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terça-feira, 17 de novembro de 2020

Diabetes é fator de risco para insuficiência renal




Diabetes é fator de risco para insuficiência renal

Doença está entre o segundo fator de risco para insuficiência renal. O tratamento para a doença renal é feito por sessões de hemodiálise ou transplante do órgão. Sábado (14/11) é comemorado o Dia Mundial do Diabetes para conscientização sobre a doença.

O diabetes atinge 16 milhões de brasileiros segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Fatores como obesidade, envelhecimento populacional e sedentarismo tem contribuído para o aumento no número de casos de diabetes.

No próximo sábado, 14 de novembro, é comemorado o Dia Mundial do Diabetes, uma data para prevenir e conscientizar a população sobre essa doença que causa muitas mortes no mundo. Além da mudança de vida que a doença exige do paciente, complicações podem comprometer outros órgãos, como os rins.

O diabetes, apesar de ser uma doença conhecida de nome pela população, ainda é cercada de mitos e informações desencontradas, principalmente para os portadores dessa patologia. Diferente do que muitos pensam, quem tem o problema pode ter uma vida normal, mas para isso, o acompanhamento médico, a adesão ao tratamento e a prática de hábitos saudáveis são fundamentais, principalmente para evitar outros transtornos.
Insuficiência renal
O diabetes pode trazer danos aos rins, comprometendo a sua capacidade de filtragem.

“Os altos níveis de açúcar fazem com que os rins filtrem muito sangue, sobrecarregando os órgãos e levando a perda de proteínas na urina”, explica o médico nefrologista e presidente da Fundação Pró-Rim, Dr. Marcos A. Vieira.

“Com o tempo e o excesso de resíduos no sangue, a sobrecarga faz com que os rins percam a capacidade de filtragem e venham a falhar. Assim, o paciente diabético vai necessitar de sessões de hemodiálise ou de um transplante renal”, complementa.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), aproximadamente 25% das pessoas com diabetes tipo I e 5 a 10% dos portadores de diabetes tipo II desenvolvem insuficiência nos rins. Cerca de 35% dos pacientes renais crônicos atendidos na Fundação Pró-Rim – referência nacional no tratamento renal – são diabéticos.
Epidemia silenciosa

A doença renal crônica é considerada uma epidemia silenciosa. Por não ter sintomas específicos, a insuficiência renal pode ser confundida com outras doenças, ocasionando atraso no seu diagnóstico. Os sinais mais comuns são inchaço, falta de apetite, enjoos, fraqueza, dores no estômago e perda de sono. “A identificação da doença muitas vezes só acontece quando se encontra em estágio avançado, e os rins já estão em fase crítica de funcionamento”, conta o nefrologista.
Diagnóstico e prevenção

É recomendado que os diabéticos, tanto do Tipo 1 e do Tipo 2, façam a pesquisa de microalbuminúria, a qual vai verificar a quantidade albumina (proteína produzida no fígado) eliminada na urina. Quanto maior a quantidade de albumina é eliminada pelo organismo, mais os rins estão afetados.

A Sociedade Brasileira de Nefrologia e a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) recomendam que toda pessoa com diabetes, entre os 12 a 70 anos de idade, faça a pesquisa pelo menos uma vez por ano.

“O controle da glicose é uma das medidas que o diabético deve gerenciar, evitando assim complicações para outras doenças, como a doença renal crônica, doenças cardiovasculares e a retinopatia diabética”, enfatiza Dr. Marcos A. Vieira.

Cuidados com a pressão arterial, o uso correto de medicamentos alinhados com a prática de hábitos saudáveis, como a prática de exercícios físicos, controle de peso e o não consumo de álcool e cigarros, podem reduzir o desenvolvimento de outras doenças.

