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terça-feira, 28 de junho de 2022

ELVIRA SOUZA LIMA - BULLYING: UMA ANÁLISE SOCIOANTROPOLÓGICA INTEGRADA AO FUNCIONAMENTO BIOLÓGICO e CULTURAL DO CÉREBRO

 Videoconferência via Sympla Streaming

Neste Encontro vamos analisar as origens do bullying e as características de um comportamento difícil de modificar. Bullying é um processo de raízes culturais. Daí a necessidade de compreensão em um espectro amplo de fatores. Bullying é um processo que forma memórias moduladas pela emoção, daí a persistência dos episódios. É possível modificar comportamentos de bullying pela abordagem de cunho sociológico.



Link para inscrição:
https://www.sympla.com.br/bullying-uma-analise-socioantropologica-integrada-ao-funcionamento-biologico-e-cultural-do-cerebro__1624372


CEPAOS Research Center
Centro de Estudos e Pesquisas Armando de Oliveira Souza





Autor: CEPAOS Research Center
Fonte: CEPAOS Research Center
Sítio Online da Publicação: CEPAOS Research Center
Data: 25/06/2022
Publicação Original: https://www.sympla.com.br/bullying-uma-analise-socioantropologica-integrada-ao-funcionamento-biologico-e-cultural-do-cerebro__1624372

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

O impacto da série '13 Reasons Why' na visão de jovens brasileiros sobre suicídio e bullying, segundo estudo


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Protagonista da série deixa fitas explicando a colegas por que cometeu suicídio - motivos incluem bullying, assédio e estupro

Imediatamente após ser lançada pelo serviço de streaming, em março de 2017, a série 13 Reasons Why provocou debates na imprensa e na área médica sobre os possíveis efeitos de uma representação ficcional do suicídio em uma audiência predominantemente jovem.

Na série, a protagonista Hannah Baker grava fitas de áudio para seus antigos colegas explicando as razões para ter tirado a própria vida - indicando, principalmente, o bullying que havia sofrido.

Desde então, especialistas em saúde mental têm apontado para os prováveis riscos de a personagem principal ser imitada pelos jovens que viessem a assistir ao seriado, por conta de uma glamourização excessiva do ato.

A possível imitação causada pela série da Netflix foi analisada pela primeira vez no Brasil no estudo recém-publicado por pesquisadores da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) no Journal of the American Academy of Child & Adolescent Psychiatry, um dos mais importantes do campo.
Os efeitos da série no Brasil

"O impacto social das obras de ficção ou do suicídio de celebridades sempre foi um debate na área, mas há poucos estudos recentes que tenham avaliado objetivamente a questão", explica o psiquiatra e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Christian Kieling, líder do estudo.


O fenômeno de reprodução suicida é conhecido pelos médicos como "efeito Werther", e tem suas origens no século 18: o nome faz referência à obra Os sofrimentos do jovem Werther, do escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe, que teria provocado um aumento nos suicídios após sua publicação.

Segundo relatos da época, os jovens eram encontrados sem vida vestindo roupas semelhantes às do personagem ou, ainda, com um exemplar do livro em mãos.

No caso da preocupação levantada por 13 Reasons Why, comenta Kieling, somam-se ainda questões atuais. Nas últimas décadas, o suicídio tem se firmado como uma das principais causas de morte entre adolescentes no Brasil, atrás apenas do trânsito e da violência interpessoal, categoria ampla que inclui assassinatos, agressão, brigas, bullying, violência entre parceiros sexuais e abuso emocional.


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Suicídio é uma das principais causas de morte de adolescentes no Brasil

No estudo feito por pesquisadores do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, foram analisadas as respostas de 21.062 adolescentes para entender até que ponto a série pode ter influenciado o pensamento e o comportamento dos consultados.

Após a polêmica que se seguiu à primeira temporada, a própria Netflix havia financiado um estudo sobre 13 Reasons Why nos Estados Unidos, mas a pesquisa não abordou se a série aumentava ou não os pensamentos suicidas.

No levantamento feito pelos pesquisadores da UFRGS, adolescentes do Brasil e dos Estados Unidos, na faixa etária entre 12 e 19 anos, foram questionados sobre ideação suicida antes e depois de assistir aos episódios - e também sobre a forma como passaram a encarar o bullying após acompanhar a história de Hannah Baker.

