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sexta-feira, 1 de outubro de 2021

7 dicas para a separação correta do lixo



7 dicas para a separação correta do lixo, artigo de Felipe Barroso

A reciclagem depende de alguns fatores para conquistar uma estrutura sólida e efetiva, que passa pela cadeia do descarte correto até a coleta e triagem desses itens

O Brasil gera, aproximadamente, 80 milhões de toneladas de lixo por ano, sendo que, desse volume, apenas 4% têm sido reciclados, de acordo com a Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais). A pesquisa também aponta que foram desperdiçados 12 milhões de toneladas de produtos recicláveis no ano, deixados em locais inapropriados.

Contudo, a reciclagem depende de alguns fatores para conquistar uma estrutura sólida e efetiva, que passa pela cadeia do descarte correto até a coleta e triagem desses itens. Para isso, há a necessidade de uma conscientização ambiental, que tem início em casa. Nas residências e escritórios, o lixo orgânico deve ser separado do que é reciclável. Itens como alumínio, papel, vidro e plástico são materiais reaproveitáveis, porém, precisam ser descartados sem resíduos como a gordura, por exemplo.

Com eles limpos e secos, a separação ganha maior rapidez e eficiência, além da obtenção de uma triagem mais criteriosa. Embalagens com restos de alimentos ou sujas por algum tipo de resíduo acabam sendo inutilizadas no processo de reciclagem, perdendo algo valioso.

Outro tipo de resíduo encontrado nos lares brasileiros que pode ser reaproveitado é o de grande volume, ou seja, basicamente tudo aquilo que não cabe dentro dos sacos de lixos, como armários, camas, sofás, portas, mesas, cadeiras e berços, entre outros. Sem saber o que fazer, o brasileiro descarta esses materiais na rua, que acaba atraindo insetos e roedores, contaminando rios e, em outros casos, esses materiais são queimados, poluindo o meio ambiente.

É sabido que cada prefeitura tem sua maneira de trabalhar para receber este tipo de resíduo, mas o certo é a responsabilidade de cada um, que deve levar ou pagar um frete para descartar em um ecoponto, como acontece no mundo inteiro, pois assim será descartado em seu destino final.

Vale lembrar que boa parte desse material, que é um passivo ambiental, se destinado adequadamente, pode ser transformado em combustível para a geração de energia renovável.

Conheça algumas dicas de separação correta do lixo para uma reciclagem de sucesso:

1- Papéis com cola, filme PVC, fitas adesivas, esponja de aço não são recicláveis e devem ir para o lixo comum;
2- Embalagens de papelão ou de plástico que embalam as cápsulas de café devem parar no lixo reciclável;
3- Evite amassar o papel antes de jogar no lixo. Quanto mais intacto ele estiver, mais as fibras de celulose são mantidas para a reciclagem;
4- Embalagens e recipientes de maquiagens são recicláveis;
5- Caixa de pizza é reciclável, retire os restos orgânicos e descarte na lixeira destinada aos recicláveis
6- O isopor é reciclável e deve ir para a lixeira de plásticos ou de recicláveis. Ele pode virar, por exemplo, matéria prima para blocos de construção civil;
7- Alumínio das tampas de iogurtes, dos invólucros de garrafas de vinho, das bandejas e das embalagens de marmitas devem ser descartados na lixeira de recicláveis.

O comportamento da sociedade perante o descarte e reaproveitamento de recicláveis só sofrerá mudanças por meio da conscientização coletiva e tudo começa por uma educação ambiental iniciada em casa.

*Felipe Barroso é diretor-presidente da Transforma Energia

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 01/10/2021





Autor: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 01/10/2021
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2021/10/01/7-dicas-para-a-separacao-correta-do-lixo/

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Frutas, legumes e verduras são os alimentos que mais vão para o lixo

Frutas, verduras e legumes. Alimentos que faltam no nosso prato de todo dia, mas estão em muitos lixos brasileiros. Mas o que fazer para evitar o desperdício? Esse foi o tema do Bem Estar desta segunda-feira (20).


