quarta-feira, 5 de junho de 2024

ACC 2024: Confira os destaques do congresso do American College of Cardiology

O congresso do American College of Cardiology, o ACC 2024 aconteceu nos dias 6 a 8 de abril, em Atlanta, nos Estados Unidos. O Portal Afya realizou a cobertura deste importante evento para a cardiologia em parceria com a Afya CardioPapers.

Trazemos as principais e mais relevantes atualizações para a prática médica, sempre as adaptando para a realidade da medicina brasileira.


Confira os destaques!

 preventiva de placas coronarianas vulneráveis é benéfico?
O estudo PREVENT pretendeu avaliar se a intervenção coronariana percutânea (ICP) de placas vulneráveis (PV) focais funcionalmente não obstrutivas melhora desfechos clínicos em relação a TMO. 

Redutor de seio coronário para o tratamento de angina refratária
O ORBITA-COSMIC foi um estudo randomizado, duplo-cego, controlado por placebo (sham), multicêntrico conduzido em seis hospitais do Reino Unido. 

TAVI ou cirurgia para estenose aórtica no paciente de baixo risco?
O estudo DEDICATE comparou cirurgia e TAVI em pacientes com risco cirúrgico baixo ou intermediário e que eram elegíveis para os dois procedimentos em um cenário de mundo real.  

Nova medicação para tratamento de miocardiopatia diabética?
Foi feito um estudo de fase 3 para testar um novo inibidor seletivo da aldose redutase em indivíduos com cardiomiopatia diabética e capacidade física reduzida com alto risco para IC. 


Enalapril previne cardiotoxicidade por antraciclinas? 

No estudo PROACT, apresentado no ACC 2024, a hipótese era de que haveria benefício do enalapril na prevenção da cardiotoxicidade por antraciclinas em altas doses.


Novo Inibidor de PCSK9 Lerodalcibep Mostra Eficácia na Redução de LDL

A associação de lerodalcibep ao tratamento padrão com estatinas foi o destaque desta apresentação, que mostrou os resultados do estudo Liberate-HR.


Autor: pebmed 
Fonte: pebmed 
Sítio Online da Publicação: pebmed 
Data: 05/06/2024
Publicação Original: https://pebmed.com.br/

Refauna restaura florestas pela interação entre fauna e flora


Desde abril, os brasileiros estão assistindo estarrecidos ao desastre ambiental que se abate sobre o Rio Grande do Sul, um dos mais graves já enfrentados pelo País. Em apenas dez dias choveu um volume equivalente ao esperado para um ano. Como pesquisadores vêm alertando há alguns anos, as mudanças climáticas em decorrência do aumento da temperatura do planeta ocorrerão cada vez com mais frequência e intensidade. Desmatamento, queimadas, agricultura intensiva e o crescimento das cidades sobre as áreas verdes irão contribuir cada vez mais para a ocorrência de tempestades, vendavais, frio e calor intensos, inundações, deslizamentos, seca e estiagem.

Nesta quarta-feira, 22 de maio, foi comemorado o Dia Internacional da Biodiversidade, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para conscientizar a sociedade sobre a necessidade de se conservar e proteger a diversidade de vida no planeta. Equilíbrio ambiental é um conceito fundamental para a preservação e sustentabilidade dos recursos naturais. E para promover a harmonia e estabilidade dos ecossistemas, diferentes elementos precisam interagir de forma equilibrada, garantindo a sobrevivência e o bem-estar de todas as espécies que compõem o ambiente. Fauna e flora se complementam numa relação de dependência e ajuste complexo, a interação ecológica.

Defaunação de florestas é quando ocorre redução da riqueza, diversidade e população de animais, principalmente devido à caça e à fragmentação ou redução do habitat das espécies. “É uma consequência dos impactos das atividades humanas como caça, desmatamento, introdução de espécies invasoras, entre outras, que acabam por gerar perda de espécies ou diminuição das populações”, explica Alexandra Pires, bióloga do projeto Refauna, que é executado desde 2010 pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ).


Autor: FAPERJ 

Fonte: FAPERJ 

Sítio Online da Publicação: FAPERJ 

Data: 23/05/2024

Publicação Original: https://sustinereuerj.blogspot.com/2024/06/aplicativo-desenvolvido-na-uerj.html?m=1

Aplicativo desenvolvido na Uerj aproxima produtores e consumidores de água de reúso no Rio de Janeiro



As empresas que utilizam água de reúso em seus processos e atividades poderão contar, em breve, com uma ferramenta que visa aproximar produtores e consumidores desse tipo de produto. Pesquisadores do Departamento de Engenharia Sanitária e Meio Ambiente (Desma), da Faculdade de Engenharia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), desenvolveram um aplicativo para gestão e comercialização de água regenerada. A equipe, que contou com apoio da FAPERJ, acabou de concluir um protótipo do app, batizado de Reusa, que será testado por uma concessionária de saneamento que atua no Rio de Janeiro. 

A água de reúso é resultado de processos de tratamento realizados pelas Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) e pode ser utilizada para combate a incêndios, geração de energia, irrigação, limpeza de logradouros públicos, atividades industriais ou outras finalidades menos nobres, que não necessitem de água potável. Além de ter um custo menor do que a água convencional, ela é uma alternativa para conservação dos recursos hídricos e uma opção para períodos de escassez.  

A ideia do aplicativo surgiu durante as atividades realizadas no Laboratório de Engenharia Sanitária (LES) da Uerj e de dissertações e TCCs que tinham como tema o reaproveitamento de efluentes para várias finalidades. “A proposta era estimular o reúso e um dos obstáculos para que isso aconteça é a falta de conexão entre vendedores e compradores”, explica Marcelo Obraczka, professor do Desma e um dos criadores do app. Também participaram da equipe, os professores Ian Andrade e Alfredo Akira Ohnuma Jr, e o engenheiro André Alcantara de Faria, que na época fazia mestrado e era orientando de Obraczka.

“O Reusa vai funcionar como uma espécie de marketplace. Ele é dotado de um sistema de georreferenciamento, por meio do qual as empresas interessadas poderão saber, em tempo real, o tipo de água de reúso disponível, o volume em estoque, o preço cobrado pela concessionária e a localização das ETEs onde a água de reúso estará disponível”, explica Obraczka, doutor em Planejamento Energético e Ambiental pela Coppe/UFRJ.

Autor: FAPERJ 
Fonte: FAPERJ 
Sítio Online da Publicação: FAPERJ 
Data: 29/05/2024
Publicação Original: https://www.faperj.br/?id=557.7.0