Mostrando postagens com marcador pré-natal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pré-natal. Mostrar todas as postagens

sábado, 14 de maio de 2022

Para um bom controle pressórico em gestantes hipertensas, o automonitoramento parece não ser superior ao cuidado pré-natal

 Estima-se que as síndromes hipertensivas acometeram 18 milhões de gestantes em todo o mundo, em 2019. E sabe-se que elas são responsáveis por elevada morbidade e mortalidade materna e perinatal, especialmente se manejadas inadequadamente.

Em adultos hipertensos não gestantes, recomenda-se o automonitoramento da PA como estratégia para um bom controle pressórico. Entretanto, não é claro se essa estratégia é superior a rotina de pré-natal habitual em gestantes hipertensas. Um estudo publicado em maio de 2022, no JAMA Network, tentou responder a essa pergunta.


O objetivo do estudo foi avaliar se o automonitoramento traria benefícios em relação ao cuidado pré-natal habitual perante o controle da pressão arterial e outros desfechos obstétricos.

Método do estudo

Para essa avaliação, os autores realizaram um ensaio clínico randomizado e não cego que incluiu 850 gestantes. Foram recrutadas gestantes com até 37 semanas, provenientes de 15 serviços hospitalares da Inglaterra e que tiveram diagnóstico de hipertensão arterial crônica ou gestacional. O recrutamento ocorreu entre novembro de 2018 e setembro de 2019, e o acompanhamento final foi concluído em maio de 2020. Os participantes foram randomizados para automonitoramento da PA (n = 430) ou apenas assistência pré-natal usual (n = 420).

As participantes randomizadas para automonitoramento da PA continuaram com o pré-natal habitual e, além disso, receberam um monitor automatizado, treinamento e instruções escritas e, em seguida, foram matriculadas em um sistema de tele monitoramento baseado em ligações telefônicas e anotações em um diário de papel.

Foi solicitado às participantes que monitorassem sua PA diariamente, fazendo duas leituras por vez e enviando manualmente a segunda leitura, usando o aplicativo de estudo. Leituras elevadas desencadeavam uma solicitação do aplicativo para uma terceira leitura. Se a terceira leitura também fosse elevada, o aplicativo acionava uma mensagem para que a participante entrasse em contato com sua maternidade local. O pré-natal habitual consistiu em gestantes que frequentaram a clínica pré-natal, conforme necessário.

O desfecho primário foi a diferença da pressão arterial média registrada por profissionais de saúde entre o recrutamento e o parto.

Conclusão

Os resultados mostraram dados disponíveis de 444 participantes com hipertensão crônica (média de idade: 36 anos) e 377 com hipertensão gestacional (média de idade: 34 anos). No primeiro grupo, não houve diferença estatística significativa na pressão arterial sistólica média entre os grupos de automonitoramento versus o grupo de cuidados habituais (133,8 mm Hg vs 133,6 mm Hg, respectivamente; diferença média ajustada, 0,03 mm Hg [IC 95%, -1,73 a 1,79]).  No segundo grupo, o de mulheres com hipertensão gestacional, também não houve diferença na pressão arterial sistólica média (137,6 mm Hg em comparação com 137,2 mm Hg; diferença média ajustada, -0,03 mm Hg [IC 95%, −2,29 a 2,24]). Houve oito eventos adversos graves no grupo de automonitoramento,  e três no grupo de cuidados habituais, não apresentando significância estatística.

Os autores concluíram que entre as gestantes hipertensas, o automonitoramento da pressão arterial com telemonitoramento, em comparação com os cuidados habituais, não levou a um melhor controle pressórico.