Congelar pode ser uma opção, como mostraram as convidadas do programa Milene Massaro, nutricionista da secretaria da Agricultura de São Paulo, e Fabiane Câmara, engenheira de alimentos da Ceagesp.



Veja receitas com hortaliças





Falta de planejamento e de conhecimento sobre o que fazer são algumas das explicações para o desperdício. (Foto: Augusto Carlos/TV Globo)


Falta de planejamento e de conhecimento sobre o que fazer com frutas, legumes e verduras são algumas das explicações para o desperdício. Na hora de comprar, opte pelo pouco e mais vezes. O ideal é saber antes o que você vai comer, usar, planejar o cardápio antes de comprar.


O congelamento também uma saída, mas é preciso cuidado. Uma dica é congelar sempre no formato e porção a ser utilizada. Hortaliças aromáticas, como salsinha, cebolinha, coentro, orégano podem ser congeladas em forminhas de gelo acrescentando azeite e utilizadas diretamente nas preparações.







Saladas higienizadas nem sempre estão limpas






Como congelar ervas?


Veja as receitas que foram ao ar no programa desta segunda:


Pão de couve



3 ovos médios
1 colher (chá) de café pronto
1 maço de couve
3 cebolas médias
3 dentes de alho médios
1 xícara (chá) de leite
1 xícara (chá) de óleo
1 colher (sopa) de açúcar
2 colheres (sopa) de sal
1 e 1/2 envelope de fermento biológico seco
9 e 1/4 xícaras (chá) de farinha de trigo




Retire uma gema de um dos ovos, passe na peneira, misture com o café e reserve. Lave as folhas de couve e reserve. Lave, descasque e corte em pedaços grandes as cebolas e os dentes de alho, ferva-os no leite e deixe amornar. Lave as folhas de couve. Em seguida, bata no liquidificador juntamente com o óleo, o açúcar, o sal, os 2 ovos inteiros e a clara e as folhas de couve. Despeje a mistura em uma vasilha, adicione o fermento seco misturado com um pouco de farinha e mexa bem. Acrescente a farinha de trigo aos poucos, mexendo sempre com uma colher. Quando a massa começar a desgrudar do fundo da vasilha, transfira para uma bancada polvilhada com farinha e sove a massa no sentido de fora para o centro, acrescentando e incorporando farinha aos poucos até que fique lisa, homogênea e não grude mais nas mãos. Faça uma bola com a massa, coloque em um recipiente plástico com tampa e deixe descansar em temperatura ambiente por 1 hora ou até que dobre de tamanho. Depois de crescida, divida a massa em 2 partes iguais. Com um rolo, modele cada metade no formato de um retângulo, enrole como um rocambole e coloque nas formas de bolo inglês, untada e enfarinhada. Pincele com a gema com café e leve ao formo médio por aproximadamente 40 minutos. Corte em fatias e sirva.



Geleia de tomates



1 kg de tomates maduros
300g de açúcar cristal
suco de 1/2 limão




Corte os tomates em 4 e remova as sementes. No liquidificador, bata os tomates picados com um pouquinho de água até ficar homogêneo. Passe o conteúdo do liquidificador por uma peneira bem fina. Em uma panela grande, junte a polpa de tomate com o açúcar e o suco de limão. Leve para cozinhar em fogo médio e misture bem até começar a levantar fervura. Diminua o fogo e cozinhe por cerca de 30 minutos, até engrossar. Coloque a geleia em potes de vidro esterilizados e guarde na geladeira.


Refresco de pêssego com alface


Para os cubos de laranja com alface



5 folhas grandes de alface lisa
6 laranjas grandes




Higienize e pique as folhas de alface e reserve. Higienize e esprema as laranjas, reservando o suco. Bata no liquidificador o suco de laranja e a alface reservados e despeje em uma forma para gelo. Leve ao congelador por 3 horas ou até endurecer.


