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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Cientistas resolvem o mistério de gigantesca cratera na Sibéria

As mudanças climáticas foram as responsáveis pelo aparecimento súbito de uma imensa cratera com 20 metros de largura e 30 metros de profundidade na península de Yamal, na tundra siberiana.

A cratera, que ficou conhecida como C17, foi descoberta em setembro de 2020 e não é única: outras 16 foram encontradas na região entre as penínsulas de Yamal e Gyda. Segundo os cientistas, elas acontecem quando o solo permanentemente congelado da região, chamado de permafrost, começa a se descongelar devido ao aumento de temperatura registrado na região nos últimos anos.


A permafrost é um imenso reservatório natural do gás metano. Com o degelo o gás acumulado em cavidades subterrâneas se expande, sem ter para onde escapar, até o solo descongelado sobre ele não resistir à pressão. O resultado é uma explosão e uma imensa cratera.

Segundo Evgeny Chuvilin, pesquisador sênior do Centro para Recuperação de Hidrocarbonetos do Instituto de Ciência e Tecnologia Skolkovo, em Moscou, a C17 está “unicamente bem preservada, já que a água da superfície ainda não tinha se acumulado dentro dela quando a estudamos, o que nos permitiu estudar uma cratera fresca, intocada pela degradação”.


Imagens da cratera C17, na tundra siberiana, feitas por um drone. Imagem: Bogoyavlensky, V.; Bogoyavlensky, I.; Nikonov, R.; Kargina, T.; Chuvilin, E.; Bukhanov, B.; Umnikov, A.

Esta também foi a primeira vez que os cientistas conseguiram mandar um drone para dentro de uma cratera, descendo de 10 a 15 metros abaixo da superfície para mapear o seu interior em três dimensões.

Igor Bogoyavlensky, do Instituto de Pesquisa de Óleo e Gás da Academia Russa de Ciências, foi quem pilotou o drone. Ele teve que se deitar na borda da cratera e pendurar seus braços e o controle sobre o fosso para conseguir manter contato com a aeronave. “Três vezes ficamos perto de perder ela, mas conseguimos capturar os dados para o modelo 3D”, disse à CNN.


Embora saibam o mecanismo que criou a cratera, os cientistas ainda não sabem a origem do gás metano. Ele pode ter vindo de camadas profundas da crosta terrestre, de depósitos mais próximos da superfície, ou de uma mistura dos dois.

Crateras imensas não são as únicas surpresas que estão sendo encontradas por causa do degelo da permafrost na Sibéria. Em janeiro um rinoceronte lanoso da Era do Gelo foi encontrado próximo a um rio da região de Yakutia com todos os seus membros, alguns de seus órgãos, suas presas e até mesmo sua lã intactos.

Fonte: CNN





Autor: olhar digital
Fonte: CNN
Sítio Online da Publicação: olhar digital
Data: 1702/21
Publicação Original: https://olhardigital.com.br/2021/02/17/ciencia-e-espaco/cientistas-resolvem-o-misterio-de-gigantesca-cratera-na-siberia/

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Mais conhecido antepassado dos nativos americanos de hoje encontrados na Sibéria




Os indígenas americanos, que incluem nativos do Alasca, primeiras nações canadenses e nativos americanos, descendem de humanos que atravessaram uma antiga ponte terrestre que ligava a Sibéria na Rússia ao Alasca dezenas de milhares de anos atrás. Mas os cientistas não sabem quando e onde esses primeiros migrantes se mudaram de um lugar para outro. Dois novos estudos lançam luz sobre esse mistério e descobrem o ancestral nativo americano mais estreitamente relacionado fora da América do Norte.


No primeiro estudo, os pesquisadores liderados por Eske Willerslev, geneticista da Universidade de Copenhague, sequenciaram todo o genoma de 34 indivíduos que viviam na Sibéria, a ponte terrestre de Beringia e o Alasca de 600 a quase 32 mil anos atrás. Os indivíduos mais velhos da amostra - dois homens que viviam no extremo norte da Sibéria - representam os primeiros humanos conhecidos daquela parte do mundo. Não há vestígios genéticos diretos desses homens em nenhum dos outros grupos que a equipe estudou, sugerindo que sua cultura provavelmente desapareceu há cerca de 23 mil anos, quando a região ficou muito fria para ser habitável.


Em outras partes do continente euro-asiático, no entanto, surgiu um grupo que acabaria por se mudar para a Sibéria, separar e atravessar Beringia para a América do Norte, revela a análise de DNA. Uma mulher conhecida como Kolyma1, que viveu no nordeste da Sibéria há cerca de 10 mil anos, compartilha cerca de dois terços de seu genoma com os nativos americanos vivos. "É o mais próximo que já chegamos de um ancestral nativo americano fora das Américas", diz Willerslev. Ainda assim, observa Ben Potter, um arqueólogo da Universidade do Alasca em Fairbanks que não estava envolvido com o trabalho, a relação é, no entanto, distante.




Autor: Michael Price
Fonte: Science MAG
Sítio Online da Publicação: Science MAG
Data: 05/06/2019
Publicação Original: https://www.sciencemag.org/news/2019/06/closest-known-ancestor-today-s-native-americans-found-siberia