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terça-feira, 30 de junho de 2020

Qual a diferença entre a vacina de Oxford e a do Butantan? Médica responde

Coronavírus: OMS registra 10.021.401 casos e 499.913 mortes no mundo

Dois estudos distintos sobre vacinas contra Covid-19 estão sendo foco de planejamento no combate ao coronavírus no Brasil. As vacinas de Oxford, no Reino Unido, e do Instituto Butantan, de São Paulo, já entram na terceira e última fase de testes.

Em entrevista à CNN na manhã desta segunda-feira (29), Rosana Richtmann, infectologista do Instituto de Infectologia Emilio Ribas, em São Paulo, e do Grupo Santa Joana, explicou que a tecnologia utilizada difere o estudo britânico do brasileiro.


"A principal diferença entre as duas é o uso de tecnologia distinta. Na de Oxford, por exemplo, eles usam um vetor - o adenovírus - e é de dose única. Por outro lado, a do Butantan já é uma vacina mais tradicional do ponto de vista de tecnologia, que nós já conhecemos em outras situações como a da gripe"

"Neste caso se usa um vírus inativo, morto e se requer, pelo menos, duas doses. O importante é que estamos falando de duas vacinas, e isso é muito importante para a população brasileira", acrescentou.

O governo brasileiro anunciou no sábado (27) uma parceria com o Reino Unido para a produção da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca no combate ao coronavírus. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) receberá a tecnologia e insumos.

Richtmann afirmou ainda que é a primeira vez em que o processo de negociação acontece mesmo antes da comprovação de eficácia. Entretanto, neste cenário de pandemia, é uma agilidade necessária.

"É tudo muito novo, então esta parceria é extremamente importante. Esta rapidez não é normal em outras situações, mas neste caso de pandemia, é o ideal (...). Existem 140 vacinas registradas no mundo para serem candidatas [no combate ao Covid-19]. Pelo menos três delas já estão na fase final e testando a eficácia. Estamos falando de uma doença que nenhum de nós temos imunidade suficiente até que se pegue a mesma", concluiu.

(Edição: Bernardo Barbosa)




Autor: CNN
Fonte: CNN
Sítio Online da Publicação: CNN
Data: 29/06/2020
Publicação Original: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/2020/06/29/qual-a-diferenca-entre-a-vacina-de-oxford-e-a-do-butantan-medica-responde

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

ESTUDO PUBLICADO NA SCIENTOMETRICS MOSTRA MAIOR ATUAÇÃO DE PESQUISADORES DE PAÍSES DIFERENTES

O número de colaborações internacionais triplicou nos últimos quinze anos, revela uma análise de mais de 10 milhões de papéis rastreados pela Web of Science. O estudo, publicado em Scientometrics em novembro de 2017, descobriu que 21,3% (418,866 artigos) da produção científica total em 2015, apresentou co-autores internacionais, em comparação com 10,7% (136.483 documentos) em 2000. As conexões também passaram de 174 em 2000, para 200 em 2015. A pesquisa realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) teve nota publicada no site da Nature Index

De acordo com a nota, o co-autor do estudo Eduardo Motta Albuquerque, economista da UFMG, acredita que o crescimento das colaborações globais é uma tendência muito positiva. Segundo ele, muitos dos maiores problemas do mundo são de escala global e exigem cooperação internacional. Além de Albuquerque a pesquisa contou com Marcia Rapini, Leandro Silva e Leonardo Ribeiro como co-autores.

Os Estados Unidos lideram o caminho. Pesquisadores dos EUA formaram quase 300 mil conexões com pesquisadores em 202 países para co-autor de publicações em 2015, seguido pela Inglaterra e Alemanha. Três universidades inglesas - Universidade de Oxford, Universidade de Cambridge e University College London - estavam entre as cinco instituições com as conexões mais internacionais.

A China, o segundo maior produtor de artigos, apareceu em quarto lugar na lista de nações colaborativas internacionais, com mais de 100.000 conexões em artigos com 173 países.O Nature Index apresenta uma imagem semelhante. O maior número de trabalhos com co-autores internacionais foi produzido por pesquisadores dos EUA, seguido por Alemanha e Reino Unido.

Acompanhe aqui o artigo na íntegra, publicado no site da Nature Index.


Autor: Téo Scalioni
Fonte: fapemig
Sítio Online da Publicação: fapemig
Data de Publicação: 24/01/2018
Publicação Original: http://www.fapemig.br/visualizacao-de-noticias/ler/1231/estudo-publicado-na-scientometrics-mostra-maior-atuacao-de-pesquisadores-de-paises-diferentes