Para o suco de pêssego



3 pêssegos grandes
2 xícaras (chá) de água




Bata os pêssegos com a água por 2 minutos e reserve. No momento de servir, distribua os cubos de suco de laranja congelados em 3 copos, despeje o suco de pêssego e sirva.


Bolo de abobrinha



2 xícaras (chá) de abobrinha italiana picada
3 ovos
2 xícaras (chá) de açúcar
1 xícara (chá) de óleo
1 colher (chá) de essência de baunilha
3 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó




Bata no liquidificador a abobrinha, os ovos, o açúcar, o óleo e a baunilha. Em uma tigela misture a farinha de trigo e o fermento, acrescente a massa e mexa delicadamente. Coloque em assadeira untada e enfarinhada e leve em forno médio, preaquecido por 35 minutos ou até dourar.



Canapé de tomate cereja e ricota



30 tomates cereja grandes
1/4 de cebola
5 nozes
1 ramo de salsinha
3 folhas de manjericão fresco
1 xícara (chá) de ricota fresca
1 colher (sopa) de azeite de oliva
1 colher (chá) de sal




Higienize os tomates, corte a tampa e um pequeno pedaço da parte de baixo (para que o tomate fique em pé) e com uma faca pequena, pelo lado que foi retirado a tampa, tire a polpa. Lave, descasque e rale a cebola. Pique as nozes em pedaços pequenos. Higienize e pique a salsinha e o manjericão. Esfarele a ricota com um garfo e misture o azeite, as ervas e a cebola, misture bem. Acrescente o sal e as nozes. Recheie os tomates com a ricota temperada e sirva.


Panqueca


Massa



1 xícara (chá) de casca de abóbora lavada e picada
2 xícaras (chá) de leite desnatado
2 colheres (sopa) de azeite
1 ovo médio
1 e 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo integral
2 colheres (sopa) de quinoa em flocos
2 colheres (sopa) de farinha de linhaça dourada




Cozinhe a casca de abóbora. Coloque todos os ingredientes no liquidificador, começando pelos líquidos, e bata até obter uma massa homogênea. Unte uma frigideira antiaderente com azeite e em fogo médio despeje uma camada fina de massa, quando desgrudar do fundo da frigideira vire e asse do outro lado. Realize esse procedimento até finalizar todo o conteúdo do liquidificador.


Lave e descasque o alho e a cebola. Esprema o alho e pique a cebola. Doure o alho e a cebola no azeite, refogue os talos de brócolis e acrescente o sal. Esfarele a ricota e misture ao refogado.


Molho



6 tomates médios
1 dente de alho médio
1/2 cebola pequena
1 colher (sopa) de azeite
1 colher (chá) de sal





Lave os tomates e coloque em água fervente até soltar a pele. Despele os tomates e bata-os no liquidificador. Descasque, lave e pique o alho e a cebola. Aqueça o azeite, refogue a cebola e o alho e acrescente o molho de tomate. Coloque o sal e deixe no fogo até o molho apurar.


Recheio



1 dente de alho médio
1/2 cebola média
1 e 1/2 colher (sopa) de azeite
2 xícaras (chá) de talos de brócolis lavado e picado
1 colher (chá) de sal
400g de ricota




Autor: G1 Globo
Fonte: G1 Globo
Sítio Online da Publicação: G1 Globo
Data de Publicação: 20/08/2018
Publicação Original: https://g1.globo.com/bemestar/noticia/2018/08/20/frutas-legumes-e-verduras-sao-os-alimentos-que-mais-vao-para-o-lixo.ghtml

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Homem cria ecobarreira caseira e retira 1 tonelada de lixo de rio

Todo fim de ano sempre pensamos nas realizações que queremos fazer no ano seguinte. Para te incentivar a fazer algo pelo meio ambiente, separamos a historia do Diego Saldanha.

Diego é morador de Colombo, cidade próxima de Curitiba e estava cansado de ver lixo no rio Atuba que fica próximo a sua casa e resolveu agir.