Entre os adolescentes sem sintomas de depressão ou pensamentos suicidas antes de ver a série, 4,7% responderam ter passado a pensar mais em tirar a própria vida, um número considerado "preocupante" pelos autores do estudo.

Naqueles mais vulneráveis – sofrendo com depressão e tendo cogitado o suicídio anteriormente – o aumento foi ainda mais expressivo: 21,6% tiveram mais ideação suicida após 13 Reasons Why. Por outro lado, nesse mesmo grupo, 49,5% disseram ter passado a conviver com menos pensamentos suicidas após ver a série.

Outro resultado que chamou atenção dos pesquisadores foi o impacto sobre o bullying. Dos mais de 21 mil adolescentes, 41,3% disseram já haver praticado bullying. Mas depois de ver 13 Reasons Why, 90,1% deles afirmaram ter passado a fazer menos bullying.

"O estudo indicou que os efeitos da série são múltiplos, o que demonstra a complexidade do fenômeno", admite Kieling. "O efeito foi predominantemente positivo, especialmente na questão do bullying. Mas os 4,7% das pessoas que não tinham histórico de depressão e que passaram a pensar em suicídio nos preocupou, pois é um número significativo dentro da maioria de crianças e adolescentes que não têm o transtorno".
Cuidados ao representar o suicídio

Para Alexandre Paim Diaz, membro da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e um dos coordenadores da campanha Setembro Amarelo de prevenção ao suicídio, o estudo feito pelos pesquisadores da UFRGS reforça a necessidade de cuidados ao abordar a temática na mídia.


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Estudo diz que mídia deve ter mais cuidado ao abordar suicídio de adolescentes e ressalta que série tem efeitos múltiplos

"Há estudos europeus e coreanos, que mostram um aumento do suicídio após se noticiar a morte de atrizes e pessoas mais célebres", destaca Diaz.

"É claro que não se pode afirmar com certeza a existência de uma causa-efeito, mas os resultados sugerem uma associação, e levantam a questão para o cuidado com a maneira como se noticia o suicídio".

O psiquiatra, ligado à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), destaca que o suicídio também é uma das principais causas de morte da população jovem em nível mundial: a segunda na faixa etária entre 15 a 34 anos.

"É importante que as pessoas que produzem um conteúdo artístico tenham consciência de que a maneira como elas representam um tema tem impacto na sociedade", argumenta.

"Nada impede que se produza aquele conteúdo, mas com orientação, estimulando discussão com profissionais, pais e professores sobre fatores de risco, prevenção, sinais de alerta".

No caso de 13 Reasons Why, entende Diaz, os dados levantados pela pesquisa brasileira são significativos. "Quando pensamos que é 4,7% de milhares de jovens que não tinham um sintoma de depressão ou ideação suicida e aumentaram esse nível, é um número muito considerável. E o aumento é ainda mais importante quando se trata de um grupo já vulnerável", diz.

"Quem produz esses conteúdos tem que ter clareza de que eles podem ser nocivos a uma parcela da população."

De acordo com Christian Kieling, é importante que os pais monitorem o que os filhos assistem. "Censurar não parece ser o caminho mais eficaz, mas é preciso que eles abordem o assunto com os filhos", indica o especialista.

E também aponta onde 13 Reasons Why poderia ter feito melhor: "A série não mostra claramente que existem formas de buscar ajuda e, além disso, detalha como a menina se matou, o que não é recomendado", avalia.

"Devemos falar sobre suicídio. Escondê-lo não vai fazer o problema desaparecer. Mas temos de ter cuidado ao retratá-lo, sem mostrar os meios", conclui.

Procurada para comentar os resultados do estudo brasileiro, a Netflix não havia se manifestado até a conclusão desta reportagem.

Em junho, quando o serviço de streaming confirmou a terceira temporada de 13 Reasons Why em meio a controvérsias, o CEO Reed Hastings disse que ninguém era obrigado a assistir.

"É controverso, mas ninguém é obrigado a assistir. Somos um serviço sob demanda e estamos felizes sobre a possibilidade da terceira temporada e ansiosos para dar apoio ao time da série", afirmou, na ocasião.

