
Castelo da Fiocruz iluminado de amarelo pela conscientização sobre as hepatites virais (Foto: Peter Ilicciev)
Neste cenário desafiador, iniciativas de destaque no combate e controle das hepatites virais vêm de Rondônia. A integração entre assistência, vigilância laboratorial e pesquisa científica tem sido fundamental para ampliar o acesso ao diagnóstico e fortalecer estratégias de enfrentamento, especialmente das hepatites B, C e Delta, muito comuns na região. Uma parceria entre a Fiocruz e o Centro de Pesquisa em Medicina Tropical tem permitido o diagnóstico e o tratamento de pacientes provenientes de diferentes regiões da Amazônia.
Ao longo de três décadas, 8.385 pacientes foram acompanhados pelo Ambulatório do Centro de Pesquisa em Medicina Tropical, que é referência no tratamento das hepatites virais crônicas na Região Norte. Desse total, 5.098 pacientes foram diagnosticados com hepatite B; 2.512 com hepatite C; 339 com hepatite Delta; e 59 com hepatite A. Outras etiologias somaram 337 pessoas infectadas no período.
Os dados demonstram a elevada incidência das hepatites virais crônicas em Rondônia, com atenção para as hepatites B e C, além da presença significativa da hepatite Delta, doença de relevância epidemiológica na Amazônia com necessidade de diagnóstico especializado, estratégias específicas de vigilância e acompanhamento contínuo dos pacientes, muitas vezes com acesso aos serviços de saúde precário ou inviabilizado por barreiras logísticas, como é o caso de populações ribeirinhas e indígenas.
A distribuição dos casos se mostrou variada entre as cinco regiões do país. Enquanto o Nordeste apresentou a maior proporção das infecções pelo vírus A (29,2%), o Sudeste manteve as maiores taxas dos vírus B e C, com 34,0% e 57,7%, respectivamente, seguindo-se da região Sul, com 30,9% e 27,0%. O Norte acumulou, no período, 72,4% do total de casos de hepatite D (ou Delta).
Diagnóstico molecular da hepatite Delta
Como resultado de experiências técnico-científicas, o Laboratório de Virologia Molecular da Fiocruz Rondônia é referência para o diagnóstico molecular e quantificação da carga viral do vírus da hepatite Delta (HDV), em parceira com o Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde. A parceria tem papel fundamental na implementação das estratégias nacionais para a ampliação do acesso ao diagnóstico molecular da doença.
Atualmente, o laboratório fornece suporte técnico a instituições parceiras, participa da implantação e padronização de protocolos laboratoriais e atua na capacitação de profissionais envolvidos no diagnóstico molecular das hepatites virais. A atuação integrada entre assistência, vigilância e pesquisa fortalece o Sistema Único de Saúde (SUS) e permite que cada vez mais pessoas de áreas remotas e com quadros históricos de desigualdade tenham acesso a diagnósticos mais precisos, permitindo um melhor acompanhamento médico. Isso contribui para a geração de conhecimento científico aplicado às necessidades da população brasileira.
Período eleitoral
Durante o período eleitoral (de 4 de julho até 25 de outubro), os conteúdos digitais publicados e disponibilizados pela Agência Fiocruz de Notícias (AFN) acompanham as orientações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). O documento esclarece que é permitida a divulgação de "conteúdo meramente informativo ou de serviço ao cidadão".
Autor: fiocruz
Fonte: fiocruz
Sítio Online da Publicação: fiocruz
Data: 29/07/2026
Publicação Original: https://fiocruz.br/noticia/2026/07/julho-amarelo-fiocruz-alerta-para-prevencao-de-hepatites-virais
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