Ele criou uma ecobarreira caseira para segurar o lixo flutuante e com isso já retirou mais de 1 tonelda de lixo do rio, inclusive capacete e até um fogão.

Veja : Natura faz liquidação, (acesse aqui)


“Tomei essa iniciativa por que quero demonstrar aos meus filhos que precisamos preservar a natureza”. Disse ele em entrevista ao Bem Paraná.


Para fazer a ecobarreira ele usou galões de água de 20 litros, envolvidos em redes de proteção. Com isso, segura todo o lixo flutuante que é jogado no rio.


Imagem do site água sua linda

“O projeto nasceu da necessidade de dar mais vida ao rio. Eu nasci aqui, pescava e nadava nesse rio. Eu estava vendo o Rio Atuba morrer e resolvi dar minha parcela de contribuição”, afirma. “O pessoal reclama das enchentes, mas não faz sua parte”, disse ele.



Hoje Diego chega a dar aula de meio ambiente e palestras ensinando as crianças a fazer suas próprias ecobarreiras.

Atitudes assim vindo de gente simples, motivam e dão esperanças de ter um futuro melhor. Precisamos urgente de um plano de limpeza dos rios e matas ciliares. Colombo precisa acordar, para o turismo natural, poderia gerar renda com as visitas, além de tornar a cidade mais limpa e saudável.

Autor: Leandro Isola
Fonte: Mundo Conectado
Sítio Online da Publicação: Mundo Conectado
Data de Publicação: 22/02/2018
Publicação Original: https://mundoconectado.net/meio-ambiente-2/homem-cria-ecobarreira-caseira-e-retira-1-tonelada-de-lixo-de-rio/

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

IFAT2018 Feira Internacional para Gestão da Água, Esgoto, Lixo e Resíduos








14 a 18 de maio de 2018 Munique, Alemanha
IFAT 2018-Feira Internacional para Gestão da Água, Esgoto, Lixo e Resíduos


A feira apresenta novas soluções e estratégias na utilização de recursos em ciclos
inteligentes na gestão de água, esgoto, resíduos e matérias-primas para assegu-
rar que sejam preservadas a longo prazo. Com números impressionantes, 96%
dos expositores classificam como excelente a qualidade e a diversidade
internacional dos visitantes e 97% dos visitantes






- Ponto de encontro para todas as empresas do setor de tecnologia ambiental.
- Plataforma de inovação mundial do setor.
- Presença das empresas principais com as propostas inovadoras que apre-
sentam soluções pioneiras e dinâmicas para o mercado.
- Temas abordados como: “Reciclagem de carros” (armazenamento, drenagem,
extração de poluentes e fracionamento de veículos em fim de vida para
recuperação de recursos) e materiais de construção ( máquinas, escavadeiras,
acessórios para asfalto, concreto e aço).
- Programação de várias atrações, palestras e demonstrações ao vivo de alto
padrão.







- 3097 expositores vindos de de 59 países
- 136.885 visitantes vindos de 168 países
- mais de 230.000m² de área de exposição











Maria Valle
Maria.valle@mmi-brasil.com
Tel. 11 3205-5025




Autor: Ambiental Mercantil
Fonte: Ambiental Mercantil
Sítio Online da Publicação: Ambiental Mercantil
Data de Publicação: 19/12/2017
Publicação Original: http://muek.trk.elasticemail.com/view?msgid=xyBoElOeu40axYTi-RiCdQ2

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Marca de roupas cria estratégia para ajudar a reciclar o lixo jogado no mar

O lixo altera a composição química do nosso mundo marinho, afetando todos os ecossistemas na água. Ao mesmo tempo, encher aterros de lixo, incluindo roupas, faz com que poluentes químicos contaminem solo e ar, com um impacto negativo sobre o planeta e, consequentemente, sobre a nossa saúde.



É óbvio que algo precisa ser feito. E nesse sentido, um conceito criado pela marca espanhola de roupas Ecoalf poderia ajudar.

