenas começando. Vamos ver cada vez mais a transição de empresas digitais para empresas inteligentes. Não se trata de uma escolha o uso de AI, é mandatório. AI e automação vão ser peça central para nos ajudar a fazer mais com as capacidades que temos”, disse Berkes reforçando mais uma vez que a era da cognição está chegando e é preciso se preparar para essa mudança, definitivamente quebrando barreiras.

*A jornalista viajou a Las Vegas (EUA) a convite da CA Technologies

Autora: DÉBORAH OLIVEIRA
Fonte: itforum365
Sítio Online da Publicação: itforum365
Data de Publicação: 17/11/2017
Publicação Original: https://itforum365.com.br/digital/transformacao-digital/em-2030-ti-como-conhecemos-acabara-preve-executivo-da-ca?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsitf365

Robôs sociais já estão entre nós


MIT lançou neste ano o Jibo, robô considerado a maior inovação de 2017 pela revista Times

Até pouco tempo, robôs eram considerados um mal para a humanidade. Segundo o universo cinematográfico, eles chegariam para dominar humanos, roubar empregos e causar problemas em diversas áreas. Claro que ainda é um tema em discussão. Mas o cenário que se desenha é outro, na linha do BB-8, do filme Start Wars, que aposta na colaboração. Com a ascensão dos chamados robôs sociais, a ideia é que as máquinas sejam uma plataforma para humanizar a relação com as pessoas.

Essa é a proposta do Jibo, primeiro robô social criado por algumas das mentes mais respeitadas em robótica social e inteligência artificial do Massachusetts Institute of Technology (MIT), incluindo a professora e pioneira nessa indústria, Cynthia Breazeal. O robô, inclusive, acabou de ganhar o prêmio de Melhor Invenção de 2017, da revista Time, e foi considerado uma inovação que torna o mundo melhor, mais inteligente e até mais divertido.

Cynthia participou nesta semana do Women’s Forum, promovido pela CA Technologies no CA World, realizado em Las Vegas (EUA), e contou como surgiu seu interesse por tecnologia e especialmente por robótica. “Fui inspirada aos dez anos quando assisti ao Star Wars. Os robôs inteligentes e suas personalidades chamaram a minha atenção e sabia que era o caminho que queria seguir”, lembrou.
Muito além da máquina

Quando Cynthia ingressou na faculdade, enveredou para a pesquisa em robótica. E nesse momento, um importante acontecimento histórico a incentivou a seguir com seu sonho. Em 1997, a Nasa enviou para Marte seu primeiro robô. “Quando iniciei, então, meu PhD, comecei a pensar por que eles não estavam em nossas casas. Eu queria um robô com sentimento, que pudesse interagir com os humanos”, contou.

Foi aí que surgiu o primeiro rastro do Jibo, um robô social revolucionário, projetado, como explicou a acadêmica, para melhorar a qualidade da vida das pessoas por meio da educação, coaching e informações relevantes para o dia a dia dos humanos. Diferentemente de assistentes pessoais, como a Siri, da Apple, o Jibo tem um forte senso de humor e por isso tem conquistado de jovens a adultos. “É útil e ao mesmo tempo divertido. Isso nunca foi feito antes.”
 JIBO, O ROBÔ SOCIAL CRIADO PELO MIT


“Acredito que robôs sociais podem contribuir de forma positiva em vários aspectos de nossas vidas, gerando qualidade. Mas, antes de chegarmos lá, precisamos apresentar robôs sociais como algo natural. É isso que estamos fazendo com o Jibo”, ressaltou. Para Cynthia, robôs sociais são a nova plataforma para engajamento humanizado e o Jibo pode ser considerado o Apple 1 do mercado de robôs. “Esse é apenas o primeiro passo”, finalizou.

*A jornalista viajou a Las Vegas (EUA) a convite da CA Technologies

Autora: DÉBORAH OLIVEIRA
Fonte: itforum365
Sítio Online da Publicação: itforum365
Data de Publicação: 17/11/2017
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