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quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Variante ômicron prevaleceu em 98,7% das amostras analisadas no Brasil, aponta levantamento



Monitoramento da variante ômicron entre 1 de dezembro e 8 de janeiro — Foto: Instituto Todos pela Saúde/Divulgação


Uma nova análise feita pelo Instituto Todos pela Saúde (ITpS), em parceria com os laboratórios Dasa e DB Molecular, constatou SARS-CoV-2 em 3.212 amostras, sendo que em 3.171 (98,7%) há indicação de infecção pela variante ômicron. Os pesquisadores analisaram 8.121 amostras coletadas entre 2 e 8 de janeiro de 2022.

Desde o dia 1º de dezembro de 2021, os pesquisadores testaram um total de 58.304 amostras em 478 municípios de 24 estados e do Distrito Federal. A ômicron foi identificada em 191 municípios de 17 estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e também no Distrito Federal.

Segundo o instituto, entre a última semana de 2021 e a primeira de 2022, a positividade para SARS-CoV-2 nos testes foi de 13,7% para 39,5%.

Esse é o quarto levantamento dos laboratórios. A prevalência da ômicron foi de:


9% (em 21 de dezembro)
31,7% (em 29 de dezembro)
92,6% (em 6 de janeiro)


Para detectar a nova variante, os laboratórios utilizaram o teste RT-PCR e não fizeram o sequenciamento genético. "A ômicron possui diversas mutações e deleções (remoções de fragmentos de genes). Uma deleção em particular afeta os códons 69 e 70 do gene S (na linhagem Ômicron BA.1). Alguns testes RT-PCR falham na detecção da região deletada, e assim podemos detectar a ômicron".

"Com os levantamentos, conseguimos acompanhar o avanço da Ômicron quase em tempo real, alertando o poder público e a população para a importância de não se abandonar as máscaras, como se chegou a cogitar, e do perigo de se planejar o carnaval nesta fase da pandemia. A experiência internacional com essa variante mostra que a doença se apresenta mais branda entre os vacinados, tendo os não vacinados 15 vezes mais possibilidade de forma grave e morte", afirma o imunologista Jorge Kalil, diretor-presidente do ITpS.

Segundo o último boletim do Ministério da Saúde, divulgado na terça-feira (11), o país tem 425 casos confirmados de ômicron e há outros 838 em análise.







Autor: G1 Saúde
Fonte: G1 Saúde
Sítio Online da Publicação: G1 Saúde
Data: 12/01/2022
Publicação Original: https://g1.globo.com/saude/coronavirus/noticia/2022/01/12/variante-omicron-prevaleceu-em-987percent-das-amostras-analisadas-no-brasil-aponta-levantamento.ghtml

sábado, 8 de janeiro de 2022

Novas características clínicas na síndrome Covid-19 nas infecções pela variante Ômicron

Após a descrição da nova variante de SARS-CoV-2 publicada em 24 de novembro de 2021, denominada Ômicron (B.1.1.529), durante a quarta onda de casos da síndrome Covid-19 na África do Sul, o mundo entrou em novo alerta sobre os novos riscos para a população mundial frente ao surgimento de novas estirpes virais no coronavírus pandêmico, mesmo para os indivíduos vacinados. O alto número de mutações na espícula viral elevou as preocupações quanto ao potencial capacidade dessa nova variante em escapar dos alvos vacinais e elevada propriedade de disseminação.

Desconhecidos também ainda são os efeitos clínicos das infecções pela variante ômicron. Alguns dados publicados até o momento esclarecem alguns aspectos relacionados aos aspectos clínicos observados na infecção pela nova variante de SARS-CoV-2. Descrevemos abaixo alguns dos principais achados divulgados até o momento.



Ômicron no Reino Unido

O governo do Reino Unido têm descrito inúmeros casos de infecção pela estirpe ômicron no território inglês. E os estudos baseados nas observações até o momento descrevem os sinais e sintomas abaixo como mais comuns na nova síndrome Covid-19 associada a essa nova variante (Iacobucci, 2021). Em sua maioria correspondem a um quadro influenza-like. São eles:

Coriza;
Cefaleia intensa holocraniana;
Fadiga (leve ou moderada);
Mialgia;
Congestão nasal;
Odinofagia.

O quadro de febre, tosse, anosmia/disgeusia, comumente descrito nas infecções pela variante alfa de SARS-CoV-2 não foi frequente, mas permanecem na lista de sinais e

sintomas que sugerem síndrome Covid-19 de forma geral. Por outro lado, não há distinção significativa no quadro clínico que permita diferenciar as infecções pela variante delta das infecções pela ômicron. Adicionalmente, o governo inglês ressalta que qualquer sintomático respiratório, frente ao cenário epidemiológico que enfrentamos atualmente, deve-se descartar infecção por SARS-CoV-2 até que se prove o contrário. É importante lembrar que outros sinais e sintomas adicionais também já foram descritos e podem ser verificados em conteúdo específico no Whitebook.

