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quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Como ensinar as crianças a amarem os anfíbios


Foto: ABr / EBC
Como ensinar as crianças a amarem os anfíbios, artigo de Rosângela Trajano

Que todo sapinho, rã ou perereca possa viver em paz nos rios e lagos espalhados pelo mundo inteiro. E que as nossas crianças possam aprender a amá-los.

As crianças não têm emoções e/ou sentimentos formados quando nascem, tudo é um processo ao longo das suas vivências que vai se construindo conforme recebem informações das pessoas próximas e do mundo ao seu redor, logo elas não sabem diferenciar o que é feio do bonito, o que é o bom do mau.

Nas primeiras idades somos nós, adultos, os responsáveis pela formação espiritual das crianças, por isso cabe a nós um cuidado delicado para não enchermos seus espíritos de conceitos e preconceitos que dizem respeito somente às nossas vivências enquanto seres pensantes e sentipensantes de passagem pelo planeta Terra.

Para compreender o mundo a criança precisa que o adulto lhe ensine aos poucos o que realmente merece ser colocado no seu pequeno espírito, o que pode ser apreendido e versado na sua razão. Assim, permitimos que a criança possa por si própria fazer escolhas, buscar alternativas e caminhos para um bem viver. A tenra idade é a fase da aprendizagem que levaremos ao longo das nossas vivências. É nessa fase que encontramos crianças com sentimentos e emoções diante das pessoas e das coisas, conforme aquilo que os adultos as apresentaram. Se você disse para uma criança que tal coisa é feia e nojenta aquilo ficará marcado dentro do seu pequeno espírito talvez pela vida inteira, pois as primeiras impressões são as que ficam. Mudar esse sentimento só com muita confiança à pessoa que continuará a educá-la.

Nenhuma criança nasce sabendo diferenciar coisas feias de bonitas, mas nós adultos costumamos a todo instante dizer para elas que não peguem em tal coisa porque é nojenta, porque é feia, porque não gostamos daquilo e acabamos colocando no seu espírito aquilo que são sensações nossas, sem permitirmos que a própria criança experiencie essa vivência. Claro é que na maioria das vezes acendemos o alerta de não deixar que as nossas crianças fiquem à mercê de coisas más ou quem possam a vir lhes prejudicar, mas tenhamos cuidado com a forma pela qual as educamos, pois todo ensinamento errado pode acarretar em traumas futuros.

Para entrar no assunto deste artigo, quero falar um pouco dos anfíbios, mais precisamente dos sapinhos, rãs e pererecas que vivem nos rios e lagos das cidades. Esses animais são indefesos e não fazem mal a ninguém. Considerados feios por uns e nojentos por outros, eles servem para equilibrar o meio ambiente comendo muriçocas e mosquitos como também para alimentar outros animais. Não devemos ensinar às crianças a jogarem pedras ou sal em seus corpinhos indefesos. Isso é maldade. Isso é um ensinamento errado. Ao contrário, devemos ensinar às crianças o quão importante os anfíbios são para a nossa natureza.

Na minha pequena infância, aprendi que os sapos são bichos horríveis. Quando aparecia um sapinho dentro de casa, as pessoas jogavam sal em seus corpos. Eu não sabia por que faziam aquilo, eu só via e achava aquilo engraçado e esquisito. Hoje, adulta, vejo o quanto isso é prejudicial aos sapinhos, pois impede que os mesmos possam respirar, uma vez que a respiração é cutânea, ou seja, pela pele. Na minha pequena idade, jogava-se sal para espantar o bichinho pra longe, era comum vermos sapinhos mortos no terreiro próximo de casa. Eu nem chorava porque aprendi que por bicho que a gente não cria em casa não é preciso chorar, e acreditava que só se devia chorar por gato e cachorro. Eu era uma menina boba e as pessoas faziam questão que crescesse assim.

Pois bem, depois de mostrar a importância dos anfíbios para o meio ambiente, venho pedir aos pais e professores que ensinem às suas crianças a amarem os anfíbios mostrando a importância que têm para o meio ambiente. Apresentando nas suas aulas ou rodas de conversas imagens desses bichinhos, locais onde vivem e seus costumes diários e noturnos. Nunca dizer para uma criança que tem bicho feio na natureza, isso quem deve julgar é ela depois de se conhecer mais sobre tal bicho. Todo cuidado é necessário quando ensinamos às crianças a preservarem o meio ambiente.

Os sapinhos e rãs são pouco encontrados nos dias atuais nas cidades grandes, geralmente os encontramos em comunidades pequenas onde tem rios e lagos. Nesses locais devemos ter mais cuidado no respeito à natureza, principalmente aos anfíbios porque grande parte da população tem preconceitos sobre eles que se tornaram comuns no dia a dia, e ensinam às crianças que esses bichos são feios e nojentos, que devem ficar longe deles. Quando criança eu só sabia que sapo servia para fazer macumba, triste experiência.

