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segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Furacão Ian obriga Nasa a 'guardar' foguete de missão à Lua



CRÉDITO,REUTERS
Legenda da foto,

A Artemis-1 será a primeira de uma série de missões que levarão humanos de volta à Lua


A agência espacial americana, a Nasa, deve retirar seu foguete da missão Artemis-1 da plataforma de lançamento na Flórida para protegê-lo de um furacão que se aproxima.


A Nasa diz que o Sistema de Lançamento Espacial (SLE) será recolhido para sua oficina de engenharia por precaução.


O furacão Ian está se movendo pelo Golfo do México e deve atingir a Flórida na quinta-feira (29/9). A previsão é de que o Centro Espacial Kennedy sofra com ventos e chuvas fortes.


Embora o local provavelmente escape dos piores impactos da tempestade, a Nasa não quer arriscar que seu foguete multibilionário seja danificado.


Isso provavelmente alterará os planos para o voo inaugural para novembro.


A Nasa esperava que a passagem da tempestade pelo Golfo a levasse suficientemente para oeste para que o foguete pudesse permanecer na plataforma.


Mas as previsões das últimas horas apontaram que a trajetória deve mudar, colocando a costa oeste da Flórida diretamente no caminho.

O governador da Flórida, Ron DeSantis, já declarou estado de emergência.


A Nasa tem um de seus transportadores gigantes de prontidão na plataforma para iniciar a operação.


A baixa velocidade com que o transportador se move significa que a jornada de 6,7 km demorará meio dia. Os engenheiros, portanto, devem querer colocar isso em andamento o mais rápido possível.


O recolhimento deve começar à meia-noite no horário de Brasília.


A Artemis-1 é a primeira de uma série de missões que pretendem levar humanos de volta à superfície lunar após 50 anos.


O voo inicial do SLE não será tripulado: foi anunciado como uma demonstração de segurança do equipamento e enviará a cápsula Orion para e além da Lua antes de voltar para casa com um mergulho no Oceano Pacífico.


Supondo que tudo funcione como planejado, os astronautas cumprirão a missão em 2024 com uma volta simples ao redor da Lua.


Só na missão Artemis-3, possivelmente no final de 2025, os astronautas tocarão a superfície lunar.







Autor: Jonathan Amos
Fonte: BBC News
Sítio Online da Publicação: BBC
Data: 26/09/2022
Publicação Original: https://www.bbc.com/portuguese/geral-63040279

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Partiu Lua! Conheça os detalhes sobre a missão indiana Chandrayaan-2



Índia envia missão até a Lua nesta segunda-feira, 22 de julho — Foto: Indian Space Research Organisation/Reuters


No dia 22 de julho, segunda feira, partiu a Chandrayaan-2 com destino às regiões polares da Lua.


O lançamento da sonda havia sido adiado por problemas em seu foguete no início deste ano, até que a janela de lançamento se fechou. Essas “janelas” são momentos em que as posições da Terra e da Lua, bem como suas dinâmicas, são favoráveis para um lançamento em que se possa executar as manobras necessárias com grande economia de combustível.


Mesmo depois de o problema ter sido sanado, o lançamento teve de ser adiado por outro problema menor no foguete GSLV MkIII-M1, que é o novo veículo lançador de satélites geossíncronos da Índia. Com a correção efetuada e com a sua validação por testes garantida, finalmente a sonda partiu na manhã de 22 de julho, no horário de Brasília.


O que fez a Chandrayaan-1?

A missão da Chandrayaan-2 sucede sua irmã mais velha no sentido de não apenas ficar restrita à orbita lunar.


A Chandrayaan-1 partiu no final de outubro de 2008 e sobrevoou a Lua mapeando sua superfície, mas também fazendo medidas à procura de evidências da existência de água, na verdade, gelo de água.


Logo após seu lançamento, a sonda disparou um impactador nas proximidades da cratera Shackleton, nas regiões polares ao sul da Lua. Enquanto o impactador descia, a sonda efetuava o mapeamento do relevo abaixo, já preparando a missão da sua sucessora.


Meia hora depois do disparo, o impactador acertou a borda da cratera levantando uma pluma de destroços do solo, bem como abaixo dele, para serem observados desde o orbitador a uns 100 km de altura. E seus resultados apontaram mesmo a existência de gelo.



Como pode ter gelo na Lua?



A ideia é que o choque de cometas e outros núcleos ricos em gelo trouxe esse material para a Lua, como aconteceu com a Terra também bilhões de anos atrás. Na falta de uma atmosfera, o gelo lunar teria se evaporado assim que a luz do Sol o esquentou. Mas, em regiões como a borda de crateras nos polos da Lua, o Sol nunca ilumina os depósitos de gelo, então eles ainda estão lá.