“Nem todos os diabéticos desenvolvem a doença renal. O baixo controle da taxa glicêmica e da pressão arterial, e os fatores genéticos podem favorecer o surgimento da doença. É possível conviver com a diabetes desde que a pessoa se comprometa com o tratamento”, conclui o médico.
Identificando a diabetes

Existem dois tipos de diabetes: 1 e 2. A tipo 1 é uma doença autoimune. Aparece geralmente na infância e adolescência, mas pode ser diagnosticada em adultos também. Já a tipo 2 é quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz, ou não produz insulina suficiente para controlar a taxa de açúcar no sangue. Esse tipo é principalmente causado pela obesidade.

Fatores de risco:

– Idade igual ou superior a 45 anos

– História familiar de Diabetes Mellitus (pais, filhos e irmãos)

– Excesso de peso (IMC igual ou maior a 25Kg/m²)

– Sedentarismo

– Taxa de HDL-c (“bom” colesterol) baixa ou de triglicerídeos elevada

– Hipertensão Arterial

– Diabetes Mellitus gestacional prévio

– Macrossomia ou história de abortos de repetição ou mortalidade perinatal

– Uso de medicamentos hiperglicemiantes: corticosteroides, tiazídicos, betabloqueadores

Fonte: Fundação Pró-Rim



in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 13/11/2020




Autor: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 13/11/20
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2020/11/13/diabetes-e-fator-de-risco-para-insuficiencia-renal/

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Diabetes é fator de risco para insuficiência renal



Doença está entre o segundo fator de risco para insuficiência renal. O tratamento para a doença renal é feito por sessões de hemodiálise ou transplante do órgão. Sábado (14/11) é comemorado o Dia Mundial do Diabetes para conscientização sobre a doença.

O diabetes atinge 16 milhões de brasileiros segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Fatores como obesidade, envelhecimento populacional e sedentarismo tem contribuído para o aumento no número de casos de diabetes.

No próximo sábado, 14 de novembro, é comemorado o Dia Mundial do Diabetes, uma data para prevenir e conscientizar a população sobre essa doença que causa muitas mortes no mundo. Além da mudança de vida que a doença exige do paciente, complicações podem comprometer outros órgãos, como os rins.

O diabetes, apesar de ser uma doença conhecida de nome pela população, ainda é cercada de mitos e informações desencontradas, principalmente para os portadores dessa patologia. Diferente do que muitos pensam, quem tem o problema pode ter uma vida normal, mas para isso, o acompanhamento médico, a adesão ao tratamento e a prática de hábitos saudáveis são fundamentais, principalmente para evitar outros transtornos.
Insuficiência renal
O diabetes pode trazer danos aos rins, comprometendo a sua capacidade de filtragem.

“Os altos níveis de açúcar fazem com que os rins filtrem muito sangue, sobrecarregando os órgãos e levando a perda de proteínas na urina”, explica o médico nefrologista e presidente da Fundação Pró-Rim, Dr. Marcos A. Vieira.

“Com o tempo e o excesso de resíduos no sangue, a sobrecarga faz com que os rins percam a capacidade de filtragem e venham a falhar. Assim, o paciente diabético vai necessitar de sessões de hemodiálise ou de um transplante renal”, complementa.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), aproximadamente 25% das pessoas com diabetes tipo I e 5 a 10% dos portadores de diabetes tipo II desenvolvem insuficiência nos rins. Cerca de 35% dos pacientes renais crônicos atendidos na Fundação Pró-Rim – referência nacional no tratamento renal – são diabéticos.
Epidemia silenciosa

A doença renal crônica é considerada uma epidemia silenciosa. Por não ter sintomas específicos, a insuficiência renal pode ser confundida com outras doenças, ocasionando atraso no seu diagnóstico. Os sinais mais comuns são inchaço, falta de apetite, enjoos, fraqueza, dores no estômago e perda de sono. “A identificação da doença muitas vezes só acontece quando se encontra em estágio avançado, e os rins já estão em fase crítica de funcionamento”, conta o nefrologista.
Diagnóstico e prevenção

É recomendado que os diabéticos, tanto do Tipo 1 e do Tipo 2, façam a pesquisa de microalbuminúria, a qual vai verificar a quantidade albumina (proteína produzida no fígado) eliminada na urina. Quanto maior a quantidade de albumina é eliminada pelo organismo, mais os rins estão afetados.