O complexo e revolucionário projeto de sustentabilidade da empresa busca transformar os restos plásticos encontrados nas profundezas do Mar Mediterrâneo em barbante para costurar tecidos e fazer roupas.

A iniciativa, chamada Upcycling the Oceans, foi indicada para o prêmio Beazley Designs, que celebra anualmente iniciativas de design que levem a mudanças no mundo onde vivemos.

O slogan da Ecoalf é “Porque não há um planeta B”, e seu objetivo é “criar a primeira geração de produtos reciclados com a mesma qualidade, design e propriedades técnicas que os melhores produtos não reciclados”.

Até agora, parece que eles estão no caminho certo.O projeto Upcycling the Oceans foi lançado originalmente em 2015 no país de origem da Ecoalf, a Espanha, com base em um modelo de economia circular que revoluciona o processo de criar roupas.Há três passos principais: primeiro, pescadores locais coletam o plástico do solo do Mar Mediterrâneo, que é então purificado através da polimerização (que gera pellets, um produto granulado) e vira um filamento contínuo por meio da extrusão e transformação dos pellets em fios usados para costurar as roupas.

“(O projeto) vai expandir o conhecimento das pessoas sobre o que está acontecendo no planeta e sobre como estamos trabalhando para alcançar um objetivo muito definido: parar de usar recursos naturais de uma maneira irresponsável e deixar um futuro melhor para as próximas gerações”, disse à BBC Javier Goyeneche, criador e presidente da Ecoalf.

A empresa já trabalhou com as marcas Swatch, Apple e Goop, além de uma parceria com a estilista espanhola Sybilla para criar uma coleção de dez peças como casacos coloridos reversíveis e jaquetas de nylon criadas a partir de redes de pescadores jogadas fora.

A Ecoalf expandiu sua operação para a Tailândia em setembro deste ano. O projeto é apoiado pelo Ministério do Turismo do país e pela empresa química PTT Global Chemical Public, e tem uma duração prevista de três anos.

Cada item é 100% reciclável. Esse método pode ajudar a reduzir a enorme quantidade de roupas desperdiçadas que estamos criando, além de criar recursos sustentáveis para criar roupas de alta qualidade no futuro.

Não é só uma questão de criar roupas, porém. Cerca de 60% das 8 milhões de toneladas de plástico vêm de países asiáticos, segundo a Ecoalf.

O projeto na Tailândia inicialmente está focando na educação de locais a respeito de um estilo de vida sustentável e responsável, em uma tentativa de reduzir esse número com a coleta e os processos de reciclagem, chegando até a transformação do material bruto em roupas.

Goyeneche tem grandes esperanças em sua missão ecológica: “É uma enorme oportunidade, e desenvolvemos esse projeto de forma que ele possa ser replicado no mundo todo”.




Autora: noticias.ambientebrasil
Fonte: BBC
Sítio Online da Publicação: noticias.ambientebrasil
Data de Publicação: 30/11/2017
Publicação Original: http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2017/11/30/140499-marca-de-roupas-cria-estrategia-para-ajudar-a-reciclar-o-lixo-jogado-no-mar.html

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

América Latina e Caribe despejam 30% de seu lixo em locais inadequados

ONU


A geração diária de resíduos sólidos urbanos nos países da América Latina e do Caribe atingiu cerca de 540 mil toneladas, e a expectativa é de que, até 2050, o lixo gerado na região alcançará 671 mil toneladas por dia. É o que revelam dados apresentados pela ONU Meio Ambiente em evento realizado esta semana (21) pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE), em São Paulo.

De acordo com a agência das Nações Unidas, mais de 145 mil toneladas de lixo, ou cerca de 30% do total, são destinadas a locais inadequados diariamente na região.




Foto: Flickr/João Guilherme de Carvalho (Creative Commons)

A geração diária de resíduos sólidos urbanos nos países da América Latina e do Caribe atingiu cerca de 540 mil toneladas, e a expectativa é de que, até 2050, o lixo gerado na região alcançará 671 mil toneladas por dia. É o que revelam dados apresentados pela ONU Meio Ambiente em evento realizado esta semana (21) pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE), em São Paulo.

