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sexta-feira, 21 de outubro de 2022

Como a peste bubônica de 700 anos atrás ainda afeta nossa saúde hoje em dia



CRÉDITO,MUSEUM OF LONDON
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Restos mortais das covas para vítimas da peste em Londres foram usados ​​na análise genética

A devastação causada pela pandemia de peste deixou uma marca genética tão forte na humanidade que ainda afeta nossa saúde quase 700 anos depois.

Cerca de metade da população morreu quando a peste bubônica, também conhecida como peste negra, varreu a Europa em meados de 1300.

Um estudo pioneiro que analisou o DNA de ossadas centenárias encontrou mutações que ajudaram as pessoas a sobreviver à doença.

Mas essas mesmas mutações estão ligadas a doenças autoimunes que afligem a população hoje.

A peste bubônica marcou um dos capítulos mais significativos, mortais e sombrios da história humana. Estima-se que até 200 milhões de pessoas morreram.

Pesquisadores de um novo estudo suspeitam que um evento de tamanha proporção pode ter moldado a evolução humana.

Eles analisaram o DNA retirado dos dentes de 206 esqueletos antigos — e foram capazes de datar com precisão os restos mortais como sendo de antes, durante ou depois da peste bubônica.

A análise incluiu ossadas das covas para vítimas da peste do cemitério de East Smithfield que foram usadas ​​para sepultamentos em massa em Londres, no Reino Unido, além de amostras vindas da Dinamarca.



CRÉDITO,MCMASTER UNIVERSITY
Legenda da foto,

Esta pesquisadora está analisando um dente antigo que contém DNA degradado

João Fellet tenta entender como brasileiros chegaram ao grau atual de divisão.

A descoberta, publicada na revista científica Nature, envolve mutações em um gene chamado ERAP2.

Quem possui determinadas mutações tem 40% mais chances de sobreviver à peste.

"É bastante, é um efeito enorme, é uma surpresa encontrar algo assim no genoma humano", afirma Luis Barreiro, professor da Universidade de Chicago, nos EUA.

A função do gene é produzir as proteínas que desmembram os micróbios invasores e mostrar os fragmentos ao sistema imunológico, preparando-o para reconhecer e neutralizar o inimigo de forma mais eficaz.

O gene aparece em diferentes versões — aquelas que funcionam bem e aquelas que não fazem nada — e você recebe uma cópia de cada progenitor.

Assim, os sortudos, com maior probabilidade de sobreviver, herdaram uma versão de alto desempenho da mãe e do pai.

E os sobreviventes da peste tiveram filhos, transmitindo assim essas mutações úteis, de modo que de repente se tornaram muito mais comuns.

"É grandioso ver uma mudança de 10% ao longo de duas a três gerações, é o evento de seleção mais forte em humanos até hoje", afirma o geneticista evolutivo Hendrik Poinar, professor da Universidade McMaster, no Canadá.

Os resultados foram confirmados em experimentos modernos usando a bactéria causadora da peste — Yersinia pestis. Amostras de sangue de pessoas com as mutações úteis foram mais capazes de resistir à infecção do que aquelas sem.

"É como assistir à peste negra se desenvolver em uma placa de Petri — é revelador", diz Poinar.



CRÉDITO,UNIVERSITY OF CHICAGO

Ainda hoje essas mutações resistentes à peste são mais comuns do que eram antes da peste bubônica.

O problema é que foram associadas a doenças autoimunes, como a doença inflamatória intestinal de Crohn — ou seja, a mesma coisa que ajudou a manter seus ancestrais vivos há 700 anos pode estar prejudicando sua saúde hoje.

Outras forças históricas em nosso DNA têm um legado que sentimos. Cerca de 1% a 4% do DNA humano moderno vem da procriação entre nossos ancestrais com neandertais — e essa herança afeta nossa capacidade de responder a doenças, incluindo a covid-19.

"Assim, essas cicatrizes do passado ainda impactam nossa suscetibilidade a doenças hoje, de uma maneira bastante notável", observa Barreiro.