A Sociedade Brasileira de Nefrologia e a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) recomendam que toda pessoa com diabetes, entre os 12 a 70 anos de idade, faça a pesquisa pelo menos uma vez por ano.

“O controle da glicose é uma das medidas que o diabético deve gerenciar, evitando assim complicações para outras doenças, como a doença renal crônica, doenças cardiovasculares e a retinopatia diabética”, enfatiza Dr. Marcos A. Vieira.

Cuidados com a pressão arterial, o uso correto de medicamentos alinhados com a prática de hábitos saudáveis, como a prática de exercícios físicos, controle de peso e o não consumo de álcool e cigarros, podem reduzir o desenvolvimento de outras doenças.

“Nem todos os diabéticos desenvolvem a doença renal. O baixo controle da taxa glicêmica e da pressão arterial, e os fatores genéticos podem favorecer o surgimento da doença. É possível conviver com a diabetes desde que a pessoa se comprometa com o tratamento”, conclui o médico.
Identificando a diabetes

Existem dois tipos de diabetes: 1 e 2. A tipo 1 é uma doença autoimune. Aparece geralmente na infância e adolescência, mas pode ser diagnosticada em adultos também. Já a tipo 2 é quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz, ou não produz insulina suficiente para controlar a taxa de açúcar no sangue. Esse tipo é principalmente causado pela obesidade.

Fatores de risco:

– Idade igual ou superior a 45 anos

– História familiar de Diabetes Mellitus (pais, filhos e irmãos)

– Excesso de peso (IMC igual ou maior a 25Kg/m²)

– Sedentarismo

– Taxa de HDL-c (“bom” colesterol) baixa ou de triglicerídeos elevada

– Hipertensão Arterial

– Diabetes Mellitus gestacional prévio

– Macrossomia ou história de abortos de repetição ou mortalidade perinatal

– Uso de medicamentos hiperglicemiantes: corticosteroides, tiazídicos, betabloqueadores

Fonte: Fundação Pró-Rim



in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 13/11/2020

Autor: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 13/11/20
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2020/11/13/diabetes-e-fator-de-risco-para-insuficiencia-renal/

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Ebola: insuficiência renal causa morte em sobreviventes do surto




Pesquisadores descobriram que efeitos a longo prazo da infecção pelo vírus do ebola contribuíram para o aumento das mortes subsequentes entre os sobreviventes do surto, acontecido entre os anos de 2013 a 2016, na África Ocidental.

“Na República da Guiné, 59 pacientes que sobreviveram ao ebola morreram mais tarde com insuficiência renal estabelecida como a causa da morte em 37 pacientes”, disse um dos autores do estudo, Lorenzo Subissi, PhD, do Sciensano, Instituto Nacional de Pesquisa de Saúde Pública em Bruxelas, na Bélgica.

“Não é de surpreender que fatores de risco como idade avançada, morar em uma área não urbana e longas estadias em unidades de tratamento de ebola estivessem ligados a um maior risco de mortalidade após a alta”, escreveram os autores no artigo publicado no The Lancet Infectious Diseases.

O coautor do estudo, Mory Keita, MD, epidemiologista da República da Guiné, que atualmente é coordenador de campo da Organização Mundial de Saúde (OMS) na República Democrática do Congo, disse em comunicado para a imprensa que a insuficiência renal é uma “causa de morte biologicamente plausível” em sobreviventes do ebola.