O levantamento, que faz parte do Atlas de Resíduos da América Latina, relatório da ONU Meio Ambiente que será lançado em breve, mostra que, em média, a cobertura da coleta na região da América Latina e Caribe supera 90%, mas pode variar de acordo com o país, e diminui sensivelmente nas periferias e áreas rurais.

De acordo com Jordi Pon, coordenador regional de resíduos e químicos da ONU Meio Ambiente e coordenador do estudo, “a região tem apresentado vários avanços na gestão de resíduos sólidos, porém, em relação à disposição final, ainda existe um déficit considerável, com mais de 145 mil toneladas de lixo, cerca de 30% do total, destinados para locais inadequados diariamente.

O tema da poluição, incluindo a causada pelos resíduos, faz parte de uma agenda mundial e é o principal tópico da Terceira Assembleia da ONU para o Meio Ambiente, que acontecerá em Nairóbi, no Quênia, de 4 a 6 de dezembro. Como fórum decisório mundial de mais alto nível sobre questões ambientais, a assembleia reunirá governos, líderes empresariais, sociedade civil e outras partes interessadas em compartilhar ideias e se comprometer com ações contra a poluição.

Na ocasião, o novo relatório “Rumo a um planeta sem poluição“, do diretor-executivo da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim, que traz um panorama atual de todos os continentes, permitirá examinar o que sabemos sobre a poluição e delinear elementos-chave de um quadro abrangente de ações para combatê-la.




Evento foi organizado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE), em São Paulo. Foto: ONU Meio Ambiente

“Os dados apresentados pela ONU Meio Ambiente mostram que, mesmo com algumas melhorias alcançadas nos últimos anos, cerca de 170 milhões de pessoas ainda estão expostas às consequências desse problema em decorrência dos graves impactos causados ao meio ambiente (solo, ar e água) e à saúde da população”, disse Carlos Silva Filho, diretor-presidente da ABRELPE e membro do Comitê Diretivo do Atlas de Resíduos.

Na apresentação dos dados, Jordi Pon também destacou que o relatório faz uma análise sobre a composição dos resíduos sólidos urbanos. A fração orgânica, por exemplo, representa mais da metade de todo resíduo descartado nas cidades latino-americanas, índice que varia bastante de acordo com a renda do país. “Enquanto em países de baixa renda, 75% do lixo descartado é proveniente de matéria orgânica, em países com renda mais elevada esse índice é de 36%”, comentou Pon.

As informações apresentadas mostram ainda que é comum encontrar resíduos perigosos no lixo doméstico, como baterias, equipamentos elétricos e eletrônicos, remédios vencidos, entre outros. Já a fração restante é composta pelos chamados resíduos secos, como metais, papéis, papelão, plásticos, vidro e têxteis. De modo geral, as iniciativas de reciclagem atingem o índice de 20% em determinadas regiões da América Latina, em grande parte graças à contribuição do setor informal.

Pon também observa que praticamente todos os países da região contam com disposições e normas legais para serem cumpridas pelos geradores e manipuladores de resíduos, bem como penalidades por descumprimento, mas o quadro institucional é fraco. “Isso cria um vácuo de responsabilidades governamentais, com poucas ações de acompanhamento e monitoramento, resultando, entre outras coisas, em uma aplicação deficiente da lei tanto no setor público quanto no privado”, explicou o coordenador da ONU Meio Ambiente.

Outro tópico abordado pelo estudo diz respeito aos níveis de investimento público e privado em gestão de resíduos, apontando que os mesmos não são suficientes para financiar a infraestrutura necessária para mitigar as principais deficiências, como ampliação da cobertura de coleta, baixas taxas de reciclagem e disposição final inadequada.