E o gelo é muito importante, porque é dele que se espera tirar a sustentabilidade de futuras bases lunares. Além de usá-lo para abastecer as estações com água, ao se decompor sua molécula produz-se hidrogênio e oxigênio. Ambos podem ser usados na produção de energia, e o segundo, para renovar a atmosfera dentro das estações.


A Chandrayaan-2 partiu com a missão de estudar as regiões polares no sul da Lua, uma região de difícil acesso, dessa vez pousando um jipe em sua superfície!



O orbitador deve lançar o módulo de pouso Vikram (valor em sânscrito), um pequeno container de 5 metros de comprimento e massa de 1.600 kg (mil quilos só de combustível para o pouso) que carrega o jipe Pragyan (sabedoria em sânscrito).



Jipe Pragyan na rampa de descida do módulo Vikram — Foto: Indian Space Research Organisation - GODL


Depois de pousar, o jipe será liberado para executar suas próprias medidas, já que carrega um instrumento de raios-X e um espectroscópio a laser. O jipe pode alcançar a espetacular velocidade de 1 cm/s durante seus passeios e não possui um mecanismo de proteção à noite lunar que dura 14 dias terrestres. Sua expectativa de vida é de apenas 1 dia lunar, ou 14 dias terrestres...


O Vikram carrega 4 instrumentos que devem medir o ciclo térmico da superfície lunar, medir selenomotos, como são chamados os terremotos lunares e também inclui um painel refletor para medidas de laser.


O painel é uma colaboração com a Nasa que pretende medir não só a distância Terra-Polo Sul Lunar com precisão de centímetros, mas também medir com precisão o movimento de libração lunar.


Desenho da sonda Chandrayaan-2 acoplada ao módulo Vikram — Foto: Divulgação/Indian Space Research Organisation


Este movimento é uma espécie de "bamboleio" que a Lua executa enquanto orbita a Terra, de modo que uma pequena fração de partes que permaneceriam ocultas, devido à sincronização dos movimentos orbitais da Lua, possa ser observada da Terra. Outro objetivo da missão Chandrayaan-2 é verificar a disponibilidade de água no subsolo lunar, avaliando a quantidade que poderia ser explorada futuramente.


A sonda Chandrayaan-2 encontra-se ainda em órbita da Terra, mas em um processo de transferência para a órbita da Lua. Nesse processo, sua órbita vai sendo paulatinamente alargada, de modo que o ponto mais distante dela, chamado de apogeu, entre na região de influência gravitacional da Lua.


Nesse momento a sonda é capturada pela gravidade da Lua e o processo se inverte, sua órbita vai ser encolhida aos poucos. Se tudo correr bem, a inserção em órbita lunar acontece no final de agosto e o pouso da Vikram carregando o Pragyan está programado para o dia 7 de setembro.




Autor: G1 Saúde
Fonte: G1 Saúde
Sítio Online da Publicação: G1 Saúde
Data: 26/07/2019
Publicação Original: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/blog/cassio-barbosa/post/2019/07/26/partiu-lua-conheca-os-detalhes-sobre-a-missao-indiana-chandrayaan-2.ghtml

quinta-feira, 1 de março de 2018

Lua de Saturno tem condições ideais para a vida, sugere estudo



A superfície de Encélado, esfera gelada que pode apresentar condições ideias para vida de microorganismos (Foto: Nasa/JPL)

Pode ser que a humanidade não precise mais olhar para além do nosso Sistema Solar na busca de vida alienígena, disseram nesta terça-feira (27) pesquisadores que examinaram uma das luas de Saturno.

A lua gelada Encélado pode apresentar condições ideais de vida para os microrganismos unicelulares conhecidos como arqueias, encontrados em alguns dos ambientes mais extremos da Terra, informaram os pesquisadores na revista científica "Nature Communications".


Uma arqueia metanogênica (produtora de metano) chamada Methanothermococcus okinawensis prosperou em condições de laboratório imitando as que acredita-se existir no satélite de Saturno, disse a equipe.


Na Terra, este tipo de arqueia é encontrado em temperaturas muito quentes perto de fontes hidrotermais de águas profundas, e converte dióxido de carbono e gás hidrogênio em metano.



Encélado, lua de Saturno (Foto: Reprodução/Nasa)

Traços de metano foram previamente detectados em vapores emanando de rachaduras na superfície de Encélado.


"Concluímos que alguns dos CH4 (metano) detectados em Encélado poderiam, em princípio, ser produzidos por metanogênicos", escreveram os pesquisadores.



Eles também calcularam que o hidrogênio suficiente para suportar esses micróbios poderia ser produzido por processos geoquímicos no núcleo rochoso de Encélado.


Os autores se propuseram a testar a hipótese de que as condições no satélite podem ser boas para a hospedagem de arqueias metanogênicas.


Os dados, baseados puramente em estudos de laboratório, mostraram que "poderia ser" assim, disse Simon Rittmann, da Universidade de Viena, coautor do artigo científico.