Autor: Ênio Luis Damaso
Fonte: pebmed
Sítio Online da Publicação: pebmed
Data: 13/05/2022
Publicação Original: https://pebmed.com.br/para-um-bom-controle-pressorico-em-gestantes-hipertensas-o-automonitoramento-parece-nao-ser-superior-ao-cuidado-pre-natal-habitual/

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Pré-natal e escabiose: como manejar?

pré-natal

Em uma série de vídeos de Medicina de Família, o especialista Renato Bergallo fala sobre o atendimento longitudinal de uma família. No primeiro episódio, veja como fazer a consulta de pré-natal e como tratar a escabiose!



Autor: Pebmed
Fonte: Pebmed
Sítio Online da Publicação: Pebmed
Data: 28/08/2019 
Publicação Original: https://pebmed.com.br/pre-natal-e-escabiose-como-manejar/

terça-feira, 31 de julho de 2018

Ações do enfermeiro no pré-natal e a importância atribuída pelas gestantes

Segundo Vieira e Parizotto (2013) a gestação é um período de mudanças na vida da mulher, entre elas físicas, psicológicas e sociais. A mulher pode se torna mais sensível e emotiva nesta fase da vida e precisa receber orientações eficientes para tornar o período gravídico mais tranquilo para si e para a família. Para Martins et al. (2012) o pré-natal é essencial para que a mulher se prepare para ser mãe, e é por meio das consultas e outras ações desenvolvidas no âmbito da Estratégia Saúde da Família (ESF) que a gestante é acompanhada quanto ao desenvolvimento de sua gestação e as condições do bebê. Dessa forma, a assistência da equipe de saúde pode ser considerada como uma ferramenta para a prevenção de complicações clínicas e obstétricas no decorrer da gestação e parto. No pré-natal a gestante é acolhida e conduzida por meio da assistência de uma equipe multiprofissional de saúde, que realiza ações que visam prepará-la para vivenciar a gestação e o parto com tranquilidade e saúde (DIAS et al., 2015a).



Conforme Cunha et al. (2009) a atuação do enfermeiro é importante no pré-natal, assim, é necessário que este profissional seja qualificado para atender as necessidades da mulher durante o ciclo gravídico-puerperal com conhecimentos adequados e atualizados, de forma a oferecer uma assistência eficaz. Os profissionais de enfermagem desempenham uma função fundamental em relação à orientação na consulta da gestante no pré-natal, assim sana as dúvidas, mantêm a mulher orientada quanto à importância das consultas e exames necessários na gestação. Neste sentido, o enfermeiro precisa realizar ações de maneira eficaz, resguardando a gestante de negligências, imperícias e imprudências, atuando de forma ética e responsável, para assegurar o nascimento de um concepto saudável (LEMES, 2012).



Diante dessas considerações, acredita-se que as ações do enfermeiro são importantes no pré-natal, uma vez que por meio da assistência prestada, é possível identificar intercorrências precocemente e monitorar as gestantes que se encontram em situações de riscos. Além disso, as gestantes podem se sentir mais acolhidas diante das descobertas advindas em cada semana de gestação, proporcionando assim, uma gravidez mais segura. Assim, este estudo teve como objetivo identificar a importância atribuída pelas gestantes às ações do enfermeiro no pré-natal e responder ao questionamento norteador deste estudo: qual a importância que as gestantes atribuem às ações realizadas pelos enfermeiros durante o pré-natal? MATERIAL E MÉTODOS Trata-se de um estudo descritivo de natureza qualitativa, realizado com 13 gestantes cadastradas na ESF Vila Serranópolis, da cidade de Porteirinha, Minas Gerais. Foram inclusas as gestantes da área de adscrição da Unidade Básica de Saúde (UBS), cadastradas no Sisprenatal com idade igual ou superior a 18 anos.








Autor: Ernandes Gonçalves Dias, Gisele Brito dos Anjos, Luciene Alves, Sayonara Nayranne Pereira e Lyliane Martins Campos
Fonte: SUSTINERE
Sítio Online da Publicação: e-publicacoes UERJ
Data de Publicação: Janeiro a Junho de 2018
Publicação Original: http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/sustinere/article/view/31722/25719