Recentemente, a Netflix lançou um PIN que permite aos pais controlar o acesso a determinados conteúdos.

Além disso, incluiu um vídeo antes de cada episódio da segunda temporada de 13 Reasons, no qual os próprios atores fazem alertas de como procurar ajuda para os telespectadores que se sentiram abalados pelo drama de Hannah e de outros personagens.

A página da série também é voltada para dar apoio a telespectadores. Traz telefones úteis de centros de apoio emocional e prevenção de suicídio ao redor do mundo e vídeos extras que discutem as várias formas de bullying e violência sexual nas escolas.

Na descrição, ao pé da página, emite mais um alerta: "Esta série é recomendada para maiores de 16 anos e aborda problemas como depressão, violência sexual e suicídio. Se você estiver passando por um momento difícil, ela pode não ser apropriada para você ou talvez seja melhor assistir na companhia de um adulto."

*O Centro de Valorização da Vida (CVV) dá apoio emocional e preventivo ao suicídio. Se você está em busca de ajuda, ligue para 188 (número gratuito) ou acesse www.cvv.org.br.



Autor: Maurício Brum e Sílvia Lisboa
Fonte: Porto Alegre (RS) para a BBC Brasil
Sítio Online da Publicação: BBC News Brasil
Data de Publicação: 07/08/2018
Publicação Original: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-45064888

terça-feira, 17 de julho de 2018

Bullying: a responsabilidade também é dos pais e da escola, artigo de Lélio Braga Calhau

Foto: USP Imagens

Muito tem se falado sobre bullying no ambiente escolar no Brasil. Trata-se de um problema mundial, e não apenas de nossa sociedade. Felizmente, há cerca 10 de anos, já existem atividades antibullying em nosso país. Em alguns pontos evoluímos muito, mas, em vários, a situação ainda deixa a desejar e aparenta poucas mudanças.

O bullying é um comportamento apreendido e se trata de um tipo de violência, que está dentro de um contexto social maior, que afeta as relações pessoais no trabalho, na igreja, nos clubes. Nesse sentido, a escola ganha ainda mais destaque, por reunir uma série de crianças e adolescentes, que estão em fase de formação de seu caráter e personalidade. Não há fórmulas prontas para atacar o problema e ele não deve ser abordado com uma questão unicamente da escola.

Na prevenção, é visível que o assunto ganhou mais repercussão e é mais divulgado nas escolas, através de palestras, campanhas, e várias outras ações. No controle, ainda não temos resultados consistentes, pois a maioria das atividades antibullying contam mais com a dedicação individual e o esforço pessoal de educadores, promotores de justiça, psicólogos, entre outros, do que em esforços concentrados de uma política pública.

No campo da repressão, surgiram mais ações na Justiça, mas ainda com muitas absolvições por falta de provas. No entanto, condenações judiciais contra pais e escolas já começam a surgir com mais frequência. A Lei Federal 13.663/18 (artigos 12, incisos IX e X), sancionada há poucas semanas, inclui o dever das escolas em combater o bullying na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). A meu ver, esse é um novo e importante elemento que incrementa, e muito, a responsabilidade civil das escolas em prevenir e controlar os casos de bullying escolar no Brasil.

Envolver os alunos, professores, funcionários administrativos, as famílias e a comunidade local é de suma importância para que resultados consistentes ao longo do tempo possam ser alcançados e mantidos. Mais do que nunca, chegou o momento de ações efetivas serem adotadas para controlar o bullying e o cyberbullying escolar. Caso isso não aconteça, o ambiente dos alunos e a escola será comprometido com ações judiciais dispendiosas em um futuro próximo.

A resposta para o bullying deve ser construída com o diálogo de todos. Não é um problema somente dos pais, nem unicamente das escolas, mas faz parte de um problema maior que a violência social. Tentar controlá-lo, juntamente com a indisciplina e a incivilidade, apenas com ameaças de punições não vai resolver. Desenvolver atitudes de democracia, valorização das amizades, respeito ao próximo, aos familiares e as regras, contribuirá para o desenvolvimento de cidadãos que farão a diferença na comunidade em que estiverem inseridos. A palavra central é mediação!