Mas os resultados não fornecem "nenhuma evidência de possível vida extraterrestre", destacou à AFP.


"Nosso estudo diz respeito apenas aos micro-organismos. Eu gostaria de evitar qualquer especulação sobre a vida inteligente", afirmou.


Saturno é o sexto planeta a partir do Sol, separado da Terra apenas por Marte e Júpiter, e tem dezenas de luas.


Pesquisas anteriores sugeriram que Encélado contém um oceano de água líquida – um ingrediente-chave para a vida – sob sua superfície gelada.


Também acredita-se que a lua contém compostos como o metano, dióxido de carbono e amônia, e que seu polo sul abriga atividade hidrotermal – uma combinação de traços que o torna um alvo-chave na busca de vida extraterrestre.


Pesquisas adicionais são necessárias para excluir a possibilidade de o metano de Encélado ser proveniente de processos geoquímicos não biológicos, segundo os autores.


Autor: France Presse
Fonte: G1 Globo
Sítio Online da Publicação: G1 Globo
Data de Publicação: 28/02/2018
Publicação Original: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/lua-de-saturno-tem-condicoes-ideias-para-a-vida-sugere-estudo.ghtml

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Asteroide de 5 km vai passar ‘raspando’ na Terra antes do Natal


Uma rocha espacial de cerca de 5km de extensão passará "de raspão" na Terra, de acordo com as proporções espaciais.


O asteroide 3200 Phaeton deve ficar a cerca de 10 milhões de quilômetros do nosso planeta em 16 de dezembro. A distância absoluta pode parecer grande, mas é 27 vezes mais perto od que a distância do nosso planeta para a Lua.


A extensão do objeto é o equivalente a quase duas vezes o tamanho da avenida Paulista, no centro de São Paulo. Equivale também à distância do estádio Mané Garrincha ao Congresso Nacional, em Brasília (DF).


Segundo a Nasa (agência espacial dos EUA), não há motivo para pânico, porém: é extremamente improvável que haja qualquer dano ao nosso planeta com a passagem do Phaeton.


Ainda segundo a Nasa, a passagem do Phaeton permitirá observações bastante precisas a partir dos observatórios de Arecibo (em Porto Rico) e Goldstone (na Califórnia). "As imagens serão excelentes para obter um modelo 3D detalhado" do objeto espacial, disse a agência espacial em comunicado.


A inspiração do nome Phaeton vem da mitologia grega. Para os gregos antigos, o deus Hélio (que representava o Sol) não andava a pé: a divindade atravessava o céu do nascente ao poente em uma carruagem, puxada por quatro cavalos. Até que um filho de Hélio, Faeton, pegou o veículo emprestado para "dar um rolê". Ele acaba perdendo o controle dos animais e quase põe fogo na Terra. Para evitar o desastre, Zeus precisa destruir a carruagem com um raio, e acaba matando Fáeton no caminho.




Asteroide de 5 km vai passar ‘raspando’ na Terra antes do Natal (Foto: BBC)



Asteroide ou cometa?


Os cientistas acreditam que o Phaeton seja o responsável pelas chuvas de meteoros das Geminíadas, observadas todos os anos nos dias 13 e 14 de dezembro. É que a órbita do Phaeton é muito similar às dos meteoros das Geminíadas.


Só que chuvas de meteoros geralmente são causadas por cometas - que têm uma "cauda" ou "rabo" formado por estilhaços e gelo, o que não é o caso do Phaeton. A hipótese é de que Phaeton esteja literalmente "quebrando" aos poucos, o que faz com que ele apresente atividade típica dos cometas em algumas ocasiões. Esta é mais uma questão a ser estudada agora em dezembro.


Próxima aproximação: 2050


A aparição de 2017 será a mais próxima da Terra desde a descoberta do asteroide, em 1983, diz a Nasa. É possível, assim, que o objeto fique visível até mesmo para observadores armados apenas de telescópios pequenos. Para isso, porém, é preciso que a pessoa tenha experiência nesse tipo de observação e esteja em um local escuro o suficiente (como na zona rural).


A última passagem próxima do asteroide ocorreu em 2007.


De acordo com os cálculos da Nasa, o Phaeton só voltará a se aproximar tanto da Terra em 2050. E, em 14 de dezembro de 2093, ele passará a apenas 1,9 milhão de quilômetros do nosso planeta (o que não significa que seremos atingidos, segundo a Nasa).


Por causa da sua trajetória, o asteroide é classificado como o terceiro maior Asteroide Possivelmente Danoso (PHA, na sigla em inglês) identificado. Os outros dois são o 53319 1999 JM8 (cerca de 7 km de extensão) e o 4183 Cuno (cerca de 5,6 km).




Autora: BBC
Fonte: BBC
Sítio Online da Publicação: BBC
Data de Publicação: 28/11/2017
Publicação Original: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/asteroide-de-5-km-vai-passar-raspando-na-terra-antes-do-natal.ghtml