Mas sapo, rã e perereca também servem para não permitir que mosquitos e muriçocas invadam as nossas casas, se eles forem extintos o meio ambiente será afetado e quem mora próximo de um rio ou lago verá um desencadeamento da natureza, ou seja, um número crescente de mosquitos. Todo animal tem a sua importância significativa ao planeta. Eu escolhi os anfíbios por acreditar que eles são os que mais sofrem perseguição por parte de algumas pessoas, principalmente no que concerne aos sapinhos que são sempre vistos como um bicho que só serve para fazer macumba. Na minha infância, aprendi desde cedo que a gente quando quer o mal de uma pessoa coloca o nome dela num papel e coloca na boca do sapo, depois costura e pronto, ela só vai viver coisas terríveis. O que não é verdade. Os sapos não fazem mal a ninguém.

Vemos que o preconceito em relação aos sapos, rãs e pererecas ainda é muito grande até hoje. Também deixo aberto para o professor ou pais falarem do uso dos animais para oferendas por parte de algumas religiões, como também do uso para experimentos científicos. Tudo isso precisa ser abordado com as crianças para que elas não cresçam bobas iguais a mim, pois essas informações erradas nós trazemos para a vida adulta e acabamos transmitindo para outras pessoas ao nosso redor que são leigas no assunto.

Ensinar às crianças a como amarem os anfíbios pode ser meio complicado porque a maioria delas vivem presas dentro de apartamentos, casas e condomínios, logo nunca conhecerão esses animais, porém há aquelas que vivem nas cidades pequenas onde já vemos uma queda no número de anfíbios, ou seja, eles estão desaparecendo e por nossa causa as crianças nunca mais poderão ver um sapinho ou uma rã no quintal de casa ou num passeio pelo rio.

Os sapinhos são muito usados para experimentos científicos em laboratórios. Devemos ter cuidado com isso, pois se trata de uma vida. Este é um assunto para ser debatido com a questão ética. Até onde podemos tirar uma vida para fazer uma experiência científica? O que vai acontecer com o sapinho se a nossa experiência fraquejar? E se eu matar o sapinho? São essas e tantas outras questões que devem ser abordadas neste assunto delicado. Toda vida importa para o equilíbrio e amor ao meio ambiente.

Outro assunto que também deve ser discutido com as crianças é a questão da rã, anfíbio encontrado nos rios a lagos também, serve como alimento ao homem. Mas até onde surge a questão ética da grande matança das rãs para alimentar pessoas que pagam caro pelo seu prato? Estamos desequilibrando a natureza tirando dela centenas de rãs mensalmente para alimentarmos os nossos desejos da gula? Eu sei que alguns animais devem ser comidos pelos homens, mas defendo que sejam comidos quando se tem fome verdadeira e que não há outro alimento por perto para evitar o seu consumo desenfreado. Outro dia, conheci um restaurante onde tinha um tanque enorme cheio de rãs à espera de serem mortas para atender o desejo de seus clientes.

São por todos os motivos expostos acima que venho como uma pessoa que grita e pede socorro aos anfíbios que procuremos ensinar às nossas crianças o respeito e a admiração por todos esses bichinhos para que possam viver bem onde quer que estejam. Nas aulas podemos mostrar as imagens de alguns deles e comentarmos sobre as suas existências e importâncias. Começando pela natureza e depois pela questão da ética, pois sem ela não podemos chegar ao espírito da criança, uma vez que toda ela cresce conhecendo os seus deveres e direitos das coisas baseadas nos nossos comportamentos diante do mundo.

É importante que cuidemos dos anfíbios antes que seja tarde demais. Os sapinhos são indefesos e quando invadem as nossas casas é porque nos rios e lagos algo de errado já está acontecendo, pois eles não costumam sair por aí fazendo mal a ninguém. Também devemos mostrar às crianças que o conceito de feiura depende de nós, pois o que é feio não significa ser maldoso, e tendemos a criar esse tipo de sentimento pelas coisas feias como se elas trouxessem sempre algo desagradável para nós.

Os anfíbios estão desaparecendo por nossa causa. Antigamente, perto de mim, tinha um rio e eles vinham nos visitar todas as noites. Hoje, não tem mais rio e os sapos morreram todos. O homem atingiu o meio ambiente com o seu crescimento desenfreado e a construção de prédios residenciais próximos a rios e lagos o que destruiu tudo que tinha ao nosso redor. É esse cuidado que devemos ter quando formos dar uma aula sobre a importância dos anfíbios, ou seja, eles só vão existir se existirem rios e lagos. Como poderá existir vida num rio poluído? Quem está matando os sapinhos? Por que fazemos isso? O que pode nos causar o desenvolvimento?