Lélio Braga Calhau é Promotor de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais. Graduado em Psicologia pela UNIVALE, é Mestre em Direito do Estado e Cidadania pela UFG-RJ.


in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 17/07/2018




Autor: EcoDebate
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data de Publicação: 17/07/2018
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2018/07/17/bullying-a-responsabilidade-tambem-e-dos-pais-e-da-escola-artigo-de-lelio-braga-calhau/

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Bullying: Como evitar uma tragédia? artigo de Mario Louzã


Bullying. Foto: EBC


Casos recentes de suicídios de estudantes de colégios particulares em São Paulo acenderam um sinal de alerta em pais e escolas. E não é para menos. De acordo com a pesquisa do sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, com base em dados do Ministério da Saúde; de 2000 a 2015, os suicídios cresceram 65% em pessoas com idade entre 10 e 14 anos, e 45% de 15 a 19 anos.

No período da adolescência, e mesmo da pré-adolescência, os indivíduos têm uma vulnerabilidade muito grande em relação ao bullying, a pressões sociais, entre outros aspectos. As redes sociais são um dos grandes motivadores de aumento de ansiedade e até de depressão, seja por comentários maldosos ou as famosas fake news, que viralizam instantaneamente.

O bullying envolve um comportamento agressivo, repetitivo, feito por alguém que exerce algum tipo de poder sobre outro, se sentindo superior e alimentando seu ego, principalmente na frente de seus colegas. No cyberbullying, ou bullying virtual, o anonimato pode trazer uma vantagem ao executor do bullying, já que este pode atacar sem que a pessoa tenha chances de defesa.

As vítimas do bullying, em geral, têm vergonha de contar o que estão sofrendo. Cabe aos pais identificarem a mudança no comportamento do filho. Sinais de que há algo de errado: não querer ir à escola; ficar ansioso ou angustiado na hora de ir à escola; relutância em participar das atividades em grupo; isolamento; irritabilidade constante; apatia; aumento ou perda de apetite; entre outros.

As abordagens para manejo, tanto do agressor quanto da vítima, são, principalmente, de base psicoterápica. Para o “buller”, o trabalho envolve identificar a raiz do seu comportamento agressivo e desenvolver uma análise que o ajude na transformação da sua personalidade. Já para a vítima, o tratamento psicoterápico envolve auxílio na superação da dificuldade de se expressar, de se impor e de se defender de forma adequada.

Desde criança, cada indivíduo começa a demonstrar seu temperamento, sua personalidade, sendo umas mais tímidas e outras mais extrovertidas. Conforme o ambiente familiar, essas características podem se transformar. E, ao contrário do que muitos pensam, a função das escolas é ensinar, e não educar. Esta tarefa é dos pais.

É muito frequente ver pais que se abstêm deste papel e delegam às escolas uma função que não é delas. Se uma criança chega ao colégio sem a mínima capacidade de ser educado e de respeitar os colegas (e de se fazer respeitar), trata-se de um problema já instalado, provavelmente de origem familiar.

Para evitar que uma criança se torne um jovem arrogante, sem educação, sem limites e noções básicas de civilidade, é preciso que os pais mudem seu modo de lidar com seu filho, tentando corrigir o que não foi ensinado no momento certo (possivelmente nos primeiros meses de vida, quando a criança começa a explorar o mundo, e já precisa entender seus limites, e o que é certo ou errado).

Em suma, o ideal é que escolas estejam em permanente contato com os pais, especialmente para relatar episódios de bullying, preconceito e agressão física ou verbal. Assim, os pais terão mais facilidade para compreender a mudança de comportamento do seu filho, e tomar as devidas providências, evitando possíveis transtornos de ansiedade, depressão e até tragédias maiores.

Prof. Dr. Mario Louzã, médico psiquiatra, doutor em Medicina pela Universidade de Würzburg, Alemanha. Membro Filiado do Instituto de Psicanálise da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (CRMSP 34330)


Colaboração de Flávia Vargas Ghiurghi, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 04/05/2018


Autor: Flávia Vargas Ghiurghi
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data de Publicação: 04/05/2018
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2018/05/04/bullying-como-evitar-uma-tragedia-artigo-de-mario-louza/

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Como perceber se uma criança está sofrendo bullying


Imagem: EBC


Entenda quais os sinais apresentados pelas vítimas de bullying e saiba como agir

Todos já passamos em algum momento da vida por uma situação de bullying, mas, não é porque foi no passado que não tenha te afetado até hoje.