Segundo ele, a vantagem de sobrevivência de 40% foi o "efeito de aptidão seletiva mais forte já estimado em humanos". Aparentemente, diminui o benefício das mutações de resistência ao HIV (vírus causador da Aids) ou daquelas que ajudam a digerir o leite — embora ele alerte que as comparações diretas são complicadas.

Mas a pandemia de covid-19 não deixará um legado semelhante.

A evolução funciona por meio de sua capacidade de reproduzir e transmitir seus genes. A covid mata em grande parte os idosos que já passaram da fase de ter filhos.


Foi a capacidade da peste de matar em todas as faixas etárias e em números tão grandes que fez a doença ter um impacto tão duradouro.


- Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/geral-63325946





Autor: James Gallagher - Correspondente de Ciência e Saúde da BBC News
Fonte: BBC News Mundo
Sítio Online da Publicação: BBC News Mundo
Data: 20/10/2022
Publicação Original: https://www.bbc.com/portuguese/geral-63325946

terça-feira, 21 de junho de 2022

Peste Negra: DNA em dentes de 6 séculos revela onde epidemia começou, diz estudo



CRÉDITO,GETTY IMAGES
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A bactéria 'Yersinia pestis' é a causadora da peste bubônica


Pesquisadores acreditam ter descoberto as origens da Peste Negra, mais de 600 anos depois de ela ter matado dezenas de milhões de pessoas na Europa, Ásia e norte da África.


A catástrofe sanitária de meados do século 14 é um dos capítulos mais significativos em termos de pandemia da história humana.

Mas, apesar de anos de pesquisa, os cientistas ainda não haviam sido capazes de identificar onde a peste bubônica começou.

Agora, análises sugerem que foi no Quirguistão, na Ásia central, na década de 1330.

Uma equipe de pesquisa da Universidade de Stirling, na Escócia, e do Instituto Max Planck e da Universidade de Tubingen, na Alemanha, analisaram amostras antigas de DNA de dentes de corpos enterrados em cemitérios perto do Lago Issyk Kul, no Quirguistão.


Eles escolheram essa região depois de notar um aumento significativo nos sepultamentos ocorridos lá em 1338 e 1339.


Maria Spyrou, pesquisadora da Universidade de Tubingen, disse que a equipe sequenciou o DNA de sete esqueletos.

A equipe da BBC News Brasil lê para você algumas de suas melhores reportagens

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Eles analisaram os dentes porque, de acordo com Spyrou, contêm muitos vasos sanguíneos e oferecem aos pesquisadores "uma grande chance de detectar patógenos transmitidos pelo sangue que podem ter causado a morte dos indivíduos".


A equipe de pesquisa conseguiu encontrar a bactéria da peste, Yersinia pestis, em três deles.


"Nosso estudo resolve uma das maiores e mais fascinantes questões da história e determina quando e onde o assassino mais notório e infame dos seres humanos começou", afirmou Philip Slavin, historiador da Universidade de Stirling, sobre a descoberta.


A pesquisa tem, no entanto, algumas limitações — incluindo o pequeno tamanho da amostra.


Michael Knapp, da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, que não estava envolvido no estudo, elogiou o trabalho como sendo "realmente valioso", mas observou:


"Dados de bem mais indivíduos, épocas e regiões... ajudariam realmente a esclarecer o que os dados apresentados aqui significam de fato."


O trabalho dos pesquisadores foi publicado na revista científica Nature, com o seguinte título: "The source of the Black Death in fourteenth-century central Eurasia" ("A fonte da Peste Negra na Eurásia central do século 14", em tradução literal).

O que é a peste bubônica?


A peste é uma doença infecciosa potencialmente letal, causada por uma bactéria chamada Yersinia pestis que vive em alguns animais — principalmente roedores — e nas pulgas que carregam em seus pelos.


A peste bubônica é a forma mais comum da doença que as pessoas podem contrair. O nome deriva dos sintomas que causa — um inchaço doloroso nos nódulos linfáticos, formando uma espécie de bolha, conhecida como "bubão", na virilha ou axila.