A África do Sul apresenta um histórico atual de quatro ondas de casos de Covid-19:
Junho a agosto de 2020: Variante ancestral;
Novembro de 2020 a janeiro de 2021: Variante beta;
Maio a setembro de 2021: Variante delta;
Novembro de 2021 até a data atual: Coincidente com a descrição da variante ômicron.
Estudo sobre síndrome Covid-19

Em estudo publicado recentemente, Maslo et al. (2021) avaliaram pacientes assistidos em 49 hospitais (> 10.000 leitos) na África do Sul rastreados por teste laboratorial (PCR ou rápido) à detecção de SARS-CoV-2 em nasofaringe e com resultado positivo (média de 26% de positividade dentre os avaliados) até 20 de dezembro de 2021. Tais casos positivos foram incluídos para a comparação de características clínicas apresentadas entre os indivíduos nas quatro ondas de Covid-19 descritas, baseado em dados obtidos dos prontuários. O resumo das características podem ser vistos na tabela abaixo:

Tabela 1. Resumo das características dos pacientes admitidos com Covid-19 confirmada por teste laboratorial nas quatro ondas na África do Sul.

 

No.(%) de pacientes 

Pacientes Covid-19 tratados Onda 1  

3875  

Onda 2  

4632  

Onda 3  

6342  

Onda 4  

2351 

Pacientes Covid-19 admitidos 2628 (67,8%)  3198 (69,0%)  4400 (69,3%)  971 (41,3%) 
Idade em anos  

(mediana – IQR) 

53 (21,75)  54 (21)  59 (24)  36 (32) 

 

Sexo F/M  1337/1291  1657/1541  2035/2365  590/381 
Pacientes com  

comorbidades 

1472 (56,0%)  1868 (58,4%)  2311 (52,5%)  227 (23,3%) 
Síndrome respiratória aguda na admissão 1909 (72,6%)  2783 (87,0%)  4013 (91,2%)  307 (31,6%) 
Oxigenioterapia  

implementada 

2119 (80,3%)  2624 (82,0%)  3260 (74,0%)  171 (17,6%) 
Ventilação mecânica necessária 431 (16,4%)  259 (8,0%)  548 (12,4%)  16 (1,6%) 
  • Admissão aos cuidados intensivos: 1104 (42%) 1172 (36,6%) 1318 (29,9%) 180 (18,5%)  
  • Duração da internação em dias (mediana – IQR)  :  8,9 (9) 7,8 (8) 7 (9) 3 (3)  
  • Óbitos: 520 (19,7%) 790 (25,5%) 1284 (29,1%) 27 (2,7%) Status vacinal  
  • Vacina não disponível (VND)
  • VND sem registros: 235 (24,2%)  
  • Não vacinados VND VND Sem registros 645 (66,4%) 
  • Desconhecido  
VND  VND  Sem registros  91 (9,4%) 

Como pode-se observar nos dados apresentados, na onda 4 de infecções por SARS-CoV-2 os pacientes foram caracteristicamente mais jovens, com maior proporção de mulheres, com menor número de comorbidades e menor incidência de síndrome respiratória aguda na admissão. A maior proporção dos admitidos foi de pacientes não vacinados (66,4%).

Sugere-se que há um padrão clínico distinto entre os pacientes infectados nessa fase precoce da onda 4, quando comparado com aqueles assistidos em ondas anteriores. Estima-se que a variante ômicron corresponda a 81% das variantes isoladas em novembro de 2021 e 95% daquelas obtidas em dezembro do mesmo ano. Com base nesses achados, antes de concluir que a variante ômicron apresenta menor patogenicidade, deve-se considerar ressalvas quanto a existência atual de imunidade natural adquirida em ondas anteriores por grande parte dos expostos (> 50% da população) em nova infecção por SARS-CoV-2 e o status vacinal como favorável (44,3% da população estava vacinada na África do Sul.

Detalhes adicionais sobre esses resultados podem ser vistos nas referências abaixo.



Autor: Rafael Duarte
Fonte: PebMed
Sítio Online da Publicação: PebMed
Data: 07/01/2022
Publicação Original: https://pebmed.com.br/novas-caracteristicas-clinicas-na-sindrome-covid-19-nas-infeccoes-pela-variante-omicron/

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Covid-19: A dose de reforço da vacina como aposta contra a variante Ômicron

Pela primeira vez, o mundo registrou mais de um milhão de casos em um único dia: 1,4 milhão, segundo dados divulgados pela plataforma “Our World in Data“, ligada à Universidade de Oxford. Em dezembro, com a variante Ômicron circulando, os registros diários se aproximaram de um milhão, batendo a marca nas últimas 24 horas.