Sabendo disso, é necessário identificar se uma criança está sofrendo bullying para poder agir e combater esse mal que se espalha pelas escolas.

Como identificar que a criança está sofrendo bullying?

O primeiro passo para combater o bullying é saber identificar se uma criança está sofrendo a agressão. Geralmente, alguns comportamentos podem te alertar sobre a possível situação. Veja abaixo alguns sinais que podem te ajudar a identificar se uma criança está sofrendo bullying.

– Muito silêncio

Se a criança ficar muito quieta, se isolar, não querer conversar sobre a escola ou o dia, isso pode indicar que ele está passando por problemas, especialmente se ficar em silêncio não for um comportamento típico de sua personalidade.

– Machucados e hematomas

Note se a criança está com muitos hematomas e machucados pelo corpo. Ela pode afirmar que caiu ao longo do dia ou que bateu em algum lugar, mas se esse tipo de situação começar a se tornar mais frequente, é aconselhável que a situação seja investigada.

– Rejeição a escola

Se o seu filho começar a querer a evitar a escola, pedindo para faltar ou arranjando motivos para não ir, isso pode ser um indício de que ele está sofrendo bullying. Ele também pode lhe pedir para trocar de sala ou até mesmo de instituição.

– Roupas ou materiais estragados

Em algumas situações, quem sofre bullying tem seus pertencer destruídos ou jogados fora. Comece a notar se isso está acontecendo com a criança, pois pode te dar um sinal de que algo está errado.

– Muito irritado

Se em casa a criança começar a se mostrar muito irritada por qualquer motivo, isso pode indicar que ela sofrendo bullying ou que é quem o pratica. Junte isso a outros comportamentos para identificar se o seu filho é a vítima ou o agressor.

– Medo de ir sozinho para a escola

Pode ser que ele comece a pedir para trocar de caminho ou para que alguém o acompanhe até a escola, fique atento, isso pode indicar que ele está com medo de encontrar com os praticantes do bullying.

– Muitas brigas em sala de aula

A criança que briga muito dentro da escola pode estar tentando se defender e isso deve ser um alerta para pais, professores e coordenadores.

– Rendimento escolar começa a cair

Por não se sentir bem no ambiente, a vítima tende desenvolve uma dificuldade na escola, podendo afetar suas notas, participação e outros fatores.

– Redes sociais

Você pode perceber que seu filho ou aluno está sofrendo bullying ao verificar suas redes sociais. Muitas vezes o bullying vira o cyberbullying, que também precisa ser combatido. Porém, tome cuidado com os limites de privacidade da criança.

Saiba como agir

– Se você é o pai, mãe ou responsável: converse com o seu filho de forma aberta e sincera. Entenda o que ele está passando e não o force a nada. Fale com a escola para que juntos vocês descubram a melhor forma de ajudar a criança afetada.

Nunca culpe o seu filho pela situação, nesse momento ele precisa de apoio e incentivo. Se necessário, leve-o para um acompanhamento com psicólogo, que iniciará um tratamento personalizado para a criança.

– Se você é professor: como professor você tem mais facilidade para entender o que está acontecendo no ambiente. Preste atenção em piadinhas e agressões físicas que podem estar acontecendo na sua sala de aula. Não deixe passar, aproveite o momento para resolver a situação.

Alguns cursos online de psicologia infantil ajudam a compreender a mente das crianças e te darão clareza para lidar com o bullying.

O ideal é que se converse com as crianças envolvidas de forma adequada, pois tanto a vítima quanto o agressor precisam de ajuda durante esse processo.

Vale lembrar que o bullying é um assunto sério e que precisa de muita atenção, pois ele pode causar efeitos permanentes em algumas pessoas.



Colaboração de Tainá Fantin, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 27/02/2018

Autor: Tainá Fantin
Fonte: EcoDebate
Sítio Online da Publicação: EcoDebate
Data de Publicação: 27/02/2018
Publicação Original: https://www.ecodebate.com.br/2018/02/27/como-perceber-se-uma-crianca-esta-sofrendo-bullying/