De 2010 a 2015, foram reportados 3.248 casos em todo o mundo, incluindo 584 mortes.


Historicamente, também foi chamada de Peste Negra, em referência ao fato de causar gangrena em certas partes do corpo, como nos dedos das mãos e dos pés, que acabam escurecendo.


- Este texto foi originalmente publicado em https://www.bbc.com/portuguese/geral-61813064







Autor: Malu Cursino
Fonte: BBC News
Sítio Online da Publicação: BBC News
Data: 16/06/2022
Publicação Original: https://www.bbc.com/portuguese/geral-61813064

quarta-feira, 30 de junho de 2021

Cientistas identificam possível 'paciente zero' da peste bubônica, morto há 5 mil anos



CRÉDITO,DOMINIK GOLDNER, BGAEU, BERLIN
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O caçador-coletor que tinha a praga era um homem de 20 a 30 anos


Cientistas identificaram um homem que poderia ser o "paciente zero" da praga que causou a peste bubônica, na Idade Média.


Um homem que morreu há mais de 5 mil anos na área em que hoje é a Letônia teria sido infectado com a cepa mais antiga conhecida da doença, de acordo com novas evidências.

A praga varreu a Europa em 1300, exterminando até metade da população do continente.

Ondas posteriores da praga continuaram a acontecer ao longo de vários séculos, causando milhões de mortes.

"Até agora, esta é a vítima de peste mais antiga identificada que temos", disse Ben Krause-Kyora, da Universidade de Kiel, na Alemanha, sobre os restos mortais do homem de 5,3 mil anos.


O homem foi enterrado com três outras pessoas em um cemitério neolítico na Letônia, às margens do rio Salac, que deságua no mar Báltico.



CRÉDITO,HARALD LUBKE, ZBSA, SCHLOSS GOTTORF
Legenda da foto,

Este ponto na Letônia foi onde os restos foram encontrados


Os pesquisadores sequenciaram o DNA dos ossos e dentes de todos os quatro indivíduos e os testaram para bactérias e vírus.


Eles ficaram surpresos ao descobrir que um caçador-coletor — um homem na casa dos 20 anos — foi infectado com uma antiga cepa de peste causada pela bactéria Yersinia pestis.


"Ele provavelmente foi mordido por um roedor, pegou a infecção primária de Yersinia pestis e morreu alguns dias [depois] - talvez uma semana depois — de choque séptico", disse Krause-Kyora.


Os cientistas acreditam que a antiga cepa possa ter surgido cerca de 7 mil anos atrás, quando a agricultura estava começando a aparecer na Europa Central.



CRÉDITO,DOMINIK GOLDNER, BGAEU, BERLIN
Legenda da foto,

Os restos mortais receberam a designação RV 2039


Eles acham que a bactéria pode ter saltado de animais para humanos em diversas ocasiões sem ter causado grandes surtos.


Mas com o tempo, ela se adaptou para infectar humanos, evoluindo para a forma conhecida como peste bubônica, que se espalha por pulgas e se alastrou pela Europa medieval, causando milhões de mortes.


A ideia de que as primeiras cepas da peste demoraram a se espalhar contradiz muitas teorias sobre o desenvolvimento da civilização humana na Europa e na Ásia e põe em dúvida a hipótese de que a doença causou grande declínio populacional na Europa Ocidental no final do Neolítico.


Outros pesquisadores elogiaram o estudo, mas disseram que ele não descarta a possibilidade de que a peste estivesse se espalhando amplamente na Europa neste momento.


Os humanos geralmente contraem a peste depois de serem picados por uma pulga de um roedor que carrega a bactéria que causa a doença, ou ao interagir com um animal infectado com ela.


A doença ainda existe hoje, mas é tratável com antibióticos se diagnosticada precocemente.


A pesquisa foi publicada na revista científica Cell Reports.