“Anteriormente, o vírus foi detectado em amostras de urina durante a fase aguda da enfermidade, demonstrando que pode infectar o rim. Alguns pacientes com o ebola desenvolvem lesão renal aguda, o que pode levar a insuficiência renal a longo prazo e ao aumento da mortalidade mesmo após a aparente recuperação inicial”, acrescentou Mory Keita.

Os autores disseram ainda que a insuficiência renal se baseava, principalmente, nos relatos de familiares de anúria, com altas concentrações de creatinina em alguns casos. Eles também observaram que outras condições, como malária, tuberculose pulmonar e hipertensão arterial, também poderiam ter contribuído para as mortes.

Os dados mais recentes da OMS indicam que, durante o atual surto de ebola na República do Gongo, que está em andamento desde agosto de 2018, houve 2.997 casos, incluindo quase dois mil óbitos.
Estudo “Primeiro de Seu Tipo”

Os cientistas observaram que a África Ocidental apresenta a maior coorte de sobreviventes da doença, mais de 17 mil pessoas no total.

Segundo dados do programa de monitoramento de sobreviventes nacionais da República da Guiné, o Surveillance Active en Ceinture, de dezembro de 2015 a setembro de 2016, os médicos tentaram entrar em contato ou acompanhar outros sobreviventes do ebola que haviam recebido alta das unidades de tratamento utilizando “autópsias verbais”. Eles solicitaram aos familiares próximos informações sobre sinais, sintomas e evolução clínica dos pacientes, assim como os arquivos médicos disponíveis, que foram revisados por epidemiologistas.

No geral, as informações de acompanhamento estavam disponíveis para 1.130 de 1.270 sobreviventes. A idade mediana na alta dos centros de tratamento foi de 28 anos, e cerca de metade eram mulheres. A duração média de internação foi de 12 dias.

Embora 59 mortes tenham sido relatadas, a data exata da morte era desconhecida para 43 pacientes.

Eles descobriram ainda que, até dezembro de 2015, com cerca de um ano de seguimento após a alta hospitalar, os sobreviventes de ebola possuíam um risco cinco vezes maior de morrer em comparação com a população geral na República da Guiné (taxa de mortalidade padronizada por idade 5,2, IC 95% 4,0-6,8). No entanto, após esse período de um ano, de janeiro a setembro de 2016, não houve diferença na mortalidade entre os sobreviventes e a população geral, o que é concordante com outros estudos realizados com mais de um ano após a alta hospitalar, nos quais também não houve diferença de mortalidade.


Os pesquisadores caracterizaram o estudo como o “primeiro deste tipo a mostrar um aumento significativo na mortalidade de sobreviventes da doença pelo vírus ebola após a alta das unidades de tratamento”.

Os resultados sugerem que o acompanhamento a longo prazo pode ser necessário em sobreviventes de outras febres virais hemorrágicas, incluindo os vírus da febre de Marburg, Crimeia-Congo, Lassa e Nipah.

Os autores sugerirem a realização de estudos de acompanhamento de dois anos para medir reduções na expectativa de vida, assim como intervenções clínicas terapêuticas preventivas e precoces contra infecções agudas graves nesses pacientes.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Autor:


Úrsula Neves


Jornalista carioca. Diretora executiva do Digitais do Marketing, colunista de cultura e maternidade dos sites Cabine Cultural e Feminino e Além, respectivamente.


Referências bibliográficas:
https://www.medpagetoday.com/infectiousdisease/ebola/81998;
https://www.thelancet.com/journals/laninf/article/PIIS1473-3099(19)30313-5/fulltext;
https://www.thelancet.com/journals/laninf/article/PIIS1473-3099(19)30429-3/fulltext;
https://www.who.int/csr/don/29-august-2019-ebola-drc/en/


Autor: PEBMED
Fonte: PEBMED
Sítio Online da Publicação: PEBMED
Data: 23/09/2019
Publicação Original: https://pebmed.com.br/ebola-insuficiencia-renal-causa-morte-em-sobreviventes-do-surto/