Que todo sapinho, rã ou perereca possa viver em paz nos rios e lagos espalhados pelo mundo inteiro. E que as nossas crianças possam aprender a amá-los independente de boniteza, pois desde cedo as ensinamos a amarem ursos de pelúcia e essas sequer os conhecem passando-lhes uma imagem de que todo urso é manso e carinhoso quando não é verdade. Com base nisso podemos ensinar-lhes a amarem e respeitarem os anfíbios também se não tivemos preconceitos diante da natureza que tanto nos quer bem e nos proporciona um bem viver no planeta Terra. Ela só quer que a respeitemos.

Rosângela Trajano, Poeta, escritora, filósofa e ativista ambiental


in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 10/08/2021





Autor: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data: 10/08/2021
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2021/08/11/roraima-permite-venda-de-area-publica-com-ate-85-de-desconto-para-quem-desmatou/

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Seis espécies de anfíbios invasores são identificadas no país

A invasão de ecossistemas brasileiros por espécies provenientes de outros biomas, países ou continentes é um desafio para os conservacionistas. Há vários exemplos, como os javalis originários da Europa e importados para fazendas no Uruguai, de onde escaparam para o Brasil nos anos 1990, alastrando-se desde então pelas regiões Sul e Sudeste.

Entre os invasores há também anfíbios. Um grupo de biólogos das universidades paulistas acaba de publicar o primeiro levantamento de anfíbios invasores dos biomas brasileiros. Contabilizaram a presença de nada menos que seis espécies diferentes, entre sapos, rãs e pererecas, espalhados por boa parte do país.

Algumas invasões são recentes, como é o caso da perereca-assobiadora (Eleutherodactylus johnstonei), introduzida acidentalmente na cidade de São Paulo há menos de uma década. Outros casos são mais antigos, como o sapo-cururu (Rhinella jimi), que chegou ao arquipélago de Fernando de Noronha há 130 anos.

Resultados do trabalho foram publicados na PLOS ONE em artigo de Lucas Forti, do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp, Luís Felipe Toledo, chefe do Laboratório de História Natural de Anfíbios Brasileiros do IB, Célio Haddad, professor do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp), e outros. A pesquisa contou com diversos apoios da FAPESP, na forma de Auxílios e Bolsas.

A ideia de fazer um levantamento dos anfíbios invasores nos biomas brasileiros surgiu no verão de 2013-2014, quando Forti observou nos jardins de um condomínio no Guarujá (SP) uma infestação de pererecas-das-bromélias (Phyllodytes luteolus). “Trata-se de uma espécie cujo habitat original são as porções de Mata Atlântica que se estendem desde o norte do Rio de Janeiro até a Paraíba”, disse.

O herpetólogo suspeita que as pererecas-das-bromélias devem ter sido introduzidas no Guarujá acidentalmente, por meio do comércio de plantas ornamentais, uma vez que a espécie, como seu nome indica, costuma viver nos acúmulos de água entre as folhas das bromélias.


Luís Felipe Toledo, chefe do Laboratório de História Natural de Anfíbios Brasileiros do IB: “A boa notícia é que, das seis espécies invasoras identificadas, quatro terão a sua área de distribuição reduzida até 2100”

Segundo Forti, a invasão põe em risco a sobrevivência de pererecas nativas que vivem em habitats semelhantes na Baixada Santista, especialmente a do gênero Ischnocnema . O risco advém da vocalização dos invasores. Ocorre que os machos de P. luteolus, em seus cantos noturnos para chamar a atenção das fêmeas, vocalizam na mesma faixa de frequência dos machos de Ischnocnema.

O ruído causado pela vocalização de uma espécie invasora provavelmente prejudica o sistema acústico de comunicação em espécies nativas, fato que, especificamente, deve colocar em risco a reprodução na espécie nativa do gênero Ischnocnema nos locais de simpatria – quando duas espécies ocorrem na mesma área geográfica – com P. luteolus.

“Isso potencialmente atrapalha a comunicação acústica das espécies e talvez possa ter efeitos negativos sobre a habilidade das fêmeas localizarem os machos no ambiente reprodutivo”, disse Forti.

Outra invasão foi identificada em algumas ruas do bairro do Brooklin, na zona sul da cidade de São Paulo. Em 2014, diversas famílias começaram a se queixar de um barulho ensurdecedor que tirava seu sono (confira no vídeo em www.youtube.com/watch?v=9cV11UPneHc).

Haddad, professor da Unesp em Rio Claro, foi contatado pelos moradores para investigar a causa da barulheira e acabou identificando a bioinvasão. Era o canto de centenas de pererecas-assobiadoras.