Os países com os maiores números de casos registrados foram os Estados Unidos, com mais de 512.553 casos, 37% do total, o Reino Unido (23%) e a Espanha (15%). Entretanto, é importante lembrar que países como o Reino Unido estão entre os que mais testam no mundo – por isso é possível que haja casos ainda mais casos não rastreados em outros lugares.

É diante desse cenário alarmante que o debate sobre a adoção da dose de reforço da vacina contra a Covid-19 como estratégia de política pública voltou com força total.

Em um boletim divulgado na quinta-feira (23/12), a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou dados atualizados sobre a pandemia de Covid-19.

A compreensão atual da variante continua evoluindo à medida que mais dados se tornam disponíveis, mas há evidências consistentes de que a Ômicron tem uma vantagem de crescimento substancial sobre a Delta.




Transmissão e gravidade da variante

Pesquisadores de diversos países estão conduzindo estudos para entender melhor os aspectos da Ômicron. Mas, por enquanto, ainda não está claro se a variante é mais transmissível em comparação com outras variantes.

Também não está claro se a infecção com Ômicron é mais grave. As primeiras informações vindas da África do Sul, Reino Unido e Dinamarca sugerem um risco reduzido de hospitalização em comparação com a Delta. No entanto, esse risco é apenas um aspecto da gravidade, que pode ser alterado a qualquer momento.
Impacto para as vacinas

Até o momento, os dados disponíveis sobre o impacto da variante Ômicron para a eficácia das vacinas também são limitados.

Um estudo em formato pré-print realizado por pesquisadores sul-africanos, usando dados de seguros de saúde particulares, indicou redução na eficácia da vacina da Pfizer contra infecção e, em menor grau, contra hospitalização. Os resultados estão sendo analisados pela OMS com cautela, pois os estudos podem estar sujeitos a viés de seleção e os resultados são baseados em números relativamente pequenos.
Mais estudos

Estudos sobre os efeitos da dose de reforço e a experiência de alguns países, como Israel, vêm mostrando que há aumento na proteção e redução das chances de infecção e desenvolvimento de quadros graves da doença. Mesmo assim, a OMS ainda questiona a estratégia.

A entidade já tinha declarado ainda não ser possível afirmar que três doses da vacina são suficientes para neutralizar a Ômicron, embora a Pfizer tenha divulgado um estudo mostrando ser possível controlar o vírus com o reforço vacinal.

Já os resultados preliminares da pesquisa sobre a dose de reforço, encomendada pelo Ministério da Saúde, foram apresentados em Oxford, na Inglaterra, no final de outubro. O estudo preliminar concluiu que a dose de reforço realizada com esquema heterólogo, usando imunizantes diferentes, aumenta a imunidade dos vacinados.

“O que podemos observar é que realmente houve um declínio e diminuição de anticorpos encontrados seis meses depois e também dos anticorpos neutralizantes. Com relação à análise da terceira dose, observamos que todas as vacinas apresentaram uma resposta imune maior. Entretanto, as vacinas de plataforma heteróloga apresentaram resposta significativamente mais robusta, que são da Pfizer, Astrazeneca e da Janssen. Entre essas vacinas heterólogas, as vacinas de RNA mensageiro apresentaram uma resposta maior”, disse a pesquisadora e professora da Universidade de Oxford, Sue Ann Cost Clemens, que coordena o estudo.

Os resultados confirmam a estratégia utilizada pelo Ministério da Saúde sobre a vacinação de reforço ser preferencialmente com o imunizante da Pfizer.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED





Autor: Úrsula Neves
Fonte: PebMed
Sítio Online da Publicação: PebMed
Data: 05/01/2022
Publicação Original: https://pebmed.com.br/covid-19-a-dose-de-reforco-da-vacina-como-aposta-contra-a-variante-omicron/

sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

Atualizações epidemiológicas da Covid-19: a nova variante Ômicron do Sars-CoV-2

A Organização Mundial de Saúde fez declarações sobre o surgimento da variante Ômicron, emitindo um alerta sobre a nova variante do Sars-CoV-2, identificada pela primeira vez na África do Sul.

Segundo o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), a variante Ômicron já foi detectada em todos os continentes: EUA, Austrália, Brasil, Canadá, Hong Kong, Israel, Japão, Nigéria, Noruega, Suécia, Reino Unido. Entretanto, o maior número de infecções confirmadas concentra-se na África do Sul.