“O estudo mostra que o financiamento é uma questão fundamental para a melhoria e sustentabilidade dos mecanismos de gestão de resíduos, especialmente na América Latina e no Caribe, onde os modelos financiados por recursos municipais prevalecem e, em muitos casos, os custos dos serviços não são recuperados em sua totalidade”, disse Carlos Silva Filho, concluindo que “ainda não há uma consciência clara do fato de que o custo econômico dos impactos negativos causados pela gestão inadequada dos resíduos (o custo da inação) é maior do que o custo de investimento em um sistema adequado”.

Os dados apresentados fazem parte de um projeto da ONU Meio Ambiente, originado a partir do lançamento do Altas Global de Gestão de Resíduos em 2016, e incluem relatórios sobre a situação dos resíduos sólidos na América Latina e Caribe, Ásia, Ásia Central, África, Regiões Montanhosas e Pequenas Ilhas-estado (SIDS).



Da ONU Brasil, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 24/11/2017




Autora: ecodebate
Fonte: ONU
Sítio Online da Publicação: ecodebate
Data de Publicação: 24/11/2017
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2017/11/24/america-latina-e-caribe-despejam-30-de-seu-lixo-em-locais-inadequados/

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

FAO alerta que 30% de toda a comida produzida no mundo vai parar no lixo

ONU


Em seminário online promovido na segunda-feira (13), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil alertou que, anualmente, 1,3 bilhão de toneladas de comida é desperdiçada ou se perde ao longo das cadeias produtivas de alimentos.

Desperdício de alimentos preocupa a FAO e o governo brasileiro. Foto: EBC



Em seminário online promovido na segunda-feira (13), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil alertou que, anualmente, 1,3 bilhão de toneladas de comida é desperdiçada ou se perde ao longo das cadeias produtivas de alimentos. Volume representa 30% de toda a comida produzida por ano no planeta.

De acordo com Juliana Dei Svaldi Rossetto, responsável pelo tema junto à FAO no Brasil, a Agenda 2030 da ONU conta com um item específico para enfrentar o problema. A mete nº 3 do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nº 12 prevê a redução pela metade do desperdício per capita mundial até 2030, bem como diminuições das perdas nos sistemas de produção e abastecimento, incluindo no momento pós-colheita.

Segundo o organismo internacional, o desperdício responde por 46% da quantidade de comida que vai parar no lixo. Já as perdas — que ocorrem sobretudo nas fases de produção, armazenamento e transporte — correspondem a 54% do total.

No Brasil, a FAO apoiou, a partir de setembro de 2016, a criação do Comitê Técnico da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN). O objetivo do organismo foi desenvolver uma estratégia comum para enfrentar o problema, além de estabelecer diretrizes gerais para mensurar os desperdícios e perdas no país. A agência da ONU também apoiou a elaboração de um diagnóstico nacional sobre a questão.

Também participando do seminário, Kathleen Sousa Oliveira Machado, coordenadora-geral de Equipamentos Públicos de Segurança Alimentar e Nutricional, do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), lembrou que o Comitê Técnico do Brasil conseguiu unir para o debate governo, sociedade civil e o setor produtivo.

“Reunir os três setores discutindo e propondo soluções foi um grande avanço. Agora, a gente espera ter essa estratégia aprovada em novembro pela CAISAN para poder divulgar à população como o Estado brasileiro está atuando e pretende atuar para conseguir atingir o ODS 12”, destacou.

Sobre a atividade promovida pela FAO, a gestora acrescentou que foi importante ouvir as experiências de outros países, que podem inspirar iniciativas brasileiras.

“A partir disso, vamos reunir os especialistas brasileiros para começar a pensar uma proposta e apoiar o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na quantificação das perdas e desperdício de alimentos no país. Primeiro temos que saber o quanto é perdido e desperdiçado para depois conseguirmos dizer se nós alcançaremos esse objetivo até 2030”, salientou.



Da ONU Brasil, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 17/11/2017




Autora: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data de Publicação: 17/11/2017
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2017/11/17/fao-alerta-que-30-de-toda-comida-produzida-no-mundo-vai-parar-no-lixo/