“Todo o barulho é produzido pelo macho da espécie, pois a fêmea é muda. É o macho que tem o papel de coaxar para atrair a fêmea. A espécie é nativa das Antilhas e achamos que foi trazida acidentalmente em plantas ornamentais”, disse Haddad, que coordena o Projeto Temático “Diversidade e conservação dos anfíbios brasileiros”.

O problema das pererecas-assobiadoras no bairro paulista já provoca consequências econômicas, como a desvalorização imobiliária naquelas ruas onde está por enquanto circunscrita a invasão. Os animais estão se reproduzindo nos quintais das casas.

Segundo Haddad, deve-se combater e eliminar o problema enquanto a invasão está restrita a um bairro. “Se nada for feito, a população de pererecas-assobiadoras vai se alastrar e, caso venha a atingir uma área de mata, sair de controle”, disse.

Cururu e rã-touro

Há dois outros casos de bioinvasão que são há muito de conhecimento dos cientistas. Um deles é na ilha de Fernando de Noronha, onde os primeiros sapos-cururus, naturais do Nordeste, foram introduzidos pelo padre Francisco Adelino de Brito Dantas (1825-1893), que em 1888 foi ser o capelão da colônia penal que lá funcionava.

Estima-se que o religioso tenha levado o cururu como forma de controle biológico dos insetos que infestavam suas hortaliças. Outra suposição é que o cururu teria sido introduzido por militares dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, quando mantiveram uma base na ilha. Eles teriam trazido os cururus como forma de controle da população de mosquitos.

O problema do cururu é a sua voracidade. “Em Noronha, sabemos que o cururu está comendo bichos ameaçados de extinção”, disse Toledo, que estudou o problema da invasão de cururus no arquipélago.

O anfíbio bioinvasor com presença mais ampla no Brasil e com as consequências mais graves é a rã-touro (Lithobastes castesbeianus). Natural da América do Norte, foi importada para a ranicultura nos anos 1930 e logo escapou dos ranários para o meio ambiente, encontrando-se hoje disseminada pelas manchas de Mata Atlântica em diversos estados do Sul e do Sudeste. É um animal grande, de até 20 centímetros, e que come de tudo, entre insetos, filhotes de pequenos mamíferos, pequenas aves e até membros jovens da própria espécie.

Além de competir com espécies nativas por recursos, a rã-touro é um reservatório natural de Batrachochytrium dendrobatidis, um fungo que ameaça a população mundial de anfíbios. O fungo é o causador de uma doença chamada quitridiomicose, que ataca a pele dos anfíbios e interfere na troca gasosa dos animais com o meio ambiente.

A rã-touro, uma das espécies invasoras | Foto: Divulgação

Nos últimos anos, tem sido registrada uma acentuada extinção de espécies de anfíbios em várias regiões do planeta. A bioinvasão de rã-touro, que se alastra por diversos continentes, pode estar relacionada a tais extinções em massa, pois o fungo foi identificado pelos cientistas brasileiros na pele da rã-touro, que é resistente à doença.

“Tudo indica que a proliferação invasiva da rã-touro está disseminando o fungo. Se for o caso, trata-se de uma constatação muito importante e que servirá de base para o combate à doença e à proteção das diversas populações de anfíbios ameaçados”, disse Toledo.

As outras duas espécies de anfíbios bioinvasores identificadas no estudo são a perereca-de-banheiro (Scinax x-signatus), natural da Venezuela e da Colômbia e que, como o cururu, também infesta Noronha, e a rã-pimenta (Leptodactylus labyrinthicus), que hoje se prolifera na Amazônia central.

Os autores do levantamento dos anfíbios invasores também investigaram qual poderá ser a distribuição futura das seis espécies em função das mudanças climáticas. Simulações foram feitas tomando por base os prognósticos climáticos para 2100 do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

“A boa notícia é que, das seis espécies invasoras identificadas, quatro terão a sua área de distribuição reduzida até 2100, inclusive a famigerada rã-touro. Não é o caso, contudo, da perereca-assobiadora e do sapo-cururu, que podem vir a ter a sua distribuição ampliada”, disse Toledo.

O artigo Perspectives on invasive amphibians in Brazil, de Lucas Rodriguez Forti , C. Guilherme Becker, Leandro Tacioli, Vânia Rosa Pereira, André Cid F. A. Santos, Igor Oliveira, Célio F. B. Haddad e Luís Felipe Toledo, pode ser lido em https://doi.org/10.1371/journal.pone.0184703.



Autor: PETER MOON
Fonte: Faperj
Sítio Online da Publicação: Unicamp
Data de Publicação: 10/11/2017
Publicação Original: https://www.unicamp.br/unicamp/ju/noticias/2017/11/10/seis-especies-de-anfibios-invasores-sao-identificadas-no-pais