Autor: Helen Briggs
Fonte: Repórter de Ciências da BBC News
Sítio Online da Publicação: BBC News
Data: 30/06/2021
Publicação Original: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-57663691

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Caso de peste bubônica faz China elevar estado de alerta no norte do país


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GETTY IMAGES
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Uma amostra de peste bubônica em tecido removido do gânglio de um paciente

Autoridades na China aumentaram medidas de segurança sanitária depois que uma cidade na Mongólia Interior (região autônoma da China) confirmou um caso de peste bubônica.

De acordo com relatos de autoridades estatais, o paciente, na cidade de Bayannur, um camponês, está em quarentena e em condição estável.

Autoridades decretaram nível três de alerta — que proíbe a caça e consumo de animais que poderiam estar com a praga e pede que as pessoas reportem casos suspeitos às autoridades.

A peste bubônica, uma das doenças mais temidas no passado, causada por uma infecção bacterial, ainda é letal, mas hoje é tratada com antibióticos comuns.

O novo caso foi reportado no sábado. Ainda não está claro como o paciente poderia ter se infectado.

Fatal, mas tratável

Casos de peste bubônica ocorrem de tempos em tempos pelo mundo.

Em Madagascar, houve um surto com 300 casos em 2017.

Em maio do ano passado, duas pessoas na Mongólia morreram da peste, que foi contraída após a ingestão de carne crua de marmota.

Uma autoridade da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Ulan Bator, capital da Mongólia, disse à BBC que a carne crua de marmota e os rins do animal são usados como remédio popular no país.

A marmota é portadora da bactéria da praga e está associada aos casos da praga no país. A caça da marmota é ilegal.

A peste bubônica é caracterizada por inchaço dos gânglios linfáticos. É difícil de se identificar a doença com muita antecedência porque os sintomas — geralmente parecidos com a gripe — costumam aparecer entre três e sete dias depois da infecção.

Mas é improvável que a peste bubônica — que foi chamada de peste negra — leve a uma nova epidemia.

"Ao contrário do século 14, nós agora temos uma compreensão de como essa doença é transmitida", disse Shanti Kappagoda, médico da clínica Stanford Health Care, ao site Healthline.

"Nós sabemos como prevenir. Também sabemos como tratar pacientes que são infectados com antibióticos eficientes."

No século 14, a peste negra matou cerca de 50 milhões de pessoas na África, Ásia e Europa.

O último grande surto em Londres ocorreu em 1665, dizimando cerca de um quinto da população da cidade. No século 19 houve outro surto na China e na Índia que matou mais de 12 milhões de pessoas.


Autor: BBC News
Fonte: BBC News
Sítio Online da Publicação: BBC News
Data: 06/07/2020
Publicação Original: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-53306679

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

O Ministério da Saúde esclarece que o caso no município de São Gonçalo (RJ) não foi confirmado para peste bubônica

O caso não atende à definição de caso suspeito, ou seja, o quadro clínico apresentado pela paciente não se enquadra na definição de caso suspeitos para peste bubônica. O Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN) do estado do Rio de Janeiro refez a análise e identificou a bactéria Morganella morganni, bactéria oportunista comum no ambiente e nas pessoas. Trata-se de um microrganismo amplamente distribuído no meio ambiente e não causa infecções em indivíduos com boa imunidade. Em pessoas com comprometimento imunológico, pode causar infecções oportunistas do trato respiratório, urinário e infectar feridas.


Amostras laboratoriais foram coletadas e devem chegar nesta segunda-feira (14) no laboratório de referência Instituto de Pesquisa Aggeu Magalhães-FIOCRUZ-PE para outras análises e fechamento da investigação. É importante destacar que, se mantivesse a suspeita de peste (já descartada) não há necessidade de isolamento da paciente, já que a mesma foi medicada e dessa forma não há risco de transmissão.


O Ministério da Saúde informa que o último caso de peste bubônica registrado no Brasil ocorreu no estado do Ceará, em 2005, e evoluiu para cura.


A peste é uma doença infecciosa aguda transmitida principalmente por picada de pulga infectada. O agente etiológico é uma bactéria Gram-negativa - Yersinia pestis. A doença apresenta três formas clínicas, são elas: peste bubônica, peste pneumônica e peste septicêmica. Devido à persistência da infecção em roedores silvestres, a doença é um perigo potencial para as populações.