No Brasil, segundo as Secretarias de Saúde Estaduais, foram confirmados 6 casos da variante Ômicron em brasileiros que fizeram desembarques internacionais.


Ouça também: Check-up Semanal: variante Ômicron, programa para combate do Aedes Aegypti, inibidor de P2Y12 no infarto e mais!



Onde surgiu?

Em 26 de novembro, um grupo de cientistas que avalia e monitora regularmente a evolução do Sars-CoV-2, foi convocado para estudar uma nova variante denominada B.1.1.529 do Sars-CoV-2. Esta variante foi notificada pela primeira vez em 24 de novembro de 2021 pela África do Sul, com três picos de casos notificados, tendo o primeiro confirmado por amostra coletada em 9 de novembro de 2021, denominada variante Ômicron pela Organização Mundial de Saúde.

Quais informações temos?

Segundo o grupo consultivo técnico sobre a evolução do vírus Sars-CoV-2 (WHO), as primeiras informações sobre esta variante falam sobre seu elevado potencial para mutações, e o risco aumentado de reinfecção quando comparada às outras variantes classificadas como preocupantes.

Baseado nas primeiras evidências científicas, a variante Ômicron traz diversas mudanças prejudiciais na epidemiologia da Covid-19, e por isso pesquisadores sugeriram que fosse classificada também como uma variante preocupante.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, as variantes de preocupação (VOC), além de atenderem os critérios das variantes de interesse, estão associadas a uma ou mais alterações seguintes:

Aumento da transmissibilidade ou mudança prejudicial na epidemiologia da Covid-19; ou

Aumento da virulência ou variação da apresentação clínica da doença; ou

Diminuição da eficácia das medidas sociais e de saúde pública ou dos diagnósticos, vacinas e tratamentos disponíveis.

Em relação à transmissibilidade da variante Ômicron, ainda não está claro se é mais transmissível quando comparada à variante Delta, por exemplo. O número de casos confirmados no Sul da África tem aumentado, no entanto, ainda precisam de novos estudos para determinar se o aumento se deve à variante Ômicron ou a outros fatores.

Saiba mais: Avaliação ergoespirométrica em pacientes pós-Covid-19 com dispneia inexplicada

Quanto aos achados sobre a gravidade da doença, ainda é desconhecido o quadro clínico da infecção pela variante Ômicron e se os sintomas associados são diferentes dos sintomas das outras variantes.

O teste RT-PCR permanece o teste padrão ouro para diagnosticar a infecção pelas diversas variantes do novo coronavírus, incluindo a Ômicron, assim como os tratamentos farmacológicos existentes para Covid-19.

As vacinas desenvolvidas e autorizadas até o momento, possuem eficácia para prevenção dos desfechos clínicos graves, incluindo morte e hospitalizações pela Covid-19.

Segundo a Organização Mundial de Saúde não há informações sobre caso de morte pela variante Ômicron.

O que fazer?

É necessário que todos os países continuem implementando as medidas de prevenção comprovadas para diminuir a circulação do vírus, além de aumentar a vigilância e a capacidade de resposta através de recursos de saúde pública para enfrentar as chances de aumento dos casos por Covid-19.

A vacinação continua sendo eficaz e primordial para combater os casos graves e morte por Covid-19, inclusive para variante Delta, que é responsável por 99% das infecções.

Os órgãos sanitários precisam trabalhar cada vez mais para reduzir as desigualdades entre os países em relação ao acesso dos recursos de saúde nesta pandemia.

Diversos países, assim como a África do Sul, apresentam dificuldades no acesso as vacinas, testes diagnósticos, tratamentos, o que pode influenciar diretamente no aumento de casos e mortes pela Covid-19 à nível global.

Desta forma, cabe aos órgãos públicos garantirem, no mínimo, a distribuição equitativa da vacina para administração em todos os grupos etários vulneráveis da população.

Conclusão

Pesquisadores do grupo consultivo técnico sobre a evolução do vírus Sars-CoV-2 (WHO) e instituições científicas dos diversos países estão realizando investigações para compreender melhor os aspectos desta nova variante e assim que possível relatar novas conclusões.

Ainda há poucas evidências científicas para comprovar a gravidade e o impacto epidemiológico, ao passo que ainda é primordial a continuidade das medidas de proteção como uso da máscara, higiene das mãos, distanciamento social, evitar aglomerações e aumento da imunização da população.




Autor: Brenda Almeida
Fonte: pebmed
Sítio Online da Publicação: pebmed
Data: 10/12/2021
Publicação Original: https://pebmed.com.br/atualizacoes-epidemiologicas-da-covid-19-a-nova-variante-omicron-do-sars-cov-2/