A única forma de prevenção é evitar o contato com roedores silvestres e sinantrópicos (que vivem em meio urbano) e com suas pulgas. A forma bubônica é a mais comum e entre outras manifestações, a doença provoca febre alta, calafrios, dor de cabeça intensa, falta de apetite, vômitos, confusão mental e olhos avermelhados(congestão das conjuntivas). O tratamento, a base de antibióticos, é ofertado no Sistema Único de Saúde – SUS e, para ser eficaz, deve ser iniciado nas primeiras 15 horas após o início dos sintomas.

Resultado de imagem para peste bubônica

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Peste bubônica: quando suspeitar da doença?

A peste bubônica, uma das doenças mais devastadoras na humanidade, voltou aos noticiários. Na última semana, em vários jornais, tem sido comentada a internação de uma paciente com 57 anos, no Hospital Luiz Palmier, em São Gonçalo (RJ), com a presença da bactéria Yersinia pestis, causadora da peste bubônica. Os exames ainda serão reavaliados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a paciente segue em isolamento.

Segundo a Secretaria, “a mulher deu entrada no dia 22 de dezembro no Hospital Luiz Palmier, com quadro de insuficiência cardíaca e foi encaminhada para internação, onde foi realizado o procedimento padrão de coleta de amostras oral, nasal e anal. Por estar com uma ferida em uma das pernas, também foi solicitada amostra da pele que diagnosticou a presença da bactéria Yersinia pestis. A paciente começou então a fazer o tratamento através de antibióticos e está sendo acompanhada em leito de isolamento”.

A prefeitura também informou que medidas foram tomadas no sentido de tentar controlar a disseminação da doença, além de isolarem a paciente, uma equipe de controle de zoonoses foi até a residência da paciente para realizar inspeção de pragas e roedores. Segundo relatos, nada suspeito foi encontrado.


Peste bubônica: quando suspeitar da doença?

Em entrevista dada ao G1, o médico Sylvio Provenzano, presidente do Cremerj, disse que “o último caso descrito aqui no Brasil foi em 2005, os focos da doença no Brasil são em dois lugares: Ceará e Teresópolis.”
Sobre a peste bubônica

Y. pestis é transmitida por pulgas. A manifestação clínica mais comum é a linfadenite febril aguda, denominada peste bubônica. No geral, a mortalidade estimada é de 60 a 100% na peste não tratada, em comparação com menos de 15% com o tratamento, que é feito com antibióticos, principalmente aminoglicosídeos.
Existem três principais síndromes clínicas associadas à doença: peste bubônica, peste septicêmica e peste pneumônica. A peste bubônica é responsável por 80 a 95% dos casos; A peste septicêmica é responsável por 10 a 20% dos casos. A peste pneumônica é geralmente rara.
Quando pensar em peste?

Um alto índice de suspeita deve ser mantido para fazer um diagnóstico oportuno de peste. Pacientes com febre e linfadenopatia dolorosa devem ser questionados sobre viagens para áreas de doença endêmica. Além disso, o contato de animais ou roedores nos 10 dias precedentes pode fornecer pistas que levantam suspeitas para o diagnóstico de peste. O diagnóstico de peste é estabelecido pelo isolamento do organismo em cultura ou por testes sorológicos.

Três importantes pistas diagnósticas para a presença de peste incluem:
A presença de febre em uma pessoa com contato conhecido com roedores mortos ou residência ou viagem para uma região endêmica de peste.
A presença de febre, hipotensão e linfadenite regional inexplicada.
A presença de achados clínicos de pneumonia em associação com hemoptise e escarro contendo bastonetes Gram-negativos na coloração de Gram.


Autor: Dayanna de Oliveira Quintanilha
Fonte: PEDMED
Sítio Online da Publicação: PEDMED
Data: 14/01/2019
Publicação Original: https://pebmed.com.br/peste-bubonica-quando-suspeitar-da-doenca/